Face to Face celebra 35 anos de carreira na We Are One Tour, com Satanic Surfers, Pulley e Ways Away

O Face to Face, banda californiana que ajudou a moldar o punk melódico dos anos 1990, celebra 35 anos de carreira como principal atração da We Are One Tour 2027, a maior turnê de punk rock da América Latina com realização da Solid Music Ent, ao lado dos suecos do Satanic Surfers, dos californianos do Pulley e do supergrupo de punk/hardcore Ways Away, que desembarca pela primeira vez no continente. A turnê será entre 7 e 19 de abril com datas em Porto Alegre/RS, Florianópolis/SC, Curitiba/PR e São Paulo/SP antes de seguir para Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), San José (Costa Rica), Cidade do Panamá (Panamá) e Cidade do México (México). Ingressos estão à venda a partir das 17h no site da 101 Tickets. No Brasil, a turnê começa na quarta-feira, 7 de abril, em Porto Alegre (Espaço Marin). No dia 8 segue para Florianópolis (John Bull) e no dia 9 para Curitiba (Tork n’ Roll). A etapa brasileira termina no sábado, 10 de abril, em São Paulo (Audio). Face to Face Formado em 1991 em Victorville, na Califórnia, pelo vocalista e guitarrista Trever Keith, o Face to Face ganhou projeção com “Disconnected”, música que entrou em alta rotação na rádio KROQ, de Los Angeles, e foi parar na trilha do filme “Tank Girl”. Com “Don’t Turn Away” (1992), “Big Choice” (1995) e o disco homônimo de 1996, a banda ajudou a definir o punk melódico californiano dos anos 1990 e dividiu a estrada com Offspring, NOFX e Lagwagon. O Face to Face encerrou as atividades em 2004, com uma turnê de despedida que teve o My Chemical Romance na abertura, mas a banda voltou em 2008 e, desde então, lançou cinco discos de estúdio. Em 2015, o Face to Face retornou à Fat Wreck Chords, selo que havia lançado o single original de “Disconnected”. A formação atual tem Keith, o baixista Scott Shiflett (na banda desde 1995), o guitarrista Dennis Hill e o baterista Danny Thompson. Foi com ela que a banda gravou “No Way Out But Through” (Fat Wreck Chords, 2021), produzido por Siegfried Meier e mixado no Blasting Room, nos Estados Unidos. Keith considera esta a melhor formação da história da banda, e a imprensa especializada recebeu o disco como retrato do Face to Face em sua melhor forma. Satanic Surfers Formado em 1989 em Lund, no sul da Suécia, o Satanic Surfers integrou a geração que levou o skate punk escandinavo ao mundo nos anos 1990, ao lado de Millencolin e No Fun At All. A marca da banda se definiu em 1995, quando o baterista Rodrigo Alfaro assumiu os vocais sem largar as baquetas, arranjo que seria provisório e acabou virando identidade. Pela Burning Heart Records, lançou “Hero of Our Time”, que passou de 60 mil cópias vendidas, “666 Motor Inn” e “Going Nowhere Fast”. No período, excursionou com Millencolin, Lagwagon e Good Riddance pela Europa, pelo Canadá e pela Austrália. Em 2000, depois de voltar à Bad Taste Records, fez 32 shows pela Europa, 25 deles esgotados. A banda encerrou as atividades em 2007. A volta veio em 2015, a convite do festival canadense Amnesia Rockfest. Em 2018 saiu “Back From Hell”, primeiro disco de inéditas em 13 anos, que a revista britânica Mass Movement descreveu como uma versão ainda mais acelerada do que a banda sempre foi. Desde 2019, Alfaro voltou a cantar atrás da bateria, como na fase clássica, ao lado de Magnus Blixtberg, Max Huddén e Andy Dahlström. Pulley O Pulley é uma das bandas que formaram o catálogo de punk melódico da Epitaph Records nos anos 1990. Surgiu em Simi Valley, na Califórnia, com o vocalista Scott Radinsky, ex-Ten Foot Pole, que conciliou a banda com 11 temporadas como arremessador da MLB, a principal liga de beisebol dos Estados Unidos. Na formação original estava o baixista Matt Riddle, ex-Face to Face. Pela Epitaph, a banda lançou cinco discos entre 1996 e 2004, de “Esteem Driven Engine” a “Matters”, com um skate punk rápido e direto, guiado por refrões feitos para cantar junto. O lançamento mais recente é um split de 2025 com o Fire Sale, banda atual de Riddle. Ways Away A banda é um supergrupo que surgiu em Los Angeles em 2019, do encontro entre Jesse Barnett, vocalista do Stick to Your Guns, e Sergie Loobkoff, guitarrista do Samiam e do Knapsack, nomes de gerações diferentes do hardcore e do punk melódico norte-americano. Completam a formação o baterista Jared Shavelson, com passagens por BoySetsFire e Joyce Manor, e o baixista Chad Darby. Com ironia, o Ways Away se apresenta como quatro caras que já fazem bandas há tempos e resolveram fazer mais uma. O som do Ways Away fica entre o punk melódico e o post-hardcore, com guitarras à frente e refrões grandes. Ele alterna faixas rápidas e sujas com outras mais melódicas e introspectivas. A guitarra de Loobkoff carrega a herança do Samiam, e a voz rouca de Barnett, vinda do hardcore, dá peso a ela. A crítica costuma aproximar a banda do indie punk e do emo dos anos 1990, na linha de Samiam, Knapsack e Texas Is the Reason. SERVIÇO We Are One Tour 2027 em Porto Alegre/RSData: 7 de abril de 2027 Local: Espaço Marin (Rua Professora Cecy Cordeiro Thofehrm, 413) Ingressos We Are One Tour 2027 em Florianópolis/SCData: 8 de abril de 2027 Local: John Bull (Avenida das Rendeiras, 1046) Ingressos We Are One Tour 2027 em Curitiba/PRData: 9 de abril de 2027 Local: Tork n’ Roll (Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1695) Ingressos We Are One Tour 2027 em São Paulo/SPData: 10 de abril de 2027 Local: Audio (Avenida Francisco Matarazzo, 694) Ingressos

