Tropikal Punk estreia com manifesto sonoro entre o ruído e a tradição

Belém sempre foi um celeiro de misturas improváveis, mas o que a Tropikal Punk apresenta em seu álbum de estreia, homônimo, eleva o conceito de “fusão” a um novo patamar de urgência. Formada por veteranos da cena paraense (com passagens por bandas como Pig Malaquias e Mangabezo), o quarteto entrega um disco que é, ao mesmo tempo, um retrato visceral do Norte do Brasil e uma crítica ácida ao colapso global. O álbum transita com naturalidade entre o punk rock direto, o dub pesado, o thrash metal e experimentações eletrônicas, tudo atravessado por um olhar distópico sobre a vida urbana em meio à floresta. Da Crítica às Big Techs ao calor de Belém A jornada começa com “Big Tech”, uma faixa que usa guitarras dissonantes para questionar nossa dependência digital. O tema retorna ao final do disco em uma versão eletrônica e dançante, com a participação de luxo de Aldo Sena, o ícone da guitarrada, criando uma ponte única entre o som de raiz e o futuro tecnológico. Outro ponto alto é Burn, Belém, Burn. A canção transforma a capital paraense em protagonista de uma narrativa sobre as mudanças climáticas, um tema que ecoa forte após a cidade ter sido o centro das atenções mundiais com a COP30. Já em “Peter Tosh”, a banda funde o peso do metal com efeitos eletrônicos em uma fuga simbólica da realidade urbana. Identidade e colapso do Tropikal Punk Composto por Ruy Montalvão (vocais e beats), Márcio Maués (guitarras), Vladimir Cunha (baixo) e Renato Damaso (bateria), o Tropikal Punk não se contenta em ser apenas “mais uma banda de rock”. O álbum explora estéticas como o psycho blues dos anos 70 em Drones e o pós-punk em Poser, provando que a música feita no Pará é tão plural quanto complexa. É um disco que exige atenção, feito de ruídos e grooves que tentam traduzir o que é viver em um país que oscila entre a tradição e o desastre iminente.
Garotos Podres registram o clássico “Mais Podres do Que Nunca” em show no PR

A banda Garotos Podres participou da segunda edição do projeto BVDR Grava, uma iniciativa conjunta da Belvedere Casa de Cultura e da Quero Rec Music, focada em documentar apresentações icônicas da cena independente. O registro, realizado em fevereiro de 2026, traz um momento raro: a banda apresentando na íntegra o álbum Mais Podres do Que Nunca. Lançado originalmente em 1985, o disco é um dos pilares do punk nacional, contendo hinos de protesto e crônicas urbanas que moldaram o gênero no Brasil. Energia do underground no show do Garotos Podres O show aconteceu no Belvedere, em Curitiba, um espaço conhecido por manter a estética e a proximidade das tradicionais casas de show independentes. Além do setlist focado no primeiro álbum, a apresentação contou com a abertura das bandas locais Dedo Podre e Capetassauras, reforçando o intercâmbio entre gerações. O material audiovisual completo, que busca preservar a “sujeira” e a energia real do palco sem excessos de pós-produção, já está disponível no YouTube. Projeto BVDR Grava O objetivo da série BVDR Grava é justamente este: atuar como um arquivo vivo da música marginal brasileira. Ao captar o som direto da “fervura” do público, o projeto documenta não apenas a música, mas a cultura que envolve esses espaços de resistência artística.
Entrevista | Supercombo – “Com as duas partes juntas é um dos discos mais incríveis da banda”

