Entrevista | Joyce Manor – “Não tenho desejo de fazer curvas bruscas rumo ao épico”

O Joyce Manor consolidou-se na última década como uma das vozes mais autênticas do cenário punk/indie mundial. Recentemente, a banda de Torrance, Califórnia, lançou seu nono trabalho de estúdio, I Used To Go To This Bar, reafirmando a habilidade única de transformar angústias cotidianas em hinos curtos, rápidos e extremamente viscerais. O álbum mantém a essência “direto ao ponto” que os consagrou, mas traz camadas de maturidade sonora que mostram um grupo ainda disposto a experimentar. Em entrevista ao Blog n’ Roll, os integrantes (vocalista Barry Johnson, o guitarista Chase Knobbe e o baixista Matt Ebert) abriram o jogo sobre os bastidores da produção e a dinâmica de estúdio. Um dos pontos centrais da conversa foi a influência do lendário produtor Brett Gurewitz (Bad Religion), que desafiou a banda a equilibrar as novas tendências mais melódicas do indie rock com a energia explosiva e veloz que define o DNA do Joyce Manor desde o início da carreira. Durante o papo, Barry revelou uma honestidade desarmante ao falar sobre o conceito de amadurecimento. Ao contrário do clichê de “sabedoria adquirida com a idade”, Barry reflete sobre como se sente deslocado em relação aos próprios fãs que cresceram e assumiram responsabilidades adultas, enquanto ele permanece imerso na mesma rotina e espírito criativo de vinte anos atrás. A entrevista também mergulha nos detalhes técnicos e nas participações de peso, como a colaboração com o baterista Joey Waronker. A banda detalhou como foi a experiência de tocar com o atual baterista do Oasis, e como a presença dele ajudou a elevar a autoconfiança durante as sessões de gravação. Para a alegria dos fãs, o Joyce Manor deixou claro que, embora ainda não haja um plano concreto para este ano, o retorno aos palcos sul-americanos está no topo da lista de desejos para 2027. Barry, você mencionou que o Brett (Gurewitz, produtor e dono da Epitaph) insistiu em músicas mais rápidas quando você estava tendendo para um som mais indie. Como foi ceder a essa visão e como você vê o equilíbrio entre as raízes punk e a evolução indie da Joyce Manor neste disco? Barry Johnson: Quando estou escrevendo, foco em uma música por vez. No início, não penso no álbum como um todo; apenas vejo o que me inspira ou o que ando ouvindo. Estávamos gravando sessões de uma ou duas músicas e, na terceira sessão, o Brett notou que havia muitas faixas com sonoridade indie rock. Ele disse algo como: “acho que já cobrimos essa parte. Temos os momentos indie, mas seria bom equilibrar com momentos de alta energia”. Sinceramente, não aceitei muito bem no começo. Achei irritante. Pensei: “podemos simplesmente fazer um disco mais indie, não é obrigatório ser rápido”. Mas eu sabia que a motivação dele era tornar o álbum mais instigante. Não foi algo cínico do tipo “seus fãs vão gostar mais se for rápido”, mas sim a visão de um fã que queria ouvir faixas mais energéticas. Aquilo mexeu comigo. Comecei a escrever pensando se havia uma forma de apresentar as ideias de um jeito mais “para cima”. Fui um pouco mimado no início, mas depois passou e acho que o álbum ficou melhor por causa disso. Na faixa-título e em I Know Where Mike Chen Lives, há um olhar muito honesto sobre o passado sem romantizar o abuso de substâncias. Como foi revisitar essas memórias agora que você está em uma fase mais estável e sóbria? Barry: Eu não estou (sóbrio). Quer dizer, bebo um pouco menos e talvez use um pouco menos de drogas do que antes, mas não é uma diferença tão grande assim. Eu costumava ser jovem e bêbado, agora sou velho e bêbado (risos). Não estou olhando para o passado de um lugar de sabedoria ou aprendizado. Não houve aprendizado, não há um novo contexto ou perspectiva adquirida. Está tudo igual. O álbum traz elementos diferentes, como gaita e até uma vibe “cowpunk”. Como essas influências externas surgiram no som? Matt Ebert: O Chase tinha aquela gaita no bolso de trás, literalmente. Mas não acho que tenha relação com o “cowpunk”. Chase Knobbe: Para mim, a gaita soa mais como The Clash ou The Libertines, que é o estilo que eu