Violator leva o “show de bueiro” e discurso político ao palco do Bangers Open Air

Por volta das 14h, o fluxo de pessoas no Memorial da América Latina já indicava um aumento considerável de público. Esse preenchimento do espaço tornou o deslocamento entre os palcos principais e o Sun Stage um exercício de paciência maior para os presentes. O trajeto, realizado obrigatoriamente através de uma ponte que conecta as áreas do Bangers Open Air, ficou mais congestionado, embora o percurso ainda pudesse ser completado em um intervalo inferior a dez minutos, permitindo o trânsito entre as atrações sem grandes prejuízos ao cronograma dos fãs. O palco secundário recebeu um contingente grande de espectadores para a apresentação dos brasilienses do Violator, que protagonizaram um dos momentos de maior destaque de todo o primeiro dia do festival. “O underground chegou no Bangers”, anunciou o vocalista e baixista Pedro Arcanjo, dando início a uma sequência de composições de thrash metal “direto e reto”, estilo que o grupo refina há duas décadas. A sonoridade técnica e veloz da banda serviu como uma demonstração da vitalidade do metal nacional dentro de um line-up repleto de nomes estrangeiros. Além da parte musical, o Violator não se furtou de reforçar seu histórico posicionamento político. A apresentação foi permeada por mensagens explícitas, que incluíram desde a exposição de uma bandeira da Palestina no palco até uma dedicatória direta, antes da canção False Messiah (Falso Messias), ao ex-presidente brasileiro investigado e preso por tentativa de golpe de Estado. Tais intervenções trouxeram uma camada de protesto social ao evento, característica intrínseca à trajetória do grupo. O público respondeu à altura, não apenas ocupando todo o espaço disponível, mas também organizando intensas rodas de mosh, o que evidenciou a força do cenário underground. Para a parcela minoritária que demonstrou incômodo com os discursos, o recado de Arcanjo foi enfático: “Foda-se, não estamos nem aí”. Nas palavras do próprio vocalista, foi um “show de bueiro” transportado para o palco do maior festival do gênero na América Latina. Foi lindo!
Com substituição na bateria, Evergrey abre sequência de peso nos palcos principais

Ao mover o foco para a área que abriga os dois palcos principais do festival, os suecos do Evergrey iniciaram sua apresentação. Esta, inclusive, não será a última menção a músicos da Suécia ao longo desta cobertura, dada a forte presença do país no line-up do dia. O grupo apresentou um repertório fundamentado no equilíbrio entre o peso característico do gênero e a complexidade do metal progressivo, estabelecendo o tom para a sequência de composições rítmicas e variações técnicas que marcariam as horas seguintes do evento. A banda demonstrou entrosamento no palco, incluindo a participação do norueguês Simen Sandness, que assumiu as baquetas em substituição ao baterista Jonas Ekdahl. Durante a execução do setlist, o grupo intercalou composições recentes com os temas mais consolidados de sua discografia. O público presente no Memorial da América Latina acompanhou a performance de forma participativa, especialmente nos momentos de maior notoriedade da banda, nos quais era possível notar parte expressiva da plateia entoando as letras em uníssono. >> LEIA ENTREVISTA COM EVERGREY Um ponto de observação negativa, embora com baixo impacto no resultado estritamente musical, diz respeito às projeções exibidas nos telões de LED. As imagens apresentaram uma estética considerada simplória ou, em termos mais diretos, “tosca”, destoando da complexidade sonora do grupo. Este aspecto visual, contudo, é um tópico que transcende a apresentação do Evergrey, tendo sido observado em outros momentos do festival. O episódio reforça a máxima de que, em cenários de grandes produções, muitas vezes a simplicidade pode ser mais eficaz que recursos visuais mal executados. Edit this setlist | More Evergrey setlists
Lucifer abre os trabalhos no Sun Stage sob calor intenso

