Foo Fighters detalha novo álbum e a fase com Ilan Rubin

O Foo Fighters se prepara para lançar seu 12º álbum de estúdio, Your Favorite Toy, no dia 24 de abril. A faixa-título já foi liberada na última semana, mas agora o frontman Dave Grohl decidiu abrir o jogo sobre o futuro da banda e, principalmente, sobre as recentes (e polêmicas) mudanças na bateria. 12º álbum e a sombra do fim do Foo Fighters Em entrevista à Apple Music 1, Grohl adiantou que o novo trabalho está recheado de “pedradas barulhentas e altas” que remetem aos velhos tempos da banda. No entanto, ao falar com a BBC Radio 6 Music, o vocalista foi lembrado de que os Beatles encerraram suas atividades exatamente no 12º álbum (Let It Be). Sobre a possibilidade de Your Favorite Toy ser o canto do cisne do Foo Fighters, Grohl foi sincero: “Todo disco tem sido o nosso último disco. Então, sinto que, a essa altura, você simplesmente faz um álbum e diz: ‘Ok, bem, vamos fazer de novo e ver o que acontece’.” O novo trabalho sucede o catártico But Here We Are (2023) e marca o início de um novo capítulo na formação do grupo. Dança das cadeiras: sai Freese, entra Rubin A morte precoce e trágica de Taylor Hawkins em 2022 deixou uma lacuna quase impossível de ser preenchida. “Ele era nosso irmão, nosso melhor amigo. Continuar depois do Taylor foi muito complicado para qualquer baterista que fosse calçar os sapatos dele”, explicou Grohl. Josh Freese assumiu as baquetas com maestria em maio de 2023, mas a parceria chegou ao fim de forma abrupta em maio de 2025. Pela primeira vez, Grohl detalhou o rompimento amigável, negando que a decisão tenha acontecido “do dia para a noite”. Segundo o vocalista, após um ano e meio de turnê, a banda fez uma pausa de seis meses para debater os próximos passos: “Pensamos: ‘Ok, vamos ligar para o Josh e avisar que vamos seguir em uma direção diferente’. Todos nós ligamos, não fui só eu. Dissemos: ‘Cara, foi incrível, nos divertimos muito, muito obrigado, mas vamos procurar outro baterista’.” A separação ocorreu sem ressentimentos. Como o próprio Grohl destacou, Freese sentia que a música do Foo Fighters não ressoava totalmente com ele. Sangue novo A solução para o Foo Fighters veio através de uma inusitada “troca justa” no mundo do rock. Freese retornou ao seu posto no Nine Inch Nails (trabalhando com Trent Reznor), enquanto Ilan Rubin deixou o NIN para assumir a bateria do Foo Fighters em definitivo. A química com Rubin tem sido revigorante para os veteranos. “É como se nos sentíssemos uma banda de novo, cara”, celebrou Grohl. Com Your Favorite Toy batendo à porta, o Foo Fighters prova mais uma vez sua imensa capacidade de reinvenção e sobrevivência.
Linda Perry anuncia seu 1º álbum solo em 25 anos e regrava o hit “Beautiful”

A vocalista e compositora Linda Perry acaba de fazer um anúncio histórico. A frontwoman do 4 Non Blondes revelou o lançamento de Let It Die Here, seu primeiro álbum solo em mais de 25 anos. O disco, que já está disponível para pré-venda, tem lançamento marcado para o dia 8 de maio, através dos selos Kill Rock Stars e 670 Records. Linda Perry é a verdadeira dona de “Beautiful” Para abrir os trabalhos da nova era, Perry lançou o primeiro single do projeto: a faixa Beautiful. Se o nome soa familiar, não é coincidência. A música se tornou um hino pop global e um sucesso estrondoso na voz de Christina Aguilera em 2002. O que muita gente esquece é que a faixa foi inteiramente composta por Linda Perry. Agora, a artista lança sua própria versão, ressignificando a mensagem da letra através de sua perspectiva e experiência de vida. A faixa chegou acompanhada de um videoclipe cinematográfico estrelado pelos atores Lukas Haas e Shane Powers. O vídeo retrata a essência de Beautiful através dos olhos de uma criança em um show de talentos, onde a autoaceitação determina o verdadeiro vencedor — um visual marcante sobre a liberdade de sermos quem realmente somos. Documentário e apresentação na TV A inspiração de Perry para compor as músicas deste novo projeto surgiu durante as filmagens de um documentário homônimo (Let It Die Here), que também chegará aos cinemas em maio deste ano. Para promover o lançamento, a cantora fará uma performance ao vivo de Beautiful no Jimmy Kimmel Live! já amanhã (24). Retorno do 4 Non Blondes Como se um novo álbum solo e um documentário não fossem suficientes, o comunicado de imprensa trouxe uma bomba no parágrafo final para os fãs de rock dos anos 90: Linda Perry está se preparando para o lançamento de um novo álbum do 4 Non Blondes, previsto para sair ainda no final deste ano.
Tomahawk e Melvins unem forças para primeira turnê em 13 anos

