Metallica planeja lançamentos especiais para os 30 anos do The Black Album

Para comemorar o 30º aniversário do The Black Album, no dia 10 de setembro, o Metallica planeja dois lançamentos especiais. O primeiro é o lançamento do disco remasterizado. Ademais, o vencedor do Grammy e 16 vezes disco de platina estará disponível em várias configurações nas plataformas digitais. Em resumo, o outro lançamento se chama The Metallica Blacklist. Este é uma homenagem adequada e ilimitada, que apresenta bandas que dividiram os palcos com o Metallica ao lado de artistas que são mais jovens do que o álbum original. As 12 músicas do disco original serão regravadas por 53 artistas. A receita de cada venda, download ou stream será dividida igualmente entre as instituições de caridade da escolha do artista e para a All Within My Hands Foundation, do Metallica.
Cronixta se une a Djonga no single Deus é Mãe

Djonga e Cronixta se juntaram para a criação da faixa Deus é Mãe. A canção foi lançada na última sexta-feira (18). Ademais, a música conta com a assinatura da Dog Music Lab e já chegou junto de um videoclipe dirigido por Luís Félix. “O djonga é meu parceiro de alguns anos já, a gente sempre vem se falando sobre as novidades e dessa vez a gente estava atravessando junto às crises e calhou de em uma delas a gente conversar bastante. Foi em uma das crises que nasceu Deus é Mãe… Mandei pra ele e ele me respondeu de uma forma que eu senti que ele se abriu para participar, aconteceu”, disse Cronixta. O clipe foi gravado parte na cidade de Salto (SP), e parte em Belo Horizonte.
Com Paula Gaitán na direção, Ana Frango Elétrico libera o clipe de Promessas e Previsões

Uma das revelações recentes do cenário musical independente brasileiro, Ana Frango Elétrico, se juntou a cineasta Paula Gaitán para criar um videoclipe da faixa Promessas e Previsões. Ademais, a música integra o disco Little Electric Chicken Heart. Em resumo, o clipe é montado a partir de imagens de arquivo cedidas pela cineasta colombo-brasileira. Para Ana o seu álbum, é majoritariamente sobre nostalgia, e a ideia de chamar Paula para somar se deu a partir da vontade de trazer memórias e sensações que não passassem por Ana, mas que fossem ativadas a partir do som. Vale lembrar que o mais recente disco de Ana lhe rendeu diversos prêmios, como o Prêmio Multishow de Música Brasileira 2020, como Álbum do Ano.
Entrevista | Andi Deris (Helloween): “Vai ser um recomeço para a música”

