Mano Brown domina C6 Fest com o groove do Boogie Naipe e impõe respeito

Era difícil não notar a mudança de densidade que a simples presença de Mano Brown provocava na Arena Heineken, no C6 Festival, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, no começo da noite de sábado (23). O público, que foi chegando aos poucos e em cima da hora, transformou o espaço assim que o homem pisou no palco. Acompanhado por uma extensa banda de apoio e pela ilustre presença do rapper Rincon Sapiência, Brown acionou uma reação imediata de flashes, celulares erguidos e olhares atentos. Um registro que já se repetiu inúmeras vezes, mas que nunca perde o impacto. Naquele momento, ficou nítido que sua figura ultrapassava o status de mera atração de festival, era a partilha viva de uma história sobre território, linguagem e diversidade. Há artistas que precisam conquistar a plateia a cada acorde, Brown parece partir de outro lugar. Antes mesmo de qualquer grande gesto ou palavra, existe uma espécie de respeito institucionalizado e tácito no ar. Logo cedo, ele se apoiou ao microfone para conduzir Dance, Dance, Dance, faixa emblemática do clássico moderno Boogie Naipe. O groove sofisticado e dançante que marcou essa fase solo de sua carreira dominou a apresentação. O momento funcionou como um respiro e, ao mesmo tempo, como uma afirmação política e estética dentro do sábado: uma lembrança contundente de que, em um festival marcado por forte presença internacional e pela linha editorial indie, a presença de Brown desloca o eixo da programação. Ele não ocupa apenas uma linha no line-up. Mano Brown é um acontecimento em si. Aliás, a surpresa durante o show ficou para o anúncio que Brown fez já no fim da apresentação: em breve “tem disco novo” do Racionais MCs. Ainda sem título definido, o sucessor de Cores e Valores (2014) deve ser lançado no segundo semestre deste ano.
Ruído e personalidade do Horsegirl resgatam o indie dos anos 90 no C6 Fest

O primeiro dia do aguardado fim de semana do C6 Festival, em sua quarta edição na capital paulista, entregou personalidade e irreverência, tanto por parte dos artistas quanto por parte do público. Nem mesmo a forte chuva que caiu à tarde, os atrasos e os problemas técnicos foram capazes de ofuscar a sinergia do evento, embora tenham testado o planejamento da organização no Parque Ibirapuera. Mais do que uma sequência de apresentações, o sábado funcionou como um estudo sobre presença de palco. O público observou como cada atração constrói, tensiona ou confirma sua própria mitologia diante de uma plateia disposta a resistir, mesmo quando o céu não colaborava. >> LEIA ENTREVISTA COM HORSEGIRL Entre a Tenda MetLife e a Arena Heineken, essa linha do tempo foi atravessada por diferentes gerações: da exuberância rockstar do Wolf Alice à melancolia elegante de Matt Berninger (distribuindo seus habituais conselhos para adultos deprimidos), passando pela imponência de Mano Brown e o minimalismo acelerado do The xx. No entanto, o grande mérito de renovação do festival ficou por conta do frescor das guitarras do trio americano Horsegirl. O som autoral e a estranheza segura do Horsegirl O Horsegirl abriu esse percurso com uma proposta que, à primeira vista, poderia facilmente cair na armadilha do saudosismo vazio. O trio americano parte de referências muito claras, que passeiam pelo noise pop, pelo twee e pelo indie rock de guitarras ásperas e versos truncados, preservando o clássico espírito universitário dos anos 1990. No entanto, a banda escapa do pastiche. Elas reverenciam esse legado cultural de forma direta, sem soar como apenas mais um grupo perdido na fusão de estilos, o som entregue é essencialmente autoral. O trio, formado por Penelope Lowenstein (voz e guitarra), Nora Cheng (guitarra e voz) e Gigi Reece (bateria), interagiu pontualmente com o público. As integrantes demonstraram entusiasmo, especialmente ao executarem os sucessos Switch Over (do álbum Phonetics On and On) e Anti-Glory (de Versions of Modern Performance), duas canções estrategicamente posicionadas no encerramento do repertório para incendiar a plateia. Em uma indústria ávida por transformar referências em fórmulas prontas, entregar frescor ao mercado é um feito raro. No caso do Horsegirl, há algo mais vivo na performance: uma energia ainda em formação, mas já muito segura de sua própria estranheza. A banda não parece interessada em repaginar o passado para torná-lo palatável. O objetivo delas parece ser habitá-lo, bagunçá-lo e devolvê-lo com uma assinatura própria. Edit this setlist | More Horsegirl setlists
Di Ferrero lança o aguardado álbum “SE7E”

