Debrix critica o capitalismo, aparência e status no single “Suflê”

A Debrix inicia um novo capítulo da carreira com o lançamento de “Suflê”, single que transforma uma crítica social em uma combinação de riffs marcantes e refrão direto. A faixa, já disponível nas plataformas digitais, questiona uma realidade em que dinheiro, aparência e status têm mais peso do que inteligência, caráter e experiência. O lançamento chega em um momento de ascensão para a banda de São José dos Campos, que recentemente dividiu palco com Sepultura, L7 e The Calling, além de acompanhar o Helmet em apresentações no Brasil, Argentina e Chile. A ironia começa pelo próprio título. A palavra “suflê”, tradicionalmente associada à culinária francesa e à sofisticação, é usada como metáfora para os códigos de aceitação social. Logo nos primeiros versos, o vocalista Felippo canta: “Só queria ser francês, falar ‘suflê’ corretamente / Me faria uma pessoa muito mais decente”, apontando como determinados comportamentos e referências culturais acabam sendo tratados como símbolos de superioridade. Ao longo da música, a crítica se aprofunda ao confrontar conhecimento e valores pessoais com o poder econômico. Versos como “O QI tá na minha conta corrente” escancaram a percepção de uma sociedade em que prestígio financeiro supera competência, enquanto “os culpados” aparecem julgando “os inocentes”. No refrão, a banda abandona qualquer tentativa de aprovação e assume uma postura de enfrentamento: “Não ligo para o seu certo, vou ser bem direto, cansei de sofrer, vou ignorar você”. O conceito também se estende à identidade visual do lançamento. A capa de “Suflê” apresenta o prato francês com uma boca escancarada no lugar do recheio, reforçando a ideia de uma sociedade que fala, julga e impõe padrões constantemente, mas deixa de lado aquilo que realmente importa. A arte dialoga diretamente com a proposta da música e amplia o discurso apresentado na letra. “Suflê” também evidencia a evolução musical da Debrix. A banda passou a investir em repertório autoral em 2024 com o lançamento de “Push It”, faixa que chamou atenção pela mistura de hard rock, grunge e classic rock. No mesmo ano vieram o single “Thunderstorm” e o EP Tales from the Rabbit Hole, trabalho conceitual que acompanha a jornada de um personagem em busca de superar medo, insegurança e frustrações. Em 2025, a Debrix iniciou uma nova fase ao lançar composições em português, começando por “Nada Pra Falar”, seguida pelo videoclipe de “Bullseye”, produzido com imagens de shows pelo país, e por “Brisa de Espelho”. Paralelamente, a banda ampliou sua presença nos palcos, abrindo apresentações do The Calling, participando de um festival ao lado do Sepultura e realizando sua primeira sequência internacional ao acompanhar o Helmet em shows por São Paulo, Buenos Aires e Santiago. Agora, “Suflê” reforça esse momento de crescimento, mostrando uma banda que alia identidade musical consistente a letras que dialogam com questões contemporâneas.