O Supercombo lança nesta sexta-feira, 10 de abril, a segunda parte do álbum Caranguejo, pela Deckdisc, concluindo um projeto concebido desde o início como um disco dividido em dois tempos. Após apresentar a primeira metade ao longo de 2025 em uma série de shows por seis estados, o novo capítulo chega com oito faixas inéditas que ampliam a proposta do trabalho, explorando diferentes climas, ritmos e atmosferas sem perder a unidade estética construída anteriormente. O show de lançamento será dia 26 de abril na Casa Natura. Musicalmente, o rock segue como base da identidade do Supercombo, mas ganha contornos mais abertos nesta segunda etapa. A sequência se inicia com “Combustão”, uma vinheta que funciona como ponte entre as duas partes, e avança para momentos de maior impacto, como “Deixa a Maré Te Levar”, marcada por riffs mais pesados e energia crescente. Ao mesmo tempo, o álbum aprofunda narrativas já sugeridas, como em “Deixar Pra Lá”, que dialoga diretamente com “Alento”, e em “Como Se Fosse Ontem”, que revisita a nostalgia da adolescência sem se prender ao passado. Com a Parte 2, Caranguejo se consolida como o trabalho mais elaborado da carreira da Supercombo, resultado de um período mais longo em estúdio e de uma produção refinada assinada por Victor de Souza, o Jotta. O disco completo, agora com 15 faixas, reforça o momento de maturidade criativa do grupo e sua proposta de construir álbuns como experiências contínuas. O Blog N’ Roll acompanhou de perto esse processo e esteve, na última sexta-feira (03/04), no estúdio da banda ao lado do fã-clube para uma audição exclusiva da segunda parte do projeto em primeira mão. Como é que foi ver a recepção dos fãs agora na audição dessa segunda parte de Caranguejo? Léo Ramos – Absurdamente incrível. A gente sempre fica numa expectativa porque a parte 1 foi tão bem recebida por eles e aí a gente pensando, né? Pô, e aí? E a parte 2? Será que a galera vai gostar? Mas eu acho que pra mim superou as expectativas, tanto pra gente quanto pra eles. Foi um momento muito legal. Tenho certeza que com as duas partes juntas, pra mim, é um dos discos mais incríveis da banda. Tem uma parte favorita de vocês? A 1 ou a 2? Léo Ramos – Cara, eu acho que eu gosto mais da 2 agora. André “Dea” – Eu acho que por ser mais novinha, todo mundo tá com a 2 no coração. Carol Navarro – Vou votar na 2 também. É, a parte 2 tem uns rifão. Não que o primeiro não tivesse, né? Mas a 2 vai ser divertido de tocar no show. Paulo Vaz – Eu gosto mais da segunda parte também. Eu acho que ela é mais concisa em relação aos timbres, a sonoridade. Eu sinto ela com mais pressão. Então eu gosto mais da segunda parte, mas amo a primeira também. E qual vai ser a primeira música de trabalho dela? Léo Ramos – Eu acho que vai ser Como Se Fosse Ontem, do Vitor Kley. Brincadeira, risos. A gente não sabia, ou a gente não lembrava, sei lá, que o Vitor Kley tinha uma música chamada Como Se Fosse Ontem. Beijo, Vitor Kley, te amo. Mas enfim, acho que vai ser esse single o primeiro. E sobre o que fala a letra? Léo Ramos – É sobre nostalgia, sobre uma época em que a gente só ia pros Corujão jogar CS até de madrugada, até o dia raiar. E a vida era muito mais simples. É uma música sobre isso, mais leve, né? Levinho.
Entrevista | Winger – “Provavelmente será a última vez que tocamos no Brasil”