O Sun Stage do Bangers Open Air nunca ostentou um nome tão apropriado quanto no último sábado (25), talvez, em termos de sensação térmica, só não tenha sido mais literal que o próprio Hot Stage. O astro-rei resolveu comparecer com força total para prestigiar os primeiros acordes da tarde, transformando o asfalto do Memorial da América Latina, em São Paulo, em uma verdadeira prova de resistência para os “camisas pretas” mais fervorosos. Nesse cenário de calor implacável, o grupo alemão radicado na Suécia Lucifer ficou responsável por abrir os trabalhos no palco secundário do evento. Apesar do nome carregado de simbolismo ocultista e “trevoso”, a sonoridade da banda revelou-se curiosamente solar e refrescante. O som praticado por eles dialoga muito mais com a estética dos verões californianos dos anos 70, evocando o espírito do rock clássico e do proto-metal, do que com qualquer facção escandinava “queimadora de igrejas”. É um som de estrada, de amplificadores valvulados e de uma nostalgia assumida. >> LEIA ENTREVISTA COM LUCIFER Por conceito, a proposta do Lucifer já nasceu datada, mas isso não é um demérito no contexto do Bangers Open Air. A banda convence pela execução impecável e, sobretudo, pela performance magnética da vocalista Johanna Sadonis. Dona de uma voz potente e um timbre que corta a mixagem com facilidade, ela dominou o palco com um carisma que equilibra elegância e crueza rock ‘n’ roll. Entre um riff e outro, Johanna demonstrou sincera gratidão pela recepção calorosa (em todos os sentidos), agradecendo ao público por “ter acordado cedo para vir nos ver”, reconhecendo o esforço dos fãs que ignoraram o meio-dia escaldante. Na próxima quarta-feira (29), a partir das 19h, o Lucifer faz mais um show em São Paulo, no Hangar 110. Ainda há ingressos disponíveis. Edit this setlist | More Lucifer setlists
Entrevista | From Ashes To New – “O novo álbum encoraja as pessoas a olharem para dentro e refletirem sobre a própria vida”

O From Ashes To New acaba de lançar Reflections, novo álbum que aprofunda a sonoridade pesada e emocional que consolidou a banda como um dos principais nomes do nu metal moderno. O disco chega impulsionado por faixas como “New Disease”, “Drag Me” e “Villain”, ampliando a mistura entre metal contemporâneo, linhas melódicas e elementos de rap que se tornaram marca registrada do grupo. Em conversa exclusiva com o Brasil pelo Blog N’ Roll, o vocalista Danny Case afirmou que, apesar do interesse da banda em tocar na América Latina, não há planos concretos para uma vinda ao neste primeiro momento, embora o país siga no radar para uma futura turnê. Formado em Lancaster, na Pensilvânia, em 2013, o From Ashes To New surgiu em meio à retomada da estética do rap rock e do nu metal, absorvendo influências evidentes de Linkin Park, Limp Bizkit e Papa Roach. Desde o início, a proposta da banda foi unir riffs pesados, refrões de forte apelo melódico e versos em rap, criando uma identidade que dialoga tanto com a nostalgia dos anos 2000 quanto com a linguagem do metal atual. O grupo ganhou destaque com o álbum Day One (2016), seguido por trabalhos como The Future (2018), Panic (2020) e Blackout (2023), construindo uma base sólida de fãs, especialmente entre o público que acompanha a nova geração do gênero. Ao longo da última década, a banda também se fortaleceu no circuito de grandes festivais e turnês internacionais, consolidando sua presença no cenário do rock pesado norte-americano e europeu. A participação recente no retorno da Warped Tour reforçou esse momento. Segundo Danny, fazer parte da volta do evento teve um peso simbólico importante, especialmente porque a banda surgiu logo após o encerramento da turnê original. Agora, com Reflections, o grupo vive um novo capítulo, apostando em letras mais introspectivas e em um discurso voltado às tensões emocionais e culturais do presente. Reflections parece ser o trabalho mais introspectivo e psicológico da banda. Como surgiu o conceito central do disco? Acho que foi uma consequência natural do que estávamos vivendo como banda e também como indivíduos. Na época, não percebemos isso totalmente, mas quando terminamos o disco e olhamos