Sorosoro lança “Anna Liz”, single de “slowcore maximalista” que antecipa álbum de estreia

A banda Sorosoro, de Blumenau (SC), lançou nas plataformas de streaming o single Anna Liz (O Mundo é da Sua Cor). A faixa é o cartão de visitas para o disco de estreia do grupo, sintetizando três anos de estrada e experimentação. Com uma sonoridade que eles mesmos definem como “slowcore maximalista”, a música mistura uma espacialidade meditativa com influências nobres do rock alternativo dos anos 90 e 2000, citando referências como Television, Wilco e Horsegirl. Complexidade do “Eu e o Outro” Liricamente, Anna Liz versa sobre a intimidade de um jovem casal, os desafios da incerteza e a coragem de seguir em frente. “O fio condutor que perpassa essa colagem é a da relação do Eu com o Outro… Lidar com as expectativas dos outros, como lidamos com isso e quais os desafios que envolvem a intimidade. Anna Liz é um dos exemplos mais fortes dos temas interpessoais que perpassam o álbum”, explica o guitarrista Miguel Alois. Quem é a Sorosoro? Formada em 2022 a partir de jams na casa da avó do vocalista Pedro Museka, a Sorosoro se consolidou na cena catarinense misturando shoegaze, dream pop e post-rock com o DNA do rock gaúcho (influência vocal de Duca Leindecker). O grupo vem de uma sequência produtiva, tendo lançado faixas como Ah! Eu Odeio Trabalhar em 2025 e participado de festivais importantes como a Maratona Cultural de Florianópolis. Música e causa social Um diferencial bacana da banda é o compromisso com a filantropia. Desde 2023, eles revertem lucros de lançamentos para causas sociais. O single TCC – Teoria do Cigarro Crítico teve 100% da arrecadação doada para a Associação de Pais e Amigos do Autista de Blumenau, e a banda também já contribuiu com a ONG Amigo Animal, de Curitiba.
The White Buffalo anuncia turnê extensa por 8 cidades no Brasil

Se a semana começou agitada com anúncios de pop e indie, o universo do folk e do rock de raiz não ficou para trás. Nesta terça-feira (27), foi confirmado o retorno de The White Buffalo ao Brasil. O projeto do cantor e compositor norte-americano Jake Smith, dono de um barítono inconfundível, desembarca no país em novembro de 2026. E a notícia é excelente para quem mora fora do eixo Rio-SP: desta vez, a turnê será muito mais abrangente do que a estreia dele por aqui em 2024. The White Buffalo vai de Porto Alegre a Recife Serão oito apresentações cobrindo quatro regiões do país. A rota inclui Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Fortaleza e Recife. A turnê é uma realização da Sellout e Powerline, que apostam na força do catálogo do músico para encher casas de norte a sul. Trovador das séries Para quem não liga o nome à voz: The White Buffalo é o homem por trás de trilhas sonoras marcantes de séries como Sons of Anarchy (incluindo a icônica Come Join The Murder), Californication, The Punisher e This Is Us. Sua sonoridade é uma mistura poeirenta de folk, blues, country e rock, influenciada por gigantes como Bob Dylan e Leonard Cohen, mas com a potência vocal de quem começou a carreira tarde, trocando a vida de garçom pela estrada. O show deve mesclar clássicos com faixas do álbum ao vivo mais recente, A Freight Train Through The Night, e do experimental Year of the Dark Horse (2022). “Este álbum percorre toda a minha carreira… Selecionamos favoritas do público e algumas faixas mais profundas para dar a elas uma nova vida”, comenta Jake. Serviço e ingressos As vendas já estão abertas (ou abrindo) através da plataforma Fastix (com exceção de Porto Alegre, que é pela Sympla). Confira a agenda completa:
The Lumineers anuncia turnê no Brasil com shows no Rio, Curitiba e SP

