MARIANNA e NIZZ unem R&B e house no single “Queima-Roupa”

MARIANNA e NIZZ, promessas do pop nacional, lançam Queima-Roupa, um R&B com influência do house. Mostrando a cumplicidade e química do casal de artistas, a parceria antecipa o novo EP da cantora. “Queima-Roupa faz parte de um trabalho que será lançado em março. Digamos que eu tenha amado produzir House e Garage”, se diverte MARIANNA, que no ano passado lançou singles como Por Uma Noite Só e Nada Vai Ser Como Antes com essa sonoridade. “Eu sou fã do NIZZ, não tem como. Ter esse feat para mim é uma realização profissional e pessoal enorme! Foi muito bom construir essa música com ele. Estou muito orgulhosa desse lançamento e de fato botando na rua uma música com um dos meus artistas favoritos”. No ano passado, o casal se apresentou na noite de estreia do projeto Música Boa Ao Vivo, em São Paulo, idealizado por NIZZ. Para ele, o sentimento da parceria foi recíproco. “Eu amo o trabalho da MARIANNA, desde a primeira vez que ouvi já entendi como ela é autêntica, e isso me chamou muita atenção. Tivemos o prazer de nos conhecer no show dela e ver ela ao vivo me deu mais a certeza de que queria gravar algo junto! Tentamos escrever várias músicas, mas nenhuma nos deu a sensação de realização como Queima-Roupa”. A faixa foi composta pelos artistas junto de Nara Barbezane, irmã de NIZZ e apresenta um pouco o modo como os dois se conheceram e se apaixonaram. “Escrever essa música com a Nara foi engraçado porque ela trouxe a perspectiva de uma pessoa que acompanhou todo o nosso encontro, mas de fora”, conta MARIANNA. Desde o EP de estreia Não Posso Te Esperar, lançado em setembro de 2022, MARIANNA se consolidou como um nome a se prestar atenção no cenário nacional, combinando pop, R&B e funk carioca com letras profundamente pessoais e uma produção visual sofisticada. Em 2024, ela passou a explorar novas sonoridades como house e jazz, além de ter lançado uma parceria com Sylvia Nazareth (Me Deixa Lembrar) e uma estreia nos palcos internacionais em uma noite dedicada a novos artistas no lendário The Dublin Castle, em Londres.

Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro lançam single duplo; ouça!

Após se conhecerem em 2023 na turnê que uniu as bandas Tangolo Mangos (BA) e Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo (SP), os compositores Felipe Vaqueiro e Sophia Chablau lançam um compacto de duas músicas inéditas lançado no país pelo selo RISCO e em Portugal pelo selo/coletivo Cuca Monga. A dupla conta com o baixista Marcelo Cabral e o baterista Biel Basile trazendo novas tonalidades para suas composições, explorando arranjos muito diferentes daqueles que os dois artistas trabalham com suas respectivas bandas. Gravado e co-produzido no Estúdio Canoa por Gui Jesus Toledo, é notável que os instrumentos que tomam força nas canções são teclados, órgãos e violões, mas sem abandonar a guitarra elétrica. Em OHAYO SARAVÁ (Felipe Vaqueiro) as referências sonoras se mesclam, assim como a letra da canção, que tem partes em diversas línguas e fala sobre a comunicação, cumprimentos e seu poder de encontro e desencontro, ao mesmo tempo que aborda poeticamente outras imagens unânimes entre todos: acordar, trabalhar, ver o sol, descansar e pensar sobre o fato de que estrelas se apagam (mesmo ainda tendo mais de mil horas até que isso aconteça). Neste fonograma, Felipe faz a voz principal e toca violão, enquanto Sophia faz os coros e toca sintetizador. “É curioso também porque eu estava animado com a ideia de mesclar inglês e português na época em que compus a música, justamente por ter ouvido Hello, de Sophia, antes de nos tornarmos amigos ou de sonharmos em lançar algo junto. Gravar uma versão dessa composição ao lado dela foi muito simbólico, quase profético”, comenta Vaqueiro. Em NOVA ERA (Sophia Chablau/João Barisbe), Sophia Chablau assume a voz principal e toca violão, enquanto Felipe Vaqueiro toca guitarra elétrica e faz coros. A composição tem um tom direto e frases fortes do diálogo entre duas pessoas, no qual só ouvimos uma, mas que parece responder a todo momento essa outra. Ao ser questionada sobre a composição, Sophia diz: “Quando eu fiz essa canção eu tava pensando muito sobre clichês que todo mundo já disse ou já ouviu do fim de um relacionamento, e em como, por mais que sejam clichês, continua sendo difícil rebatê-los. Escrevi essa música pra todo mundo que gostaria de sair desse ciclo e às vezes não sabe muito como.”. Apesar de inédito para os dois, que até então não tinham lançado nada enquanto artistas “solo”, o compacto não põe pausa e nem fim em seus projetos anteriores. Os dois enaltecem a nova parceria, que trará mais novidades em 2025.