*Desde que lançou o seu último álbum de estúdio, My God-Given Right (2015), o Helloween surpreendeu os fãs com uma série de novidades. A mais impactante delas foi a Pumpkins United World Tour, que trouxe Kai Hansen e Michael Kiske de volta ao lineup. A super reunião rendeu duas passagens pelo Brasil (2017 e 2019) e um álbum ao vivo. Agora, a banda alemã consolida de vez essa formação com a estreia do disco homônimo, lançado na última sexta-feira (18). Vocalista do Helloween desde 1994, Andi Deris conversou via Zoom com o Blog n’ Roll. Na pauta, o novo álbum, turnê com o Hammerfall e Brasil. Descontraído e fumando um charuto durante a entrevista, Andi se mostrou extremamente divertido e chegou a brincar que entendia tudo que era dito em português, mas só conseguia arriscar uma conversa em espanhol. Com pandemia no meio do processo de preparação do novo álbum, qual foi o grande desafio do Helloween para tirar o disco do forno? Nós começamos a gravação bem antes da pandemia. Lembro que quando a pandemia chegou aqui, nós já estávamos preparando a mixagem. Quase tudo já estava gravado, só faltou uma parte do Michael, que precisou ir até o estúdio com uma autorização para circular durante o lockdown. Não tivemos problema, justamente porque estava quase tudo terminado. A única questão foi que eu e nosso produtor teríamos que viajar para Nova York para a mixagem, mas os Estados Unidos fecharam as fronteiras, então tivemos que encontrar uma solução, que foi a internet de fibra ótica. Felizmente, tenho uma internet muito boa aqui no meu estúdio, e em Nova York eles tinham a mesma conexão, e isso facilitou demais o processo. Tínhamos apenas 0.1 milissegundos de delay. Foi fantástico, parecia que estava lá. Reunir o lineup da Pumpkins United rendeu o resultado esperado? Isso é algo que já pensávamos fazer (um álbum para os fãs de todas as fases da banda), mas que você só percebe que deu certo quando está tudo pronto. Acho que fizemos um bom trabalho. Tivemos que fazer canções que se conectassem com os anos 1980, outras com os anos 1990, outras com os trabalhos menos antigos, e além disso também tivemos que construir as pontes entre essas músicas. Às vezes você faz um álbum e nem tudo sai como você espera, mas nesse tudo aconteceu de forma muito suave. Dizem que cozinhar demais queima a comida, mas dessa vez valeu a pena planejar com calma, porque a opinião de todos importou demais. Trabalhando com músicos tão bons fica mais fácil de alcançar esses sonhos. Além disso, os produtores também fizeram um trabalho muito bom para que o álbum fosse coerente. A escolha dos singles que antecederam o álbum parecem pensadas com muito cuidado, justamente para mostrar a força do lineup atual. Como foi feita a definição? Skyfall era um single um pouco óbvio para nós. É uma música longa, tem o Michael Kiske, que os fãs queriam tanto voltar a escutar… então foi a escolha perfeita para abrir o álbum. E Fear Of The Fallen foi, para mim, a melhor escolha para mostrar que: “olhem, aqui estão Michael e Andi em uma música que combina as gerações da banda”. É uma faixa muito completa e bem construída, que combina nossa história e passeia pelas décadas do metal. Uma música para todos, muito rica. O que você tem escutado ultimamente? De alguma forma impacta no trabalho de vocês? Eu sou muito aberto para ouvir qualquer coisa que me interesse. Então, estou sempre procurando por temperos musicais, como sons, arranjos, e até novas bandas. Não fecho meu ouvido para nada que seja novo. Acho que todos que têm um sonho merecem ser ouvidos. Passei por isso no começo e sei como é. Sou um artista curioso e gosto de entender o que é novo. Escuto duas, três vezes, até entender o conceito e aprender. E isso me ajuda a evoluir também. Claro que isso não faz com que eu mude as características da nossa banda, mas me dá pequenos temperos para apimentar cada vez mais nossa música. E acredito que nosso novo álbum seja especial justamente por combinarmos três décadas de metal e usando elementos novos. Voltar aos palcos e embarcar em turnê com o Hammerfall. Existe cenário melhor? Como chegaram na definição para a escolha deles? Hammerfall é uma banda de grandes amigos. Eles gravaram mais de um álbum no meu estúdio, já fizemos shows juntos e nos conhecemos há uns 15 anos. Então, é natural que você convide uma banda que tem uma boa relação para uma turnê. E é a primeira vez que vamos fazer uma turnê com ele. Na turnê que faríamos ano passado e foi atrapalhada pela covid, eles não poderiam participar porque estavam com a agenda cheia. Além disso, nossas agendas nunca bateram. Mas dessa vez vai dar certo, até porque todos os artistas estão com tempo nessa época. “É como se o safety car estivesse na pista da Fórmula 1. Todos estão com tempo para se ajeitarem até que a largada seja dada novamente. Vai ser um recomeço para a música”. Andi Deris, vocalista do Helloween Estou muito ansioso, mas sou supersticioso. Não gosto de demonstrar. Bato na madeira e torço para dar certo (risos). Não dá para prever as coisas. Não sei como é a real situação da covid atualmente, porque sabemos que sempre há questões políticas por trás. Na Alemanha, por exemplo, os números são maiores que no ano passado, mas as pessoas estão todas nas ruas. Não dá para entender bem, parece que tudo é um instrumento. O Helloween coleciona turnês bem sucedidas pelo Brasil. Tem alguma mais especial para você? Por que? Provavelmente, minha melhor memória é da minha primeira vez no Brasil, até porque a primeira é sempre a mais marcante. E, no caso, foi algo enorme. Foi em 1996, quando teve o Monsters of Rock em São Paulo. Se não me engano, o Megadeth estava escalado para o festival, mas eles tiveram um
Entrevista | Bryan Giles (Red Fang): “são músicas boas para quem está mal-humorado”

