Entre bolero, tango e rock, banda Espelho do Zé apresenta o single “Contradiz”

O Espelho do Zé lança nesta sexta-feira (29) a faixa Contradiz, terceiro single do próximo EP Reflexo do Amanhã. A música traz um encontro entre intensidade dramática e influências da música latina, como bolero e tango, sem abrir mão do peso do rock que sempre acompanhou a trajetória da banda paulistana. A canção nasceu a partir de uma ideia do baixista Gabi Schubsky, que trouxe melodia e letra sobre uma harmonia já existente. A vocalista Mariana Cintra completou a narrativa com novos versos, transformando a composição em um retrato denso sobre os impasses de um relacionamento em colapso. O resultado é um contraste entre lirismo e frustração, um reflexo das contradições éticas e emocionais que permeiam a obra. “Contradiz é sobre o conflito entre aquilo que se sente e aquilo que não se sustenta mais. Ela traz um peso dramático, mas ao mesmo tempo a beleza da música latina”, resume a banda. O single reforça o espírito coletivo de Reflexo do Amanhã, em contraponto ao processo criativo mais individualizado do trabalho anterior. O EP bebe de referências que atravessam gerações, de Novos Baianos e Caetano Veloso a Los Hermanos e Pitty, abrindo espaço para novas experimentações sonoras. Outro destaque deste momento é o retorno do guitarrista Leandro Rodrigo, que não participa das gravações do EP, mas volta aos palcos para injetar novo fôlego à formação e pavimentar os próximos passos da banda. A produção é assinada por Thiago Barromeo, que já trabalhou com nomes como Mano Brown, Black Alien e Ana Cañas. A identidade visual segue a mesma linha do EP, tendo a flor como elemento central, agora tensionada por cores e contrastes que reforçam a dualidade entre vida e sombra, beleza e desconforto. Com mais de uma década de estrada, o Espelho do Zé segue se reinventando. Formada em 2014, a banda é composta hoje por Mariana Cintra (voz), Gabi Schubsky (baixo), Leandro Rodrigo (guitarra) e André Guaxupé (bateria).

Cro-Mags volta ao Brasil em outubro para show único em São Paulo

Lenda do crossover entre hardcore punk e thrash metal, o Cro-Mags volta ao Brasil em outubro para um show único em São Paulo. A apresentação acontece no dia 8 de outubro, no Burning House, com realização da Xaninho Discos em parceria com Caveira Velha e Solid Music Ent. Formado na Nova Iorque dos anos 1980, o Cro-Mags marcou a cena hardcore com o clássico álbum de estreia The Age of Quarrel (1986), um divisor de águas que abriu caminho para a fusão de estilos e consolidou o grupo como referência mundial. O som cru e agressivo da banda influenciou nomes gigantes da música pesada, como Metallica, Sepultura, Biohazard, Green Day, Madball e Hatebreed. Mais que a sonoridade, a postura autêntica e a resistência ao longo de quatro décadas transformaram o Cro-Mags em um verdadeiro símbolo cultural. Liderado por Harley Flanagan, o grupo segue ativo e lançou em 2020 o álbum In the Beginning, prova de que a energia original continua viva. Neste ano, Flanagan também ganhou um documentário, Harley Flanagan: Wired for Chaos, elogiado pela crítica e com participações de nomes como Flea (Red Hot Chili Peppers), Henry Rollins, Ice-T, Glenn Danzig, Scott Ian, Ian Mackaye e Darryl Jenifer. Antes de desembarcar em São Paulo, o Cro-Mags cumpre em setembro uma turnê extensa pelos Estados Unidos, encerrando no dia 27/09 no CBGB Fest, evento em homenagem ao lendário clube nova-iorquino que deu origem ao punk e à new wave. SERVIÇO | CRO-MAGS EM SÃO PAULO – 08/10/2025Data: 08 de outubro de 2025 (quarta-feira)Local: Burning House (Av. Santa Marina, 247 – Água Branca, São Paulo/SP)Ingressos: https://101tickets.com.br/events/details/Cro-Mags-em-Sao-Paulo

