Lolla BR | Picanha de Chernobil – “O comércio local se beneficia muito com as bandas”

O Picanha de Chernobil nasceu em Porto Alegre, mas foi em São Paulo que a banda consolidou sua identidade e ganhou espaço na cena musical independente. Com uma trajetória marcada pela performance nas ruas da capital paulista, o trio encontrou na Avenida Paulista um palco natural para sua sonoridade, que transita pelo blues, rock e psicodelia.  Agora, Matheus Mendes (vocal e baixo), Chico Rigo (guitarra) e Fernando Salsa (bateria) estarão no Lollapalooza Brasil. A banda se apresenta no sábado (29), às 12h, no Palco Samsung Galaxy, que terá Alanis Morissette como atração principal, às 20h10. Ao longo dos anos, o Picanha de Chernobil enfrentou diversos desafios, desde mudanças na formação até a recente tentativa de restrição à música de rua na cidade. Mesmo com as dificuldades impostas por regulamentações e pressões políticas, a banda segue na luta pelo direito de se apresentar nos espaços públicos.  Paralelamente, o reconhecimento de sua trajetória os levou a grandes festivais, incluindo o Rock in Rio e turnês internacionais.  Em entrevista ao Blog n’ Roll, Matheus Mendes falou sobre a origem do Picanha de Chernobil, a experiência de tocar na rua, os desafios impostos pela prefeitura de São Paulo e a expectativa para o show no Lolla. O Picanha de Chernobil surgiu em Porto Alegre, mas ganhou mais destaque quando veio para São Paulo. Como foi esse início?  A gente era bem iniciante em Porto Alegre. É muito diferente o cenário das bandas, era outro universo. Não dá nem para comparar. A gente era bem mais jovem também, mas foi legal. A gente fez o Circuito Fora do Eixo, viemos para São Paulo e conhecemos bastante gente, acabou dando um incentivo para a gente vir morar aqui. A ideia de vir para São Paulo foi aquela padrão de toda banda que está fora do eixo Rio-São Paulo: ter mais visibilidade, mais oportunidades?  Foi, total. Tínhamos muito mais gente aqui, era um universo a se explorar. Lá estava fechando muita casa. Está foda ainda, Porto Alegre desmantelou muito. Parte da cultura e tal, oportunidade de show, rádio, fechou tudo. Antigamente não, era bem promissor. Teve várias fases em Porto Alegre, mas nunca foi o polo do mainstream.  Sempre foi uma referência pela quantidade de bandas boas que surgiram por lá desde os anos 1980.  Realmente, sem dúvida, mas isso foi enfraquecendo com o tempo. Mudou muito o mundo, e também a cabeça dos jovens. Porque a música sempre foi consumida pelas camadas mais jovens. O pessoal precisa consumir mesmo, ir nos shows, comprar as coisas, ficar falando. O lance de tocar na rua começou em São Paulo? Ou o Picanha de Chernobil já fazia isso em Porto Alegre também?  Em Porto Alegre rolava para algumas bandas. Eu até acompanhava, era um negócio bem provinciano. Aqui em São Paulo já era bem diferente. Como a cidade já tem muito ruído, a gente começou a levar amplificadores e tal, e fazer uma coisa que não tínhamos visto ainda, uma banda de rock tocando na rua. E começamos ali no (Largo do) Paissandu, só que era bem legal, eu ia em galera, não tinha muita noção do que estava fazendo. Mas 2014 foi muito revelador para nós, muito produtivo do ponto de vista de saber os nossos limites na rua. A lei da música de rua estava sendo promulgada. Com a entrada do (Fernando) Haddad e da Nádia (Campeão), como vice-prefeita, eles deram um gás nisso. E em 2015 a gente já começou a fazer totalmente diferente. Começamos a tocar todo dia, a gente ia no Centro de São Paulo tocar no horário do almoço dos trabalhadores. Meio-dia, 13h, das 10h até umas 14h. Depois, passamos a levar violão, contrabaixo acústico, aquele rabecão, bateria reduzida, uma coisa bem mais tranquila, mais acústica, até para não causar muito alvoroço. Foi a partir de 2016, já com a Paulista Aberta, que a gente começou a tomar essa forma atual de banda, algo mais padronizado, como o público vê hoje. Essa proibição recente na Paulista afetou o Picanha de Chernobil? Estão conseguindo tocar?  Como somos a banda que está há mais tempo na rua, em grupo de trabalho com a prefeitura, a gente está discutindo alguns pontos para melhorar. Na verdade, não rolou uma proibição, rolou uma ação da prefeitura, meio arbitrária, baseada num termo de ajuste de conduta. Ele diferencia o que é evento e o que não é. E aquilo foi usado contra nós, através da polícia de choque.  Desde o ano passado está tendo uma resistência da prefeitura contra os artistas. Mas isso está cessando porque como a gente reuniu as pessoas, estamos na luta para promulgar a lei. Mas não temos o poder de regulamentar, nem autoridade para isso. Então estamos buscando apoios para isso.  Em 2025, todo músico de rua usa equipamento de som. A gente está na maior cidade da América do Sul, uma metrópole. Como é que a gente vai cantar tudo no gogó, né? É difícil, ninguém é o Pavarotti. Mas, respondendo sua pergunta, tem três semanas que rolou aquele negócio de proibir, mas faz duas semanas que a gente tem tocado na Paulista. Tudo indica que a gente vai conseguir manter. A gente é muito educado, todo mundo ali da música de rua é muito educado. Tenta conversar, dialogar, explicar. E a gente tem argumentos muito válidos pra cidade, para a economia também. Acho que o que mais pega é o ponto da economia, né? E realmente gera muita grana, para os próprios, para as lojas. O comércio local se beneficia muito com as bandas, com a arte rolando. E no meio desse impasse para tocar na rua, o Lollapalooza chamou o Picanha de Chernobil. Como foi esse convite? A gente foi no Caldeirão do Huck, Sabrina Sato, Roberto Justus, Ratinho. Fomos para a Europa três vezes, estamos vendo de irmos a quarta ainda este ano. Lollapalooza é uma construção de dez anos, dez anos se fudendo muito: na chuva, no sol, de tudo que é jeito.  Essa construção tem a ver

