Bayside Kings e João Gordo & Asteroides Trio são anunciados no Palco Supernova do Rock in Rio 2026

A banda santista Bayside Kings foi anunciada como uma das atrações da quarta edição do Palco Supernova no Rock in Rio 2026. O grupo sobe ao palco no dia 6 de setembro (domingo), consolidando a força da cena independente da Baixada Santista em um dos espaços mais vitais e dinâmicos do festival, que acaba de ter sua continuidade garantida por meio da renovação da parceria entre o Rock in Rio Brasil e o Grupo Sony Music Brasil. Para 2026, o Palco Supernova receberá 28 artistas. Além do hardcore do Bayside Kings, a lista do Rock in Rio traz encontros de peso, como João Gordo & Asteroides Trio celebrando os 50 anos de Ramones, Larissa Luz com o show “Rock in Gil”, além de nomes como Diogo Defante, Supercombo, Delacruz e Yago OProprio. Veja lista completa abaixo. Sony Music e Rock in Rio renovam parceria para o Supernova Nesta quinta-feira (21), em coletiva de imprensa realizada na Cidade do Rock, o Grupo Sony Music Brasil e o Rock in Rio Brasil anunciaram a renovação da parceria para a edição de 2026. O anúncio contou com a presença de executivos de peso: Wilson Lannes (COO do Grupo Sony Music Brasil), Zé Ricardo (vice-presidente artístico da Rock World), Roberto Verta (curador do Palco Supernova) e Ana Deccache (diretora de marketing da Rock). Esta será a quarta edição do Supernova sob a chancela da Sony Music, que permanece como a única companhia do mercado fonográfico a assinar um palco dentro do festival. Desde sua estreia em 2019, o espaço cresceu em público, mudou de área e se consolidou como um termômetro da cena musical, unindo artistas em ascensão e projetos especiais inéditos. A curadoria continua sob a assinatura conjunta da plataforma Filtr Music Brasil e de Zé Ricardo. Line-up completo — Palco Supernova 2026

Aos 87 anos, Jorge Ben Jor fará show no Allianz Parque, em São Paulo, em outubro

Jorge Ben Jor fará um show no Allianz Parque no dia 17 de outubro. O cantor e compositor de 87 anos anunciou a apresentação no estádio do Palmeiras nesta quinta-feira (21). Realizada pela 30e, mesma produtora por trás de diversos shows e turnês no espaço, a apresentação de Ben Jor se chama Alquimia Popular Brasileira. O show deve abranger os maiores sucessos da carreira do artista, dono de hits como País Tropical, Mas, Que Nada, Chove Chuva, Taj Mahal e Fio Maravilha, entre muitos outros. Com exceção do festival Rock the Mountain, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em novembro, ele não tem outras apresentações anunciadas para este ano em suas páginas oficiais. Os ingressos para o show começam a ser vendidos na próxima segunda-feira (25) para clientes Itaú Unibanco, às 10h. Para o público geral, as entradas serão comercializadas a partir de quarta-feira (27), ao meio-dia, no site da Eventim e às 13h na bilheteria oficial do Allianz Parque. JORGE BEN JOR: ALQUIMIA POPULAR BRASILEIRA

Entrevista | Horsegirl – “Minha esperança é só comer comida gostosa, comprar alguns discos e passear por aí”

