Entrevista | Kelsey Lu – “Quando aquele violoncelo quebrou, não consegui levantar da cama”

A multi-instrumentista e artista visual Kelsey Lu está de volta com seu mais novo e aguardado projeto de estúdio, So Help Me God. Conhecida pela atmosfera suntuosa, devocional e orquestral de sua estreia com Blood, a artista agora convida o público a testemunhar uma virada radical em sua jornada criativa. Longe de ser um manifesto de cura pacífica, o novo trabalho é descrito como um verdadeiro acerto de contas com o passado, onde Lu decide caminhar pelas próprias sombras para resgatar a pureza de sua arte. O estopim para essa transformação profunda aconteceu em 2020, quando o violoncelo que acompanhava a artista há mais de duas décadas rachou em suas mãos logo no início da pandemia. Em entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, Kelsey Lu revelou que o incidente simbólico a mergulhou em um luto profundo, forçando-a a abandonar sua zona de conforto e a reconstruir sua identidade musical longe do instrumento que antes lhe servia como escudo. O resultado é uma produção multifacetada, moldada por anos de isolamento, superação e reconexão espiritual. Além das barreiras sonoras, o processo criativo do álbum transbordou para as artes plásticas. Kelsey Lu explicou como o tarô e desenhos em larga escala feitos em seu ateliê servem para que ela decifre as histórias visuais de suas composições. Essa fusão de linguagens já ganhou vida em performances imersivas na Europa, onde o público participou ativamente da criação de obras de arte sob o chão de palácios históricos, um conceito de “escavação de si mesma” que ela planeja estender para suas futuras apresentações ao vivo. Durante a conversa, a artista não escondeu o entusiasmo ao falar sobre o Brasil e o desejo de trazer a nova turnê ao país. Demonstrando grande admiração pela cultura local, Kelsey Lu revelou considerar o português um dos idiomas mais bonitos e rítmicos do mundo, destacando o “fogo” e a musicalidade natural do povo brasileiro. Para os fãs que aguardam ansiosamente por sua estreia em solo nacional, o aceno da cantora acende a esperança de uma performance histórica em breve. So Help Me God já está disponível em todas as plataformas digitais. Você pode conferir a entrevista completa com Kelsey Lu abaixo. Seus brincos são lindos, combina com o esse desenho aqui em cima. Sim, lindo! Eu pratico tarô. Então, quando estou no processo de tentar entender e descobrir qual é a história de cada música, quando estou tentando decifrar as histórias visuais e tudo mais, meio que me baseio no que está aparecendo nas minhas leituras diárias de tarô. Mas também escrevo as letras bem grandes. Eu meio que as deixo na minha parede por um tempo para, de certa forma, queimarem no meu subconsciente. Assim consigo tentar entender exatamente sobre o que estava falando, porque muitas vezes no meu processo de escrita e gravação, não sei necessariamente com quem ou sobre o que estou falando, ou ao que estou me referindo. Então preciso passar um tempo meditando sobre isso depois para entender melhor. E este é mais ou menos o meu processo. E com Portrait of a Lady on Fire, eu continuava tirando o Ás de Espadas. Então este é o meu desenho baseado nisso. E depois esse tipo de coração e fogo no centro. É lindo. É algo que você desenvolveu sozinha ou algo que aprendeu? Sim, é algo que desenvolvi por conta própria. Na verdade, tenho uma prática de desenho desde pequena. Meu pai é retratista. Então cresci nesse ambiente, e o ateliê dele ficava em casa. Por isso, cresci muito perto de pastel a óleo… ele trabalha com pastel a óleo, carvão e todo esse tipo de coisa. Cresci muito em torno disso e tive uma prática secreta por muito tempo. E isso tem sido, sim, a minha prática no que diz respeito à composição. Mas isso geralmente vem depois que escrevi uma música, ou até mesmo no meio da escrita, quando preciso tentar descobrir como será o resto dela. Gosto de fazer as coisas em grande escala. Assim consigo realmente sentir a emoção, especialmente enquanto estou escrevendo, sabe? Porque, por exemplo, esta aqui, Running the Pain, a escrita, o estilo, o sentimento e o movimento através das linhas das palavras são tão diferentes do que são nesta outra. Então, sim. Sim. E você pensa em usar isso nos seus shows ou algo assim? Sim, já pensei sobre isso. Fiz uma performance em Veneza há algumas semanas chamada Penumbra. E foi uma instalação em escala realmente grande, onde preenchi todo o espaço, o último andar deste palazzo, com terra. E debaixo da terra, coloquei esses rolos grandes de papel. Depois, espalhei pedaços de carvão e também um pouco de pó de carvão. E esse dançarino com quem colaboro, o Josh Johnson… ele e eu fizemos esses movimentos, esses diferentes tipos de movimentos sobre isso enquanto ouvíamos o álbum. Depois cobri com camadas finas de terra, mais um pouco de carvão e mais terra. Então, todos que estavam assistindo à performance também foram participantes ativos na criação do desenho que surgiu depois. E após a performance, eu escavei todos os desenhos e eles estão incríveis. Estão com uma aparência tão, tão… são realmente muito especiais. Vou voltar lá no começo de julho para fazer outra abertura e exibição das obras no palazzo. Mas acho que é algo que eu adoraria fazer porque, sabe, com o álbum em si, é uma profunda exploração e escavação de si mesma. E também um esforço para se conectar consigo mesma, mas também com o mundo. Acho que, enquanto fazia isso, percebi quantas paredes de medo construí ao longo do tempo. Isso como resultado da maneira como fui criada, que é temer o mundo e temer as pessoas. E, sabe, a música para mim sempre foi essa espécie de salvadora e uma forma de me conectar com as pessoas. Ao longo da minha jornada lançando música e me conectando com pessoas pelo mundo todo… sabe, quando lancei meu último álbum, houve muitas coisas vindas tanto da indústria quanto da gestão que