Entrevista | Neil Turbin – “Minha maior contribuição foi ajudar a colocar o Anthrax no mapa”

Pioneiro do thrash metal, Neil Turbin retorna ao Brasil para celebrar os 40 anos do clássico Armed and Dangerous, álbum que compôs para o Anthrax. O único show da turnê no país acontece em 21 de setembro, no Manifesto Bar, em São Paulo, e terá abertura da banda Selvageria. A passagem faz parte da turnê Fistful 40, que já levou o vocalista a países da América Latina e contará ainda com apresentações no Canadá. Reconhecido por dividir o palco com nomes como Tim Ripper Owens (Judas Priest), Jeff Scott Soto (Yngwie Malmsteen) e Simon Wright (AC/DC), Turbin mantém viva sua conexão com o metal. Neste ano, ele se apresentou no Mortalfest, no México, e no Rock for Ronnie James Dio, evento beneficente da Dio Foundation. Os ingressos para o show em São Paulo já estão disponíveis pelo Clube do Ingresso e nas redes do Manifesto Bar. Antes do Anthrax você já era experiente na cena e tem muitas histórias. Estou muito curioso sobre suas lembranças do CBGB. Como foi tocar em um local tão histórico? Neil Turbin: Eu toquei no CBGB com a minha primeira banda, The New Race, nos anos 1970. Eu tinha 15 anos. O CBGB era parte da cidade, um bar que acabou se tornando uma instituição, um marco para o punk rock, hard rock, heavy metal e hardcore punk. Quando entrei lá pela primeira vez eu era ingênuo e inexperiente. Ficamos animados para tocar, mas o lugar era muito sujo, especialmente os banheiros. Ainda assim, era um palco clássico. Na época, alguns álbuns ao vivo já tinham sido gravados lá e eu estava empolgado por ter essa chance, mesmo sendo de uma banda iniciante. Depois dessa experiência, nunca mais toquei lá. Com o Anthrax, chegamos a tocar no Great Gildersleeves, que era um pouco melhor estruturado, com palco maior, mas tinha problemas acústicos por causa das paredes de pedra. Também havia outros clubes em Nova York, como o Max’s Kansas City, que eu adorava. Naquela época você já tinha noção da importância histórica do CBGB? Neil Turbin: Sim. Eu me lembro bem, até da camiseta branca com letras vermelhas e pretas. O CBGB ficava perto de locais icônicos, como o St. Mark’s Place e os estúdios Electric Lady. Era uma área movimentada, cheia de clubes e bares. Para nós, tocar ali foi uma experiência marcante, mesmo sendo apenas uma vez. Você celebra até hoje suas músicas e sua fase no Anthrax. Sei que você estudou com o Scott Ian e que colocou um anúncio procurando uma banda. Como foi a sua contribuição para a história inicial da banda? Neil Turbin: Eu fui o primeiro vocalista oficial. Gravei três demos com a banda e participei da construção do som que se tornaria o Anthrax. Na primeira demo eles ainda tentavam soar como Iron Maiden ou Judas Priest, mas ajudei a desenvolver um estilo mais original. No álbum Fistful of Metal, escrevi “Metal Thrashing Mad” e também criei o título Armed and Dangerous. A música “Gung-Ho” também