Cinco anos após Only Ghosts, o Red Fang está de volta com mais um ótimo disco de estúdio. Arrows, o quinto álbum da carreira, saiu no início de junho. Aliás, será a base da turnê da banda pelos Estados Unidos, após quase dois anos sem shows. Serão 29 shows em 32 dias, a partir de 15 de outubro, em Tacoma/WA. No entanto, antes, no dia 21 de agosto, fará uma apresentação em Las Vegas. O guitarrista e vocalista, Bryan Giles, conversou com o Blog n’ Roll sobre o processo de gravação de Arrows, pandemia, relação com os fãs, videoclipes divertidos e o carinho pelo Brasil. Confira abaixo. Como foi o processo de gravação de Arrows? Fizeram algo inusitado? Foi bom! Gravamos aqui em Oregon, e fizemos com o Chris Funk, que também produziu nosso primeiro e nosso segundo álbum. Eu me dou muito bem com ele e adoro a sensibilidade estética que ele tem. Ele se interessou em trabalhar conosco nesse álbum, então foi um processo bem natural. Nós gravamos as baterias em uma piscina. Foi estranho, mas deu certo (risos). Estava vazia, claro, e eu amei o resultado. A pandemia atrapalhou de alguma forma os planos da Red Fang? Nós gravamos o álbum em outubro de 2019. A pandemia não atrapalhou. E dá para perceber que as músicas não têm nada a ver com esse momento (risos). O que os fãs podem esperar de Arrows? Acho que são os mesmos músicos produzindo, e nós não mudamos nossa filosofia. Acho que fizemos o que gostamos, e todos nós gravitamos em torno de sons mais agressivos. Quando as pessoas escutam, elas reconhecem o som do Red Fang. Talvez esse álbum seja um pouco mais assustador que os outros, e eu gosto muito disso. O Red Fang sempre é muito criativo e divertido em seus vídeos. Essa característica será mantida em Arrows? Acabamos de divulgar nosso segundo vídeo. É divertido lançar esse tipo de coisa, então com certeza faremos mais. Gravamos antes da pandemia também. Como é voltar aos palcos após uma pandemia tão mortal? Nós temos uma turnê nos EUA marcada para outubro. Será a primeira vez que tocaremos para o público em um ano e meio, então estou bem animado. Imagino que não será exatamente a mesma coisa de antes, mas estou otimista para que todos estejam vacinados até lá e as pessoas possam tossir em público sem ser expulsas do local. Você acredita que as pessoas vão tirar lições da pandemia? Acredito que sim. Seres humanos estão acostumados a pisar nos próprios pés. Pessoas se preocupam com suas contas bancárias enquanto milhares estão morrendo. Estamos preocupados com o dinheiro, mas se o mundo está em chamas, não vamos ter onde parar nosso barco, porque todos estarão mortos. As pessoas são rasas muitas vezes, e não veem a perspectiva de tudo. Acho que é possível que a humanidade melhore, mas imagino que o mundo fique ainda pior, infelizmente. Acho que uma grande porção da população não está nem aí. Se a gente pensar em mudanças climáticas… é complicado. Nos importamos com a nossa geração e não ligamos para a dos nossos filhos. Arrows é indicado para quem? Nós aproximamos o tom das faixas, e o álbum é muito coerente nisso. É uma experiência bacana de 43 minutos, porque é um álbum contínuo. Mas, em relação às músicas, acho que elas são boas para quem está mal-humorado (risos). Você costuma buscar bandas novas no streaming? Gosto de algumas bandas novas, mas dependo muito dos meus colegas de banda para conhecer novas bandas, porque geralmente eles me apresentam. Mas, não tem banda há mais de um ano (risos), estou meio perdido. O que você lembra de divertido da passagem de vocês pelo Brasil, em 2018? Fizemos o Maximus Festival em 2018, e foi muito empolgante estar no Brasil. Foi bem legal conhecer as pessoas, e eu fiquei muito surpreso só de me chamarem para tocar no Brasil. A gente abriu para o Slayer em Porto Alegre, e aquilo me aterrorizou, porque os fãs de Slayer são assustadores. No entanto, foi um momento único, porque sou muito fã de Slayer e acompanho a carreira deles há muitos anos. Mas, lembro que fiz uma tatuagem no Maximus Festival. Foi de graça, e me disseram que o tatuador não falava inglês (risos). Tentei falar espanhol, mas me disseram que não seria legal e eu só fiquei quieto (risos). Fiz uma caveira em alta voltagem, e ficou bem legal.
The Zasters e The Mönic misturam indie, blues e rock alternativo em “Bittersweet”

