Mariana Nolasco reúne 12 artistas na versão ao vivo de “Pra Todas as Mulheres”

Antecipando as reflexões e a força do Dia Internacional da Mulher, a cantora e compositora Mariana Nolasco entregou ao público um lançamento de arrepiar. Nesta quinta-feira (5), chegou às plataformas de streaming e ao YouTube a versão ao vivo e o videoclipe de Pra Todas as Mulheres. O lançamento, via Ditto Music, amplia de forma grandiosa o significado da canção original. O que nasceu inicialmente como um desabafo íntimo e pessoal de Mariana, hoje se consolida como um poderoso chamado coletivo de união e resistência. Set 100% feminino de Mariana Nolasco A letra, que diz “Abafaram nossa voz, mas se esqueceram de que não estamos sós”, ganha um contorno emocionante nessa releitura. Se antes Mariana cantava a faixa sozinha, agora a música se transforma em um verdadeiro coral de vozes e talentos. Ao todo, 12 mulheres ocupam a cena no videoclipe: E o engajamento foi além das câmeras. Todo o projeto, passando pela produção, fotografia, direção criativa e direção musical, foi realizado exclusivamente por mulheres. “Foi mágico olhar pro meu lado no set e ver tanta mulher incrível junta”, comemora a cantora. Fim de uma era irracional No foco central da canção está a busca incessante por respeito, cura e transformação estrutural. O trecho “diga sim para o fim de uma era irracional, patriarcal” funciona como um manifesto urgente. “É como se a gente tivesse chegado em um nível de estafa mental e cansaço tão grande, que representa um basta. É uma cura em finalmente conseguir se posicionar, dizer ‘não’ e não sentir culpa por isso”, reflete Mariana Nolasco.

Entrevista | Dirty Honey – “Se as músicas estiverem prontas, apresentaremos material inédito”