Há uma linha tênue que separa o resgate nostálgico da pura originalidade, e as americanas do Horsegirl caminham por ela com a segurança de veteranas. Nascido na efervescente cena jovem de Chicago e hoje radicado em Nova York, o trio formado por Penelope Lowenstein, Nora Cheng e Gigi Reece tornou-se um dos nomes mais incensados da nova vanguarda das guitarras. Com uma identidade moldada pela ética do “faça-você-mesmo” (DIY), a banda transforma referências clássicas do shoegaze, pós-punk e indie noise dos anos 80 e 90 em algo urgente, magnético e profundamente contemporâneo. ​O passaporte para o reconhecimento global definitivo veio carimbado pelo aclamado segundo álbum, Phonetics On and On. Lançado no ano passado, o trabalho consolidou o Horsegirl nos holofotes da crítica internacional, figurando no topo das listas de melhores discos de 2025. Ao contrário da estreia crua que buscava emular a energia dos palcos, o registro recente revelou um amadurecimento corajoso de estúdio, desbravando texturas experimentais e drones sintetizados sem perder o apelo de suas melodias pop tortas. ​A prova de fogo desse repertório diante do público brasileiro acontece no sábado (23), em São Paulo. O Horsegirl é uma das atrações mais aguardadas do C6 Fest, festival que ocupa o Parque Ibirapuera. O show será às 14h40, na Tenda MetLife. Os ingressos estão esgotados. Em uma conversa franca e descontraída com o Blog n’ Roll, por chamada de vídeo, embalada pela sinfonia caótica de sirenes e buzinas de uma Nova York ensolarada, a guitarrista e vocalista do Horsegirl, Penelope Lowenstein, falou sobre as expectativas para a estreia em solo brasileiro, a transição geográfica e criativa da banda, os bastidores do elogiado EP Julien 2 e o desafio diário de equilibrar negócios e amizade. Confira a entrevista na íntegra a seguir. ​Oi, Penelope, como você está? Estou bem, e você? ​Estou bem também. O dia está ensolarado por aí, lindo! Sim, super quente lá fora hoje. Por isso tenho que ficar com todas as janelas abertas. Se você ouvir coisas como sirenes ou buzinas, é só a loucura de Nova York acontecendo. Sinto muito! ​Tudo bem. Esta é a primeira vez do Horsegirl se apresentando no Brasil, um país com uma base de fãs de indie rock muito apaixonada. O que você já ouviu falar sobre o público brasileiro e o que está mais animada para vivenciar no palco do C6 Fest? Bem, ouvi dizer que o Brasil ama rock, então estou animada para ver isso de perto. Poder viajar no geral por causa dos shows é uma forma muito interessante de conhecer um lugar. Felizmente, vamos ter muitos dias de folga em São Paulo. Minha esperança é só comer comida gostosa, comprar alguns discos enquanto estivermos lá e passear por aí. Estou muito, muito animada. Inclusive, eu estava dizendo na minha última entrevista que São Paulo é o lugar para onde eu mais queria ir. Sinto que é uma chance incrível de conhecer um local que desejava visitar há muito tempo. ​Sim, parece perfeito. Você já pesquisou sobre São Paulo? Onde quer ir? Eu falei com alguns amigos que conheço por lá e estou tentando fazer com que eles me deem recomendações fora do circuito turístico tradicional, sabe? Honestamente, não tem muita comida brasileira nos Estados Unidos que eu tenha provado. Quero muito experimentar a culinária local. No mais, pretendo ver um pouco de música. ​Sim. Galeria do Rock é um lugar muito bom para ir. Sim! ​A Galeria do Rock é tipo um shopping. Ah, eu anotei isso! Já ouvi falar. Fica no Centro? ​Fica no Centro. Ok, já sei sobre esse lugar, então. Tenho uma lista crescendo. ​Perfeito! O festival mistura atrações históricas com a nova vanguarda da música global. Como você vê o papel do Horsegirl nesse circuito, levando música movida a guitarra e uma estética faça-você-mesmo (DIY) para grandes palcos? Estava olhando o lineup e pensei que parece uma boa mistura de atrações internacionais com artistas brasileiros. Fiquei bem lisonjeada por sermos escolhidas como uma das bandas americanas do evento. Espero que a gente mostre algo interessante que talvez não esteja sendo feito no Brasil no momento.  É muito legal ser representante de algo no exterior. Nós viemos de um grupo de bandas em Chicago que nunca imaginou que teria a chance de viajar tão longe para tocar para as pessoas. Especialmente se a mensagem em torno das coisas DIY for inspiradora para o público, isso me deixa muito feliz. É incrível pensar em conseguir espalhar isso mais longe do que você achou que conseguiria. ​E Phonetics On and On completou um ano desde o seu lançamento, cercado de elogios e figurando nas principais listas de melhores do ano de 2025. Olhando para trás agora, como você processa o impacto que esse álbum teve na carreira do Horsegirl? Foi um momento importante. Para uma banda, fazer um primeiro disco é muito diferente de fazer um segundo e sair do outro lado. Às vezes você tem um primeiro trabalho de sucesso e depois fica um pouco perdida, sem saber o que fazer.  Nós tomamos um rumo muito diferente entre o nosso primeiro e o segundo disco. Nossos shows ficaram ainda maiores e pareceram mais significativos do que na primeira vez. Isso nos deu muita confiança de que podemos mudar as coisas na nossa carreira e ter liberdade para seguir o que é interessante para nós.  Ter feito algumas coisas diferentes na minha vida com essa idade tão jovem afirma, de uma perspectiva de carreira, que posso fazer muitas coisas distintas como musicista. Essa foi uma lição valiosa para nós. Superar o desafio de um segundo disco parece algo grandioso. O terceiro acaba sendo um bloqueio mental porque você já passou por isso duas vezes antes. ​Vocês começaram o Horsegirl em Chicago e depois se mudaram para Nova York, certo? Sim! ​O quanto essa mudança de cenário e viver em Nova York influenciou a composição e as origens das músicas no segundo disco? Foi fundamental! Éramos muito jovens quando escrevemos nosso primeiro disco, tínhamos uns 16