Desalmado lança videoclipe de No Peace, Only Death, primeiro single do novo álbum

O Desalmado está prestes a entregar um novo álbum brutal ainda no primeiro semestre de 2025, que funde seu técnico de death metal à intensidade e agressividade do hardcore. A primeira amostra é o videoclipe da música No Peace, Only Death, que estreia nesta terça-feira (25). Sem streaming, o lançamento será na sexta (28). O audiovisual de No Peace, Only Death é tão devastador quanto à sonoridade que o Desalmado apresenta nesta composição, com tomadas em estúdio e externas gravadas em um inverno rigoroso na cidade norte-americana de Charlotsville (no estado de Virginia). Como aponta o vocalista Caio Augustus, No Peace, Only Death representa pontualmente o atual Desalmado e sua proposta de trilhar entre o hardcore e o death metal com muito peso. A música trata da desilusão com o cenário atual do mundo, abordando o declínio de uma sociedade hiperconectada, mas que se afoga em seus sofrimentos, não especialmente estimulados por grandes corporações de tecnologia. Este contexto, catastrófico, pode levar o indivíduo a buscar caminhos tortuosos, como a morte em vida em um plano virtual em que busca todos seus avatares para parecer aquilo que não é. Os preparativos para o lançamento do novo álbum, chamado Monopoly of Violence é também uma solidificação da atual formação do Desalmado , que apresenta em definitivo João Limeira na bateria e Marcelo Liam como guitarrista principal, juntando forças a Caio Auguttus (vocalista) e Bruno Teixeira (baixista). Caio comenta sobre o momento da banda: “Representa um novo gás, uma nova etapa do Desalmado, uma banda que nunca desistiu de trabalhar sério, evoluir e construir sua imagem de maneira sólida e com substituição. A renovação do Desalmado em termos sonoros é também uma afirmação de um grupo que busca evoluir incessantemente”.