é minha. No processo de composição, Dan Lilker, Greg Walls e outros membros escreviam bastante, mas eu contribuía com letras, melodias e até riffs de guitarra, mesmo sem tocar guitarra nos ensaios. Eu levava as fitas para casa e trabalhava sozinho nos arranjos. Nos shows da primeira turnê, cantávamos quase todo o Fistful of Metal e algumas faixas novas. Tocamos com Raven e Metallica, que já tinham um nível impressionante de composição. Minha maior contribuição foi ajudar a colocar o Anthrax no mapa e a construir o que viria a ser o thrash metal, parte do que depois se chamou Big Four. Na época você tinha consciência de estar participando da criação de um novo estilo, o thrash metal? Neil Turbin: Nova York nos anos 70 e 80 era bruta, perigosa, mas cheia de energia. Era como viver dentro do filme The Warriors. Essa atmosfera dava a sensação de indestrutibilidade, algo que moldou a música e a atitude. Eu sentia que fazíamos parte de algo novo, mesmo sem rotular. O Fistful of Metal sempre foi comparado com Judas Priest. Como você vê a evolução desse disco para os temas e sonoridade posteriores? Neil Turbin: O Fistful of Metal veio após as demos, e logo lançamos o single “Soldiers of Metal” em 1983. Isso nos levou a shows maiores, como abrir para o Crocus em Massachusetts. Já havíamos tocado com o Metallica, que impressionava pelo peso dos riffs e pela qualidade da composição. Alguns membros da banda queriam soar como eles, assim como antes queriam soar como Iron Maiden. Eu admirava a Metallica, era amigo do Cliff Burton, do James, do Lars e do Kirk, mas minhas influências iam além: Accept, Saxon, Riot, Sortilège, Warning. Daí nasceu a energia de “Metal Thrashing Mad”. Minha ideia era capturar a essência daquela época: velocidade, agressividade e autenticidade. Enquanto outros buscavam copiar, eu tentava canalizar essa sensação única que vinha da mistura de várias influências e da cena underground mundial. Minha busca sempre foi capturar a essência do que o metal me fazia sentir. Era como dirigir com as janelas abertas, ouvindo Saxon – Wheels of Steel, 747 (Strangers in the Night). Eu queria compartilhar essa sensação com as pessoas. Cada membro da banda tinha suas influências. Dan Lilker, por exemplo, trazia muito de Angel Witch e bandas obscuras que ele adorava. Nós frequentávamos lojas de discos como a Rock and Roll Heaven, do John Zazula (produtor responsável pelos primeiros álbuns do Metallica e Anthrax), e a Bleecker Bob’s, sempre atrás de importados e novidades. Essas influências moldaram o Anthrax. Muitas vezes dizem que eu trouxe o visual inspirado no Judas Priest para o Anthrax, mas, na verdade, eles já usavam roupas de palco antes de eu entrar. Sempre achei a imagem do Unleashed in the East, Hell Bent for Leather, ou os Tokyo Tapes do Scorpions incríveis para o heavy metal. Para mim, esse era o espírito: Black Sabbath com Dio, Ozzy solo, e depois a New Wave of British Heavy Metal, que