para trás, pensamos: “uau, isso realmente reflete tudo o que passamos”. O próprio processo de criação acabou se tornando parte do significado do álbum. Foi um período turbulento, desafiador, mas também sobre perseverança. Por muito tempo, nem sabíamos qual seria o nome do disco. Quando chegamos a Reflections, tudo fez sentido, porque o álbum encoraja as pessoas a olharem para dentro, refletirem sobre a própria vida e enfrentarem aquilo que está desafiando cada um. Faixas como “Villain” e “Die For You” tratam de exaustão emocional e relacionamentos destrutivos. Como foi escrever sobre temas tão intensos? Há algo auto biográfico? Em certo sentido, é tudo muito pessoal. “Die For You” veio muito das experiências do Lance, dos erros que ele cometeu e também das coisas que viveu em relacionamentos. Todos nós já passamos por algo parecido, então foi fácil me conectar à música. Já “Villain” foi diferente, porque teve um lado mais imaginativo. Todo mundo ama um vilão, seja o Coringa ou o Loki. A ideia era justamente brincar com isso: eu posso ser o vilão na sua história. Foi algo muito divertido de fazer e bem diferente do que já tínhamos feito antes. Outro destaque é “New Disease”, que soa como uma crítica ao ambiente digital e à ansiedade coletiva. O que inspirou essa música? Muito veio da forma como as coisas estão culturalmente hoje. Tudo gira em torno das redes sociais, parece que todo mundo segue as mesmas tendências e faz as mesmas coisas. Tivemos vontade de escrever nossa perspectiva sobre isso e mostrar como alguns aspectos podem ser perigosos ou simplesmente ruins para o indivíduo. E como foi a recepção do novo álbum nesses primeiros dias e também a escolha dos singles antes do lançamento? A resposta tem sido incrível. Ainda não temos os números completos da primeira semana, mas os pré-saves, pré-downloads e as vendas de vinil já superaram Blackout. Escolher os singles foi muito difícil. Quase ninguém na banda concordava sobre qual deveria ser a primeira música. No fim, fomos com “New Disease” primeiro e “Drag Me” depois, porque eram as duas faixas que mais geravam consenso. É sempre complicado decidir se você lança a melhor música logo de cara ou se guarda algo ainda maior para depois. Alguma faixa mudou muito da demo para a versão final? Sim, praticamente todas. “New Disease”, por exemplo, começou em 2019 como uma música completamente diferente. Manteve apenas o título e a ideia central. O riff, os versos, o refrão, a ponte, tudo mudou. Isso aconteceu com várias músicas do disco. Se alguém não estava completamente satisfeito, nós voltávamos e refazíamos até ficar melhor. Vocês misturaram rap e metal quando ninguém mais falava em nu metal. Foi um risco? Com certeza. Não são muitas bandas que conseguiram fazer isso de forma realmente bem-sucedida. Você pensa em Linkin Park, Limp Bizkit, Papa Roach, Hollywood Undead. É um risco porque imediatamente surgem comparações, mas para nós isso faz parte da nossa identidade. O Matt é um rapper incrível, então seria impossível não explorar isso. E esse revival do nu metal ajudou a banda? Sim, sem dúvida. É engraçado perceber como os anos 90 e 2000 estão em alta novamente, tanto na música quanto na cultura. Ver esse revival acontecendo é muito legal, e nós abraçamos isso totalmente. Como foi participar do retorno da Warped Tour? Foi incrível. Nossa banda surgiu logo depois que a turnê acabou, e eu sempre quis tocar lá. Mesmo com um formato diferente hoje, o espírito continua o mesmo. Foi especial estar na primeira edição desse retorno. Falando em shows, vocês nunca vieram para o Brasil. Há chances de isso acontecer nessa turnê? Não temos nada concreto no momento. Fazer turnês internacionais está no topo das nossas prioridades, e sabemos que os fãs na América Latina são extremamente apaixonados. Queremos muito ir, mas
Your Favorite Toy: Foo Fighters lança álbum cru, porém sem um grande hit

