Lista | Filmes e séries nacionais disponíveis no Star+

O Brasil está mais do que bem representado no Star+, com filmes e séries nacionais que vão de comédia ao drama. Aliás, contam com elenco de peso com atores como Júlio Andrade, Glória Pires, Carol Castro, Leandra Leal, Bruno Gagliasso, Ingrid Guimarães, Raphael Logan, entre outros. Veja abaixo algumas indicações de produções nacionais para assistir na plataforma! Impuros Série | 3 temporadas A série conta a história de Evandro (Raphael Logam), um jovem da favela carioca cujo principal objetivo ao fazer 18 anos é ganhar o próprio dinheiro de forma honesta. Entretanto, tudo muda em sua vida quando seu irmão traficante é morto por policiais e Evandro decide, então, se vingar e mata os responsáveis pelo assassinato, ganhando notoriedade dentro da hierarquia do comando. Enquanto isso, o policial alcoólatra Victor Morello (Rui Ricardo Diaz) não economiza esforços para colocar Evandro atrás das grades após a morte de sua esposa pelas mãos dos homens do traficante. O papel de protagonista de “Impuros” rendeu à Raphael Logam duas indicações ao Emmy Internacional na categoria de Melhor Ator em 2019 e 2020. Mato Sem Cachorro Filme | 2013 Deco (Bruno Gagliasso) vive jogado no sofá de sua casa, apesar de ter talento musical. Um dia, ele encontra dois grandes amores: a radialista Zoé (Leandra Leal) e o cachorro Guto, que desmaia toda vez que fica muito animado. Não demora muito para o trio começar a viver junto, mas dois anos depois Zoé termina o namoro, fica com a guarda de Guto e arranja um novo namorado (Enrique Diaz). Motivos mais do que suficientes para que Deco fique revoltado e prepare uma vingança: sequestrar Guto. Por fim, ele conta com a ajuda de seu primo Leléo (Danilo Gentili). Tá Puxado Série | 1 temporada A primeira temporada do sitcom pernambucano exibido na TV Jornal de Pernambuco está disponível no Star+. Em resumo, a série traz a popular e carismática personagem Cinderela, de Jeison Wallace, agora casada morando na comunidade de Alphavella e lidando com um marido bem preguiçoso (Matheus Ceará), além de vizinhos e parentes muito pitorescos. Um Contra todos Série | 4 temporadas Indicada ao Emmy de Melhor Série de Drama, Um Contra Todos conta a história de Cadu (Júlio Andrade). Em resumo, ele é um advogado dedicado que preza pela verdade e pela justiça acima de tudo. Com uma esposa grávida do seu segundo filho e recentemente desempregado, ele vê sua vida mudar completamente quando é acusado e condenado à prisão após ser confundido com o maior traficante de drogas do Brasil. Entre Idas e Vindas Filme | 2016 Afonso (Fábio Assunção) é um professor universitário separado, que vive com o filho Benedito (João Assunção). Um dia, eles resolvem fazer uma viagem juntos, mas enfrentam problemas quando o carro deles quebra. Eles são ajudados por quatro operadoras de telemarketing – Amanda (Ingrid Guimarães), Sandra (Alice Braga), Krisse (Rosanne Mulholland) e Cillie (Caroline Abras) – que também faziam uma viagem e os levam de volta a São Paulo. Contudo, o que seria uma simples carona acaba se transformando em uma viagem cheia de aventuras e transformações pessoais. Doidas e Santas Filme | 2016 Beatriz (Maria Paula) é uma terapeuta de casais que também escreve livros sobre o tema. Pressionada com o prazo cada vez mais apertado para escrever seu novo livro, ela precisa lidar com problemas no próprio casamento, com o advogado Orlando (Marcelo Faria), e ainda a filha adolescente (Luana Maia) e a mãe (Nicette Bruno), com as quais vive batendo de frente. Insânia Série | Estreia em breve A série original Star+ acompanha a policial científica Paula (Carol Castro) em uma misteriosa clínica psiquiátrica. Lá, sua mente vagueia por caminhos sombrios e duvidosos, chegando à beira da insanidade, enquanto investiga o verdadeiro motivo de sua hospitalização e desvenda uma conspiração aterrorizante.