Os sentimentos são complexos e controversos. E essa ambiguidade é o tema do novo single da The Zasters, intitulado Bittersweet. A faixa tem participação especial da banda The Mönic e mistura rock alternativo, blues e indie. Bittersweet foi gravada no próprio estúdio da The Zasters, batizado de TUCA Records e localizado em São Paulo (SP). Na ocasião, Dani Buarque e Ale Labelle, do The Mönic, dividiram os versos com a vocalista e multi instrumentista da The Zasters, Jules Altoé. O videoclipe, por sua vez, foi captado de forma remota com a direção de André Barreto, da FØCA Audiovisual. A obra aposta na simplicidade e tem tons sombrios. Jules frisa que a canção sintetiza as principais influências da The Zasters. “Encontramos a nossa sonoridade misturando elementos de rock e pop, mas com nuances do blues e do indie contemporâneo. Bittersweet é um exemplo disso”. A baterista e letrista Na Sukrieh, aponta a dualidade da música. “Os versos surgiram de forma muito natural. Falo sobre a complexidade dos sentimentos, trazendo a relação entre o amor e ódio, por exemplo. Por isso, acredito que a interpretação pode ser bem aberta”. A The Zasters ainda conta com Rafael Luna (guitarra) e André Celkevicius (baixo) em sua formação. Vale pontuar que a faixa Bittersweet antecipa o terceiro EP do quarteto: What Comes Next?. Nestes lançamentos, o grupo conta com a parceria do selo FOGO Music
Entrevista | Gabriel Elias – “Santos virou uma das minhas casas”

Se Minas não tem mar… foi conhecendo o litoral paulista que o cantor mineiro Gabriel Elias se apaixonou pelo clima praiano e resolveu adotá-lo em seu estilo musical. Aliás, foi em uma praia aqui do litoral que o cantor de reggae lançou na última sexta-feira (11) o EP Todas as Praias, onde ele reúne releituras de sucessos do gênero musical, eternizado por outros compositores. “Esse é um álbum 100% de releituras e foi muito difícil a escolha do repertório, porque tem muita música que sou fã”, contou Gabriel em entrevista ao Blog n’ Roll. Mas não é de hoje que o músico mineiro faz sucesso cantando músicas de seus ídolos de reggae brasileiro. Gabriel, que começou a cantar aos 16 anos em bares e eventos em Belo Horizonte, fez sua ‘estreia’ no YouTube justamente com covers. Em pouco tempo, os vídeos ganharam visibilidade e Gabriel, o coração de vários fãs. Hoje ele soma mais de 200 milhões de visualizações no YouTube e 1,5 milhões de ouvintes no Spotify. Nessa trajetória, o cantor contabiliza também três EPs de músicas compostas por ele, participação em festivais e parcerias com ídolos do reggae surf mundial. De acordo com o músico, a ideia do projeto que traz releituras do reggae veio após ele regravar Me Namora, do cantor Armandinho, em outro álbum. “A galera pirou na ideia e começou a pedir mais. E é aquilo, né: a voz do povo é a voz de Deus”, lembra, aos risos. A primeira canção do projeto Todas As Praias é o single Um Anjo do Céu, do cantor Maskavo. A versão já está disponível nas plataformas digitais. Posteriormente, ele lancará releituras das músicas Do Lado de Cá, da Chimarruts, Morena, da Scracho, e Eu Sei, da Papas na Língua. Gabriel Elias e Pé na areia E o local escolhido para a gravação não poderia deixar de ser, claro, uma praia. Aliás, para a estreia, a selecionada foi a Praia da Almada, em Ubatuba, litoral norte de SP. Gabriel afirma que é apaixonado por viajar pelas praias do litoral brasileiro. Uma, no entanto, mexe mais ainda com ele. “Santos virou uma das minhas casas. Sou de BH e moro em São Paulo, mas fiz muitos amigos santistas e pelo menos uma vez por mês eu desço a serra, ainda mais que agora minha mãe mora na cidade. A ligação foi tanta que eu consegui convencê-la a morar pertinho da praia, ali no Gonzaga. E agora tô sempre por aí”. Tempo de quarentena. E muito trabalho Nesta fase de distanciamento social, sem shows e eventos, a rede social ganhou ainda mais importância na carreira de Gabriel. Ele diz que se aproximou ainda mais dos fãs. “Foram superparceiros e receptivos com todos os nossos projetos. A gente sente falta do ao vivo, claro, mas não tem o que fazer, por enquanto. A expectativa de retorno aos palcos é enorme e esperamos que seja logo”. Mas engana-se que longe dos palcos o trabalho diminuiu. O cantor afirma que está ralando mais do que nunca, sempre pensando em projetos especiais, com releituras e músicas autorais. “Não sou de me lamentar (por esse período de distanciamento), sempre coloquei na cabeça que seria preciso suprir esse momento de alguma forma. E foi fazendo o que mais gosto: compondo e cantando”. Por fim, você pode conferir o trabalho do Gabriel Elias, com projetos autorais e releituras, em seu canal no YouTube e nas plataformas digitais. Não irá se arrepender!
Angel Dream: Versão reimaginada da trilha sonora de She’s The One será lançada em breve