Matanza Ritual revela álbum de estreia, A Vingança é Meu Motor

O Matanza Ritual lançou o disco de estreia, A Vingança é Meu Motor. Desde sua formação, em 2019, a banda percorreu o Brasil com shows lotados, apresentando clássicos e novos singles como Rei Morto e Morte Súbita. Agora, com um tempo de estrelas e produção de Rafael Ramos, o grupo entrega seu primeiro trabalho completo, aumentando ainda mais a expectativa do público para essa nova fase. O álbum, que leva o nome de uma das faixas, traz a marca registrada da banda: um som pesado e visceral, mesclando thrash metal, hardcore e country, aliados às letras relacionadas com ironia, crítica social e reflexões sobre o caos humano. São 13 faixas no total, incluindo as já lançadas O Paciente Secreto e Assim Vamos Todos Morrer. O disco chega junto com o clipe de Nascido Num Dia de Azar, que define bem o tom do álbum. Dirigido por Carol Borges, o filme ilustra os dilemas da letra contando uma história de um jogo de cartas. A Vingança é Meu Motor conta com participações especiais de Chico Brown em Lei do Mínimo Esforço e Leminski em A Noite Eterna. A faixa Assim Vamos Todos Morrer surpreende com a inclusão inusitada de um violino, executada por Tamara Barquette, um elemento raro na sonoridade do grupo. Com uma atmosfera que alterna entre a fúria e a melancolia, A Vingança é Meu Motor reflete sobre temas como sanidade, escolhas humanas e a inexorabilidade da morte. Faixas como O Paciente Secreto exploram a linha tênue entre loucura e lucidez, enquanto Ode ao Ódio e …E Tenha um Péssimo Dia reforçam a pegada agressiva e provocativa do Matanza Ritual. “O disco traz essa sensação de urgência, do tempo finito para se tomar decisões e lidar com as consequências delas. É a trilha sonora perfeita para tempos caóticos”, comenta Jimmy London, vocalista da banda. Gravado sob produção de Rafael Ramos, com mixagem de Jorge Guerreiro e masterização de Fábio Roberto, o projeto reafirma a força e a identidade sonora da banda, formada por Jimmy London (vocal), Amilcar Christófaro (bateria), Felipe Andreoli (baixo) e Antônio Araújo (guitarra). A chegada do disco também marca uma intensa agenda de shows do Matanza Ritual, que se apresenta no Matanza Ritual Fest em São Paulo na sexta-feira (28), seguida por outras datas pelo país.

Com produtor de Bob Marley e ex-vocalista do Cidade Negra, Afrodizia lança “Ficção”

Um dos grandes expoentes do reggae brasileiro no exterior, o Afrodizia acaba de lançar o single Ficção. A faixa marca a estreia de Alê Massau nos vocais do grupo. Com passagens por bandas como Cidade Negra, Preto Massa e Berimbrown, o cantor apresenta sua credencial como um dos grandes frontmans da música nacional, em um casamento perfeito com os novos companheiros Pri Cantarelli (teclado), Tony Sheen (bateria), Diogo Morgado (guitarra) e Edward Sub (baixo). Ficção conta com as participações de I-Dren Artstrong, um dos maiores expoentes do reggae filipino, Ricardo Herz e DJ Samuca. O single conta com a produção musical do austríaco Michi Ruzitschka e da lenda jamaicana Junior Marvin (Bob Marley and the Wailers). Dirigido por Rodrigo Rímoli, o videoclipe de Ficção ganhou um roteiro de curta-metragem, que aborda o sentimento de uma comunidade que enfrenta diariamente o medo e a insegurança que chega sem avisar. Ficção é mais uma amostra de Reggaelização, um projeto grandioso que conta com a participação de 18 grandes nomes da música, de 11 diferentes países e envolvimento de todos os continentes. O álbum ganha vida, single a single, como uma grande viagem pelo mundo, trazendo a brasilidade do Afrodizia, aliada à força e energia de muitas importantes vozes que se somam em um grande movimento de cultura de paz. Cada single nasce com um documentário, com uma ilustração e um videoclipe que retrata toda concepção do projeto. Participam do álbum nomes como: Carlinhos Brown, Chico César e Cidade Verde Sounds (Brasil), Quique Neira (Chile), Queen Omega (Trinidad e Tobago), Dean Fraser, Rica Newell, Luciano e Junior Marvin(Jamaica), Peetah Morgan e Big Mountain (EUA), Pato Banton (Reino Unido), Isiah Shaka (França), Lord Alajiman e Ombre Zion (Senegal), Young Mbazo (África do Sul), I-Dren Artstrong (Filipinas) e House of Shem(Nova Zelândia).