U2 confirma retorno ao Brasil em 2027 com dois shows no MorumBIS e abertura de Beck

Marcando a volta aos estádios após quase oito anos e celebrando 50 anos de história: o U2 anunciou a turnê mundial Carnaval De Luz Presents: The Greatest Show On Earth para 2027. A excursão do U2 traz Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. de volta ao Brasil para duas apresentações exclusivas no MorumBIS, em São Paulo, nos dias 10 de março (quarta-feira) e 12 de março (sexta-feira). O giro latino-americano contará com o cantor e multi-instrumentista norte-americano Beck como convidado especial responsável pelos shows de abertura. Além da capital paulista, a rota no continente contempla apenas passagens pela Cidade do México e Buenos Aires. A realização no Brasil é da Live Nation Global Touring, com apresentação do Santander Brasil e apoio do Metrô de São Paulo. Os ingressos serão comercializados com exclusividade pela plataforma Ticketmaster Brasil. Novo álbum “Carnaval De Luz” e single inédito com Brian Eno A turnê promove Carnaval De Luz, 16º álbum de estúdio do quarteto irlandês e o primeiro com material inteiramente inédito em nove anos, com lançamento mundial marcado para o dia 13 de novembro de 2026 pela Island Records. Produzido por Jacknife Lee, o disco reúne 12 faixas que cruzam a experimentação sonora à maturidade composicional do grupo: Sobre o desafio de batizar a nova turnê como “O Maior Espetáculo da Terra”, o quarteto declarou em comunicado conjunto: “‘The Greatest Show On Earth’? Agora isso é um desafio. É um desafio para nós mesmos, tanto quanto para qualquer um, tentar fazer com que seja a melhor noite da vida de alguém. Um pouco de showman, um pouco de xamã, uma explosão de cores, guitarra insana, baixo e bateria, e melodias às quais você pode se apegar. Porque se as pessoas vão comparecer, nós certamente iremos.” U2 no Brasil marca a volta aos estádios após o marco da Sphere em Las Vegas Reconhecido historicamente por reinventar o entretenimento ao vivo, desde a revolucionária ZOO TV (1991) e a colossal estrutura da 360° Tour até a temporada visionária de 40 noites com ingressos esgotados que inaugurou a Sphere, em Las Vegas, o U2 não se apresentava em estádios abertos desde 15 de dezembro de 2019, data em que encerrou a aclamada The Joshua Tree Tour em Mumbai, na Índia. No espetáculo de 2027, o grupo promete unir monumentalidade visual a uma dinâmica intimista, revisitando cinco décadas de sucessos ao lado das faixas de Carnaval De Luz. Datas da turnê latino-americana do U2 (com Beck), incluindo Brasil Vendas de ingressos, pré-Venda Santander e setores A venda de ingressos para os shows no Brasil será escalonada pela Ticketmaster: Tabela de preços e setores do U2 no Brasil Setor Meia-Entrada Inteira Arquibancada R$ 345,00 R$ 690,00 Pista R$ 395,00 R$ 790,00 Cadeira Superior R$ 660,00 R$ 1.320,00 Cadeira Inferior R$ 695,00 R$ 1.390,00 Pista Premium A R$ 775,00 R$ 1.550,00 Pista Premium B R$ 775,00 R$ 1.550,00 Gold Circle R$ 875,00 R$ 1.750,00 Red Zone (Ingresso + Pacote VIP)* R$ 2.255,00 R$ 3.000,00 *O pacote Red Zone inclui área VIP exclusiva em pé delimitada na lateral do palco com capacidade limitada, sorteio para visita aos bastidores antes do show e destinação de parte da arrecadação ao Fundo Global da iniciativa (RED) no combate à AIDS. Serviço | U2 em São Paulo (março de 2027)