Homenageando o 25º aniversário de Angel Dream, de Tom Petty & The Heartbreakers, a Warner Records anunciou uma versão remixada e reimaginada do disco. Ademais, o álbum é a trilha sonora do filme She’s The One. Em resumo, a nova versão será lançada de forma física e digital no dia 2 de julho. “She’s The One foi originalmente um ótimo jeito de lançar algumas das músicas que não foram incluídas em Wildflowers, mas elas têm seu próprio charme, e lançá-las agora de forma reestruturada as torna um presente”, disse Benmont Tench. O álbum original de 1996 incluiu várias músicas que foram deixadas de fora da lista de faixas final de Wildflowers, mas, foram recentemente apresentadas na coleção Wildflowers & All The Rest, de 2020
Crítica | Abyss Of Wrathful Deities – Grave Miasma

Os fãs do Grave Miasma tiveram que esperar quase uma década pelo segundo álbum do grupo. Demorou, mas enfim saiu Abyss of Wrathful Deities, novo capítulo na discografia dos ingleses, sucedendo Odori Sepulcrorum (2013). O power trio continua executando um black/death metal old school, que a exemplo do debute, está recheado de malevoência sonora. Sendo uma banda de blackned death metal, o Grave Miasma apresenta vocalizações infernais, como se tivessem sido gravadas dentro de uma tumba. A velocidade não é do tipo desenfreada, há bastante musicalidade nos abismo do Grave Miasma, ainda que obscura e ameaçadora. Bathory antigo, Blasphemy (Canadá), e bandas mais novas como Chapel of Disease e os brasileiros do Grave Desecrator possuem algumas similaridades com o Grave Miasma, apenas para situar o leitor. Além, é claro, dos eternos Hellhammer e Celtic Frost (da primeira fase). Em um álbum tão homogêneo, faixas como Ancestral Waters, Guardians of Death, Under The Megalith, Demons of The Sand e Exhumation Rites são números incontestáveis que fazem desse álbum audição obrigatória para os bangers. E mais uma vez a velha Inglaterra nos presenteia com música de extrema qualidade. Abyss of Wrathful DeitiesAno de Lançamento: 2021Gravadora: Sepulcral Voice RecordsGênero: Blackned Death Metal Faixas:1-Guardians of Death2-Rogyapa3-Ancestral Waters4-Erudite Decomposition5-Under The Megalith6-Demons of The Sand7-Interlude8-Exhumation Rites9-Kingdoms Beyond Kailash