O Tomahawk, o aclamado supergrupo formado por Mike Patton (Faith No More), John Stanier (Helmet/Battles), Trevor Dunn (Mr. Bungle) e Duane Denison (The Jesus Lizard), acaba de anunciar sua primeira turnê desde 2013. E eles não estarão sozinhos. A excursão de verão pelo Hemisfério Norte contará com a companhia de peso dos seus parceiros de gravadora (Ipecac Recordings), os lendários Melvins, reeditando uma dobradinha que não acontecia desde 2003. “Um enorme desperdício de tempo e dinheiro” Com o sarcasmo habitual que permeia a carreira de Patton e companhia, a turnê foi batizada de A Huge Waste of Your Time and Money (Um Enorme Desperdício de Seu Tempo e Dinheiro). O retorno aos palcos corrige uma dívida histórica com os fãs. Em 2021, o Tomahawk lançou o excelente álbum Tonic Immobility, mas o grupo foi impedido de cair na estrada devido à pandemia de covid-19. Agora, o motor voltou a girar. “No espírito das Olimpíadas, o Time Tomahawk decidiu se levantar e buscar o ouro mais uma vez”, brincou o guitarrista Duane Denison. “Também competindo estarão nossos parceiros, os Melvins.” Peso dos Melvins Para essa turnê, os Melvins se apresentarão como um quarteto brutal. O icônico frontman Buzz Osborne (King Buzzo) e o baterista Dale Crover ganharão o reforço de Steven McDonald (Redd Kross) e Coady Willis. “Esta turnê é algo óbvio. Mal posso esperar. Uma jornada Melvins/Tomahawk será um stone groove absoluto”, comemorou Buzz. 📅 Datas da turnê do Tomahawk com Melvins (EUA) Infelizmente, por enquanto, a rota contempla apenas os Estados Unidos, começando em julho e terminando em agosto. Aos fãs brasileiros, resta torcer para que o projeto se estenda para a América do Sul no futuro (ou começar a cotar passagens aéreas). Confira a agenda completa:
Rush anuncia cinco shows no Brasil em 2027; veja datas e locais

Pode acreditar, não é um delírio coletivo. O impossível aconteceu. Os ícones Geddy Lee (baixo, teclados, vocais) e Alex Lifeson (guitarra, vocais) confirmaram o retorno do Rush ao Brasil com a histórica Fifty Something Tour. Após o esgotamento imediato de mais de 50 datas na América do Norte, a banda anunciou nesta segunda-feira (23) a extensão da turnê para o Reino Unido, Europa e, para a nossa alegria, América do Sul, quebrando um hiato de 17 anos sem pisar por aqui. No Brasil, a turnê terá proporções colossais. Com produção da 30e, o grupo fará cinco shows entre janeiro e fevereiro de 2027, passando por Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Confira a rota do Rush pelo Brasil em 2027: Homenagem a Neil Peart e a nova formação A turnê é uma grande celebração do legado da banda e, principalmente, da vida do saudoso baterista e letrista Neil Peart. A decisão tem a bênção integral da família de Peart. “Estamos entusiasmadas em apoiar a turnê, celebrando uma banda cuja música ressoou e inspirou fãs por gerações. A musicalidade de Neil era singular. […] Como baterista e letrista, ele era insubstituível. Estamos animadas para ver como essa nova visão se desenvolverá”, declararam Carrie e Olivia Peart (viúva e filha do músico). Para a Fifty Something Tour, a monumental tarefa de assumir as baquetas ficará a cargo da virtuosa baterista, compositora e produtora alemã Anika Nilles (que já tocou com Jeff Beck). O tecladista Loren Gold (The Who) completa a nova escalação. Formato “An Evening With” Se prepare para uma maratona. Os shows seguirão o formato “an evening with” (uma noite com), ou seja, sem bandas de abertura e com o Rush tocando dois sets por noite. Geddy Lee revelou que a banda está ensaiando um catálogo de cerca de 40 músicas, o que permitirá um setlist rotativo, com canções diferentes a cada apresentação. “Esperamos sinceramente que vocês venham celebrar conosco 50 anos da música do Rush, enquanto prestamos a Neil a homenagem que ele tão merecidamente merece”, afirmou o baixista. 🎫 SERVIÇO: RUSH NO BRASIL (2027) Turnê: Fifty Something South American Tour Realização: 30e 📍 CURITIBA Data: 22 de janeiro (sexta-feira) Local: Arena da Baixada 📍 SÃO PAULO Data: 24 de janeiro (domingo) Local: Allianz Parque 📍 RIO DE JANEIRO Data: 30 de janeiro (sábado) Local: Estádio Nilton Santos (Engenhão) 📍 BELO HORIZONTE Data: 1 de fevereiro (segunda-feira) Local: Estádio Mineirão 📍 BRASÍLIA Data: 4 de fevereiro (quinta-feira) Local: Arena BRB Mané Garrincha 💎 EXPERIÊNCIAS VIP (Preços padrão para todas as cidades) 💳 INFORMAÇÕES DE VENDA
New Found Glory lança “Listen Up!”, primeiro álbum em seis anos

