Jake Scott lança álbum de estreia, Lavender; ouça!

O cantor e compositor pop Jake Scott compartilhou o álbum de estreia, Lavender, já disponível em todas as plataformas de streaming. “Eu queria que Lavender parecesse nostálgico. Como um começo e um fim. Como mágica”, explica Jake. “Há anos venho construindo isso, uma música de cada vez, um passo de cada vez, uma experiência de cada vez. E finalmente está aqui! Coloquei cada pedaço do meu coração e alma neste álbum e espero que vocês gostem. Espero que você se veja nisso. Espero que pareça mágica”, afirma. Inspirado em seu relacionamento com a esposa Rachel e sua crescente família, o lirismo honesto de Jake em Lavender evoca sentimentos de euforia, através de lentes nostálgicas. O artista montou grande parte do álbum em seu estúdio caseiro, co-escrevendo ao lado de vários parceiros de confiança e cuidando ele mesmo da produção da maioria das faixas. Agora, o disco canaliza memórias ternas e todos os tipos de verdades para Jake. Por mais que ele tenha reafirmado o seu som neste projeto, ele também ficou um pouco mais perto de entender quem ele é. “De muitas maneiras, fazer este álbum foi um processo de autodescoberta”, explica Jake. “Foi a primeira vez que me sentei para fazer um trabalho completo. Então, fiquei me perguntando: ‘O que eu quero dizer?’ Ao longo da gravação do disco, houve muito crescimento pessoal e artístico. Os últimos dois anos foram alguns dos mais difíceis e, também, melhores da minha vida. Isso sangrou na minha música. Para mim, Lavender é um trabalho autêntico e honesto com as histórias que vivi e estou vivendo atualmente. Estou muito orgulhoso disso”.

Vivi Rocha abraça as surpresas da vida no álbum “Impermanente”

A cantora, compositora e produtora musical Vivi Rocha faz de suas novas canções uma reflexão sobre o lado surpreendente e inesperado da vida, resultando em seu segundo álbum, Impermanente. Após uma sequência de singles, a artista amplia a narrativa de suas composições ao convidar os ouvintes a embarcarem em uma jornada musical que explora temas como a necessidade de recalcular rotas, autenticidade, amor, encontros e esperança. Impermanente parte da colaboração de longo prazo entre Vivi Rocha e seu amigo e produtor, Habacuque Lima. O processo de criação do álbum foi marcado por uma abordagem compartilhada, em que as músicas eram aperfeiçoadas à medida que eram discutidas e moldadas em conjunto. Muitas delas foram experimentadas com o público no Instagram da artista, em um processo de muita troca. O álbum apresenta um total de 11 faixas originais, incluindo uma parceria assinada com Habacuque Lima. As canções capturam uma variedade de temas, desde a busca pela própria identidade, como evidenciado na faixa Um recado pra mim, até a exploração das complexidades do amor, como em Com você e Debaixo d’água de olhos abertos. Além disso, o disco inclui músicas que refletem sobre os encontros na vida, como Vagalume e Numa esquina, e também traz canções de esperança, como Amanhã o sol e A vida volta a acontecer. Impermanente leva para as escolhas estéticas de Vivi Rocha uma reflexão sobre a inquietude e a impermanência da própria artista. A busca pela autenticidade foi o principal guia da musicalidade e das letras em todo o processo. O novo álbum soma a uma trajetória já sólida na música brasileira. Vivi Rocha é uma cantora, compositora, produtora musical e professora de canto baseada em São Paulo. Com uma carreira que abrange diversos gêneros musicais, Vivi é conhecida por sua autenticidade e habilidade de conectar-se com seu público por meio de suas letras profundas e emocionantes. Ela lançou seu primeiro álbum, Entreatos, em 2018, e desde então tem explorado novas direções musicais e criativas. Após dois EPs ao vivo, o trabalho da artista ganha outras nuances e texturas com o lançamento de Impermanente. Para tornar esse projeto uma realidade, Vivi promoveu um financiamento coletivo recorrente. Os apoiadores tiveram a oportunidade de participar ativamente do processo de criação do álbum, desde a escolha das músicas a serem gravadas até o acompanhamento da produção e gravação. Agora, com as canções lançadas para todo o público, a música de Impermanente é um lembrete de que a vida é efêmera, mas a arte é eterna.