O rock and roll clássico encontrou um novo fôlego na última década, e o Dirty Honey é, sem dúvida, um dos protagonistas dessa revitalização. Liderada pelo carismático vocalista Marc LaBelle, a banda californiana finalmente desembarca no Brasil em abril para uma sequência de shows. A jornada começa em São Paulo, no dia 2 de abril, com um show íntimo na Audio ao lado da banda Jayler. Poucos dias depois, no dia 4, eles encaram a imensidão do Allianz Parque como uma das atrações do prestigiado festival Monsters of Rock, que terá o Guns n’ Roses como headliner. Para encerrar a passagem, o grupo desce para o Rio de Janeiro no dia 5 de abril, dividindo o palco do Qualistage com Jayler e as lendas do Lynyrd Skynyrd. Em conversa via Zoom com o Blog n’ Roll, Marc LaBelle não escondeu o entusiasmo. Direto da Califórnia, o vocalista revelou que a expectativa para tocar na América do Sul é antiga, alimentada por relatos de bandas amigas como Guns N’ Roses e Black Crowes sobre a energia surreal do público brasileiro. “Eles dizem que é um dos melhores do mundo”, afirmou Marc, que já está até tentando arriscar algumas palavras em português para as apresentações. Além da ansiedade pela estreia, a banda traz novidades na bagagem. Atualmente em estúdio trabalhando no sucessor do elogiado álbum Can’t Find the Brakes (2023), LaBelle sugeriu que o público brasileiro pode ser o primeiro no mundo a ouvir composições inéditas ao vivo. Para ele, o palco é o lugar onde a verdade da música aparece, longe da perfeição estéril dos computadores e da inteligência artificial. A paixão de Marc, no entanto, não se restringe apenas aos palcos. Durante a entrevista, o músico traçou paralelos interessantes entre a disciplina necessária no rock e sua dedicação aos esportes, como o hóquei no gelo e o surfe. Essa mentalidade de “atleta” se traduz em uma performance vigorosa e em um respeito profundo pelas instituições do gênero, como o próprio Lynyrd Skynyrd, com quem ele está ansioso para dividir a noite no Rio. Leia entrevista completa abaixo. Esta é a primeira vez do Dirty Honey no Brasil e vocês têm uma agenda cheia: Monsters of Rock, show solo em São Paulo e um show com o Lynyrd Skynyrd no Rio. O que você ouviu de bandas amigas, como Guns N’ Roses ou Black Crowes, sobre o público brasileiro? Que eles são incríveis e alguns dos melhores do mundo. Então, sim, estamos super empolgados para descer e vivenciar isso por nós mesmos e, finalmente, tocar na América do Sul. Demorou muito e estava na nossa lista de desejos há bastante tempo. Eles te deram alguma dica? Acabei de receber uma hoje cedo: começar a aprender um pouco de português. Tipo “olá, como vai você?”. Eu sei essas, claro. Preciso descobrir como apresentar algumas músicas em português ou dizer algo como “é um prazer estar aqui”, algo bom. Vamos bolar algo legal. E com três shows em formatos diferentes, um festival enorme e duas casas menores, como vocês planejam o setlist? Tem espaço para surpresas no show do Dirty Honey? Sim, bem, estamos trabalhando em um novo álbum desde que terminamos a turnê em outubro, então esperamos que as músicas estejam prontas quando chegarmos aí. Estaremos no estúdio praticamente todo esse tempo antes do festival. Se as músicas estiverem prontas e nos sentirmos confiantes para tocá-las, apresentaremos material inédito. Então os brasileiros podem ser os primeiros a ouvir? Pode ser, sim. Só espero que fiquem prontas a tempo. No Rio, vocês dividem o palco com o Lynyrd Skynyrd. Sendo o Dirty Honey uma banda que revitaliza o classic rock, como é dividir o cartaz com uma das maiores instituições do gênero? Já teve chance de falar com o Johnny Van Zant sobre essa parceria? Não, ainda não. Será a primeira vez que tocaremos especificamente com eles. Somos grandes fãs de Skynyrd, obviamente. É uma formação diferente da banda dos anos 70, mas acho que será incrível. Eles têm tantas músicas fundamentais do rock and roll. É louco pensar que tocaremos com dois gigantes (Skynyrd e Guns N’ Roses no Monsters). Estou animado para ver o show deles como fã. Vocês já abriram para KISS, Guns N’ Roses e Slash. Qual foi a lição mais valiosa que você aprendeu observando esses veteranos da lateral do palco todas as noites? Acho que todos esses caras são apaixonados pela carreira, pela música e pela performance. Se você faz pelas razões certas, porque ama, o sucesso te encontra. Vejo o mesmo nos esportes. Eu jogo muito hóquei aqui na Califórnia e surfo. O sucesso encontra os atletas que são mais apaixonados pelo jogo, eles não praticam incessantemente só porque amam praticar, mas porque querem melhorar no jogo que tanto amam. É o mesmo com a composição. Slash ama tocar guitarra, é o verdadeiro amor dele. Chris Robinson ama cantar e fazer turnê. Para ter longevidade, não dá para fingir. Gene Simmons ama ganhar dinheiro (risos), ele vai continuar lá enquanto puder. Já que mencionou esportes, vi nas redes sociais que você foi para Milano Cortina (Jogos Olímpicos de Inverno). Você gosta tanto de esportes quanto de música? Eu cresci em Nova York, perto de Montreal, e joguei hóquei a vida toda. Tenho amigos que jogaram nas Olimpíadas. Foi uma experiência única assistir ao jogo da medalha de ouro, que acabou sendo lendário. E eu amo a Itália, morei lá no passado e volto várias vezes por ano. Foi a união de duas paixões: hóquei e Itália. Meu empresário também é fã de hóquei e fomos juntos. Eu já fui aos EUA, mas nunca vi hóquei, apenas NBA, NFL, UFC e beisebol. Meus dois esportes favoritos de ver ao vivo são hóquei e futebol. Beisebol é um pouco lento. O futebol americano também é lento e muito interrompido pelos comerciais da TV. Acho que a cultura sul-americana e europeia gostaria muito de hóquei no gelo porque é muito rápido e agressivo. Tem semelhanças com o futebol

