Nasi usa IA e transforma “Corpo Fechado” em samba no estilo Noriel Vilela

Nasi, a voz icônica do Ira!, decidiu mergulhar de cabeça na tecnologia para reinventar seu próprio passado. O cantor lançou hoje, via Ditto Music, o single e clipe de Corpo Fechado. A faixa é a primeira amostra de seu novo álbum solo, o provocativo nAsI Artificial Intelligence. Como o nome sugere, o projeto utiliza ferramentas de Inteligência Artificial para desconstruir e reconstruir músicas de seu repertório. Do soul da Stax para o Partido Alto A faixa escolhida para inaugurar essa fase foi lançada originalmente em 2006, no álbum Onde os Anjos Não Ousam Pisar. Se naquela época a sonoridade bebia na fonte do soul e da gravadora Stax, agora a IA levou Nasi para um terreiro digital. A nova versão de Corpo Fechado surge como um samba malemolente, inspirado na Velha Guarda e nos grandes bambas do Partido Alto. A referência estética é clara e declarada: o estilo inconfundível de Noriel Vilela (famoso pelo clássico 16 Toneladas).
Ryan Fidelis lança EP “Noir” e celebra prêmio de Produtor do Ano

Após se consagrar como uma das principais revelações do gênero no ano passado com o disco ALMA, Ryan Fidelis não quis saber de descanso. Nesta sexta-feira (23), o artista catarinense lançou seu novo EP, intitulado Noir. O trabalho impressiona não apenas pela sonoridade, mas pelo processo criativo: foi totalmente produzido por Ryan em seu home studio, em Florianópolis, em menos de uma semana. Neo Soul e “Erro Fatal” A música de trabalho, Erro Fatal, chega acompanhada de um visualizer e foi a peça-chave para o nascimento do EP. “Estava ouvindo muitas referências do neo soul, como D’Angelo e GIVĒON, quando compus ‘Erro Fatal’. A partir dela, tive a ideia para as demais faixas”, explica o cantor. O lançamento coroa um início de ano dourado para Ryan. No último dia 12 de janeiro, ele venceu a categoria Produtor do Ano no Prêmio R&B Brasil, além de ter sido indicado a Revelação e Hit Viral. Estreia de Ryan Fidelis nos palcos de SP Para celebrar a fase, Ryan tem data marcada para encontrar o público paulistano. No dia 8 de fevereiro (domingo), ele faz seu primeiro show com banda completa na capital paulista. A apresentação acontece na Jai Club, dentro do evento Sunday Sessions, que também contará com show da cantora Flavia K. E o ritmo não deve diminuir: Ryan já está em estúdio gravando um novo álbum completo, previsto para sair ainda neste primeiro semestre. Serviço Sunday Session: Ryan Fidelis + Flavia K
The HU une tradição mongol e peso ocidental no novo single “The Real You”

O fenômeno global The HU lançou o single The Real You, via Better Noise Music. Conhecidos por criar o gênero “Hunnu Rock”, uma fusão de instrumentos tradicionais mongóis, throat singing (canto gutural) e rock contemporâneo, a banda decide agora empurrar os limites dessa mistura. Em The Real You, eles trazem os elementos da música ocidental para o primeiro plano, resultando em uma sonoridade pesada, atmosférica e com ritmos acelerados. A produção é assinada por Dashka e a mixagem ficou a cargo do lendário Chris Lord-Alge (vencedor de 5 Grammys). Cavalgando com os ancestrais A faixa serve como cartão de visitas para o aguardado terceiro álbum do grupo. Segundo Temka (tovshuur e throat singer), a música reflete uma energia cinética. “Enquanto temos músicas tradicionais com nosso ritmo característico no terceiro álbum, há poucas músicas rápidas e animadas como este single. Gravamos essa música pensando em nossos ancestrais, cavalgando rápido a cavalo pela paisagem”, explica o músico. A letra, cantada em mongol, baseia-se em um provérbio local sobre autoconhecimento e julgamento: “Não se preocupe com o que está no topo da cabeça de uma pessoa, apenas se preocupe com o que não está na sua”. Turnê com gigantes O lançamento chega em um momento monumental para a carreira do The HU. A banda foi confirmada como uma das atrações de abertura do show histórico do Iron Maiden no Knebworth Park (Reino Unido), em 11 de julho. Além disso, eles embarcam em agosto na turnê norte-americana Freaks On Parade, ao lado de Rob Zombie e Marilyn Manson. Vale lembrar que o The HU se tornou a primeira banda de rock/metal a receber a designação de “Artista pela Paz” da Unesco, consolidando seu status de embaixadores culturais globais.
Morre Francis Buchholz, baixista da era de ouro do Scorpions, aos 71 anos