Há momentos na carreira de um artista em que os ciclos pessoais e profissionais se alinham perfeitamente. Para Di Ferrero, esse momento é agora. O cantor acaba de disponibilizar nas plataformas digitais o álbum SE7E, um trabalho que reúne os singles de seus últimos EPs a três faixas inéditas, consolidando a fase mais autêntica e madura de sua caminhada solo. Muito além de uma simples coleção de músicas, SE7E carrega um forte conceito místico e visual. E para nós, da Baixada Santista, o disco traz um sabor ainda mais especial devido às participações de figuras históricas do nosso rock de praia. Astrologia Um dos detalhes mais curiosos dos bastidores de SE7E é a influência da família de Di na concepção do cronograma. Sua mãe, que o acompanhava desde o início do NX Zero, formou-se em astrologia recentemente. Juntos, mãe e filho usaram a ciência dos astros para escolher a dedo as melhores datas de lançamento para cada etapa do projeto. Essa atmosfera mística transborda para a identidade visual do disco, criada por cccaramelo sob direção de Bruno Zampoli. O céu, as constelações e o tom azul profundo abraçam a capa e contracapa, funcionando como símbolos de transição e recomeço. >> LEIA ENTREVISTA COM DI FERRERO “O SE7E foi muito transformador. Estou em uma fase de crescimento, me permitindo viver coisas que antes eu não podia, e isso acaba despejado nas minhas composições”, revela Di Ferrero. As três inéditas do álbum As novidades do repertório mostram Di Ferrero explorando diferentes dinâmicas emocionais: DNA santista no disco Se7e Para quem é fã do rock feito na Baixada, SE7E é um prato cheio. Di Ferrero recrutou velhos parceiros de estrada para somar ao álbum. O guitarrista e parceiro de NX Zero, Gee Rocha, divide as cordas com o virtuoso Matheus Asato na releitura de Azul (Oceano). Para coroar a conexão com o litoral, o lendário guitarrista do Charlie Brown Jr., Thiago Castanho, marca presença na energética Então volta. A soma desses nomes traz aquela pegada orgânica de guitarra que consagrou o rock dos anos 2000 direto para 2026.
Bayside Kings e João Gordo & Asteroides Trio são anunciados no Palco Supernova do Rock in Rio 2026

A banda santista Bayside Kings foi anunciada como uma das atrações da quarta edição do Palco Supernova no Rock in Rio 2026. O grupo sobe ao palco no dia 6 de setembro (domingo), consolidando a força da cena independente da Baixada Santista em um dos espaços mais vitais e dinâmicos do festival, que acaba de ter sua continuidade garantida por meio da renovação da parceria entre o Rock in Rio Brasil e o Grupo Sony Music Brasil. Para 2026, o Palco Supernova receberá 28 artistas. Além do hardcore do Bayside Kings, a lista do Rock in Rio traz encontros de peso, como João Gordo & Asteroides Trio celebrando os 50 anos de Ramones, Larissa Luz com o show “Rock in Gil”, além de nomes como Diogo Defante, Supercombo, Delacruz e Yago OProprio. Veja lista completa abaixo. Sony Music e Rock in Rio renovam parceria para o Supernova Nesta quinta-feira (21), em coletiva de imprensa realizada na Cidade do Rock, o Grupo Sony Music Brasil e o Rock in Rio Brasil anunciaram a renovação da parceria para a edição de 2026. O anúncio contou com a presença de executivos de peso: Wilson Lannes (COO do Grupo Sony Music Brasil), Zé Ricardo (vice-presidente artístico da Rock World), Roberto Verta (curador do Palco Supernova) e Ana Deccache (diretora de marketing da Rock). Esta será a quarta edição do Supernova sob a chancela da Sony Music, que permanece como a única companhia do mercado fonográfico a assinar um palco dentro do festival. Desde sua estreia em 2019, o espaço cresceu em público, mudou de área e se consolidou como um termômetro da cena musical, unindo artistas em ascensão e projetos especiais inéditos. A curadoria continua sob a assinatura conjunta da plataforma Filtr Music Brasil e de Zé Ricardo. Line-up completo — Palco Supernova 2026
Aos 87 anos, Jorge Ben Jor fará show no Allianz Parque, em São Paulo, em outubro

