Raye lança o cinematográfico “This Music May Contain Hope.”

Após fazer história ao varrer o Brit Awards em 2024, a britânica Raye consolida sua posição como uma das arquitetas do novo pop orquestral. Lançado nesta sexta-feira (27), o seu segundo álbum de estúdio, This Music May Contain Hope., é uma jornada densa de 17 faixas que utiliza o jazz, o soul e a música erudita para falar de sobrevivência e otimismo. O projeto é dividido em quatro “estações” sonoras, guiando o ouvinte em uma narrativa que começa no caos emocional e termina em um ambiente acolhedor. Para dar vida a essa escala épica, Raye convocou um time improvável de colaboradores, que vai da lenda do soul Al Green à London Symphony Orchestra. Colaboração com Hans Zimmer e hits globais O grande diferencial técnico deste disco é a faixa Click Clack Symphony., produzida em parceria com o renomado compositor de trilhas sonoras Hans Zimmer (O Rei Leão, Interestelar). A música funde a sensibilidade pop de Raye com a grandiosidade rítmica de Zimmer, criando um dos momentos mais experimentais do ano. O álbum também traz o megahit Where is my Husband!, que já acumula mais de 800 milhões de streams globais e dominou as paradas brasileiras nos últimos meses. Diferente da “bad trip” urbana de seu disco de estreia, aqui a artista busca o que chama de “remédio para si mesma”, transformando traumas em big band e soul clássico. 💿 Serviço: Raye – This Music May Contain Hope. O álbum já está disponível em todas as plataformas de streaming e a artista se prepara para abrir os shows de Bruno Mars em estádios no segundo semestre.

Letrux retorna com o conceitual “SadSexySillySongs”

Após três anos sem lançamentos inéditos, a “mulher girafa” do indie nacional está de volta para ocupar o seu lugar de destaque no pop alternativo. Letrux lançou nesta sexta-feira (27), via Coala Records, o seu quarto álbum de estúdio: SadSexySillySongs. O título, que nasceu de uma anotação em um caderninho em 2023, acabou ditando as regras do jogo. O disco é rigorosamente dividido entre três universos emocionais: canções tristes (sad), sensuais (sexy) e bobas/engraçadas (silly), totalizando 12 faixas que passeiam pelo pop, rock e MPB. Do minimalismo ao eletrônico Curiosamente, o projeto foi concebido inicialmente para ser um disco de “voz e violão”, um retorno às raízes mais cruas da composição de Letícia Novaes. No entanto, durante o processo no estúdio com o produtor Thiago Rebello (baixista da banda desde a era Climão), o som se expandiu. O resultado final mantém uma essência orgânica, mas não foge de batidas eletrônicas em quatro das faixas e até de momentos experimentais com poemas declamados, inspirados pela mestre da vanguarda Laurie Anderson. Outra característica marcante é o bilinguismo: o álbum é dividido exatamente ao meio, com seis músicas em português e seis em inglês. Parcerias de peso em SadSexySillySongs Para dar vida a esses três humores, Letrux convocou um time de colaboradores que admira. O álbum conta com composições e participações de nomes como Jadsa, Mahmundi, Bruno Capinan e membros da banda Nouvella.

Melissa Reese está fora da turnê brasileira do Guns N’ Roses

Os fãs que se preparam para o pontapé inicial da nova turnê do Guns N’ Roses foram pegos de surpresa nesta sexta-feira (27). Através de um comunicado direto, a banda anunciou que a tecladista Melissa Reese não participará da turnê mundial de 2026, incluindo os shows no Brasil a partir de 1 de abril. De acordo com o grupo, o afastamento ocorre por “motivos pessoais imprevistos”. A nota foi curta e direta: “Melissa não se juntará à banda na turnê. Esperamos que nossos fãs entendam”. Até o momento, não foram revelados detalhes sobre a natureza do problema ou se haverá uma substituta temporária. Melissa Reese tem dez anos de estrada Melissa Reese entrou para o Guns N’ Roses em 2016, tornando-se a primeira integrante feminina da história da banda. Ela foi peça-chave na sonoridade da turnê Not In This Lifetime, cuidando dos sintetizadores, sub-baixos e sendo uma voz fundamental no apoio aos vocais de Axl Rose. Com a sua saída, a função das teclas recai integralmente sobre o veterano Dizzy Reed, membro mais antigo do grupo depois de Axl, que está na banda desde a era Use Your Illusion (1990). Início da turnê no México O anúncio acontece a menos de 24 horas do primeiro show da perna latino-americana da turnê 2026, marcado para este sábado (28), em Monterrey, no México. Após o giro pelos países latinos, a banda seguirá para grandes festivais nos EUA (como o Welcome to Rockville), além de turnês por arenas e estádios no Reino Unido, Europa e América do Norte até setembro. 🎸 Serviço: Guns N’ Roses – Tour 2026