OVM lança o intenso single duplo “Depois?” e mergulha no alt-rock dos anos 90

A arte não tem a obrigação de ser confortável, e a banda OVM sabe muito bem disso. O grupo acaba de lançar nas plataformas digitais, via selo Casalago Records, o denso e reflexivo single duplo Depois?, composto pela faixa-título e pela visceral As Pedras. O lançamento marca a segunda de cinco etapas de entregas previstas até o terceiro trimestre de 2026. Todo esse material será compilado no aguardado segundo disco cheio da banda, o primeiro desde a sua estreia em 2018. Saúde mental, ansiedade e fugas As composições deste novo projeto foram maturadas ao longo de cinco anos e compartilham um tema central pesado e urgente: as condições da psique humana e a neurodivergência. O objetivo lírico não é romantizar a dor, mas gerar empatia. A banda trata a massa social como uma entidade imprevisível, exigindo que transtornos sejam integrados à equação das nossas relações diárias. “A OVM não fala para quem quer ouvir boas notícias; nosso conteúdo é calcado na realidade. A ideia é provocar o desejo de dançar através dos arranjos e grooves, enquanto expomos as incoerências e pensamentos intrusivos que afetam a sociedade”, afirma o grupo. Fúria dos anos 90 e a produção rigorosa Com dez anos de estrada na bagagem, a OVM consolidou sua identidade na intersecção perfeita entre a agressividade e a melancolia do grunge, do post-punk, do alt-rock e do noise dos anos 90. A produção deste novo trabalho é assinada pelo maestro Gui Godoy (Casalago Records). Para garantir que o futuro disco de 2026 soe como um soco no estômago coeso e unificado, a banda adotou uma estratégia técnica rigorosa inspirada em gigantes da produção, como Butch Vig, Andy Wallace e Rick Rubin: todos os instrumentos de todas as faixas estão sendo gravados exatamente com o mesmo setup e nas mesmas sessões.

City Mall mergulha em tensões no novo single “Golden Eye”

Conectar-se com o outro também significa atravessar territórios invisíveis e, muitas vezes, áridos. É exatamente essa a sensação que a banda City Mall explora em Golden Eye, seu mais novo single que chegou às plataformas digitais nesta quarta-feira (4). Inaugurando os trabalhos do grupo em 2026 e abrindo o calendário de lançamentos do elogiado selo Cavaca Records (que cravou dois discos na lista dos 100 melhores do ano da APCA em 2025), a faixa transforma expectativa, tensão e silêncio em uma atmosfera musical densa e envolvente. De 007 a Emily Dickinson no City Mall Embalada por um synthpop de pulsação contida, a música chama a atenção pelo contraste genial de suas referências. O título remete imediatamente ao imaginário cinematográfico do agente 007. No entanto, o clássico License to kill (Licença para matar) surge no refrão não como ação, mas como uma metáfora emocional, ampliando as leituras da obra. Em contrapartida à frieza do espião, a ponte da canção bebe diretamente na fonte da poeta norte-americana Emily Dickinson. Versos reflexivos deslocam a ideia de uma batalha física para o campo puramente subjetivo, tratando os conflitos das relações humanas como crianças brincando de pega-pega. Mais do que a ação, a City Mall investiga o instante suspenso, o momento exato antes de qualquer movimento. Sintético e o orgânico No campo sonoro, o diálogo entre o orgânico e o sintético é a grande força motriz de Golden Eye. A música nasceu de experimentações com sequências rítmicas eletrônicas, moldando-se até incorporar o peso da bateria real aos samples. Com influências que vão de Boards of Canada a DIIV, a fusão cria uma paisagem sonora imersiva, aquela trilha sonora perfeita para colocar nos fones de ouvido durante um fim de tarde nublado caminhando pela orla de Santos, deixando a mente vagar entre a batida e o som do mar. Frieza visual Para envelopar o conceito, a arte de capa traz um lettering feito à mão por Pedro Spadoni sobreposto a uma pintura clássica de John Singer Sargent. “A imagem que, nas nossas cabeças, guiou todo o processo de composição e produção, era a de uma fortaleza isolada no meio da neve, do gelo, inacessível. Por isso, a capa traz essa frieza também”, reforça Pedro.

