Luís Capucho transforma cotidiano e mistério em narrativa no novo single “Tava na Noite”

O cantor, compositor, escritor e pintor Luís Capucho lança o single “Tava na Noite”, mais um capítulo do álbum Homens Machucados, previsto para os próximos meses. Dono de uma obra gravada por nomes centrais da música brasileira, como Cássia Eller, o artista apresenta uma canção que destaca sua voz singular e a força de uma escrita voltada para o cotidiano, conduzida pela intuição e pelo mistério que marcam sua trajetória autoral. O lançamento chega aos serviços de streaming pelo selo + Um Hits. Assim como o single anterior, “A Masculinidade”, a nova faixa surge sem um projeto prévio definido. Capucho explica que a composição nasceu de forma espontânea, a partir de uma situação simples, uma viagem de ônibus, que se desdobra em pensamentos, nostalgia, possibilidades e realidades. Com violão marcante e voz aveludada, “Tava na Noite” aposta na escuta atenta e no tempo dilatado, características recorrentes em sua obra mais recente. Compositor intuitivo e sem formação acadêmica em música, Capucho se afirma como um criador múltiplo, transitando entre música, literatura e artes visuais. Após enfrentar sequelas motoras que o afastaram temporariamente do violão, encontrou na escrita e na pintura novas formas de expressão, como a série de retratos As Vizinhas de Trás. Hoje, aposentado da docência em língua portuguesa, assume plenamente a música como principal modo de vida e expressão artística. Pela primeira vez em sua carreira, o artista mantém uma banda estável, formada por Felipe Abou, na bateria, e Guilherme Vieira, no baixo. O trio, que atravessa diferentes gerações, compartilha a música como eixo central da vida. Musicalmente, Capucho carrega referências que vão da música caipira, brega e jovem guarda, ouvidas na infância no interior do Espírito Santo, à MPB urbana e literária, além de uma rusticidade adquirida após o reaprendizado do violão, aproximando seu som do rock e do underground. Em Homens Machucados, essas camadas se encontram e ajudam a consolidar uma identidade artística cada vez mais definida.
Pet Shop Boys retorna a São Paulo para show em março

A dupla britânica Pet Shop Boys, formada por Neil Tennant e Chris Lowe, retorna a São Paulo para uma apresentação única com a turnê Dreamworld: The Greatest Hits Live. O show acontece em 3 de março de 2026, na Suhai Music Hall. Os ingressos custam a partir de R$ 520 (pista, inteira) e estão à venda pela Livepass, com opção de parcelamento de até 6 vezes. Por enquanto, é a única data anunciada no Brasil. Lançada em 2022, Dreamworld é a primeira turnê de hits dos Pet Shop Boys. O projeto já passou por arenas da Europa e do Reino Unido. No Brasil, o show foi apresentado em dezembro de 2023, também na capital paulista, na programação do festival Primavera Sound. A apresentação reúne esse repertório consagrado com sucessos como It’s A Sin, Domino Dancing e Always On My Mind. * PET SHOP BOYS EM SÃO PAULOData: 03/03/2026, às 21hLocal: Suhai Music Hal – Av. das Nações Unidas, 22.540, Jurubatuba.Ingressos: a partir de R$ 520 (pista, inteira) em Livepass
Guns n’ Roses confirma décimo show no Brasil; veja local e data