August Burns Red anuncia o 11º álbum “Season Of Surrender”

O August Burns Red (ABR) anunciou o lançamento de seu novo álbum de estúdio, Season Of Surrender. O disco chega às plataformas e lojas no dia 5 de junho, marcando o retorno da banda à gravadora Fearless Records. Para antecipar o clima do novo trabalho, o grupo liberou o single The Nameless. Apesar do título, a banda fez questão de esclarecer que não se trata de um cover do Slipknot, mas sim de uma composição autoral que explora a dualidade entre as raízes do grupo e os novos caminhos técnicos que estão trilhando. Convidados de peso e temática de libertação O álbum Season Of Surrender não economizou nas colaborações. O tracklist contará com participações especiais de Mike Hranica (The Devil Wears Prada), Jamie Hails (Polaris) e membros da banda Make Them Suffer. Liricamente, o vocalista Jake Luhrs explica que o single The Nameless fala sobre não desperdiçar a vida em busca de aceitação ou conforto vazio. É um chamado para se desprender de crenças que não fazem mais sentido e encarar as próprias fraquezas para viver uma vida da qual se tenha orgulho. Já o baixista Dustin Davidson define a faixa como uma vitrine da evolução rítmica e técnica que a banda alcançou após mais de duas décadas de estrada. * 💿 Serviço: August Burns Red – “Season Of Surrender” O álbum já está disponível para pré-venda e o single de estreia pode ser conferido em todos os aplicativos de música.

Don Broco lança “Nightmare Tripping” e convoca vocal do Architects para manifesto contra a extrema-direita

O Don Broco escolheu esta sexta-feira (27) para entregar ao mundo o seu trabalho mais denso e politizado até aqui. O novo álbum de estúdio, batizado de Nightmare Tripping, já está disponível em todas as plataformas de streaming. Para celebrar o lançamento, a banda britânica liberou o videoclipe de True Believers, uma colaboração explosiva com Sam Carter, vocalista do Architects. Mais do que apenas uma parceria entre dois gigantes do rock moderno, a faixa é um grito de resistência contra o cenário político global dos últimos anos. Contraste entre a festa e a violência em Nightmare Tripping O vocalista do Don Broco, Rob Damiani, revelou que True Believers foi gestada em 2024, durante um período de profunda dualidade no Reino Unido: enquanto o país celebrava as Olimpíadas, as ruas eram palco de violentos protestos da extrema-direita em Southport. “Ver políticos e pessoas nas ruas usando a saudação nazista livremente e ideias de apologistas de genocídio sendo abraçadas pela mídia foi alarmante. Essa música é sobre a lavagem cerebral que levou a isso, um convite para questionar as narrativas que nos impõem há gerações”, desabafa Damiani. Sobre a escolha de Sam Carter para dividir os vocais, Rob é categórico: “Somos fãs de Architects há muito tempo. A energia e a agressividade que ele traz são incomparáveis. Como ser humano, Sam sempre usou seu talento para defender o que é certo, então colaborar com ele foi muito especial”. Sonoridade e ativismo Nightmare Tripping mantém o DNA experimental do Don Broco, misturando sintetizadores, batidas dançantes e riffs pesados, mas ganha uma camada extra de urgência. A presença de Sam Carter em True Believers injeta uma dose de metalcore que torna a mensagem da letra ainda mais visceral.