Anônimos Anônimos lança single e clipe de estrada

A banda Anônimos Anônimos surpreendeu o público nesta quarta-feira (4 de março) com o lançamento do single Do Banco de Trás pra a Direção. A faixa é a segunda amostra do aguardado disco de estreia do grupo, intitulado Acabou Sorrire, que tem previsão de chegada ao streaming em maio, através da Forever Vacation Records. Mergulho no dream pop e a passagem do tempo O novo single marca uma virada interessante na sonoridade da banda. Pela primeira vez, a Anônimos Anônimos apresenta um som que flerta abertamente com o dream pop e o indie, evocando a atmosfera melancólica e melódica de nomes como Turnover e Beach Fossils. Liricamente, a canção aborda o inevitável peso do amadurecimento e a passagem do tempo. O vocalista Flávio contextualiza a mensagem: “É sobre como vamos aprendendo a lidar com as responsabilidades e dificuldades desde a infância, do banco de trás, como observadores, até a vida adulta, indo para a direção como condutores.” Essa pegada mais melódica, segundo a própria banda, acabou se tornando a espinha dorsal de todo o novo disco. O álbum foi gravado e produzido no cultuado Estúdio Costella, um celeiro do underground nacional. “Percebemos que as músicas com melodias fortes e letras pessoais eram onde a banda realmente funcionava. O disco inteiro foi pensado a partir disso”, resume Flávio. Um Opala clássico e o clipe de estrada do Anônimos Anônimos Para ilustrar perfeitamente a metáfora da letra, Do Banco de Trás pra a Direção ganhou um videoclipe belíssimo dirigido por Rick Costa (parceiro de longa data do grupo). Filmado em Arujá (SP), o registro visual é um verdadeiro road movie que mostra a banda na estrada dirigindo um clássico e impecável Opala 67, com direito a modernas imagens em 360 graus e vistas aéreas de drone. 🎫 Próxima parada: Fenda 315 O próximo compromisso da banda já tem data marcada e promete ser especial. A Anônimos Anônimos se apresenta na sexta-feira, 13 de março, na Fenda 315, reduto da cena independente em São Paulo. O show servirá como palco para a gravação do clipe do terceiro e último single antes do lançamento do álbum completo.

Undo lança clipe gerado por IA para a potente “Porcos Não Olham pro Céu”

A banda Undo soltou o videoclipe de Porcos Não Olham pro Céu, uma das faixas de maior destaque do seu recém-lançado álbum homônimo de estreia. O vídeo aposta em uma estética visual intensa e sufocante, mostrando a banda paulistana tocando em meio a um cenário totalmente tomado por chamas. Com uma iluminação quente, marcada por tons alaranjados e sombras profundas, a produção reforça a sensação de urgência e destruição. Inovação da IA e a crítica social em Porcos Não Olham Pro Céu Um dos grandes destaques do clipe é a sua concepção técnica. Feito inteiramente com Inteligência Artificial, o vídeo é um reflexo claro de como essas ferramentas generativas, que já transformaram a nossa rotina de redação e apuração jornalística, estão agora expandindo os limites criativos do audiovisual musical. A IA foi utilizada para criar uma atmosfera caótica em combustão, simbolizando o impacto devastador das chamas que consumiram o Museu Nacional. A performance se transforma em uma representação visual fortíssima sobre perda, memória e, acima de tudo, resistência. Liricamente, Porcos Não Olham pro Céu é uma crítica direta e poderosa às crescentes ameaças autoritárias e às ilusões coletivas alimentadas por discursos de intolerância. A faixa sintetiza o sentimento de vulnerabilidade da sociedade, mas ecoa como um chamado à reação em tempos sombrios. >> LEIA ENTREVISTA COM A UNDO A direção do clipe é assinada por Drico Mello, com arte de Vinny Campos, montagem de Tony Tyger e colorização de Humberto Mundim. Juntos, eles fizeram do vídeo uma fagulha de esperança que insiste em brilhar através da fumaça. Quem forma a Undo? Se você ainda não conhece o projeto, a Undo é o que podemos chamar de um verdadeiro supergrupo do rock tupiniquim. A banda nasceu da inquietação de cinco músicos e compositores de peso da nossa cena:

Dead Fish celebra show de 20 anos de “Zero e Um” e lança o registro de Queda Livre nas plataformas

O Dead Fish segue reafirmando seu peso na cena nacional. Em meio à divulgação de “Labirinto da Memória (Deluxe)”, o grupo também abriu espaço na agenda para revisitar um dos capítulos mais importantes da própria trajetória. O resultado é o audiovisual “Dead Fish – 20 Anos de Zero e Um (Ao Vivo)”, registro de uma apresentação especial realizada na Áudio, em São Paulo. A gravação celebra as duas décadas de “Zero e Um”, disco que se tornou um marco não apenas na discografia da banda, mas também na história do hardcore brasileiro. O show reúne versões ao vivo de músicas que atravessaram gerações, como “A Urgência”, “Queda Livre” e “Você”, reafirmando a força de um repertório que permanece atual. Além de integrar o repertório do audiovisual, “Queda Livre (Ao Vivo)” também foi lançada nas plataformas digitais, ampliando o alcance da celebração e conectando a nova geração de ouvintes ao catálogo clássico da banda. O vídeo da faixa já está disponível no YouTube, abrindo a sequência de registros que serão publicados no canal oficial do grupo, com dois vídeos por dia, de segunda a sexta-feira. A noite registrada em São Paulo contou ainda com a participação especial de Phill Fargnoli, que integrou o Dead Fish até 2013 e depois seguiu para o CPM 22. O guitarrista e vocalista retornou ao palco para celebrar o disco que ajudou a consolidar a identidade do grupo. Para ampliar o alcance da comemoração, o show foi exibido na íntegra ontem, 03 de março, no Canal Bis, levando a celebração dos 20 anos de “Zero e Um” para além das casas de espetáculo. Entre turnês lotadas, presenças em festivais e relançamentos comemorativos, o Dead Fish mostra que seu passado segue pulsando com a mesma urgência que moldou sua história.

Drowning Pool traz o peso do nu metal para três datas no Brasil

A banda Drowning Pool, um dos nomes mais representativos do nu metal desde o início dos anos 2000, confirmou uma turnê pela América Latina em maio de 2026, com três apresentações no Brasil, reforçando a permanência do estilo que dominou rádios, MTV e a cultura pop no início do milênio. Formada em Dallas, no Texas, em 1996, a Drowning Pool alcançou projeção mundial com o álbum Sinner, lançado em 2001. O disco apresentou ao mundo a faixa Bodies, que rapidamente se transformou em um hino do Nu Metal, recebendo certificação de platina nos Estados Unidos e se tornando presença constante em arenas esportivas e eventos de grande porte. Desde então, a banda manteve uma trajetória consistente, atravessando mudanças de formação e consolidando uma base fiel de fãs ao redor do mundo. Na América Latina, a turnê começa em 20 de maio, em Bogotá, na Colômbia, e segue por outros países até desembarcar no Brasil no fim do mês. Por aqui, os shows acontecem no dia 29 de maio, no Mister Rock, em Belo Horizonte; no dia 30 de maio, no Carioca Club, em São Paulo; e no dia 31 de maio, no Tork n’ Roll, em Curitiba. A realização da turnê é da Vênus Concerts, com produção local em São Paulo da ND Productions e Powerline. Em todas as datas na América Latina, a banda paulista Válvera participa como atração de abertura. O grupo vem promovendo o álbum Unleashed Fury, trabalho que combina elementos do thrash metal tradicional com uma abordagem contemporânea. Com um repertório que deve passear pelos principais momentos da carreira, a Drowning Pool retorna ao país apostando na força de clássicos que ajudaram a moldar o nu metal e mantêm o público em sintonia duas décadas depois do auge do gênero. Serviço Drowning Pool no Brasil29 de maio – Mister Rock – Belo HorizonteIngressos: ingressomaster.com/evento/56/drowning-pool-south-american-2026 30 de maio – Carioca Club – São PauloIngressos: fastix.com.br/events/drowning-pool-eua-em-sao-paulo 31 de maio – Tork n’ Roll – CuritibaIngressos: ingressomaster.com/evento/55/drowning-pool-south-american-2026