Entrevista | Thera – “Há muito mais confiança e segurança pessoal de que sei o que estou fazendo”

Aos 19 anos e recém-formada no ensino médio, a cantora e compositora tcheca Thera vive a transição mais decisiva de sua carreira. Revelada na internet ainda no início da adolescência diretamente de seu quarto em Praga, a artista agora consolida passos mais ambiciosos no cenário pop internacional com o lançamento de Heartless Romance, faixa que dita o tom estético e temático de uma fase mais confiante e provocativa. Produzida em parceria com nomes tarimbados do pop global como Jake Erickson e Toru, a nova faixa de Thera combina batidas encorpadas com influências de hip-hop e uma atmosfera dançante, servindo de cartão de visitas para o segundo álbum de estúdio da artista. Em conversa exclusiva com o Blog n’ Roll, Thera conta que teve certeza imediata da escolha assim que deixou a sala de gravação, guiada por uma intuição forte e pelo desejo de transformar sentimentos conflitantes em música de pista. Na entrevista, a artista reflete com franqueza sobre a dinâmica por trás da letra, que aborda a vulnerabilidade de relações modernas presas entre a amizade e o compromisso real. Sem filtros, Thera explica como tem usado a composição como diário aberto para falar de experiências reais, conectando-se diretamente a uma geração de ouvintes que cresce junto com ela. Além dos bastidores criativos e do desafio inusitado de batizar o novo disco, que já conta com 11 das 13 faixas finalizadas, Thera relembra a trajetória improvável de furar a bolha da cena musical de seu país cantando em inglês. A nova fase também marca sua estreia com coreografias e performances de dança, ampliando o repertório visual e de palco. Confira entrevista abaixo. Heartless Romance marca o início de um capítulo totalmente novo na sua carreira. O que te deu a certeza imediata de que essa faixa precisava ser o cartão de visitas dessa nova era, Thera? Essa é uma das melhores perguntas, porque eu sei que já disse várias vezes que, quando saí do estúdio, sabia que Heartless Romance seria a primeira. Foi uma intuição muito forte. Ao longo dos anos, aprendi a confiar nisso, porque componho todas as minhas músicas e elas vêm genuinamente do coração. Foi simplesmente algo que senti que era o certo; eu conseguia visualizar os elementos de dança, conseguia imaginar tudo. Então pensei: “Essa parece ser a primeira prévia de tudo o que está por vir”, porque escrevemos Heartless Romance enquanto estávamos compondo o álbum inteiro. Estava convicta: “É essa, e ninguém vai me fazer mudar de ideia”. Eu estava determinada de que era essa e que iríamos com ela. A faixa carrega uma atmosfera mais sombria, temas marcantes e batidas pesadas com influência de hip-hop. Como você descreveria a evolução do seu som desde os seus trabalhos de estreia até onde você está agora? Acho que diria simplesmente que está mais maduro e confiante. Escrevi algumas das minhas primeiras músicas quando tinha 12 ou 13 anos. Aquela garota não sabia que iria lançar músicas e compartilhá-las com o mundo todo. Então acho que agora não sou necessariamente mais cautelosa, mas simplesmente tenho mais noção do que estou fazendo. Eu componho muito, e boa parte não é lançada, porque meu processo atual é: escrevo bastante e depois vejo o que realmente quero lançar. Mas acredito que com todas as faixas que estão por vir, não só Heartless, mas todas as próximas, há muito mais confiança e segurança pessoal de que sei o que estou fazendo. Provavelmente não sei tudo, mas estou bem mais segura disso agora. Thera, na letra você mergulha naquela zona cinzenta de ser mais do que amigos, mas menos do que namorados. Essa dinâmica emocional veio de uma experiência pessoal ou de observar como os relacionamentos modernos funcionam? Veio de uma experiência pessoal. Quase todas as minhas músicas nascem de coisas pelas quais passei ou estou passando. Eu realmente queria muito escrever Heartless. É sobre uma situação pessoal que, de certa forma, ainda estou vivenciando. Mas realmente não queria que a música soasse pesada ou negativa, e é por isso que ela é mais dançante e pop. Justamente porque acho que, por mais complicada que a situação possa ser, também acaba sendo meio divertida. Então pensei: “Quer saber? Vamos escrever uma música chamada Heartless Romance“, e fomos em frente. Há uma vulnerabilidade crua em cantar sobre alguém que te deseja muito, mas hesita em se comprometer de verdade. Como é transformar sentimentos tão conflitantes, atração e frustração, em uma faixa pop tão dançante e contagiante? Sinceramente, eu adoro. Acho que a parte mais divertida para mim ao compor é, claro, ter uma história para contar, mas principalmente ver a faixa ganhar vida por si só. Sinto que a música retrata muito bem os altos e baixos e o que passa pela sua cabeça quando você está vivendo essa situação. É sempre muito legal ver de onde eu talvez comece com a música e onde conseguimos chegar com ela. Acho que ela traduz essa situação perfeitamente, então estou muito feliz com o resultado. Para essa faixa você colaborou com Jake Erickson, que tem um histórico impressionante no pop internacional. Como foi a química de vocês no estúdio e o que ele trouxe para o projeto que expandiu a sua visão artística? No primeiro dia com o Jake, fiquei muito, muito intimidada, porque a reputação dele o precede e ele trabalhou em faixas inacreditáveis. Então, só de estar na mesma sala com ele e dizer “beleza, vamos criar uma música juntos pela primeira vez” já foi incrível. Na verdade, fizemos nossa primeira faixa em novembro passado, então faz quase um ano. Mas, desde então, adorei trabalhar com ele. O Jake me desafia muito como artista, especialmente na parte vocal, até de maneiras que eu mesma não percebia. Ele vive me pedindo harmonias mais agudas e coisas do tipo, e eu sempre digo: “Não vai sair mais nada, não consigo ir mais alto!”. Mas no fim sempre sai. É maravilhoso ter alguém que sabe como te incentivar e como fazer você evoluir, gravando melhor mesmo