Atração de abertura do Harry Styles no Brasil, Fcukers lança álbum de estreia

Se você ainda não ouviu falar do Fcukers, prepare-se: você vai ouvir muito o nome deles até julho. A dupla formada por Shanny Wise e Jackson Walker Lewis lançou seu álbum de estreia, Ö, pelo prestigiado selo Ninja Tune. O lançamento consolida o status da banda como a nova favorita de ícones como David Byrne, Billie Eilish e Kevin Parker (Tame Impala). Produzido por Kenny Beats e mixado por Tom Norris (responsável pelo som de Charli XCX e Lady Gaga), o disco é uma explosão de energia de pista, fundindo o baixo pulsante do pós-punk com a urgência da música eletrônica contemporânea. Fcukers será “esquenta” para Harry Styles A notícia que mais mexe com o público brasileiro é a confirmação do Fcukers como a atração de abertura da turnê Together, Together, do cantor Harry Styles. A dupla subirá ao palco do Estádio MorumBIS, em São Paulo, em quatro datas: 17, 18, 21 e 24 de julho. Essa escalação não é por acaso. O Fcukers vem de uma sequência de shows esgotados em Londres e Nova York, além de apresentações em festivais como Coachella e Glastonbury. O som deles, que eles mesmos definem de forma irônica e direta, é feito para quem não quer ficar parado. Faixas como Play Me e I Like It Like That prometem ser os pontos altos da noite antes da entrada do astro britânico. Produção de elite O álbum Ö traz a assinatura de Dylan Brady (100 Gecs) em três faixas, garantindo aquele toque experimental e acelerado que virou marca registrada da cena atual. O disco captura o caos de uma noite em Nova York, indo de batidas pesadas a momentos mais melódicos, sempre sob o comando dos vocais magnéticos de Shanny Wise.

Melanie Martinez lança álbum que disseca a vida sob o domínio da IA

Após três anos de silêncio criativo, Melanie Martinez está de volta com seu trabalho mais ambicioso e provocativo até agora. Lançado nesta sexta-feira (27), o álbum Hades mergulha em 18 faixas que flutuam entre o pop alternativo e o experimentalismo visual para documentar o que a artista chama de “uma distopia que já vivemos”. O projeto marca uma evolução na estética da cantora, que desta vez troca os contos de fadas sombrios por uma análise crua da sociedade contemporânea. Vale da estranheza e a “beleza” artificial Um dos pontos centrais do disco é a faixa Uncanny Valley (O Vale da Estranheza), a última composição escrita para o álbum. Nela, Melanie aborda como a inteligência artificial e os filtros das redes sociais remodelaram a nossa percepção de realidade e desejo. “A canção fala sobre como as redes sociais e a IA distorceram nossa relação com a beleza, nos fazendo comparar constantemente com rostos editados. Hades é um espelho rachado. Por trás da raiva, existe um chamado para sentir e questionar se ainda somos capazes de criar algo bonito a partir do caos”, explica a artista. Impacto imediato nos números O retorno de Melanie foi recebido com sede pelos fãs. O single principal, Possession, estreou com impressionantes 2,7 milhões de streams no Spotify nas primeiras 24 horas, já acumulando mais de 33 milhões de audições globais. O single seguinte, Disney Princess, segue o mesmo caminho de sucesso, consolidando o álbum como um dos maiores lançamentos do pop alternativo em 2026. Para celebrar o lançamento, a cantora prepara uma noite intimista no Clive Davis Theater, no Grammy Museum (Los Angeles), no dia 8 de abril, onde apresentará um pocket show exclusivo e discutirá os bastidores da criação do disco com o produtor e colaborador de longa data CJ Baran. * 💿 Serviço: Melanie Martinez – “Hades” O álbum já está disponível na íntegra em todas as plataformas de streaming.

Black Label Society mantém seu DNA e entrega disco intenso com Engines of Demolition