O The Lumineers confirmou, nesta terça-feira (27), seu retorno à América do Sul com a Automatic World Tour. A banda de folk-rock, liderada por Wesley Schultz e Jeremiah Fraites, traz ao Brasil o show de seu aclamado novo álbum, Automatic. Serão três apresentações em solo nacional no mês de abril, passando por Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo, antes de seguir para outros países do continente. Datas e locais do The Lumineers no Brasil A etapa brasileira será a responsável por abrir a perna sul-americana da turnê. Confira a agenda! Era “Automatic” A turnê celebra o lançamento do álbum Automatic (selo Dualtone), descrito como o trabalho mais pessoal e criativamente expansivo da banda até hoje. Após lotarem estádios como o Fenway Park e arenas como a O2 em Londres, o duo promete entregar aquela conexão emocional crua que se tornou sua marca registrada, transformando grandes arenas em espaços intimistas. Guia de vendas Atenção máxima, pois as vendas começam muito em breve pela Ticketmaster. Os ingressos podem ser parcelados em até 3x sem juros. A realização é da Live Nation Brasil. Turnê completa do The Lumineers na América do Sul Além do Brasil, a banda passará por:
Mr. Bungle faz show caótico e insano no Cine Joia em São Paulo

A banda Mr. Bungle, liderada por Mike Patton, icônico vocalista do Faith No More, fez uma apresentação solo nesta segunda-feira (26), no Cine Joia, em São Paulo, antes de participar da abertura dos shows do Avenged Sevenfold em Curitiba (28/01) e novamente na capital paulista, no Allianz Parque (31/01), juntamente com A Day To Remember. Por ser uma casa de shows relativamente pequena, foi uma oportunidade única de ver de perto o que podemos chamar de supergrupo. Além de Patton, que por si só já é um espetáculo à parte, somam-se à banda os lendários Scott Ian, guitarrista do Anthrax, e Dave Lombardo, ex-baterista do Slayer. Completam o time dois membros originais do Mr. Bungle – Trey Spruance, guitarrista também com passagem pelo FNM, e o baixista Trevor Dunn, parceiro do vocalista em outros projetos. E falar de Mr. Bungle é falar de caos. Metal, ska, disco, funk, jazz e outros gêneros, tudo junto e misturado de forma imprevisível e experimental. Um retrato da personalidade genial e controversa de Mike Patton. O show atual, porém, é bastante focado nas músicas do pesado álbum The Raging Wrath of the Easter Bunny, de 2020, executado quase na íntegra, com alguns momentos de calmaria. O disco é a regravação da demo de estreia, de 1986, e reflete as raízes thrash metal dos atuais e antigos integrantes da banda. A apresentação começa tranquila, com todos sentados em banquinhos para um cover de Tuyo, de Rodrigo Amarante, tema da série Narcos, seguida pela instrumental Grizzly Adams. Na sequência, começa a pancadaria e as rodas de mosh – sim, mesmo o local sendo pequeno, teve roda durante quase todo o show –, com Anarchy Up Your Anus e Bungle Grind. Depois, um momento singelo (ao estilo Patton), com a execução da balada I’m Not in Love, do 10cc. Eracist, Spreading the Thighs of Death, a clássica Retrovertigo (tocada parcialmente) e State Oppression, cover do Raw Power, vêm em seguida, antecedendo um dos momentos mais marcantes do show, Hypocrites / Habla Español o Muere. Patton adaptou a letra para Speak Portuguese or Die, e finalizou cantando “Fala português ou morre”. A porradaria segue com Glutton for Punishment, USA, cover do Exploited, e Raping Your Mind, até o respiro romântico de Hopelessly Devoted to You, música de John Farrar que ficou conhecida na voz de Olivia Newton-John no filme Grease. My Ass Is on Fire, icônica faixa do álbum homônimo de estreia da banda, inicia a parte final do show, que encerra com Sudden Death, Refuse/Resist, do Sepultura – outro ponto alto da noite, e um cover pra lá de inusitado de All by Myself, de Eric Carmen. O refrão foi adaptado para “Tomar no Cu”, cantado em coro pelo público, todos com o dedo do meio em riste. Que momento! Um fechamento perfeito para um show não muito extenso, de 1h20, mas com todo o caos e insanidade que os fãs esperavam. Vida longa ao Mr. Bungle! Avenged Sevenfold na área e banda de abertura para o Mr. Bungle no Cine Joia Antes de encerrar esta resenha, dois pontos de destaque. Os cinco integrantes do Avenged Sevenfold estavam no Cine Joia assistindo ao show. Em dado momento, Patton brincou dizendo que o público estava no show errado, e que o A7X estava tocando “logo ali”, o que gerou algumas vaias. Rapidamente, o vocalista disse “não façam isso, são nossos amigos”, e pediu palmas, sendo prontamente atendido. Também vale citar a banda que abriu a noite, o duo brasileiro TEST, que faz um death metal experimental. Eles ficaram conhecidos por tocarem do lado de fora de shows e festivais, usando uma Kombi como apoio, fazendo tanto sucesso que acabaram indo parar nos palcos. Destaque para o baterista Barata, que já foi citado por Igor Cavalera como “o melhor baterista do mundo”. Não sei se é o melhor do planeta, mas posso garantir que o cara é absurdamente brutal. Velocidade, técnica, peso… Faz muito tempo que não fico impressionado com um baterista como fiquei com ele! Vale muito conhecer!
John Malkovich retorna ao Brasil após 15 anos com espetáculo que une teatro e música

