Ouça Past Lives, álbum de estreia do supergrupo L.S. Dunes; ouça!

Cinco expoentes do cenário pós-punk e da cena hardcore se juntaram para criar um supergrupo de rock: o L.S. Dunes conta com o guitarrista Frank Iero (My Chemical Romance), o guitarrista Travis Stever (Coheed and Cambria), o vocalista Anthony Green (Circa Survive), o baixista Tim Payne (Thursday) e o baterista Tucker Rule (Thursday/Yellowcard). A novíssima banda lançou seu primeiro álbum, Past Lives, na última sexta (11). O primeiro single do álbum do L.S. Dunes, a flamejante Permanent Rebellion, saiu em 26 de agosto, dando uma boa medida da energia rock que está chegando agora. Livres das expectativas e da estética de suas já bem-sucedidas carreiras, os músicos do L.S. Dunes aplicam uma sobrecarga elétrica de energia punk em seus hinos pesados, alcançando um som diferente de qualquer coisa que tenha vindo antes. Da apaixonante e teatral abertura 2022, passando pela rascante e viciante Like Forever e pela porradaria expansiva de Permanent Rebellion, até o desarmante encerramento, Sleep Cult, o álbum Past Lives é uma viagem emocionante e eletrizante. Past Lives foi produzido por Will Yip (Turnstile, Circa Survive, Quicksand) e gravado em seu Studio 4 na Filadélfia, nos EUA. Indo fundo nas questões de destemor, inconformismo, dependência e impermanência, as canções do álbum foram resultado de um trabalho colaborativo. Na pandemia, durante o lockdown, os músicos, todos amigos e fãs uns dos outros, perceberam com urgência que não existe “amanhã” garantido. “Não sabíamos se iríamos tocar estas músicas juntos. Na verdade, nenhum de nós, músicos a vida toda, sabia realmente se poderíamos voltar a tocar ao vivo novamente”, contou Frank Iero. “A música Permanent Rebellion fala de tomar de volta o que é seu por direito.” Tucker Rule acrescentou: “Queríamos fazer algo em que você pudesse escutar todas as nossas bandas, mas sem soar particularmente como uma delas. Nossas raízes são punk rock e hardcore, e a vibe é de esperança para todas as almas perdidas”. As sementes para a formação do L.S. Dunes foram plantadas durante os ensaios para um evento no Natal de 2020 que incluiu amigos e conhecidos de algumas de suas bandas favoritas. A química nas improvisadas e descontraídas sessões foi instantânea. Com a adição do vocalista do Circa Survive Anthony Green, ficou organicamente claro: a música formou a banda.
Revelação do Pop, Davi Bandeira lança “Intenso”, segundo álbum de estúdio

Um álbum para ouvir a todo momento – seja deitado, no conforto de casa; no ônibus da janela ou do metrô em direção à faculdade ou no trabalho; ou numa viagem com os amigos, tendo as músicas como uma trilha sonora… Esse é Intenso, o segundo álbum de Davi Bandeira. Do pop dançante ao melancólico, passando por referências nordestinas e indo até o reggae, a mistura de sons marca uma nova fase na carreira do artista. Junto a ele, estão parceiros musicais que trabalharam com outros grandes nomes da música contemporânea brasileira. “Intenso é muito sobre mim, mas ao mesmo tempo não é um álbum biográfico. É um álbum que foi feito em sua maioria no interior do Ceará, de onde as pessoas talvez não imaginassem ser possível sair um álbum de música pop”, conta Davi, ao citar que o álbum traz como uma visão de mundo que construiu nesses 30 anos