Aléxia registra energia do palco em clipe de “I Don’t Wanna Die” com participação de Mi Vieira

A cantora e compositora Aléxia segue ampliando o alcance de seu álbum de estreia, Garra, com o lançamento do clipe de “I Don’t Wanna Die”, uma das faixas mais intensas do trabalho. O vídeo, que conta com a participação de Mi Vieira, vocalista da banda Gloria, foi gravado durante o show de lançamento do disco no Manifesto Bar, em São Paulo, apostando na força da performance ao vivo para traduzir a mensagem da música. Com captação, direção e edição assinadas por Vitor Duik e Allan Toledo, o clipe abandona a estética mais produzida dos lançamentos anteriores para focar na conexão entre artista, banda e público. As imagens registram a intensidade da apresentação e destacam a participação de Mi Vieira, um dos convidados especiais da noite. Segundo Aléxia, a escolha pelo formato surgiu justamente da vontade de capturar a energia que só o palco é capaz de proporcionar. “I Don’t Wanna Die” aborda temas como arrependimento, dor emocional e resistência diante de momentos de esgotamento. A composição explora sentimentos profundos sem abrir mão da melodia, construindo uma narrativa que transita entre vulnerabilidade e superação. O refrão em inglês nasceu de uma inspiração direta em “I Wanna Be”, clássico de Pitty, e reflete o interesse da artista em combinar diferentes idiomas para ampliar o alcance da mensagem. Musicalmente, a faixa reúne influências de metal moderno, metalcore, dark pop e rock, reforçando a identidade construída ao longo de Garra. O time de músicos inclui Tom Vicentini nos teclados, Guga Valência na bateria, Léo Aoyagui no baixo e Gustavo Campos na guitarra e produção musical. Já a gravação, mixagem e masterização ficaram sob responsabilidade de Alê Gaiotto, vencedor do Grammy Latino. Gravado integralmente no estúdio Gargolândia, em Alambari, interior de São Paulo, o álbum de estreia apresenta uma artista interessada em equilibrar peso sonoro, melodias marcantes e experiências pessoais. O disco também carrega a influência da trajetória de Aléxia no interior paulista, uma vivência que, segundo ela, exigiu persistência para superar a distância dos grandes centros e construir uma carreira na música. Com quatro anos de estrada e mais de 400 apresentações realizadas, Aléxia chega a esta fase respaldada por uma trajetória consistente nos palcos. A artista venceu a seletiva Sudeste do Porão do Rock 2025, conquistou o 23º Festival de Rock de Indaiatuba, abriu a turnê brasileira do The Calling e já dividiu eventos com nomes como CPM 22, Stone Temple Pilots, Nando Reis e Detonautas. O novo clipe reforça esse momento de crescimento e apresenta uma artista cada vez mais confortável em transformar experiências pessoais em canções de grande impacto emocional.