Entrevista | Ken Horne (The Bronx) – “Nunca existiram tantas bandas na Califórnia como hoje”

Em turnê pelos Estados Unidos com Rancid e Dropkick Murphys, a californiana The Bronx certamente é um dos nomes mais empolgantes na atualidade. Mas essa banda de punk rock não é nenhuma novata. Está há quase 20 anos na estrada e com uma produção frenética. O mais novo capítulo dessa trajetória é o álbum Bronx VI (Cooking Vinyl), lançado recentemente. The Bronx surgiu em 2002, em Los Angeles, e teve o primeiro álbum gravado na “cozinha” de Gilby Clarke, ex-guitarrista do Guns n’ Roses. O guitarrista Ken Horne, que está na banda desde o segundo álbum, The Bronx (2006), conversou com o Blog n’ Roll sobre o sétimo trabalho de estúdio, o projeto paralelo dos integrantes (Mariachi El Bronx), a atual turnê, pandemia e o cenário californiano. The Bronx sempre foi uma banda muito ativa, com shows, gravações e videoclipes. Como foi esse período sem poder realizar boa parte dessas atividades? Foi difícil, mas nós fizemos. Lançamos um álbum de lado B do Mariachi (Música Muerta, Vol.1 & Vol.2), fizemos uma live, fizemos muita coisa. Como banda, foi bom conversávamos quase todo dia, pensando em novas ideias. Este novo álbum foi feito em 2019, foi um bom tempo para pensarmos em como iríamos lançá-lo, ao invés de fazer de qualquer jeito. Ao ouvir os álbuns, as pessoas têm pouca atenção. Então, ao invés de lançar o álbum, lançarmos uma música por vez. Fazemos coisas que vocês não veem, mas estamos muito ativos. Agora, de volta aos palcos, vocês estão em tour com o Rancid e Dropkick Murphys. Como tem sido a experiência? Eu tenho me divertido. A gente não tocava por um ano e meio, era o que a gente mais sentia falta. Ainda é surreal estar em tour. Nos bastidores, antes, tínhamos família, amigos. Agora não tem mais ninguém. Tudo que a gente faz é curtir nos bastidores, no ônibus. A gente não tem estado em tour, mas costumávamos sair, só de poder continuar tocando já é bom. É bom estar seguro, em primeiro lugar. Nessa tour todos os shows são ao ar livre, até o bastidor é um bônus. Qual é a relação de vocês com os integrantes dessas duas bandas? Já haviam tocado juntos antes? A gente já tocou com Dropkick Murphys em festivais e com o Rancid também. Não fizemos tour com eles, mas tocamos juntos em festivais fora do país. Tim Armstrong é um grande amigo do nosso baterista (Joey Castillo). Voltando ao Bronx VI, como foi o processo de gravação do álbum? Foi uma das minhas três melhores gravações, muito divertido. Gostei muito de trabalhar com nosso produtor, Joe Barresi (Tool, L7, Bad Religion, Judas Priest, Soundgarden, Slipknot, entre outros). Foram apenas três semanas, pouco tempo para nós, mas foi incrível. Essa gravação foi muito especial para mim, ainda mais trabalhando com o Joe, um grande produtor. A Califórnia sempre foi vista como um celeiro de bandas de punk, hardcore e metal, algo que influenciou bastante diversas regiões pelo mundo. Como você vê o atual cenário? Ainda há muitas bandas punks em Los Angeles. LA tem todo tipo de música. Tem mais bandas agora. Há muitos jovens, novas bandas, não é a mesma coisa que antes, que você formava uma banda, ensaiava e tocava ao vivo num clube. Hoje, você pode tocar ao vivo em qualquer lugar com internet e pode fazer lives pelo streaming. Não precisa ser uma banda de punk rock, qualquer um pode fazer. Nunca existiram tantas bandas como hoje. Em todos os cantos da Califórnia: LA, San Diego, entre outros. Vejo tantos jovens, mas infelizmente não consigo acompanhar todos. Antes, sempre tentava acompanhar as bandas. Durante a divulgação do novo álbum, vocês fizeram uma parceria com uma cervejaria de San Diego e criaram a cerveja Watering The Well. Como foi essa experiência? Foi divertido! San Diego é uma cidade famosa pelas cervejarias. Eu morei lá por muito tempo e um velho amigo nosso, Dave Lively, abriu a Fall Brewing Company 5, seis anos atrás. Vamos fazer uma colaboração com a cervejaria. A cada ano aumenta a popularidade da cerveja dele. Meu amigo, outro dia, foi comprar a cerveja Watering the Well (nome de uma faixa do novo álbum) e estava esgotada. Eles têm outra cerveja, Plenty for All, que recomendo e não está esgotada. Com a retomada dos shows, existe a possibilidade de incluir o Brasil na rota de vocês? O que vem à cabeça quando vocês escutam sobre o Brasil? Brasil é todo mundo bronzeado, praia, calor. E tem uma grande população de japoneses. Sou japonês, nasci no Japão. Então, li muito sobre a imigração japonesa no Brasil, por isso tenho interesse de conhecer o Brasil. Há um famoso wrestler no Japão chamado Antonio Inoki, que morou no Brasil quando era jovem. Vários amigos que vão ao Brasil me dizem que há muitos japoneses no Brasil. Por isso tenho o Brasil sempre na minha mente. Sempre falamos de vir ao Brasil. É difícil irmos sozinhos, mas quem sabe com uma grande banda junto? Fale mais sobre sua conexão com o Japão. Vivi lá até os meus 17 anos, depois me mudei para San Diego. No entanto, volto lá todo ano. Minha família ainda mora lá, japonês é minha língua nativa. Eu tenho essa aparência, mas sou mais japonês por dentro. Minha família é de Yokohama. Eu vivi lá e em Tóquio. A cena rock é incrível no Japão. Se você quer ver cultura americana legal, você deve ir ao Japão e à Suécia. Japão tem muita coisa diversificada, bandas punk, new wave, alternativas, ídolos japoneses. É muita coisa mesmo. Paralelamente ao The Bronx, vocês também têm o Mariachi, El Bronx. Como surgiu esse projeto? Tem planos futuros para esse projeto? Quando podemos ter uma novidade? Mariachi surgiu logo quando entrei na banda, em 2006, após lançarmos o segundo álbum. À época, fizemos um show na TV e perguntaram se a gente conseguia fazer uma música acústica. Então, Joby, nosso guitarrista, disse que as músicas do Bronx não iam