O New Found Glory, um dos pilares definitivos do pop-punk mundial, encerrou um hiato de seis anos sem um disco completo de estúdio. O quarteto da Flórida lançou Listen Up!, seu 11º álbum de estúdio e o primeiro lançamento através da gravadora Pure Noise Records. Faltando pouco para completar 30 anos de estrada, Jordan Pundik, Chad Gilbert, Ian Grushka e Cyrus Bolooki provam que ainda têm muita lenha para queimar. Resiliência do New Found Glory e a celebração da vida Listen Up! sucede o EP acústico e reflexivo Make the Most of It (2023) e chega em meio a um período de intensos desafios pessoais para o grupo, em especial, a batalha contínua do guitarrista Chad Gilbert contra um câncer metastático agressivo. Apesar da carga emocional, o disco é, acima de tudo, uma coleção de canções sobre esperança e sobre a sorte de estar vivo. “Queríamos fazer algo que realmente focasse em como somos sortudos”, explicou Gilbert. Esse sentimento transborda em faixas como Beer and Blood Stains, que reflete sobre os primeiros anos da banda e crava, sem meias palavras, o verso: “It’s good to be alive” (É bom estar vivo). O álbum conta com dez faixas. A abertura fica por conta da explosiva Boom Roasted, encerrando com Frankenstein’s Monster. Entre os destaques, estão os singles já conhecidos Treat Yourself e Laugh It Off, além da recém-lançada e grudenta A Love Song. Na estrada: Yellowcard e Warped Tour Com o disco na praça, a banda se prepara para uma verdadeira maratona ao vivo na primavera e no verão do Hemisfério Norte:
Overload Beer Fest acerta com line-up focado em bandas nacionais e apresentação do Obituary

