Entrevista | Gabrielle Aplin e Zeeba – “É muito legal lançar uma versão”
Lynyrd Skynyrd inclui São Paulo em turnê de 50 anos; veja detalhes

Ícone absoluto do Southern Rock, a banda Lynyrd Skynyrd confirma apresentação extra no Brasil. Além do show no Jaguariúna Rodeio Festival, o lendário grupo de Jacksonville (EUA) traz a aclamada turnê da celebração do 50º aniversário para a capital paulista. A apresentação única está confirmada para 22 de setembro, no Espaço Unimed. Com produção da Mercury Concerts, a venda dos ingressos vai começar nesta terça-feira (16) às 10h, pela plataforma Ticket 360. Os ingressos custam entre R$ 220 (pista/meia) e R$ 850 (camarote/inteira) e podem ser parcelados em até três vezes sem juros. Atualmente a banda de rock sulista é formada por Johnny Van Zant (vocal e irmão do saudoso Ronnie Van Zant), Rickey Medlocke (guitarrista), Mark “Sparky” Matejka (guitarrista), Michael Cartellone (baterista), Keith Christopher (baixista), Peter Keys (tecladista), Carol Chase (coro) e Stacy Michelle (coro). O último integrante da primeira formação, o guitarrista Gary Rossington faleceu em 3 de março de 2023. A banda até cogitou encerrar as atividades, mas o poder do rock and roll fez com que continuasse. “É sobre o legado do Lynyrd Skynyrd, e o que ele representa, o que são os nossos fãs. Não há nada melhor do que fazer um grande show com Skynyrd e ver as pessoas adorando nossa música”, afirmou Van Zant. Em comunicado, Dale Rossington, viúva de Gary Rossington, escreveu que o guitarrista sempre foi o primeiro a dizer que a música do Skynyrd é maior do que ele ou qualquer outra pessoa. “Gary sempre expressou o quanto a música era atemporal, e foi seu objetivo mantê-la viva por seus irmãos. O seu sonho continuará graças a Johnny, Rickey e os companheiros. Eles continuarão a levar seu legado para as gerações futuras”. SERVIÇO Cidade: São Paulo Data: 22 de setembro de 2023 (sexta-feira) Local: Espaço Unimed – Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – SP Portas: 20h LYNYRD SKYNYRD: 22h
Queens of The Stone Age anuncia novo álbum e revela single Emotion Sickness
LP anuncia novo álbum e apresenta single Golden; ouça!

Com uma obra multiplatinada e conceituada, LP prepara o lançamento de seu novo álbum de estúdio – e o primeiro enquanto pessoa não-binária. Love Lines chegará no dia 29 de setembro e foi antecipado por Golden, single que ganhou um clipe. A faixa explora os aprendizados que vêm dos amores perdidos. O vídeo foi dirigido pelo colaborador de longa data Stephen Schofield e apresenta LP dançando em uma mansão clássica da Califórnia, relembrando seus relacionamentos e memórias ao lado de modelos em postura surrealista. “Este novo álbum reflete minha essência e o que tenho passado a vida fazendo, cultivando, tentando entender e descobrir”, compartilha LP. “Como ser humano, sinto que estou ficando cada vez mais eu com o passar dos anos. Sou como aquele café que você precisa adicionar água e é 15 vezes mais forte do que o esperado”. LP começou a carreira muito jovem com dois trabalhos promissores: Heart-Shaped Scar, de 2001, e Suburban Sprawl & Alcohol, de 2004, que incluía a música Wasted, abertura da série South of Nowhere, da Nickelodeon. Após se tornar um dos destaques do festival South By Southwest (SXSW), começou a compor para diversos artistas, como Rihanna, Cher e Rita Ora. O caminho para o sucesso mundial veio com o álbum Lost On You, de 2017. A faixa-título, seu maior sucesso até agora, conquistou mais de 650 milhões de streams e agora está na trilha da novela Terra e Paixão (Globo), como tema da personagem Petra (Debora Ozorio). Tracklist do novo álbum Tracklist: 1. Golden 2. Wild 3. Dayglow 4. Long Goodbye 5. Love Lines 6. Hola 7. One Like You 8. Love Song 9. Big Time 10. Blow 11. Burn it Down 12. Hold the Light
Morre Rita Lee, maior estrela do rock brasileiro, aos 75 anos
Machine Gun Kelly, Swedish House Mafia, Halsey e JXDN no GPWeek