Venom – Tempo de Carnificina tem estreia antecipada para 7 de outubro

Venom – Tempo de Carnificina teve sua estreia antecipada. O filme, sequência de Venom (2018), chega aos cinemas brasileiros em 7 de outubro. Em resumo, Tom Hardy retorna às telonas como o protetor letal Venom, um dos maiores e mais complexos personagens do universo Marvel. Dirigido por Andy Serkis, o filme também traz no elenco Michelle Williams, Naomie Harris e Woody Harrelson no papel do vilão Cletus Kasady / Carnificina. Por fim, vale destacar que Venom –Tempo de Carnificina terá estreia exclusivamente nos cinemas.

Última temporada de Superstore estreia na Warner Channel na próxima quarta

A Warner Channel estreia na próxima quarta-feira (8), à 0h10, a sexta e última temporada de Superstore. Ainda não há previsão, no entanto, para a chegada de todas as temporadas e os episódios inéditos na HBO Max. Nos episódios de Superstore acontece de tudo: da venda de artigos inovadores até descontos que atraem os consumidores que esperam essas liquidações como um verdadeiro esporte. A rotina inclui organizar o salão de vendas, atender os compradores e administrar as reclamações, devoluções e outros serviços pós-venda. O que em qualquer loja é um processo normal, na Cloud 9 é sinônimo de risadas e situações bizarras em um clima de diversão permanente, com colegas de trabalho muito engraçados. A nova temporada também apresenta novos desafios, porque em um cenário de pandemia as medidas de segurança sanitária têm um papel importante para o cuidado de todos, com o uso de máscaras e álcool em gel, limites de ocupação do espaço e painéis que separam os vendedores e os caixas dos clientes. Tudo pode gerar novas dinâmicas de comportamento e muitas situações para rir ao se adaptar a uma nova realidade em que a covid-19 passa a ser um novo elemento na experiência de compra. Superstore é protagonizada por Ben Feldman (Jonah), Colton Dunn (Garrett), Nichole Sakura (Cheyenne), Kaliko Kauahi (Sandra), Mark McKinney (Glenn), Lauren Ash (Dina) e Nico Santos (Mateo).