O Guns N’ Roses anuncia a décima data no Brasil da turnê Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things. Headliner do Monsters of Rock, que acontece no dia 4 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, a banda incluiu Campo Grande no giro. O show será em 9 de abril, no Autódromo Orlando Moura. Além dos dois shows, o Guns n’ Roses já havia anunciado apresentações nos dias 1/4, em Porto Alegre, no Jockey Club; 7/4, no Centro Regional de Eventos, em São José do Rio Preto; 10/4, no Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio de Janeiro, 12/4, no Estádio Estadual Kleber José de Andrade, em Cariacica; 15/4, na Arena Fonte Nova, em Salvador; 18/4, na Arena Castelão, em Fortaleza; 21/4, no Estádio Governador João Castelo (Castelão), em São Luís; e 25/4, no Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), em Belém. O novo giro pelo país é resultado do estrondoso sucesso de público e crítica registrado neste ano, quando a banda lotou estádios, quebrou recordes e mobilizou fãs de todas as regiões do Brasil pedindo novas apresentações. Com Axl Rose, Slash e Duff McKagan em plena forma, o Guns N’ Roses retorna ao Brasil com um repertório repleto de hinos atemporais — como Sweet Child O’ Mine, Welcome to the Jungle, Paradise City e November Rain — em uma performance explosiva que promete repetir — e superar — a energia que conquistou o público brasileiro. * SERVIÇO Data: 09/04/2026 (quinta-feira) Local: Autódromo Orlando Moura – Campo Grande Endereço: Rodovia BR 262, KM 12 Abertura dos portões: 16h Showtime: 20h30 Ticketeira: Bilheteria Digital * Principais datas e vendas 21/12: 8h – pré-venda para fã clube (24h) – 8 ingressos por CPF 22/12: 8h/10h – Pré-venda EXPERIENCE 9h30/10h – Pré-venda GRUPO VIP (todos os setores) 10h – Vendas Gerais (On line + Ponto de venda) *As vendas serão feitas por lote, a quantidade é determinada pela produção. SETORES Arena – a partir de R$ 285,00 Front Stage – a partir de R$ 595,00 Camarotes – área reservada com serviços de banheiros e bares exclusivos – a partir de R$ 890,00 Experience (Frontstage + serviço) – Setor premium do evento, com ingresso para frontstage + serviço de open bar e open food – a partir de R$ 1.500,00
Liberation Festival 2026 terá dez atrações em dois dias de evento no Vibra São Paulo

O Liberation Festival está de volta após oito anos com uma robusta edição 2026. O evento, realizado pela Liberation Music Company, está marcado para 12 e 13 de dezembro do próximo ano, no Vibra São Paulo, e terá dez atrações internacionais, que apresentarão sets completos, divididas entre os dois dias. A venda de um número limitado de Blind Tickets começa nesta sexta-feira (19) exclusivamente pelo site do Clube do Ingresso. O pacote inclui: ingresso para o show, entrada antecipada e prioritária, pôster e copo oficiais do festival como brindes. As primeiras atrações do Liberation Festival 2026 serão anunciadas em breve e a produtora promete trazer grandes nomes da música pesada. O último Liberation Festival aconteceu em 2018 e teve dois gigantes do heavy metal como atrações principais: a banda alemã Kreator e a sueca Arch Enemy. A edição de 2017 também foi grandiosa, com King Diamond como headliner, apresentando o clássico álbum Abigail na íntegra, além de Lamb of God, Carcass e Heaven Shall Burn. Liberation Festival 2026 Data: 12 e 13 de dezembro de 2026 Local: Vibra São Paulo Endereço: Av. das Nações Unidas, 17955 São Paulo Ingressos Combo Blind Ticket – Plateia Superior (12/12): R$ 550,00 (pacote inclui: ingresso para o show, entrada antecipada e prioritária, pôster e copo oficiais do festival como brindes) Combo Blind Ticket – Plateia Superior (13/12): R$ 550,00 (pacote inclui: ingresso para o show, entrada antecipada e prioritária, pôster e copo oficiais do festival como brindes) Combo Blind Ticket – Plateia Superior para dois dias – 12/12 e 13/12: R$ 1.000,00 (pacote inclui: ingresso para o show, entrada antecipada e prioritária, pôster e copo oficiais do festival como brindes) ++++ Combo Blind Ticket Camarote – 12/12: R$ 800,00 (pacote inclui: entrada antecipada e prioritária, pôster, camiseta e copo oficiais do festival como brindes) Combo Blind Ticket Camarote – 13/12: R$ 800,00 (pacote inclui: entrada antecipada e prioritária, pôster, camiseta e copo oficiais do festival como brindes) Combo Blind Ticket Camarote – Dois dias – 12/12 e 13/12: R$ 1.500,00 (pacote inclui: entrada antecipada e prioritária, pôster, camiseta e copo oficiais do festival como brindes) +++ Combo Blind Ticket Pista – 12/12: R$ 600,00 (pacote inclui: entrada antecipada e prioritária, pôster e copo oficiais do festival como brindes) Combo Blind Ticket Pista – 13/12: R$ 600,00 (pacote inclui: entrada antecipada e prioritária, pôster e copo oficiais do festival como brindes) Combo Blind Ticket Pista – Dois dias – 12/12 e 13/12: R$ 1.100,00 (pacote inclui: entrada antecipada e prioritária, pôster e copo oficiais do festival como brindes). +++ Combo Blind Ticket Pista Premium – 12/12: R$ 800,00 (pacote inclui: entrada antecipada e prioritária, pôster, camiseta e copo oficiais do festival como brindes) Combo Blind Ticket Pista Premium – 13/12: R$ 800,00 (pacote inclui: entrada antecipada e prioritária, pôster, camiseta e copo oficiais do festival como brindes) Combo Blind Ticket Pista Premium – Dois dias – 12/12 e 13/12: R$ 1.500,00 (pacote inclui: entrada antecipada e prioritária, pôster, camiseta e copo oficiais do festival como brindes).
Entrevista | Rancore faz show secreto no Bar Alto e apresenta novo álbum na íntegra

O Rancore realizou dois shows secretos no Bar Alto, em São Paulo, na noite de ontem (18), em duas sessões seguidas. O Blog N’ Roll foi convidado para acompanhar a apresentação das 21h30 que marcou a execução ao vivo, pela primeira vez, das 11 faixas que compõem o novo álbum da banda, ainda sem título definido. Após a audição completa do material inédito, o grupo encerrou o set com quatro músicas já conhecidas do público: Quando Você Vem, Jeito Livre, Samba e Mãe. O novo trabalho chega 15 anos após Seiva e mantém uma característica histórica da discografia do Rancore: cada álbum soa diferente do anterior. Ainda assim, este novo disco dialoga diretamente com Seiva, tanto pela atmosfera quanto pela proposta artística. A experiência de ouvir o álbum ao vivo junto com os fãs e a presença de palco do vocalista Teco Martins foi além da música em si, evocando uma sensação quase ritualística, de caráter espiritual, resultado de uma construção sonora densa e imersiva. Essa abordagem reflete influências diretas dos hinários xamânicos que permeiam o universo criativo do vocalista, somadas a referências do post-punk dos anos 1980, das brasilidades das décadas de 1970 e 1980 e do punk brasileiro em sua forma mais crua. Há ecos claros de bandas como Olho Seco e Restos de Nada, em um disco que se afasta de rótulos fáceis e reafirma a identidade mutável do Rancore, sempre em transformação. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Teco Martins conta sobre a volta da banda, as influências e diferenças criativas dos integrantes e também a decisão de deixar de fora os singles lançados anteriormente, como Quando você vem e Pelejar. O álbum novo ainda não tem nome. Em que estágio ele está e qual é a previsão de lançamento? Teco Martins – O disco está totalmente pronto. A gente está finalizando a arte e vivendo uma disputa intensa sobre o nome. O primeiro single sai agora no começo do ano, em janeiro. Deve vir outro em fevereiro e, provavelmente, o álbum completo chega em março. Ainda não é uma certeza absoluta, mas esse é o planejamento. Essa