Mukeka Di Rato anuncia gravação de primeiro audiovisual ao vivo no Hangar 110

O Mukeka Di Rato, uma das bandas mais tradicionais do punk e hardcore nacional, anunciou a gravação de seu primeiro projeto audiovisual estruturado. O registro histórico acontece no dia 5 de dezembro de 2026 no Hangar 110, casa considerada um segundo lar pelo grupo capixaba. Após mais de três décadas de estrada, o quarteto formado por Fepaschoal (vocal e guitarra), Mozine (baixo e vocal), Brek (bateria) e Paulista (guitarra e vocal) segue divulgando o nono álbum de estúdio, Generais de Fralda (Deck, 2025). Um registro inédito em formato físico Conhecida por sua postura avessa a registros ao vivo tradicionais ao longo dos anos, a banda decidiu que este era o momento ideal para materializar a energia dos palcos. Além do formato em vídeo e digital, a gravação será lançada de forma inédita em CD e vinil. “Agora a banda se sente preparada para fazer um ao vivo de qualidade sem deixar de ser o Mukeka, sem perder a essência”, comenta Mozine. O show também servirá para eternizar em disco a formação atual, trazendo clássicos de toda a trajetória do grupo interpretados pelo vocalista Fepaschoal, que integra o projeto desde 2021. Serviço: Gravação de Audiovisual do Mukeka Di Rato

Greta Van Fleet libera single Saw You Stand e anuncia o novo álbum Palace For The People

O Greta Van Fleet apresentou o seu novo single, Saw You Stand, faixa que antecipa o quarto álbum de estúdio da banda, Palace For The People, com lançamento marcado para o dia 9 de outubro pela Republic Records. A música já pode ser ouvida nas plataformas digitais. A faixa sucede o explosivo single Play Your Games, que marcou o início desta nova fase do quarteto. Gravado no Tennessee e coproduzido pela própria banda ao lado de Mike Elizondo (conhecido por trabalhos com Turnstile e Eminem), o novo disco promete explorar uma sonoridade roqueira moderna, mantendo as raízes clássicas do grupo.

Black Pantera solta Hórus, segundo single do aguardado álbum Continental

O Black Pantera apresentou o seu novo single, Hórus, que antecipa o quinto álbum de estúdio do trio mineiro, Continental, com lançamento marcado para o dia 21 de agosto pela gravadora Deck. A faixa já está disponível em todas as plataformas digitais e chega acompanhada de um videoclipe dirigido por Carol Borges. A música nasceu de um relato marcante: após um show, uma fã descreveu sentir como se três entidades estivessem no palco, canalizando a força, a luta e a proteção do grupo. Sendo uma das primeiras composições criadas para o disco, a faixa marca um momento de maturidade artística, trazendo um arranjo vocal e melódico que rompe com os trabalhos anteriores da banda. Sincretismo, proteção e vigilância A letra aborda o modo como o homem negro é constantemente observado e julgado pela sociedade, uma realidade que os próprios integrantes vivenciam na pele. “Essa vigilância constante costuma vir carregada de má intenção”, comenta o baixista e vocalista Chaene da Gama. Para ele, a música funciona quase como uma oração, “um pedido de proteção simbolizado por elementos como o crucifixo e a guia cruzada, diante de olhares que querem sempre nos ver da pior forma”. No refrão, com os versos “Em nome do pai, do filho, do preto-santo”, a composição une símbolos do catolicismo e de religiões de matriz africana para afastar o mau-olhado. O título faz referência ao Olho de Hórus, símbolo egípcio associado ao espelho da alma. Segundo Chaene, falar do Brasil é tratar da miscigenação histórica e do sincretismo criado pelos ancestrais para preservar suas crenças, resumindo essa identidade na faixa.

Ariana Grande lança o oitavo álbum de estúdio, petal

A cantora Ariana Grande lançou o seu oitavo álbum de estúdio, petal, via Babydoll Music e Republic Records. O projeto foi coescrito e produzido pela artista em parceria com ILYA, além de contar com a colaboração de Max Martin como coautor e produtor em três faixas. O lançamento do disco veio acompanhado da estreia do videoclipe da faixa-título, dirigido por Christian Breslauer. O primeiro single do projeto, hate that i made you love me, debutou diretamente na liderança da Billboard Hot 100, tornando Ariana a primeira artista da história a colocar os singles principais de seus oito primeiros álbuns no Top 10 da parada norte-americana. Repertório e formatos físicos Composto por 12 faixas, o disco aprofunda a sonoridade pop da artista e traz em sua tracklist oficial canções como kiss me, stay, oh well, big feelings, freek e nowhere, nobody. Para os fãs interessados em colecionar edições físicas, o álbum conta com opções como o Ariana Grande – Petal (CD) e versões em vinil como o Ariana Grande – Petal (LP/Vinil), além de edições especiais importadas.