A Perfect Circle retorna ao Brasil após dez anos com Puscifer; veja data e local

A banda A Perfect Circle confirmou o seu retorno ao Brasil após mais de uma década, com uma apresentação única em São Paulo. O show acontece no dia 27 de novembro na Suhai Music Hall e conta com a participação especial do Puscifer, outro projeto liderado por Maynard James Keenan. Os ingressos estarão disponíveis a partir de 29 de julho na Ticketmaster Brasil, com pré-venda exclusiva para clientes cadastrados no dia 28 de julho. A realização é da Live Nation Brasil. Formada em 1999 pelo guitarrista Billy Howerdel e pelo vocalista Maynard James Keenan, a banda marcou o rock alternativo com álbuns aclamados como Mer de Noms (2000) e Thirteenth Step (2003). O grupo retorna ao país embalado pelo lançamento recente do single Starless. A noite ainda reúne o caldeirão criativo do Puscifer, que apresenta sua fusão de música, performance teatral e artes visuais. Serviço: A Perfect Circle e Puscifer em São Paulo (SP) Setores e valores Datas de venda Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência)
Jão anuncia show do disco Memórias Póstumas com palco 360º, em São Paulo

O cantor Jão confirmou o primeiro show da turnê de seu novo álbum, Memórias Póstumas, em São Paulo. Com realização da 30e e da U.F.O Produções, apresentação do Itaú Live e patrocínio da Budweiser, a apresentação acontece no dia 25 de setembro no Nubank Parque, marcando o retorno do artista aos palcos com uma estrutura inédita de palco 360 graus posicionado no centro do estádio. Os ingressos são vendidos no site da Eventim. A pré-venda exclusiva para clientes Itaú começa nesta terça-feira (28), enquanto a venda geral abre no dia 30 de julho, às 10h online e às 11h na bilheteria oficial. Após mais de um ano afastado dos holofotes, Jão realizou uma audição pública do disco no Vale do Anhangabaú, reunindo uma multidão no centro de São Paulo. Sucessor de SUPER (2023), o álbum Memórias Póstumas traz uma atmosfera intimista e delicada, mas ganha escala de arena nesta nova fase ao vivo. “Tive um ano estranho e fazer esse disco foi como contar tudo para vocês, enquanto não estavam lá. Estou muito feliz por estar de volta”, declarou o cantor. Serviço: Jão – Memórias Póstumas em São Paulo (SP) Setores e Valores O Pacote VIP Super Fã Itaú inclui: Ingresso para a Pista, entrada antecipada, credencial VIP especial, pôster da turnê (edição limitada) e kit com itens exclusivos de merchandising. Datas de Venda Bilheteria Oficial (Sem taxa de conveniência)
Lenda dos Rolling Stones, Ronnie Wood confirma show solo no Espaço Unimed

O guitarrista Ronnie Wood confirmou show em São Paulo com a turnê Fearless, acompanhado pela cantora Imelda May. Com realização da 30e e apresentação do Itaú Live, a apresentação única acontece no dia 1º de novembro no Espaço Unimed, celebrando 60 anos de carreira musical e 50 anos como integrante dos Rolling Stones. Os ingressos são vendidos no site da Eventim. A pré-venda exclusiva para clientes Itaú começa nesta terça-feira (28), enquanto a venda geral abre no dia 30 de julho, às 13h. A turnê acompanha o lançamento da coletânea Fearless: Anthology 1965–2025, que percorre diferentes fases de Ronnie Wood como guitarrista, compositor e colaborador. O repertório reúne faixas dos sete álbuns solo de estúdio, além de coautorias e registros ligados a momentos importantes com Rolling Stones, Faces, Rod Stewart, Ronnie Lane e Jeff Beck Group. Formato intimista e parceria com Imelda May O espetáculo representa uma oportunidade rara de ver um dos guitarristas mais emblemáticos do mundo fora das apresentações em estádios com os Rolling Stones, marcando os primeiros sets solo ao vivo completos do músico em mais de 16 anos. O show conta com a participação especial de Imelda May. A dupla colaborou diversas vezes em estúdio e ao vivo, com destaque para a performance conjunta no Concerto Tributo a Jeff Beck realizado em 2023 no Royal Albert Hall, em Londres. Serviço: Ronnie Wood em São Paulo (SP) Setores e Valores (1º Lote / Sujeito a Alteração) O Pacote VIP Super Fã Itaú inclui: 1 ingresso de Pista Premium Itaú Personnalité, acesso antecipado (Early Entry) com fila exclusiva, entrada antecipada na loja de merchandise, credencial VIP comemorativa com cordão, kit de itens exclusivos, 1 copo exclusivo e 1 voucher para welcome drink (alcoólico ou não alcoólico). Datas de Venda Bilheteria Oficial (Sem taxa de conveniência)