Fuzz Fest reúne gerações do HC e punk em Santos com Garage Fuzz, Zander, The Bombers e Seaport

A banda santista Garage Fuzz confirmou a edição de 2026 do tradicional Fuzz Fest. Conhecido como a grande “festa da firma” do hardcore, o evento acontece no dia 18 de dezembro de 2026 (sexta-feira), a partir das 20h, no Rusbé. O cartaz desta edição coloca no mesmo palco duas instituições históricas do circuito independente nacional, o peso veterano da capital fluminense e a força da novíssima safra do rock santista. O line-up oficial reúne o anfitrião Garage Fuzz, os cariocas do Zander, os conterrâneos do The Bombers e a estreia da banda Seaport no festival. Os ingressos do lote promocional já foram liberados e podem ser garantidos através da plataforma Sympla. Garage Fuzz e The Bombers celebram mais de três décadas de estrada O Fuzz Fest promove um reencontro emblemático para a história do hardcore caiçara. Tanto o Garage Fuzz quanto o The Bombers surgiram na efervescente primeira metade dos anos 1990 em Santos, ajudando a colocar a cidade na rota definitiva da música alternativa do continente. O Garage Fuzz chega após a repercussão de seus lançamentos mais recentes de estúdio e a recepção fervorosa de trabalhos como o elogiado EP Powerplant, reafirmando por que segue como um dos pilares mais respeitados e influentes da cena autoral brasileira. Já o The Bombers, que celebrou recentemente três décadas de atividades ininterruptas dedicadas ao punk rock, vem embalado por um dos momentos mais marcantes de sua trajetória: a conclusão de sua primeira turnê internacional. A circulação histórica passou por palcos da Argentina e do Uruguai, além de rodar com datas consagradas pela Região Sul do Brasil, cruzando cidades do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul antes do desembarque apoteótico em casa. Zander em solo caiçara e o peso de “Em Carne Viva” Outro grande destaque do line-up é o Zander. Liderado por Gabriel Zander, o quarteto carioca construiu uma sólida relação de amizade e cumplicidade com os palcos santistas e traz na bagagem a potência de suas composições confessionais e viscerais. O público santista poderá conferir de perto as faixas do catálogo recente do grupo, que teve como marco de inéditas o contundente álbum Em Carne Viva, trabalho aclamado pela crítica que traduziu cicatrizes, desabafos e a densidade instrumental característica do post-hardcore nacional, além de hinos consagrados que marcaram a formação de uma legião de fãs pelo país. Seaport representa a nova geração do underground Completando o quarteto de atrações e debutando no Fuzz Fest, a banda santista Seaport chega representando o frescor e a maturidade da nova geração. Formada em Santos, a banda transita com personalidade por post-punk, art punk, indie e shoegaze. O grupo construiu uma discografia sólida em curto intervalo, com três álbuns, incluindo o mais recente, Folded in Four (2026), lançado pelo selo Baratos Afins. Serviço | Fuzz Fest 2026 em Santos