Com produtor de Nx Zero, Expressão apresenta o single “Transcende”

A banda Expressão lançou Transcende em todos os apps de música. O single dos ícones do reggae é composto por Rodrigo Castanho e Mastiga, o vocalista do grupo. Refletindo sobre um encontro de almas, um amor capaz de superar barreiras, fortalecido com o tempo, a faixa traduz um sentimento duradouro e ganha um clipe gravado ao vivo na Jai Club ao lado de Julies em um show especial para comemorar o lançamento de Uma Parada Diferente, EP do músico. O espetáculo acontece em São Paulo, em 21 de fevereiro. “A música além de falar de amor, coisa que gostamos muito, traz uma pegada do reggae do Expressão com o estilo peculiar do Rodrigo Castanho no pop nacional trazendo uma diversidade para a música bem interessante. Une com perfeição os elementos desses gêneros!”, destacou a banda. A fusão entre pop e reggae aparece como a principal característica da faixa. A banda aposta nessa mistura para trazer um som diversificado e reforçar sua identidade musical. Unidos a Castanho, a banda produziu um hit para os apaixonados com o estilo único do grupo. “Esse encontro de almas é de um amor que é forte e supera todas as adversidades. O som é perfeito para embalar essas grandes histórias de amor que se fortalecem, que são mágicas e eternas como um diamante.” Além do clipe, com direção de Mazza, da Área 51, alguns visualizers serão desenvolvidos como parte da estratégia de lançamento. O álbum novo chega com 12 faixas, ainda em 2025. Para Julies, a união dele com a Expressão é mais do que significativo. A noite promete ser cheia de amor, respeito e muitos hits antigos e novos. “Fazer isto com o Expressão, uma banda que eu ouvi na minha adolescência e continuo dando play neles é incrível. Posso contar com a amizade deles, fazer uma super festa e em um local que vai prevalecer a música, o respeito e o amor. Vai ser mágico! Estou ansioso demais”, revelou. Ouça Transcende, do Expressão

Tátio estreia disco solo Contrabandeado com participações de Zeca Baleiro e Juliana Linhares