Com Maneva e Maskavo, Alma Djem lança primeira amostra do DVD Acústico em São Paulo

Uma das bandas referência no reggae brasileiro, o Alma Djem acaba de lançar a primeira amostra do DVD Acústico em São Paulo: o EP com seis faixas traz a música de trabalho Aeroporto, que conta com a participação do Maneva, outra grande expoente da cena. Escrita por Marcelo Mira, Filipe Toca e Guga Fernandes, Aeroporto fala sobre o medo de viver um grande amor, um sentimento presente na vida de muitas pessoas que preferem se esquivar de um relacionamento a vivê-lo plenamente, mesmo tendo muito amor envolvido. A gravação de estúdio dessa música, lançada em 2023, também contou com a participação da banda Maneva e atingiu o primeiro lugar nas rádios de todo o Brasil no segmento reggae. A direção de vídeo é de Rodrigo Pysi, um dos maiores diretores de videoclipes da atualidade e um velho parceiro de gravação com o Alma Djem. Além disso, já assinou trabalhos com Maneva, Sérgio Britto (Titãs), Planta & Raiz, Patrícia Marx, Badi Assad, entre outros. Quem assina a produção musical do DVD é Juninho Sarpa, bastante conhecido na cena da música sertaneja. Já produziu numerosos DVDs do gênero e trabalhados com nomes como Paula Fernandes, Marcos & Belutti e João Neto & Frederico. Além disso, é líder da banda de reggae Patuáh, de Campinas, e produtor de bandas de reggae do interior de São Paulo há mais de 20 anos. “Foi um ano intenso de produção musical, arranjos, escolha de repertório com o Sarpa, mistura de sonoridades, instrumentos, ritmos e levadas. E o resultado ficou incrível. Uma mistura de reggae com reggaeton, samba, rap, MPB, forró, pop… ficou incrível. Na parte visual, um cenário especial do mestre Zé Carratu trouxe elementos africanos e urbanos misturados, lembrando essa mistura que é São Paulo. Com isso, provamos que é possível, sim, um álbum acústico de reggae na cidade mais cosmopolita e agitada da América Latina”, explica o vocalista Marcelo Mira.

Gabriel Ventura apresenta single “O Que Quiser de Mim”; ouça!

O músico fluminense Gabriel Ventura deu uma nova pista da sonoridade de seu futuro trabalho com o single O Que Quiser de Mim, que estará em seu segundo disco em carreira solo e que sai no dia 23 de abril pela Balaclava Records. O som de bumbo no início pode dar um susto mas como um despertador para um dia bom, o caminho de O Que Quiser de Mim é assim, te deixa alerta no começo para que fique atento a tudo que vai acontecer depois. “Essa música fala um pouco da arrogância de sonhar sem fazer nada, esperando que tudo se realize pra você, mas também de se moldar ao sonho do outro tornado o dele o seu.” Gabriel Ventura foi um dos fundadores do Ventre ao lado de Larissa Conforto e Hugo Noguchi e hoje segue carreira solo tendo em sua discografia o álbum Tarde (2022) e o EP Sessões de Tenor (2023). De seu segundo disco, ele já apresentou o single Fogos, lançado em fevereiro deste ano.