Social Distortion confirma shows em São Paulo e Curitiba em novembro

A espera de 16 anos pelo retorno do Social Distortion ao Brasil termina em novembro. A Solid Music confirmou duas apresentações da banda norte-americana no país com a turnê de Born to Kill, primeiro álbum de inéditas de Mike Ness e companhia em 15 anos. O show em São Paulo acontece no dia 14 de novembro, no Vibra. No dia seguinte, 15 de novembro, o grupo se apresenta na Live, em Curitiba. Os ingressos são vendidos pela plataforma 101 Tickets. O anúncio tem peso especial, já que o Social Distortion passou pelo Brasil uma única vez, em 2010. Desde então, a volta da banda permaneceu como uma das cobranças mais persistentes de uma parcela do público ligada ao punk rock, ao rock alternativo e ao rock de raiz norte-americana. A turnê passa longe do formato retrospectivo. O grupo chega ao país em plena fase de Born to Kill, álbum lançado pela Epitaph Records e recebido como um dos retornos mais fortes do rock. O disco é o oitavo trabalho de estúdio e sucede Hard Times and Nursery Rhymes (2011), encerrando o maior intervalo entre dois álbuns na trajetória da banda. Born to Kill recoloca Mike Ness no ponto em que sua escrita sempre foi mais reconhecível: personagens marcados por queda, estrada, culpa, vício, perda, orgulho ferido e sobrevivência. O repertório de 11 faixas reúne canções como a faixa-título, No Way Out, The Way Things Were, Partners in Crime, Crazy Dreamer, Walk Away (Don’t Look Back) e uma versão de Wicked Game, de Chris Isaak, preservando a secura das guitarras e os refrãos de impacto imediato. Trajetória e clássicos Formado em 1978 em Fullerton, no Orange County, Califórnia, o Social Distortion construiu uma rota própria dentro da cena punk. Enquanto parte daquela geração ficou associada ao hardcore rígido, Mike Ness aproximou a urgência punk de referências como Johnny Cash, Rolling Stones, Hank Williams, blues, country e rockabilly. A discografia passa por marcos como Mommy’s Little Monster, Prison Bound, Social Distortion, Somewhere Between Heaven and Hell, White Light, White Heat, White Trash, Sex, Love and Rock ’n’ Roll e Hard Times and Nursery Rhymes. No repertório ao vivo, clássicos como Story of My Life, Ball and Chain, Bad Luck e a versão de Ring of Fire ajudam a explicar por que a banda atravessou décadas mantendo relevância absoluta. A realização da turnê é da Solid Music, com apoio de Caveira Velha e Desgosto Discos. Os parceiros de mídia oficiais são 23 Punk e Tedesco Mídia. Serviço: Social Distortion no Brasil em 2026 São Paulo (SP) Curitiba (PR)
Johnny Marr, ex-guitarrista do The Smiths, anuncia show único no Brasil em 2026

O guitarrista Johnny Marr, cofundador e mente musical do The Smiths, confirmou show único no Brasil em 2026, com realização da Balaclava Records. A apresentação acontece no dia 24 de novembro no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Meaple. Para quem deseja comprar sem taxa de conveniência, o Takkø Café funciona como ponto de venda físico oficial na Vila Buarque, de terça a domingo. O músico retorna ao país após onze anos, promovendo o álbum The Age Of Everything, com lançamento agendado para 2 de outubro pela BMG. Esta será sua primeira apresentação solo em solo brasileiro, sucedendo passagens pelo Lollapalooza Brasil em 2014 e pelo Cultura Inglesa Festival em 2015. Repertório e trajetória O repertório celebra a primeira década de carreira solo e novidades, além de contemplar clássicos do The Smiths como There Is a Light That Never Goes Out, Bigmouth Strikes Again, How Soon Is Now, Panic, The Headmaster Ritual e Please, Please, Please Let Me Get What I Want. O alinhamento também inclui Getting Away With It, faixa de seu projeto Electronic ao lado de Bernard Sumner, lançado em 1991. Johnny Marr iniciou a trajetória nos anos 1980 em Manchester com o The Smiths, consolidando-se como um dos criadores mais influentes da música independente mundial. Após o fim do grupo, a assinatura criativa marcou projetos