Madonna transforma novo álbum em experiência cinematográfica com participação de jogador brasileiro

Poucas artistas conseguem transformar o lançamento de um disco em um acontecimento multimídia. Mais de 40 anos após revolucionar a cultura pop, Madonna volta a expandir os limites entre música, esporte cinema e arte visual com CONFESSIONS II – O Filme, curta-metragem que acompanha as seis primeiras faixas de seu aguardado novo álbum, Confessions II. O projeto estreou durante a 25ª edição do Tribeca Festival e já está disponível no YouTube com a participação do jogador João Pedro, deixado de fora da Copa do Mundo por Carlo Ancelotti. Com direção do coletivo TORSO e direção musical de Stuart Price, colaborador fundamental de Confessions on a Dance Floor (2005), o filme apresenta uma narrativa contínua de mais de dez minutos que conecta as músicas “I Feel So Free”, “Good for the Soul”, “One Step Away”, “Bring Your Love”, parceria com Sabrina Carpenter, “Danceteria” e “Read My Lips”, ao lado de Feid. A proposta vai além do formato tradicional de videoclipes. Desenvolvido como uma única peça cinematográfica, o curta mergulha em temas recorrentes da trajetória de Madonna, como liberdade, desejo, exposição pública, intimidade e transformação. Entre sequências que transitam pelo thriller, fantasia e delírio dançante, a artista percorre quartos, banheiros de boate, carros, arenas e cenários naturais enquanto é observada, perseguida e reverenciada por um grupo de mulheres equipadas com câmeras. O coração da narrativa está na pista de dança. Não por acaso, uma das passagens mais importantes do filme presta homenagem à lendária Danceteria, clube nova-iorquino que teve papel fundamental nos primeiros anos da carreira da cantora. A sequência ganha ainda mais força com a participação da modelo Kate Moss, retratada como uma figura mítica dentro desse universo noturno que mistura nostalgia, moda e cultura digital. O elenco de participações especiais reforça o caráter grandioso da produção. Além de João Pedro e o companheiro de Chelsea, Cole Palmer, nomes badalados como Benedict Cumberbatch, Arca, Debi Mazar, Honey Dijon, Richard E. Grant e Shygirl também aparecem ao longo da narrativa. O encerramento fica por conta de Lola Leon, filha de Madonna, estabelecendo uma ponte simbólica entre gerações e diferentes expressões artísticas. Enquanto o filme amplia o universo do novo trabalho, os primeiros resultados musicais também demonstram a força da artista nas pistas. “I Feel So Free” alcançou o topo da parada Dance Airplay da Billboard, enquanto “Bring Your Love” liderou a UK Club Chart. Já o single mais recente, “Love Sensation”, chegou às plataformas na última semana após uma apresentação surpresa na Times Square, transmitida ao vivo pelo Grindr. Previsto para 3 de julho, Confessions II chega como uma continuação espiritual de Confessions on a Dance Floor, um dos trabalhos mais celebrados da carreira de Madonna. Se o disco original transformou as pistas de dança em um espaço de reinvenção artística, a nova obra parece determinada a expandir essa experiência para as telas, reafirmando a capacidade da Rainha do Pop de se reinventar sem perder a conexão com o público que a acompanha há décadas.
El Mato a un Policia Motorizado confirma show no Cine Joia em outubro

Uma das bandas mais importantes do rock alternativo latino-americano no século 21, El Mato a un Policia Motorizado voltará ao Brasil para uma apresentação em São Paulo no dia 11 de outubro. O show acontece no tradicional Cine Joia, na Liberdade, e marca mais um encontro do grupo argentino com o público brasileiro após passagens marcantes pelo país nos últimos anos. A apresentação chega em um momento especial da carreira da banda formada em La Plata. Depois de lotar arenas e casas de shows em diferentes continentes, o quinteto desembarca na capital paulista impulsionado pela turnê de Súper Terror, álbum lançado em 2023 e vencedor do Premio Gardel de Melhor Álbum de Rock. Os ingressos já estão à venda. A volta ao Cine Joia também carrega um significado particular para o grupo liderado por Santiago Motorizado. A casa paulistana se tornou um dos principais pontos de encontro entre a banda e os fãs