Jorge Ben Jor fará um show no Allianz Parque no dia 17 de outubro. O cantor e compositor de 87 anos anunciou a apresentação no estádio do Palmeiras nesta quinta-feira (21). Realizada pela 30e, mesma produtora por trás de diversos shows e turnês no espaço, a apresentação de Ben Jor se chama Alquimia Popular Brasileira. O show deve abranger os maiores sucessos da carreira do artista, dono de hits como País Tropical, Mas, Que Nada, Chove Chuva, Taj Mahal e Fio Maravilha, entre muitos outros. Com exceção do festival Rock the Mountain, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em novembro, ele não tem outras apresentações anunciadas para este ano em suas páginas oficiais. Os ingressos para o show começam a ser vendidos na próxima segunda-feira (25) para clientes Itaú Unibanco, às 10h. Para o público geral, as entradas serão comercializadas a partir de quarta-feira (27), ao meio-dia, no site da Eventim e às 13h na bilheteria oficial do Allianz Parque. JORGE BEN JOR: ALQUIMIA POPULAR BRASILEIRA
Entrevista | Horsegirl – “Minha esperança é só comer comida gostosa, comprar alguns discos e passear por aí”

Há uma linha tênue que separa o resgate nostálgico da pura originalidade, e as americanas do Horsegirl caminham por ela com a segurança de veteranas. Nascido na efervescente cena jovem de Chicago e hoje radicado em Nova York, o trio formado por Penelope Lowenstein, Nora Cheng e Gigi Reece tornou-se um dos nomes mais incensados da nova vanguarda das guitarras. Com uma identidade moldada pela ética do “faça-você-mesmo” (DIY), a banda transforma referências clássicas do shoegaze, pós-punk e indie noise dos anos 80 e 90 em algo urgente, magnético e profundamente contemporâneo. O passaporte para o reconhecimento global definitivo veio carimbado pelo aclamado segundo álbum, Phonetics On and On. Lançado no ano passado, o trabalho consolidou o Horsegirl nos holofotes da crítica internacional, figurando no topo das listas de melhores discos de 2025. Ao contrário da estreia crua que buscava emular a energia dos palcos, o registro recente revelou um amadurecimento corajoso de estúdio, desbravando texturas experimentais e drones sintetizados sem perder o apelo de suas melodias pop tortas. A prova de fogo desse repertório diante do público brasileiro acontece no sábado (23), em São Paulo. O Horsegirl é uma das atrações mais aguardadas do C6 Fest, festival que ocupa o Parque Ibirapuera. O show será às 14h40, na Tenda MetLife. Os ingressos estão esgotados. Em uma conversa franca e descontraída com o Blog n’ Roll, por chamada de vídeo, embalada pela sinfonia caótica de sirenes e buzinas de uma Nova York ensolarada, a guitarrista e vocalista do Horsegirl, Penelope Lowenstein, falou sobre as expectativas para a estreia em solo brasileiro, a transição geográfica e criativa da banda, os bastidores do elogiado EP Julien 2 e o desafio diário de equilibrar negócios e amizade. Confira a entrevista na íntegra a seguir. Oi, Penelope, como você está? Estou bem, e você? Estou bem também. O dia está ensolarado por aí, lindo! Sim, super quente lá fora hoje. Por isso tenho que ficar com todas as janelas abertas. Se você ouvir coisas como sirenes ou buzinas, é só a loucura de Nova York acontecendo. Sinto muito! Tudo bem. Esta é a primeira vez do Horsegirl se apresentando no Brasil, um país com uma base de fãs de indie rock muito apaixonada. O que você já ouviu falar sobre o público brasileiro e o que está mais animada para vivenciar no palco do C6 Fest? Bem, ouvi dizer que o Brasil ama rock, então estou animada para ver isso de perto. Poder viajar no geral por causa dos shows é uma forma muito interessante de conhecer um lugar. Felizmente, vamos ter muitos dias de folga em São Paulo. Minha esperança é só comer comida gostosa, comprar alguns discos enquanto estivermos lá e passear por aí. Estou muito, muito animada. Inclusive, eu estava dizendo na minha última entrevista que São Paulo é o lugar para onde eu mais queria ir. Sinto que é uma chance incrível de conhecer um local que desejava visitar há muito tempo. Sim, parece perfeito. Você já pesquisou sobre São Paulo? Onde quer ir? Eu falei com alguns amigos que conheço por lá e estou tentando fazer com que eles me deem recomendações fora do circuito turístico tradicional, sabe? Honestamente, não tem muita comida brasileira nos Estados Unidos que eu tenha provado. Quero muito experimentar a culinária local. No mais, pretendo ver um pouco de música. Sim. Galeria do Rock é um lugar muito bom para ir. Sim! A Galeria do Rock é tipo um shopping. Ah, eu anotei isso! Já ouvi falar. Fica no Centro? Fica no Centro. Ok, já sei sobre esse lugar, então. Tenho uma lista crescendo. Perfeito! O festival mistura atrações históricas com a nova vanguarda da música global. Como você vê o papel do Horsegirl nesse circuito, levando música movida a guitarra e uma estética faça-você-mesmo (DIY) para grandes palcos? Estava olhando o lineup e pensei que parece uma boa mistura de atrações internacionais com artistas brasileiros. Fiquei bem lisonjeada por sermos escolhidas como uma das bandas americanas do evento. Espero que a gente mostre algo interessante que talvez não esteja sendo feito no Brasil no momento. É muito legal ser representante de algo no exterior. Nós viemos de um grupo de bandas em Chicago que nunca imaginou que teria a chance de viajar tão longe para tocar para as pessoas. Especialmente se a mensagem em torno das coisas DIY for inspiradora para o público, isso me deixa muito feliz. É incrível pensar em conseguir espalhar isso mais longe do que você achou que conseguiria. E Phonetics On and On completou um ano desde o seu lançamento, cercado de elogios e figurando nas principais listas de melhores do ano de 2025. Olhando para trás agora, como você processa o impacto que esse álbum teve na carreira do Horsegirl? Foi um momento importante. Para uma banda, fazer um primeiro disco é muito diferente de fazer um segundo e sair do outro lado. Às vezes você tem um primeiro trabalho de sucesso e depois fica um pouco perdida, sem saber o que fazer. Nós tomamos um rumo muito diferente entre o nosso primeiro e o segundo disco. Nossos shows ficaram ainda maiores e pareceram mais significativos do que na primeira vez. Isso nos deu muita confiança de que podemos mudar as coisas na nossa carreira e ter liberdade para seguir o que é interessante para nós. Ter feito algumas coisas diferentes na minha vida com essa idade tão jovem afirma, de uma perspectiva de carreira, que posso fazer muitas coisas distintas como musicista. Essa foi uma lição valiosa para nós. Superar o desafio de um segundo disco parece algo grandioso. O terceiro acaba sendo um bloqueio mental porque você já passou por isso duas vezes antes. Vocês começaram o Horsegirl em Chicago e depois se mudaram para Nova York, certo? Sim! O quanto essa mudança de cenário e viver em Nova York influenciou a composição e as origens das músicas no segundo disco? Foi fundamental! Éramos muito jovens quando escrevemos nosso primeiro disco, tínhamos uns 16
Towa Bird lança álbum “Gentleman”; ouça!