A noite do último sábado (21) ficou marcada para os fãs de música extrema em São Paulo pelo Overload Beer Fest, evento que juntou grandes expoentes do cenário nacional com a apresentação dos norte-americanos e precursores do death metal Obituary. Realizado no Carioca Club, com ingressos esgotados, o evento passou longe de um show de headliner com várias bandas de abertura, mostrando a força da cena brasileira e do metal cantado em português, com as bandas Cemitério, D.E.R., Eskröta e Vulcano. Cemitério Abrindo a noite, o trio liderado por Hugo Golon despejou o seu death metal inspirado em filmes de terror no público que já começava a comparecer no Carioca Club. Com uma boa quantidade de fãs gritando o nome da banda e abrindo as primeiras rodas da noite, a apresentação de cerca de 40 minutos mais do que aqueceu quem estava no local para o que viria a seguir, também deixando muita gente querendo mais. Destaque para a trinca que encerrou a apresentação: Tara Diabólica, Natal Sangrento e Pague Para Entrar, Reze Para Sair, ovacionadas pelo público. D.E.R. No palco do Carioca, o D.E.R. mostrou porque é um dos principais expoentes do grindcore no Brasil. Como pede o estilo, foi a banda mais rápida a tocar no festival em um show direto e sem firulas. As poucas pausas entre uma música e outra serviram tanto para o público quanto para os músicos recuperarem um pouco de ar no local que já começava a ficar bem quente. Destaque para o baterista Barata, que executa primorosamente as milhões de batidas por minuto das músicas da banda enquanto, por vezes, o vocalista Thiago Nascimento parece estar em transe no palco. Eskröta Com a difícil missão de substituir os santistas do Surra, que haviam sido escalados pelo festival, porém cancelaram pouco antes de anunciarem um hiato por tempo indeterminado, a Eskröta apostou não só no som pesado e no setlist baseado principalmente em Blasfêmea, álbum lançado no ano passado, mas também na interação com o público. A mais comunicativa das bandas da noite, principalmente por conta da vocalista Yasmin Amaral, levou até bolas infláveis coloridas para jogar ao público, que respondeu bem e fez coro às falas que reforçaram o posicionamento antifascista e feminista do grupo, já explícito nas músicas apresentadas e em toda a sua discografia. Vulcano Em uma noite que seria coroada com a apresentação de um dos maiores expoentes do death metal norte-americano, nada mais justo do que escalar a banda que é tida como a precursora do metal extremo na América Latina. “Que os portais do inferno se abram”, a icônica frase que marca o início das apresentações dos santistas do Vulcano foi entoada, no sábado, por Angel, o vocalista original que fez participação especial no show, dividindo os vocais com Luiz Carlos Louzada em clássicos como Dominios of Death, Total Destruição e Guerreiros de Satã. A atual formação do Vulcano, sempre ancorada na presença do guitarrista e herói da cena Zhema, fez o show com a segurança de quem já entra com o jogo ganho, focando o setlist nas principais canções da história do grupo, prontamente recebidas por uma casa que já se aproximava da lotação máxima. Obituary encerra o Overload O Carioca Clube ficou lotado e quente para a apresentação dos headliners da noite, que fizeram exatamente o que se esperava deles: um show curto, grosso e brutal. O sempre bom som da casa colaborou para que a as guitarras de Trevor Peres e Kenny Andrews, o baixo de Terry Butler, a bateria de Donald Tardy e, principalmente, os inconfundíveis e agudos guturais do vocalista John Tardy, que ao vivo são adornados por camadas de reverb, batessem no público com a singela força de um acidente de carro. Celebrando 35 anos do seu álbum mais influente, Cause of Death, o setlist não teve diferenças se comparado com o que a banda já vinha tocando na turnê, apresentando uma sucessão de clássicos e deixando de mais ‘recente’ apenas The Wrong Time, do disco Dying of Everything (2023), uma das músicas mais grudentas da banda, se é que existe uma música grudenta no meio da extensa discografia dos floridenses. A apresentação durou cerca de uma hora, o que, no papel, pode parecer pouco, mas é compensado com a intensidade do show. Como ressalva fica a ausência de duas faixas do Cause of Death, que não chegou a ser executado na íntegra, faltando Find the Arise e Memories Remain. Setlist Obituary Redneck StompSentence DayA Lesson in VengeanceThe Wrong TimeInfectedBody BagDyingCause of DeathCircle of the Tyrants (cover do Celtic Frost)Chopped in HalfTurned Inside Out Bis:I’m in PainSlowly We Rot
Michael Monroe lança “Outerstellar”, uma aula de rock de sobrevivência

Em um mundo ideal e justo, Michael Monroe seria uma estrela colossal. Entre 1979 e 1985, como frontman do Hanoi Rocks, ele e seus parceiros finlandeses praticamente inventaram o visual hair metal e o hard rock glamouroso e caótico antes mesmo das bandas americanas dominarem a MTV. O destino, porém, foi cruel: quando o aclamado álbum Two Steps From The Move (1984) prometia o estrelato global, o baterista Razzle morreu em um trágico acidente de carro dirigido por Vince Neil (Mötley Crüe), levando ao fim precoce da banda. Mas Monroe nunca parou. Décadas depois, aos 63 anos, ele nos entrega Outerstellar, um de seus melhores e mais variados trabalhos solo. Uma banda, não apenas músicos de aluguel para acompanhar Michael Monroe Para quem acompanha a carreira solo do finlandês, o nível de excelência não é surpresa. Ele mantém a mesma formação estelar há mais de uma década: os velhos parceiros Sami Yaffa (baixo, ex-Hanoi Rocks) e Steve Conte (guitarra, ex-New York Dolls), além de Rich Jones e Karl Rockvist. Essa coesão fica evidente. A banda se tornou uma unidade muito mais afiada e musculosa com o passar dos anos, criando um som distinto que não se apoia apenas na nostalgia, mas no realismo e na paixão. Destaques de “Outerstellar” Se a performance vocal de Monroe sempre balançou entre a bravura rasgada do punk e a narrativa comovente, a musicalidade de Outerstellar acompanha essa ambição sem nunca soar pedante. Aos 63 anos, ele não tem medo de arriscar:
Yungblud lança “Idols II” e celebra a vida no novo capítulo de sua saga