brasileiros, fortalecendo uma relação construída ao longo de diversas visitas ao país. A conexão ficou ainda mais evidente durante a participação no Primavera Sound São Paulo 2023, quando o El Mato protagonizou uma das apresentações mais comentadas daquela edição. Fundado em 2003, El Mato a un Policia Motorizado surgiu na efervescente cena independente de La Plata e rapidamente se transformou em um dos principais expoentes do rock alternativo sul-americano. Com uma identidade marcada por guitarras repetitivas, melodias diretas e letras carregadas de emoção, a banda expandiu sua atuação para além da Argentina, conquistando espaço em festivais de grande porte na América Latina, Europa e Estados Unidos. Nos últimos anos, a trajetória do grupo ganhou novas proporções. Em Buenos Aires, a banda lotou o Movistar Arena diante de 15 mil pessoas e realizou apresentações esgotadas no Luna Park. Em 2024, percorreu mais de 25 países com sua turnê internacional, incluindo uma passagem pelo histórico Zócalo, na Cidade do México, um dos espaços públicos mais emblemáticos da América Latina. O álbum Súper Terror representa mais um passo importante nessa evolução. Gravado no Sonic Ranch, no Texas, o trabalho manteve as características que transformaram o El Mato em referência continental, mas ampliou os horizontes sonoros da banda. O disco recebeu elogios da crítica especializada e reforçou a capacidade do grupo de renovar sua linguagem sem perder a essência construída ao longo de mais de duas décadas. Antes disso, a banda já havia alcançado reconhecimento internacional com Unas Vacaciones Raras, de 2021, trabalho que conquistou o Latin Grammy de Melhor Álbum de Rock. Outro capítulo fundamental da discografia é La Síntesis O’Konor (2017), considerado por muitos fãs e críticos como o álbum que levou o El Mato a um novo patamar fora do circuito independente argentino, graças a canções como “El Tesoro”, “La Noche Eterna” e “Ahora Imagino Cosas”. Mais recentemente, o grupo também chamou atenção ao integrar Everyone’s Getting Involved: A Tribute to Talking Heads’ Stop Making Sense, projeto que reuniu artistas de diferentes gerações para revisitar o clássico repertório dos Talking Heads. O El Mato foi a única banda latino-americana convidada para o tributo, dividindo espaço com nomes como Miley Cyrus, Paramore, Lorde e The National. Com uma carreira consolidada, repertório repleto de clássicos e uma das bases de fãs mais fiéis do rock latino-americano, o retorno ao Brasil promete ser mais um capítulo importante da história entre El Mato a un Policia Motorizado e o público brasileiro. SERVIÇO El Mato a un Policia Motorizado em São Paulo Data: 11 de outubro de 2026 Local: Cine Joia Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade – São Paulo/SP Ingresso: fastix.com.br/events/el-mato-a-un-policia-motorizado-em-sao-paulo Realização: Áldeia Produções Artísticas, Cine Joia, Sol y Sombra, Outrahora Rec, RB Sucesos e Paracima
Boom Boom Kid retorna ao Brasil para quatro shows em julho de 2026

Um dos nomes mais influentes e carismáticos do punk latino-americano está de volta ao Brasil. O Boom Boom Kid, projeto liderado pelo argentino Carlos “Nekro” Rodríguez, confirmou uma turnê de quatro apresentações pelo país em julho de 2026. A série de shows acontece em São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, com realização da Powerline Music & Books. A passagem pelo Brasil começa no dia 23 de julho, na Burning House, em São Paulo. Depois, a banda segue para o Belvedere, em Curitiba, no dia 24. Florianópolis recebe o grupo em 25 de julho, no Célula Showcase, enquanto o encerramento acontece em Porto Alegre, no dia 26, no Caos POA. Para quem acompanha a história do punk sul-americano, o nome Boom Boom Kid carrega um significado especial. O projeto nasceu após o fim do Fun People, banda que marcou gerações no underground latino durante os anos 1990 e ajudou a ampliar discussões sobre inclusão, direitos dos animais, diversidade e independência artística dentro da cena hardcore. Longe de se apoiar apenas na nostalgia, Nekro transformou o Boom Boom Kid em uma entidade própria. Ao longo de mais de duas décadas, o músico construiu uma discografia extensa e