gosto. Eu não estava morrendo de vontade de usar uma gaita, apenas achei que ficaria legal naquela música específica. Acabei comprando uma depois de ter a ideia, não tinha nenhuma por perto. Sobre as diferentes instrumentações, muito veio do Brett. Em All My Friends Are So Depressed, há uma guitarra barítono no trecho instrumental. Ele sugeriu isso porque sentiu que a música precisava de um novo instrumento para quebrar a monotonia. Isso me fez pensar que não deveríamos ter medo de testar instrumentos que nunca usamos. Mas a gaita é algo fácil, palatável. Não é como se tivéssemos apelado para um keytar ou uma tuba. Joey Waronker (baterista do Oasis na turnê mais recente) tocou na faixa The Opossum. O que a presença dele trouxe para a energia da Joyce Manor no estúdio? Matt Ebert: Conhecendo o currículo dele, foi interessante chegar e perguntar: “você quer tocar essa música meio psychobilly com a gente?”. O estilo dele não é agressivo ou pesado, ele toca de forma suave e deliberada. Ele é um baterista incrível, mas não é de “perder o controle”. Vê-lo destruir naquela música foi muito legal. Barry: Acho que ele se divertiu mais do que nas outras, porque raramente o chamam para tocar punk rápido. No estúdio, depois que a fita parava, você ouvia ele gritando: “acertei!”. Eu confesso que fiquei intimidado. Quando ele comentou que depois dali faria shows com o Oasis, minha síndrome de impostor bateu forte. Mas estou superando isso. Ele tocou com Paul McCartney, Roger Waters e Beck… e agora tocou com a gente. Poder dizer isso sem fazer uma piada autodepreciativa é bom para a minha autoestima. O disco é curto e direto, fiel à ética da banda. Você sente que a mensagem do Joyce Manor só funciona com essa urgência ou se vê escrevendo
Guia definitivo lista 300 lançamentos da música brasileira em 2026

Em meio à avalanche de novidades que chegam às plataformas digitais todas as sextas-feiras, ficar perdido no algoritmo já virou rotina. Para romper essa lógica e organizar o calendário de quem respira música nacional, os portais Hits Perdidos (Rafael Chioccarello) e Minuto Indie (Alexandre Giglio) se uniram para mapear os lançamentos da música brasileira em 2026. Inspirado por iniciativas consolidadas no exterior (como os guias do Consequence of Sound), o levantamento reúne mais de 300 discos e EPs aguardados para o ano. O guia funciona como um verdadeiro termômetro para fãs, jornalistas e produtores culturais. Furando a bolha do algoritmo A proposta é simples, mas essencial: combater a perda de informação em uma indústria onde os maiores players concentram a atenção. “A indústria segue operando dentro de um modelo tradicional. Ficamos à espera do algoritmo, enquanto o jornalismo musical encolhe e deixa de cumprir um papel que poderia fortalecer toda a cadeia. Anunciar que um álbum será lançado este ano precisa mesmo ser tratado como algo exclusivo e estratégico demais para chegar ao público?”, questiona Alexandre Giglio. Rafael Chioccarello complementa: “Um guia exerce um papel estratégico no ecossistema da música: funciona como termômetro, rompe a lógica passiva dos algoritmos e estimula trocas mais qualificadas”. O projeto contou com a contribuição de dezenas de profissionais de comunicação, selos e produtoras de todo o país, tornando-se uma ferramenta viva e colaborativa. Destaques para o público do rock, punk e hardcore Para quem acompanha as baterias aceleradas, a distorção e o skank, 2026 promete ser um ano de colheita farta. O guia aponta novidades muito aguardadas na cena, incluindo os veteranos do Dead Fish (com os 20 anos de Zero e Um e a versão deluxe de Labirinto da Memória), o peso do Black Pantera (que promete dois álbuns), além de novos trabalhos de Rancore, Zander, Claustrofobia, Pitty, Capital Inicial, Detonautas, Fresno e a energia do Sapo Banjo. 💿 Guia de lançamentos 2026 (ordem alfabética) Abaixo, você confere o mapeamento inicial. Como os bastidores da música são dinâmicos, alguns projetos ainda definem se serão EPs ou discos cheios, e datas podem sofrer alterações. Você também pode acompanhar a planilha oficial e sugerir novos lançamentos [acessando o formulário do projeto aqui].