O que acontece na fusão da contradição? Qual o resultado do encontro entre o proibido e o desejado? Como expressar a dualidade das abstrações humanas? A ânsia pela liberdade sexual em meio a solidão nas metrópoles e o papel da utopia e da fé em contraponto ao desencanto da realidade moderna são algumas das questões que o cantor e compositor Tátio observou em viagens e transformou em seu primeiro álbum-solo, intitulado Contrabandeado. Com a participação de Zeca Baleiro e Juliana Linhares, e produção de Chico Neves, o disco já está disponível nas plataformas de streaming de áudio. Tátio é um artista mineiro que atua na música há mais de dez anos. Cantor do Carnaval de Belo Horizonte com o bloco Circuladô e com a Orquestra da Percussão Circular, ele foi o fundador da banda Caldêra e sua composição Longe de mim foi premiada, em 2020, com o primeiro lugar no Festival Nacional da Canção. Agora, a faixa integra seu novo álbum e se tornou um feat com Zeca Baleiro. Essa e outras letras foram construídas ao longo de três anos e meio, viajando de caminhão pelo Brasil e América Latina. “Muitas das canções foram feitas na estrada, com ideias erguidas nas vivências das andanças. A escolha do nome do álbum veio da vontade de expressar um contra fluxo de ideias que muitas vezes se esconde nos confrontos psicológicos e sociais que nos cerceiam”, explica o cantor. “O ‘contrabando’ está menos no sentido mercadológico e mais na transmissão de pensamentos e sensações que desejamos passar na poética e na musicalidade das canções”, complementa. Para além das composições, a sonoridade do disco, construída junto de Chico Neves, produtor conhecido por trabalhos com nomes como Los Hermanos, O Rappa e Os Paralamas do Sucesso, no Estúdio 304, traz um movimento antropofágico de unir arranjos de indie rock com uma “linguagem rítmica bem brasileira”. “Estamos fazendo uma experimentação estética, com canções muito brasileiras, mas com a utilização de sintetizadores e programações que dão essa cara mais ‘gringa’, mais associada ao indie rock”, descreve Tátio. “Contrabandeado é, com certeza, um dos melhores álbuns que já produzi e o Tátio é um artista nato, de uma voz potente, única, de fato. Foi lindo essa parceria ter acontecido e é um lindo disco, que todos merecem ouvir”, afirma Chico. Contrabandeado conta com nove músicas e começa com a canção Será que Eu Sou Louco, lançada como single em novembro de 2024. A letra, descrita pelo compositor como “um hino bissexual”, é também um registro utópico, onde todos têm acesso à terra e aos direitos fundamentais. Com uma sonoridade eletrônica, a faixa também reivindica uma reflexão irônica sobre as fronteiras entre o sonhar e a fantasia. Lançada em agosto do ano passado, Radar fala sobre a vivência em Belo Horizonte. Tátio faz uso de percussões programadas para criar um ritmo envolvente enquanto versa sobre vigilância e controle em uma cidade que tem olhos em todos os lugares, onde quase todos se conhecem. Longe de Mim, com Zeca Baleiro, vem na sequência. A música aborda o processo de desencanto com a pessoa amada e a vontade de se libertar de uma relação abusiva. Tátio e Zeca cantam sobre o desejo pelo fim e pelo distanciamento com uma abordagem melancólica, executada por um violão cadenciado e sintetizadores bem presentes no arranjo. Divulgada em setembro de 2024, Reza Milagreira, com participação de Juliana Linhares, foi escrita na divisa entre Paraguai e Bolívia. Tátio compôs sobre uma entidade que aparece no horizonte para anunciar o fim da tirania e da exploração sistêmica. “É como uma voz messiânica para anunciar o fim do terror naquela região”, segundo ele. Em seguida, Anhangabaú aborda de forma bem irônica e crítica a necessidade de estar sempre em evidência em um mundo teleguiado, de relações cada vez mais voláteis. Numa reflexão sobre a mercadorização do indivíduo na corrida pelo sucesso, a canção é construída em cima de linhas de flautas e sintetizadores. A atmosfera mística segue na faixa Seres Distantes, inspirada na relação do cantor com o esoterismo e com os estudos mediúnicos. “Fala sobre o lugar do invisível e espiritual, mas também sobre o medo de amar, se entregar, de reconhecer que o amor também está no ato de compartilhar as falhas”, afirma. Como Um Jogador é uma composição política sobre o poder de superação das adversidades da vida através da “ginga de um jogador”, reforçando a capacidade de se reinventar em ambientes hostis, preservando a utopia de um mundo justo, sem desigualdades. Sonho Antigo, a oitava canção, é autobiográfica. Tátio escreveu quando trabalhava como garçom em Belo Horizonte e sonhava trabalhar exclusivamente na sua própria música pelas estradas do país. A nona e última faixa leva o mesmo nome do disco e traz uma síntese estética do trabalho. Contrabandeado foi lançada em dezembro. A letra aborda a história de um jovem que, ao lado de seu melhor amigo, parte em busca de oportunidades, mas acaba confrontando a realidade brutal da marginalização e da exploração. Em um desabafo emocionante, a música é apresentada como uma carta do protagonista para sua mãe, expondo a solidão, o desespero e as memórias de um laço fraterno interrompido pela violência. “Contrabandeado é um disco irreverente, que prega uma revolução comportamental e questiona as relações líquidas na metrópole. O contrabandear, no sentido poético, é a reivindicação do risco, de entregar algo que não está tão disponível nas prateleiras da grande indústria. Na contra corrente, o disco é um experimento ousado, mas que não abandona a veia sensível e popular da canção”, conclui Tátio.