como The The, Electronic, Modest Mouse e The Cribs. O guitarrista também coleciona parcerias com The Pretenders, Talking Heads, The Avalanches e o compositor Hans Zimmer, com quem gravou a trilha sonora do filme No Time To Die, incluindo a faixa-título indicada ao Oscar em colaboração com Billie Eilish. Em carreira solo desde 2013, Marr lançou quatro álbuns de estúdio que figuraram no Top 10 britânico: The Messenger (2013), Playland (2014), Call The Comet (2018) e Fever Dreams Pts 1-4 (2022). A trajetória com instrumentos também foi registrada no livro Marr’s Guitars, publicado pela Thames & Hudson. Serviço: Johnny Marr em São Paulo Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência)
Alcest no Brasil em 2027: Banda francesa confirma três shows em fevereiro

A banda francesa Alcest confirmou o retorno ao Brasil para três apresentações em fevereiro de 2027, com realização da Overload. Um dos nomes fundamentais do blackgaze, o grupo se apresenta no dia 19 no Teatro Rival Petrobras, no Rio de Janeiro, segue para o Carioca Club, em São Paulo, no dia 20, e encerra o giro no Tork n’ Roll, em Curitiba, no dia 21. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Clube do Ingresso. A turnê encontra o grupo no ciclo do álbum Les Chants de l’Aurore, lançado em 2024 pela Nuclear Blast. O disco retomou o conceito que orientava os primeiros trabalhos de Neige: a música como tentativa de acessar um mundo interior relacionado às experiências espirituais que ele relata desde a infância. “Eu precisava voltar ao meu mundo interior. É de lá que vêm a maior parte dos meus recursos e da minha inspiração para o Alcest”, afirmou Neige. Depois de trabalhos influenciados por acontecimentos externos e por um período considerado sombrio, o músico decidiu procurar inspiração na parcela luminosa de sua própria experiência. “Para o álbum, eu queria fazer o oposto: trazer um pouco de luz para este mundo. Tudo está tão sombrio, e sinto que luz e beleza já não são elementos muito familiares, especialmente no metal”, explicou. Les Chants de l’Aurore foi registrado pelo próprio Alcest em uma casa ampla, com a bateria gravada em um grande sótão para aproveitar a reverberação natural do ambiente. Neige e o baterista Jean Deflandre buscaram uma produção orgânica, inspirada nos métodos de gravação da década de 1970, combinada a piano, coros reais e arranjos de caráter orquestral. O disco alcançou a 14ª posição da parada oficial alemã e figurou entre os principais lançamentos do metal em 2024, confirmando a permanência do grupo entre as referências internacionais do estilo que ajudou a estabelecer. Histórico no país A nova turnê marca a quinta passagem do Alcest pelo Brasil e a estreia da banda em Curitiba. A última visita aconteceu em abril de 2023, com show único no Carioca Club. Desde a excursão de 2018, que passou por Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro, a banda não percorria diferentes cidades brasileiras. A relação com o público nacional começou em 2014, na primeira edição do Overload Music Fest, quando tocaram no Rio de Janeiro e em São Paulo. A banda retornou ao festival em 2016 para a execução integral de Les Voyages de l’âme, realizando a primeira turnê própria pelo país dois anos depois com o repertório de Kodama. Fundado por Stéphane Neige Paut em Bagnols-sur-Cèze, na França, o Alcest iniciou as atividades em 2000. O ponto de transformação veio com o EP Le Secret, de 2005, considerado um dos registros inaugurais do blackgaze. Neige aproximou a linguagem física do black metal, marcada por guitarras em tremolo, blast beats e vocais extremos, das camadas melódicas do shoegaze, do dream pop e do post-rock. A discografia conta com marcos como Souvenirs d’un autre monde (2007), Écailles de lune (2010), Les Voyages de l’âme (2012), Shelter (2014), Kodama (2016) e Spiritual Instinct (2019). Nas apresentações ao vivo, Neige e o baterista Winterhalter são acompanhados por Pierre Corson na guitarra e vocais de apoio e Indria Saray no baixo. Serviço: Alcest no Brasil em 2027 Rio de Janeiro São Paulo Curitiba Nota sobre o ingresso solidário: exige a doação de 1 kg de alimento não perecível. Valores sujeitos às taxas de serviço e à disponibilidade dos lotes.