Towa Bird lança álbum “Gentleman”; ouça!

Se você acompanha a nova safra do indie rock, o nome de Towa Bird certamente já cruzou o seu feed. Conhecida por sua técnica impecável na guitarra, sua atitude andrógina e por ter acompanhado Reneé Rapp na estrada, a artista anglo-filipina acaba de dar o pontapé inicial em sua nova era com o álbum Gentleman. Atitude, desejo e androginia do Towa Bird Carro-chefe do álbum, a faixa-título é uma declaração ousada. Towa utiliza o deboche e o magnetismo andrógino para explorar sua própria sexualidade e o desejo queer, vestindo um arquétipo tradicionalmente masculino de forma provocativa e livre. “Eu queria começar o álbum abraçando a androginia e expressando esse lado da minha sexualidade de forma direta. Existe vulnerabilidade em outros momentos do disco, mas com Gentleman eu queria iniciar tudo com uma grande explosão”, explica a artista. Som da liberdade de estúdio A canção foi a primeira a ser escrita e gravada para o novo projeto, ditando imediatamente o tom de todo o disco. Criada de forma espontânea ao lado do produtor Wimberly, a faixa é uma colisão perfeita de pop-punk acelerado, vocais rasgados e riffs de guitarra que parecem disparados por uma metralhadora. Para Towa, o segredo da energia da música foi a ausência de cobrança nas sessões de estúdio: “Nossa única intenção naquele dia era criar algo punk, empolgante e rápido. Estávamos apenas experimentando e vendo no que dava. Entrar no estúdio com essa mentalidade tirou toda a pressão, e essa sensação de liberdade nos acompanhou até o fim do processo”, relembra.

Bayside Kings lança “A Lei do Retorno” e consolida nova fase pela Deck

A banda santista Bayside Kings disponibilizou em todas as plataformas o single A Lei do Retorno, o primeiro lançamento de 2026 e o pontapé inicial para o novo álbum de estúdio que chega via gravadora Deck. Com 16 anos de estrada, o grupo formado por Milton Aguiar (voz), Teteu (guitarra), Manolo (baixo) e David Gonzalez (bateria) vive o seu momento de maior expansão. A virada de chave aconteceu após a pandemia, quando a banda tomou a decisão corajosa de migrar as composições do inglês para o português. O resultado? Uma conexão imediata com um público muito maior, sem perder um grama da agressividade característica. Hardcore, scratches e atitude urbana em A Lei do Retorno Em A Lei do Retorno, o Bayside Kings expande suas fronteiras sonoras ao convidar o DJ Terrorscreen. A faixa incorpora elementos do hip-hop, como scratches, que se fundem perfeitamente à batida acelerada do hardcore. É um som que carrega o asfalto no DNA, unindo a fúria das rodas de pogo com a estética das ruas. Liricamente, a música é um soco no estômago da inércia. Milton Aguiar entrega uma letra sobre persistência e o foco no futuro, criticando a falsidade e a busca vazia por validação. “Seguir tentando é a única forma de quebrar ciclos, sair do lugar e não ser engolido. A música é sobre carregar o passado sem ficar preso nele”, define o vocalista. Rumo ao palco principal do Porão do Rock A força dessa nova fase será testada em um dos maiores palcos da América Latina. O Bayside Kings está confirmado para os dias 22 e 23 de maio no festival Porão do Rock, em Brasília. Se no ano passado eles já haviam roubado a cena, em 2026 a banda retorna com o status de atração do palco principal, consolidando de vez o nome de Santos no topo do mapa do rock nacional contemporâneo.