Julies lança EP Uma Parada Diferente com show no Jai Club, em São Paulo

O cantor Julies, destaque da cena do pop/reggae, se une a banda Expressão em São Paulo, no dia 21 de fevereiro, com uma noite repleta de música e novidades, para comemorar o lançamento de seu EP Uma Parada Diferente, produzido por Los Brasileros. O show acontece na Jai Club. Nas plataformas de música, o lançamento de Julies já soma mais de 3 milhões de streams e o consolida como um dos artistas em ascensão no gênero musical. Para ele, é mais do que um show e, sim, uma celebração. “É um show importantíssimo. É um momento especial, consagra o lançamento do meu EP, que produzi com vencedores do Grammy Latino. É a celebração de uma etapa muito incrível e o início de uma nova. Considero o ápice da minha carreira, até aqui, nada mais justo do que celebrar”, relatou. Ele promete tocar grandes hits e queridinhos dos fãs como Se Deus Quiser, hit cantado ao lado de Planta e Raiz, e Nosso Sentimento, feat com Maneva. A banda Expressão, conhecida por sucessos como Lembranças de Um Luau, Nhacoma e Amor Além da Cama, se apresentará e gravará, ao vivo, o clipe do single Transcende, lançado nesta sexta-feira (31). O trabalho tem produção de Rodrigo Castanho, que já esteve à frente de projetos de bandas como Charlie Brown Jr e NX Zero, além de ser vencedor de seis Grammys e ter mais de 1 bilhão de streams por suas produções. “Fazer isto com o Expressão, uma banda que eu ouvi na minha adolescência e continuo dando play neles é incrível. Posso contar com a amizade deles, fazer uma super festa e em um local que vai prevalecer a música, o respeito e o amor. Vai ser tudo, estou ansioso demais”, afirmou Julies. Serviço – Julies e Expressão (Lançamento do EP Uma Parada Diferente e gravação do clipe “Transcende” Local – Jai Club ( Rua Vergueiro, 2676 Vila Mariana, São Paulo, SP) Valores:Primeiro Lote: R$35,00 Segundo Lote: R$ 40,00 Terceiro Lote: R$45,00 Quarto Lote: R$45,00 Ingressos

Best of Blues and Rock anuncia novas atrações e confirma mais duas datas em SP

O Best of Blues and Rock 2025 anunciou três novas atrações para os dias 7 e 8 de junho: Vitor Kley, Cachorro Grande e Paula Lima. Além disso, o evento ganhou mais um fim de semana: 14 e 15 de junho, também no Parque Ibirapuera, em São Paulo, com lineup diferente das datas anteriores. Vitor Kley e Cachorro Grande se apresentam no dia 7 de junho (sábado), enquanto Paula Lima faz show especial em homenagem a Rita Lee, no dia 8 de junho (domingo). Eles se juntam à atração principal Dave Matthews Band (que toca nos dois dias), ao convidado especial Richard Ashcroft (também nas duas datas) e Barão Vermelho (escalado para 8 de junho). As atrações dos dias 14 e 15 de junho serão reveladas em breve pela organização do festival. 7 de junho 8 de junho Serviço – Best of Blues and Rock 2025

Bring Me The Horizon lança versão pesada de clássico do Oasis; ouça!

Responsável por um dos melhores shows internacionais no Brasil em 2024, a banda inglesa Bring Me The Horizon revelou um cover inusitado do mega hit Wonderwall, do Oasis. A faixa foi lançada nesta quarta-feira (29) no Spotify Singles e mostra uma roupagem mais pesada do sucesso dos irmãos Gallagher. Aliás, Liam Gallagher disse, no X, que amou a versão. Além de Wonderwall, o Spotify Singles do Bring Me The Horizon também trouxe uma versão de EarthcOre Remix de YOUtopia, canção do álbum Post Human: Nex Gen (2024).