TNT Séries estreia série turca “Um Milagre”

A produção turca Um Milagre chega ao TNT Series na próxima segunda-feira (6), com exibição de episódios duplos, de segunda a sexta, a partir das 16h50, e maratona aos sábados, às 12h50. Ali Vefa, um médico que sofre de um transtorno do espectro autista, começa a trabalhar em um hospital de Istambul. Ao superar os preconceitos de pacientes e colegas, encontrará uma família capaz de apreciar o valor de suas habilidades especiais. A série é uma produção turca e tem como protagonistas Taner Ölmez, Onur Tuna, Sinem Ünsal, Hazal Türesan e Murat Aygen. A Turquia é a segunda maior exportadora de ficção televisiva do mundo, ficando apenas atrás dos Estados Unidos. Suas séries tornaram-se bastante populares e vem conquistando milhares de telespectadores ao redor do mundo. A produção foi indicada a três prêmios Turkey Youth Awards nas categorias de Melhor Série, Melhor Ator para Taner Ölmez e Melhor Atriz Coadjuvante para Hayal Köseoglu. Desde pequeno, o sonho de Ali Vefa sempre foi ser médico. Portador de uma forma especial de transtorno do espectro autista, conhecida como Síndrome de Savant (Síndrome do Sábio), ele conseguiu completar seus estudos médicos com excelência. Para se especializar, Ali deixa sua pequena cidade e viaja para Istambul para trabalhar como residente no departamento cirúrgico de um grande hospital, onde seu mentor Adil Erinc é o médico-chefe. Lá ele terá que superar suas limitações sociais e os preconceitos de pacientes e colegas, mas também encontrará uma família capaz de apreciar o valor de suas habilidades de gênio. Adil desempenha um papel importante na vida de Ali. Como chefe da equipe médica do hospital, quer levar seu pupilo para a unidade de cirurgiões como médico assistente, mas a condição especial de Ali gera resistência em seus colegas, que relutam em aceitá-lo. A solução será avaliá-lo por seis meses, período em que estará em jogo o futuro médico de Ali e a carreira de Adil.

Baseado em uma história real, No Limite do Mundo chega ao streaming

O drama épico No Limite do Mundo (Edge of the World), inspirado na história verídica do aventureiro britânico Sir James Brooke – que esteve no poder como o Rei de Sarawak na década de 1840 -, acaba de ganhar data de estreia no Brasil. Com o ator Jonathan Rhys Meyers (The Tudors) no papel de Brooke, a produção chega às plataformas digitais em 3 de setembro, com distribuição da Synapse Distribution. No Limite do Mundo estará disponível para compra e aluguel na Claro Now, Vivo Play, Sky Play, iTunes/Apple TV, Google Play e YouTube Filmes. O filme mostra a jornada do explorador Sir James Brooke até se tornar um rei. A trajetória do britânico, que já foi inspiração para grandes clássicos do cinema, como Apocalipse Now, de Francis Ford Coppola, foi filmada no local exato dos acontecimentos (Sarawak, um estado da Malásia – em Bornéu). Brooke precisou desafiar a coroa britânica, em 1840, e lutar contra a colonização, escravidão e o ataque de piratas em suas terras. O longa é dirigido por Michael Haussman (Blind Horizon) e produzido por Rob Allyn (No Man’s Land). O elenco ainda conta com Dominic Monaghan (Star Wars: A Ascensão Skywalker) e Josie Ho (Contágio).