Kampfar celebra 30 anos com show único em São Paulo

A cidade de São Paulo segue como uma das principais rotas do metal extremo mundial. Desta vez, quem desembarca na capital paulista é a banda norueguesa Kampfar, que realiza show único no Brasil no próximo dia 31 de maio, no Manifesto Bar. A apresentação integra a turnê latino-americana “Three Decades of True Norse Black Metal”, celebrando os 30 anos de trajetória do grupo formado em 1994. Conhecido pela sonoridade agressiva e pela forte conexão com temas ligados à cultura nórdica, o quarteto promete um repertório que percorre diferentes momentos da carreira. Clássicos como “Hymne”, “Mylder” e “Swarm Norvegicus” devem dividir espaço com músicas do álbum “Til Klovers Takt”, lançado em 2022 e considerado um dos trabalhos mais elogiados da fase recente da banda. Atualmente formado por Dolk, Ask, Ole e Ese, o Kampfar construiu uma trajetória sólida dentro do black metal europeu. Ao longo de três décadas, o grupo lançou nove discos de estúdio, realizou mais de 300 apresentações ao redor do mundo e conquistou reconhecimento importante na Noruega. A banda venceu duas vezes o Spellemannprisen, principal premiação musical do país, na categoria de melhor banda de Black Metal, pelos álbuns “Profan” e “Til Klovers Takt”. O disco “Ofidians Manifest” também recebeu indicação ao prêmio em 2019. A passagem pela América Latina inclui apresentações na Argentina, Colômbia, Chile e México antes do encerramento em São Paulo. A realização da turnê é da Talent Nation, responsável pelo agenciamento do grupo no continente. O show acontece no tradicional Manifesto Bar, uma das casas mais emblemáticas da cena rock e metal no Brasil. Fundado em 1994, o espaço já recebeu nomes históricos como Motörhead, Ramones, Iron Maiden e Metallica, além de seguir abrindo espaço para novas bandas e diferentes vertentes do rock pesado. Serviço Kampfar – Three Decades of True Norse Black MetalData: 31 de maio de 2026Local: Manifesto BarEndereço: Rua Ramos Batista, 207 – Vila OlímpiaAbertura da casa: 19hIngressos: a partir de R$ 120 Clube do Ingresso

Tigers Jaw anuncia turnê brasileira do álbum “Lost On You”

A banda Tigers Jaw confirmou o retorno ao Brasil para uma série de três shows em outubro de 2026. A turnê latino-americana do novo álbum “Lost On You” passa por São Paulo no dia 10 de outubro, no Cine Joia, segue para o Rio de Janeiro no dia 11, com local ainda a ser anunciado, e termina em Curitiba no dia 12, no Belvedere. A realização é da New Direction Productions em parceria com a Powerline Music & Books. Formado há duas décadas em Scranton, na Pensilvânia, o Tigers Jaw se consolidou como um dos nomes mais influentes da geração emo surgida nos anos 2000. A banda construiu uma trajetória marcada por melodias confessionais, guitarras melancólicas e pela combinação vocal entre Ben Walsh e Brianna Collins, que transformaram experiências íntimas da juventude em canções capazes de acompanhar o amadurecimento do próprio público. Ao longo da carreira, o grupo lançou discos cultuados como “Tigers Jaw”, “Charmer”, “Spin” e “I Won’t Care How You Remember Me”. A nova passagem pelo Brasil marca a divulgação de “Lost On You”, sétimo álbum de estúdio da banda e primeiro trabalho inédito em cinco anos. Gravado novamente com o produtor Will Yip no Studio 4, na Pensilvânia, o disco retoma elementos clássicos da identidade do Tigers Jaw, equilibrando peso e delicadeza em guitarras melódicas e vocais entrelaçados. O álbum também reforça uma abordagem mais madura nas letras, explorando memória, ansiedade, afeto e as incertezas que permanecem mesmo na vida adulta. Antes de desembarcar no Brasil, a banda passa por Cidade do México, Guatemala City, San José, Bogotá, Santiago e Buenos Aires. A última visita do Tigers Jaw ao país aconteceu em 2017, durante a turnê do álbum “Spin”, com apresentações em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. Faixas como “The Sun”, “Plane vs. Tank vs. Submarine”, “Guardian”, “June” e “Escape Plan” seguem entre as mais celebradas pelos fãs. “Lost On You” também recebeu destaque na imprensa internacional. A revista Kerrang! descreveu o álbum como um trabalho “cheio de esperança, dor, desejo e aprendizado”, enquanto a New Noise apontou o disco como “um dos mais poderosos da carreira da banda”. Já a When The Horn Blows classificou o lançamento como “renovador e familiar”, e a PopMatters definiu o Tigers Jaw como “confiavelmente ótimo” em mais uma coleção de músicas que reforçam a identidade construída ao longo de duas décadas. Serviço Tigers Jaw em São PauloData: 10 de outubro de 2026Local: Cine Joia Tigers Jaw no Rio de JaneiroData: 11 de outubro de 2026Local: a ser anunciado Tigers Jaw em CuritibaData: 12 de outubro de 2026Local: Belvedere