Buzzcocks retorna ao Brasil para dois shows em maio

A clássica banda britânica Buzzcocks enfim retorna à América Latina em maio deste ano para shows repletos de clássicos dos seus 49 anos de carreira. Serão dois shows no Brasil: dia 24/05 em São Paulo (Carioca Club) e dia 25/05 em Curitiba (Basement Cultural). A realização da nova turnê do Buzzcocks, que encerra um período de 15 anos de espera, é conjunta entre New Direction Productions e Agência Sobcontrole. A turnê também passa por México, Colômbia, Chile e Argentina. A turnê latino-americana, que recebe o nome de Buzzcocks are coming, acontece imediatamente após a participação dos britânicos no Cruel World Festival, um dos mais importantes eventos musicais da Califórnia (EUA), que terá outros nomes expressivos e históricos como New Order, Nick Cave & The Bad Seeds, Garbage, Devo, entre muitos outros. Em um cenário musical mundial constantemente invadido modismos virais e falsificações geradas por IA, o Buzzcocks se mantém do lado do rock visceral e pujante, com músicas de melodias cativantes, apoiadas por uma cadência rítmica forte e habilidosa. Com o passar das décadas, a banda é presença constante e em constante evolução na cultura pop e carrega com méritos o status de banda definitiva do punk rock. Em 2023, a banda foi eternizada na Calçada da Fama da Música do Reino Unido, situada em Camden (Londres), ao lado de mais lendas como The Who, Madness, Amy Winehouse, David Bowie, entre outros. Ao vivo, o Buzzcocks é eletrizante com seu rock que diverte, mas também educa e informa, tudo entregue ao público com muita devoção dos membros fundadores Pete Shelly (guitarra e voz), Steve Diggle (guitarra e voz) e companhia. “É a minha alma”, diz Diggle sobre uma agenda repleta de shows pela Europa, que agora se descola para o lado de dá cá do mundo. “Ainda tenho fogo para tocar! Desde que vi Bob Dylan no banco de trás de um táxi preto no documentário de D.A. Pennebaker de 1967, Don’t Look Back, sempre quis viver esse tipo de vida — ser entrevistado no banco de trás de um táxi preto a caminho do cinema, do estúdio”. O Buzzcocks alcançou um incrível sucesso comercial logo no começo da carreira, quando abriu shows para o Sex Pistols e lançou a trinca Another Music in a Different Kitchen (1978), Love Bites (1978) e A Different Kind of Tension (1979). SERVIÇO Buzzcocks em São PauloData: 24 de maio de 2025 Horário: 18h (abertura da casa) Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo – SP) Ingresso Valores 1° Lote Pista: R$ 150 (meia-entrada e estudante); R$ 150 (meia solidária para não estudantes mediante doação de um quilo de alimento na entrada da casa no dia do evento); R$ 300 (inteira) 1° Lote Camarote: R$ 200 (meia-entrada e estudante); R$ 200 (meia solidária para não estudantes mediante doação de um quilo de alimento na entrada da casa no dia do evento); R$ 400 (inteira) Venda antecipada sem taxa de conveniência em São Paulo: 
Loja 255 (Galeria do Rock) Classificação etária: 18 anos * Buzzcocks em CuritibaData: 25 de maio de 2025 Local: Basement Cultural (Rua Des. Benvindo Valente, 260 – São Francisco, Curitiba – PR) Ingresso

Entrevista | Rô Araújo – “Acho muito importante que a gente se una”

