Astra Vaga: pop alternativo português estreia com álbum “Unção Honrosa”

O músico português (e neto de brasileira) Pedro Ledo decidiu romper com a rotina de escritório para criar algo novo. Assim nasceu o Astra Vaga, projeto que acaba de lançar seu disco de estreia, intitulado Unção Honrosa. O trabalho chega ao mercado pelo selo Saliva Diva, conhecido por movimentar a cena independente de Portugal. Musicalmente, o artista cruza referências de dream pop e pós-punk, criando uma sonoridade envolvente e nostálgica. Do terno e gravata à liberdade criativa de Astra Vaga Pedro Ledo acumula mais de uma década de trajetória na música, com passagens pelas bandas The Miami Flu e Lululemon. No entanto, o Astra Vaga surgiu de uma ruptura pessoal. O músico adotou o terno e gravata, inspirado nos salaryman japoneses, mas ressignificou o traje com um propósito artístico. O título do álbum reflete esse momento. Segundo Pedro, Unção Honrosa evoca reconciliação com o passado e reparação interior. Ele compôs e produziu as nove faixas em estúdios improvisados na cidade do Porto. Geralmente, as gravações ocorriam em sessões tardias, após o trabalho, o que moldou o tom introspectivo e urbano da obra. Estética lo-fi e novo clipe O universo visual é uma parte fundamental do projeto. Pedro trabalha com videoarte analógica e traz referências de jogos japoneses dos anos 90 e glitch art. Essa estética de “baixa fidelidade” cria uma sensação de memória distorcida. Para acompanhar o lançamento, o artista divulgou o clipe da faixa Nada a Meu Favor. O vídeo se junta aos singles anteriores Lamento, Cor-de-rosa, Noite a Cair e Roxo. Conexão profunda com o Brasil Apesar da origem europeia, o Brasil ocupa um lugar especial nos planos do Astra Vaga. Pedro Ledo revelou um fascínio antigo pela nossa cultura e planeja uma turnê pelo país. “A música brasileira influenciou a minha formação como músico desde cedo: a harmonia rica da bossa nova; a música louca e psicodélica dos Mutantes; o groove do Tim Maia e o rock da Legião Urbana”, conta o artista. Ele acredita que a energia do Brasil vem das pessoas e da forma como elas se relacionam. Portanto, ouvir Unção Honrosa é também descobrir como essas influências tropicais ecoam, mesmo que sutilmente, na melancolia portuguesa de Pedro Ledo. Ouça o álbum completo e assista ao novo clipe nos links abaixo.
Entrevista | Frank Turner – “Vou visitar o Brasil só porque toco guitarra. Sinto que tenho o dever de aproveitar isso ao máximo”

Frank Turner vem ao Brasil no final deste mês como parte de sua aguardada turnê pela América Latina, com shows confirmados em São Paulo, Brasília e Curitiba. A passagem pelo país marca a estreia do cantor britânico em palcos sul-americanos e acontece em um momento especialmente simbólico de sua trajetória, após mais de duas décadas de estrada. Conhecido pela intensidade de suas apresentações e pela conexão direta com a audiência, Turner chega acompanhado de Dave Hause e da banda Katacombs, reforçando o caráter especial dessa primeira visita musical a região. Desde a saída do Million Dead, Frank Turner construiu uma das carreiras mais consistentes do folk punk contemporâneo, somando mais de 3.000 shows ao redor do mundo, dez álbuns de estúdio e presença constante nos principais festivais europeus. Suas músicas transitam entre relatos pessoais, reflexões sociais e a defesa da cena independente, valores que também se manifestam fora do palco, como na maratona de shows que o levou ao Guinness World Records e nas ações de apoio a casas de shows durante a pandemia. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Frank Turner falou sobre a expectativa de shows na América do Sul, a relação com o Brasil, país no qual já passou férias, os bastidores do recorde no Guinness e até mesmo seu split com o NOFX. Esta será sua primeira turnê na América do Sul. O que você espera da audiência da região e o que mais desperta sua curiosidade nesses shows? A primeira coisa que quero dizer é que estive no Brasil uma vez, em férias, há alguns anos, e tive uma experiência incrível. Fui ao Rio de Janeiro e a Paraty. Foi há dois ou três anos, acho. Foi insano. O Rio simplesmente explodiu minha cabeça, foi algo realmente impressionante. Fiquei até me sentindo mal por ter passado mais de 40 anos da minha vida sem nunca ter vindo à América do Sul e, mais especificamente, ao Brasil. É um lugar tão intenso, tão vivo. E percebi que não falo português, então peço desculpas por isso. Mas eu amei estar aí. E finalmente vai atender aos tantos pedidos de “Come To Brazil”, né? Principalmente após os shows cancelados na época da pandemia… Existe esse clichê sobre vir ao Brasil nas redes sociais, e eu vivi isso. Acho bonito, acho incrível. É algo muito louco para mim pensar que existem pessoas do outro lado do mundo, em um país onde eu nunca tinha estado, que sabem quem eu sou e que se importam com minha música. Isso é maravilhoso. De forma mais ampla, os fãs brasileiros e sul-americanos têm a reputação de serem muito apaixonados, e eu acho isso algo de que vocês deveriam se orgulhar. É lindo. Se você me fizer escolher, eu sempre fico com pessoas apaixonadas. Eu moro em Londres, e lá as pessoas podem ser muito irônicas, distantes às vezes. É uma relação diferente com a arte. Eu sempre prefiro a intensidade, a entrega. Em muitos sentidos, eu não sei exatamente o que esperar dessa turnê, e isso é justamente o que a torna tão empolgante. Estou realmente muito animado para finalmente vir. Eu tinha uma turnê pela América do Sul marcada para 2020, que acabou não acontecendo por razões óbvias. Eu estava muito empolgado naquela época, então fico ainda mais feliz que agora isso finalmente esteja acontecendo. E você veio ao Brasil somente de férias para descansar ou também teve tempo de estudar e conhecer bandas locais e a cena punk brasileira? Não tive a oportunidade de conferir a cena punk brasileira naquela viagem. Dito isso, agora vou ser péssimo e não lembrar nomes, mas tenho amigos brasileiros há muitos anos. Posso dizer que cresci ouvindo Sepultura e amo essa banda, é algo gigantesco para mim. Tenho consciência de que existe uma cena de rock e punk muito forte no Brasil e espero que, dessa vez, enquanto estiver aí, eu consiga aprender mais sobre ela. Depois de mais de 20 anos na estrada e mais de 3.000 shows realizados, o que ainda te motiva a continuar tocando com a mesma intensidade? A primeira coisa que eu diria é que a intensidade é diferente. Eu não toco tão pesado quanto quando tinha 20 ou 30 anos, simplesmente porque meu corpo não aguenta mais. Já fiz turnês de 13 meses sem voltar para casa, e isso é ridículo. Ninguém precisa fazer isso, especialmente quando chega aos 40. Mas eu amo o que faço. É a única coisa no mundo em que sinto que sou realmente bom e que sei fazer. É um privilégio enorme. Muitas pessoas tentam viver de música e não conseguem, muitas vezes por razões totalmente fora do controle delas. Eu fui uma dessas pessoas raras que conseguiu fazer isso funcionar por muito tempo, e me sinto extremamente privilegiado. Quero honrar isso. Quero sentir que estou fazendo jus a essa sorte. Vou visitar países que nunca estive antes por causa de uma guitarra, sabe? Vou tocar no Chile, na Argentina e no Brasil porque eu toco guitarra. Isso é loucura. Que tipo de sorte é essa? Sinto que tenho o dever de aproveitar isso ao máximo, de abraçar tudo. Se eu estivesse tocando mais um show em Manchester, onde já toquei centenas de vezes, seria diferente. Eu amo Manchester, mas não é novidade para mim. Essa turnê é especial justamente porque é tudo novo, e isso me deixa muito empolgado. Desde o início da sua carreira solo, você lança algo novo praticamente todos os anos. Isso é estratégia ou impulso criativo constante? Seria generoso chamar isso de estratégia. Acho que é simplesmente quem eu sou. No começo, eu escrevia discos muito rapidamente. Hoje levo mais tempo, o que tem a ver com experiência e idade. Gosto da ideia de ter coisas disponíveis, sejam compilações de raridades, discos ao vivo ou projetos paralelos. Não espero que todo mundo ouça tudo, mas é legal que isso exista. Também é assim que eu ganho a vida: tocando e lançando discos. Se isso virou uma estratégia
Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies para focar na família e projetos

O baterista Jay Weinberg deixou o Suicidal Tendencies. De acordo com o músico, a decisão ocorreu de forma totalmente amigável e planejada. Weinberg, que assumiu as baquetas da banda em março de 2024, encerra este ciclo após pouco menos de dois anos de estrada. Paternidade e novos rumos para Jay Weinberg O principal motivo para a saída envolve uma grande mudança de vida. Jay revelou que será pai pela primeira vez ainda este ano. Portanto, ele decidiu priorizar a chegada do bebê e dedicar mais tempo à sua família neste momento especial. Além disso, o baterista tem planos artísticos ambiciosos. Ele citou o projeto Portraits of an Apparition, uma série crescente de colaborações, e a construção de um espaço criativo adequado em sua casa. Misterioso, ele também mencionou que trabalha em “novos projetos em desenvolvimento” que ainda não pode anunciar. Gratidão e a mensagem de “You Can’t Bring Me Down” Em seu comunicado oficial no Instagram, Jay demonstrou profunda gratidão aos companheiros de banda. Ele agradeceu nominalmente a Mike Muir, Dean Pleasants, Ben Weinman e Tye Trujillo. O músico destacou como o grupo o acolheu em um momento delicado de sua carreira (logo após sua saída do Slipknot). Segundo ele, a banda permitiu que ele sentisse na pele a mensagem do clássico You Can’t Bring Me Down quando ele mais precisava. “Mike, Dean, Ben e Tye: vocês apoiaram um amigo quando ele estava em baixa… Sou imensamente grato por isso e mal posso esperar para ver o que vocês farão a seguir”, escreveu o baterista. Repercussão e legado Colegas como Ra Diaz, Greyson Nekrutman e Branden Steineckert enviaram mensagens de apoio nos comentários da publicação. Jay finalizou sua despedida reafirmando seu amor pelo legado do grupo e pelos fãs que conheceu em seis continentes. Ele encerrou o texto com a frase que resume seu sentimento: “ST para sempre!”.
Morre Matt Kwasniewski-Kelvin, cofundador do Black Midi, aos 26 anos

Matt Kwasniewski-Kelvin, guitarrista e cofundador da banda britânica Black Midi, faleceu aos 26 anos. A família confirmou a notícia através de um comunicado divulgado pela gravadora Rough Trade. Segundo a nota oficial, o músico enfrentava uma “longa batalha contra problemas de saúde mental”. Infelizmente, ele sucumbiu à doença, apesar de todos os esforços para sua recuperação. A formação de uma sonoridade única Matt Kwasniewski-Kelvin desempenhou um papel crucial na criação da identidade sonora do Black Midi. Ele conheceu seus companheiros de banda, Geordie Greep, Cameron Picton e Morgan Simpson, na Brit School, em Londres. Juntos, eles lideraram a vibrante cena do sul da cidade, frequentando a famosa casa de shows Windmill, em Brixton. Matt se destacava por alternar riffs delirantes de post-hardcore com ruídos abstratos e improvisados. Essa energia definiu o aclamado álbum de estreia do grupo, Schlagenheim (2019). Afastamento e legado de Matt Kwasniewski-Kelvin O guitarrista deixou a banda em 2021, pouco antes do lançamento do segundo disco, Cavalcade. Na época, ele explicou aos fãs que precisava se afastar para cuidar de sua mente. O restante do grupo seguiu como um trio até anunciar uma pausa indefinida em 2024. Mesmo longe dos grandes palcos, Matt continuou a criar. Ele fez uma participação especial no álbum de Wu-Lu em 2022 e lançou gravações solo recentemente, abordando temas políticos. O apelo da família A família descreveu Matt como um “músico talentoso e um homem gentil e amoroso”. O comunicado termina com um pedido comovente e necessário para todos nós: “Por favor, reserve um momento para verificar como estão seus entes queridos para que possamos impedir que isso aconteça com nossos jovens.”