indefinição do nome diz algo sobre o processo do disco? Teco Martins – Totalmente. Essa disputa pelo nome representa tudo o que foi a construção do álbum. Encontrar a intersecção entre nós cinco foi o grande desafio. Somos pessoas muito diferentes, com influências muito distintas, mas que se amam muito. Somos amigos de infância. A escolha do nome precisa representar isso tudo, e a gente vai encontrar. Ele vai aparecer. O que pesou na decisão de não incluir os singles Pelejar e Quando Você Vem no álbum? Teco Martins – Sinceramente, porque sentimos que as outras músicas são melhores. E também achamos interessante lançar um disco totalmente inédito. Eu amo Pelejar e Quando Você Vem, elas me representam muito, mas sentimos que essas músicas funcionaram como um aquecimento para fazer esse disco. Foi uma escolha consciente. Também achamos legal ter singles soltos. Esse novo repertório aponta para uma mudança de linguagem do Rancore? Teco Martins – Sim. As onze músicas seguem uma linha diferente. A galera vai precisar entender melhor essa transformação que começou no Seiva e continua agora. O público do Rancore já está acostumado com mudanças. Do Yogo Stress e cafeína para o Liberta foi uma diferença grande, do Liberta para o Seiva também. A gente nunca quis fazer a mesma coisa. Queremos fazer o que acreditamos no momento. Estamos sempre em transformação, e a música reflete isso. Quais foram as principais influências desse disco? Vi de post punk até o início do movimento punk brasileiro, algumas coisas me lembraram Olho Seco… Teco Martins – Você foi bem sagaz ao perceber o punk. O punk 77 foi algo com que eu me conectei muito nesse disco. Sempre gostei de The Clash, mas dessa vez me aproximei bastante de Olho Seco, Cólera, Flicts, Os Excluídos, Restos de Nada, Dead Kennedys. Esse foi um lado do álbum. Mas também tem noise, glitch, eletrônicos mais experimentais. E as influências mais espirituais e brasileiras? Teco Martins – Eu gosto muito de música xamânica, de hinários, de Santo Daime. Isso aparece bastante. É tanta influência que fica claro por que a busca pela intersecção entre nós cinco é tão importante. Cada um viveu experiências muito diferentes. O Candinho estava em Berlim fazendo música experimental. O Gulão mergulhou na música eletrônica e virou DJ, com o projeto Nuvem. O Alê tocou com o Supla e trouxe essa energia punk. Eu estava fazendo música de ritual, ligado à floresta, à terra. Como tudo isso se encontra dentro do Rancore? Teco Martins – O Rancore bebe de muitas fontes musicais e de estilos de vida muito diferentes. E, mesmo assim, somos os mesmos caras há muitos anos, a mesma formação desde a época da escola. É bonito esse encontro de pessoas que pensam muito diferente, mas conseguem se comunicar musicalmente e criar algo que é só nosso. Vocês conseguem definir o som desse novo disco? Teco Martins – Não. Nem a gente sabe definir. É hardcore, psicodélico, indie, tropical, punk. É muita coisa. E acho que todo artista busca isso: fazer algo com personalidade única, algo que só existe ali. Podemos dizer que você se reconectou com o rock para fazer esse disco? Teco Martins – Sim. Eu tinha parado de ouvir rock por um tempo. Para fazer esse disco, me reconectei com isso. Você está usando a camiseta do Black Sabbath, essa foi uma das bandas. Teve também o The Clash, Deep Purple, o rock mais raiz. Também com o rock brasileiro mais pesado, os punks antigos. Quando eu era adolescente, minha cabeça era hardcore melódico, quanto mais rápido melhor. Mas agora me conectei muito com essa essência mais crua do punk, e isso está muito presente nesse disco.