A banda Winger está confirmada no line-up do Bangers Open Air e se apresenta no dia 26 de abril. Formado no fim dos anos 1980, o grupo liderado por Kip Winger ganhou projeção com hits como “Seventeen” e “Miles Away”, consolidando seu nome no hard rock melódico da época. A banda também ficou conhecida pela forte musicalidade, equilibrando técnica refinada e apelo radiofônico, algo que os diferenciava dentro da cena glam. Ao longo das décadas, o Winger enfrentou altos e baixos, especialmente durante a virada dos anos 1990, quando o grunge dominou o mercado e impactou diretamente bandas do estilo. Ainda assim, o grupo manteve sua relevância com trabalhos consistentes e retornos pontuais, como o álbum “Karma” e o mais recente “Winger VII”, que reuniu a formação clássica. Paralelamente, Kip Winger desenvolveu uma carreira respeitada na música erudita, inclusive com indicações ao Grammy na área de composição clássica. A apresentação no Bangers Open Air ganha contornos ainda mais especiais por marcar uma das últimas passagens da banda pelo Brasil, dentro de uma turnê que sinaliza o encerramento gradual das atividades. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Charles “Kip” Winger falou sobre o fim das turnês, a transição para a música clássica e a relação com o público brasileiro. Quando você percebeu que era hora de encerrar a trajetória do Winger? Já venho pensando nisso há cerca de cinco anos. Tenho me dedicado cada vez mais à composição orquestral e senti que queria focar mais nisso. Chegamos a planejar essa despedida antes da pandemia, mas com a COVID decidimos seguir e depois fazer uma despedida gradual, com shows finais ao redor do mundo. Não anunciei oficialmente que nunca mais vou tocar, mas estou diminuindo o ritmo. Também tive alguns problemas vocais nos últimos anos e não quero subir ao palco sem conseguir cantar bem. Essa será uma despedida definitiva dos palcos ou ainda haverá espaço para apresentações pontuais? Provavelmente será a última vez que tocamos no Brasil. Já fizemos nossos últimos shows no Japão e na Europa. Ainda temos algumas datas nos Estados Unidos, mas estou mantendo tudo bem reduzido e sem aceitar novos compromissos. O que muda emocionalmente ao subir no palco sabendo que são os últimos shows? Foi um processo gradual. Sinto que já fiz tudo que podia com a banda. O álbum “Winger VII” foi pensado como uma declaração final, reunindo a essência do início com tudo que construímos ao longo de 35 anos. Eu não gosto de me repetir como artista, então prefiro seguir em frente e explorar novos caminhos, principalmente na música clássica. Como está sendo montado o setlist dessa turnê final sendo um show em Festival? Haverá surpresas para o Brasil? Ainda não defini completamente. Inclusive meu empresário me perguntou isso recentemente. Se você tiver alguma música favorita, pode sugerir. Vamos incluir os principais hits, claro, e algumas faixas que gostamos de tocar ao vivo. Gosto dos clássicos, mas imagino que já estejam no set, como “Seventeen”e “Can’ Get Enough”. Inclusive, “Miles Away” fez sucesso como trilha sonora de novela no Brasil. Como você vê esse tipo de exposição? Fiquei sabendo disso depois. É uma grande honra. Sempre é bom quando sua música chega a outros contextos, como TV e cinema. Há alguma música difícil de deixar de fora do repertório nessa turnê? Não especificamente. Sempre priorizamos os hits, que são muitos, e escolhemos outras músicas dependendo do momento. Algumas funcionam melhor ao vivo do que outras. Você sabia que São Paulo é hoje a cidade que mais ouve Winger no mundo? Inclusive ela tem quase o dobro de plays no Spotify do que Chicago, segunda colocada. Esse tipo de dado influencia decisões de turnê? Não sabia. Isso é incrível e aumenta ainda mais a responsabilidade para o show. Sou bem old school e não acompanho estatísticas. Acho que isso pode até atrapalhar a criatividade. Como você enxerga o público brasileiro? Todos os shows que fiz no Brasil foram incríveis. Os fãs brasileiros são absolutamente impressionantes, eles vivem e respiram a música de uma forma única. Não existe nada igual. Fiz uma pequena turnê acústica com meu percussionista, Robbie Rothschild, e desde o primeiro show, mesmo em um lugar pequeno, estava lotado e o público estava enlouquecido. Eu me virei para ele e disse: “é disso que se trata tudo isso”. Porque você não vai ver isso em qualquer lugar. O Brasil é muito único nesse sentido. Os fãs simplesmente se tornam a música, é algo inacreditável. Então, quando você me pergunta sobre memórias, a verdade é que cada show no Brasil é melhor que o anterior. Como foi a transição de tocar com Alice Cooper para liderar sua própria banda? Foi uma experiência muito importante para mim. Aprendi bastante com o Alice, principalmente sobre turnês e sobre como se comportar como frontman. Eu vinha de uma banda com meus irmãos, onde esse papel era dividido, então precisei desenvolver isso quando o Winger começou. Observar como ele conduzia o público e comandava o palco foi uma grande escola, e isso acabou sendo fundamental quando a banda engrenou. A banda sofreu críticas nos anos 1990 com o grunge e a cultura pop, teve o episódio do personagem de Beavis and Butthead que era fã de Winger e sofria bullying, teve a cena do Lars do Metallica jogando dardos na sua foto… Como você lidou com isso? Aquilo tudo simplesmente aconteceu ao nosso redor. A chegada do grunge, o impacto cultural de coisas como Beavis and Butt-Head e até o próprio Metallica acabaram nos colocando no centro de uma situação que não controlávamos. Foi algo que prejudicou bastante a nossa imagem por um tempo, mas musicalmente nunca me afetou. Eu sempre tive uma visão clara do que queria fazer e continuei evoluindo. Foquei na música, segui trabalhando e, no fim, consegui sair do outro lado, inclusive com reconhecimento na música clássica. Por outro lado, hoje há um revival de estilos clássicos. Inclusive, o Crazy Lixx que dividirá o palco com vocês é uma banda bem mais
John Lydon celebra 70 anos com show memorável do Public Image Ltd no Cine Joia