Vapors of Morphine e Dean Wareham unem legados em show único em São Paulo

A cidade de São Paulo recebe no dia 9 de maio, no Cine Joia, um encontro que reúne dois capítulos fundamentais da história do rock alternativo norte-americano. Vapors of Morphine e Dean Wareham sobem ao palco em uma noite que conecta o legado dos Morphines a um set especial dedicado ao Galaxie 500, bandas que ajudaram a redefinir os limites estéticos do indie entre o fim dos anos 1980 e a década de 1990. A produção é da Maraty, com ingressos à venda pela Fastix. Ativos no mesmo período histórico, Vapors of Morphine e Dean Wareham representam vertentes distintas, mas complementares, de reinvenção do rock alternativo. Enquanto o Morphine construiu uma linguagem própria baseada em minimalismo, sensualidade e atmosfera urbana, o Galaxie 500 estabeleceu uma estética etérea e melancólica que viria a influenciar profundamente o indie contemporâneo. São duas matrizes sonoras que seguem reverberando em diferentes gerações de artistas. Formado em Massachusetts no fim dos anos 1980, o Galaxie 500 construiu uma reputação sólida mesmo com uma discografia enxuta. Os álbuns Today, On Fire e This Is Our Music estabeleceram um novo vocabulário para o rock alternativo, marcado por guitarras carregadas de reverberação, tempos lentos e uma melancolia deliberadamente contida, distante de qualquer apelo espetacular. À frente do grupo, Dean Wareham foi decisivo para deslocar o indie do nervosismo pós punk para um território mais contemplativo, abrindo caminho para movimentos como o dream pop e o slowcore. Sua influência pode ser percebida em nomes como Slowdive, Yo La Tengo, Beach House e The National. No mesmo período, o Morphine ocupou um espaço singular dentro do rock alternativo. Liderada por Mark Sandman, a banda de Boston rompeu com a formação tradicional ao eliminar a guitarra e construir seu som a partir do saxofone barítono, baixo de duas cordas e bateria. O resultado foi uma sonoridade densa, hipnótica e profundamente urbana. Discos como Good, Cure for Pain e Yes consolidaram o grupo como um dos cultos mais duradouros dos anos 1990, exercendo influência sobre artistas de diferentes vertentes, de Radiohead e Nick Cave a Queens of the Stone Age e Arctic Monkeys. Após a morte de Sandman, em 1999, o saxofonista Dana Colley encontrou no Vapors of Morphine uma forma de manter vivo e em movimento esse repertório singular. Ao lado de Jeremy Lyons e Tom Arey, o projeto preserva a essência do Morphine ao mesmo tempo em que amplia suas possibilidades, reafirmando a relevância de um catálogo que segue atual dentro da música alternativa. Serviço Vapors of Morphine + Dean Wareham em São PauloData: 9 de maio de 2026 (sábado)Horário: 20h (abertura da casa)Local: Cine JoiaEndereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São PauloIngressos: Fastix
Rodox voltará aos palcos para shows nas principais capitais brasileiras

O Rodox confirmou o retorno aos palcos em 2026 com a reunião de seus integrantes originais para uma turnê nacional. O anúncio marca o reencontro da banda após mais de 20 anos desde o encerramento de suas atividades e recoloca em evidência um dos nomes mais relevantes do rock pesado brasileiro do início dos anos 2000. A informação foi confirmada ao Blog N’ Roll pela assessoria do cantor Rodolfo Abrantes, que também informou que detalhes sobre datas, cidades e locais dos shows ainda serão divulgados oficialmente. Formado no início dos anos 2000, o Rodox surgiu após a saída de Rodolfo do Raimundos e rapidamente chamou atenção pela sonoridade pesada, letras intensas e identidade própria que ia do hardcore ao nu metal. Apesar do curto período de atividade, a banda construiu uma base fiel de fãs e deixou registros que se tornaram referência para a cena nacional, com músicas como “Olhos Abertos”, “Dia Quente” e “De Uma Só Vez”. O grupo encerrou suas atividades poucos anos após a estreia, em 2004, o que contribuiu para o status cult que conquistou ao longo do tempo. Desde então, o Rodox passou a ser constantemente citado por fãs e músicos como uma banda à frente de seu tempo, com influência que se manteve viva mesmo fora dos palcos. A confirmação da turnê reacende o interesse em sua discografia e abre a possibilidade de um reencontro histórico entre banda e público. A formação terá, além de Rodolfo, os membros Fernando Schaefer, que vinha prestando tributos à banda, Patrick Lapan e Pedro Nogueira.
Bowling For Soup e Able Machines lançam cover de “Connection”, do Elastica

A banda Bowling For Soup uniu forças com a dupla Able Machines para lançar um inusitado cover de Connection. A faixa original, gravada pelo Elastica, é um dos maiores hinos do Britpop dos anos 90. Uma longa amizade motivou essa parceria. O vocalista Jaret Reddick mantém uma relação próxima com Linus Of Hollywood, integrante do Able Machines e produtor de longa data do Bowling For Soup. Juntos, eles decidiram transformar a música. Uma nova roupagem eletrônica do Bowling For Soup Enquanto a versão original do Elastica focava em guitarras distorcidas e energia crua, o novo cover segue outro caminho. A banda apostou em uma pegada mais eletrônica, respeitando a sonoridade do Able Machines. Jaret Reddick explicou como a ideia surgiu. Segundo ele, a música sempre fez parte da trilha sonora da banda na estrada. “Eu sempre amei essa música! A gente tocava ela sem parar na van! Um dia eu estava ouvindo uma música nova do Able Machines e pensei… Meu melhor amigo, o produtor do Bowling For Soup, Linus of Hollywood, está numa banda de música eletrônica! A gente devia fazer uma Connection juntos!”, contou o vocalista. Felizmente, Linus e Tay (a outra metade do Able Machines) toparam o desafio imediatamente. O resultado agradou a todos e gerou também um videoclipe divertido. A produção visual presta uma homenagem à ficção científica retrô e você pode conferir o resultado abaixo. Turnê e grandes palcos O Bowling For Soup vive um momento grandioso. No mês passado, o grupo liderou um show histórico na Wembley Arena, em Londres. Agora, eles já planejam o retorno ao Reino Unido para o verão. A banda fará uma turnê conjunta com Frank Turner, batizada de Bowl My Bones. A série de shows começará em 25 de junho no Dreamland, em Margate. Ao todo, eles farão nove apresentações, encerrando a jornada no icônico Eden Project, em Cornwall.
Black Veil Brides lança “Certainty” e questiona crenças absolutas

O Black Veil Brides decidiu começar o ano com intensidade. A banda, liderada por Andy Biersack, lançou hoje (9) o single Certainty. A faixa fará parte do próximo álbum de estúdio do grupo e já chega acompanhada de um videoclipe impactante. A formação atual conta com Biersack nos vocais, os guitarristas Jake Pitts e Jinxx, o baixista Lonny Eagleton e o baterista Christian Coma. Juntos, eles entregam uma sonoridade que mistura a identidade clássica da banda com novas reflexões filosóficas. Inspiração cinematográfica e crítica social em Certainty Segundo Andy Biersack, o conceito de “certeza” permeia todo o novo disco. Curiosamente, o filme Conclave inspirou a criação da letra. O vocalista reflete sobre como sistemas de crença rígidos podem se tornar prisões. “Quando a certeza se cristaliza, curiosidade, crescimento e disposição para mudar se tornam impossíveis”, explica Biersack. Além disso, a música critica o cenário atual. O cantor aponta que grande parte do discurso político e social existe dentro de “câmaras de eco”, onde as pessoas apenas reforçam suas próprias crenças absolutas. Essa tensão narrativa impulsiona a nova fase da banda. Videoclipe com estética de cinema Para ilustrar essa mensagem, o Black Veil Brides convocou o diretor George Gallardo Kattah. A equipe filmou o videoclipe em Bogotá, na Colômbia, aproveitando a passagem da banda pelo país. O resultado visual impressiona. Com uma cinematografia que remete aos filmes da produtora A24, o vídeo interpreta o medo e o orgulho como “gêmeos bíblicos”. Biersack classificou a produção como uma das favoritas de sua carreira, elogiando a interpretação visual dos temas da canção. Uma trajetória de sucesso A faixa Certainty surgiu de última hora. Jake Pitts enviou a ideia inicial e a banda finalizou a gravação em poucos dias, sentindo que ela era essencial para o álbum. Vale lembrar que o grupo vive um ótimo momento. O disco anterior, The Phantom Tomorrow, alcançou o topo da parada Top Hard Rock Albums da Billboard. Agora, com o selo Spinefarm e após 15 anos de estrada, o Black Veil Brides renova seus votos com o BVB Army e mostra que ainda tem muito a dizer. Assista ao clipe abaixo.
Elvis Presley in Concert ganha trilha sonora e estreia nos cinemas

A Legacy Recordings e a RCA Records anunciaram o lançamento da trilha sonora de EPiC: Elvis Presley in Concert. O projeto chega às plataformas digitais e em formato CD no dia 20 de fevereiro. Este lançamento acompanha a estreia do filme homônimo nos cinemas. A produção, idealizada pelo cineasta Baz Luhrmann (o mesmo do sucesso Elvis, de 2022), oferece uma experiência cinematográfica única. O longa entra em cartaz com uma semana exclusiva em salas IMAX na mesma data do álbum, seguida de uma distribuição global. Um tesouro restaurado na trilha sonora de Elvis Presley A origem do material é fascinante. Durante a produção de seu filme anterior, Luhrmann e sua equipe descobriram um verdadeiro tesouro nos cofres da Warner Brothers. Eles encontraram negativos e filmagens guardados há décadas, originalmente capturados para os documentários Elvis: The Way It Is (1970) e Elvis On Tour (1972). Portanto, EPiC traz esse material restaurado meticulosamente. O objetivo é mostrar o homem por trás do mito, totalmente à vontade no palco e conectado com seus fãs. Remixes ousados e “O que Elvis faria?” A trilha sonora conta com 27 gravações. O repertório reúne performances ao vivo com mixagens atualizadas, além de novos remixes e medleys. A ideia foi reinventar a obra do cantor. “Perguntávamos constantemente a nós mesmos: o que Elvis faria se estivesse por aqui? Como ele experimentaria?”, explica Luhrmann sobre a direção criativa. Para ter um gosto do que vem por aí, os fãs já podem ouvir a faixa Wearin’ That Night Life Look. A música funde quatro gravações clássicas para criar algo inteiramente novo a partir do DNA de Elvis. Formatos físicos e tracklist Enquanto o digital e o CD chegam em fevereiro, os amantes do vinil precisarão esperar um pouco mais. A versão em LP duplo será lançada no dia 24 de abril, incluindo edições especiais coloridas. Vale lembrar que o filme já estreou com aclamação crítica no Festival de Toronto de 2025, arrancando aplausos de pé. Abaixo, confira o tracklist completo desta odisseia musical. Tracklist (Digital & CD):