Mgk e Yuki Chiba unem forças no single colaborativo JJK

Atração confirmada do Rock in Rio 2026 e com show agendado em São Paulo também, mgk e o aclamado rapper japonês Yuki Chiba uniram forças no novo single colaborativo JJK, já disponível em todas as plataformas digitais. O lançamento chega acompanhado de um videoclipe oficial dirigido por Sam Cahill, que pode ser conferido diretamente no YouTube. A faixa completa também pode ser ouvida nas plataformas de streaming. Construída a partir da forte química entre os dois artistas, a música destaca o indicado ao Grammy, mgk, alternando versos com Yuki Chiba em uma produção intensa que conecta os estilos distintos de ambos. No videoclipe, a dupla percorre um templo inspirado na arquitetura japonesa, enquanto cenas de performance com estética cinematográfica reforçam a atmosfera da faixa. A arte oficial animada do single foi criada por Maggiolina, cujo design visual dinâmico amplia a identidade estética da colaboração.

The Offspring lança remix latino de Pretty Fly (For A White Guy) com batida de cumbia

O The Offspring surpreendeu os fãs ao revisitar um de seus maiores sucessos com o lançamento de uma nova versão de Pretty Fly (For A White Guy). Assinado pelo produtor mexicano 8onthebeat, o remix transforma o clássico de 1998 ao incorporar uma contagiante batida de cumbia, resultando em uma releitura dançante e vibrante, inspirada na cultura latina. A novidade chegou acompanhada de um videoclipe dirigido pela Broducers, disponível para assistir no YouTube. Lançada originalmente como a quarta faixa de Americana (1998), quinto álbum de estúdio da banda, Pretty Fly (For A White Guy) tornou-se um fenômeno global e segue como um dos maiores marcos da carreira do grupo, atravessando gerações com seu humor irreverente. Legado com Pretty Fly e o álbum Supercharged Com mais de quatro décadas de trajetória, o The Offspring permanece como uma das bandas mais influentes da história do punk rock. Em 2024, o grupo celebrou seus 40 anos de carreira com o lançamento de Supercharged, décimo primeiro álbum de estúdio composto por dez faixas inéditas que reafirma a vitalidade e a relevância da formação]. O projeto está disponível nas plataformas digitais e também pode ser adquirido em formato físico na UMusic Store. Para quem deseja explorar a discografia da banda, vale conferir as opções do The Offspring – Supercharged (CD) e do The Offspring – Supercharged (LP/Vinil).

Entrevista | The Hu – “Queremos retornar à América Latina em grande escala”