Base Sessions traz Raça, Gab Ferreira e Marina Nemesio em primeiro episódio

Base Sessions, projeto audiovisual da BASE.CO, em parceria com a produtora Coleta Lab, lançou seu primeiro episódio no YouTube. A banda Raça, conhecida por seu som melancólico e cru, foi a atração de estreia — ao lado das cantoras Gab Ferreira e Marina Nemesio, que participaram de versões especiais de faixas do álbum 27. Raça é uma banda brasileira que há mais de uma década vem construindo uma trajetória consistente na cena independente. Com influências que vão do rock alternativo ao shoegaze, o grupo é conhecido pelas letras sensíveis e pela sonoridade melancólica e honesta. O disco 27, lançado em 2024, marca uma nova fase na carreira da banda. “Foi um susto bom”, conta Popoto, vocalista da Raça. “Recebi uma ligação do Phelipi Sgarbi, da Coleta, perguntando se a gente conseguiria organizar uma session pro dia seguinte. Quando falou que seria no estúdio da Base, ficamos super felizes e decidimos aproveitar ao máximo. Convidamos a Marina e a Gab para trazer um recorte das participações delas no disco. Mesmo sem ensaio e com o Santiago (guitarrista) ausente, topamos o desafio pra não deixar essa oportunidade passar.” O projeto Base Sessions nasceu de uma vontade antiga da BASE.CO de criar uma série audiovisual com estética única e som de alta qualidade. Para Gustavo Siqueira, produtor musical e sócio da BASE.CO, a colaboração com a Coleta Lab foi essencial. “O Base Sessions surge de uma vontade que sempre tivemos de desenvolver um projeto audiovisual com uma estética única e uma alta qualidade sonora. Já é um projeto que tínhamos em mente há um tempo, mas que só ganhou vida a partir de um convite da Coleta Lab para gravarmos e desenvolvermos em conjunto esse projeto. É interessante mencionar que esta gravação foi a estreia da sala de gravação do nosso estúdio, que ainda não estava finalizada. Por estar com as paredes lisas, conseguimos fazer projeções em tempo real com a Bells Horemans de VJ, que processava as imagens captadas pela câmera VHS e projetava nas paredes, contribuindo para a vibe da sessão e também para a estética da session como um todo. Estamos muito felizes com o resultado e esperamos que vocês gostem tanto quanto a gente! Tem muitos outros vindo aí!”. A participação de Marina Nemesio e Gab Ferreira trouxe um brilho especial à estreia. Artistas em ascensão na música brasileira, ambas vêm se destacando por suas composições autênticas e performances intensas.Marina descreve a experiência com entusiasmo. “Achei demais a experiência de gravar um material audiovisual num estúdio, com as projeções ao vivo em VHS, uma estética que me agrada muito, nunca tinha feito. Expectativa é uma música que amo demais, me identifico com o som, e sou fã dos meninos há muitos anos — fã das composições, das letras tão sensíveis, despretensiosas no melhor sentido, uma coisa crua assim, me pega muito!”. Já Gab Ferreira, que vem chamando atenção com seu som que mistura pop contemporâneo e influências lo-fi, também comentou sobre a conexão com o projeto. “Quando ouvi a música pela primeira vez, eu instantaneamente fiquei envolvida. O Raça é uma banda que eu tinha muita vontade de colaborar. A experiência de gravar a session junto deles foi muito divertida.” Com direção audiovisual da Coleta Lab, projeções ao vivo da Bells Horemans e um clima intimista e conceitual, Base Sessions #001 é a abertura de um projeto que promete continuar com mais episódios nos próximos meses. “A primeira Base Session é essa do Raça, que são parceiros de longa data e acreditamos muito no som. Nos próximos lançamentos vamos trazer alguns artistas do selo e artistas que estamos trabalhando ativamente aqui no estúdio — podem esperar Dupoint, Banana Kush, Maria Esmeralda e muito mais”, comenta Gustavo. O projeto Base Sessions seguirá com novos vídeos em breve, trazendo artistas do selo e outros nomes da cena alternativa.