Speed, sensação do hardcore da Austrália, estreia no Brasil em março de 2026

Um dos nomes mais explosivos do hardcore mundial na atualidade, a banda australiana Speed confirmou sua primeira turnê latino-americana e tem passagem pelo Brasil marcada para 15 de março de 2026 no Espaço Usine (antigo Clash Club), em São Paulo, como uma das atrações do 2º NDP Fest, o festival que celebra o segundo aniversário da produtora New Direction Productions. Os ingressos estão à venda no Fastix. A banda suporte do Speed na turnê pela América Latina, consequentemente mais uma atração do 2º NDP Fest, é a norte-americana Clique. O projeto, da Califórnia, faz um hardcore punk com elementos de metal e atualmente divulga o pesadíssimo EP Death Is not out only Option. Path of Resistance, dos Estados Unidos, foi a primeira banda internacional anunciada no fest e mais nomes serão revelados no começo de 2026. Formada em Sydney, em 2019, a Speed rapidamente deixou de ser um fenômeno local para se tornar uma referência global do hardcore contemporâneo. Liderado pelos irmãos Jem e Aaron Siow, o grupo se destaca pela combinação de riffs agressivos, grooves pesados e uma identidade própria que dialoga tanto com o hardcore clássico quanto com o beatdown moderno, sempre acompanhada de um discurso forte sobre comunidade, inclusão e pertencimento. A projeção internacional da banda se consolidou com o EP de estreia Gang Called Speed (2022), que chamou atenção da cena underground na Austrália, Europa e Estados Unidos. O salto definitivo veio com o álbum Only One Mode (2024), trabalho que colocou a Speed no centro do debate global sobre o renascimento do hardcore pesado. O disco foi amplamente elogiado pela imprensa especializada, venceu o NSW Music Prize 2025 e rendeu à banda o ARIA Award de Best Hard Rock/Heavy Metal Release, além de indicações em premiações nacionais australianas. No palco, a Speed reforça porque é destaque em mídias pelo globo. A intensidade de seus shows levou a banda a realizar turnês extensas pela Europa, Reino Unido e América do Norte, além de participações em grandes festivais. Em 2025, a banda entrou para a história ao se tornar a primeira banda australiana de hardcore a se apresentar no Coachella, ampliando ainda mais sua visibilidade fora do circuito estritamente underground. A cobertura da mídia internacional acompanha essa ascensão: veículos como GQ, Kerrang!, Rolling Stone Australia e The Washington Post destacam a Speed como um dos nomes mais relevantes e autênticos da nova geração do hardcore, ressaltando tanto o impacto sonoro quanto a força cultural e social da banda. Path of Resistance, também no 2º NDP Fest O Path of Resistance nasceu na metade da década de 1990 como um projeto paralelo da banda Earth Crisis, o expoente máximo do hardcore/metalcore straight-edge internacional e que se apresentou no 1º NDP Fest. Um dos recursos mais distintos da banda é ter três vocalistas simultâneos/alternados, o que traz uma dinâmica intensa, quase caótica no palco, e reforça o caráter comunitário e combativo da mensagem do Path of Resistance. A banda tem dois expressivos discos, Who Dares Wins, de 1996, considerado um dos álbuns mais clássicos do nicho, e Can’t Stop The Truth, de 2006, que marca o retorno da banda aos shows.
Iron Maiden esgota ingressos da primeira data e anuncia show extra em São Paulo

Os ingressos para o show do Iron Maiden no dia 25 de outubro de 2026, colocados à venda para o público em geral nesta quinta-feira (18) já estão esgotados. Devido à enorme procura do público, o Iron Maiden anunciou um show extra em São Paulo, marcada para o dia 27 de outubro, também no Allianz Parque. O show é mais uma realização da Move Concerts. A nova apresentação integra a etapa da América Central e do Sul da Run For Your Lives World Tour, turnê que celebra os 50 anos de carreira da banda. O repertório destaca músicas das décadas iniciais do Iron Maiden, com um setlist baseado em canções dos nove primeiros álbuns, acompanhado por uma produção desenvolvida especialmente para apresentações em grandes estádios. A abertura da noite também ficará por conta do Alter Bridge, banda americana de hard rock. Haverá pré-venda Santander para clientes Private e Select a partir de sábado (20), e pré-venda para os demais clientes Santander a partir de domingo (21). A venda para o público geral terá início na segunda-feira (22), exclusivamente pela Livepass. SETORES E PREÇOS PARA O SHOW EXTRA DO IRON MAIDEN (*) Nos setores Cadeira Nível 1 Lateral e Cadeira Nível 1 Central, os lugares são marcados, devendo o público ocupar o assento indicado no ingresso (fila e número).