Se você acompanha a nova safra do indie rock, o nome de Towa Bird certamente já cruzou o seu feed. Conhecida por sua técnica impecável na guitarra, sua atitude andrógina e por ter acompanhado Reneé Rapp na estrada, a artista anglo-filipina acaba de dar o pontapé inicial em sua nova era com o álbum Gentleman. Atitude, desejo e androginia do Towa Bird Carro-chefe do álbum, a faixa-título é uma declaração ousada. Towa utiliza o deboche e o magnetismo andrógino para explorar sua própria sexualidade e o desejo queer, vestindo um arquétipo tradicionalmente masculino de forma provocativa e livre. “Eu queria começar o álbum abraçando a androginia e expressando esse lado da minha sexualidade de forma direta. Existe vulnerabilidade em outros momentos do disco, mas com Gentleman eu queria iniciar tudo com uma grande explosão”, explica a artista. Som da liberdade de estúdio A canção foi a primeira a ser escrita e gravada para o novo projeto, ditando imediatamente o tom de todo o disco. Criada de forma espontânea ao lado do produtor Wimberly, a faixa é uma colisão perfeita de pop-punk acelerado, vocais rasgados e riffs de guitarra que parecem disparados por uma metralhadora. Para Towa, o segredo da energia da música foi a ausência de cobrança nas sessões de estúdio: “Nossa única intenção naquele dia era criar algo punk, empolgante e rápido. Estávamos apenas experimentando e vendo no que dava. Entrar no estúdio com essa mentalidade tirou toda a pressão, e essa sensação de liberdade nos acompanhou até o fim do processo”, relembra.
Bayside Kings lança “A Lei do Retorno” e consolida nova fase pela Deck