Após um hiato de 34 anos, John Lydon finalmente retornou ao Brasil com o seu Public Image Ltd (PiL). O reencontro, que aconteceu na noite desta quarta-feira (8) no Cine Joia, em São Paulo, provou que o tempo parece não ter diminuído a urgência artística do grupo. Recentemente, a banda desafiou a lógica do mercado fonográfico ao lançar, no fim de março, o disco Alive exclusivamente em formato físico. Essa recusa em ser refém das plataformas de streaming reafirma que o PiL segue sendo uma entidade provocativa, criativa e dona de uma personalidade inabalável. O que se testemunhou no palco foi uma verdadeira aula de rock. A banda apresentou-se vibrante, entregando versões irrepreensíveis de clássicos que moldaram o que convencionalmente chamamos de pós-punk. A abertura veio com a densa Home, do aclamado Album (1986), seguida pela energia de Know Now, extraída de What the World Needs Now… (2015), estabelecendo uma conexão imediata entre o legado oitentista e a produção mais recente. Lydon, nitidamente feliz e à vontade, entregou uma performance hipnótica. Sua presença de palco continua sendo um espetáculo à parte: uma mistura de sarcasmo, autoridade e entrega emocional. Um dos grandes destaques da noite foi a execução de World Destruction. Fruto de uma colaboração histórica entre Lydon e Afrika Bambaataa em 1984, a faixa surgiu em uma versão revigorada, fazendo a ponte perfeita entre o rock e as batidas eletrônicas experimentais. Dançante, intrigante e mantendo aquele DNA anárquico, o show contagiou o público que aguardou décadas por esse momento. Hinos como This Is Not a Love Song, Flowers of Romance e a seminal Public Image foram pontos altos, mas nada se comparou à força de Rise. O maior hit da banda foi entoado a plenos pulmões por todos os presentes, criando um momento de catarse coletiva. No encerramento, o medley old school composto por Annalisa, Attack e Chant sacramentou o show. Aos 70 anos recém-completados, John Lydon prova que ainda é o visionário inquieto de sempre: uma figura ameaçadora e fascinante que não vive apenas de glórias passadas. Apoteótico e caótico na medida exata para incendiar a pista, o retorno do PiL a São Paulo foi, sem dúvidas, memorável. Edit this setlist | More Public Image Ltd setlists
Fit For A King confirma estreia histórica no Brasil em outubro

A banda norte-americana de metalcore cristão Fit For A King confirmou sua primeira passagem pelo país com shows em Curitiba (24/10) e São Paulo (25/10). A turnê promove o oitavo álbum de estúdio do grupo, intitulado Lonely God, lançado pela Solid State Records. Com quase meio bilhão de streams acumulados e parcerias com nomes como August Burns Red e The Ghost Inside, o quinteto texano chega em seu auge técnico. O novo trabalho, produzido por Daniel Braunstein (Spiritbox), foi descrito pela crítica como o passo mais ambicioso da banda, unindo a agressividade do deathcore a camadas eletrônicas e refrões cinematográficos. Conceito de Lonely God O álbum Lonely God nasceu de um processo imersivo em Los Angeles, onde a banda buscou resgatar a mentalidade de seus primeiros discos, mas com a maturidade de quem já domina as paradas da Billboard. Entre os destaques do repertório que será apresentado no Brasil, estão: Dez anos de evolução Desde o lançamento independente de Descendants em 2011, o Fit For A King construiu uma “irmandade” sonora. Formada por Ryan Kirby (vocais), Bobby Lynge (guitarra), Daniel Gailey (guitarra), Ryan “Tuck” O’Leary (baixo) e Trey Celaya (bateria), a banda sobreviveu às tendências do gênero focando em letras genuínas e instrumentação poderosa. Serviço: Fit For A King no Brasil SÃO PAULO CURITIBA
BK’ celebra 10 anos de “Castelos & Ruínas” com show solo no Allianz Parque