Gang of Four retorna ao Brasil em março de 2027 com shows em São Paulo e Curitiba

O Gang of Four, um dos nomes fundamentais do pós-punk britânico, anunciou dois shows no Brasil em março de 2027. A banda se apresenta no Cine Joia, em São Paulo, no dia 13, e no Cine Lido, em Curitiba, no dia 14. As apresentações, realizadas pela Maraty e Powerline Music & Books, abrem uma turnê sul-americana que também passará por Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile. A confirmação acontece pouco mais de um ano depois de o grupo anunciar a turnê de despedida “The Long Goodbye”, realizada em 2025. Na ocasião, os fundadores Jon King e Hugo Burnham indicaram que aquela seria a última grande excursão da banda. Posteriormente, King esclareceu que a despedida dizia respeito às turnês extensas, e não ao encerramento definitivo das atividades do Gang of Four. A formação que desembarca no Brasil reúne Jon King nos vocais e Hugo Burnham na bateria, acompanhados por Gail Greenwood, conhecida pelos trabalhos com Belly e L7, no baixo, e Ted Leo, do Ted Leo & The Pharmacists, na guitarra. Em abril de 2026, o quarteto lançou “NO KINGS HERE!”, primeira música inédita dessa configuração, produzida por Nick Launay. Formado em Leeds, na Inglaterra, em 1976, o Gang of Four ajudou a estabelecer as bases do pós-punk ao combinar a urgência do punk rock com elementos de funk e dub. Seu álbum de estreia, “Entertainment!” (1979), tornou-se uma das principais referências do gênero e aparece na lista dos 500 maiores discos de todos os tempos da Rolling Stone. O trabalho abriu caminho para lançamentos como “Solid Gold” (1981) e “Songs of the Free” (1982). A influência do grupo atravessou gerações e chegou a artistas como R.E.M., Red Hot Chili Peppers, Nirvana e Rage Against the Machine. No Brasil, a banda também deixou marcas importantes: Dado Villa-Lobos, da Legião Urbana, já reconheceu a influência do guitarrista Andy Gill na construção de “Ainda é Cedo”. Gill, que morreu em 2020, chegou a participar de um tributo aos 30 anos da Legião Urbana, realizado em São Paulo em 2012. Durante a turnê de 2025, o Gang of Four apresentou “Entertainment!” na íntegra, seguido por um segundo bloco de músicas de diferentes fases da carreira. O retorno ao Brasil oferece uma nova oportunidade de acompanhar o repertório de uma banda cuja mistura de guitarras angulares, ritmos dançantes e letras de crítica social permanece influente quase cinco décadas depois de sua formação. Serviço – Gang of Four no Brasil São Paulo Curitiba

Lollapalooza Brasil 2027 detalha programação diária e inicia venda do Lolla Day com mais de 70 atrações

