Smashing Pumpkins, o maior, melhor e mais emocionante show
Metric domina Las Vegas e prova que é grande demais para ser apenas banda de abertura
Quem chegou cedo à T-Mobile Arena esperando um show de abertura morno, encontrou o oposto. O Metric subiu ao palco não para pedir licença, mas para ocupar espaço. Liderados pela magnética Emily Haines, o quarteto canadense trouxe para Las Vegas a turnê de seu disco Art of Doubt, entregando um setlist que equilibrou o peso do rock alternativo com a pulsação eletrônica que os consagrou. Para uma banda abrindo para lendas como o Smashing Pumpkins, o Metric soube dosar a intensidade. O som estava encorpado, preenchendo a arena com facilidade, provando que seus refrões foram feitos para grandes multidões. Ousadia do novo material do Metric O que mais chamou a atenção foi a confiança no material novo. O show já começou com a inédita Love You Back e seguiu com Risk, mostrando que a banda não tem medo de testar músicas desconhecidas em um público de arena. A faixa-título Art of Doubt e a pesada Dark Saturday trouxeram as guitarras para o primeiro plano, conectando-se perfeitamente com a audiência roqueira que aguardava o Pumpkins. A execução de Dressed to Suppress e Now or Never Now manteve o ritmo acelerado, sem deixar a peteca cair. Hinos indies no final Claro que os hits não poderiam faltar. Quando os primeiros acordes de Breathing Underwater ecoaram, a T-Mobile Arena se transformou em um coro gigante, provando a força desse hino indie. A energia punk-dance de Gold Guns Girls colocou a pista para dançar, servindo como o contraponto perfeito para a seriedade das novas faixas. O encerramento foi cirúrgico com Help I’m Alive. Com o coração pulsando (literal e figurativamente), o Metric saiu de cena deixando a sensação de que poderiam facilmente segurar a noite sozinhos. Foi uma performance vibrante, elegante e barulhenta, exatamente como Las Vegas exige.
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Arctic Monkeys e a frieza em pleno verão de Toronto
Mini Mansions apresenta set dançante para preparar público para o Arctic Monkeys

Para os fãs mais atentos que chegaram cedo à Scotiabank Arena, a presença do Mini Mansions no palco às 19:30 não foi uma surpresa, mas um presente. Com Michael Shuman (Queens of the Stone Age) na bateria e vocais, o trio carrega aquele DNA do “rock do deserto” polido com ternos bem cortados e melodias pop, uma estética que dialoga diretamente com a fase atual do Arctic Monkeys. A missão era difícil: traduzir um som cheio de nuances de estúdio para uma arena de hóquei ainda se enchendo. Mas a banda apostou na energia desde o primeiro segundo. Setlist dançante e obscuro do Mini Mansions A escolha de abrir com Freakout! foi certeira. A faixa tem a urgência necessária para capturar a atenção de quem ainda estava comprando cerveja. Mas foi logo na sequência, com o hit indie Death Is a Girl, que eles ganharam a pista. A linha de baixo pulsante e o refrão new wave transformaram a frieza da arena em uma pista de dança alternativa. O setlist de nove músicas navegou bem entre o clima noturno e cinematográfico de Midnight in Tokyo e o groove arrastado de Creeps. O trio mostrou versatilidade, trocando instrumentos e vocais, mantendo uma dinâmica visual interessante que compensava a falta de uma grande produção de palco. A apresentação também serviu para testar faixas do EP Works Every Time, como a própria faixa-título Works Every Time, que trouxe uma melancolia pop sofisticada. Para o encerramento, eles deixaram de lado a polidez e abraçaram o peso. Mirror Mountain fechou os trabalhos com uma jam mais pesada e psicodélica, lembrando ao público que, por baixo dos sintetizadores e harmonias vocais, existe uma banda de rock de verdade. O Mini Mansions saiu de cena deixando o palco quente e a atmosfera devidamente preparada, chique e levemente sombria, para a entrada de Alex Turner.