MC Carol une trap, grime, funk e até fado no álbum Tralha

Depois de mostrar sua faceta politizada e intensa no disco Bandida e chegar com histórias de amores inusitados em Borogodó, MC Carol ressignifica o termo Tralha. Se a palavra é popularmente usada para descrever alguém de má índole, MC Carol a utiliza como forma de controlar sua própria narrativa, abordando temas como violência, dinheiro, sucesso e relacionamentos com perspicácia e humor. O álbum Tralha apresenta um lado ainda pouco conhecido da artista e explora sua complexa vivência como mulher preta, favelada e bem-sucedida, além de incorporar sonoridades urbanas como grime e trap, e surpreendentes, como fado, refletindo sua vasta bagagem cultural. “Eu canto funk há mais de dez anos, mas sempre curti vários tipos de música e nem todo mundo sabe desse meu lado. Eu gosto de MPB, de música árabe, de brega, de várias coisas, mas quando saio com meus amigos, o que a gente mais ouve no carro e nos rolês é rap nacional e gringo. Djonga, Filipe Ret, Travis Scott nunca faltam na playlist. Eu tenho lançado alguns raps nos últimos anos – tipo Fé Nas Maluca com a Iza e Afropatys – mas não tinha pretensão de fazer um álbum completo. Para Tralha eu fui fazendo as músicas com meus amigos produtores e a coisa foi fluindo. Quando vi, tinha várias músicas já prontas e resolvi lançar. Ainda tenho outras em processo mas vou deixar pra lançar mais pra frente, talvez um Tralha parte 2. Aguardem”, antecipa ela, que lança junto o clipe para Vampiro de Madureira, com MC Gorila. “Eu tinha brigado com o meu namorado, estava cheia de ódio no coração, e é sempre quando eu componho melhor. Escrevi a música e mandei pra ele ver o que achava, depois convidei MC Gorila, que eu admiro muito, pra fazer um verso nela, e no final das contas eu me resolvi com o boy e ele até participou do meu clipe. Da raiva saem as melhores músicas”, se diverte Carol. “Eu amo demais a Carol. Sou fã mesmo. Ela é uma das mulheres mais brabas que já conheci”, completa MC Gorila, participação especial na música. MC Carol é uma proeminente figura no cenário do funk carioca, conhecida por sucessos como Minha vó tá maluca. Quase uma década atrás, ela furou a bolha ao participar do reality show Lucky Ladies, da FOX. Carol realizou shows nos Estados Unidos, Reino Unido e Europa continental, além de palestras em universidades e participações em eventos culturais. A MC também se apresentou nas últimas edições do Rock in Rio e, recentemente, no festival The Town, ao lado de Iza. Ainda ganhou destaque com sua participação no reality show “Soltos em Floripa”, da Amazon Prime Video, e iniciou sua carreira como atriz em projetos audiovisuais como No Coração do Mundo, Barba, Cabelo & Bigode e Impuros. Recentemente colaborou com Pabllo Vittar em Descontrolada e lançou o single Fé Nas Maluca no mais recente álbum da cantora carioca Iza. Nesta última, Carol mostrou sua habilidade no rap, base para esse novo trabalho.