Jão consolida maturidade artística e lança o quinto álbum da carreira, Memórias Póstumas

Próximo de completar dez anos de carreira desde o lançamento do single Dança Pra Mim, o cantor e compositor Jão lançou seu quinto álbum de estúdio, intitulado Memórias Póstumas. O trabalho chega às plataformas digitais consolidando o artista em um patamar de destaque no pop adulto nacional, unindo estética literária, confissões profundas e arranjos detalhistas. Inspirado por um período de recolhimento da vida pública e de interrupção de shows, o disco carrega o luto pela perda do pai do artista, figura central que ecoa em faixas como Catedral — responsável por abrir o repertório com reflexões sobre a morte. “É algo que ainda não processei e acho difícil que aconteça, porque meu pai ainda é muito presente”, reflete Jão, que também incorporou áudios reais de familiares e amigos capturados ao final de sua última turnê. Superando o ciclo conceitual baseado nos quatro elementos (terra, ar, água e fogo) que marcou seus projetos anteriores, o novo material aposta em uma narrativa não linear descrita pelo próprio autor como “uma história com começo, mas sem fim”. O título evoca diretamente o clássico Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, ecoando na faixa gótico-romântica que encerra o disco (“tente não ser o primeiro a roer as frias carnes do meu corpo passageiro”). O processo criativo fértil resultou em 68 composições iniciais, rigorosamente filtradas até chegarem às 14 faixas finais. Processo de produção e parcerias em Memórias Póstumas Assinando a produção de todas as faixas, Jão divide a maior parte dos arranjos com Zebu (Guilherme Santos Pereira), parceiro de longa data desde o disco Pirata, além de colaborações com Janluska e Gabriel Duarte em Catedral e Eu Sempre Volto. O projeto também abre espaço para importantes nomes da música brasileira: na faixa épica O Amor, o trio trabalhou ao lado do veterano produtor Marco Mazzola (conhecido por trabalhos com Raul Seixas e Rita Lee), incorporando o violão de cordas de aço de Rick Ferreira e o baixo de Paulo César Barros (Renato & Seus Blue Caps). Entre as composições, 13 levam a assinatura de Jão, a maioria em parceria com Pedro Tófani, seu namorado e diretor criativo. A exceção é a faixa João, escrita inteiramente por Tófani, que aborda idas e vindas de um relacionamento e contempla reflexões sobre paternidade e futuro. Sonoramente, o álbum aposta em toques barrocos e orgânicos, destacando-se pelo uso de flautas tocadas por Audryn Souza e pelos arranjos de cordas e baixo executados por Érica Silva. Referências musicais como Memórias Crônicas e Declarações de Amor, de Marisa Monte, o MTV Acústico do Kid Abelha e o emblemático Ray of Light, de Madonna, guiaram a atmosfera de um disco que equilibra confissão, espiritualidade e rigor estético.