Lollapalooza Brasil 2026 anuncia lineup com Sabrina Carpenter, Deftones, Turnstile e Chappell Roan

Faltando um pouco mais de seis meses para a abertura dos portões, o público já pode comemorar: o lineup do Lollapalooza Brasil 2026 está no ar, com 71 artistas, sendo 17 estreantes no país e 33 atrações internacionais. Entre os headliners estão Sabrina Carpenter, Tyler, The Creator, Chappell Roan, Deftones, Lorde e Skrillex. Destaques do festival na edição de Chicago deste ano, Doechii, Katseye, Marina e Djo também estarão no line-up do Brasil. Com quatro palcos, a programação conta com atividades simultâneas que tomam conta dos mais de 600 mil m² de extensão do Autódromo de Interlagos. Os ingressos para o festival estão disponíveis no Ticketmaster. Grandes nomes também retornam ao país, como Lewis Capaldi após um hiato para cuidar da saúde, vem ao Lollapalooza Brasil em fase de recomeço, mas trazendo seus grandes hits como Someone You Love.  A edição histórica de 2025 do festival em Chicago contou com quatro dias de pura música boa. Entre os nomes que fizeram sucesso com o público, e aumentaram as expectativas para o line-up do Lolla BR, estavam Doechii, Katseye, Marina e Djo, confirmados agora para a edição brasileira. Vencedora de um Grammy de Melhor Álbum de Rap com Alligator Bites Never Heal, Doechii, coleciona fãs por onde passa e no Lolla Chicago contou com uma setlist de sucessos, com hits como Anxiety, Alter Ego e Catfish. A primeira apresentação da Katseye no Lollapalooza Brasil já tem data marcada. A banda, que encantou a multidão com coreografias elaboradas e ritmos dançantes no Grant Park, em Chicago, chega em São Paulo com a mesma energia. Retornando ao festival, Marina volta após um show que encantou os fãs americanos e o público brasileiro, que acompanhou de longe, deixando um gostinho de quero mais. Pela primeira vez no Brasil ano que vem, Djo, vem com seu novo álbum The Cruz, na mala de mão. A música End of Beginning, foi um dos momentos altos no show do artista, no Lolla de Chicago.  O Lollapalooza Brasil 2026 mantém sua tradição de lançar tendências e renovar o cenário musical, com nomes que se apresentam pela primeira vez no país. Esta edição será marcada pela estreia de 17 artistas inéditos, mantendo seu padrão de apresentar ao público local os grandes fenômenos da música global. Entre os destaques que sobem ao palco pela primeira vez no Brasil estão 2hollis, dono dos sucessos poster boy e jeans, e Addison Rae, que chega com seu álbum de estreia Addison. O disco conta com as músicas Diet Pepsi e Fame is a Gun, em ascensão no mundo pop, a artista conta com trajetória bem-sucedida nas redes sociais. O público ainda poderá dançar ao som dos sets do carismático DJ Diesel, do produtor britânico Hamdi, BUNT. e da dupla Brutalismus 3000, que vem redefinindo a cena no exterior. A esperada Chappell Roan, a banda australiana Royel Otis e The Dare também integram a lista de novatos no festival brasileiro que já conquistaram multidões mundo afora. Na cena alternativa, o Viagra Boys e o grupo TV Girl chegam ao Brasil pela primeira vez, ao lado dos astros do K-pop RIIZE, que farão sua aguardada estreia em solo brasileiro. O japonês ¥ØU$UK€ ¥UK1MAT$U vem para transformar o Lolla em uma pista dançante, e a compositora britânica Lola Young adiciona sua voz potente e intimista para agitar os fãs brasileiros. Serão três dias muito especiais, com mais de 70 atrações nacionais e internacionais espalhadas por quatro palcos, além de experiências gastronômicas, áreas de descanso, interações com marcas e ativações. Tudo isso, reunindo grandes artistas, música, cultura e experiências únicas para os fãs. O Lollapalooza Brasil 2026 vai transformar o Autódromo de Interlagos em um espaço de celebração, reforçando o seu compromisso do com a diversidade e a descoberta de novos talentos que faz do festival um dos maiores e mais relevantes do país. Veja o lineup do Lollapalooza Brasil 2026

I Wanna Be Tour transforma São Paulo em cápsula do tempo emo e punk; confira horários