O Black Label Society lançou, hoje (27), o álbum Engines of Demolition, um trabalho que reforça a identidade construída por Zakk Wylde ao longo de décadas sem a preocupação de reinventar a própria fórmula. O disco chega como um retrato direto do momento vivido pelo guitarrista, equilibrando peso, melodia e um forte componente emocional, especialmente após a morte de Ozzy Osbourne, anos intensos de turnês e projetos paralelos. Desde as primeiras faixas, o álbum deixa claro seu caminho. Riffs densos, andamento cadenciado e uma forte influência do hard rock clássico moldam a espinha dorsal das composições. Há uma sensação de familiaridade que não soa acomodada, mas sim consciente. Wylde segue apostando naquilo que sempre funcionou, construindo músicas que partem do riff como elemento central e evoluem para melodias marcantes. Como ele próprio disse em entrevista ao Blog N’ Roll, “tudo começa com o riff” e, se a base estiver próxima daquele espírito de bandas como Black Sabbath ou Led Zeppelin, o caminho já está traçado. Entre os destaques, Name in Blood sintetiza bem a proposta do disco. A faixa traz peso e groove, mas também carrega um conceito direto, como explicou o guitarrista na mesma entrevista. “Isso significa compromisso total com o projeto. É como quando você decide dar o próximo passo em um relacionamento.” A música funciona como uma espécie de manifesto dentro do álbum, reforçando a entrega total que marca esta fase da banda. Mas é em Ozzy’s Song que Engines of Demolition encontra seu ponto mais forte e emocional. A faixa se destaca não apenas pela construção mais sensível, mas pelo peso simbólico que carrega. Trata-se de uma homenagem direta a Ozzy Osbourne, figura central na trajetória de Wylde. A música começa de forma contida e cresce gradualmente até chegar a um solo carregado de sentimento, funcionando como uma espécie de despedida traduzida em som. O próprio Zakk detalhou esse momento ao Blog N’ Roll, revelando o caráter íntimo da composição. “Eu estava na biblioteca de casa, com fones de ouvido, olhando um livro sobre o Ozzy. A melodia surgiu e eu escrevi a letra ali.” A escolha da guitarra também reforça esse simbolismo: o músico utilizou a lendária Grail, a mesma com a qual gravou suas primeiras músicas com Ozzy, fechando um ciclo dentro da própria carreira. O processo de criação do disco também ajuda a explicar sua sonoridade. Diferente de trabalhos anteriores, o álbum foi desenvolvido ao longo de anos, entre pausas e compromissos como a turnê de celebração do Pantera. Esse intervalo mais longo permitiu que Wylde acumulasse ideias e trabalhasse as composições com mais calma. “Dessa vez tivemos muito tempo entre um disco e outro… eu só continuei escrevendo”, afirmou. A consequência é um trabalho que soa mais orgânico, sem a urgência de prazos apertados. Outro ponto que se destaca é a ausência de pressão em relação à recepção do público. Wylde adota uma postura direta e despreocupada, focando apenas na própria satisfação artística. “Você tem que fazer o disco que ama fazer. Se você está feliz com isso, é o que importa”. Essa filosofia se reflete em um álbum que não busca tendências ou atualizações sonoras, mas sim reforça uma identidade consolidada. Com Engines of Demolition, o Black Label Society entrega um disco que não pretende surpreender, mas sim reafirmar. É um trabalho que aposta na consistência, no peso e na emoção como pilares principais. Em um cenário onde a novidade muitas vezes é supervalorizada, Zakk Wylde segue na contramão, mostrando que ainda há força em permanecer fiel à própria essência.

Entrevista exclusiva | Dr. Chud – “Estávamos todos no auge naquela fase do Misfits. Poderíamos ter feito pelo menos mais cinco discos”