Em clima intimista e com música inédita, Anavitória se despede da turnê “Claraboia” em Santos

Após uma turnê iniciada em fevereiro e que percorreu diversos estados e cidades, a dupla Anavitória chegou ao Santos Convention Center, em Santos, na noite de sábado (25), para realizar o penúltimo show da turnê Claraboia, encerrando um ciclo marcado por música e conexão profunda com o público. Do início ao fim, o palco transmitiu uma sensação de aconchego. A cenografia remetia a uma simples sala de estar, com cadeiras de madeira e uma luminária suspensa ao centro, decorada com a imagem de uma casa e uma paisagem, reforçando a atmosfera intimista que se tornou a grande marca registrada da turnê. Durante a apresentação, Ana Caetano e Vitória Falcão compartilharam com a plateia o carinho pelo álbum Claraboia, concebido em momentos e cenários distintos. Parte das composições nasceu enquanto as artistas estavam hospedadas juntas em uma casa em Paranapanema; a outra metade foi produzida durante uma temporada em Itu. “Senti coisas inexplicáveis”, comentou Ana, com carinho, ao relembrar o processo criativo. O show começou com Rua dos Abacateiros, faixa que abre o projeto recente. Contudo, o repertório esteve longe de se limitar aos lançamentos. Ao longo da noite, os fãs cantaram em alto som sucessos que marcam a trajetória da dupla, como Eu Te Amo. Nesse momento, além das lágrimas dos fãs mais fervorosos, diversos casais cantavam olho no olho, vivendo a letra em tempo real. A interação constante com a plateia deu o tom da noite. Entre declarações de amor gritadas a todo momento, alguns fãs faziam chamadas de vídeo para incluir amigos e familiares que não puderam ir. Ana, ao notar uma fã com a tela ligada na pista, não perdeu a oportunidade de brincar: “Olhaaa, oi, mocinha do celular!”. O clima romântico rendeu até celebração dupla de relacionamentos: ao perguntar se alguém havia sido pedida em namoro ou casamento recente, duas garotas vibraram e comemoraram ao som de um animado “Sim!”. O repertório seguiu com faixas queridinhas do público como Tenta Acreditar, Minto Para Quem Perguntar, Estátua de Mármore e Singular. Em Explodir, o público assumiu o protagonismo em um grande coro puxado pela dupla, com braços levantados por toda a casa. Momentos marcantes do show de Anavitória A apresentação também reservou um carinho especial para quem acompanhou o projeto ao vivo. Desde a época do Dia dos Namorados, Ana e Vitória passaram a apresentar uma música inédita, presente dos compositores Ítalo França e Paulo Novais, que ainda não possui título oficial nem versão gravada em estúdio para as plataformas digitais. Entre risos e emoção, a plateia pediu o bis de Isso é Deus e fez coro em Trevo (Tu) e Nosferatu. Esta última, que começa calma e ganha ritmo gradativamente, fez o público dançar, com direito a duas fãs aproveitando o espaço da última fileira para balançar juntas. Outro destaque foi a versão de Lisboa, interpretada com metade do verso em espanhol e a outra metade em português. Na reta final, Vitória refletiu sobre a despedida do projeto: “Eu vou sentir saudade de tudo da turnê que está acabando. Sou muito grata porque acho que a gente se conecta com a música de uma maneira muito diferente. Agradeço por existir esse formato de voz e violão, no qual ficamos pertinho de vocês. É tudo mais real. Acho lindo ficar nessas quase duas horas olhando para a carinha de vocês e vendo que cada música significa algo tão real e profundo. Espero que levem essa memória para sempre.” Ana também destacou o desafio técnico de assumir o violão e o teclado durante duas horas de show sem banda de apoio: “Amo essa turnê pelo desafio que ela nos proporcionou. É tudo muito próximo, muito vivo, muito diferente”. Para encerrar a noite, a dupla escolheu Paranapanema, faixa descrita por elas como um diário do processo criativo. Vitória ensinou o público a responder ao verso “Paranapanema, a maré”, selando a última união da noite. Ao fim do show, a dupla Anavitória ainda dedicou cerca de 15 minutos na beira do palco para atender os fãs com fotos, autógrafos e breves conversas, selando a passagem marcante por Santos com sorrisos e sentimento de gratidão.