Ploho anuncia turnê pelo Brasil com seis shows em novembro

A banda russa Ploho voltará ao Brasil em novembro de 2026 para uma turnê de seis apresentações. O grupo, considerado pela revista ReGen Magazine uma das principais vozes da nova onda da música russa, passará por São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belém. A excursão integra a rota latino-americana da banda e amplia a relação construída com o público brasileiro desde a estreia no país, em 2024, quando realizou um show único em São Paulo. A turnê brasileira da Ploho passará por seis cidades em novembro. A banda se apresenta em 12 de novembro no Jai Club, em São Paulo; 13 de novembro no Basement Cultural, em Curitiba; 14 de novembro no Célula Showcase, em Florianópolis; 15 de novembro no Opinião, em Porto Alegre; 16 de novembro no Garage Grindhouse, no Rio de Janeiro; e encerra a passagem pelo país em 18 de novembro, no Studio Pub, em Belém. Os ingressos para todas as datas estão à venda pela plataforma 101 Tickets. Formada em 2013 na cidade siberiana de Novosibirsk, a Ploho se consolidou como um dos principais nomes do pós-punk russo contemporâneo. Com guitarras melancólicas, baixo em destaque, sintetizadores econômicos e letras cantadas em russo, a banda construiu uma identidade própria abordando temas como isolamento urbano, memória, desencanto e tensão social. O próprio nome do grupo traduz parte dessa proposta. Em russo, “ploho” significa algo próximo de “mal” ou “ruim”, refletindo a atmosfera sombria presente em sua obra. Frequentemente comparada a nomes como Molchat Doma, Motorama e Human Tetris, a Ploho encontrou um caminho particular ao unir referências do rock russo dos anos 1980, da new wave soviética e do pós-punk europeu. A influência da lendária banda Kino é perceptível, mas o grupo evitou transformar essas referências em mero exercício nostálgico. O reconhecimento internacional ganhou força a partir de 2020, quando assinou contrato com a Artoffact Records, selo canadense conhecido por seu catálogo ligado ao pós-punk, darkwave e música alternativa. A discografia da banda ajudou a consolidar sua presença fora da Rússia. Álbuns como “Where the Birds Fly Away to Die” (2018), “Pyl” (2019), “Phantom Feelings” (2021) e “When the Soul Sleeps” (2022) expandiram seu alcance internacional. Já “Soil”, lançado em 2024, marcou uma fase mais madura, abordando temas como desgaste social, destruição ambiental, anticapitalismo e sobrevivência emocional, sem abandonar a sonoridade característica baseada em linhas de baixo marcantes, vocais graves e sintetizadores discretos. A trajetória recente da Ploho também foi impactada pelas transformações políticas no Leste Europeu. Após a invasão russa da Ucrânia, os integrantes deixaram a Rússia e passaram a desenvolver suas atividades fora do país. Mesmo distante de sua terra natal, a banda manteve o idioma russo como elemento central de sua identidade artística, reforçando a conexão com sua origem e com o imaginário presente em suas composições. Nos palcos, a Ploho aposta na intensidade construída pela repetição e pela atmosfera. Sem recorrer a excessos visuais, o grupo cria apresentações marcadas por baixo pulsante, bateria direta, guitarras frias e melodias persistentes. A nova turnê chega em um momento de intensa atividade, impulsionada pela edição deluxe de “Soil”, lançada em 2025, além do registro ao vivo “Dobrolet Sessions” e dos singles mais recentes. Antes de desembarcar no Brasil, a banda ainda passará por México, Costa Rica, Peru, Argentina e Chile.

Chuck Ragan retorna ao Brasil em 2027 para três shows em formato acústico