O Foo Fighters sempre soube transformar crises em combustível criativo. Foi assim após a morte de Taylor Hawkins em But Here We Are, e volta a ser assim em Your Favorite Toy, décimo segundo álbum de estúdio da banda. O problema é que, desta vez, a descarga emocional vem embalada em um disco competente, intenso e por vezes visceral, mas que raramente alcança o impacto necessário para criar um hit a ser cantado nos estádios. Há energia de sobra. Desde a abertura com “Caught in the Echo”, Dave Grohl parece decidido a devolver a banda ao terreno do rock mais cru, urgente e nervoso, com riffs secos, bateria em primeiro plano e um senso de velocidade que remete ao DNA mais punk do grupo. O álbum soa menos polido, mais humano, quase como uma reação instintiva aos últimos anos turbulentos. Ainda assim, a sensação que fica é a de um trabalho bom, mas sem o brilho de um disco que vá sobreviver no imaginário do fã por muito tempo. Esse talvez seja o principal ponto de Your Favorite Toy: ele funciona no presente, mas assim como But Here We Are, ele não parece ter o peso de futuro. É um disco que se ouve bem agora, que certamente renderá bons momentos ao vivo nos próximos meses, porém dificilmente deve ocupar espaço relevante nos setlists daqui a alguns anos, especialmente quando a banda tem um catálogo tão dominante. Falta aquela música inevitável, aquele refrão instantâneo, aquela faixa que se impõe como clássico imediato. Faixas como “Of All People” e “Unconditional” estão entre os melhores momentos justamente por conseguirem equilibrar urgência sonora e densidade emocional. Já outras, embora interessantes, parecem passar sem deixar marcas profundas. É um álbum honesto, às vezes intenso, mas que não empolga na mesma medida em que tenta soar grandioso. No fim, Your Favorite Toy é menos sobre reinvenção e mais sobre sobrevivência. E talvez isso explique sua força e também sua limitação: é um disco de reação e revolta, não de ruptura. Veja o que a imprensa internacional falou Rolling Stone (EUA) Destacou o disco como um trabalho poderoso e de cura emocional, ressaltando a energia heroica e a forma como Grohl transforma ruído em catarse. Kerrang!Enfatizou o retorno ao rock noventista e elogiou especialmente “Unconditional”, apontando o álbum como um reencontro da banda com sua essência. NME / Louder SoundA leitura é de um retorno feroz às raízes pós-grunge, com bastante energia e senso de urgência. Vê o disco como forte, ainda que menos revelador emocionalmente que o anterior. El PaísFoi mais crítico, afirmando que a raiva por si só não basta e que faltam músicas realmente memoráveis. Washington Post Destacou como um retorno de alta energia, ressaltando que o Foo Fighters assume alguns riscos de produção e abraça uma sonoridade mais crua e acelerada. O texto elogia a vitalidade do disco e aponta faixas como “Caught in the Echo” e “Unconditional” entre os destaques, mas reconhece que algumas escolhas podem dividir o público. Faixa a faixa: a história por trás das letras Caught in the EchoA abertura do álbum já mergulha em um território emocional pesado. A letra trabalha a ideia de ecos do passado, lembranças que voltam com força e sentimentos que parecem impossíveis de silenciar. É uma música sobre viver cercado por memórias, como se a mente insistisse em revisitar feridas antigas. Of All PeopleAqui, o foco está na decepção e na quebra de confiança. A canção fala sobre a dor de ser ferido justamente por alguém de quem se esperava acolhimento ou lealdade, o que torna a letra uma das mais confessionais do disco. WindowA faixa traz uma atmosfera contemplativa e melancólica. A imagem da janela funciona como metáfora para distância e observação, como se o narrador enxergasse uma relação, uma lembrança ou até uma fase da vida já fora de alcance. Your Favorite ToyA faixa-título usa uma metáfora forte ao transformar a ideia de um brinquedo favorito em símbolo de desgaste afetivo. A letra sugere a sensação de ter sido usado, valorizado por um tempo e depois deixado de lado. If You Only KnewÉ uma música sobre sentimentos não revelados e palavras que ficaram presas. A letra gira em torno do arrependimento e da frustração de não conseguir expressar tudo aquilo que ficou guardado. Spit ShineCom uma abordagem mais