O rapper carioca BK’ anunciou uma apresentação única no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 19 de setembro de 2026. O espetáculo não apenas celebra uma década de sua carreira solo, mas marca os 10 anos do lançamento de Castelos & Ruínas (2016), álbum que redefiniu as métricas e a estética do gênero no país. Este show carrega um simbolismo histórico: será a primeira vez que um rapper brasileiro se apresenta sozinho, sem um festival por trás, no estádio que é hoje um dos principais palcos do entretenimento na América Latina. De 2016 ao topo: construção de um Gigante Lançado de forma independente em março de 2016, Castelos & Ruínas foi o “divisor de águas” que apresentou BK’ ao grande público. “Naquela época não tinha essa pressão da indústria. Era só a vontade de fazer música, de me expressar. Eu estava descobrindo até onde aquilo poderia chegar”, relembra o artista. A trajetória desde então foi meteórica e sólida: O show no Allianz Parque, realizado pela 30e e apresentado pelo Itaú Live, é o reflexo de um artista que soma mais de 215 milhões de streams apenas no Spotify. Ingressos para o show de dez anos do Castelos & Ruínas A venda ocorre exclusivamente pela plataforma Eventim. Clientes Itaú possuem 15% de desconto e parcelamento em até 3x sem juros. Setor Inteira Meia-entrada Entrada Social Cadeira Superior R$ 185,00 R$ 92,50 R$ 129,50 Pista R$ 245,00 R$ 122,50 R$ 171,50 Cadeira Inferior R$ 325,00 R$ 162,50 R$ 227,50 Pista Premium R$ 395,00 R$ 197,50 R$ 276,50 Experiências VIP: Cronograma de Vendas:
Porão do Rock 2026 inicia maratona nacional para revelar novos talentos

O Porão do Rock, patrimônio cultural de Brasília e um dos festivais de rock mais longevos do país, decidiu quebrar os muros do Distrito Federal em 2026. Entre abril e maio, o festival percorrerá dez cidades em todas as regiões do Brasil com suas Seletivas Presenciais, buscando os nomes que integrarão o line-up oficial da edição deste ano, marcada para os dias 22 e 23 de maio, na capital federal. As etapas não são apenas competições, mas minifestivais que unem o fôlego das bandas novas ao peso de “padrinhos” do rock nacional. Nomes como Dead Fish, Terno Rei, Matanza Ritual e Supla (com Dani Buarque) farão os shows de encerramento em cada cidade. Formato da disputa Cada banda selecionada terá 15 minutos para mostrar seu trabalho autoral. A decisão de quem avança para o palco principal do Porão em Brasília será híbrida: Ao todo, dez artistas (um de cada seletiva, com Brasília elegendo três representantes) ganharão a chance de tocar no Palco Seletivas da programação oficial. Cronograma de Seletivas – Porão do Rock 2026 Serviço: Etapa São Paulo
American Football lança “No Feeling” com participação de Brendan Yates (Turnstile)

O American Football lançou o single No Feeling, uma amostra do que está por vir em seu aguardado quarto álbum de estúdio, intitulado simplesmente American Football (LP4). A faixa, lançada pela Polyvinyl Record Co., traz uma colaboração de peso: Brendan Yates, o carismático frontman da banda de hardcore Turnstile. Produzida por Sonny DiPerri (conhecido por seus trabalhos com Nine Inch Nails e My Bloody Valentine), a música mostra uma evolução na sonoridade da banda. As guitarras entrelaçadas características continuam lá, mas agora envoltas em camadas de sintetizadores etéreos e uma atmosfera mais densa e dissonante. “Easter Egg” que roubou a cena A participação de Brendan Yates não estava planejada para ser um dueto central. Segundo o vocalista Mike Kinsella, Brendan inicialmente gravaria apenas um coro de fundo (gang vocal). “Assim que ele começou a cantar uma harmonia mais aguda que estava ouvindo, todos ficamos boquiabertos. Ficou claro que aquela parte agora pertencia a ele e somente a ele”, revelou Kinsella sobre a potência vocal do líder do Turnstile. Visual alucinógeno O lançamento vem acompanhado de um videoclipe em animação dirigido pela dupla Unlimited Time Only. O visual explora uma temática subaquática e fantasmagórica, com criaturas celebrando seus últimos momentos em um navio afundado antes de serem trazidas à superfície, uma metáfora para a sensação de inevitabilidade esmagadora que a letra propõe. Álbum e a turnê solidária LP4, previsto para o dia 1º de maio, promete ser o trabalho mais ambicioso da banda, refletindo sobre luto, desorientação e as perspectivas da meia-idade. A banda também anunciou uma turnê mundial para 2026 e manteve seu compromisso social: através da organização PLUS1, o grupo doará 1 dólar/euro/libra de cada ingresso vendido para instituições que defendem os direitos de imigrantes e refugiados (Safe Passage International e ICIRR). Serviço: American Football – “LP4”