Após um hiato de 15 anos, o ator norte-americano John Malkovich (indicado duas vezes ao Oscar) desembarca no Brasil em março para duas apresentações exclusivas de seu aclamado espetáculo The Infamous Ramirez Hoffman. As apresentações acontecem no Rio de Janeiro (Theatro Municipal, 29/03) e em São Paulo (Sala São Paulo, 31/03). Mas atenção: não espere uma peça de teatro convencional. John Malkovich traz ao palco uma experiência híbrida que mistura a palavra falada com música de concerto ao vivo, em um formato que ele vem aperfeiçoando nos últimos anos. Bolaño, poesia e violência A obra é baseada no livro Literatura Nazi nas Américas, do gigante da literatura latino-americana Roberto Bolaño. Malkovich interpreta (e narra) a trajetória ficcional de Carlos Ramirez Hoffman, um personagem ambíguo: poeta, aviador e figura ligada à extrema-direita no Chile dos anos 1970. É uma narrativa densa sobre a estética da violência e o poder, contada através da voz inconfundível do ator. O espetáculo será apresentado em inglês, com projeção de legendas em português. Trilha Sonora vai de Vivaldi a The Doors Malkovich divide o palco com um trio liderado pela pianista russa Anastasya Terenkova (co-criadora do projeto). “A música fornece a perspectiva, enquanto o texto conta a história”, define o ator. O repertório é eclético e refinado, servindo como a “alma” da narrativa. A trilha vai do barroco de Vivaldi ao tango de Astor Piazzolla, passando pelo minimalismo de Max Richter e até clássicos do rock, como The Doors. Vendas começam hoje (Rio) Se você pretende assistir a esse evento de gala, fique atento ao cronograma, pois os ingressos são limitados e disputados. Para o show no Rio de Janeiro, as vendas abrem nesta terça-feira, 27 de janeiro. Já em São Paulo, a apresentação faz parte da temporada 2026 da série Música pela Cura da TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer), e tem um esquema de venda diferenciado. Serviço: John Malkovich no Brasil 📍 Rio de Janeiro 📍 São Paulo
Suicidal Tendencies anuncia Xavier Ware como novo baterista (e a estreia é nesta semana!)

A rotatividade nas baquetas do Suicidal Tendencies continua, mas a banda não perde tempo. Nesta segunda-feira (26), eles anunciaram Xavier Ware (também conhecido como “X”) como seu novo baterista. A novidade chega poucas semanas após a saída amigável de Jay Weinberg (ex-Slipknot), que deixou o grupo no início de janeiro para focar na família e em outros projetos após o nascimento de seu primeiro filho. Quem é Xavier Ware? Diferente da pegada puramente metal de seus antecessores, Xavier traz um background interessante. Natural da Carolina do Norte, ele toca desde os dois anos de idade e tem forte formação em jazz e música gospel, tendo tocado em igrejas e bandas de jazz de colégio antes de cair na estrada. “Comecei na igreja… O ensino me permitiu desenvolver minhas habilidades de leitura musical, aperfeiçoar a dinâmica e fortalecer técnicas musicais”, disse Xavier em comunicado. A banda se mostrou empolgada com a adição: “Estamos ‘SToked’ para apresentar X a vocês! Ele já gravou algumas faixas para o novo álbum do Cyco Miko (projeto solo do vocalista Mike Muir) e está pronto para embarcar oficialmente.” Estreia em alto mar Não vai demorar para os fãs verem o novo baterista em ação. A estreia de Xavier acontece nesta semana, durante o festival ShipRocked Cruise. Com isso, a formação atual do Suicidal Tendencies em 2026 conta com…
Julies comanda o 1º Luau Sustentável de Itanhaém neste sábado

