Skizorama lança álbum de estreia, ouça Skizochaos

A banda paulistana Skizorama lançou nesta segunda-feira (3) seu primeiro álbum, intitulado Skizochaos, composto por dez faixas que abordam temas cotidianos e sociais com visão crítica e direta. Segundo Crica, baixista e vocalista da banda, “o disco é permeado por questões relevantes — o caos da cidade, a saúde mental, a desigualdade social e as consequências da ditadura militar que respingam até hoje na nossa política”. Produzido por Diego Rocha no Bay Area Estúdios, o álbum foi desenvolvido de forma totalmente independente. Crica destaca que o trabalho é fruto da sintonia entre os três integrantes banda, que conta ainda com Tio (guitarra e voz) e Cavera (bateria e voz). “O disco é totalmente pensado, feito e executado por nós”, completa. A faixa escolhida para divulgar o álbum é Holiday in DOPS, que aborda o período da ditadura militar no estado de São Paulo. Crica comenta que a banda se inspirou em bandas conhecidas por tratarem de temas políticos com ironia e contundência: “Podemos citar como grande referência o Dead Kennedys, que tem longa trajetória com músicas que tratam desse mesmo tema em outros lugares do mundo”. Formada em 2019, em São Paulo, a Skizorama nasceu da amizade entre três músicos do cenário alternativo. O início da pandemia acabou interrompendo os planos do grupo, mas agora a banda retoma suas atividades com o lançamento do álbum. “Começamos pouco antes da pandemia, o que acabou atrapalhando um pouco os planos. Tivemos que pausar o projeto e ter força e paciência para aguardar a retomada”, relembra a baixista. Com um som que transita entre o punk rock e o hardcore, a Skizorama cita influências como Misfits, Cramps, Exploited, Motörhead, Cockney Rejects, Ramones e Cólera. Para Crica, o diferencial do trio está em sua postura: “O ponto forte é seguir fazendo aquilo que acreditamos, sem buscar rótulos ou aprovação. Skizorama é um projeto maduro, com músicos experientes no cenário alternativo e com forte posicionamento político e social. Não é só pela música”. Tio acrescenta que enxerga a arte como uma garantia de sanidade, necessária para transformação subjetiva. “Nós três temos profissões articuladas a arte e sobretudo à música, para nos inserir politicamente e culturalmente na maneira que somos, sentimos e pensamos. E a cultura é essa dimensão estética e simbólica da existência humana. Então, tocamos também para sobreviver em meio a esse caos real”, conclui.

Florence + The Machine lança Everybody Scream; ouça!

O tão esperado novo álbum de Florence + The Machine, intitulado Everybody Scream, já está disponível. Escrito e produzido em colaboração com um seleto grupo de parceiros criativos, entre eles Mark Bowen (Idles), Aaron Dessner, Mitski, Danny L. Harle e Dave Bayley (Glass Animals), o sexto disco de Florence Welch traz as três faixas já lançadas anteriormente, Everybody Scream, One of the Greats e Sympathy Magic. Florence sairá em turnê pela América do Norte em 2026, com início em abril e shows marcados no Madison Square Garden e no Barclays Center, em Nova Iorque, além de duas noites no Kia Forum, em Los Angeles, entre outras datas. A turnê segue as apresentações previamente anunciadas pela Europa e Reino Unido, também em 2026.

Molho Negro lança o álbum Vidamorteconteúdo

Primeiro disco da Molho Negro lançado pela gravadora Deck, Vidamorteconteúdo começou com um desafio diferente para a banda, ao se depararem com um pedido do diretor artístico Rafael Ramos. “Ele sugeriu que a gente compusesse mais músicas para depois escolher as que entrariam no álbum e isso já fez uma super diferença”, comentou o vocalista e guitarrista João Lemos. Assim a banda montou o disco tendo muitas opções e seguiu um fio narrativo ao selecionar as canções e a ordem delas. Vidamorteconteúdo, embora não tenha um tema, traz como pano de fundo a vida que a gente tem levado, muito pautada pela hiperconectividade, excesso de telas e afins, “além do que vem junto com isso, precarização do trabalho e outros problemas do nosso tempo”. A sonoridade desse novo trabalho traz a essência da Molho Negro, mas com alguns experimentos novos como em Bombas e Refrigerantes, que tem elementos eletrônicos e samples e Claustrofobia, com uma massa sonora mais densa do que os álbuns anteriores. Com 13 anos de carreira, a Molho Negro lança seu quarto álbum, Vidamorteconteúdo, que reafirma a identidade da banda, ao mesmo tempo que aponta novos caminhos.