Após uma primeira edição com ingressos esgotados, quando reuniu The Killers e Twenty One Pilots, o festival GPWeek volta a ser realizado, no dia 4 de novembro, no Allianz Parque, em São Paulo. Machine Gun Kelly, Swedish House Mafia, Halsey e JXDN são as atrações confirmadas no line-up. A venda de ingressos começa nesta terça-feira (9), às 10h, na Eventim; e a partir do meio-dia na bilheteria oficial do evento (Allianz Parque, Portão A). “Foi muito satisfatório ver o lema do GPWeek, que é ‘a música guia’, sendo compreendido e bem recebido pelo público em nossa primeira edição. As mais de 50 mil pessoas presentes estavam ali na mesma sinergia, lembrando de momentos especiais e criando boas novas lembranças e a programação do festival estava ali como trilha sonora”, diz Pepeu Correa, CEO da 30e. “Começamos a pensar a edição de 2023 assim que o último acorde soou na edição de 2022 e a expectativa não poderia estar melhor. Temos uma programação com nomes internacionais e nacionais queridos e esperados pelo público, além de algumas surpresas pelo caminho”, complementa Caio Jacob, Vice President Global Touring & Festivals da 30e. GPWeek em São Paulo – Machine Gun Kelly, Swedish House Mafia, Halsey e JXDN Data: 4 de novembro Local: Allianz Parque Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca, São Paulo – SP, 05001-200 Valor de Ingressos Paddock: R$ 995,00 (meia-entrada legal) | R$ 1.990,00 (inteira) Pista VIP Box: R$ 495,00 (meia-entrada legal) | R$ 990,00 (inteira) Pista: R$ 275,00 (meia-entrada legal) | R$ 550,00 (inteira) Cadeira Inferior: R$ 280,00 (meia-entrada legal) | R$ 560,00 (inteira) Cadeira Superior: R$ 195,00 (meia-entrada legal) | R$ 390,00 (inteira) Venda online: Eventim Bilheteria oficial: Allianz Parque – Bilheteria A Rua Palestra Itália, 200 – Água Branca -São Paulo – SP, 05005-030 Funcionamento: Terça a sábado das 10h às 17h – Não tem funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas. Classificação etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Entrevista | Kaiser Chiefs – “É fácil se tornar saudosista depois dos 40”
Entrevista | The Aces – “O modo como mostramos de onde viemos nos fez sentir vulneráveis”

A banda de indie pop norte-americana The Aces revelou, na última sexta-feira (28), o quarto single de seu terceiro álbum de estúdio, I’ve Loved You For So Long, que será lançado em 5 de junho. A faixa-título apresenta melodias de violão que evocam um som nostálgico dos anos 1990, de bandas como The Cranberries e é dedicada ao amor entre as integrantes da The Aces, que se apoiam mutuamente desde a infância, quando começaram a tocar juntas. O clipe, dirigido pela vocalista Cristal Ramirez, reflete a relação forte entre elas e a vibração nostálgica da música do The Aces. Cristal compartilhou sua inspiração para a música que dá nome ao projeto novo do The Aces. “Percebi rapidamente que o amor da minha vida é essa banda. Nunca amei nada como amo essa banda. Mesmo em tempos de inspiração entorpecida, de questionar tudo, sempre sou lembrada de que é exatamente onde eu deveria estar”, reflete. A guitarrista Katie Henderson, a baixista McKenna Petty, a baterista Alisa Ramirez e a vocalista e guitarrista Cristal Ramirez conversaram com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre o novo álbum, influências, Brasil e o cenário musical de Provo, em Utah, terra-natal delas. Como foi o processo de produção do novo álbum? Alisa: Escrevemos este álbum ao longo de um ano e meio, começamos em meio a pandemia em 2020, e terminamos no começo de 2022. Foi um longo processo, mas divertido e nos aprofundamos muito nele, nos levou a um lugar que não esperávamos ir, então foi muito legal. Teve algum desafio maior para lançar esse álbum? O que diferencia ele dos outros dois? Por que? Cristal: Falamos muito nesse álbum sobre nossas trajetórias e de onde viemos, e isso foi muito vulnerável para nós, pois nunca fizemos isso na nossa música. Então naturalmente, quando pensamos em mostrar isso ao mundo, nos apoiamos muito umas nas outras, pois o modo como mostramos de onde viemos nos fez sentir vulneráveis, e assustadas, mas também muito animador pensar que o mundo nos conhecerá de uma forma muito verdadeira. Então, assustador, mas animador. Os primeiros singles mostram algo bem diverso na sonoridade. Como funciona esse caldo de influências para vocês? Cristal: Acho que nascemos com muita influência de bandas como Paramore, com guitarras pesadas, pop punk, então isso está no nosso DNA, e sai naturalmente no nosso trabalho. Mas também gostamos de outras coisas, tipo Michael Jackson, então o casamento entre rock and roll, new wave, batidas de pop dance é muito a cara da banda, devido ao gosto de nós quatro. Então você ouvirá isso no disco, uma menção a coisas que ouvimos crescendo, mas também coisas eletrônicas que foi uma forma com a qual a nossa música cresceu. McKenna: Acredito que também nos inspiramos em como fazíamos música quando mais jovens neste