O litoral sul de São Paulo vai fechar o mês de janeiro com uma vibração diferente. A Prefeitura de Itanhaém realiza neste sábado (31), a partir das 18h, a primeira edição do Luau Sustentável, um evento que promete unir a brisa do mar, boa música e consciência ambiental na Orla do Centro. A grande atração da noite é o cantor e compositor Julies, um dos nomes mais quentes do pop reggae nacional atual. Hits solares e novidades no show de Julies em Itanhaém Julies chega ao litoral com a bagagem de quem já acumula milhões de streams e parcerias de peso. No repertório, o público pode esperar sucessos que ele compôs e que ganharam o Brasil, como Promete, Relaxar e A Soma (conhecidas na voz do Maneva), além do hit Amor Além da Cama. O show também deve trazer faixas de sua fase mais recente, como o single romântico Quando o Amor Chamar, lançado no fim de 2025, que mostra uma faceta mais sensual e intensa do artista. É a trilha sonora perfeita para um fim de tarde na praia. Pedalando por energia limpa O “Sustentável” no nome do evento não é apenas enfeite. Uma das grandes inovações desta edição é a instalação de bicicletas geradoras de energia. A ideia é transformar o público em parte ativa do show: quem pedalar ajudará a gerar energia limpa para alimentar a estrutura do evento. É uma forma lúdica e prática de conscientizar sobre fontes renováveis enquanto se curte a festa. Valorização local A programação começa cedo e valoriza a prata da casa. O rock da banda itanhaense Bella Época abre os trabalhos, mostrando que a cidade tem uma cena autoral pulsante. Nos intervalos, o DJ Adriano Santorini mantém a energia lá em cima. A entrada é gratuita e aberta a todos os públicos. Serviço – Julies no 1º Luau Sustentável de Itanhaém
Entrevista | Unto Others – “Nós somos relacionados com o gótico, mas somos Heavy Metal”