Chegou o momento de tirar as roupas quadriculadas do armário e se preparar para uma tarde de nostalgia para ouvir os maiores hits do emo e pop punk dos anos 2000. A I Wanna Be Tour chega para transformar a capital paulista em um verdadeiro túnel do tempo, onde cada refrão gritado é uma lembrança viva dos tempos de Fotolog, pulseiras coloridas e corações partidos no MSN. No sábado (30), em São Paulo, no Allianz Parque, acontece a experiência completa com 12 bandas subindo ao palco do estádio — incluindo ativações da Vans, patrocinadora do evento pelo segundo ano consecutivo. Ainda há ingressos disponíveis no site da Eventim. As apresentações estão previstas para iniciar às 11h com Fake Number seguidas por Gloria, Neck Deep, Story Of The Year, The Maine, Dead Fish, The Veronicas, Forfun, Fresno, Yellowcard, Good Charlotte e Fall Out Boy. Os portões para o público serão abertos a partir das 10h.  Sideshow Para completar o cronograma da semana, São Paulo recebe antes o sideshow com Yellowcard, Story Of The Year e Neck Deep, no dia 29 de agosto, no Tokio Marine Hall. É possível garantir as entradas também pelo site da Eventim. A casa abre às 18h e a primeira banda se apresenta a partir das 19h. Crianças e adolescentes de 5 a 15 anos de idade deverão estar acompanhados dos pais ou responsáveis. Confira abaixo a grade completa de horários dos shows da I Wanna Be Tour por palco: São Paulo @Allianz ParqueIt’s a Lifestyle Stage11h – Fake Number12h36 – Neck Deep14h22 – The Maine16h08 – The Veronicas18h14 – Fresno20h20 – Good Charlotte It’s Not a Phase Stage11h48 – Gloria13h29 – Story Of The Year15h15 – Dead Fish17h11 – Forfun19h17 – Yellowcard21h43 – Fall Out Boy > Leia mais sobre as atrações de 2025 aqui Confira abaixo a grade completa de horários do sideshow no Tokio Marine Hall:Yellowcard, Neck Deep e Story Of The Year @Tokio Marine Hall 19h – Neck Deep20h30 – Story Of The Year22h – Yellowcard  SERVIÇO | I Wanna Be Tour 2025 Realização: 30e IWBT @SÃO PAULOData: 30 de agosto de 2025 (sábado)Local: Allianz Parque – Av. Francisco Matarazzo, 1.705 – Água Branca – São Paulo/SPHorário de abertura dos portões: 10hClassificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Valores:Cadeira Superior – R$ 247,50 (meia-entrada legal) | R$ 346,50 (ingresso social) | R$ 495,00 (inteira)Cadeira Inferior – R$ 347,50 (meia-entrada legal) | R$ 486,50 (ingresso social) | R$ 695,00 (inteira)Pista Única – R$ 447,50 (meia-entrada legal) | R$ 626,50 (ingresso social) | R$ 895,00 (inteira)VIP Package – R$ 947,50 (meia-entrada legal) | R$ 1.126,50 (ingresso social) | R$ 1.395,00 (inteira) Vendas onlineBilheteria oficial: Allianz Parque (após a abertura de venda geral) – Portão A – Rua Palestra Itália, 200 – Perdizes – São Paulo/SPFuncionamento: Terça a sábado, das 10h às 17h | *Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas. Yellowcard, Neck Deep e Story Of The Year @Tokio Marine Hall Data: 29 de agosto de 2025 (sexta-feira)Horário de abertura dos portões: 18hLocal: Tokio Marine Hall – Rua Bragança Paulista, 1281 – Várzea de Baixo, São Paulo/SP Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Setores e preços: Pista – R$197,50 (meia-entrada) | R$ 237,00 (ingresso social) | R$ 395,00 (inteira)Cadeira Alta – R$197,50 (meia-entrada) | R$ 237,00 (ingresso social) | R$ 395,00 (inteira)Frisa – R$247,50 (meia-entrada) | R$ 297,00 (ingresso social) | R$ 495,00 (inteira)Pista Premium – R$297,50 (meia-entrada) | R$ 357,00 (ingresso social) | R$ 595,00 (inteira)Camarote – R$347,50 (meia-entrada) | R$ 417,00 (ingresso social) | R$ 695,00 (inteira) Vendas onlineBilheteria oficial: Tokio Marine Hall – Rua Bragança Paulista, 1281 – Várzea de Baixo, São Paulo/SPFuncionamento: Segunda a sábado, das 12h às 18h

Entrevista | CPM 22 “Estamos felizes com o Punk no The Town, merecido demais”