de vida. “É engraçado, porque eu estava ouvindo ele completo e é muito nítido que é um álbum de alguém que cresceu ouvindo de Michael Jackson a Aviões do Forró. Eu sempre fui encantado pela música pop e o forró corre nas minhas veias por ser cearense, mas o desafio foi entender como é ser esse artista que possui referências tão distintas. Fiquei com medo de soar confuso, de não estar coeso, mas eu fui seguindo meu coração e estou muito orgulhoso desse projeto”, destaca. A concepção do novo projeto teve início ainda em 2019, logo após Davi Bandeira lançar uma releitura de Assim Caminha a Humanidade, do Lulu Santos. O combustível foi o desejo de fazer um álbum brasileiro de música pop, que contemplasse suas origens e referências nordestinas, misturando com o synth-pop mais nostálgico que ele ouvia tocando no rádio quando era criança. Ele estava morando em São Paulo e trabalhava em uma loja de cuecas para juntar dinheiro e investir em sua carreira. Com a pandemia de covid-19, houve o retorno para casa – e o que poderia parecer o fim do projeto que acabara de ser idealizado era, na verdade, um recomeço. “Foi interessante porque eu fui embora para tentar minha carreira e voltei para o lugar de onde eu comecei a sonhar para produzir e trabalhar no projeto”, completa, ao dizer que sonha com isso desde muito criança e que, às vezes, sente como se o Davi de hoje encontrasse o Davi criança do início dos anos 2000. A produção do álbum é assinada por enzo dicarlo, que trabalhou com nomes como Pabllo Vittar e Clara Valverde e coprodução do próprio Davi Bandeira. “Naquele meio de incertezas, se o mundo ia acabar ou não, eu comecei a trabalhar em uma perspectiva: se eu pudesse fazer o último disco da minha vida, como ele seria?”, comenta Davi. Diante dessa nova realidade, ele se juntou novamente a Dan Morais, também parceiro artístico, e juntos escreveram todas as músicas do álbum. O processo, como afirma o cantor, era como “uma terapia no meio do caos”.
Destaque de Alagoas, Gato Negro transita entre passado e presente em Mestiço

Se na mitologia grega Cérbero, o cão de três cabeças, guarda o submundo, para a banda alagoana Gato Negro, sua contraparte felina guarda o paraíso. E é por isso que ela estrela a capa de Mestiço, segundo álbum de estúdio do trio, onde mergulha fundo nos grooves mais psicodélicos e dançantes dos anos 1970, mesclando ao rock alternativo e ao blues. “Mestiço é a evolução natural de Cio, nosso disco de estreia. Uma mistura de sentimentos aguçada pelo isolamento da pandemia e uma vontade louca de emanar energias positivas”, conta o vocalista e guitarrista Paulo Franco, que também assina a produção musical. Além dele, a banda conta com Wilson Silva na bateria e André Damasceno no baixo. O disco ainda traz Natan no trompete e flugelhorn. Iniciada em 2007, a Gato Negro reuniu um repertório autoral que une funk, soul, rock e blues indo de Tim Maia até Led Zeppelin. Seu disco de estreia, Cio, foi lançado em 2015, e durante a pandemia eles se inspiraram na vontade de trazer algo novo, algo luminoso. Disponível em todas as plataformas musicais e com capa assinada pela artista plástica Ana Noronha, Mestiço é um disco para se ouvir no fim de noite ou para relaxar em casa e mostra uma nova página de um grupo que quer se reinventar para se aproximar do público.