disco, então voltando a ter as coisas analógicas, assim como a música que crescemos ouvindo, mas com um toque moderno. Vocês são de Provo, uma pequena cidade em Utah. Existe uma cena musical? Alisa: Sim, uma bem grande. Tinham lugares, que não serviam álcool, onde nós tocamos. Menciono isso de não servir álcool pois no começo da banda éramos muito novas e não nos deixavam entrar em lugares que serviam álcool. Mas este lugar nos deu uma oportunidade de construir uma base de fãs entre os jovens, e as pessoas da cidade, surpreendentemente, têm muita disposição de apoiar os músicos. A família apoiou vocês nessa trajetória inicial? McKenna: Toda a família, sempre tivemos muito apoio da nossa família e nos ajudaram muito. Alisa: Minha mãe, e da Cristal, era a nossa empresária, ela era muito engajada, levava a gente na minivan dela, carregando a bateria, ligava para as pessoas deixarem a gente tocar no aniversário de seus filhos. Cristal: Temos uma família que sempre nos apoiou, e nos encorajou, não é o caso para todos que são músicos, então temos muita sorte. Qual som predomina em Provo? Cristal: É mais o folk. Nós éramos bem únicas na cena, provavelmente a única banda de meninas, eram poucas artistas femininas. Nós nos destacamos muito, o que tem seu lado bom e ruim, no começo não entendiam muito a gente. A cena era muito folk, e nós no indie pop rock, bem alto na sua cara, e a cena era tão quieta e calma, fomos disruptivas de alguma forma. Alisa: Isso pode não fazer sentido, mas tínhamos mais um som de Salt Lake, e a nossa cidade era tudo mais tranquilo, com violões, com músicas suaves, e nós tocando pop rock. Ficavam confusos, se perguntavam com quais artistas podíamos tocar. A gente se diferenciava na cena. Cristal: Sendo uma banda apenas de mulheres também, em uma cidade religiosa, sendo repressiva de uma maneira muito específica com mulheres, demorou mais tempo para entenderem e quererem ser fãs. McKenna: Especialmente quando começamos a fazer isso de maneira mais séria, as pessoas estavam achavam que não era uma coisa séria, então demoraram para entender. Excursionar com 5 Seconds of Summer ajudou a aumentar o alcance de vocês? Alisa: Completamente! Acredito que fazer a turnê com o 5SOS, logo quando lançamos nosso primeiro álbum, foi uma grande virada de jogo para nós, eles são caras muito legais e nos levaram em uma turnê com ingressos esgotados em diversas arenas. Isso quadruplicou nosso número de fãs de um jeito incrível, conseguimos vender nossa própria turnê. Somos muito gratas às bandas que nos projetaram, pois fazem muita diferença. Como era o contato entre vocês durante a turnê? Cristal: Sempre foram muito gentis conosco, muito solícitos, fãs do que fazíamos, e nós deles. Alisa: Acho que eles sempre souberam que sua base de fãs é basicamente de jovens meninas, acho legal eles colocarem uma banda de mulheres para tocar para essa fãs, para inspirar elas a tocarem, ou apenas para ver algo diferente, pois estão acostumadas a sempre verem caras no palco. Acho muito legal eles pensarem em trazer mulheres para elas se inspirarem. Nunca achamos que iríamos fazer turnê com bandas grandes
Entrevista | Freya Ridings – “A indústria musical diz para não fazer, mas me rebelei”

Blood Orange é o disco que Freya Ridings precisava fazer. No auge da pandemia e com um coração partido, a inglesa mergulhou nos altos e baixos de um período de incertezas para oferecer ao público novos hinos de amor próprio e celebração da vida. As 14 faixas de Blood Orange, que chegou ao streaming nesta sexta-feira (28) apresentam Freya Ridings mais segura de sua voz – de intérprete e compositora – indo do piano intimista aos sintetizadores da disco music. O atual momento de Freya Ridings inclui ainda a participação na coroação do Rei Charles III e a estreia no Glastonbury. Recentemente, Freya Ridings conversou com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre o novo álbum, o convite para cantar na coroação do Rei Charles III, além das comparações com Florence Welch. Como foi para você receber o convite para cantar na coroação do Rei Charles III? É tão surreal, eu sou uma grande apreciadora da história da família real, amo os Tudors, Elizabeth I, Rainha Vitória. Não sou obcecada, mas as histórias, amo, minha mãe também, ficou muito animada quando a contei pelo telefone. Terão 14 milhões de pessoas assistindo, tenho que ensaiar, mas será ótimo. Te surpreendeu de alguma forma esse convite? Nem