diversa, lançada majoritariamente de forma independente por meio da Ugly Records. Sua produção passeia por diferentes sonoridades, combinando hardcore melódico, punk rock, pop, baladas e até elementos pouco convencionais para o gênero, sempre preservando a intensidade emocional e a energia característica de seus shows. Essa combinação fez do Boom Boom Kid um dos projetos mais respeitados do circuito alternativo da América Latina. Os shows da banda são conhecidos pela atmosfera festiva, pela interação constante com o público e por um repertório que atravessa diferentes fases da carreira de Nekro. Canções que falam sobre amor, amizade, igualdade, vegetarianismo e liberdade convivem com a urgência sonora do punk e a estética DIY que acompanha o artista desde os tempos de Fun People. Entre os trabalhos mais celebrados está Okey Dokey, álbum lançado em 2001 e considerado um dos registros fundamentais da trajetória do Boom Boom Kid. O disco já foi tema de apresentações especiais no Brasil e segue como referência para fãs que acompanham a carreira do músico desde os primeiros anos do projeto. A nova visita ao país reforça a relação próxima entre Boom Boom Kid e o público brasileiro. Em uma época em que muitos artistas históricos do punk optam por turnês esporádicas ou formatos mais nostálgicos, Nekro segue ativo, criativo e fiel à proposta independente que ajudou a consolidar sua reputação dentro da música alternativa latino-americana. Serviço 23/07 em São Paulo/SP Local: Burning House Endereço: Avenida Santa Marina, 247, Água Branca – São Paulo/SP Ingresso: fastix.com.br/events/boom-boom-kid-em-sao-paulo 24/07 em Curitiba/PR Local: Belvedere Endereço: Rua Inácio Lustosa, 496, São Francisco – Curitiba/PR Ingresso: meaple.com.br/belvedere/boom-boom-kid 25/07 em Florianópolis/SC Local: Célula Showcase Endereço: Rodovia João Paulo, 75, João Paulo – Florianópolis/SC Ingresso: fastix.com.br/events/boom-boom-kid-em-florianopolis 26/07 em Porto Alegre/RS Local: Caos POA Endereço: Rua João Alfredo, 701, Cidade Baixa – Porto Alegre/RS Ingresso: em breve em caospoa.com.br
Interpol anuncia novo álbum “This Mirror Weighs a Ton” e compartilha duas faixas

O Interpol anunciou seu novo álbum, This Mirror Weighs a Ton, o primeiro em quatro anos e também o primeiro lançado pelo selo Partisan Records. O disco chega em 28 de agosto e foi antecipado pelas duas primeiras faixas: a faixa-título e See Out Loud. Produzido por Andrew Wyatt e mixado por David Fridmann, This Mirror Weighs a Ton amplia a paleta sonora do Interpol com a adição de cordas, instrumentos de sopro, harmonias vocais em camadas, violão e experimentações de design de som, sem abandonar a identidade rítmica e melódica característica da banda. O álbum foi gravado no estúdio de Wyatt, no Lower East Side de Manhattan, marcando a primeira vez em mais de uma década que o grupo grava um disco em sua cidade natal. As faixas This Mirror Weighs a Ton e See Out Loud exploram a dualidade, mostrando o Interpol expandindo os limites de sua própria sonoridade sem perder a essência que o tornou uma referência. A faixa-título se desenvolve como uma revelação gradual, guiada por linhas de baixo distorcidas, movimentos ondulantes, texturas vocais fantasmagóricas e um design de som imersivo que transforma a linguagem familiar da banda em algo mais amplo e sutilmente estranho. Já See Out Loud aposta em ritmos tensos, guitarras cortantes e na atmosfera noturna tão associada ao Interpol, enriquecida por harmonias vocais sobrepostas, mudanças de perspectiva e uma rara participação vocal de Daniel Kessler, sua primeira desde PDA, do álbum Turn On The Bright Lights. O título do álbum surgiu a partir do processo de improvisação vocal de Paul Banks, no qual melodias e frases são desenvolvidas simultaneamente. Temas como reflexão, percepção e tensão emocional atravessam o disco, cuja capa traz uma obra da artista Addie Wagenknecht, atualmente parte da coleção permanente do Whitney Museum of American Art. Nos últimos dois anos, o Interpol permaneceu em atividade praticamente ininterrupta, liderando festivais e apresentações em arenas pela Europa, América Latina e Ásia. Com números de streaming em alta histórica e um público cada vez maior ao redor do mundo, a banda viveu um momento marcante ao realizar seu maior show até hoje na Cidade do México, diante de mais de 200 mil pessoas. No início deste ano, o grupo também se apresentou no Coachella Valley Music and Arts Festival, onde estreou ao vivo músicas do novo álbum, incluindo See Out Loud e Wings on Fire. No próximo mês, o Interpol inicia uma turnê norte-americana de 23 datas. Os ingressos já estão à venda pelo site oficial da banda. This Mirror Weighs a Ton – Tracklist