O CPM 22 se prepara para celebrar três décadas de estrada em um dos maiores palcos do país. A banda é uma das atrações confirmadas do The Town, festival que transformou São Paulo em ponto de encontro de artistas de peso da música nacional e internacional. Para Badauí, vocalista do grupo, a oportunidade de dividir bastidores e line-up com nomes históricos é mais um marco na trajetória construída desde o underground paulista. A banda está escalada para o palco The One, liderado pelo Iggy Pop. Confira abaixo a programação: Palco The One Ao longo desses 30 anos, o CPM 22 se firmou como referência do hardcore melódico brasileiro, emplacando sucessos que atravessaram gerações e lotaram arenas. A história da banda é também a história de uma cena que saiu do Hangar 110 e chegou aos principais festivais do país. Em entrevista ao Blog n’ Roll, Badauí relembra momentos marcantes, fala sobre encontros inesquecíveis e adianta detalhes do setlist especial da turnê comemorativa que passará pelo The Town. Vocês tocam no dia 7 de setembro, que muita gente já chama de “dia do punk”. Como é ver esse estilo, que sempre foi underground, ocupar espaço num festival tão grande? Badaui: Acho natural. Na Europa, bandas de punk e hardcore já tocam em grandes festivais há muitos anos. Aqui, o The Town, Rock in Rio e Lollapalooza têm apelo midiático enorme, mas são festivais de música. É hipocrisia dizer que não ficamos felizes em ver Sex Pistols ou Iggy Pop no line-up. Isso fortalece o cenário, porque o Green Day e o CPM22 já vêm de gerações de reciclagens do punk. Mas, cara, são festivais de música, né? Se você for pensar, o Lollapalooza é do Farrel, do Janes Addiction. Ele sempre teve uma veia mais punk, grunge, sabe? Hoje nem dá para separar o que é mainstream ou underground, a internet mudou tudo. Para o discurso punk, quanto mais gente alcançar, melhor. E a visibilidade desses eventos amplifica a mensagem. Merecido demais. Você citou o Iggy Pop, que vai dividir o palco com vocês no The Town. Existe espaço para esses encontros nos bastidores? Badaui: Isso depende de cada artista. Por exemplo, o Foo Fighters no Rock in Rio. Tinha um lounge no backstage, que é um espaço onde ficam os camarins e a galera fazendo social. Eles ficaram lá, então deu pra trocar ideia tranquilo. O System of a Down também, quando a gente tocou juntos em 2015, ficaram lá, tomando uma, foi super de boa. Cara, lembro do Alice Cooper passando ali, eu saindo do camarim depois do show, ele pegou na minha mão até e eu pensando: “Caralho, surreal”. Então depende do artista. Tem uns que são mais reclusos, seja por concentração ou qualquer outro motivo, mas outros têm mais abertura. Esse lounge proporciona esse contato, mas vai de artista pra artista. O Iggy Pop já é um senhor, né? Não sei como vai ser. Talvez ele chegue só na hora do show. Mas, se tiver oportunidade, vou tirar uma foto, certeza. Todo mundo tem essa curiosidade. E já que você falou do Foo Fighters e do System, teve algum encontro em festival que te marcou? Badaui: O Noodles, do Offspring, foi muito gente boa. Não deu pra conversar muito, porque festival é correria, mas foi especial. Eu ouvia Offspring desde 93, eles fizeram parte da minha vida, e de repente estava ali, com minha banda de punk rock em português, que conseguiu ter projeção nacional, graças também a essa geração deles. Rolou de tirar foto, foi rápido, mas marcante. Geralmente bandas de punk rock são muito acessíveis. Os caras do Face to Face, por exemplo, viraram amigos. Quando tocamos com Pennywise, Bad Religion, Mad Caddies, foi sempre foda. O Fletcher, guitarrista do Pennywise, é muito sangue bom, já levei ele até pra rolê. Teve também um episódio engraçado: encontrei o Fat Mike (NOFX) em festival, pedi pra tirar foto, e ele mandou em português: “Brasileiros maconheiros”. Depois, quando eles tocaram em Curitiba, fomos juntos pro bar da Marina, ficamos trocando ideia. Cara super simples. Então é isso: claro que tem gente mais fechada, mas no geral essa galera é acessível, o que torna tudo ainda mais especial. Eu nunca imaginei, nos anos 90, que ia sentar num bar com meus ídolos. Isso a banda proporcionou, mas também é mérito deles, de serem pessoas simples. Sempre aprendo muito com esses encontros. Turnê de 30 anos Agora falando dessa turnê de 30 anos: vocês estão preparando algo especial? Músicas históricas, tipo “Garota da TV”, Hits do “Alguns KM de lugar nenhum”? Badaui: Tem várias músicas antigas, várias do disco Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum. Músicas que a gente não tocava fazia muito tempo, do Cidade Cinza, do Felicidade Instantânea. Tem também um bloco acústico, que dá um diferencial. Mistura o elétrico, vai pro acústico e depois volta pro elétrico. Isso deixa o show com vários momentos diferentes. Fizemos nesse fim de semana e está uma nostalgia forte. Inevitavelmente você vai lembrar, os fãs mais velhos também. E quem for mais novo talvez nunca tenha tido contato com essas músicas, agora vai ter. Tá bem legal o show. Acabou a turnê do EnFrente, agora já é parte da história. Como vocês avaliam daqui pra frente a importância desse álbum para as turnês futuras? Vocês estão cada vez mais pegando uma geração sem rádio, sem televisão, sem aquela penetração que vocês estavam acostumados a ter. Como vocês veem o peso do EnFrente pro futuro e o resultado dele no streaming? Badaui: EnFrente é um disco que eu adorei. A turnê durou um ano porque coincidiu com os 30 anos da banda. Eu adoraria que tivesse durado mais, com certeza. A galera ouviu muito o disco. Foram mais de 7 milhões de plays nas plataformas, um número muito relevante pra nós, uma banda de 30 anos, de outra geração. É louco pensar nisso. No meu Instagram tenho menos de 300 mil seguidores, mas só no Spotify temos 2 milhões de ouvintes