Entrevista | Hollow Coves: “As pessoas perceberam o quanto são abençoadas com o que tínhamos”

A dupla de indie folk australiana Hollow Coves sempre explora uma temática mais bucólica e minimalista em seus projetos. Foi assim com o primeiro EP, Wanderlust (2017), o álbum Moments (2019) e o último EP, Blessings, lançado em junho. As capas trazem lindas imagens de vilarejos, enquanto as canções do Hollow Coves parecem extraídas de filmes mais introspectivos. Apesar dessa personalidade mais tranquila, Ryan Henderson e Matt Carins querem conhecer o “público maluco e apaixonado do Brasil”. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o Hollow Coves falou sobre o processo de criação de Blessings, o impacto das suas canções no público, entre outros assuntos. Confira abaixo. Como foi preparar um estúdio caseiro para dar vida ao EP Blessings? Matt: Uma grande tarefa, tínhamos que fazer, pois íamos fazer uma tour pelo mundo. Eu era carpinteiro e o Ryan engenheiro, e fazíamos musica. Por que não juntar estas habilidades para fazer um pequeno estúdio, um local bem simples? Não sabíamos como produzir música, mas já estivemos em estúdios, trabalhando com produtores, pegamos dicas. Gravar músicas é um longo processo, estamos muito orgulhosos, talvez não seja tão bom como se fosse num estúdio mais profissional, mas aprendemos e ficamos felizes. O período de isolamento social rendeu muita inspiração para vocês, vide esse trabalho. Como foi o processo de criação dele? Ryan: Eu estava morando sozinho e nós decidimos trabalhar juntos com um pessoal muito criativo. Fizemos muitas músicas com esse grupo. E procuramos uma músicas que havíamos escrito em Berlim há cerca de dois anos atrás. Hello foi uma das primeiras músicas que o Matt escreveu. Ele reescreveu os versos durante o lockdown para refletir o sentimento de estar preso dentro de si. Tínhamos uma nuvem de armazenamento, Matt escreveu uma música e deletou, mas consegui resgatar, gostei muito e aproveitamos. Matt: É uma música que escrevi quando minha irmã casou. Eu decidi lançar como single. Depois vem Blessings, faixa-título do EP. Teve um impacto positivo no publico. Apresentamos a música em diferentes formas, lives e EPs. A música e o tema são fortes, por isso é a musica-título. As canções passam uma mensagem para quem está enfrentando esse momento complicado ou é algo mais a ver com temas que vocês já pensavam antes? Ryan: Sabemos que muitas pessoas estão passando por momentos difíceis, e no passado recebemos mensagens que nossa música ajudou pessoas. Queremos usar essa plataforma para levantar as pessoas, e ajudá-las a ver a beleza da vida, como na letra de Blessings, mostrando às pessoas que há muito o que agradecer da vida. Se você tirar um momento e sair, sentirá a gratidão e perceber que tudo é uma questão de mudança de perspectiva. Se você pensar em covid e outras coisas, pode entrar numa espiral de pensamentos negativos. A Austrália parece ter enfrentado a pandemia de forma mais tranquila, pelo menos para quem olha de fora. Foi assim mesmo? Matt: A gente mora em Queensland. Aqui, começou com um pequeno lockdown. Mas rolaram grandes lockdowns em outros estados. A gente não se sente isolado, vivemos no litoral, um lugar turístico. Sabemos que foi diferente em outras partes do mundo, mas aqui não teve o mesmo impacto. Vai ser interessante quando tudo abrir de novo. Ryan: Nós não tivemos muita exposição ao covid na Austrália porque as fronteiras foram logo fechadas. Qualquer um que chegasse teria que ficar de quarentena por duas semanas, sendo testado. O governo da Austrália é muito severo, garantiu que a doença não se espalhasse de jeito nenhum. Foram registrados poucos casos, e feitas algumas restrições. Mas parece que o duro é que não conheço ninguém que teve covid. O governo quer que todo mundo tome a vacina, não veem muito risco de contágio. No resto do mundo, muitos foram vacinados, o que fez com que as coisas começassem a voltar ao normal. Na Austrália, quase ninguém quer tomar a vacina. Aqui temos as coisas no controle, acontecem poucos casos, fazem lockdown de novo, se necessário. A gente não sabe quanto tempo isso vai durar. É frustrante. Mas somos afortunados pela maneira como está a situação aqui, enquanto o resto do mundo parece estar numa situação ruim. Qual é o grande ensinamento que a pandemia trouxe para o Hollow Coves? Ryan: A gente valoriza as coisas depois de perdê-las. Existe uma música sobre isso, Don’t Know What You Got (Till It’s Gone, do Cinderella). O coronavírus ajudou as pessoas a perceberem o quanto são abençoadas com o que tínhamos, estar com os amigos, viajar pelo mundo, isso são luxos. Não posso viajar pelo mundo, mas muita gente não tem eletricidade, ajuda a colocar em perspectiva. Falando em viajar pelo mundo, existe uma expectativa de vocês para uma tour no Brasil? Matt: A gente quer muito ir ao Brasil, tínhamos planejado, mas foi cancelado. Vamos tentar assim que a pandemia esteja controlada. Temos planos de ir a diferentes países, mas tudo depende da covid. Mas queremos muito ir ao Brasil Nunca estivemos no Brasil. Ryan: Temos muitos fãs no Brasil, recebemos muitos comentários para visitar o Brasil. Dizem que o público brasileiro é crazy. Gostaria de saber como é tocar no Brasil, é interessante dizem que as pessoas são apaixonadas. Como reagem a musica, é diferente em cada país. Tocar em lugares diferentes para culturas diferentes. Não sei quando iremos ao Brasil, mas estamos ansiosos para isso.