Unindo influências da MPB, do jongo, do funk, da bossa nova e da cumbia, o álbum de estreia da cantora carioca Rô Araujo, Afruturo, é um destaque no cenário musical. O disco aborda temas importantes como liberdade de expressão, ancestralidade e empoderamento feminino. Com 12 faixas que narram histórias marcantes, o álbum conta com as participações especiais das artistas Ananda Jacques, Aiane e Ju Santana, agregando vivências e perspectivas de uma mulher preta suburbana, nascida em Nova Iguaçu. A faixa de abertura, Nesse Som, ganha destaque com um clipe gravado na cidade natal da cantora. O vídeo inclui uma transcrição inédita em Libras e a participação de artistas independentes da Baixada Fluminense, reforçando o compromisso de Rô com a inclusão e a valorização de talentos locais. Em entrevista ao Blog n’ Roll, Rô Araujo falou sobre o processo de criação do álbum, suas inspirações pessoais, os desafios de ser mulher em uma sociedade desigual e a mensagem por trás do trabalho. Primeiro, queria que você falasse sobre o seu álbum como conceito, o nome Afruturo é bastante simbólico. Qual é o significado por trás dele e como ele reflete as mensagens que você quer transmitir? Esse álbum, na verdade, foi surgindo muito aos poucos. Cheguei a esse conceito quando comecei a juntar as peças do que queria transmitir através das músicas. Acho que é uma visão afrofuturista, tenho trazido esses conceitos, mas no sentido de que a gente poder se permitir projetar um futuro. Claro, que sem rejeitar o nosso passado, entendendo a nossa história. Acho que quando a gente está bem enraizado conseguimos nos posicionar e enxergar novas possibilidades. Então… por isso Afruturo. Que acho que se comunica bem com as músicas que já estava compondo. E aí depois fiz outras que acredito que complementam bem o álbum. Você já tinha mencionado que a ideia de fazer o álbum surgiu de um momento muito difícil da sua vida. Queria saber o que aconteceu, mas, acima de tudo, saber como isso impactou na sua vida pessoal e profissional.  Há quatro meses, mais ou menos, tive uma gravidez ectópica, uma gravidez fora do útero. Então, foi um momento de muitas reflexões. Claro que foi um momento também pesado emocionalmente, mas acho que foi uma virada de chave para perceber outras coisas. Porque corri risco de vida também, por causa da gravidez. Acho que quando a gente está de frente para um momento tão difícil, começamos a nos questionar, né? Se eu morresse hoje, eu já fiz tudo o que queria? Me deu um estalo, assim, também, de pensar o que quero criar, o que quero trazer ao mundo, para além de uma gravidez e um bebê.  Então, pensei, ‘nossa, quero criar músicas, quero colocar no mundo, dar luz às minhas ideias também’. E acho que foi o momento-chave, assim, de pensar em sair desse lugar de ficar o tempo inteiro pensando que sou uma artista independente e que não tenho dinheiro. Vou fazer do jeito que dá para fazer. E coloquei as ideias para frente, então, foi isso que aconteceu, que me deu uma virada de chave. Na verdade, a gente só tem uma chance na vida. Quando a gente leva um susto, acho que as coisas ficam mais claras. É realmente importante, vou levar à frente apesar dos medos, das inseguranças. Já tocando nesse assunto, duas músicas que me chamaram mais atenção foram Todo Mundo Vai Julgar e Egocêntrica, principalmente por abordarem temas como autocuidado e amor próprio. Como você define esses conceitos na sua vida? Na minha vida? É interessante você falar dessas músicas porque estava conversando com a minha mãe sobre elas. Ela disse: “Egocêntrica? Eu poderia ter feito essa música”. Acho que comecei a observar muito. Foi uma música que pensei bastante antes, no conceito, na ideia, no tema. E pensei: “poxa, eu queria tanto uma música que fosse como um mantra para me lembrar de me cuidar, sabe?”. Observo muito isso nas mulheres da minha família e nas minhas amigas, essa queixa e essa sobrecarga, sabe? De estarem sempre de olho nas necessidades dos outros, cuidando dos outros, mas pouco de si mesmas. Então acho que essa música me lembra de me cuidar, de me centrar em mim mesma, sem me sentir culpada por isso. Todo Mundo Vai Julgar reflete um incômodo que tenho. Não é porque escrevi essa música que estou isenta de preocupações estéticas. Acho que ser mulher e viver nesse momento é muito sobre isso: lidar com essas questões. Mas também é sobre o incômodo com as redes sociais, sabe? O fato de todo mundo estar o tempo inteiro usando filtro e o medo de se expor naturalmente. A comparação excessiva, os retoques, as cirurgias… E o quanto tudo isso demanda tempo, energia e dinheiro. Às vezes, vejo amigas jovens, de vinte e poucos anos, preocupadas em gastar dinheiro com essas coisas. Então penso: por quê? Como isso suga a nossa energia, assim como a demanda de cuidar das pessoas. Tudo isso me faz refletir muito. Queria expressar de alguma maneira essas minhas preocupações, questionamentos e incômodos. É isso. Bom, você fez algo totalmente voltado tanto para as mulheres negras quanto para as mulheres em geral. A parceria com outras mulheres no disco é algo muito marcante. Como foi construir esse “porto seguro” com elas? Com essas parceiras, especialmente, foi muito fácil e fluido, apesar de elas estarem envolvidas em outros projetos e, às vezes, não termos tempo para nos encontrar. A maior dificuldade foi mesmo parar e fazer acontecer, sabe? Acho que estamos em um ritmo de muitas demandas e pouco tempo para criar. Mas, quando decidimos tentar e criar, foi muito interessante. Com a Ju Santana, foi super natural. Ela é minha amiga há muitos anos, e há muito tempo queríamos compor juntas. A Yane conheci através do programa Mares, que foi uma residência artística só para mulheres, promovida pelo Movimento das Mulheres Sambistas, e desde então temos composto juntas. A Nanda Jacques conheci em um sarau só de mulheres,