Meyot explora novas texturas sonoras e sensações no álbum Sopa Primordial

As inconstâncias da vida moderna, a desconexão com o mundo externo, o tédio, o papel do trabalho, a sensação de não pertencimento e até as investidas supremacistas que dominam os embates políticos. Está tudo presente no intenso álbum da banda Meyot, Sopa Primordial, uma estreia que apresenta sua sonoridade expandida e desafiadora dos gêneros e convenções musicais. O álbum é uma exploração lírica e sonora de temáticas atuais e uma tradução dos delírios e dilemas de toda uma geração. Polirrítmica, Meyot ressignifica o mundo lá fora com um olhar de quem se recusa a conformar. Os ritmos se quebram, os tempos se misturam, os compassos se descompassam. A banda é formada atualmente por Arthur Montenegro e Giuliam Uchima e se tornou conhecida por incorporar influências que vão desde a MPB dos anos 1970 até o post-rock do século 21, passando pelo rock progressivo, jazz e música eletrônica. Essa exploração sonora guiou os tons e temas de Sopa Primordial. “Nós sempre tivemos uma relação de curiosidade e pesquisa com a música. E muitas vezes estamos pesquisando coisas completamente diferentes de maneira simultânea. Enquanto um tá se aprofundando em jazz, o outro tá mergulhando no industrial, e por aí vai. Tudo tem a sua interessância e move a gente pra algum lugar. O que aconteceu de diferente desde o último EP foi a pandemia, que veio 3 meses depois do nosso último lançamento (o que nos impediu de trabalhá-lo da melhor maneira). É difícil falar em pontos positivos sobre um período tão horrendo, mas foi uma época em que ficamos trancafiados em casa sem a menor certeza do que viria pela frente. Acho que esse sentimento apocalíptico fez com que a gente se agarrasse ainda mais forte ao que dá sentido às nossas vidas: a música. Pesquisamos como nunca. Ouvimos como nunca. Estudamos como nunca. Criamos como nunca. E saiu isso”, eles sintetizam. Fricção abre o disco com uma fusão eletrônica e orgânica, retratando a inconstância da vida moderna, enquanto No Túnel evoca uma atmosfera sombria e melancólica. Casa Abandonada surpreende com elementos como piano, ruídos e sintetizadores, refletindo sobre conexões entre o ambiente exterior e questões interiores. Paulo Advogado aborda o suicídio por tédio em um formato de diálogo-opereta, mantendo sua composição original. Polaramine explora a incerteza do futuro e a ideia de jogar com as expectativas. Viagem a Trabalho trata da absorção do trabalho na vida; Mais Forte que o Sol aborda o neo-fascismo e, finalmente, Fina Solidão discute o não-pertencimento e a angústia vivida em meio ao desconhecido. Cada faixa é uma peça única deste álbum, oferecendo uma tapeçaria de sonoridades. Tudo isso forma uma combinação vital do que nos torna humanos – ou, em outras palavras, uma Sopa Primordial. “Esse nome surgiu no início da banda, quando o nosso primeiro disco era apenas um vislumbre. Brincávamos sobre potenciais nomes quando estávamos conversando no bar e esse foi unânime, acabou pegando internamente e ficando desde então. É uma boa analogia para um primeiro disco de estreia, já que a teoria da sopa primordial afirma que a vida na terra foi concebida a partir de uma mistura de compostos orgânicos. A gente sempre achou que o nosso som era uma densa mistura de vários ‘compostos’ de diferentes gêneros, que juntos dão vida a nossa identidade”, resumem os músicos, que gravaram o disco ao lado do ex-integrante Lucas Berredo, que é um dos compositores de todas as faixas. Meyot chega neste álbum em uma formação coesa e madura, que vai além do clássico baixo-guitarra-bateria. Agora, Giuliam e Arthur incorporam programações, samples, instrumentos com teclas, fazendo crescer a sonoridade da banda para além das possibilidades já mostradas antes. O grupo ganhou reconhecimento com seu EP de estreia, Meiote (2018). Em 2020, lançou o mini-EP Anchorage/Vento Seco, que já introduziu novos elementos musicais. Agora, os músicos estão prontos para explorar outras facetas e vertentes de seu som já curioso e instigante. O resultado é uma coleção de oito faixas onde Meyot mostra que há um mundo inteiro lá fora – tão assustador e empolgante quanto o de dentro.

Ana Frango Elétrico lança Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua; ouça!