Spoon retorna com dois singles: “Chateau Blues” e “Guess I’m Fallin In Love”

O Spoon passou o verão no estúdio lapidando novas músicas — e o resultado deixou a banda tão empolgada que eles decidiram lançar um single duplo especial imediatamente. Direto da prensagem, chegam o rock cru e cheio de energia Chateau Blues e a faixa envolvente Guess I’m Fallin In Love. Produzidas por Justin Meldal-Johnsen (Beck, Nine Inch Nails, St. Vincent) em parceria com o Spoon, essas duas canções marcam o primeiro lançamento desde o aclamado álbum indicado ao Grammy Lucifer on the Sofa. “Começamos a trabalhar em um álbum este ano e, normalmente, seguimos aquele processo: compor, ensaiar, gravar, mixar, empacotar tudo e só então lançar. Mas quando terminamos essas duas primeiras faixas, percebemos que elas precisavam sair agora. Então aqui estão: Chateau Blues e Guess I’m Fallin In Love. Duas músicas com personalidades distintas, criadas nos últimos meses entre Austin (TX) e Providence (RI). É um grande dia: hoje iniciamos nossa primeira turnê em um tempo, em Santa Ana, e amanhã começamos a rodar com os Pixies — uma das maiores bandas de todos os tempos. Para mim, uma verdadeira referência. É um prazer e estamos muito felizes de voltar ao mundo dos shows por um momento. Nos vemos na frente do palco”, comenta o vocalista Britt Daniel.