Trilha sonora do filme do “Peaky Blinders” tem vocalistas de Amyl and the Sniffers e Fontaines D.C.

A contagem regressiva para o retorno de Tommy Shelby está na reta final e a Sony Music decidiu aquecer os motores nesta semana anunciando todos os detalhes da trilha sonora oficial do aguardado longa-metragem Peaky Blinders: The Immortal Man. O álbum completo será lançado no dia 6 de março, mesma data em que o filme chega aos cinemas mundiais (antes de estrear na Netflix no dia 20 de março). Para dar um gostinho da atmosfera densa que vem por aí, a gravadora já liberou o primeiro single oficial: Puppet, uma colaboração intensa assinada por Grian Chatten (vocalista do aclamado Fontaines D.C.) ao lado de Antony Genn e Martin Slattery, os compositores de longa data da franquia. “Puppet”: o peso psicológico de Tommy Shelby Sombria, pesada e carregada de tensão, Puppet é uma faixa com fortes influências do rock alternativo e do pós-punk que traduz com perfeição o caos da mente do clã Shelby nesta nova fase. A música marca um novo e poderoso capítulo no legado sonoro da série, que sempre utilizou anacronismos musicais para dar vida à Birmingham do século 20. Nick Cave, Amyl & The Sniffers e mais na trilha de Peaky Blinders A trilha sonora contará com um total impressionante de 36 faixas, combinando a trilha instrumental expansiva (score) com cinco gravações originais inéditas. Se a curadoria musical de Peaky Blinders sempre foi um show à parte, o filme eleva o sarrafo. Além de Grian Chatten, o álbum traz contribuições de: Retorno de Shelby no filme do Peaky Blinders Com roteiro do criador Steven Knight e direção de Tom Harper, The Immortal Man se passa em 1940, em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial. Tommy Shelby (o recém-vencedor do Oscar Cillian Murphy) é forçado a sair de seu autoexílio para enfrentar seu acerto de contas mais destrutivo até então. O elenco estelar conta ainda com Rebecca Ferguson, Tim Roth, Barry Keoghan e Stephen Graham. Ouça o novo single e prepare-se: 💽 Tracklist (destaques) Embora o disco conte com 36 composições de Antony Genn e Martin Slattery para embalar as cenas, os grandes destaques cantados incluem:
Foo Fighters detalha novo álbum e a fase com Ilan Rubin

O Foo Fighters se prepara para lançar seu 12º álbum de estúdio, Your Favorite Toy, no dia 24 de abril. A faixa-título já foi liberada na última semana, mas agora o frontman Dave Grohl decidiu abrir o jogo sobre o futuro da banda e, principalmente, sobre as recentes (e polêmicas) mudanças na bateria. 12º álbum e a sombra do fim do Foo Fighters Em entrevista à Apple Music 1, Grohl adiantou que o novo trabalho está recheado de “pedradas barulhentas e altas” que remetem aos velhos tempos da banda. No entanto, ao falar com a BBC Radio 6 Music, o vocalista foi lembrado de que os Beatles encerraram suas atividades exatamente no 12º álbum (Let It Be). Sobre a possibilidade de Your Favorite Toy ser o canto do cisne do Foo Fighters, Grohl foi sincero: “Todo disco tem sido o nosso último disco. Então, sinto que, a essa altura, você simplesmente faz um álbum e diz: ‘Ok, bem, vamos fazer de novo e ver o que acontece’.” O novo trabalho sucede o catártico But Here We Are (2023) e marca o início de um novo capítulo na formação do grupo. Dança das cadeiras: sai Freese, entra Rubin A morte precoce e trágica de Taylor Hawkins em 2022 deixou