Ana Frango Elétrico lançou seu terceiro álbum de estúdio, Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua, em parceria com os selos RISCO (Brasil), Mr Bongo (Inglaterra) e Think! Records (Japão). Após um hiato de quatro anos desde seu último álbum – o aclamado Little Electric Chicken Heart, vencedor do Prêmio APCA como Revelação musical; indicado ao Latin Grammy e Prêmio Multishow; e presente em praticamente todas as listas de melhores do ano de 2019 – Ana Frango Elétrico está de volta às pistas. Neste ínterim, Ana produziu e lançou dois singles durante a pandemia; venceu o WME Awards 2021 como Melhor produtora musical pelo segundo deles, Mulher, homem, bicho. Venceu o Latin Grammy 2022, como co-produtora musical do álbum Sim, sim, sim, do grupo Bala Desejo. Sobretudo, ouviu e aprendeu muito. E todo esse aprendizado se encontra materializado no álbum que ora encontra o público nos formatos digital, vinil e CD. Me Chama De Gato Que Eu Sou Sua evidencia o amadurecimento técnico e estético da jovem cantora, compositora e produtora musical carioca. Aos 25 anos de idade, Ana dirige, canta, compõe, toca e assina a produção musical do álbum. No entanto, ela não está só e sim muito bem acompanhada: chamam a atenção os arranjos de cordas de Dora Morelenbaum (em seu debut como arranjadora) e de metais, por Marlon Sette, que retomam uma marca registrada sua: baladas azedas, lirismo noir e timbres nostálgicos com processamentos futuristas. Ainda, o baixo potente e suingado de Alberto Continentino e a bateria precisa de Sérgio Machado, que abrem com pé na porta o álbum na balada pop Electric Fish e que segue atravessando todo o álbum. “Comecei esse álbum em 2021 com intuito de demonstrar sonoramente entendimentos e sentimentos sobre um amor não-binário, de me expor subjetivamente. O sentimento foi o motor, mas este é um álbum sobre produção musical: baterias setentistas com processamentos oitentistas; diferentes referências de décadas com diferentes processamentos. Testar os limites dos sons orgânicos, voltar atrás/ir além! Vinha me perguntando: o que é a produção musical? Concluí recentemente que é esculpir o ar. Acho que a pesquisa fica aberta para interpretações. (E quem é contemporâneo a mim sabe do bálsamo de influências múltiplas e infinitas que vivemos no tempo do algoritmo) Então, mesmo que não encontrem as minhas próprias referências, irão encontrar as suas. Talvez esse seja o maior objetivo”, pontua Ana Frango Elétrico.