imaginei que seria uma opção, por isso amo tanto esse trabalho, você nunca sabe as oportunidades que aparecerão para você. Sou fã do Rei Charles, por tudo que ele fez ao longo dos anos para empoderar os jovens. Minha mãe era de um grupo de teatro fundado por ele, então é uma honra participar deste momento. Você já sabe o que vai cantar na coroação? Na coroação será apenas uma música, e não será minha, é um cover muito bonito, que será tocado com uma orquestra, será muito bonito. Blood Orange mistura reflexões sobre solidão e a busca pelo reencontro de si. Como foi retornar para a casa dos seus pais e trabalhar nesse álbum? Foi tão surreal, acredito para todos. Eu estava triste atrás do piano, tinha acabado de encerrar uma turnê pela Austrália. Estava tão desmantelada, genuinamente, pronta para parar, e acho que usei a adrenalina de estar em turnê para ficar longe desta dor, por muito tempo. De repente tive tempo e espaço para pensar sobre, e foi muito assustador, mas também muito libertador sentar atrás do piano, sem gente da indústria musical interferindo, devido a pandemia, mas ainda tinha que lançar meu segundo álbum. Pensando em como fazer isso, me direcionei para os fãs, comecei a fazer lives semanais no Instagram, e eles escreviam nos comentários quais músicas gostavam, quais não gostavam. Basicamente foi o que me salvou, me ajudou a escolher as músicas que colocaria no álbum. Não sei o que faria sem eles, não tinha como fazer shows, nem como a indústria me ajudar, e eles ajudaram. Espero que sintam como fizeram parte desse álbum, e como me esforcei para agradecer a eles. A indústria musical diz para não fazer isso, e me rebelei fazendo. A pandemia acabou sendo um fator complicador na produção do seu segundo álbum. Pensou em desistir ou achou que poderia levar ainda mais anos para concluir sua obra? Estava muito perto de desistir antes de voltar para casa na pandemia, não achava que tinha algo ainda. Então tive esse tempo e espaço, para sentir. O motivo de amar a música é poder cantar para as pessoas que amo o que sinto por elas. Mas, de repente, a música na minha vida ficou acima das pessoas que amo, e senti que era errado, estava fora de equilíbrio. Então tive tempo de reencontrar esse equilíbrio, fazer terapia, e ter algum tempo para ser mentalmente saudável. É um trabalho que foi se jogar de alma, e não voltar para casa por muito tempo, acho que por isso muitos caem no abuso de substâncias químicas, é um trabalho solitário. Para mim, lutar pela minha relação e minha saúde mental se tornou algo muito importante, e ter o tempo de me apaixonar novamente, crescer como pessoa, voltar para a casa dos meus pais, dar uma volta de carro, as pequenas coisas que não faço há muito tempo. E colocar algo que acho valioso nesse álbum, para mim e para outras pessoas, pois antes não tinha vivido o suficiente para dizer nada, só pensava em escrever sobre a dor emocional que tinha, e a composição me tirou dessa dor. Seu álbum de estreia teve uma repercussão muito grande com público e crítica. Você se sente pressionada com Blood Orange? Senti tanta pressão que no começo tive um bloqueio criativo, não conseguia escrever uma palavra. Não conseguia entrar no estúdio sem começar a chorar, percebi que era um problema, que a pressão estava me matando. Foi quando comecei a terapia, dois anos e meio atrás, fui para lá para entender de onde vinha essa pressão, talvez era interna, algo invisível que diz que se eu fizer uma vez, na próxima tenho que fazer mais. E comecei a me questionar quem diz isso, e se você pensa bem, comecei a tocar com 11 anos, e fiz isso sem fama e dinheiro por dez anos, eu faria isso de graça, e tinha que lembrar disso. O motivo pelo qual fiz sucesso foi por dizer as coisas que queria dizer, da forma que queria, e não eram “maneiras”, nem um pouco, me diziam para fazer o oposto disso. Mas me mantive firme, quando disse que queria escrever uma balada, música romântica, me disseram que tinha que escrever músicas alegres, por baladas são um saco, e eu insisti. E depois me falaram que eu era a garota das baladas, não poderia fazer pop, as pessoas gostam de falar merda. No final das contas quando me permiti fazer o álbum que amo, criticaram até o nome que escolhi, Blood Orange, e eu disse que não trabalharia mais com essa pessoa. E foi bom, encontrei pessoas maravilhosas que amaram a minha ideia. Você só tem que tentar, mas me levou muito tempo. Nesse álbum pude trabalhar