A banda santista Bayside Kings disponibilizou em todas as plataformas o single A Lei do Retorno, o primeiro lançamento de 2026 e o pontapé inicial para o novo álbum de estúdio que chega via gravadora Deck. Com 16 anos de estrada, o grupo formado por Milton Aguiar (voz), Teteu (guitarra), Manolo (baixo) e David Gonzalez (bateria) vive o seu momento de maior expansão. A virada de chave aconteceu após a pandemia, quando a banda tomou a decisão corajosa de migrar as composições do inglês para o português. O resultado? Uma conexão imediata com um público muito maior, sem perder um grama da agressividade característica. Hardcore, scratches e atitude urbana em A Lei do Retorno Em A Lei do Retorno, o Bayside Kings expande suas fronteiras sonoras ao convidar o DJ Terrorscreen. A faixa incorpora elementos do hip-hop, como scratches, que se fundem perfeitamente à batida acelerada do hardcore. É um som que carrega o asfalto no DNA, unindo a fúria das rodas de pogo com a estética das ruas. Liricamente, a música é um soco no estômago da inércia. Milton Aguiar entrega uma letra sobre persistência e o foco no futuro, criticando a falsidade e a busca vazia por validação. “Seguir tentando é a única forma de quebrar ciclos, sair do lugar e não ser engolido. A música é sobre carregar o passado sem ficar preso nele”, define o vocalista. Rumo ao palco principal do Porão do Rock A força dessa nova fase será testada em um dos maiores palcos da América Latina. O Bayside Kings está confirmado para os dias 22 e 23 de maio no festival Porão do Rock, em Brasília. Se no ano passado eles já haviam roubado a cena, em 2026 a banda retorna com o status de atração do palco principal, consolidando de vez o nome de Santos no topo do mapa do rock nacional contemporâneo.
Kampfar celebra 30 anos com show único em São Paulo

A cidade de São Paulo segue como uma das principais rotas do metal extremo mundial. Desta vez, quem desembarca na capital paulista é a banda norueguesa Kampfar, que realiza show único no Brasil no próximo dia 31 de maio, no Manifesto Bar. A apresentação integra a turnê latino-americana “Three Decades of True Norse Black Metal”, celebrando os 30 anos de trajetória do grupo formado em 1994. Conhecido pela sonoridade agressiva e pela forte conexão com temas ligados à cultura nórdica, o quarteto promete um repertório que percorre diferentes momentos da carreira. Clássicos como “Hymne”, “Mylder” e “Swarm Norvegicus” devem dividir espaço com músicas do álbum “Til Klovers Takt”, lançado em 2022 e considerado um dos trabalhos mais elogiados da fase recente da banda. Atualmente formado por Dolk, Ask, Ole e Ese, o Kampfar construiu uma trajetória sólida dentro do black metal europeu. Ao longo de três décadas, o grupo lançou nove discos de estúdio, realizou mais de 300 apresentações ao redor do mundo e conquistou reconhecimento importante na Noruega. A banda venceu duas vezes o Spellemannprisen, principal premiação musical do país, na categoria de melhor banda de Black Metal, pelos álbuns “Profan” e “Til Klovers Takt”. O disco “Ofidians Manifest” também recebeu indicação ao prêmio em 2019. A passagem pela América Latina inclui apresentações na Argentina, Colômbia, Chile e México antes do encerramento em São Paulo. A realização da turnê é da Talent Nation, responsável pelo agenciamento do grupo no continente. O show acontece no tradicional Manifesto Bar, uma das casas mais emblemáticas da cena rock e metal no Brasil. Fundado em 1994, o espaço já recebeu nomes históricos como Motörhead, Ramones, Iron Maiden e Metallica, além de seguir abrindo espaço para novas bandas e diferentes vertentes do rock pesado. Serviço Kampfar – Three Decades of True Norse Black MetalData: 31 de maio de 2026Local: Manifesto BarEndereço: Rua Ramos Batista, 207 – Vila OlímpiaAbertura da casa: 19hIngressos: a partir de R$ 120 Clube do Ingresso