Entrevista | Supercombo – “Tivemos que acreditar no processo para a turnê começar”

A Supercombo encerrou 2025 em clima de celebração, no último domingo (14), com um show especial na Audio, em São Paulo. A apresentação marcou oficialmente a fase ao vivo do álbum Caranguejo e confirmou o bom momento da banda, que entregou um repertório equilibrado entre músicas novas e faixas já consolidadas da carreira. Com a casa cheia, o público respondeu com intensidade desde os primeiros acordes, acompanhando cada refrão e criando uma atmosfera de conexão constante com o quarteto ao longo da noite. No palco, as músicas de Caranguejo ganharam ainda mais força, reforçando a proposta do disco de resgatar a essência roqueira da Supercombo sem abrir mão das experimentações. Faixas como A Transmissão, Piseiro Black Sabbath e Hoje Eu Tô Zen evidenciaram a versatilidade do grupo, enquanto momentos mais introspectivos, como Testa e Alfaiate, trouxeram contraste e profundidade ao set. O show funcionou como um retrato fiel do álbum e deixou claro que o projeto representa um dos pontos altos da trajetória da banda, além de criar expectativa para os próximos passos já anunciados para 2026. Nossa correspondente e produtora da banda, Fernanda Santana, conversou com a banda representando o Blog N’ Roll. A entrevista encerra um ciclo que começou com um papo exclusivo antes do lançamento de Caranguejo. Qual foi a maior lição que 2025 trouxe para vocês como banda? Léo Ramos – Acreditar no processo. A gente teve a ideia de lançar o disco em duas etapas e segurou um bom tempo de shows para poder fazer o lançamento. Tivemos que acreditar no processo para a turnê começar de fato no meio do ano. O início foi meio caótico, porque é muito ruim para uma banda ficar um tempo sem fazer show, principalmente a gente, que ama tocar e tem muitos lugares para ir. Para mim, o maior aprendizado é confiar no processo e no planejamento e ver as coisas acontecendo à medida que a gente vai fazendo. A turnê foi muito massa esse ano e já estamos ansiosos pela parte dois. E com 2026 chegando, o que o coração de vocês espera que o próximo ano traga, fora do roteiro? Paulo Vaz – Eu imagino que a gente está plantando muito em 2025, com tudo o que está fazendo agora e ainda no processo de 2026. Eu sempre penso que as coisas acabam acontecendo por causa desse plantio. Então, eu creio que o ano que vem vai ser tão bom quanto esse, com coisas novas, com algumas realizações inesperadas e outras esperadas, que esse plantio vai trazer. Festas chegando, qual é a música de Natal favorita de cada um? Carol Navarro – Mariah Carey Paulo Vaz – Do Ivan Lins, “Começar de Novo” Carol Navarro – Uma que eu sempre escuto e fico triste, mas é sempre bom ouvir, é a da Simone. É muito triste, não sei por que colocaram isso no Natal. Léo Ramos – Agora, com a minha filha, a favorita é a do “Acabou o Papel”. Essa é a música do momento lá em casa. André Dea – Minha cabeça está um grande vazio agora, não consigo lembrar de nenhuma. Talvez esteja na hora da Supercombo fazer uma música de Natal… Quem sabe, né? Qual é a idade musical de vocês no Spotify Wrapped? Carol Navarro – A minha é 71.Léo Ramos – A minha foi 19 anos.André Dea – A minha deu 70.Paulo Vaz – A minha foi 82. E o artista e álbum do ano para cada um no Spotify? Carol Navarro – Eu fiquei muito viciada no disco novo da Hayley Williams (Ego Death At a Bachelorette Party). É enorme o nome, nem sei falar direito, mas esse disco é muito foda. Paulo Vaz – Em matéria de álbum, para mim ainda é o Caju, da Liniker. Foi o que mais me surpreendeu nos últimos 20 anos. Léo Ramos – Minha banda mais ouvida do ano foi Badluv, até porque fui tocar com os caras. Então, beijo Badluv. André Dea – O meu disco mais ouvido foi Papota, do Ca7riel & Paco Amoroso. Foi muito massa porque a gente viu esse show aqui mesmo na Audio, de pertinho. Independente de streaming, qual foi o artista revelação do ano para vocês? Léo Ramos – Para mim foi o Sleep Token. Eu já gostava antes, mas o último disco me surpreendeu muito. Eles misturaram pop com metal, quase um R&B metal. Achei muito foda. Carol Navarro, Paulo Vaz e Andre Dea – Eu vou de Ca7riel e Paco Amoroso. Tudo o que eles fazem eu acho foda. Eles fizeram um pop fora do padrão tradicional, algo que ninguém estava fazendo. A história do lançamento, deles na banheira comendo sushi, é inacreditável. O Cara dos Discos e o Blog N’ Roll foram responsáveis pela primeira entrevista de vocês neste novo ciclo, gostaria que você deixasse um recado para a audiência deles: Muito foda. A gente acompanha o trabalho. Obrigada por estar sempre com a gente, falando de tudo, até das fofocas. Oh, o Korn veio ai, ano que vem vai ter Korn. Obrigado pelo espaço sempre. É legal porque ele corre e a gente corre também. Vale tudo sempre. Valeu, Renatão, Cara dos Discos. Ano que vem tem mais.