Francis Buchholz, o lendário baixista que sustentou o ritmo da era mais bem-sucedida do Scorpions, faleceu aos 71 anos, na última quinta-feira (22). A confirmação veio através de um comunicado emocionante de sua família. Buchholz lutava de forma privada contra um câncer. “As cordas silenciaram” Nascido em Hanôver, na Alemanha, em 1954, Francis partiu cercado pela família. Em nota oficial, seus entes queridos agradeceram o carinho dos fãs. “É com imensa tristeza e o coração pesado que compartilhamos a notícia do falecimento do nosso amado Francis… Durante toda a sua luta contra o câncer, permanecemos ao seu lado… Embora as cordas tenham silenciado, sua alma permanece em cada nota que ele tocou e em cada vida que ele tocou.” A banda Scorpions também prestou sua homenagem nas redes sociais. “Seu legado com a banda viverá para sempre, e sempre nos lembraremos dos muitos bons momentos que compartilhamos juntos. Nossos corações estão com Hella, sua família e amigos. Descanse em paz, Francis.” Francis Buchholz foi o arquiteto do groove alemão Buchholz não foi apenas um músico de apoio, ele foi parte fundamental da arquitetura sonora do Scorpions entre 1973 e 1992. Sua entrada na banda aconteceu após uma fusão com o grupo Dawn Road (onde tocava com Uli Jon Roth). A partir daí, ele esteve presente na escalada global do grupo, tocando nos álbuns multi-platinados Love at First Sting e Crazy World. Seu baixo pode ser ouvido em hinos que definiram gerações, como… Após sua saída em 1992, devido a desentendimentos gerenciais, ele continuou na ativa, colaborando posteriormente com o Michael Schenker Group e o Temple of Rock.
Poppy consolida fase pesada no novo álbum Empty Hands

Poppy chega ao seu novo álbum, Empty Hands, no momento mais sólido de sua trajetória. Depois de transitar por pop, experimentalismo e diferentes abordagens do rock pesado, a artista finalmente parece ter encontrado seu verdadeiro som. A cantora, que se apresentou recentemente no Brasil tanto solo quanto como abertura para o Linkin Park, apresenta uma fusão consistente de metalcore com metal moderno, sustentada por riffs pesados, produção densa e vocais que alternam com naturalidade entre melodias acessíveis e screams agressivos. É um disco que soa seguro, confiante e alinhado com a identidade que Poppy vinha construindo nos últimos lançamentos. Empty Hands reforça essa evolução ao apostar em uma sonoridade direta, menos fragmentada e mais coesa. As músicas caminham entre explosões agressivas e momentos de respiro melódico sem perder intensidade, mostrando uma artista confortável dentro do peso. A produção ajuda a dar unidade ao álbum, valorizando tanto a força das guitarras quanto a performance vocal, que segue sendo um dos grandes diferenciais do trabalho. Poppy não apenas canta, ela conduz o disco com personalidade e controle emocional. Ainda assim, o álbum não escapa de algumas limitações. Em determinados momentos, a estrutura das músicas se apoia em fórmulas já bastante conhecidas do metalcore atual, o que pode gerar uma sensação de previsibilidade. O peso é eficiente, os refrães funcionam, mas nem sempre há espaço para riscos maiores ou surpresas que levem o disco além do que já se espera do gênero. A produção polida demais em alguns trechos também tira parte da aspereza que poderia tornar certas faixas mais marcantes. Mesmo com essas ressalvas, Empty Hands cumpre um papel decisivo na discografia de Poppy. O álbum não busca reinventar o metal moderno, mas confirma que a artista encontrou um território onde sua voz, sua estética e sua intensidade emocional fazem sentido. Mais do que chocar ou dividir por contraste de estilos, Poppy entrega um trabalho que consolida sua fase mais pesada e estabelece, de vez, sua identidade dentro do metal contemporâneo.
The Adicts anuncia último show no Brasil para março