Zakk Wylde volta ao Brasil para turnê com Black Label Society e Zakk Sabbath

Após ser uma das atrações do Bangers Open Air, o Black Label Society anunciou uma nova turnê pelo Brasil para outubro deste ano. Liderada por Zakk Wylde, guitarrista histórico da carreira solo de Ozzy Osbourne e integrante da atual formação do Pantera, a banda fará seis apresentações pelo país, além de um show especial do projeto Zakk Sabbath, que revisita clássicos do Black Sabbath em homenagem ao legado de Ozzy. A turnê brasileira começa no dia 10 de outubro, em Curitiba, no Tork n’ Roll. Na sequência, o Zakk Sabbath sobe ao palco do Carioca Club, em São Paulo, no dia 11 de outubro, em uma apresentação única no país. O Black Label Society retorna à estrada no dia 13, em Belo Horizonte, no Mister Rock, segue para Brasília no dia 15, no Toinha Brasil Show, passa pelo Rio de Janeiro no dia 17, no Sacadura 154, volta à capital paulista no dia 18, no Terra SP, e encerra a passagem pelo Brasil em Limeira, no interior de São Paulo, no dia 20 de outubro, no Mirage Eventos. Os ingressos para todas as datas começam a ser vendidos às 13h desta quarta-feira, 20 de maio. As entradas para São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília estarão disponíveis pelo Clube do Ingresso, enquanto Curitiba e Limeira terão vendas pela Fastix. A nova passagem pelo Brasil também marca a divulgação de “Engines of Demolition”, álbum lançado mundialmente em março. O disco encerrou um intervalo de cinco anos sem trabalhos completos inéditos do Black Label Society e recolocou a banda em uma intensa agenda internacional. Entre as faixas do álbum estão “Name in Blood”, “Broken and Blind”, “The Gallows”, “Lord Humungus” e “Ozzy’s Song”, composição criada por Zakk Wylde em homenagem a Ozzy Osbourne após a morte do cantor, em julho de 2025. Formado em 1998, o Black Label Society construiu uma trajetória marcada por riffs pesados, influência de blues e baladas carregadas de dramaticidade. Ao longo de mais de duas décadas, a banda lançou trabalhos como “Sonic Brew”, “1919 Eternal”, “The Blessed Hellride”, “Mafia”, “Order of the Black” e “Doom Crew Inc.”, consolidando uma identidade própria dentro do heavy metal contemporâneo. A relação entre Zakk Wylde e Ozzy Osbourne atravessou quase quatro décadas e se tornou uma das parcerias mais duradouras do metal. Wylde entrou para a banda de Ozzy no fim dos anos 1980 e estreou em estúdio no álbum “No Rest for the Wicked”. Desde então, participou de diferentes fases da carreira solo do cantor e esteve presente em momentos importantes, incluindo o show de despedida “Back to the Beginning”, realizado em Birmingham. Serviço Black Label Society em CuritibaData: 10 de outubro de 2026Local: Tork n’ Roll Zakk Sabbath em São PauloData: 11 de outubro de 2026Local: Carioca Club Black Label Society em Belo HorizonteData: 13 de outubro de 2026Local: Mister Rock Black Label Society em BrasíliaData: 15 de outubro de 2026Local: Toinha Brasil Show Black Label Society no Rio de JaneiroData: 17 de outubro de 2026Local: Sacadura 154 Black Label Society em São PauloData: 18 de outubro de 2026Local: Terra SP Black Label Society em LimeiraData: 20 de outubro de 2026Local: Mirage Eventos