The Damned anuncia álbum de covers em homenagem a Brian James

O The Damned agendou o lançamento de Not Like Everybody Else, seu novo álbum de estúdio, para 23 de janeiro de 2026. O material será uma homenagem ao guitarrista e fundador Brian James, falecido em março de 2025, trazendo versões de artistas que influenciaram o músico a tocar, compor e a fundar a lendária banda de punk rock. There’s a Ghost In My House, versão do clássico do cantor canadense R Dean Taylor, foi escolhido como o primeiro single do álbum. O som, lançado nesta quinta-feira (30), traz a energia e o charme sombrio do The Damned, assim como visto desde os primeiros trabalhos do grupo. A faixa também ganhou um clipe com imagens filmadas durante a recente turnê norte-americana do grupo. Gravação em cinco dias e a volta do baterista Rat Scabies Not Like Everybody Else foi gravado em apenas cinco dias no Revolver Studio, em Los Angeles, após a turnê do The Damned pela América do Sul – incluindo shows no Brasil – e EUA. O disco também marca o retorno do baterista Rat Scabies em um disco de estúdio com a banda após 40 anos. Além de There’s A Ghost In My House, o álbum contará com versões de See Emily Play do Pink Floyd, Gimme Danger do The Stooges e When I Was Young do The Animals. Ou seja, teremos várias covers de rock clássico adaptadas ao estilo “gothic punk”. O toque final de Not Like Everybody Else é dado pela faixa de encerramento This Could Be The Last Time dos Rolling Stones. O registro, gravado ao vivo em 29 de outubro de 2022, se tornou a última apresentação de Brian James com o The Damned. Confira a tracklist completa de Not Like Everybody Else do The Damned There’s a Ghost In My HouseSummer In The CityMaking TimeGimme DangerSee Emily PlayI’m Not Like Everybody ElseHeart Full Of SoulYou Must Be A WitchWhen I Was YoungThis Could Be The Last Time

Five Finger Death Punch celebra 20 anos com novo álbum “Best Of – Volume 2”

O Five Finger Death Punch comemora duas décadas de carreira com o lançamento de Best Of – Volume 2, uma coletânea que revisita os maiores sucessos da banda em novas versões e inclui colaborações inéditas. O disco foi lançado ontem, 24 de outubro, e marca uma nova fase na trajetória do grupo, que decidiu regravar clássicos após a venda não autorizada dos masters originais. Celebrar aniversários não é novidade. Em 2020, o baixista Chris Kael deu uma entrevista ao Blog N’ Roll falando sobre os 15 anos da banda, como a sobriedade mudou o processo de gravação e também sobre a forte amizade do grupo. Agora, com mais cinco anos de estrada, as marcas impressionam: mais de 8 bilhões de streams e 3 bilhões de visualizações de vídeo no mundo todo. O single mais recente, “I Refuse”, parceria com Maria Brink (In This Moment), já ultrapassou 4,8 milhões de streams, entrou no Top 10 Active Rock nos Estados Unidos e aparece entre os destaques no Shazam alemão, com 61 mil pré-saves no Spotify. Diferente de um simples relançamento, o Volume 2 apresenta 16 faixas regravadas em 2025, incluindo “Hell To Pay”, “Got Your Six”, “Blue On Black” e “Walk Away”, além de três gravações ao vivo inéditas: “Wash It All Away”, “Wrong Side Of Heaven” e “Jekyll And Hyde”. Um dos destaques é “The End”, que traz participação da sensação japonesa BABYMETAL e se tornou a primeira música com versos em japonês a entrar nas rádios norte-americanas do segmento Active Rock. Em entrevista à Digital Beat Magazine, Su-Metal, vocalista do BABYMETAL, comentou sobre a parceria: “Cantei letras em japonês inspiradas nos vocais originais de ‘The End’ e passei muito tempo experimentando para encontrar a voz que melhor se encaixasse nessa faixa profunda e intensa. Meu momento favorito é o fluxo de ‘Negai o kakete’ para a pausa, onde minha voz é gradualmente engolida pelo growl do Ivan. Me deu arrepios. Espero que os ouvintes sintam isso também.” A banda também está em turnê pelos Estados Unidos neste verão, incluindo participação em grandes festivais, com foco na promoção do novo repertório. Paralelamente, o Five Finger Death Punch prepara um novo álbum de estúdio, além de ações de destaque como uma entrevista e um especial em áudio para o Loudwire. Com 25 hits no Top 10, 13 singles em primeiro lugar e mais de 12 bilhões de streams acumulados, o Five Finger Death Punch reforça seu domínio no rock contemporâneo e sua capacidade de transformar desafios em oportunidades. O lançamento de Best Of – Volume 2 reafirma o poder e a longevidade da banda, que segue moldando seu legado com intensidade e visão estratégica.