O The Adicts confirmou um show de despedida em São Paulo no dia 18 de março de 2026, no Carioca Club. A apresentação integra a Adios Amigos Tour, que marca o encerramento da trajetória de quase 50 anos de uma das bandas mais emblemáticas do punk rock britânico. A turnê passa pela América Latina como um adeus oficial aos palcos, reunindo fãs de diferentes gerações. Formada no fim dos anos 1970, a banda ganhou destaque não apenas pela sonoridade direta e energética, mas também pela identidade visual inspirada no filme Laranja Mecânica. Ao longo das décadas, o The Adicts se consolidou como um nome cult dentro do punk, mantendo relevância mesmo após mudanças no cenário musical e no próprio gênero. O show em São Paulo deve reunir um repertório focado nos principais clássicos da carreira, como Viva la Revolution, Bad Boy, Chinese Takeaway e Johnny Was A Soldier, músicas que ajudaram a construir a reputação da banda ao redor do mundo. A performance do vocalista Keith Monkey Warren segue como um dos pontos altos das apresentações, marcada pelo carisma, interação com o público e clima festivo no palco. A última passagem do The Adicts pelo Brasil aconteceu em 2019, com shows bem recebidos pelo público. Agora, a despedida em 2026 ganha contornos históricos, não apenas pelo peso do nome da banda, mas também pelo simbolismo de encerrar uma carreira longeva em um país que sempre demonstrou forte conexão com o punk rock internacional. Foto da capa: Flávio Santiago SERVIÇO | The Adicts em São Paulo Data: 18 de março de 2026 (quarta-feira) Horário: 19h (abertura da casa) Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros – São Paulo/SP) Ingresso: https://fastix.com.br/events/the-adicts-em-sao-paulo
The Damned lança Not Like Everybody Else e traz Rat Scabies de volta ao estúdio após 40 anos

O lendário The Damned lançou hoje (23) seu novo álbum, intitulado Not Like Everybody Else. O disco é uma coleção de covers profundamente pessoal e celebratória. O trabalho carrega duas grandes notícias. A primeira é o retorno histórico de Rat Scabies. O baterista original se reuniu com a banda em estúdio pela primeira vez em 40 anos, completando o time ao lado de Dave Vanian (vocal), Captain Sensible (guitarra), Paul Gray (baixo) e o tecladista de longa data Monty Oxymoron. Tributo a Brian James em Not Like Everybody Else, do The Damned A segunda notícia é o motivo emocional por trás do disco. O álbum é dedicado à memória de Brian James, guitarrista fundador da banda, que faleceu em 6 de março de 2025. Gravado em apenas cinco dias de “emoção e fogo criativo” no Revolver Studio, em Los Angeles, o álbum busca reconectar a banda com a energia bruta de seu início. De Pink Floyd a Rolling Stones O repertório passeia por clássicos que formaram o DNA do grupo. O disco abre com There’s A Ghost In My House (R. Dean Taylor) e passa por versões de See Emily Play (Pink Floyd) e When I Was Young (The Animals). O encerramento, no entanto, é o ponto alto da emoção. A banda escolheu The Last Time, do Rolling Stones, para fechar o disco. A faixa conta com a participação do próprio Brian James, retirada de sua última performance ao vivo com o The Damned e remixada carinhosamente para este lançamento. Ouça álbum completo abaixo.
Nine Lives resgata a energia do Goldfinger, mas capa vira alvo de protestos

Com mais de três décadas de carreira, o Goldfinger retorna ao centro do debate com Nine Lives, seu nono álbum de estúdio. Lançado hoje (23), o disco funciona como uma tentativa clara de reconectar a banda com a energia que a transformou em um dos nomes mais populares do ska punk nos anos 1990, sem ignorar o cenário atual e suas contradições. Nine Lives aposta em músicas diretas, refrões fáceis e um clima que alterna entre a leveza pop punk e momentos mais reflexivos. Faixas como Chasing Amy recuperam o espírito radiofônico que sempre foi uma das marcas do grupo, enquanto outras músicas trazem letras mais pessoais e maduras, refletindo o tempo e a experiência acumulada pelos integrantes. A presença de convidados conhecidos ajuda a dar variedade ao álbum. Destaque para nomes como El Hefe (NOFX), Mark Hopus (Blink-182) e Jim Lindberg (Pennywise). Porém as collabs não tiram o foco da identidade central do Goldfinger. Musicalmente, o disco não busca reinventar o gênero. Pelo contrário, Nine Lives soa confortável em sua própria fórmula, apostando na nostalgia como principal motor criativo. Para parte do público, isso funciona como um retorno bem-vindo às origens e, de certo modo, irá agradar por isso. Porém, para os mais críticos, o álbum carece de ousadia e soa excessivamente seguro, reforçando a sensação de que a banda prefere olhar para trás em vez de avançar. Polêmica na capa de Nine Lives, do Goldfinger Um ponto negativo está na capa. Logo após o lançamento, fãs passaram a acusar o Goldfinger de ter utilizado inteligência artificial na criação da arte. A suspeita ganhou força nas redes sociais e em fóruns, com protestos online de ouvintes que consideraram o possível uso de IA incompatível com a ética e a estética do punk, tradicionalmente associadas ao faça você mesmo e à autoria humana. A polêmica acabou se tornando parte da narrativa de Nine Lives, ampliando o debate para além das canções. Mesmo sem ofuscar completamente o conteúdo musical, o episódio evidenciou como questões tecnológicas e artísticas hoje caminham lado a lado, especialmente em bandas com um público fiel e atento a cada detalhe. No fim, Nine Lives não é um disco revolucionário, mas cumpre seu papel ao reafirmar que o Goldfinger ainda sabe escrever boas músicas e manter relevância em um cenário que mudou drasticamente desde seus primeiros passos. Entre acertos, controvérsias e nostalgia, o álbum confirma que, em 2026, o Goldfinger continua vivo no debate cultural, para o bem ou para o mal.
Falchi lança EP de estreia Solace e apresenta nova fase instrumental de Jéssica Falchi