Rashid explora a distopia das metrópoles em Movimento Rápido dos Olhos

Em um futuro distópico, as grandes cidades deixam de ser polos econômicos e se tornam vazios de concreto; a população, então, migra para as regiões interioranas atrás de recursos. A busca por qualidade de vida esbarra, diretamente, no comando do Patriarca, figura corrupta e detentora de riquezas conquistadas por meio de ameaças e intimidações. Uma comunidade instalada na região vive em harmonia até ser dizimada por homens subordinados ao vilão… Assim se inicia a história por trás do novo lançamento de Rashid, o disco Movimento Rápido dos Olhos. Definido pelo artista como um álbum-áudio-filme, o quarto trabalho de estúdio do rapper intercala as canções com animação em quadrinhos, resgatando o formato das radionovelas. Nomes como Liniker, BK’, Marissol Mwaba, Amiri, Don L, Curumin, Macedo Bellini e Stefanie se unem a Rashid como participações especiais ao longo das 15 faixas. Estas constroem uma jornada de mudanças regida pela evolução pessoal e pelos questionamentos às regras. “O disco vem para exagerar a realidade. Ele eleva à enésima potência a atmosfera na qual a gente vive hoje e deduz onde poderíamos parar caso não houvesse mudanças”, comenta Rashid. Com um tempero de utopia, sonho e heroísmo, a narrativa é pautada no processo de autodescoberta de Samurai, protagonista que tem a companhia de Proceder, Oráculo, Davila e Patriarca ao longo da história. Para dar vida a estes personagens, Rashid convidou a jornalista e apresentadora Adriana Couto, o publicitário Rodrigo Carneiro e o dublador Guilherme Briggs. Este último é figura conhecida por emprestar a sua voz para desenhos como Buzz Lightyear, Superman, Mickey e Samurai Jack. “Queria trazer alguém da dublagem para trabalhar num álbum meu há algum tempo, mas ainda não tinha o lugar perfeito. Não imaginava que conseguiria um dos maiores dubladores do país para este trabalho atual”, comemora. A cultura oriental é um forte guia em Movimento Rápido dos Olhos. Seja nas animações, em formato de quadrinhos, ou nos personagens. Isto se deve à admiração que Rashid cultivou ao longo dos anos. “Essa identificação nasceu ainda na época das batalhas, onde toda semana meu talento estava em jogo contra MCs incríveis e eu precisava de uma disciplina intensa para continuar evoluindo. Nessa época, conheci livros como Bushido, Hagakure e a própria história do Miyamoto Musashi, o samurai mais famoso da história do Japão”, lembra o rapper, que complementa: “eu me identifiquei com muitas coisas ali e, a partir disso, formei parte da base do meu pensamento sobre rotina, dedicação e foco”. Para representar visualmente Movimento Rápido dos Olhos, a capa do disco traz o Rashid caracterizado de Samurai. A escolha desta figura para encabeçar o enredo foi algo natural para o artista. “A personalidade do Samurai traduz, de certa forma, muito sobre temas abordados nos meus sons. Ele não só é uma manifestação do eu lírico do Rashid, mas também um retrato de todos que se identificam. Por isso, ele não tem nome, porque ele pode ser qualquer um”, afirma. O ponto de partida da obra é com a faixa Oráculo. Ela é responsável por apresentar a jornada do Samurai e o universo de Movimento Rápido dos Olhos para o público. Deixai Toda Esperança, música na qual Rashid divide os vocais com Macedo Bellini, é uma carta para a Morte e foi inspirada no poema A Divina Comédia, de Dante Alighieri. “Você precisa lembrar daqueles que se foram, mas precisa celebrar também quem continua vivo ao seu lado” é a premissa guia de Rashid em Um Brinde A Todos Que Se Foram, composição que passeia pelas memórias do protagonista e transforma as dores