crítica, a faixa fala sobre aparências e a necessidade de manter tudo “brilhando” por fora, mesmo quando internamente as coisas já não estão bem. É quase um comentário sobre máscara emocional. UnconditionalUma das músicas mais abertas emocionalmente do álbum. A letra fala sobre entrega, amor e vínculos que permanecem mesmo em meio ao caos, trazendo um respiro mais sensível dentro do disco. Child ActorA canção reflete sobre identidade e performance. A sensação é de alguém vivendo um papel, preso entre aquilo que o mundo espera e aquilo que realmente é, quase como uma crítica à fama e à exposição. Amen, CavemanMais agressiva e instintiva, a letra parece mergulhar em impulsos primários, sobrevivência e reação visceral. É uma música mais física, quase um grito bruto dentro da narrativa do álbum. Asking For A FriendO encerramento tem um tom confessional e vulnerável. Ao usar a ideia de estar “perguntando por um amigo”, a letra revela inseguranças e dúvidas pessoais, funcionando como uma despedida introspectiva.
Fresno abraça o analógico e a memória em “Carta de Adeus”

A trajetória da Fresno, iniciada em 1999, ganha hoje um de seus capítulos mais maduros e esteticamente corajosos. O trio gaúcho, Lucas Silveira, Vavo e Guerra, disponibilizou nas plataformas digitais o álbum Carta de Adeus. O trabalho, que já havia sido apresentado na íntegra em um show histórico no Espaço Unimed no último dia 18, revela uma banda que não tem medo de abandonar as ferramentas digitais modernas para buscar o que é essencial. Diferente dos álbuns anteriores, marcados por camadas densas de sintetizadores e edições precisas, Carta de Adeus é um exercício de organicidade. As guitarras soam como guitarras, a bateria respira e as vozes ocupam o espaço de forma nua e crua. >> LEIA ENTREVISTA Tonalismo dos anos 80 A sonoridade do disco foi moldada pelo uso de equipamentos analógicos da década de 80, como câmaras de eco e unidades de chorus. Esse “relicário” sonoro não é apenas um capricho vintage, mas uma forma de Lucas Silveira revisitar sua própria adolescência em Porto Alegre, cercada por sons de bandas como The Cure, New Order, Titãs e Engenheiros do Hawaii. Destaques do repertório Obra coletiva Apesar do nome sugerir um encerramento, Carta de Adeus é um disco de expansão. Ele vocaliza e potencializa o trabalho de uma rede criativa potente: Camila Cornelsen (direção criativa), Giovanna Cianelli (design), André Figueiredo (filmmaker) e Gabriel Rolim (direção visual).
Nicotine Dolls traz turnê confessional ao Brasil em setembro

O Nicotine Dolls, banda formada em Nova York e que se tornou um fenômeno global de streaming, confirmou três apresentações no Brasil para setembro de 2026. Realizada pelas produtoras Sellout Tours e Powerline Music & Books, a turnê marca a expansão internacional do grupo após ultrapassar a marca de 80 milhões de reproduções em seu catálogo. Liderada pelo carismático Sam Cieri, a banda conquistou uma legião de fãs, são quase 3 milhões de seguidores somando TikTok e Instagram, com uma proposta honesta: letras que dissecam o amor, a perda e a busca por conexão, embaladas por uma voz que a revista SPIN descreveu como tendo a “aspereza de Bruce Springsteen e a emoção de Lewis Capaldi”. Trajetória de Sam Cieri O eixo central do Nicotine Dolls é a escrita direta de Cieri. Antes de consolidar a banda com John Merritt (baixo) e Abel Tabares (bateria), o vocalista percorreu um caminho nada tradicional: abandonou a escola para tocar em bares na Flórida e em Las Vegas, chegando até a integrar turnês da Broadway. Essa bagagem teatral transparece em suas performances ao vivo, onde cada música é entregue com uma carga narrativa e dramática impressionante. Hits como What Makes You Sad (com quase 20 milhões de plays) e a aclamada releitura de The Best, de Tina Turner, serão os pilares do setlist que também apresentará as faixas do álbum de estreia de 2025, an Attempt at Romantic. Roteiro brasileiro A banda passará por três capitais: Serviço: Nicotine Dolls no Brasil Os ingressos já estão à venda exclusivamente pela plataforma Fastix.