Rafael Baldam estreia com Sumidouro, álbum instrumental que une música, narrativa e imagem

Sumidouro é o álbum de estreia de Rafael Baldam e apresenta uma jornada instrumental construída a partir de seis interpretações que funcionam como capítulos de uma mesma narrativa. Mais do que um disco, o projeto nasce como uma obra multimídia que integra música, texto e colagens visuais, ampliando a experiência para além do áudio e propondo diferentes camadas de leitura e escuta. A ideia do trabalho surgiu da inquietação criativa de Baldam, interessado em transitar por linguagens diversas como composição, interpretação, escrita, colagem e vídeo. Ao perceber que essas práticas não eram paralelas, mas complementares, o músico passou a integrá-las em um único processo criativo. O resultado é um álbum que se organiza em três dimensões interligadas: a música que conduz, o texto que orienta e as imagens que completam o percurso narrativo. O ponto de partida de Sumidouro está na escolha de composições de nomes centrais da cena paulista da música brasileira contemporânea. As versões instrumentais criadas por Rafael abriram espaço para a construção de um conto em prosa poética que acompanha o disco. Cada faixa ganhou também uma colagem própria, reunidas em um livro que estabelece o elo entre som e imagem e reforça o caráter conceitual do projeto. O repertório reúne obras de Maurício Pereira e Daniel Szafran, Marcelo Cabral e Rômulo Fróes, Dandá Costa, Rodrigo Campos, Thiago França e Kiko Dinucci. Todas as faixas foram rearranjadas e executadas por Rafael em formato solo, criando um panorama coeso de referências que dialogam entre si e ajudam a desenhar o universo sonoro do álbum. Segundo o músico, a escolha desses compositores reflete tanto uma afinidade estética quanto um gesto simbólico de filiação artística. A travessia sonora começa com Pra Marte, que desloca elementos originalmente vocais e de sopro para o violão, aproximando a faixa do choro. Invente o Amor apresenta mudanças sutis de timbre e sinaliza novos caminhos. Em “Bandeira”, o tom menor e a entrada da guitarra ampliam o espaço sonoro e marcam outra etapa do percurso. Single do disco, Na Memória Vida Outra sintetiza aspectos centrais do projeto ao alternar o protagonismo entre violão e guitarra, reorganizando a tensão da faixa. Dentro da Pedra aprofunda a exploração de efeitos e reverberações, com a guitarra assumindo papel central. O encerramento fica por conta de Ciranda do Aborto, que parte de arpejos contidos e avança para camadas mais densas, concluindo a narrativa proposta ao longo do álbum. Gravado entre julho e agosto de 2025 no Juá Estúdio, em São Paulo, Sumidouro teve captação e mixagem assinadas por Leonardo Ost e Alencar Martins. Rafael Baldam responde pelos arranjos, interpretações, texto e colagens que acompanham o disco, articulando todas as etapas do projeto em uma obra que se completa na soma de suas linguagens e convida o público a construir sua própria relação com esse trabalho de estreia.