Mari Romano reflete a importância do encantamento cotidiano no enérgico álbum Além da Pele

A compositora, arranjadora e produtora carioca Mari Romano decidiu habitar a própria pele de forma completa em seu segundo álbum de estúdio. Além da Pele é um marco de maturidade pessoal e artística que transita por um universo popular e experimental, onde arranjos de sopros minuciosos encontram batidas eletrônicas e a força da percussão brasileira e latino americanas para refletir sobre crise climática, ansiedade digital e a urgência de estar presente no agora. Mari Romano estava sumida da música já faz alguns anos, mas não dos tocadores. Desde 2018, ela se consolidou como um dos principais nomes na área de produção de podcasts no Brasil. Mas em 2026, se prepara para um retorno à música autoral, com um lançamento especial. Além da Pele é seu novo disco, de 11 faixas, todas diferentes entre si. “Quis aproveitar esse trabalho para fazer tudo o que eu queria. Não penso em fazer um próximo disco tão espalhafatoso como esse. Minha ideia era transmitir uma espécie de encantamento radical, saiu um disco eufórico”, reflete ela. “Estamos o tempo todo nos comparando com os outros, vivendo na alteridade do meio digital. Eu sofria muito com essa ansiedade. Aterrar em mim mesma me deixou mais presente e acalmou essa aflição. Quis fazer um disco vivo, curioso, com energia, mas que carregasse também a complexidade da vida”. O repertório é um mosaico de ritmos que desafia classificações rígidas. Da ironia ácida de Tudo Errado, inspirada no New Jack Swing, ao samba bem-humorado de Maluco da Retronoia com a percussão mestre de Zero Telles, Mari Romano demonstra domínio técnico e narrativo. O álbum explora desde a hipnose industrial da faixa em inglês Mosquito até a influência folclórica argentina em Sentimento e Nada, composição que remete aos anos em que Mari viveu em Córdoba. O encerramento com Ilusão Delícia traz uma mensagem de renascimento, transformando dores em um samba luminoso que celebra a capacidade humana de recomeçar. Mari Romano iniciou sua jornada musical aos 11 anos e, desde então, acumulou experiências que passam pelo coletivo Xanaxou, pela graduação em Composição na Argentina e pela produção do elogiado Romance Modelo (2017). Sua carreira como editora de som de grandes podcasts brasileiros (incluindo produções como Foro de Teresina, Pistoleiros, Maníaco do Parque e Reply All) refinou sua percepção estética, permitindo que, em Além da Pele, ela assumisse o protagonismo total: das vozes e guitarras aos arranjos de metais. Os arranjos foram escritos por Mari Romano e executados pelo trio Copacabana Horns (formado por Marlon Sette, Diogo Gomes e Jorge Continentino, músicos que acompanham nomes como Caetano Veloso e Maria Bethania), e Aline Gonçalves. Além disso, a artista reuniu um time estelar de músicos: Kassin (baixo), Jeremy Gustin e Pedro Fonte (bateria), Danilo Andrade e Thomas Jagoda (pianos e synths), Guilherme Lirio e Rafael Barone (baixo), Vitor Wutzki e Bichinho (guitarras), Abel Souza (cavaquinho), além da percussão de Zero Telles e Marja Lenski. “É impressionante quanto a gente ganha da vida quando começa a habitar a própria pele de forma completa. Sem fugir dela, sem fugir da vida. Esse disco é a celebração desse momento. De quando entramos em sintonia com nós mesmos, passamos a estar no mundo, com tudo o que ele tem: sujeita, alegria, vacilos, amores, sonhos, frustrações. Pra mim esse disco é isso”, conta Mari. Mais do que um retorno, esta é uma afirmação de identidade. Um disco que convida a dançar, sentir, não se perder de si, e lutar pelas coisas que importam. Além da Pele está disponível em todas as plataformas de música digital.