A organização do Lollapalooza Brasil 2027 divulgou a divisão completa de suas atrações por dia. O evento acontece nos dias 19, 20 e 21 de março de 2027, no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo. Com o anúncio da escala diária, foram abertas oficialmente as vendas do Lolla Day, modalidade que garante acesso a uma data individual do festival. As entradas estão disponíveis no site da Ticketmaster Brasil (com incidência de taxa de conveniência de 20%) e na bilheteria física oficial no Shopping Ibirapuera, isenta de taxas de serviço. O Lolla Pass, válido para os três dias de programação, segue disponível para compra. Programação detalhada por dia Sexta-feira, 19 de março de 2027 O dia inaugural coloca em primeiro plano a força do rap global, o peso de pistas eletrônicas consagradas e a inventividade do underground nacional: Sábado, 20 de março de 2027 A segunda data celebra o diálogo entre o rock de grandes arenas, projetos solos históricos e novas assinaturas das pistas brasileiras: Domingo, 21 de março de 2027 O fechamento do festival une a vanguarda do pop mundial, o pós-punk contemporâneo e encontros emblemáticos da música popular brasileira: Modalidades de ingressos, condições Bradesco e setores Os ingressos do Lolla Day contemplam os setores Lolla Pista, Lolla Comfort by Bradesco (área com vista privilegiada, áreas de descanso, banheiros e bares dedicados) e Lolla Lounge by Vivo (área premium com serviço de open food, open bar e transporte exclusivo): Serviço | Lollapalooza Brasil 2027

Tosco transforma a hiperconexão em fúria em Conectados Até o Nosso Fim

Questionando a vigilância voluntária, o rastro digital e a superexposição nas redes sociais por meio de riffs cortantes e velocidade sem concessões, a banda santista Tosco lançou nas plataformas de streaming o single Conectados Até o Nosso Fim. A faixa dá título e antecipa os caminhos de seu quarto álbum de estúdio, com lançamento marcado para 30 de outubro de 2026. O lançamento chegou acompanhado de um lyric video internacional veiculado pelo prestigiado canal Hardcore Worldwide, além de trazer no lado B uma homenagem direta às raízes do grupo: uma versão avassaladora de A Lesson in Violence, clássico seminal do Exodus. A faixa pode ser ouvida no Spotify através do link e o lyric video já está disponível no YouTube (confira abaixo). A servidão voluntária aos algoritmos e à inteligência artificial Com quase uma década de estrada, três álbuns cheios, EP e disco ao vivo, o quarteto de Santos finca o pé no thrashcore cantado em português para destrinchar um dos maiores paradoxos contemporâneos: o aprisionamento digital promovido pelo avanço das redes e da inteligência artificial. Para o vocalista e letrista Osvaldo Fernandez, o debate parte de um monitoramento que não precisa mais de coerção externa: “Hoje, a gente não precisa mais ser perseguido para ser monitorado: fazemos isso sozinhos e ainda entregamos tudo de bandeja. Estamos conectados o tempo inteiro, e talvez nem a morte seja capaz de nos desconectar”, provoca o vocalista. Musicalmente, a identidade do Tosco funde o peso arrastado e cru do Black Sabbath à palhetada veloz da Bay Area californiana (Slayer, Testament, Exodus), amarrada com a urgência e a contestação política do hardcore punk. A versão de A Lesson in Violence reforça essa escola oitentista que forjou a bagagem dos integrantes. “O Exodus e todas as bandas de Thrash Metal daquela época fazem parte da nossa formação desde moleques. ‘A Lesson in Violence’ é uma forma de deixar isso explícito: nossas influências não estão apenas nas referências, estão no nosso DNA”, pontua o guitarrista e compositor Ricardo Lima. Quarto álbum chega em 30 de outubro com arte de Jean Michel Agendado para o fim do mês, o álbum Conectados Até o (Nosso) Fim promete ser o capítulo mais virulento e agressivo da discografia da banda. As letras exploram temáticas urgentes como cultura do cancelamento, polarização política, fraudes digitais, relações utilitaristas e a corrosão do tecido social no ambiente hiperconectado. A parte técnica e visual do disco reúne nomes consagrados da cena mundial:

Capital Inicial lança minissérie documental nas redes sociais e prepara grande anúncio