Sami Chohfi lança turnê “Between Two Oceans” na Costa Rica, seguida de show no Brasil

Após turnês por quatro continentes, o artista norte-americano Sami Chohfi anunciou a turnê Between Two Oceans, com três shows marcantes na Costa Rica, que abre um novo capítulo em sua trajetória internacional. A jornada culmina com uma apresentação especial no festival Brazilian Bacon Day, onde Sami divide o palco com grandes nomes do rock nacional: Ira! e Charlie Brown Jr. Com músicas ouvidas na série SEAL Team, da CBS, Sami Chohfi entrega um som autêntico carregado de emoção, que atravessa fronteiras — entrelaçando rock alternativo e a força do grunge em uma trajetória forjada nos palcos do mundo. “Sempre sonhei em me apresentar em um paraíso tropical — entre dois oceanos lindos e um público que respira música”, comenta Sami. “Vou fazer sets acústicos intimistas que culminam em uma explosão de hard rock com minha banda costa-riquenha, Flashback. Mesmo antes de pisar lá, sinto que a Costa Rica carrega o mesmo espírito que vive na minha música, uma energia verdadeira, vibrante e cheia de alma. Já sinto essa conexão.” Logo após a turnê na Costa Rica, Sami retorna ao Brasil para uma apresentação especial no festival Brazilian Bacon Day , que acontece nos dias 17 e 18 de maio de 2025 , em Uberlândia (MG). O evento contará com grandes nomes do rock nacional, como Ira!, Charlie Brown Jr. e Biquíni, reunindo milhares de fãs em dois dias de música e gastronomia. Após palcos incendiários na Índia, Japão, Camboja, Singapura e Filipinas, Sami Chohfi segue sua missão de unir culturas com um rock visceral e carregado de emoção. Mais que um músico, Sami é um contador de histórias — sua vida entre fronteiras pulsa em cada verso, com intensidade, incidência e uma visão global única. No Brasil, Sami já se apresentou em cidades como São Paulo, Curitiba e Florianópolis, com destaque em festivais como MotoFest, HackTown, Guaçu Rock e Rock in Lago. Seja em formato solo ou com banda completa, Sami cria conexões reais com o público — entregando shows intensos e letras que tocam fundo. Sami está finalizando um novo álbum – pesado e urgente. Um disco que não faz concessões: riffs refinados e letras que dizem o que muita gente cala. O primeiro single chega em junho, pronto para quebrar o silêncio.