Circa Waves completa novo projeto com o lançamento de “Death & Love Pt. 2”

O grupo de Liverpool Circa Waves lançou nesta sexta-feira (24) o álbum Death & Love Pt. 2 (Lower Third/[PIAS]). O trabalho complementa a primeira parte do projeto, lançada em janeiro de 2025, reunindo agora 18 faixas em um álbum completo disponível no streaming e em formatos físicos (CD e vinil duplo). O lançamento é acompanhado pelo single Stick Around, que ganhou videoclipe dirigido pelo guitarrista da banda, Joe Falconer. Anteriormente, o grupo já havia antecipado as faixas Cherry Bomb e Old Balloons. Processo de composição de Death & Love Pt. 2 O conceito do álbum duplo foi motivado por um problema de saúde grave enfrentado pelo vocalista Kieran Shudall no início de 2023. Após o diagnóstico de uma artéria bloqueada, o músico passou por uma cirurgia cardíaca de emergência, período que resultou em um hiato nos palcos e em uma produção intensa de novas composições. Segundo Shudall, as músicas refletem o processo de recuperação e o impacto emocional do procedimento cirúrgico. O material foi produzido pelo próprio vocalista e gravado entre o RAK Studios, em Londres, e um estúdio em Finsbury Park. Histórico O Circa Waves surgiu em 2013 e alcançou destaque no cenário indie britânico com o álbum de estreia Young Chasers (2015), que entrou no Top 10 do Reino Unido. O grupo é conhecido por singles como T-Shirt Weather e Stuck in My Teeth. O último trabalho de inéditas antes do novo projeto havia sido Never Going Under, lançado em 2023.

Yellowcard alcança o auge com Better Days, disco que une nostalgia com a nova era do pop-punk

O Yellowcard retorna em grande forma com Better Days, álbum que consolida a nova fase da banda e marca um dos momentos mais importantes da carreira. Produzido por Travis Barker, do Blink-182 e que também tocou bateria no disco, o novo trabalho combina o pop-punk nostálgico dos anos 2000 com a sonoridade moderna que domina o gênero hoje. O resultado é uma fusão de estilos que colocou o grupo pela primeira vez no topo das paradas: o single “Better Days” conquistou o primeiro lugar da Billboard Alternative, feito inédito para a banda. Com uma passagem de destaque no Brasil no mês de agosto, o Blog N’ Roll esteve presente no I Wanna Be Tour e no sideshow, ambos em São Paulo, e pode conferir ao vivo os primeiros singles deste novo trabalho. Participações de Avril Lavigne e Matt Skiba dão brilho extra ao álbum Entre os destaques de Better Days está “You Broke Me Too”, parceria com Avril Lavigne. A faixa é uma das mais intimistas do disco, resgatando a emoção da balada Only One e é forte candidata a liderar novamente no ranking da Billboard. Avril adiciona força e contraste à voz de Ryan Key, criando um dueto poderoso que encapsula bem o espírito do novo trabalho. Outro momento marcante é “Love Letters Lost”, que traz Matt Skiba (Blink-182, Alkaline Trio) nos vocais. A faixa reforça a ponte entre o Yellowcard e a nova geração do pop-punk, com guitarras afiadas e um refrão carregado de melancolia. A presença de Skiba não é apenas simbólica: ela ajuda a construir o tom mais maduro e emocional que permeia o álbum. Produção moderna e bateria visceral de Travis Barker A produção de Travis Barker é um dos pontos altos de Better Days. Além de assinar o som do disco, o baterista do Blink-182 participa diretamente das gravações, imprimindo ritmo e dinâmica com sua marca registrada. As levadas de bateria são intensas e precisas, equilibrando o peso das guitarras com os arranjos de violino de Sean Mackin, que seguem como símbolo da identidade do Yellowcard. O trabalho de Barker na mixagem e estrutura das músicas dá um ar contemporâneo ao álbum, aproximando-o da estética do Blink atual, mas sem apagar a essência melódica e emocional que sempre definiu o grupo. Ping-pong faixa a faixa do Better Days, do Yellowcard Com dez músicas, Better Days alterna momentos de energia explosiva e introspecção. “Better Days”: A faixa-título abre o disco com força, em ritmo acelerado e refrão marcante, reafirmando o retorno do Yellowcard ao topo;“Take What You Want” mantém o clima urgente e traz letras sobre frustração e amadurecimento;“Honestly i” surge como uma confissão pessoal de Ryan Key, abordando temas de paternidade e transformação;“City of Angels” é o respiro do álbum, mais atmosférica e contemplativa, enquanto “Bedroom Posters” e “Skin Scraped” reforçam o lado emocional da banda com guitarras densas e refrões melódicos.O encerramento com “Big Blue Eyes” é delicado, acústico e bem intimista, uma despedida suave para um disco que trabalha bem o equilíbrio entre dor e renascimento. Mais do que um retorno, Better Days é uma afirmação de identidade. O Yellowcard amadureceu sem perder o vigor juvenil, e isso explica por que o disco conquistou novos ouvintes e garantiu à banda o primeiro número 1 da carreira.