O The Hu ampliou os limites do Hunnu Rock em HUN, terceiro álbum de estúdio da carreira. Sem abandonar o canto gutural, a língua mongol e instrumentos tradicionais como morin khuur, tovshuur e tumur khuur, o grupo aposta em refrões maiores, melodias mais acessíveis e estruturas pensadas para grandes palcos. O trabalho aparece como algo experimental, processo de transformação da banda em uma atração preparada para arenas, especialmente pela força rítmica de faixas como “Horsemen” e “Grey Hun”. A recepção internacional também destacou a capacidade do quarteto de absorver referências do hard rock ocidental sem perder sua identidade. A Metal Hammer apontou aproximações com Iron Maiden em “The Real You” e com a fase do Black Album, do Metallica, na extensa “Universe”, enquanto a Distorted Sound elogiou a combinação entre peso, melodias mais diretas e elementos tradicionais da Mongólia. A colaboração com Jonny Hawkins, do Nothing More, em “Lost Soul”, dividiu opiniões, mas reforçou o caráter experimental de um álbum que busca novos caminhos dentro da linguagem criada pelo próprio The HU. Formado em 2016, em Ulaanbaatar, o The Hu ganhou projeção mundial ao unir rock e metal com canto gutural mongol e instrumentos tradicionais, batizando essa combinação de Hunnu Rock. O álbum de estreia, The Gereg (2019), colocou o grupo no topo da parada de World Albums da Billboard e abriu caminho para turnês internacionais, grandes festivais e colaborações com nomes como Metallica, Jacoby Shaddix e Lzzy Hale. Posteriormente, a banda recebeu a Ordem de Genghis Khan, maior honraria estatal da Mongólia, e tornou-se o primeiro grupo de rock e metal reconhecido pela Unesco como Artista pela Paz. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Nyamjantsan Galsanjamts falou sobre a expansão do Hunnu Rock em HUN, a colaboração com Jonny Hawkins, a relação do grupo com o público latino-americano, a admiração pelo Sepultura e os desafios de levar a cultura mongol aos grandes palcos e responsabilidade de representar seu país ao redor do mundo. O novo álbum, HUN, é apresentado como um novo capítulo para o The Hu. Em que momento vocês perceberam que era hora de levar a banda para uma nova direção? Quando começamos toda essa jornada com o The Hu, o álbum The Gereg funcionou como uma apresentação do Hunnu Rock para o mundo. Muitos jornalistas e outras pessoas perguntavam para onde aquilo iria, qual seria o futuro do conceito, se continuaríamos cantando daquela maneira e exatamente o que estávamos fazendo. É normal que as pessoas façam esse tipo de pergunta. No segundo álbum, tentamos mostrar uma espécie de comprovação. Era como dizer: “Continuaremos cantando em mongol, seguiremos fazendo aquilo que apresentamos ao mundo e provaremos que essas músicas podem permanecer durante décadas”. Também queríamos mostrar que éramos pioneiros vindos da Mongólia. No terceiro álbum, expandimos tudo aquilo que já havíamos construído. Continuamos cantando em mongol, utilizando instrumentos tradicionais, criando riffs e fazendo músicas que são, de maneira inconfundível, do The HU. Ao mesmo tempo, acrescentamos novos elementos ao Hunnu Rock e convidamos as pessoas a escutarem essas novidades. Este álbum também funciona como uma experiência construída sobre aquilo que já havíamos feito. De maneira geral, a resposta e os comentários que estamos recebendo são extremamente positivos. As pessoas estão gostando desse novo som e da profundidade que as 11 músicas do álbum carregam. Realmente, o álbum apresenta momentos mais melódicos, mas sem perder a identidade da The Hu. Houve uma intenção de alcançar um público novo? Desde o lançamento, o que mais surpreendeu vocês na reação dos fãs? Ainda não completou uma semana desde o lançamento do álbum, então ainda não há uma reação específica que nos surpreendeu. Os jornalistas e profissionais da imprensa, assim como você, já haviam escutado o disco antecipadamente. Acredito que essas conversas, nas quais explicamos o álbum e seu conceito, ajudam os fãs e os ouvintes a compreenderem o significado das músicas. Isso permite que as pessoas se identifiquem com elas de maneira mais profunda. Essas conversas são muito importantes. Mas, agora, ainda é cedo para dizer se alguma reação específica nos surpreendeu. Lost Soul conta com a participação de Jonny Hawkins, do Nothing More. Como surgiu essa parceria? Sinceramente, é uma música com características de rádio. A colaboração surgiu por meio da relação que temos com a nossa gravadora, porque Jonny também faz parte do mesmo selo. Existem muitos artistas na gravadora, mas começamos a ficar curiosos sobre ele por causa das características de sua voz. Quando pensamos em combinar os vocais dele com os nossos, “Lost Soul” pareceu a escolha ideal para trabalharmos juntos. Ele também trouxe uma interpretação muito particular para a música. A versão original era um pouco diferente daquilo que ele acrescentou. De maneira geral, trabalhar com Jonny foi ótimo. Ao mesmo tempo, é uma música ligada ao active rock e possui uma abordagem mais radiofônica. Foi algo novo para todos nós, porque Jonny canta sua parte dentro desse estilo, enquanto trabalhava com artistas mongóis cantando na própria língua. Foi uma experiência nova e um processo muito agradável. Apesar do sucesso mundial, vocês tocaram apenas uma vez na América Latina, no México. Existem planos para shows no Brasil e em outros países da América do Sul? Vocês recebem muitas mensagens dos fãs latino-americanos pedindo a vinda da The Hu, como o famoso “Come To Brazil”? Recebemos muitos pedidos dos fãs. Eu mesmo recebo mensagens diretas no Instagram dizendo: “Venham para cá”, “toquem nesta cidade” ou avisando que determinado festival acontecerá e pedindo para participarmos. Nossos fãs são muito ativos dessa maneira, e eu realmente amo e valorizo isso. Queremos voltar à América Latina. Nós tivemos uma apresentação programada na região há alguns anos, mas ela foi cancelada por causa da pandemia. Queremos retornar em grande escala e fazer uma apresentação adequada, especialmente depois de todo esse tempo de espera. Essa é a única razão pela qual estamos levando um pouco mais de tempo: queremos construir algo realmente completo. Estamos igualmente animados para voltar à América Latina e queremos garantir que os fãs sejam valorizados e