Turnê das bandas Black Stone Cherry e Airbourne no Brasil é adiada para 2022

A nova geração do heavy metal teve de adiar sua passagem pelo Brasil. Trata-se da turnê das bandas Black Stone Cherry e Airbourne. Em resumo, a decisão foi tomada em conjunto, pelos artistas e pela produção do evento. Depois de meses de monitoramento, as partes envolvidas concluíram que o momento ainda é delicado e não há uma efetiva segurança face à atual situação da pandemia e as ainda baixas taxas de vacinação no país. A turnê que passaria por Porto Alegre (dia 19/08, no Teatro Opinião), Curitiba (dia 21/08, na Ópera de Arame), e São Paulo (dia 22/08, no Tropical Butantã), fica transferida assim para 2022. Os ingressos já comprados continuarão valendo para a nova data.

Entrevista | Andi Deris (Helloween): “Vai ser um recomeço para a música”

*Desde que lançou o seu último álbum de estúdio, My God-Given Right (2015), o Helloween surpreendeu os fãs com uma série de novidades. A mais impactante delas foi a Pumpkins United World Tour, que trouxe Kai Hansen e Michael Kiske de volta ao lineup. A super reunião rendeu duas passagens pelo Brasil (2017 e 2019) e um álbum ao vivo. Agora, a banda alemã consolida de vez essa formação com a estreia do disco homônimo, lançado na última sexta-feira (18). Vocalista do Helloween desde 1994, Andi Deris conversou via Zoom com o Blog n’ Roll. Na pauta, o novo álbum, turnê com o Hammerfall e Brasil. Descontraído e fumando um charuto durante a entrevista, Andi se mostrou extremamente divertido e chegou a brincar que entendia tudo que era dito em português, mas só conseguia arriscar uma conversa em espanhol. Com pandemia no meio do processo de preparação do novo álbum, qual foi o grande desafio do Helloween para tirar o disco do forno? Nós começamos a gravação bem antes da pandemia. Lembro que quando a pandemia chegou aqui, nós já estávamos preparando a mixagem. Quase tudo já estava gravado, só faltou uma parte do Michael, que precisou ir até o estúdio com uma autorização para circular durante o lockdown. Não tivemos problema, justamente porque estava quase tudo terminado. A única questão foi que eu e nosso produtor teríamos que viajar para Nova York para a mixagem, mas os Estados Unidos fecharam as fronteiras, então tivemos que encontrar uma solução, que foi a internet de fibra ótica. Felizmente, tenho uma internet muito boa aqui no meu estúdio, e em Nova York eles tinham a mesma conexão, e isso facilitou demais o processo. Tínhamos apenas 0.1 milissegundos de delay. Foi fantástico, parecia que estava lá. Reunir o lineup da Pumpkins United rendeu o resultado esperado? Isso é algo que já pensávamos fazer (um álbum para os fãs de todas as fases da banda), mas que você só percebe que deu certo quando está tudo pronto. Acho que fizemos um bom trabalho. Tivemos que fazer canções que se conectassem com os anos 1980, outras com os anos 1990, outras com os trabalhos menos antigos, e além disso também tivemos que construir as pontes entre essas músicas. Às vezes você faz um álbum e nem tudo sai como você espera, mas nesse tudo aconteceu de forma muito suave. Dizem que cozinhar demais queima a comida, mas dessa vez valeu a pena planejar com calma, porque a opinião de todos importou demais. Trabalhando com músicos