uma lacuna quase impossível de ser preenchida. “Ele era nosso irmão, nosso melhor amigo. Continuar depois do Taylor foi muito complicado para qualquer baterista que fosse calçar os sapatos dele”, explicou Grohl. Josh Freese assumiu as baquetas com maestria em maio de 2023, mas a parceria chegou ao fim de forma abrupta em maio de 2025. Pela primeira vez, Grohl detalhou o rompimento amigável, negando que a decisão tenha acontecido “do dia para a noite”. Segundo o vocalista, após um ano e meio de turnê, a banda fez uma pausa de seis meses para debater os próximos passos: “Pensamos: ‘Ok, vamos ligar para o Josh e avisar que vamos seguir em uma direção diferente’. Todos nós ligamos, não fui só eu. Dissemos: ‘Cara, foi incrível, nos divertimos muito, muito obrigado, mas vamos procurar outro baterista’.” A separação ocorreu sem ressentimentos. Como o próprio Grohl destacou, Freese sentia que a música do Foo Fighters não ressoava totalmente com ele. Sangue novo A solução para o Foo Fighters veio através de uma inusitada “troca justa” no mundo do rock. Freese retornou ao seu posto no Nine Inch Nails (trabalhando com Trent Reznor), enquanto Ilan Rubin deixou o NIN para assumir a bateria do Foo Fighters em definitivo. A química com Rubin tem sido revigorante para os veteranos. “É como se nos sentíssemos uma banda de novo, cara”, celebrou Grohl. Com Your Favorite Toy batendo à porta, o Foo Fighters prova mais uma vez sua imensa capacidade de reinvenção e sobrevivência.
Linda Perry anuncia seu 1º álbum solo em 25 anos e regrava o hit “Beautiful”

A vocalista e compositora Linda Perry acaba de fazer um anúncio histórico. A frontwoman do 4 Non Blondes revelou o lançamento de Let It Die Here, seu primeiro álbum solo em mais de 25 anos. O disco, que já está disponível para pré-venda, tem lançamento marcado para o dia 8 de maio, através dos selos Kill Rock Stars e 670 Records. Linda Perry é a verdadeira dona de “Beautiful” Para abrir os trabalhos da nova era, Perry lançou o primeiro single do projeto: a faixa Beautiful. Se o nome soa familiar, não é coincidência. A música se tornou um hino pop global e um sucesso estrondoso na voz de Christina Aguilera em 2002. O que muita gente esquece é que a faixa foi inteiramente composta por Linda Perry. Agora, a artista lança sua própria versão, ressignificando a mensagem da letra através de sua perspectiva e experiência de vida. A faixa chegou acompanhada de um videoclipe cinematográfico estrelado pelos atores Lukas Haas e Shane Powers. O vídeo retrata a essência de Beautiful através dos olhos de uma criança em um show de talentos, onde a autoaceitação determina o verdadeiro vencedor — um visual marcante sobre a liberdade de sermos quem realmente somos. Documentário e apresentação na TV A inspiração de Perry para compor as músicas deste novo projeto surgiu durante as filmagens de um documentário homônimo (Let It Die Here), que também chegará aos cinemas em maio deste ano. Para promover o lançamento, a cantora fará uma performance ao vivo de Beautiful no Jimmy Kimmel Live! já amanhã (24). Retorno do 4 Non Blondes Como se um novo álbum solo e um documentário não fossem suficientes, o comunicado de imprensa trouxe uma bomba no parágrafo final para os fãs de rock dos anos 90: Linda Perry está se preparando para o lançamento de um novo álbum do 4 Non Blondes, previsto para sair ainda no final deste ano.