Entrevista | Ivan Busic – “O blues é a base de tudo”

Ivan Busic lançou nesta quinta-feira (31) Into the Blues, seu segundo álbum solo e o trabalho mais pessoal da carreira. Antecedido pelo single She’s Got the Devil in her Step, o disco marca uma nova fase do músico ao mergulhar no blues sem abrir mão da pegada roqueira que o consagrou. Segundo Ivan Busic, a faixa reúne riffs inspirados em Cream e Jimi Hendrix, ritmo intenso e uma abordagem mais descontraída nas letras, funcionando como uma prévia da energia presente em todo o álbum. Além de explorar um estilo que sempre esteve presente em sua formação musical, Into the Blues também tem um significado afetivo. O álbum presta homenagem ao pai de Ivan Busic, figura fundamental em sua trajetória como músico, e representa um momento de renovação artística. Para celebrar o lançamento, o artista sobe ao palco do Blue Note São Paulo neste sábado (1º), onde apresentará as novas composições ao lado de releituras de clássicos de nomes como Freddie King, Howlin’ Wolf e Muddy Waters. Conhecido como fundador, baterista e um dos vocalistas do Dr. Sin, Ivan Busic construiu uma das carreiras mais sólidas do hard rock brasileiro. Ao lado do irmão Andria Busic, ajudou a transformar o trio em uma das principais referências do gênero no país, dividindo palco com grandes nomes internacionais e lançando discos que se tornaram clássicos do rock nacional. Além da bateria, Ivan Busic se destaca como multi-instrumentista, compositor e cantor, características que agora ganham ainda mais espaço em sua carreira solo, reafirmando sua versatilidade e disposição para explorar novos caminhos musicais. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Ivan Busic falou sobre o processo de gravação totalmente analógico de Into the Blues, relembrou a influência do pai em sua formação musical, comentou a força do blues como base do rock, analisou o espaço do gênero na mídia brasileira, recordou os shows mais marcantes da carreira e antecipou detalhes da apresentação de lançamento do álbum no Blue Note São Paulo. O álbum ficou com uma sonoridade muito característica, remetendo a bandas como Cream e The Doors. Como foi a pré-produção e a busca por esse som? Esse disco foi inspirado por toda a minha vivência com meu pai e com meu irmão, tocando jazz e blues. Mas houve um momento decisivo: minha esposa colocou um disco da fase Peter Green, do Fleetwood Mac, enquanto eu ia tomar banho. O volume estava bem alto e, durante aquele banho, aconteceu um estalo. Pensei: “Preciso sair daqui gravando um disco nessa onda”. Enquanto tomava banho, já estava compondo. Saí do banheiro, montei a bateria, a guitarra, o amplificador e comecei a gravar. Como já passei por todo tipo de superprodução em estúdio, resolvi fazer exatamente o contrário. Minha ideia inicial era gravar tudo com apenas um microfone. Coloquei um microfone na frente da bateria, o amplificador de guitarra ao lado e gravei a primeira música, “Lemon Pie”, dessa forma. Como bom baterista, começou pela bateria? Passei um bom tempo montando o kit de bateria ideal para esse estilo. Usei uma Gretsch antiga, experimentei peles diferentes, abafei tambores com flanelas e panos, troquei pratos até encontrar a sonoridade perfeita. Sempre digo que um grande disco começa pela bateria. Se ela não soar bem, a chance de o restante também não funcionar é muito maior. Quando encontrei aquele timbre, percebi que era exatamente o som das bandas de jazz e blues que sempre admirei. Fiz então um compromisso comigo mesmo: usaria o mínimo possível de efeitos, compressores e processamento. Da segunda música em diante utilizei apenas dois microfones. Um captava a bateria inteira e outro ficou dentro do banheiro ao lado para registrar apenas o reverb natural. Esse foi o grande segredo do disco. Você teve essa ideia ou se baseou em algum trabalho parecido? Lembrei de histórias dos Rolling Stones gravando em escadarias justamente por causa da acústica. Quando bati palma naquele ambiente e ouvi o retorno, pensei: “Esse é o som que sempre sonhei”. Depois gravei guitarra, bateria, baixo, violão e voz praticamente em sequência, como se fossem vários Ivans tocando juntos. Também quis preservar pequenas imperfeições. Queria que o disco tivesse a sensação de uma banda tocando ao vivo, encarando um ao outro. Na mixagem, fiz uma pré-mix e chamei o Thiago Melo, do Dr. Sin, para ouvir. Ele deu sugestões importantes, principalmente em pequenos ajustes de guitarra. Depois tomei outra decisão: não masterizar o álbum. Queria que ele soasse exatamente como os discos dos anos 50, 60 e 70 que eu amo. Pedi apenas ao Adriano Daga para nivelar o volume entre as músicas, sem alterar frequências, graves ou agudos. Queria que quem colocasse o disco para tocar escutasse exatamente o que eu ouvia na minha sala. Você também destaca muito a relação com seu pai. Como foi esse primeiro contato com a música e quais influências dele aparecem neste álbum? Eu e meu irmão tivemos a bênção de nascer em um ambiente completamente musical. Meu irmão nasceu justamente no ano em que meu pai fundou a Traditional Jazz Band, grupo que representou o Brasil em festivais importantes pelo mundo, inclusive em New Orleans. Tenho lembranças de criança acompanhando meu pai em programas como Os Trapalhões e Fantástico, além de levá-lo ao aeroporto quando saía para turnês internacionais. Nós crescemos observando tudo aquilo e nos apaixonando naturalmente pela música. Ainda adolescentes, começamos a tocar com ele. Era uma enorme responsabilidade, porque dividíamos o palco com músicos veteranos de jazz e blues. Foi também através do meu pai e dos músicos da banda dele que conhecemos Beatles, Deep Purple e Led Zeppelin. Meu pai tinha uma cabeça muito aberta. Ele mostrava Queen, Deep Purple e dizia: “Esses caras são bandas de blues, só que tocam pesado”. E teve alguma música, em específico, que mais te marcou? Lembro perfeitamente do dia em que ouvimos Machine Head, do Deep Purple. Aquilo mudou nossa vida. Mesmo depois de entrar para o rock, nunca deixamos de tocar jazz e blues com meu pai. As duas coisas sempre caminharam juntas. Por