Upchuck lança I’m Nice Now, punk cru que transforma raiva em música

O Upchuck lança I’m Nice Now, seu terceiro álbum, com uma explosão de punk cru e visceral que transforma raiva em força e resistência. Produzido por Ty Segall, o disco aborda temas urgentes como racismo, sexismo e lutas diárias, mantendo a energia crua que tornou a banda referência do cenário atual. O Blog’n’Roll entrevistou recentemente a banda e, no bate papo, a vocalista Kaila “KT” Thompson afirmou: “Nunca houve um momento em que eu não tivesse raiva. Neste mundo de distrações constantes e estressores, é importante manter seu corpo e espírito sãos o suficiente para continuar nesta luta aparentemente interminável.” Essa raiva se traduz em músicas como Tired, faixa de abertura que soa como um grito coletivo contra injustiças, e Forgotten Token, escrita após a perda da irmã de KT, que aborda luto, racismo e desumanização: “Eu só sinto / Porque sou negra / Isso está empilhado / Em um armário perdido” O álbum também se destaca pela diversidade de vozes e idiomas, com o baterista Chris Salado assumindo os vocais em espanhol nas faixas Un Momento e Homenaje, trazendo uma perspectiva multicultural que amplia os limites do punk tradicional. “Para mim é natural. Meu pai e meu avô me ensinaram a tocar cumbia desde criança. Já toquei em banda de cumbia. Quando entro no estúdio, faço freestyle, vou gravando partes e guardo o que gosto. Punk e cumbia andam juntos”, confessa. A produção de Ty Segall mantém a intensidade das guitarras distorcidas e do baixo pulsante, equilibrando momentos de groove mais suaves em Slow Down e New Case com explosões sonoras em Nowhere, faixa que encerra o álbum com força e emoção. “Nós amamos o Ty. Gravamos no Sonic Ranch, em dez dias, e ele trouxe uma vibe muito boa. É um cara relaxado, que nos dá liberdade, mas também direciona em alguns pontos. Depois do último álbum com ele, foi natural voltar”, conta KT. I’m Nice Now, do Upchuck, é um manifesto sonoro de resistência e sobrevivência.

Geese lança terceiro álbum de estúdio, “Getting Killed”

A banda novaiorquina Geese lançou seu terceiro álbum de estúdio, Getting Killed, via Partisan Records e Play It Again Sam, incluindo os singles iniciais Taxes, Trinidad e 100 Horses. Com um ritmo frenético e produção de Kenneth Blume, Getting Killed desafia estruturas convencionais de rock, trazendo uma visão afiada e inovadora do gênero. Recentemente, a banda compartilhou detalhes de seu processo criativo em uma série de matérias para a GQ sobre sua evolução de amigos de escola para estrelas do rock. O segundo álbum da banda, 3D Country (2023), já é considerado um clássico moderno. O frontman Cameron Winter retorna com novas experimentações vocais e uma energia renovada em Getting Killed.