tão bons fica mais fácil de alcançar esses sonhos. Além disso, os produtores também fizeram um trabalho muito bom para que o álbum fosse coerente. A escolha dos singles que antecederam o álbum parecem pensadas com muito cuidado, justamente para mostrar a força do lineup atual. Como foi feita a definição? Skyfall era um single um pouco óbvio para nós. É uma música longa, tem o Michael Kiske, que os fãs queriam tanto voltar a escutar… então foi a escolha perfeita para abrir o álbum. E Fear Of The Fallen foi, para mim, a melhor escolha para mostrar que: “olhem, aqui estão Michael e Andi em uma música que combina as gerações da banda”. É uma faixa muito completa e bem construída, que combina nossa história e passeia pelas décadas do metal. Uma música para todos, muito rica. O que você tem escutado ultimamente? De alguma forma impacta no trabalho de vocês? Eu sou muito aberto para ouvir qualquer coisa que me interesse. Então, estou sempre procurando por temperos musicais, como sons, arranjos, e até novas bandas. Não fecho meu ouvido para nada que seja novo. Acho que todos que têm um sonho merecem ser ouvidos. Passei por isso no começo e sei como é. Sou um artista curioso e gosto de entender o que é novo. Escuto duas, três vezes, até entender o conceito e aprender. E isso me ajuda a evoluir também. Claro que isso não faz com que eu mude as características da nossa banda, mas me dá pequenos temperos para apimentar cada vez mais nossa música. E acredito que nosso novo álbum seja especial justamente por combinarmos três décadas de metal e usando elementos novos. Voltar aos palcos e embarcar em turnê com o Hammerfall. Existe cenário melhor? Como chegaram na definição para a escolha deles? Hammerfall é uma banda de grandes amigos. Eles gravaram mais de um álbum no meu estúdio, já fizemos shows juntos e nos conhecemos há uns 15 anos. Então, é natural que você convide uma banda que tem uma boa relação para uma turnê. E é a primeira vez que vamos fazer uma turnê com ele. Na turnê que faríamos ano passado e foi atrapalhada pela covid, eles não poderiam participar porque estavam com a agenda cheia. Além disso, nossas agendas nunca bateram. Mas dessa vez vai dar certo, até porque todos os artistas estão com tempo nessa época. “É como se o safety car estivesse na pista da Fórmula 1. Todos estão com tempo para se ajeitarem até que a largada seja dada novamente. Vai ser um recomeço para a música”. Andi Deris, vocalista do Helloween Estou muito ansioso, mas sou supersticioso. Não gosto de demonstrar. Bato na madeira e torço para dar certo (risos). Não dá para prever as coisas. Não sei como é a real situação da covid atualmente, porque sabemos que sempre há questões políticas por trás. Na Alemanha, por exemplo, os números são maiores que no ano passado, mas as pessoas estão todas nas ruas. Não dá para entender bem, parece que tudo é um instrumento. O Helloween coleciona turnês bem sucedidas pelo Brasil. Tem alguma mais especial para você? Por que? Provavelmente, minha melhor memória é da minha primeira vez no Brasil, até porque a primeira é sempre a mais marcante. E, no caso, foi algo enorme. Foi em 1996, quando teve o Monsters of Rock em São Paulo. Se não me engano, o Megadeth estava escalado para o festival, mas eles tiveram um