Sob dilúvio, Korn encerra jejum de 9 anos em SP e prova tamanho de seu legado

Korn- Allianz Parque - São Paulo - 2026

Pais do nu metal e responsáveis por quebrar os moldes tradicionais do rock e do metal dos anos 1990, acelerando o fim do hair metal e preenchendo o vácuo deixado pelo declínio do grunge, a banda norte-americana Korn, enfim, teve sua estreia como headliner em um estádio brasileiro. Na noite de sábado (16), diante de 50 mil pessoas que esgotaram os ingressos do Allianz Parque, em São Paulo, Jonathan Davis e companhia entregaram tudo o que se esperava deles, encerrando um doloroso jejum de nove anos longe dos palcos do país. Esse status novo do Korn para o porte de estádio no Brasil reflete um fenômeno global: o forte revival do nu metal e o interesse renovado em grandes experiências ao vivo. Mas estar ali, comandando uma arena desse tamanho, faz justiça histórica a um grupo que revolucionou a música sem fazer concessões. Visualmente, eles chocaram os puristas ao trocar o couro e o visual do metal clássico pela estética das ruas, com dreadlocks, agasalhos da Adidas e tênis brancos. Sonoramente, rejeitaram clichês como longos solos de guitarra para fundir o peso do metal ao groove do hip-hop, o baixo funkeado e melodias sombrias do new wave. Com guitarras de sete cordas afinadas lá embaixo e a inusitada gaita de foles de Jonathan Davis, o Korn construiu uma ponte definitiva entre gêneros outrora distantes. O show começou exatamente às 21h33 com Blind, faixa de abertura do disco de estreia de 1994. A introdução com a queda das cortinas foi o suficiente para mudar o clima na pista. A partir dali, o que se viu foi um desfile econômico em pirotecnia, mas monstruoso em som, grave e cristalino. Faixas como a pesada Here to Stay (embalada por sinalizadores na pista) e a dançante Got the Life mantiveram o Allianz em ebulição, mesmo quando uma forte chuva desabou sobre o estádio. No comando de tudo estava Jonathan Davis, a personificação do “anti-herói danificado”. Enquanto o metal tradicional focava em fantasia ou hedonismo, Davis trouxe para o topo das paradas uma vulnerabilidade brutal sobre traumas, depressão e o severo bullying de sua juventude. Ouvir 50 mil vozes ecoando o interlúdio bizarro de Twist ou berrando os versos de Shoots and Ladders (com direito ao trecho final de One, do Metallica) evidencia o nível de conexão emocional fanática que a banda gerou com uma geração de jovens suburbanos alienados. Essa fórmula crua e barulhenta, vale lembrar, chegou a desbancar astros do pop como Britney Spears e NSYNC na MTV no fim dos anos 90 e deu origem à icônica Family Values Tour. Por volta da nona música, após engatar a sequência com Coming Undone, o Korn fez sua primeira pausa totalmente sem som, quebrando o clima de ruídos industriais que unia as faixas. Foi o momento em que Jonathan Davis, visivelmente incrédulo com o mar de gente sob o dilúvio, conversou com o público e pediu sinceras desculpas pela demora de quase uma década. Ele prometeu um retorno mais rápido e justificou que o grupo esteve imerso em estúdio nos últimos anos. Na sequência, introduziram a inédita Reward the Scars, faixa lançada para o game Diablo IV e que deve integrar o próximo álbum. Na segunda metade do set, canções mais recentes como Cold dividiram espaço com petardos cheios de groove como Twisted Transistor e a contestadora Y’All Want a Single. Musicalmente, o grupo soa impecável e idêntico às gravações de estúdio. Os guitarristas Brian “Head” Welch e James “Munky” Shaffer emulam as timbragens com perfeição. O baterista Ray Luzier exibe uma habilidade técnica assustadora, enquanto o baixista convidado Ra Díaz substitui Fieldy mantendo o peso necessário, ainda que com uma pegada ligeiramente menos percussiva. Davis, aos 55 anos, administra o fôlego em alguns refrões, mas compensa com uma entrega visceral. O bis foi um presente nostálgico milimetricamente calculado: a curta 4U abriu caminho para a apoteose com Falling Away from Me, a divertida A.D.I.D.A.S. e o hit máximo Freak on a Leash, que transformou a pista encharcada do Allianz Parque em um mosh pit generalizado sob chuva de serpentinas. Edit this setlist | More Korn setlists