em combustível. Jogo Sério, por sua vez, tem participação de Marissol Mwaba e do rapper BK’, e trata sobre a necessidade de tomar as rédeas da situação, mesmo com todas as adversidades. Ela culmina em Tem Dias Que, um mantra de aceitação que funciona como um lembrete: nem todos os dias são bons e não é preciso dar conta de tudo o tempo todo. A jornada de Samurai tem sequência com Agora Você Me Deve, que antecede a faixa A Lua Atrás Do Prédio, resposta — na perspectiva de uma criança — para o single Porque É Proibido Pisar Na Grama, de Jorge Ben Jor. “São questões que, de tão ingênuas, se tornam profundas e filosóficas em alguma instância”, explica. O dia amanhece na narrativa em Ver Em Cores. Com a participação de Liniker, com sua voz que carrega candura e potência, a canção marca a virada da história. A partir deste momento, a narrativa dá lugar à esperança e a novas descobertas. Marco disso é o interlúdio Contexto, Café e Coragem, quando Samurai se dá conta que o seu poder não está na força ou na lâmina de sua espada, mas, sim, nas palavras. Na Entrada do Céu, com participação de Stefanie, traz outro momento de emoção na tracklist. “A música fala sobre pessoas que estão aguardando serem registradas na entrada no céu e cada um conta como chegou ali”, resume. Com Amiri e Don L, Linha De Frente reitera o papel de pessoas que estão no holofotes para tomarem frente nas lutas. “De nada valem todas as habilidades e ser o melhor MC do mundo se as coisas que a gente fala e faz não forem em prol do nosso pessoal”, pontua. Mais uma referência ao texto poético A Divina Comédia, Às Margens Do Rio Lete nasce como uma forma de reforçar a canção anterior e, marca, mais uma vez, a mudança no foco do protagonista. Ao lado de Curumin, Rashid questiona a arte na vida das pessoas em “Ao Subir Das Letrinhas”. “Respiramos arte no dia a dia e as nossas músicas são um reflexo disso. A arte é a forma como a gente vive”, resume. Marcando o final de Movimento Rápido dos Olhos, essa faixa busca estimular que as pessoas vivam as suas vidas após o crédito final. “Quando o crédito sobe é quando começa de fato a obra da sua vida”, declara. Anteriormente, Rashid já tinha divulgado outras duas faixas do disco: Pílula
Tiago Iorc está de volta com álbum novo e videoclipe; ouça DARAMÔ

Tiago Iorc lançou nesta quinta-feira (3) seu novo álbum autoral, DARAMÔ. Produzido na Bahia, o projeto de dez faixas traz como inspiração um mergulho na brasilidade e na vontade de troca. Para coroar a volta de Tiago Iorc, saudade boa foi eleita a música de trabalho e chegou com um videoclipe no YouTube. “Posso dizer que saudade boa é uma das minhas favoritas. É uma composição minha e da Duda (Rodrigues) e aconteceu quando ela estava indo fazer uma viagem. Nasceu de improviso, ao tentar descrever a sensação boa da saudade, a saudade que faz carinho e enche o peito. É a faixa que melhor sintetiza a sonoridade e a energia do álbum”, declara o músico. DARAMÔ, nome escolhido para o projeto, faz referência à vontade de estar mais aberto para a troca. No último ano, o músico mergulhou em um processo criativo ao se conectar com novas sonoridades, cenários e culturas. Para a composição do novo álbum, o cantor e compositor encontrou inspiração nos sons da natureza em meio a belas paisagens tropicais e plantações de cacau, mais especificamente no litoral da Bahia, passando por destinos como Salvador, Caraíva e Itacaré. Segundo Tiago Iorc, essa conexão com pessoas e lugares foi fundamental para encontrar a brasilidade na sonoridade do álbum. “O afeto é um dos maiores tesouros do Brasil e essa força me inspira muito. É o fio condutor da vida. O amor costura tudo”, explica.