Chuck Ragan, conhecido mundialmente como a voz do Hot Water Music, voltará ao Brasil em janeiro de 2027 para uma turnê solo acústica. O músico norte-americano fará três apresentações no país, passando por Florianópolis, Curitiba e São Paulo. Os shows acontecem nos dias 7, 8 e 9 de janeiro, respectivamente, marcando o reencontro de Ragan com o público brasileiro em um formato mais intimista, mas sem perder a intensidade que o tornou uma referência do punk rock melódico. A passagem pelo Brasil começa no Desgosto Bar, em Florianópolis, segue para o Basement Cultural, em Curitiba, e termina no Hangar 110, em São Paulo. Na capital paulista, o show terá abertura de Koala, vocalista do Hateen, em um set acústico. Os ingressos já estão à venda. Embora seja reconhecido principalmente pelo trabalho à frente do Hot Water Music, banda fundamental para a consolidação do punk melódico norte-americano nas últimas três décadas, Ragan construiu uma trajetória solo consistente, aproximando elementos do folk, country e rock de estrada. Em seus shows acústicos, o artista costuma transformar canções carregadas de energia em interpretações mais próximas do público, valorizando a força das composições e de sua voz característica. Outro capítulo importante dessa caminhada foi a criação da Revival Tour, projeto itinerante que reuniu compositores de diferentes gerações em apresentações colaborativas. A iniciativa contou com nomes como Frank Turner e Brian Fallon e ajudou a ampliar a influência de Ragan para além do universo do punk, reforçando seu papel como elo entre diferentes vertentes da música independente. A nova visita ao Brasil acontece em meio à divulgação de Love And Lore, primeiro álbum solo de inéditas lançado por Ragan em uma década. O disco apresenta um artista disposto a expandir seus horizontes criativos, explorando diferentes sonoridades sem abandonar as raízes que moldaram sua carreira. Faixas como “Echo The Halls”, “Winter” e “Reel My Heart” revelam um compositor interessado em temas como passagem do tempo, família, vida na estrada e as transformações da maturidade. Além da música, a relação de Ragan com a natureza também tem ocupado espaço central em sua produção recente. Proprietário de uma operação de pesca com mosca na Califórnia, o artista passou a incorporar reflexões sobre equilíbrio, sobrevivência e conexão com o ambiente em suas letras. Essa perspectiva atravessa boa parte de Love And Lore e deve estar presente nas apresentações brasileiras, que prometem revisitar diferentes fases de uma carreira marcada pela honestidade emocional e pela dedicação às canções. Hot Water Music também no Brasil Seis meses depois, Chuck Ragan irá retornar ao país com o Hot Water Music. A agenda brasileira terá cinco apresentações: Rio de Janeiro/RJ em 15 de junho, no Experience, seguindo para Florianópolis/SC no dia 17/07, no Desgosto, Curitiba/PR recebe a banda dia 18/07, no Basement Cultural, e depois vem as duas datas em São Paulo/SP, ambas no lendário Hangar 110: 19/07, já esgotada, e 20 de junho. Serviço – Chuck Ragan no Brasil em 2027 7 de janeiro de 2027 em Florianópolis/SC Local: Desgosto Bar Endereço: Rua Padre Roma, 174 – Centro – Florianópolis/SC Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Chuck-Ragan-em-Florianopolis 8 de janeiro de 2027 em Curitiba/PR Local: Basement CulturalEndereço: Rua Desembargador Benvindo Valente, 260 – São Francisco – Curitiba/PR Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Chuck-Ragan-em-Curitiba 9 de janeiro de 2027 em São Paulo/SP Local: Hangar 110Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro – São Paulo/SP Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Chuck-Ragan-Hangar-110