Tomahawk e Melvins unem forças para primeira turnê em 13 anos

O Tomahawk, o aclamado supergrupo formado por Mike Patton (Faith No More), John Stanier (Helmet/Battles), Trevor Dunn (Mr. Bungle) e Duane Denison (The Jesus Lizard), acaba de anunciar sua primeira turnê desde 2013. E eles não estarão sozinhos. A excursão de verão pelo Hemisfério Norte contará com a companhia de peso dos seus parceiros de gravadora (Ipecac Recordings), os lendários Melvins, reeditando uma dobradinha que não acontecia desde 2003. “Um enorme desperdício de tempo e dinheiro” Com o sarcasmo habitual que permeia a carreira de Patton e companhia, a turnê foi batizada de A Huge Waste of Your Time and Money (Um Enorme Desperdício de Seu Tempo e Dinheiro). O retorno aos palcos corrige uma dívida histórica com os fãs. Em 2021, o Tomahawk lançou o excelente álbum Tonic Immobility, mas o grupo foi impedido de cair na estrada devido à pandemia de covid-19. Agora, o motor voltou a girar. “No espírito das Olimpíadas, o Time Tomahawk decidiu se levantar e buscar o ouro mais uma vez”, brincou o guitarrista Duane Denison. “Também competindo estarão nossos parceiros, os Melvins.” Peso dos Melvins Para essa turnê, os Melvins se apresentarão como um quarteto brutal. O icônico frontman Buzz Osborne (King Buzzo) e o baterista Dale Crover ganharão o reforço de Steven McDonald (Redd Kross) e Coady Willis. “Esta turnê é algo óbvio. Mal posso esperar. Uma jornada Melvins/Tomahawk será um stone groove absoluto”, comemorou Buzz. 📅 Datas da turnê do Tomahawk com Melvins (EUA) Infelizmente, por enquanto, a rota contempla apenas os Estados Unidos, começando em julho e terminando em agosto. Aos fãs brasileiros, resta torcer para que o projeto se estenda para a América do Sul no futuro (ou começar a cotar passagens aéreas). Confira a agenda completa:
Rush anuncia cinco shows no Brasil em 2027; veja datas e locais

Pode acreditar, não é um delírio coletivo. O impossível aconteceu. Os ícones Geddy Lee (baixo, teclados, vocais) e Alex Lifeson (guitarra, vocais) confirmaram o retorno do Rush ao Brasil com a histórica Fifty Something Tour. Após o esgotamento imediato de mais de 50 datas na América do Norte, a banda anunciou nesta segunda-feira (23) a extensão da turnê para o Reino Unido, Europa e, para a nossa alegria, América do Sul, quebrando um hiato de 17 anos sem pisar por aqui. No Brasil, a turnê terá proporções colossais. Com produção da 30e, o grupo fará cinco shows entre janeiro e fevereiro de 2027, passando por Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Confira a rota do Rush pelo Brasil em 2027: Homenagem a Neil Peart e a nova formação A turnê é uma grande celebração do legado da banda e, principalmente, da vida do saudoso baterista e letrista Neil Peart. A decisão tem a bênção integral da família de Peart. “Estamos entusiasmadas em apoiar a turnê, celebrando uma banda cuja música ressoou e inspirou fãs por gerações. A musicalidade de Neil era singular. […] Como baterista e letrista, ele era insubstituível. Estamos animadas para ver como essa nova visão se desenvolverá”, declararam Carrie e Olivia Peart (viúva e filha do músico). Para a Fifty Something Tour, a monumental tarefa de assumir as baquetas ficará a cargo da virtuosa baterista, compositora e produtora alemã Anika Nilles (que já tocou com Jeff Beck). O tecladista Loren Gold (The Who) completa a nova escalação. Formato “An Evening With” Se prepare para uma maratona. Os shows seguirão o formato “an evening with” (uma noite com), ou seja, sem bandas de abertura e com o Rush tocando dois sets por noite. Geddy Lee revelou que a banda está ensaiando um catálogo de cerca de 40 músicas, o que permitirá um setlist rotativo, com canções diferentes a cada apresentação. “Esperamos sinceramente que vocês venham celebrar conosco 50 anos da música do Rush, enquanto prestamos a Neil a homenagem que ele tão merecidamente merece”, afirmou o baixista. 