O Unto Others fará sua primeira apresentação no Brasil no dia 28 de março de 2026, com show único em São Paulo, no Burning House. A estreia marca a chegada de uma das bandas mais comentadas da cena alternativa pesada atual ao país, cercada de expectativa pela intensidade de suas performances e pela conexão que costuma criar com o público ao vivo. Formado em Portland em 2017, o Unto Others surgiu inicialmente sob o nome Idle Hands e rapidamente chamou atenção por sua combinação de heavy metal tradicional com atmosferas sombrias do goth rock, mesmo que não tenham a intenção de pertencer ao movimento. A banda construiu uma identidade própria nesses onze anos, marcada por melodias fortes, clima introspectivo e apresentações intensas. Após se destacar em turnês pelos Estados Unidos e Europa e dividir palco com gigantes do metal como King Diamond, Arch Enemy, Carcass e Behemoth, o Unto Others consolidou seu nome como uma das forças mais interessantes da cena alternativa pesada atual. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Gabriel Franco fala sobre a expectativa para o debute no país, a relação da banda com o rótulo gótico e os aprendizados ao longo da carreira. Esta será sua primeira vez no Brasil. O que você já sabe ou ouviu sobre o público brasileiro antes desse debut em São Paulo? Eu já ouvi um pouco, não apenas sobre o Brasil, mas sobre a América do Sul em geral. Parece que os fãs de metal e rock and roll são completamente loucos. Mas o Brasil, especificamente, tem uma reputação ainda mais intensa. Estamos animados, claro. Nunca estivemos aí. Eu conheço, surpreendentemente, muito pouco sobre o Brasil além da Amazônia e coisas assim. Nos Estados Unidos, a gente não aprende muito sobre o Brasil enquanto cresce. Então estou curioso para provar comidas diferentes, conhecer a cidade, ver a cultura e tudo mais. Você recebe muitas mensagens de fãs brasileiros nas redes sociais falando o famoso “Come To Brazil”? Sim, recebemos. E isso já virou quase uma piada, porque é realmente insano. O Offspring até escreveu uma música chamada Come to Brazil. Isso diz muita coisa. O show será no Burning House, que é um local intimista. Os fãs podem esperar um setlist criado especialmente para essa estreia ou será o mesmo da turnê? Nós vamos tocar basicamente o mesmo setlist da turnê. Normalmente é assim que funciona, porque é um pouco complicado mudar tudo. Mas, se as pessoas pedirem algo especial, às vezes a gente adiciona. Não é um grande problema tocar outra música para nós. Mas, em geral, o setlist é o mesmo todas as noites. Vocês usam dados de plataformas como o Spotify ou outros streamings para definir o repertório? Até certo ponto, sim. Se eu abrir nosso Spotify agora, as músicas que estão no topo são exatamente as que tocamos em todos os shows. Então essas precisam estar no setlist. Hoje temos cerca de nove ou dez músicas que são obrigatórias. Isso já dá uns 30 ou 40 minutos de show. Depois disso, escolhemos a próxima meia hora de forma mais livre, tocando coisas que queremos ou que estamos com vontade de tocar naquele momento. No Brasil, há uma parcela que frequenta shows de rock sem conhecer muito a banda que irá tocar. Para quem ainda não conhece o Unto Others no Brasil, qual música você escolheria para apresentar a banda? Eu provavelmente escolheria uma das nossas músicas mais conhecidas, Give Me to the Night. Ela é rápida, muito divertida e acho que quase qualquer pessoa pode gostar. Outra opção seria Can You Hear the Rain, que eu considero a nossa música mais bem escrita. O Unto Others é frequentemente associado ao goth rock. Como você define o movimento gótico hoje, musical e culturalmente? Eu não sou gótico. Nós somos associados ao goth rock, as pessoas nos chamam assim, e eu não nego. De fato, nos encaixamos ali. Mas, se você ouvir nossa música com atenção, há muitas influências que não são goth rock ou post-punk. Sobre o movimento em si, eu gosto muito do que bandas maiores estão fazendo hoje, como Lebanon Hanover e Twin Tribes. Eu amo essas bandas. Já no underground, eu não acompanho tanto. Eu sempre fui mais um cara do heavy metal e gosto de gritar isso: “Somos uma banda de Heavy Metal”. Desde o começo, eu digo que o Unto Others era uma banda de heavy metal, mas eu canto grave e é porque não consigo cantar agudo. Essa é a minha voz natural. Foi assim que acabamos soando mais góticos e o rótulo veio. Com o tempo, as pessoas começaram a dizer que eu soava como tal ou tal vocalista, e aí fui conhecendo mais bandas. Antes desse rótulo, a única banda gótica que eu realmente conhecia era Sisters of Mercy. Hoje, claro, as influências estão em todo lugar. Eu amo The Smiths, The Cure, Depeche Mode. Estou feliz em fazer parte de qualquer movimento que esteja acontecendo agora. Realmente eu achei vários portais relacionando vocês com Sisters of Mercy e Type O Negative, mas seu som também remete a outras bandas. Quais são suas principais influências? A comparação com Type O Negative foi engraçada, porque aconteceu por muito tempo e eu nunca gostei muito disso. Eu respeito demais o Peter Steele e o Type O Negative. Nunca quis que as pessoas achassem que estávamos tentando copiar a imagem deles. Eles são uma coisa, nós somos outra. Mas, curiosamente, às vezes sinto que tenho coisas em comum com o Peter Steele. Ele trabalhou como funcionário de parques por sete anos em Nova York. Eu também trabalhei como funcionário de parques por sete anos na minha cidade. No começo, eu gostava muito de death metal. Amava Sisters of Mercy e ainda amo. Iron Maiden, Judas Priest, todas as bandas clássicas de metal. Essa é a cena de onde eu vim. Com o tempo, minhas referências se expandiram para The Smiths, Rush, Suicidal Tendencies. Eu gosto de bandas que empurram limites
30e assume operações globais do System Of A Down

A produtora brasileira 30e anunciou uma parceria global com a banda System Of A Down. O acordo de longo prazo coloca a empresa brasileira no comando da produção de turnês, estratégias de marketing e iniciativas da banda armênio-americana em todo o planeta. É um feito raro ver uma companhia da América Latina gerenciando operações globais de um gigante do Heavy Metal. Sucesso de 2025 foi decisivo para parceria global entre System Of A Down e 30e A confiança para fechar esse negócio nasceu nos palcos da América do Sul. A parceria é fruto direto do sucesso estrondoso da turnê Wake Up! South America Stadium Tour, realizada em 2025. Sob a batuta da 30e, a banda tocou para mais de 500 mil fãs em nove shows de estádio, passando por Colômbia, Peru, Chile, Argentina e, claro, Brasil. A execução impecável dessa logística complexa provou que a produtora estava pronta para voos maiores. Agenda cheia em 2026 Com a casa arrumada pela 30e, a banda já tem um ano agitado pela frente. O calendário de 2026 inclui…