Nostalgia, técnica e hits marcam show do Garbage ao lado do L7 e The Mönic

Em sua quarta passagem pelo Brasil (veio em 2012, 2016 e 2023), o Garbage retornou acompanhado das veteranas do L7 e ainda adicionou a brasileira The Mönic (leia sobre esses dois mais abaixo) para compor a programação, no último sábado (22), no Terra SP, em São Paulo. Com a casa lotada, o evento foi uma grande celebração do rock and roll dos anos 1990. Shirley Manson, com um figurino extravagante, como já é de costume, entregou uma apresentação memorável. Deu grande atenção para os dois primeiros álbuns da carreira, Garbage (1995) e Version 2.0 (1998), ambos com seis músicas cada no set. Ao longo dos 90 minutos de show, Shirley Manson não escondeu a alegria de reencontrar um dos públicos mais fiéis da banda. Totalmente recuperada da cirurgia que fez no quadril em 2023, ela falou sobre a “honra de ter o L7 na mesma turnê”, além de fazer discursos fervorosos de apoio à comunidade trans e minorias, mesmo em tempos tão sombrios no mundo. A sinergia entre Shirley e seus parceiros de longa data, Duke Erikson (guitarra), Steve Marker (guitarra) e Butch Vig (bateria) facilita muito o entendimento no palco. As canções soam como se estivessem sendo reproduzidas do álbum. O único empecilho nesse meio foi a mesa de som. No início da apresentação, principalmente, Shirley cobrou com gestos discretos uma melhora no som. A baixista Nicole Fiorentino, com passagens por Veruca Salt e Smashing Pumpkins, é a novidade. Caiu muito bem nessa formação e mostrando muita técnica nas linhas de baixo. No dia 30 de maio, o Garbage lançará o álbum Let All That We Imagine Be The Light, sucessor de No Gods No Masters (2021). Mesmo faltando pouco mais de dois meses para a chegada do disco, Shirley e companhia optaram por não testar nenhuma novidade em São Paulo. Para quem foi pela nostalgia, o show foi um prato cheio, com hits do início ao fim. Queer abriu a apresentação, que ainda contou com Vow, Special, Stupid Girl, Only Happy When It Rains (que há anos tem uma introdução mais acústica), I Think I’m Paranoid, Cherry Lips (Go Baby Go!), Push It e a conclusão com When I Grow Up. Aliás, When I Grow Up, foi responsável pela única frustração dos fãs, que esperavam que Shirley fosse para o meio da galera, tal como fez no Rio de Janeiro, na noite anterior, mas não rolou. No entanto, nada que tire o brilho da apresentação. O Garbage sabe como agradar o público brasileiro e faz isso como poucos. Certamente entregou um dos melhores shows da temporada. E ainda estamos em março. L7 esquenta público para o Garbage Em entrevista ao Blog n’ Roll, a vocalista e guitarrista do L7, Donita Sparks, já havia adiantado: o álbum Bricks Are Heavy teria grande destaque no repertório do show em São Paulo. Das 16 faixas, seis vieram do maior sucesso comercial do grupo, lançado em 1992. Instituição do punk rock californiano, o L7 está na estrada celebrando os 40 anos de carreira. E mesmo que lançar álbuns não seja mais uma prioridade, muito em função da falta de tempo e dinheiro, a banda segue com a mesma intensidade dos anos 1990, quando estreou no Brasil, no Hollywood Rock 1993. Donita Sparks, Suzi Gardner, Jennifer Finch e Demetra Plakas dividem o protagonismo ao longo do show. Com exceção da última, todas cantam pelo menos uma canção de destaque da discografia do L7. >> LEIA ENTREVISTA COM DONITA SPARKS, DO L7 Mas queria destacar a presença de Jennifer Finch ao longo da apresentação, que teve pouco mais de uma hora de duração. A baixista entrou no palco de salto alto, chutou longe antes de iniciar o show e passou os 60 minutos descalça, indo de um lado para o outro, interagindo com as integrantes da The Mönic, que estavam no pit, além de ter mostrado muita intensidade nas linhas de baixo e nos vocais. Logo após Fast and Frightening, música que encerrou o show, Jennifer calçou o salto novamente e foi embora. Em Pretend We’re Dead, maior hit da banda, Lovefoxx, vocalista do Cansei de Ser Sexy, subiu ao palco quase que no susto. Não parecia estar acreditando na situação e não soube nem o que fazer enquanto esteve ao lado de Donita, que a incentivou a cantar junto. Para os fãs foi um pouco decepcionante a entrada de Lovefoxx em cena. Na pista alguns se disseram frustrados com a não participação do Garbage no show do L7, como ocorreu na noite anterior, no Rio de Janeiro. Mas a mini tour do L7 com o Garbage no Brasil, que incluiu também shows no Rio de Janeiro e Curitiba, teve um gosto especial para as integrantes. Tal como havia comentado na entrevista para o Blog n’ Roll, Donita queria que Butch Vig, produtor de Bricks Are Heavy e baterista do Garbage, escutasse as canções 33 anos depois de sua gravação. Certamente ficou orgulhoso. O L7 soa atual e intenso tal como no início dos anos 1990. Edit this setlist | More Garbage setlists The Mönic A banda paulistana The Mönic foi a responsável por abrir os trabalhos no Terra SP. Com um show de 30 minutos, o grupo conseguiu mostrar um pouco de sua trajetória para um público que abraçou a banda do início ao fim. O show marcou o retorno de Daniely Simões, que havia sido substituída por Thiago Coiote em 2021. De volta à bateria, Daniely demonstrou muita alegria no banquinho, nem parecia estar longe do The Mönic há quatro anos. O repertório foi todo em cima do segundo álbum de estúdio, Cuidado Você, lançado em 2023. Foram sete das 11 músicas do disco no setlist. A oitava canção tocada no Terra SP foi Marte, single divulgado no ano passado. Aposta da Deck, a The Mönic tem em sua linha de frente Ale Labelle (guitarra e voz), Dani Buarque (guitarra e voz) e Joan Bedin (baixo e voz). E foi Dani quem mais colocou pilha no público, indo para o meio