🎫 SERVIÇO: RUSH NO BRASIL (2027) Turnê: Fifty Something South American Tour Realização: 30e 📍 CURITIBA Data: 22 de janeiro (sexta-feira) Local: Arena da Baixada 📍 SÃO PAULO Data: 24 de janeiro (domingo) Local: Allianz Parque 📍 RIO DE JANEIRO Data: 30 de janeiro (sábado) Local: Estádio Nilton Santos (Engenhão) 📍 BELO HORIZONTE Data: 1 de fevereiro (segunda-feira) Local: Estádio Mineirão 📍 BRASÍLIA Data: 4 de fevereiro (quinta-feira) Local: Arena BRB Mané Garrincha 💎 EXPERIÊNCIAS VIP (Preços padrão para todas as cidades) 💳 INFORMAÇÕES DE VENDA
New Found Glory lança “Listen Up!”, primeiro álbum em seis anos

O New Found Glory, um dos pilares definitivos do pop-punk mundial, encerrou um hiato de seis anos sem um disco completo de estúdio. O quarteto da Flórida lançou Listen Up!, seu 11º álbum de estúdio e o primeiro lançamento através da gravadora Pure Noise Records. Faltando pouco para completar 30 anos de estrada, Jordan Pundik, Chad Gilbert, Ian Grushka e Cyrus Bolooki provam que ainda têm muita lenha para queimar. Resiliência do New Found Glory e a celebração da vida Listen Up! sucede o EP acústico e reflexivo Make the Most of It (2023) e chega em meio a um período de intensos desafios pessoais para o grupo, em especial, a batalha contínua do guitarrista Chad Gilbert contra um câncer metastático agressivo. Apesar da carga emocional, o disco é, acima de tudo, uma coleção de canções sobre esperança e sobre a sorte de estar vivo. “Queríamos fazer algo que realmente focasse em como somos sortudos”, explicou Gilbert. Esse sentimento transborda em faixas como Beer and Blood Stains, que reflete sobre os primeiros anos da banda e crava, sem meias palavras, o verso: “It’s good to be alive” (É bom estar vivo). O álbum conta com dez faixas. A abertura fica por conta da explosiva Boom Roasted, encerrando com Frankenstein’s Monster. Entre os destaques, estão os singles já conhecidos Treat Yourself e Laugh It Off, além da recém-lançada e grudenta A Love Song. Na estrada: Yellowcard e Warped Tour Com o disco na praça, a banda se prepara para uma verdadeira maratona ao vivo na primavera e no verão do Hemisfério Norte:
Overload Beer Fest acerta com line-up focado em bandas nacionais e apresentação do Obituary

A noite do último sábado (21) ficou marcada para os fãs de música extrema em São Paulo pelo Overload Beer Fest, evento que juntou grandes expoentes do cenário nacional com a apresentação dos norte-americanos e precursores do death metal Obituary. Realizado no Carioca Club, com ingressos esgotados, o evento passou longe de um show de headliner com várias bandas de abertura, mostrando a força da cena brasileira e do metal cantado em português, com as bandas Cemitério, D.E.R., Eskröta e Vulcano. Cemitério Abrindo a noite, o trio liderado por Hugo Golon despejou o seu death metal inspirado em filmes de terror no público que já começava a comparecer no Carioca Club. Com uma boa quantidade de fãs gritando o nome da banda e abrindo as primeiras rodas da noite, a apresentação de cerca de 40 minutos mais do que aqueceu quem estava no local para o que viria a seguir, também deixando muita gente querendo mais. Destaque para a trinca que encerrou a apresentação: Tara Diabólica, Natal