Banda de rock placa-mãe lança Fale ao Motorista Somente o Indispensável

Depois de 15 anos de história, o EP que marca a estreia oficial da banda carioca placa-mãe finalmente ganha vida. Fale ao Motorista Somente o Indispensável traz toda a urgência criativa do momento, resultado do reencontro entre Paulo Fischer (voz, violão e guitarra), Marco Fisbhen (guitarras e violões) e Marcelo Caldas (baixo). Com produção assinada pelo músico e produtor Felipe Vassão – que já assinou trabalhos de nomes como Elza Soares, Pitty, Emicida, Tuyo, além de levar pra casa um Grammy Latino com Jotapê –, o projeto apresenta letras e arranjos guiados por melodias densas e poéticas, que transitam por influências que vão de Radiohead e Cazuza ao Clube da Esquina e Arctic Monkeys. Mais que um simples registro, o EP é um reencontro afetivo com canções compostas ao longo de muitos anos e revisitadas no estúdio com liberdade e espontaneidade. Fale ao Motorista Somente o Indispensável já está disponível em todas as plataformas de streaming. No EP, a banda transforma um repertório guardado por 15 anos em um retrato vivo e atual da sua identidade artística, provando que, às vezes, o tempo é fundamental para amadurecer uma obra. A abertura fica por conta de Ano Deslumbrante, uma canção sobre amores proibidos que conta a história de dois amigos de longa data que descobrem estar apaixonados, acompanhando todas as curvas que possibilitam ou não esta vivência. Na sequência, As Desventuras do Palhaço Cambalhotas mergulha em um diálogo intenso, entre metáforas de fuga e despedida, que se desdobram na liberação emocional de um homem preso em um relacionamento já não existente.  Como um registro extenso de emoções e experiências, Os Autos do Inventário de Susan S. fala do luto e da dor após uma separação. A tracklist continua com O Tempo e a Cidade, que, por sua vez, versa sobre a delicada saudade e os desafios de um amor à distância, narrando dois apaixonados que vivem em países diferentes, enfrentando as barreiras para um reencontro e o impacto do tempo. Na sequência, O Grilo Falante chega com uma sonoridade mais orquestral que embala uma reflexão poética sobre a saudade, o tempo que passa e a morte, questionando como seria a vida se estivéssemos mais atentos à nossa própria consciência. Por fim, o som mais pesado de Peloponeso retrata pessoas que não conseguem se conectar consigo mesmas ou com os outros, escondendo sua tristeza por trás de uma fachada blasé.  “Este EP é a materialização de uma trajetória longa e cheia de encontros, é a placa-mãe dando voz a canções que amadureceram com o tempo, mas que só agora encontraram sua forma definitiva. Queremos que cada faixa seja uma conversa nossa com quem escuta, um convite para refletir sobre emoções complexas e histórias não contadas”, afirma a banda.

João Ramos, vocalista da Caos Lúdico, estreia projeto solo com single Onda Boa

Conhecido por seu trabalho nas bandas brasilienses Caos Lúdico e Paranoia Bomb, João Ramos estreia sua trajetória solo com o single Onda Boa, já disponível nos principais tocadores digitais. “Estou aproveitando muito essa nova fase, explorando outras influências e uma estética diferente, que também adoro”, adianta João. A música lançada de forma independente, foi produzida por Jorge Zulim no estúdio Zulim Sounds em Brasília – DF, e mixada por Dan Felix. “A produção valoriza as camadas, a dinâmica e o sentimento da canção”, diz o músico. A letra, em parceria com Álvaro Dutra, versa sobre a vida vivida com leveza e autenticidade. “Mais do que falar de amor, ela comemora a liberdade de sentir sem pressa, sem traumas, sem clichês, seguindo seu ritmo e confiando no tempo. É se permitir viver, olhar para o passado com leveza, aproveitar o presente e estar em sintonia consigo mesmo”, revela. Com um gosto musical que vai do punk rock à musica jamaicana, passando pelo folk, country, soul e MPB, João Ramos diz absorver tudo o que o emociona, transformando em algo totalmente seu. “Para mim, ouvir música é buscar informação, conhecimento e experiências — é uma forma de ser melhor como artista e como pessoa. É dessa mistura de influências que surge algo autêntico e com a sua própria identidade”. Onda Boa conta com a participação de Rodrigo Txotxa (Natiruts, e ex-Plebe Rude e Maskavo Roots) na bateria, Fellipe Souljah nos violões, Jorge Zulim Bittar nos teclados e Malu Cascardo nos backing vocals.