Lançado hoje nas plataformas digitais, Solace marca a estreia oficial da Falchi, banda instrumental idealizada pela guitarrista brasileira Jéssica Falchi. Com quatro faixas, o EP apresenta um trabalho que prioriza construção narrativa, identidade sonora e interação coletiva, afastando-se da lógica da exibição técnica isolada comum ao metal instrumental. Concebido como um registro coeso, Solace articula peso, experimentação e variação de atmosferas ao longo de suas faixas, transitando entre o rock e o metal contemporâneo com forte presença de elementos progressivos. O Blog N’ Roll conversou com a Jéssica Falchi antes do lançamento: “Nunca pensei nessas músicas como faixas soltas. A ideia sempre foi criar um conjunto que tivesse começo, meio e fim, com uma narrativa clara”, explica a guitarrista. A Falchi é formada por Jéssica Falchi na guitarra, João Pedro Castro no baixo e Luigi Paraventi na bateria. O EP tem produção de Jean Patton, ex-Project46, nome conhecido da música pesada nacional. O resultado é um trabalho que valoriza dinâmica, textura e arranjos, com espaço para experimentação de timbres e mudanças rítmicas que reforçam a identidade da banda. Entre as quatro faixas, a inédita Sweetchasm, Pt. 1 se destaca como o momento mais técnico e progressivo do EP. A música conta com a participação especial do guitarrista canadense Aaron Marshall, do Intervals, considerado uma das principais referências do metal instrumental contemporâneo. “A participação do Aaron aconteceu de forma muito natural. Ele trouxe a identidade dele sem descaracterizar a música, somando à ideia que eu já tinha para a faixa”, comenta Jéssica. Sweetchasm, Pt. 1 dialoga diretamente com Sweetchasm, Pt. 2, lançada anteriormente. As duas composições funcionam como movimentos complementares, compartilhando riffs e ideias melódicas reinterpretadas sob diferentes abordagens. Essa conexão reforça o pensamento estrutural que atravessa todo o EP, evidenciando a preocupação com continuidade e desenvolvimento musical. As demais faixas exploram diferentes facetas da proposta da Falchi. Moonlace aposta em uma abordagem mais direta e moderna, com apelo melódico e momentos de peso bem definidos. “É a música mais acessível do EP, flerta com um público que gosta de bandas mais atuais, mas sem perder identidade”, define Jéssica. Já Sunflare segue por um caminho mais introspectivo e contemplativo, com uma linha melódica contínua que conduz a narrativa instrumental. “Eu penso essa música quase como uma história sendo contada do começo ao fim, sem interrupções”, afirma a guitarrista. Sweetchasm, Pt. 2, por sua vez, resgata uma linguagem mais próxima do thrash metal, com estrutura que remete a canções com vocal, riffs marcantes e um solo pontual, dialogando com trabalhos anteriores de Jéssica. Além da música, Solace também apresenta um conceito visual bem definido. A identidade do EP é assinada por Lauren Zatsvar, com artes que dialogam diretamente com a sonoridade e o clima de cada faixa. O lançamento do EP coincide com a presença de Jéssica Falchi na NAMM 2026, nos Estados Unidos, principal feira global da indústria musical, onde a guitarrista participa de sessões de autógrafos e ações oficiais do evento. No Brasil, 2026 também marca a estreia da Falchi nos palcos. No dia 21 de março, a banda abre o show dos suecos do Katatonia, em São Paulo, no Cine Joia. Com Solace, a Falchi se apresenta como um novo projeto que amplia o vocabulário do metal instrumental brasileiro, apostando menos na demonstração técnica isolada e mais em identidade, narrativa e construção coletiva.