Sangrento e Pague Para Entrar, Reze Para Sair, ovacionadas pelo público. D.E.R. No palco do Carioca, o D.E.R. mostrou porque é um dos principais expoentes do grindcore no Brasil. Como pede o estilo, foi a banda mais rápida a tocar no festival em um show direto e sem firulas. As poucas pausas entre uma música e outra serviram tanto para o público quanto para os músicos recuperarem um pouco de ar no local que já começava a ficar bem quente. Destaque para o baterista Barata, que executa primorosamente as milhões de batidas por minuto das músicas da banda enquanto, por vezes, o vocalista Thiago Nascimento parece estar em transe no palco. Eskröta Com a difícil missão de substituir os santistas do Surra, que haviam sido escalados pelo festival, porém cancelaram pouco antes de anunciarem um hiato por tempo indeterminado, a Eskröta apostou não só no som pesado e no setlist baseado principalmente em Blasfêmea, álbum lançado no ano passado, mas também na interação com o público. A mais comunicativa das bandas da noite, principalmente por conta da vocalista Yasmin Amaral, levou até bolas infláveis coloridas para jogar ao público, que respondeu bem e fez coro às falas que reforçaram o posicionamento antifascista e feminista do grupo, já explícito nas músicas apresentadas e em toda a sua discografia. Vulcano Em uma noite que seria coroada com a apresentação de um dos maiores expoentes do death metal norte-americano, nada mais justo do que escalar a banda que é tida como a precursora do metal extremo na América Latina. “Que os portais do inferno se abram”, a icônica frase que marca o início das apresentações dos santistas do Vulcano foi entoada, no sábado, por Angel, o vocalista original que fez participação especial no show, dividindo os vocais com Luiz Carlos Louzada em clássicos como Dominios of Death, Total Destruição e Guerreiros de Satã. A atual formação do Vulcano, sempre ancorada na presença do guitarrista e herói da cena Zhema, fez o show com a segurança de quem já entra com o jogo ganho, focando o setlist nas principais canções da história do grupo, prontamente recebidas por uma casa que já se aproximava da lotação máxima. Obituary encerra o Overload O Carioca Clube ficou lotado e quente para a apresentação dos headliners da noite, que fizeram exatamente o que se esperava deles: um show curto, grosso e brutal. O sempre bom som da casa colaborou para que a as guitarras de Trevor Peres e Kenny Andrews, o baixo de Terry Butler, a bateria de Donald Tardy e, principalmente, os inconfundíveis e agudos guturais do vocalista John Tardy, que ao vivo são adornados por camadas de reverb, batessem no público com a singela força de um acidente de carro. Celebrando 35 anos do seu álbum mais influente, Cause of Death, o setlist não teve diferenças se comparado com o que a banda já vinha tocando na turnê, apresentando uma sucessão de clássicos e deixando de mais ‘recente’ apenas The Wrong Time, do disco Dying of Everything (2023), uma das músicas mais grudentas da banda, se é que existe uma música grudenta no meio da extensa discografia dos floridenses. A apresentação durou cerca de uma hora, o que, no papel, pode parecer pouco, mas é compensado com a intensidade do show. Como ressalva fica a ausência de duas faixas do Cause of Death, que não chegou a ser executado na íntegra, faltando Find the Arise e Memories Remain. Setlist Obituary Redneck StompSentence DayA Lesson in VengeanceThe Wrong TimeInfectedBody BagDyingCause of DeathCircle of the Tyrants (cover do Celtic Frost)Chopped in HalfTurned Inside Out Bis:I’m in PainSlowly We Rot