Yagô inicia os caminhos do álbum Menestrel com o reggae contemporâneo “Nádegas”

O cantor e compositor maranhense Yagô dá início à sua mais nova era artística com o lançamento de Nádegas, primeiro single de seu álbum Menestrel. Já disponível em todas as plataformas digitais, a faixa funciona como um cartão de visitas para a estética que guiará todo o seu próximo projeto de estúdio. Combinando a tradição das pedras de São Luís com uma roupagem pop e futurista, a música apresenta ao Brasil um reggae contemporâneo de essência dub roots. É uma sonoridade tropical, orgânica e sensorial, feita sob medida tanto para curtir uma brisa quanto para dançar colado. Nascido em São Luís do Maranhão, capital nacionalmente consagrada como a “Jamaica Brasileira” por sua icônica cultura de radiolas, Yagô bebe diretamente da fonte de sua identidade territorial. Em Nádegas, produzida por Anselmo dos Reis, o artista transforma o balanço clássico do reggae em uma atmosfera relaxante e transcendental que fala sobre desejo, cotidiano e liberdade de corpos. O lançamento antecipa o conceito de Menestrel, um disco estruturado para expandir a música preta a partir de uma ótica intimista, espiritual e profundamente conectada aos afetos da Ilha do Amor. Figura ativa na cena independente desde a década de 2010 quando circulava sob o nome de Yhago Sebaz e lançou os discos #NegoBeats (2014) e Meio Amargo (2019) , o cantor se reinventa sua maturidade de palco e estúdio. A atual fase de Yagô conecta corpo, imagem e som em uma narrativa contínua. Com letras e direção de arte que exaltam um clima naturalista e sensual, o single projeta a força da música maranhense para além de suas fronteiras geográficas, provando que o reggae é uma cultura viva, fluida e totalmente integrada ao pop alternativo de 2026.
Entrevista | Pingguim – “Trabalhar com o Rick Bonadio hoje é uma realização”

Aos 18 anos ele montou uma banda e hoje, aos 32, ele trabalha com um dos produtores musicais mais renomados do país. Conheçam o Pingguim! Este ano, o cantor deu um passo importante em sua carreira: lançou seu primeiro EP, Volte a Viver, pela Midas Music. A princípio, a obra contempla quatro faixas inéditas, e marca o pontapé inicial de sua parceria com Rick Bonadio, que é CEO da gravadora. Pingguim escreve e canta sobre recomeços. E, mais do que isso, sobre a coragem de “resetar” e seguir em frente, quando as coisas não estão tão bacanas assim. Aliás, foi exatamente isso o que ele fez. Após passar pela ruptura de sua antiga banda, Lo Ramma, e enfrentar um período difícil entre 2020 e 2025, compor o EP foi o que lhe permitiu voltar a viver. E por falar em vida, as faixas de Volte a Viver são super enérgicas. A obra conta com Me Faz Melhor, em colaboração com Bruna Magalhães, O Tempo e a Distância, Volte a Viver e …Boa Noite Pra Nós. Inclusive, O Tempo e a Distância ganhou um videoclipe em uma pegada urbana, com takes de Pingguim andando de skate pela cidade e, claro, cantando. Vale ressaltar que o cantor mescla rock, hip hop e reggae. Nesse sentido, suas maiores influências são Charlie Brown Jr, O Rappa e Natiruts. Por fim, se é pra falar em recomeço… não dá para deixar os shows de fora. Pingguim e sua banda já estão ensaiando e o artista espera voltar aos palcos ainda em junho, para apresentar seu EP de estreia. Leia a entrevista na íntegra! Esse ano, você começou a produzir com o Rick Bonadio, e o primeiro lançamento dessa colaboração foi o single “O Tempo e a Distância”. Queria saber como aconteceu essa parceria. No ano passado, eu entrei em contato com a Midas