Julico (The Baggios) lança Onirikum, segundo álbum da carreira solo

Paralelo ao The Baggios, banda sergipana com duas indicações ao Grammy, turnês internacionais e nome recorrente no circuito da música brasileira, o vocalista, guitarrista e compositor Julio Andrade dá passos firmes em sua carreira solo, em que atende por Julico, com o lançamento do segundo álbum Onirikum, um tributo à música, ao amor e à existência. Onirikum chega às plataformas de streaming por meio do selo Toca Discos, criado e administrado pelos renomados produtores Felipe Rodarte e Constança Scofield, do renomado estúdio carioca Toca do Bandido. A palavra que dá título do álbum é um neologismo, isto é, uma invenção de Julico para apontar algumas diretrizes das 13 faixas deste lançamento. Devira da palavra onírico(a), como ele explica: “Representa para mim um estado de espírito onde acesso aos devaneios e sentimentos mais profundos. Os sonhos são como janelas que nosso subconsciente acessa e revela mensagens, imagens, ideias, sons e os mais variados desejos e sensações. Nesse universo me inspirei para compor esse álbum, mergulhando nas minhas memórias límpidas e turvas traduzindo através do som e da escrita meus sentimentos sobre temas que me angustiam, me deixa feliz, me alivia ou simplesmente me move”. Para esta nova viagem, Julico também mergulhou ainda mais na música brasileira, principalmente na soul music. Mas tem também muito de samba rock, samba jazz, música nordestina, MPB, assim como pitadas do blues rock, apesar de mais sutis. Onirikum, o sucessor do elogiado Ikê Maré (2020, que figurou em diversas listas de melhores do ano), foi concebido ao longo de três anos. É um álbum diferente de Ikê Maré. Aqui, Julico canta de forma mais limpa, o que a destaca ainda mais sua voz única, assim como a produção, dele mesmo, é um passo adiante em mais um ofício do polivalente músico sergipano. O conceito também é inédito para a carreira de Julico. “Tem um pouco mais do meu coração sendo aberto e exposto sobre relacionamentos e devaneios”. A capa é diretamente conectada ao título, em relação ao viver pela arte e suas infinitas possibilidades. A arte que ilustra a capa de Onirikum foi desenvolvida pelo próprio Julico com ajuda a IA (Inteligência Artificial). “Tive uma autonomia de poder criar meu universo com minhas referências na arte visual. Assim, pude trazer mais detalhes com essa nova ferramenta, inspirada no surrealismo, brincando com distorções de formas. Tem, por exemplo, um cachorro como um dos elementos principais na capa. “O cachorro representa um ser maior pela sua pureza e honestidade. Ele nasce, cresce e morre assim, puro. Por isso pensei em deixá-lo em destaque na imagem, no meio do caos urbano e da confusão do dia a dia. Como um guerreiro, uma referência”, completa Julico. Segundo Julico, 80% de Onirikum foi concebido no seu home studio, em Aracaju (Sergipe), como guitarra, baixo, metais, percussão e parte dos teclados. Antes, aconteceu uma pré-produção com Ravy Bezerra, na bateria, no começo de 2023. “Trouxe ele para conhecer minhas música, colocar as ideias em cimas das minhas ideias de beats, mas é um disco construído em três anos. Eram mais de 30 músicas e listei 13 para o track list final”, revela o músico. Julico gravou baixou, violão, teclados, guitarras e vocais em Onirikum, e teve na bateria seu amigo Ravy Bezerra e percussões de Betinho Caixa D’agua.

Lê Almeida lança álbum I Feel in the Sky, uma jornada musical pelo mundo

Depois de percorrer mais de dez países com Oruã e somar a eles ainda alguns outros, junto à banda Built To Spill, Lê Almeida transforma essa jornada em seu novo álbum solo. I Feel in the Sky é uma viagem musical que reflete a evolução criativa de um artista que não se limita a fronteiras, trazendo faixas gravadas de São Paulo a Seattle, de Búzios a Nova York, guiado apenas pela liberdade criativa. O disco mostra como diferentes ambientes impactam a criação e produção da música, seja à beira mar, seja em meio ao caos urbano. Cada lugar visitado durante as turnês deixou uma marca indelével nas composições, e Lê se concentrou em criar uma atmosfera serena e calma, muito diferente de seus ambientes habituais, para aprofundar seu processo artístico. Daí o título, uma tradução daquele período em que o músico habitou outras realidades urbanas, dialogou com outras linguagens e, enfim, retornou às suas origens com uma visão mais plural que nunca. “Eu queria encontrar palavras que definissem o que é se sentir no céu. Independente de crença e qualquer orientação religiosa, apenas o sentimento livre de se sentir leve o suficiente para estar tão alto quanto no céu. Não encontrei essas palavras, mas me surgiu um mundo de pensamentos, anotações e insights sobre como criar e gravar fora de um ambiente violento influenciaram diretamente a minha musicalidade a criarem novos contornos sociais no meu modo de pensar”, Lê Almeida resume. Durante suas turnês, o cantor desenvolveu o hábito de escrever nos momentos livres, o que abriu muitas possibilidades diferentes ao excursionar pelos Estados Unidos e Europa com o Oruã e acompanhando o Built to Spill. Isso fez de I Feel in the Sky um álbum diversificado. Algumas canções foram resultado de sessões de improvisação livre, enquanto outras surgiram de situações inesperadas. As canções destacam a energia de cada local e mostram como essa energia afetou diretamente o rumo das músicas, tornando o álbum uma experiência verdadeiramente global. I Feel in the Sky não é apenas uma coleção de músicas; é a expressão de um artista que encontrou liberdade e inspiração em meio a diferentes ambientes culturais e geográficos.