O ex-baterista dos Misfits, Dr. Chud, confirmou sua volta ao Brasil com a turnê “South America/Italia Tour”, marcada para agosto. O músico se apresenta em São Paulo dia 16, no tradicional Hangar 110, espaço histórico da cena punk e hardcore nacional. A passagem marca o retorno do artista ao continente após anos afastado de turnês próprias. Conhecido por sua atuação em uma das fases mais populares dos Misfits, Dr. Chud promete um show voltado ao horror punk, com repertório que mistura clássicos da banda com composições autorais e material de seus projetos mais recentes. A proposta, segundo o próprio músico, é entregar uma apresentação energética e acessível, dialogando diretamente com o público que acompanhou sua trajetória desde os anos 1990 até sua fase atual. Dr. Chud participou de álbuns como “American Psycho” e “Famous Monsters”, além de registros como “Cuts from the Crypt”. Multi-instrumentista, produtor e compositor, ele também integrou bandas como Blitzkid e desenvolveu projetos autorais ao longo das últimas décadas. Sua formação inclui passagens por diferentes estilos e estudos aprofundados de percussão, o que ajudou a moldar sua identidade musical tanto na bateria quanto na composição. Em entrevista exclusiva para o Brasil, Dr. Chud fala com o Blog N’ Roll sobre os shows no país, o repertório da turnê e sua relação com o legado dos Misfits. O que vem a sua mente ao se preparar para voltar ao Brasil em agosto e reencontrar seus fãs? O Hangar 110 é uma espécie de CBGB brasileiro. Eu quero oferecer um show de horror punk acessível e incrível com a minha banda de horror punk. É algo que eu sempre quis fazer, levar minha banda internacionalmente e minha música para o mundo. Vai ser divertido e intenso. Eu tenho muitos amigos no Brasil, então vou me divertir bastante. Qual será a formação da sua banda nos shows no Brasil? Você vai cantar, tocar bateria ou ambos? Eu vou cantar o set inteiro. Talvez eu toque bateria em algumas músicas no final. Ainda faltam quatro meses, então estou trabalhando com muitas ideias diferentes. Mas sim, gostaria de ir para a bateria em algumas músicas. Eu nunca fiz isso antes. Sobre o repertório, você pretende focar apenas nos álbuns dos Misfits ou haverá surpresas? Eu tenho mais de 50 álbuns. Do Misfits eu participei de quatro álbuns: Cuts from the Crypt, Evil Eye II, Famous Monsters e American Psycho. Eu vou tocar as músicas que escrevi para esses álbuns. Vou tocar também coisas do X-Ward e outros álbuns que fiz, como Sacred Trash. Eu estive em muitas bandas, então vou escolher coisas aqui e ali. Mas principalmente quero tocar todo o meu álbum do X-Ward e talvez algumas músicas novas do X-Ward também. Mas sim, vai ter, talvez dez músicas dos Misfits. Mas eu escrevi todas elas, então vai ser divertido mostrar minha interpretação dessas músicas para pessoas que nunca ouviram, da forma como eu escrevi ou como eu mudei elas 30 anos depois. Isso é divertido. Você já tocou no Brasil com outros projetos? Eu toquei quando eu estava em turnê com o Blitzkid. Acho que essas foram as duas bandas com as quais estive aí, Misfits e Blitzkid. Você adapta sua performance para diferentes públicos dependendo da cidade que você vai se apresentar? Eu ainda não sei. Eu ainda não toquei pelo mundo todo com a minha banda atual. Eu gosto de mudar as coisas. Posso fazer sets acústicos em encontros com fãs. Gosto de mudar isso, talvez tocar quatro músicas. Mas o setlist provavelmente vai se manter o mesmo nesta turnê. Depois eu vou mudando conforme as turnês avançam e novas músicas são lançadas. Como foi entrar nos Misfits em um momento tão importante da banda? Pareceu natural. Foi uma boa combinação para mim. Eu me diverti muito. Eu pude escrever músicas para eles e tocar com eles. Eu honro esse período. E eu acabei de receber um disco de ouro por American Psycho. Como era o processo criativo e de gravação naquela época com essa nova formação? Foi incrível. Nós ensaiávamos muito e trabalhávamos nas músicas o tempo todo. Era uma máquina de composição. Todos escrevíamos músicas naquele período. Todos tinham uma parte igual nisso. Foi divertido e tudo aconteceu de forma bem tranquila. Foi mágico, na verdade. Um momento mágico. E esses álbuns vendem melhor hoje do que jamais venderam. Como você define seu legado nos Misfits? É o bom e velho rock and roll. Nós fizemos com intensidade. As melodias eram ótimas. Estávamos todos no auge. Tínhamos mais cinco discos dentro de nós. Poderíamos ter feito pelo menos mais cinco discos. Qual sua visão sobre as polêmicas políticas envolvendo Glenn Danzig e Michale Graves com o nazismo e fascismo? Isso pode afetar o legado dos Misfits? Eu não sei. Eu faço a minha própria coisa. Sempre fiz. Não sei. É a vibração deles. Eu estou em uma vibração diferente. Não falo com o Michale desde 2002. Então não sei o que ele está fazendo. E eu realmente não conheço o Glenn. Então não sei o que eles estão fazendo. Espero que estejam fazendo discos. Você mantém contato com algum integrante dos Misfits? Não, só para falar de negócios. Por que American Psycho e Famous Monsters têm uma qualidade de gravação muito superior aos demais trabalhos? Houve uma preocupação nesse sentido? Você está absolutamente certo, foi simplesmente melhor gravado. Tinha um orçamento maior também, a Geffen Records financiou o primeiro, acho que a Roadrunner fez o segundo. Eu gravei a minha vida inteira e também estou lá dando minhas ideias, pois tenho estúdio desde os 19 anos. Sempre gravei em casa, trabalhei com gênios da gravação e eu amo gravar. Amo todo o processo. Então sim, foi divertido gravar. Os álbuns têm muita energia. Eles eram gravados ao vivo ou por partes? Eu acho que gravávamos a banda inteira ao vivo. Depois o Doyle adicionava camadas de guitarra e fazíamos vocais de apoio. Era basicamente ao vivo. Quais foram suas principais influências na bateria? Eu sempre