Rhapsody Of Fire e Masterplan anunciam turnê conjunta pela América Latina com duas datas no Brasil

Os fãs de power metal terão a oportunidade de assistir a um dos encontros mais aguardados do gênero em 2027. Rhapsody Of Fire e Masterplan anunciaram uma turnê conjunta pela América do Sul e América Central entre abril e maio, reunindo duas referências do metal europeu em oito apresentações por sete países. No Brasil, os shows acontecem em 30 de abril, no Stage Garden, em Curitiba, e em 1º de maio, na Vip Station, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda. A excursão marca o retorno do Rhapsody Of Fire à América Latina com a turnê de Challenge The Wind, álbum lançado em 2024 que reafirmou a força da banda italiana mais de duas décadas após sua ascensão como um dos principais nomes do power metal sinfônico. Liderado pelo tecladista Alex Staropoli, único integrante remanescente da formação original, o grupo promete um repertório que mistura músicas do novo disco com clássicos como Emerald Sword, Dawn of Victory, Holy Thunderforce, Wisdom of the Kings e Rain of a Thousand Flames. O Masterplan também chega embalado por um novo momento da carreira. A banda alemã, criada em 2002 pelos ex-integrantes do Helloween Roland Grapow e Uli Kusch, voltou a lançar material inédito em 2026 com Metalmorphosis, primeiro álbum de estúdio em 13 anos. O trabalho mantém a identidade melódica característica do grupo, mas adiciona uma sonoridade mais pesada, consolidando uma nova fase ao lado do vocalista Rick Altzi e dos músicos Axel Mackenrott, Jari Kainulainen e Kevin Kott. Mais do que uma turnê, a união entre Rhapsody Of Fire e Masterplan representa o encontro de duas vertentes que ajudaram a definir o power metal moderno. Enquanto os italianos ficaram conhecidos pelas orquestrações cinematográficas e pelas narrativas épicas, os alemães construíram sua reputação com riffs marcantes, técnica refinada e refrães memoráveis. A expectativa é de uma noite dedicada aos grandes clássicos do gênero, reunindo duas bandas que seguem em atividade com novos álbuns e formações consolidadas.