Music e conversei com o Matheus. Ele é familiar do Rick e fez essa ponte. Então, em menos de uma semana o Rick Bonadio me respondeu e quis conhecer o meu material. E por falar em “O Tempo e a Distância”, a canção conta com um videoclipe, que foi dirigido e produzido por Leo Placucci. Nele, você aparece compondo músicas, cantando com a banda e andando de skate. É possível dizer que esse clipe resume, de certa forma, a sua vida? É uma parte dela. Digamos que compor, cantar e andar de skate sejam as minhas atividades principais na vida. Mas eu também gosto muito de outras coisas, como praticar musculação, por exemplo. E também gosto de esportes aquáticos, como o wakeboard. Tem uma represa perto da minha casa, então de vez em quando, vou até lá praticar. De forma geral, eu gosto de me cuidar. Também curto a natureza. É praticamente impossível falar em skate e música e não lembrar do Chorão. O Chorão te inspira? Sim, ele é uma das minhas principais inspirações. O Chorão é uma referência importantíssima! Recentemente, você lançou o EP “Volte a Viver”, pela Midas Music. Por que escolheu lançar um EP e não um álbum? Acho que o EP fazia mais sentido para esse momento. Pensar em um álbum, agora, nos faria perder o timing de lançar algo especial, que é o que aconteceu com as quatro músicas do Volte a Viver. Então fomos por esse caminho. Além disso, o último single que divulgamos, Me Faz Melhor, tem repercutido super bem em termos de streaming e aceitação do público. Então não vemos sentido em lançar músicas novas, se essa está indo bem por ora, sabe? Aliás, o EP Volte a Viver fala muito sobre recomeços. O que te inspirou, na sua vida, a compor esse trabalho? Eu passei por algumas situações bastante difíceis, relacionadas a ansiedade e depressão. Fiquei cinco anos com a saúde mental prejudicada, de 2020 para cá. E o que me ajudou a retomar a minha vida, foi justamente compor músicas. Então o EP Volte a Viver nasceu justamente naquele momento. As suas maiores inspirações são Charlie Brown Jr, O Rappa e Natiruts. Como você classifica o seu som, Pingguim? Classifico como rock, hip hop e reggae, uma mistura de tudo [risos]. O próprio Chorão fazia bastante isso, O Rappa também faz. Já o Natiruts nem tanto, porque no caso deles, é só reggae mesmo. Eu acredito que se alguém chegar e perguntar “Ah, o Pingguim toca o que?”, provavelmente a pessoa responda rock. E às vezes, no processo de composição, cada integrante da banda sugere uma referência. Por exemplo, enquanto o baterista está fazendo um pop, o baixista chega com funk. Mas, de forma geral, acaba se tornando rock mesmo, se formos definir em apenas um gênero. Agora, Pingguim… da onde vem o seu nome artístico? Engraçado, eu tenho esse apelido há 25 anos [risos]. Hoje estou com 32. Quando eu era criança, havia um skatista que estava em ascensão na carreira. O nome dele é Ricardo Pinguim. Por coincidência, o meu nome de batismo também é Ricardo [risos]. Então eu chegava, pequenininho, com meu skate gigante, e os caras falavam: “Óh lá, parece um pinguinzinho mesmo”. E aí o apelido pegou! Pra finalizar: você começou a divulgar suas músicas aos 18 anos. Naquela época, imaginava que hoje estaria trabalhando com um dos produtores musicais mais renomados do país? Não imaginava, mas idealizava. É algo que eu sempre quis. Eu cresci escutando produções do Rick Bonadio, como Planta e Raíz e Mamonas Assassinas, por exemplo. Então, trabalhar com ele hoje é uma realização. Eu comecei tocando em uma banda chamada Lo Ramma, que não existe mais. Mas somos todos amigos, até hoje. Inclusive, nesse exato momento, um deles está me mandando mensagem, para me ensinar sobre alguns acordes de violão [risos]. Aos 18 anos, eu comecei a escrever e queria transformar as minhas composições líricas em músicas, de fato. Aí chegou o guitarrista, o baixista… Até formarmos uma banda. Na época. nós conseguimos tocar nossas músicas em rádios conhecidas, como a Guarujá FM. Inclusive, um dos motivos que me deixou