O dia finalmente chegou. Coroando a semana mais vitoriosa de sua carreira após fazer história no Grammy, Yungblud liberou nesta sexta-feira (20) a aguardada segunda parte de seu formidável álbum conceitual. Idols II já está disponível em todas as plataformas via Island Records/Locomotion. Para acompanhar a chegada do disco, o britânico também lançou um poderoso visualizer animado para a faixa-foco do projeto, Suburban Requiem. Celebração da sobrevivência em Idols II Se a primeira parte do projeto (lançada em junho de 2025) serviu para que o artista de 28 anos recuperasse sua identidade no momento mais sombrio de sua vida, o novo disco é o oposto: é uma injeção de adrenalina pura. “A Parte 2 é sobre perceber que estou vivo, que sou real, que essa jornada em que estive não me matou”, compartilhou Yungblud. “É sobre perceber que você pode se sentir invencível quando realmente sente a si mesmo. É sobre compreender que meu coração está batendo e que meus pulmões estão se enchendo de ar.” Além de Suburban Requiem, o disco traz outras cinco faixas inéditas e, claro, a já celebrada e indicada ao Grammy Zombie, que conta com a colaboração monumental do The Smashing Pumpkins. Ano de ouro do “Príncipe do Rock” O lançamento de Idols II consolida uma era de ouro para o artista de Yorkshire: Para os colecionadores de plantão, uma edição física definitiva chamada Idols (Complete) (com vinil duplo de 180g e CD reunindo as 19 faixas de ambas as partes) já está em pré-venda, assim como uma versão em vinil transparente prateado exclusiva de Idols II.
Mumford & Sons lança “Prizefighter” com Hozier e Chris Stapleton

A cera do aguardado álbum Rushmere mal teve tempo de secar e o Mumford & Sons já ataca novamente nesta sexta-feira (20). Chegando logo na sequência, Prizefighter é um disco que não pede licença e já chega quebrando expectativas logo nos primeiros segundos. Curiosamente, quando você dá o play, não é a voz familiar de Marcus Mumford que te recebe. Quem abre os trabalhos é o gigante vencedor de múltiplos Grammys, Chris Stapleton, que empresta seu peso country-blues à faixa de abertura, “Here”. Convidados de luxo em Prizefighter E os pesos-pesados não param por aí. Hozier espalha sua magia em Rubber Band Man, soando tão em sintonia com a banda que perfeitamente poderia ser um quarto irmão Mumford. O álbum também abre espaço para a nova geração: Gigi Perez (colega de gravadora) entrega uma performance maravilhosa em Icarus, enquanto a estrela pop-folk Gracie Abrams ilumina a faixa Badlands, criando uma mistura cultural que soa como um filme de Terrence Malick para o século 21. Mão de Aaron Dessner e a energia do estúdio Na cadeira de produtor, temos Aaron Dessner (The National), que já havia trabalhado com a banda no disco Wilder Mind. Aqui, ele captura de forma brilhante o caráter fluido e ágil das sessões de gravação. É possível sentir uma atmosfera de “poucos takes” e muita diversão transbordando em faixas como The Banjo Song e Run Together. Baladas cruas e euforia alt-rock No meio do disco, a dupla de baladas indie-folk Alleycat e a faixa-título Prizefighter se destacam por serem cruas, diretas e francamente honestas. Já Begin Again resgata aquele alt-rock eufórico que o Mumford & Sons faz com os pés nas costas. Para fechar a obra, Clover surge como uma ode pastoral ao contentamento e à serenidade da vida doméstica, trazendo os trabalhos para uma conclusão extremamente satisfatória. Ouça Prizefighter: