Whitesnake revisita blues da carreira em nova compilação

O Whitesnake comemora o som do blues que ajudou a inspirar a sua carreira em uma nova coleção que apresenta versões remixadas e remasterizadas das melhores canções de blues-rock do grupo. The Blues Album é o terceiro e último lançamento da trilogia Red, White and Blues da banda, uma série de compilações organizadas por temas musicais. Anteriormente, a banda divulgou Love Songs (Red) e The Rock Album (White). The Blues Album estará disponível em 19 de fevereiro digitalmente. Para celebrar o anúncio, está disponível, em todas as plataformas digitais, Steal Your Heart Away, single do projeto. Ademais, como o álbum The Rock e Love Songs, todas as faixas do The Blues Album foram revisitadas, remixadas e remasterizadas. David Coverdale diz que a música reflete como artistas de blues como Muddy Waters, Howlin ’Wolf e os três mestres (Albert, B.B. e Freddie) continuam a inspirá-lo. Nas notas do encarte do álbum, ele escreve: “é difícil encontrar palavras para mostrar o quão profundamente elas se conectam com a minha alma. Mas blues para mim é uma bela palavra que descreve a expressão emocional. Sentimentos, sejam sentimentos de tristeza, solidão, vazio, mas também os que expressam grande alegria, celebração e dança, sensualidade e amor!!!”. Aliás, a nova compilação oferece uma mistura potente de sucessos e faixas profundas que apareceram originalmente entre 1984 e 2011. Em resumo, são seis álbuns de estúdio do Whitesnake e no disco solo de Coverdale: Into the Light.
Passenger lança álbum para os bêbados de corações partidos

O cantor e compositor Passenger (Mike Rosenberg) lançou o aguardado Songs for the Drunk and Broken Hearted, álbum composto por personagens bêbados e de corações partidos, com faixas que foram criadas por Rosenberg quando ele ficou recentemente solteiro. O álbum estava originalmente planejado para maio de 2020, mas quando a pandemia virou o mundo de cabeça para baixo, Rosenberg chegou a decisão que o álbum ainda não estava completo afinal. Algumas músicas não pareciam mais fazer tanto sentido e foram retiradas. Aliás, três novas canções foram adicionadas, incluindo a abertura do álbum Sword from the Stone, que ele escreveu durante a quarentena e a apresentou pela primeira vez durante uma de suas YouTube Isolation Sessions no começo do ano. Passenger recentemente lançou uma trilogia de músicas acompanhadas por clipes para introduzir ao público diferentes personagens de seu universo de bêbados com corações partidos. A série começou com A Song for the Drunk and Broken Hearted, que se passa em um bar quase vazio, com apenas algumas pessoas afogando mágoas. Em seguida, veio Suzanne, que coloca em foco uma mulher mais velha sentada sozinha refletindo sobre o tempo que passou. Posteriormente, foi a vez de Remember To Forget, que é sobre o homem que bebeu demais e se recusa a aceitar que a noite acabou. Enquanto não pode viajar com sua turnê, Passenger convida fãs para uma tarde intimista no Royal Albert Hall em Londres. Ele fará uma apresentação de uma gravação exclusiva que será transmitida neste domingo (10), às 23h (horário de Brasília). Ingressos podem ser adquiridos aqui.
Kings of Leon anuncia When You See Yourself e libera dois singles

O Kings Of Leon anunciou o lançamento de seu tão esperado oitavo álbum de estúdio, When You See Yourself, para 5 de março, pela RCA Records. O single principal, The Bandit foi disponibilizado na sexta-feira (8) com um videoclipe que estabelece o tom sônico e visual do álbum. A banda também disponibilizou uma segunda faixa, 100,000 People. Gravado no famoso Blackbird Studios de Nashville e produzido pelo vencedor do Grammy Markus Dravs (Arcade Fire, Coldplay, Florence + the Machine) o álbum lança Kings of Leon em 2021 com uma evolução moderna de seu som. O álbum foi divulgado em vários formatos nas últimas semanas e chega quatro anos após seu primeiro álbum de estreia e que foi o número um nos EUA, Walls. A banda até começou a anunciar o álbum diretamente por meio de alguns fãs especiais com o envio de uma camiseta exclusiva com as faixas e letras do álbum. Também aproveitam o momento para aumentar a conscientização e arrecadar fundos para ajudar as equipes de música ao vivo da Live Nation’s Crew Nation. Confira as inovadoras redes sociais e a recapitulação da campanha de divulgação AQUI. A banda lançou sua nova linha de produtos que podem ser adquiridos no site oficial. A linha incluirá uma edição limitada da “Hero T-Shirt”, que os fãs adquirirem e têm a chance de receber a camiseta exclusiva com a letra completa do novo single, The Bandit. A banda doará 100% da compra da “Hero T-Shirt” para o fundo de ajuda às equipes de música ao vivo da Live Nation’s Crew Nation. As camisetas estarão disponíveis por apenas uma semana, até 15 de janeiro. Faixas When You See Yourself, Are You Far AwayThe Bandit100,000 PeopleStormy WeatherA WaveGolden Restless AgeTime in DisguiseSupermarketClaire and EddieEchoingFairytale
Frank Zappa é estudado e entendido em novo documentário
Crítica | Where Death Lies – Carnation

Se 2020 foi um dos piores anos da história da humanidade, o mesmo não pode ser dito sobre o death metal. O terrível ano que passou testemunhou vários bons lançamentos do estilo, é só dar uma acompanhada na nossa coluna para conferir. Where Death Lies, dos belgas do Carnation, é mais um torpedo para deathbanger nenhum botar defeito. Seguindo o lado europeu do estilo, como a Suécia e seus vizinhos holandeses, Where Death Lies traz influências de Entombed (antigo), Asphyx, Centinex e Pestilence. Sim, é o lado mais tradicional e “true” do death metal, como as matadoras Iron Discipline, Sepulcher of Alteration, Spirit Excision e a faixa-título deixam bem claro, através de seus vocais furiosos, levadas certeiras, cozinha precisa (o batera Vincent Verstrepen é excelente) e, claro, nos gloriosos riffs de guitarra, carregados de fúria e aura malévola, além de ótimos solos. E não deixem de ouvir as duas últimas faixas de Where Death Lies, Reincarnation (com sua tétrica intro) e In Chasms Abysmal, um pesadelo death com mais de sete minutos de duração. Where Death LiesAno de Lançamento: 2020Gravadora: Season of MistGênero: Death Metal Faixas:1-Iron Discipline2-Sepulcher of Alteration3-Where Death Lies4-Spirit Excision5-Napalm Ascencion6-Serpent´s Breath7-Malformed Regrowth8-Reincarnation9-In Chasms Abysmal
Crítica | V – Taurus

Quem viveu a época ou é simplesmente um adepto daquele período, os anos 1980 foram realmente inesquecíveis para o metal. Afinal, tanto no Brasil como no resto do mundo, brotavam bandas do estilo em cada esquina. E, entre inúmeros álbuns clássicos, podemos citar Signo de Taurus (1986) e Trapped In Lies (1988) dos cariocas do Taurus, que marcaram os fãs de speed/thrash da época. Em 2020, celebrando os 35 anos de carreira, o grupo lançou seu quinto álbum, sugestivamente nomeado de V. O petardo conta com a participação de diversos convidados, como Alex Camargo (Krisiun, na faixa Existe Um Lugar?), Luiz Louzada (Vulcano, em Dark Phoenix) e Beto de Gásperis, ex integrante do próprio Taurus, em Mãos de Ferro e Mutations. E o grupo não quis saber de inventar muito. Se speed metal é o gênero que está no sangue, o melhor é seguir os instintos. Com isso em mente, o Taurus entrega ótimas faixas em V, como as citadas Dark Phoenix e Mãos de Ferro, as tipicamente heavy Nove Vidas e O Pior Pesadelo e o grande destaque do álbum, Existe Um Lugar?, em que a participação de Alex Camargo transformou a música em uma hecatombe thrash metal. Um excelente álbum, indispensável para qualquer banger. E que não demore mais dez anos para um novo trabalho de estúdio. VAno de Lançamento: 2020Gravadora: Dies Irae RecordsGênero: Speed/Thrash Metal Faixas:1-Nova Vidas2-O Pior Pesadelo3-Dark Phoenix4-Gap5-Mãos de Ferro6-Distopia7-Existe Um Lugar8-Mutation
No Son of Mine: Foo Fighters divulga segundo single de seu próximo disco

2021 começou quente para o Foo Fighters. Logo nos primeiros dias do ano, a banda divulgou o single No Son of Mine. Ademais, esta é a segunda faixa divulgada do próximo disco da banda, intitulado Medicine at Midnight. Antes, Shame Shame já havia sido apresentada aos fãs. Em resumo, No Son of Mine é mais elétrica que sua antecessora e promete um disco bem mais rock and roll. Vale lembrar que Medicine at Midnight chega no dia 5 de fevereiro.
Cobra Kai: 3ª Temporada retorna intensa e mais nostálgica
Afinal, quem é MF DOOM?

Na tarde da última quinta-feira (31) – último dia de um conturbado 2020 – fomos surpreendidos com o anúncio da morte do rapper MF DOOM. Diversos artistas e fãs do músico prestaram suas condolências assim que a notícia foi dada. Contudo, muitas pessoas também não conheciam o trabalho e a carreira do artista. Muitos do internautas que nunca tiveram contato com a discografia de DOOM questionavam as manchetes de sites. “Como pode ser um dos maiores sendo que eu nunca ouvi falar dele?”. É um bom argumento, claro. Ainda assim, mesmo sempre tentando se manter longe do mainstream, o rapper fez por merecer e nos deixa como um dos maiores da história no cenário do hip-hop mundial. MF DOOM Voltando para o dia 9 de janeiro de 1971, nascia em Londres, Daniel Dumile. Filho de pais imigrantes, o garoto se mudou para Nova York ainda muito novo. Aliás, mesmo nunca tendo se naturalizado, Dumile nunca escondeu seu grande amor pela cidade. Sua carreira começou em meados de 1988, quando formou o grupo KMD, junto de DJ Subroc, seu irmão caçula, e Rodan. Na época, Daniel era Zev Love X. O grupo chegou a produzir dois discos em estúdio (Mr Hood e Black Bastards). Infelizmente, puco antes do lançamento do segundo álbum, Subroc morreu após ser atropelado. Black Bastards foi arquivado – tendo sido lançado apenas alguns anos depois – e DOOM retirou-se do cenário do hip-hop. On Doomsday!, ever since the womb ‘til I’m back where my brother went, that’s what my tomb will say MF Doom na faixa Doomsday O rapper chegou a viver nas ruas por algum período e só foi se estabelecer novamente quando se mudou para Atlanta. Em entrevistas, Dumile conta que este período da sua vida foi necessária para ele “se recupar das feridas causadas pela indústria musical”. Em 1997, Daniel reencarnou no cenário como MF DOOM, o pseudônimo faz alusão a sua máscara, muito semelhante a usada por Doctor Doom, vilão das HQs da Marvel Comics. São poucas explicações em torno da decisão do músico de usar o objeto para esconder parte do rosto. Contudo, muitos acreditam que trajado, o rapper se posiciona como inimigo, não só da indústria da música, mas também de construções de identidade dominantes até os dias atuais. Seu disco solo de estreia, intitulado Operation: Doomsday, lançado no final da década de 1990 foi um sucesso. Além dos vocais, o artista também produziu todas as faixas do trabalho. King Geedorah Em 2003, Dumile divulgou mais álbum, Take Me To Your Leader. Nesse, Daniel é creditado como King Geedorah. Aliás, o projeto só conta com quatro músicas cantadas por ele. O restante, os vocais ficam por conta de outros MCs convidados. Viktor Vaughn Como Vikor Vaughn, Daniel lançou Vaudeville Villain. Justamente por conter uma assinatura diferente, o projeto é conhecido por poucos fãs do artista. Uma curiosidade bacana é que Vaughn também é creditado em Fancy Clown, faixa do disco Madvillainy. Madvillain Aqui chegamos no que muitos consideram o ponto alto da carreira de MF DOOM. Em 2004, junto do produtor Madlib – que sampleou diversas músicas brasileiras no álbum, mas isso é assunto para outro artigo – Dumile criou o Madvillain. Juntos, a dupla lançou apenas um registro, através da Stones Throw Records. Intitulado Madvillainy, o álbum foi aclamado pela crítica e até hoje é conhecido como o maior trabalho feito na cena do hip-hop underground. As 22 faixas do álbum serviram de inspiração para inúmeros rappers que estavam iniciando a carreira na época. Pós-Madvillain Em síntese, o músico ainda lançou mais dois discos solo. MM…FOOD (2004) e Born Like This (2009). Sua última década foi marcada por diversos trabalhos colaborativos, como o álbum Key To The Kuffs e Czarface Meets Metal Face. Despedida para MF DOOM Por fim, gostaria de registrar minha despedida a Dumile. Conheci seu trabalho por volta de 2015 e foi a minha porta de entrada no cenário. Alguns dos discos citados aqui entram facilmente no meu top 20 da história. Sua missão foi concluída com êxito MF DOOM. Muito conhecido por ser ‘vilão’, para mim – e para muitos outros – foi herói. Obrigado.