Samiam retorna ao Brasil em setembro para quatro shows e terá Garage Fuzz em duas datas

Uma das bandas mais respeitadas da história do punk melódico e do rock alternativo norte-americano, o Samiam retorna ao Brasil em setembro de 2026 para uma série de quatro apresentações. O grupo da Califórnia passa por Goiânia, São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte entre os dias 24 e 27 de setembro, em uma turnê que também inclui shows no Peru, Chile e Argentina. As apresentações em São Paulo e Curitiba terão participação especial do Garage Fuzz, nome fundamental para a consolidação do hardcore melódico brasileiro. A banda paulista divide o palco com os norte-americanos em duas datas que prometem reunir diferentes gerações de fãs de punk rock. Samiam – Pioneiros do EMO e Hardcore Melódico Formado em 1988, o Samiam construiu uma trajetória singular dentro da música independente ao transitar entre punk melódico, post-hardcore, emo e rock alternativo sem se prender a rótulos. Liderado pelo vocalista Jason Beebout, o grupo ficou conhecido pela combinação de guitarras densas, melodias marcantes e letras que abordam temas como desgaste emocional, perda e resistência, sempre com uma abordagem mais madura e introspectiva. A discografia da banda acompanha diferentes momentos da evolução do punk norte-americano nas últimas décadas. Álbuns como Clumsy (1994), You Are Freaking Me Out (1997) e Astray (2000) ajudaram a consolidar o Samiam como referência para diversas bandas que surgiram nos anos seguintes, especialmente dentro das cenas emo e punk melódica. O clássico Astray voltou recentemente aos holofotes ao completar 25 anos. Em 2025, o disco foi apresentado na íntegra durante o Riot Fest, em Chicago, festival que reuniu nomes como Green Day, Blink-182, Weezer, Jawbreaker, Bad Religion, Alkaline Trio e Touché Amoré. A fase mais recente da banda é representada por Stowaway, lançado em 2023 pela Pure Noise Records. O trabalho encerrou um intervalo de 12 anos sem discos inéditos e reafirmou a capacidade do Samiam de manter sua identidade intacta, equilibrando peso, melodia e intensidade emocional. Atualmente, a banda conta com Jason Beebout (vocais), Sergie Loobkoff e Sean Kennerly (guitarras), Chad Darby (baixo) e Colin Brooks (bateria). Loobkoff, conhecido também por trabalhos com Knapsack, Solea e Racquet Club, segue como uma das peças centrais da sonoridade do grupo, responsável por uma abordagem melódica que ajudou a definir a identidade do Samiam desde o início da carreira. Serviço Samiam South America 2026 24 de setembro (quinta-feira)Goiânia (GO)Local: De Leon Music PubIngresso: fastix.com.br/events/samiam-eua-em-goiania 25 de setembro (sexta-feira)São Paulo (SP)Local: Hangar 110Participação: Garage FuzzIngresso: fastix.com.br/events/samiam-eua-garage-fuzz-em-sao-paulo 26 de setembro (sábado)Curitiba (PR)Local: BelvedereParticipação: Garage Fuzz, Deb and The Mentals e SimplesmentesIngresso: meaple.com.br/belvedere/time-bomb-fest-samiam-garage-fuzz 27 de setembro (domingo)Belo Horizonte (MG)Punk no Park – local a confirmarIngresso: fastix.com.br/events/primavera-fun-fest-belo-horizonte