Black Crowes confirma retorno ao Brasil após 27 anos; confira local

Em turnê para celebrar os 30 anos do seu álbum de estreia, Shake Your Money Maker, a banda norte-americana The Black Crowes, dos irmãos Chris e Rich Robinson, vem ao Brasil com uma única apresentação em São Paulo, no dia 14 de março de 2023, no Espaço Unimed. A última vez que os norte-americanos estiveram no Brasil foi no festival Hollywood Rock, em 1996. Os ingressos podem ser adquiridos a partir do meio-dia desta terça-feira (1), no site Tickets For Fun e no ponto de venda localizado no Teatro Renault (Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista). A celebração pelo trigésimo aniversário do álbum de estreia do The Black Crowes, na verdade, deveria ter acontecido em 2020, mas os planos foram adiados por conta da pandemia. Em julho de 2021 a banda começou a turnê com um show em Nashville, nos Estados Unidos. Hits como Remedy, Jealous Again, Sister Luck, Hard To Handle e She Talks To Angels levaram o púbico ao delírio e devem fazer o mesmo com o público brasileiro. Na formação atual do The Black Crowes estão os irmãos Chris Robinson (vocal) e Rich Robinson (guitarra), além de Sven Pipien (baixo), Brian Griffin (bateria), Joel Robinow (teclado) e Isaiah Mitchell (guitarra). The Black Crowes lançou oito álbuns de estúdio e quatro ao vivo e já vendeu milhões de discos em sua trajetória e esgotaram shows em todo o planeta. A banda teve o lendário guitarrista Jimmy Page como membro, que foi expulso de uma turnê com o ZZ Top por insultar o patrocinador. THE BLACK CROWES NO BRASIL Realização: Time For Fun Data: Terça-feira, 14 de março de 2023. Local: Espaço Unimed — Rua Tagipuru, 795, Barra Funda, São Paulo – SP Abertura dos Portões: 19h30 Horário do show: 21h30 Capacidade: 8.504 pessoas Ingressos: A partir de R$ 170 (ver tabela completa) Classificação etária: De 10 a 14 anos acompanhado dos responsáveis legais e a partir de 15 desacompanhado. Vedada a entrada de menores de 10 anos. SETORES / MEIA ENTRADA / INTEIRA Pista / R$ 170 / R$ 340 Pista premium / R$ 300 / R$ 600 Mezanino / R$ 320 / R$ 640 Camarote B / R$ 330 / R$ 660 Camarote A / R$ 340 / R$ 680
Prestes a vir ao Brasil, Arctic Monkeys divulga álbum The Car; ouça!

The Car, sétimo álbum de estúdio do Arctic Monkeys, já está entre nós. Com dez novas músicas escritas por Alex Turner, The Car foi produzido por James Ford e gravado no Butley Priory, Suffolk, RAK Studios, Londres e no La Frette, Paris. Aliás, o Arctic Monkeys anunciou uma transmissão exclusiva ao vivo do Kings Theatre, Brooklyn, estreando no YouTube no domingo (23), às 16h, no horário de Brasília. A apresentação foi dirigida por Ben Chappell e Zackery Michael. A banda também passa pela América Latina, se apresentando no Brasil no Rio, São Paulo e Curitiba, confira as datas abaixo. Novembro 4 Jeunesse Arena, Rio de Janeiro, Brasil 5 Primavera Sound, São Paulo, Brasil 8 Pedreira Paulo Leminsk, Curitiba, Brasil
Simple Minds faz ponte entre o passado e presente em novo álbum

A banda escocesa Simple Minds lançou o álbum Direction of the Heart. Seu 18º disco de estúdio, o trabalho faz uma ponte entre o passado e o presente em riffs oitentistas e coros imponentes para canções sobre desafios, inseguranças, alegrias e lutas contemporâneas. Formado por Jim Kerr (vocais), Charlie Burchill (guitarras, teclados), Gordy Goudie (violão), Ged Grimes (baixo), Cherisse Osei (bateria), Berenice Scott (teclados) e Sarah Brown (vocais), o Simple Minds faz deste novo álbum uma oportunidade de se reinventar e se reconectar com as gerações de fãs que acumulam pelo mundo. Sem se acomodar com sucessos anteriores, como o hit massivo Don’t You (Forget About Me), presente na trilha sonora do filme Clube dos Cinco, o grupo abraça novos desafios para seguir em frente. Pré-produzido por Kerr e Burchill na Sicília (Itália), o álbum foi gravado na Alemanha com produção adicional de Andy Wright (Echo & The Bunnymen) e Gavin Goldberg (Simply Red) e conta com participação especial de Russell Mael (Sparks) na faixa Human Traffic. O disco traz em seu conciso formato de nove faixas um resumo de toda a trajetória da banda, da nova energia até a magia dos primeiros álbuns. Os temas caminham entre visões pessoais e poéticas, como fica claro na faixa de abertura Vision Thing, que surgiu quando Jim visitava a casa de seu pai, em seus últimos dias de vida. Lá ele encontrou muitos registros da sua carreira sob o olhar de seu pai e começou a se imaginar no lugar do progenitor, refletindo sua juventude.