Entrevista | Shawn James – “Ninguém ligava para Through The Valley até o The Last of Us”

O cantor, compositor e multi-instrumentista norte-americano Shawn James lança nesta sexta-feira (12) o álbum Passage, novo trabalho de estúdio que marca mais um capítulo na trajetória de um dos artistas independentes mais respeitados da cena folk, blues e rock contemporânea. Conhecido mundialmente por sua voz poderosa e pela capacidade de transitar entre momentos intimistas e explosões de intensidade sonora, o músico apresenta um disco que fala sobre transformação, superação e a coragem necessária para seguir em frente. Escrito e gravado ao longo do último ano, Passage surge como uma obra profundamente introspectiva. O álbum equilibra passagens acústicas delicadas com arranjos carregados de peso, misturando blues sombrio, rock, folk e elementos orquestrais. A faixa de destaque é Headed for the End, que também ganha um videoclipe oficial nesta sexta-feira. Entre os momentos mais marcantes do trabalho está Burn, composição que reflete sobre um mundo em constante transformação e os desafios enfrentados pela sociedade contemporânea. Shawn James no Brasil Além do lançamento do novo álbum, Shawn James também se prepara para retornar ao Brasil em agosto. A turnê passará por Porto Alegre, no Teatro Opinião, em 6 de agosto; São Paulo, no Cine Joia, em 7 de agosto; e Curitiba, no Hard Rock Cafe, em 8 de agosto. Os shows prometem reunir clássicos da carreira, como Through The Valley, música eternizada pelo universo de The Last of Us, além das novas composições de Passage. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Shawn James falou sobre a expectativa para o lançamento do álbum, relembrou o impacto inesperado de Through The Valley após sua associação com The Last of Us e comentou a forte conexão que desenvolveu com o público e a cultura brasileira ao longo de suas passagens pelo país. O novo álbum chega às plataformas em poucas horas. Como você está se sentindo neste momento? Estou animado. Sempre existe uma expectativa antes do lançamento de um álbum, especialmente nas primeiras horas. É divertido acompanhar a empolgação das pessoas. A verdade é que escrevi essas músicas no ano passado e terminamos as gravações no final do verão. Então, estou esperando por esse momento há bastante tempo. Originalmente, o disco seria lançado em 1º de maio, mas quando voltei de uma turnê, em março, precisei passar por uma cirurgia e tivemos que adiar tudo um pouco. Está tudo bem agora, mas foi uma longa espera. Estou aliviado e empolgado por finalmente lançar esse trabalho. O que aconteceu para você precisar da cirurgia? Achei que estava com uma intoxicação alimentar. Acordei com uma dor forte do lado esquerdo e fui ao médico. Descobri que era apendicite e precisei retirar o apêndice. Foi muito rápido. Fui dormir com uma dor de estômago e poucas horas depois estava em uma sala de cirurgia. Felizmente aconteceu quando eu já estava em casa, em Portland, no Oregon. Foi intenso, mas estou totalmente recuperado. Como tem sido a reação do público aos primeiros singles de Passage? Tem sido fenomenal. Uma das coisas