Colomy mergulha no Yacht Rock com o novo single “Causas Naturais”

O trio Colomy disponibilizou em todas as plataformas de streaming o single Causas Naturais, o primeiro cartão de visitas do álbum Pra Quem Andou Perdido, que será lançado em julho pela Universal Music. Acompanhada de um videoclipe vibrante, a faixa revela um amadurecimento que troca as baladas contemplativas do disco anterior, Jaú (2023), por um som mais colorido, acelerado e dançante. Composta por Sebastião Reis, Pedro Lipa e Magno Britto, a música é um mergulho inédito do grupo no yacht rock, subgênero que dominou as rádios entre o final dos anos 70 e início dos 80, conhecido pela produção impecável e vibe sofisticada. Conexões internacionais e locais O que chama a atenção em Causas Naturais é o peso dos nomes envolvidos. A percussão é assinada por Barrett Martin (conhecido por seu trabalho com Screaming Trees e Mad Season). Mas as surpresas do álbum não param por aí: o disco completo contará com a guitarra de Peter Buck (cofundador do R.E.M.) e a participação do mestre brasileiro Guilherme Arantes. “Essa música traz um frescor dançante e pop ao mesmo tempo. É um lado diferente nosso que sempre esteve lá, mas que ainda não tínhamos gravado”, explica Sebastião Reis. A letra reflete sobre dilemas e recomeços de ciclos, com versos marcantes como: “Eu não tenho medo de morrer de amor, só de saudade e de outras causas naturais”. Show de lançamento no Blue Note Para os fãs que querem conferir essa nova sonoridade ao vivo, a Colomy se apresenta no dia 20 de maio no Blue Note São Paulo. O show será uma oportunidade exclusiva de ouvir, em primeira mão, as canções do novo álbum que promete ser o guia de reencontro para “quem andou perdido” nos últimos tempos.
Paulo Miklos anuncia álbum de memórias; ouça o single “O Sal da Terra”

Paulo Miklos está de volta com um projeto que promete tocar o coração de diferentes gerações. O cantor e compositor lançou nas plataformas digitais o single O Sal da Terra (clássico de Beto Guedes e Ronaldo Bastos), a primeira amostra de seu aguardado novo álbum pela gravadora Deck. O projeto não é apenas um disco de intérprete; é um mapa afetivo da trajetória de Miklos. O repertório foi construído a partir das canções que moldaram sua identidade e marcaram momentos decisivos de sua vida, desde as paixões da juventude até os acontecimentos que definiram sua carreira. Mensagem atual em O Sal da Terra A produção do single (e do álbum) é assinada por Rafael Ramos e Otávio de Moraes. Este último também é o responsável pelos luxuosos arranjos e pela regência do naipe de cordas e metais que acompanham a banda completa na gravação. O resultado é uma versão que respeita a essência solar da original, mas ganha uma densidade e elegância típicas da maturidade vocal de Paulo. “São canções que carregam o grande poder de me trazer de volta as sensações e paixões de anos marcantes”, comentou o artista. O Sal da Terra, especificamente, foi escolhida para abrir os trabalhos por sua mensagem de união e generosidade, algo que Miklos considera fundamental para o momento atual do mundo. Jornada de reconexão Diferente de seus trabalhos autorais anteriores, onde explorou o rock e o pop contemporâneo, este novo disco coloca Miklos como um curador de sua própria história. Ao revisitar clássicos da MPB com essa roupagem orquestral e moderna, ele reafirma sua versatilidade como um dos maiores intérpretes do país.