O Capital Inicial iniciou a exibição de uma minissérie documental em suas redes sociais oficiais (Instagram e YouTube). Composta por quatro episódios, a produção resgata marcos fundamentais da trajetória do quarteto de Brasília enquanto conduz o público para o desfecho de uma misteriosa contagem regressiva. O mistério teve início durante a passagem apoteótica da banda pelo Rock in Rio, onde o grupo foi uma das principais atrações como headliner do Palco Sunset. Ao final do espetáculo, os telões do festival exibiram um QR Code que direcionava para a página especial, dando a largada para uma contagem de 66 dias com a promessa de apresentar o acontecimento mais marcante de toda a sua história artística. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Capital Inicial (@capitalinicial) Dos “Garotos de Brasília” ao clímax em novembro A série audiovisual funciona como uma ponte entre as raízes do pós-punk oitentista da capital federal e os próximos passos da banda. O primeiro capítulo já está disponível e revisita a gênese do grupo, sob o título de “Garotos de Brasília”. O cronograma completo dos lançamentos digitais segue as seguintes datas: O vocalista Dinho Ouro Preto destacou o clima de superação e suspense que cerca esse momento do quarteto: “Quando a gente pensa que em mais de 40 anos de carreira não tem como superar as expectativas, a gente sempre acha uma maneira de se superar. E acho que os fãs vão vibrar com a gente no dia do anúncio”, adianta Dinho. Turnê “Música Urbana” e momento histórico A contagem regressiva acontece em paralelo ao sucesso da turnê Música Urbana, espetáculo que já ultrapassa a marca de 40 apresentações pelo país, lotando arenas, casas de espetáculo e os principais festivais de música do Brasil. O anúncio oficial, marcado para 9 de novembro, encerra semanas de especulação entre fãs e imprensa sobre novos passos discográficos, grandes projetos audiovisuais ou turnês comemorativas de grande porte.

limmbo abraça distorção e encara o medo do fim em “wandering ghost”

O cantor, compositor e multi-instrumentista santista limmbo lançou nas plataformas de streaming o single inédito wandering ghost. Trata-se do segundo lançamento do artista pela Casalago Records, dando sequência aos preparativos para o seu próximo álbum de estúdio, ainda sem data oficial anunciada. Guardada desde meados de 2022, período posterior ao isolamento da pandemia em que o músico enfrentou a sensação constante e angustiante de que poderia morrer a qualquer momento, a composição personifica a figura de um “fantasma andarilho” que vaga carregando frustrações, projetos interrompidos e desejos não concretizados. A faixa já pode ser ouvida nos tocadores digitais via found.ee/wanderingghost, acompanhada de lyric video oficial. O fantasma errante diante da vida adulta A lírica de “wandering ghost” constrói uma narrativa sufocante: noites sem ar, dores de cabeça intermináveis e sonhos de queda refletem a apreensão diante do tempo que escorre. No refrão, o contraste se acentua quando o sol nasce e a voz engasga frente a oportunidades perdidas, culminando em uma reflexão aberta na ponte da faixa (“Eu não deveria dar tudo de mim agora? Todo o meu coração, corpo e alma?”). Guitarras pesadas, synths flutuantes e método 100% DIY Musicalmente, “wandering ghost” marca a faceta mais pesada e enérgica já gravada por limmbo. Em contraste com versos mais intimistas, o arranjo explode em guitarras distorcidas com riffs em primeiro plano, bateria potente, camadas de sintetizadores etéreos e vocais rasgados no refrão, bebendo diretamente nas referências das fases mais pesadas de bandas como Fresno e Paramore. O trabalho foi desenvolvido sob a ótica do “faça você mesmo” (DIY): Do quarto à Casalago Records: a trajetória de limmbo Com apenas 25 anos, o compositor começou sua história na música aos 12, compondo antes mesmo de dominar os acordes no violão. Seu pop punk, indie e rock alternativo dialogam com nomes como The Cure, Fall Out Boy, Beabadoobee, Paramore e Fresno, abordando temas urgentes da juventude contemporânea como identidade, sexualidade, autoimagem e saúde emocional. Antes de assumir a alcunha atual, o artista lançou de forma independente o EP A Few Thoughts in a New Year’s Eve (2019) e os álbuns nineteen (2021) e i care about what you think of me (2025), cujo clipe de dancing with wolves foi selecionado e exibido na Mostra Videoclipe Caiçara do 23º Curta Santos. Rebatizado oficialmente como limmbo em 2026 com sua entrada na Casalago Records, o santista estreou a nova fase em setembro com o single glitter eyes, abrindo caminhos para o disco cheio que consolidará essa nova maturidade rítmica e conceitual.