que gosto de fazer é construir a partir do que já criamos anteriormente. Quando os fãs gostam de discos como Shadows ou The Dark & The Light, eles sabem que podem confiar em mim. Não vou simplesmente mudar tudo de direção. Existe experimentação, claro, mas acredito que as pessoas estão gostando porque encontram elementos familiares apresentados de uma forma nova. Não tenho do que reclamar. Como foi o processo de composição deste álbum? E de onde vêm suas inspirações? A inspiração vem de todos os lugares. Quando eu era mais novo, especialmente na época de Shadows, muitas músicas surgiam de questões pessoais e experiências do passado que eu estava tentando entender. Hoje pode vir de algo que estou vivendo, de um filme incrível que assisti, de um livro, de um mito ou de uma história qualquer. Gosto disso porque amplia as possibilidades criativas. Quanto ao processo de composição, ele varia bastante. Às vezes surge uma ideia de letra, às vezes uma história, outras vezes um riff ou uma progressão de acordes. Em Passage, tentei fazer algo que gosto muito: escrever a música e a letra ao mesmo tempo. Assim, uma inspira a outra e tudo parece mais natural e coeso. Você encontrou alguma inspiração musical no Brasil? Sim. Antes mesmo de visitar o Brasil eu já conhecia alguns estilos brasileiros, como o funk e outros gêneros populares. Mas quando estive aí pude conhecer mais da cultura musical do país. A bossa nova, por exemplo, é muito inspiradora. Cresci em Chicago cercado por gospel, blues, soul, jazz e rock. Quando você conhece outra cultura musical, percebe pequenas diferenças na forma como as pessoas constroem suas canções. Tenho ouvido mais artistas brasileiros ultimamente. Alguém até montou uma playlist para mim. Quem sabe um dia eu consiga escrever uma música em português. Primeiro preciso aprender o idioma. E você conseguiu conhecer melhor o Brasil durante as turnês? Deu tempo? Sim. São Paulo foi a cidade onde tivemos mais tempo para passear. Visitamos mercados, bares e diferentes bairros. Também conheci cidades como Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba e Brasília. Adorei experimentar a culinária brasileira. Sou apaixonado por feijoada. Um dos momentos mais marcantes foi quando visitei uma propriedade em Minas Gerais, a convite do chef Santi Roig. Ver as paisagens, a natureza e o interior do Brasil foi incrível. Gosto muito de conhecer essa parte mais natural do país. Você teve uma infância muito ligada à igreja. Como isso influencia seu trabalho atualmente? Influenciou profundamente minha visão sobre a música. Desde criança eu via pessoas indo à igreja levando seus problemas, suas dores e dificuldades. A música fazia parte desse processo. Via pessoas cantando juntas, chorando, encontrando conforto. Isso me ensinou que a música pode ter um propósito muito maior do que simplesmente soar bem ou parecer algo legal. Hoje recebo milhares de mensagens de pessoas contando como minhas músicas as ajudaram em momentos difíceis. Acho que aprendi muito cedo que a música pode ser uma ferramenta emocional e até terapêutica. Você chegou um pouco depois da era de ouro do rádio e

Boom Boom Kid retorna ao Brasil para quatro shows em julho de 2026

Um dos nomes mais influentes e carismáticos do punk latino-americano está de volta ao Brasil. O Boom Boom Kid, projeto liderado pelo argentino Carlos “Nekro” Rodríguez, confirmou uma turnê de quatro apresentações pelo país em julho de 2026. A série de shows acontece em São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, com realização da Powerline Music & Books. A passagem pelo Brasil começa no dia 23 de julho, na Burning House, em São Paulo. Depois, a banda segue para o Belvedere, em Curitiba, no dia 24. Florianópolis recebe o grupo em 25 de julho, no Célula Showcase, enquanto o encerramento acontece em Porto Alegre, no dia 26, no Caos POA. Para quem acompanha a história do punk sul-americano, o nome Boom Boom Kid carrega um significado especial. O projeto nasceu após o fim do Fun People, banda que marcou gerações no underground latino durante os anos 1990 e ajudou a ampliar discussões sobre inclusão, direitos dos animais, diversidade e independência artística dentro da cena hardcore. Longe de se apoiar apenas na nostalgia, Nekro transformou o Boom Boom Kid em uma entidade própria. Ao longo de mais de duas décadas, o músico construiu uma discografia extensa e diversa, lançada majoritariamente de forma independente por meio da Ugly Records. Sua produção passeia por diferentes sonoridades, combinando hardcore melódico, punk rock, pop, baladas e até elementos pouco convencionais para o gênero, sempre preservando a intensidade emocional e a energia característica de seus shows. Essa combinação fez do Boom Boom Kid um dos projetos mais respeitados do circuito alternativo da América Latina. Os shows da banda são conhecidos pela atmosfera festiva, pela interação constante com o público e por um repertório que atravessa diferentes fases da carreira de Nekro. Canções que falam sobre amor, amizade, igualdade, vegetarianismo e liberdade convivem com a urgência sonora do punk e a estética DIY que acompanha o artista desde os tempos de Fun People. Entre os trabalhos mais celebrados está Okey Dokey, álbum lançado em 2001 e considerado um dos registros fundamentais da trajetória do Boom Boom Kid. O disco já foi tema de apresentações especiais no Brasil e segue como referência para fãs que acompanham a carreira do músico desde os primeiros anos do projeto. A nova visita ao país reforça a relação próxima entre Boom Boom Kid e o público brasileiro. Em uma época em que muitos artistas históricos do punk optam por turnês esporádicas ou formatos mais nostálgicos, Nekro segue ativo, criativo e fiel à proposta independente que ajudou a consolidar sua reputação dentro da música alternativa latino-americana. Serviço 23/07 em São Paulo/SP Local: Burning House Endereço: Avenida Santa Marina, 247, Água Branca – São Paulo/SP Ingresso: fastix.com.br/events/boom-boom-kid-em-sao-paulo 24/07 em Curitiba/PR Local: Belvedere Endereço: Rua Inácio Lustosa, 496, São Francisco – Curitiba/PR Ingresso: meaple.com.br/belvedere/boom-boom-kid 25/07 em Florianópolis/SC Local: Célula Showcase Endereço: Rodovia João Paulo, 75, João Paulo – Florianópolis/SC Ingresso: fastix.com.br/events/boom-boom-kid-em-florianopolis 26/07 em Porto Alegre/RS Local: Caos POA Endereço: Rua João Alfredo, 701, Cidade Baixa – Porto Alegre/RS Ingresso: em breve em caospoa.com.br

Samiam retorna ao Brasil em setembro para quatro shows e terá Garage Fuzz em duas datas

Uma das bandas mais respeitadas da história do punk melódico e do rock alternativo norte-americano, o Samiam retorna ao Brasil em setembro de 2026 para uma série de quatro apresentações. O grupo da Califórnia passa por Goiânia, São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte entre os dias 24 e 27 de setembro, em uma turnê que também inclui shows no Peru, Chile e Argentina. As apresentações em São Paulo e Curitiba terão participação especial do Garage Fuzz, nome fundamental para a consolidação do hardcore melódico brasileiro. A banda paulista divide o palco com os norte-americanos em duas datas que prometem reunir diferentes gerações de fãs de punk rock. Samiam – Pioneiros do EMO e Hardcore Melódico Formado em 1988, o Samiam construiu uma trajetória singular dentro da música independente ao transitar entre punk melódico, post-hardcore, emo e rock alternativo sem se prender a rótulos. Liderado pelo vocalista Jason Beebout, o grupo ficou conhecido pela combinação de guitarras densas, melodias marcantes e letras que abordam temas como desgaste emocional, perda e resistência, sempre com uma abordagem mais madura e introspectiva. A discografia da banda acompanha diferentes momentos da evolução do punk norte-americano nas últimas décadas. Álbuns como Clumsy (1994), You Are Freaking Me Out (1997) e Astray (2000) ajudaram a consolidar o Samiam como referência para diversas bandas que surgiram nos anos seguintes, especialmente dentro das cenas emo e punk melódica. O clássico Astray voltou recentemente aos holofotes ao completar 25 anos. Em 2025, o disco foi apresentado na íntegra durante o Riot Fest, em Chicago, festival que reuniu nomes como Green Day, Blink-182, Weezer, Jawbreaker, Bad Religion, Alkaline Trio e Touché Amoré. A fase mais recente da banda é representada por Stowaway, lançado em 2023 pela Pure Noise Records. O trabalho encerrou um intervalo de 12 anos sem discos inéditos e reafirmou a capacidade do Samiam de manter sua identidade intacta, equilibrando peso, melodia e intensidade emocional. Atualmente, a banda conta com Jason Beebout (vocais), Sergie Loobkoff e Sean Kennerly (guitarras), Chad Darby (baixo) e Colin Brooks (bateria). Loobkoff, conhecido também por trabalhos com Knapsack, Solea e Racquet Club, segue como uma das peças centrais da sonoridade do grupo, responsável por uma abordagem melódica que ajudou a definir a identidade do Samiam desde o início da carreira. Serviço Samiam South America 2026 24 de setembro (quinta-feira)Goiânia (GO)Local: De Leon Music PubIngresso: fastix.com.br/events/samiam-eua-em-goiania 25 de setembro (sexta-feira)São Paulo (SP)Local: Hangar 110Participação: Garage FuzzIngresso: fastix.com.br/events/samiam-eua-garage-fuzz-em-sao-paulo 26 de setembro (sábado)Curitiba (PR)Local: BelvedereParticipação: Garage Fuzz, Deb and The Mentals e SimplesmentesIngresso: meaple.com.br/belvedere/time-bomb-fest-samiam-garage-fuzz 27 de setembro (domingo)Belo Horizonte (MG)Punk no Park – local a confirmarIngresso: fastix.com.br/events/primavera-fun-fest-belo-horizonte

+LIVE+ confirma shows no Brasil e celebra legado do rock alternativo

A espera dos fãs brasileiros pela banda +LIVE+ (Live) chegou ao fim. O grupo, que ajudou a moldar o rock alternativo das décadas de 1990 e 2000, anunciou seu retorno ao país com duas apresentações exclusivas em setembro de 2026. O grupo, liderado pela voz marcante de Ed Kowalczyk, volta ao Brasil após um hiato de 25 anos desde a sua última passagem. As datas confirmadas são: A banda construiu uma carreira com mais de 23 milhões de álbuns vendidos e hinos que dominavam as rádios e a MTV no período pré-streaming, como Lightning Crashes, I Alone e All Over You. Ingressos e pré-venda As entradas começam a ser vendidas a partir do dia 5 de junho (para assinantes do Clube Opus) e, no dia 9 de junho, para o público geral, através da plataforma Eventim. Serviço: +LIVE+ no Brasil

Christine Valença une Brasil e França no novo single “Sur Ton Île”

A cantora, compositora e multi-instrumentista carioca Christine Valença prepara o lançamento de seu novo single, Sur Ton Île, que chega às plataformas digitais em 22 de maio e inaugura uma nova etapa em sua trajetória autoral. Após apresentar no início do ano a faixa Coco do Recado, em parceria com a pernambucana Caetana, a artista agora amplia suas conexões musicais em uma colaboração internacional com os artistas parisienses Félicien Adam, Verso e Luazó, aproximando Brasil e França em uma composição marcada por encontros criativos, memória afetiva e experimentação sonora. Com uma trajetória que atravessa gêneros como soul, MPB, folk e pop alternativo, Christine Valença vem consolidando uma obra guiada por escrita intimista e reflexões sobre pertencimento, deslocamento e identidade cultural. Em Sur Ton Île, essas referências ganham novos contornos a partir de experiências vividas durante sua circulação pela Europa, além de um vínculo afetivo com a França que dialoga com memórias familiares ligadas a Paris. Segundo a artista, o single representa um momento de maior apropriação de seu processo criativo e serve como ponto de partida para um novo EP, previsto para o segundo semestre, impulsionado pelo desejo de explorar novas sonoridades e fortalecer a potência da música brasileira em diálogo com outros universos musicais.

Daniela Aedo traz ao Brasil nova fase musical após sucesso em Carinha de Anjo

A atriz e cantora mexicana Daniela Aedo, eternizada no Brasil como a Dulce Maria da primeira versão de Carinha de Anjo, retorna ao país neste mês de maio com a turnê Aedo Experience. A nova passagem pelo Brasil contará com três apresentações: Rio de Janeiro, no dia 29 de maio, São Paulo, em 30 de maio, e Curitiba, no dia 31. O show na capital paulista terá um ingrediente especial: a gravação oficial do novo DVD da artista no Teatro YouTube. A agenda brasileira também inclui uma participação ao vivo no programa Domingo Legal, no próximo dia 24 de maio. A Aedo Experience marca um reencontro de Daniela com o público que acompanhou sua trajetória desde a infância na televisão mexicana. Revelada ainda criança em Carita de Ángel, exibida no Brasil como Carinha de Anjo, a atriz se tornou um dos rostos mais populares da dramaturgia infantil latina entre os brasileiros nos anos 2000. Agora, a artista apresenta uma nova fase da carreira, voltada para a música autoral, explorando influências do pop latino, folk e baladas intimistas. Nos últimos anos, Daniela Aedo lançou trabalhos como “Vacío”, de 2025, além de singles como “Monstruo” e “Niña Prodigio”, divulgados em 2024. O EP “Cicatrizte” também consolidou essa fase mais madura da artista, reunindo faixas como “Voy a Ti”, “Invisibles”, “Tinta Negra” e “Frágil”. A cantora ainda participou recentemente do projeto ao vivo “Homenaje a Tatiana: Carita de Ángel/Gotita de Amor/Azul Como El Cielo”, ligado ao universo nostálgico das novelas infantis mexicanas, além de integrar a trilha do filme “Desastre en familia” com a música “Una vez más”. No Brasil, a proposta da turnê é justamente unir memória afetiva e presente artístico. O espetáculo revisita a conexão construída com fãs que cresceram acompanhando sua carreira na televisão, ao mesmo tempo em que apresenta ao público brasileiro a atual identidade musical da artista mexicana. A turnê é apresentada pela Blast Stage Records & Fan Experience. Os ingressos para as apresentações no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba estão disponíveis no site oficial da cantora. Daniela Aedo Brasil