Planet Hemp lança “Jardineiros”, primeiro álbum de inéditas em 22 anos

“Quando o instrumento do medo não funciona, a gente adquire um poder inimaginável”. É com esta frase, cunhada por Marcelo Yuka durante entrevista em 2016, que o Planet Hemp abre o álbum Jardineiros. Já disponível nas plataformas de áudio pela Som Livre nesta sexta-feira (21), o grupo mostra que o discurso combativo que sempre caracterizou a banda está de volta. Apesar da energia de indignação ser o combustível para uma gama de mensagens questionadoras ao longo das 15 tracks, o primeiro projeto de inéditas da banda após um hiato de 22 anos tem como missão semear ideias, visões e utopias. “É importante lembrar que não existe apenas um caminho no mundo, nem dois apenas, mas vários. Queremos trazer essa pluralidade de volta e podemos dizer que ela se expressa de todas as formas, inclusive na quantidade de estilos presentes no álbum”, diz BNegão. A faixa Jardineiro, que inspirou o nome do álbum, traz versos diretos. “Jardineiro não é traficante / Ouça o que eu tô lhe dizendo, cumpadi, não compre, plante”. “O disco nasceu de uma ideia de coletivo, de fazer deste novo projeto mais que uma banda, e sim um movimento que une vários produtores diferentes, artistas, públicos de diferentes gerações, ideias e referências”, completa Marcelo D2. Com formação atual composta por Marcelo D2, BNegão, Formigão, Pedro Garcia e Nobru, neste aguardado novo trabalho, o Planet Hemp usa como referências a sua própria caminhada e o momento atual do país para escrever este novo capítulo da sua história: valoriza o passado, mantém os pés firmes no presente, mas sem perder de vista o futuro. Unindo o melhor dos dois universos, Jardineiros traz reflexões acerca de temas como a crítica à política sobre drogas (como em Remedinho e Jardineiro) e questões sociais (presente em Eles Sentem Também e Veias Abertas, entre outras), ao mesmo tempo em que expande o leque de sonoridades, se unindo a nomes como MC Carol de Niterói (que aparece em Onda Forte) e o jovem trapper argentino Trueno (feat em Meu Barrio). “Este disco carrega a diversidade do Planet Hemp, não tem uma música muito parecida com a outra”, comenta BNegão sobre a safra de 15 faixas selecionadas para o projeto. “Os temas importantes pro grupo estão presentes nas letras, apresentados de forma nova, com outros pontos de vista”. Uma das faixas de destaque do álbum é Taca Fogo, um punk trap que não se furta a fazer críticas ao cenário político atual brasileiro e que começa com a chamada “Está no ar a Rádio Libertadora”, em referência ao pronunciamento do revolucionário Carlos Marighella durante a tomada da Rádio Nacional. Com trechos como “Olho pra minha coroa e o sorriso dela me fez acreditar / Aquele telefonema, quando eu tava preso, pra não parar de lutar“, a faixa contará ainda com um videoclipe dirigido por Marcelo D2, a ser lançado na próxima terça-feira (25), às 16h20. Embalada na batida do miami bass, Ainda, outra faixa certeira do disco, resgata não só a fama do grupo por seu histórico com a cannabis, mas também a estética da música carioca na década de 90, época de seu surgimento na cena underground. Dentro desta coletividade sonora, além das já citadas participações de Trueno e MC Carol, e de Criolo, feat do primeiro single desta nova leva lançado pelo grupo, Distopia, estão ainda Black Alien (integrante honorário da Ex Quadrilha da Fumaça, que participa na faixa O Ritmo e a Raiva), Tropkillaz (Ainda) e Tantão e Os Fita (Veias Abertas). O disco foi produzido pela própria banda, ao lado de outros grandes nomes da indústria como Mario Caldato, responsável pela finalização do álbum em Los Angeles (EUA), Nave e Zegon. Ouça Jardineiros, do Planet Hemp