Entrevista | Millencolin – “Se não fosse o skate, eu não estaria tocando música. Isso mudou minha vida”

O nome do Millencolin voltou a ganhar força no Brasil em 2026 integrando o lineup do We Are One Tour. Com show esgotado em apenas três dias na capital paulista, uma nova data foi confirmada, ampliando a expectativa em torno do reencontro com o público brasileiro. O festival conta também com Pennywise, Mute e The Mönic. O evento desembarca no Brasil no dia 24 de março, em Porto Alegre, no URB Stage. Depois segue para Florianópolis, dia 25, no Life Club, Curitiba, dia 27, no Piazza Notte, São Paulo, dia 28, no Terra SP, Rio de Janeiro, dia 29, no Sacadura 154, e encerra com o show extra na capital paulista, dia 31, na Audio. Antes da chegada da We Are One Tour ao país, conversamos com o guitarrista do Millencolin Mathias Färm, peça fundamental na construção do som melódico e acelerado que marcou gerações desde os anos 90. A entrevista integra a série especial do Blog n’ Roll dedicada ao festival e é a segunda publicada. A primeira foi com a banda Mute. Sobre o Millencolin Fundada em Örebro em 1992, a banda atravessou décadas mantendo a formação clássica e consolidando um repertório que ultrapassou o rótulo de skate punk. Entre álbuns como Life on a Plate e For Monkeys, foi com Pennybridge Pioneers que o grupo ampliou seu alcance internacional e se tornou referência dentro do hardcore melódico europeu. A banda passou pelo Brasil pela primeira vez em 1998 e foi um dos primeiros capítulos de shows de hardcore internacionais. A primeira vez que o Millencolin veio ao Brasil foi em 1998 e foi uma espécie de caos, certo? Brigas, falta de equipamentos no rider… O que você se lembra daquela experiência? Foi algo muito especial para nós vir ao Brasil. É muito longe da Suécia, mas foi incrível. Tenho muitas boas lembranças e também muito caos. Minha guitarra quebrou em dois pedaços durante aquele primeiro show porque um cara a jogou para longe. Foi punk rock de verdade, com muita intensidade. Mesmo assim, foram momentos incríveis. Nós amamos o Brasil e a América do Sul. Sou de Santos e dizem que foi o show mais tranquilo daquela turnê do Millencolin. Quais são suas lembranças da cidade? Para ser honesto, eu não me lembro muito de Santos naquela primeira vez, porque isso foi há quase 30 anos. Naquela turnê, eu realmente não sabia em que cidade estava, eu apenas tocava. Tenho muitas lembranças daquela passagem, mas não consigo associá-las exatamente a cada cidade. Todos os lugares que visitamos no Brasil são ótimos. Mas quando você está em turnê é difícil lembrar de tudo, porque quase sempre estamos atrasados, tocamos todos os dias e não temos muitos dias livres. Mesmo assim, voltamos para Santos outras vezes, isso eu lembro. Ainda falando sobre 1998 vocês jogaram futebol em Copacabana contra um combinado de outras bandas de hardcore e assistiram a algumas partidas nos estádios. Vocês ainda mantém essa ligação com o futebol? Sim. Acho que o Nikola é quem mais gosta de futebol, mas todos nós gostamos. Temos uma ligação forte com isso. Nosso time local é o de Örebro, e até fizemos uma música para eles. Na Suécia, futebol e hóquei no gelo são os maiores esportes. Imagino que hóquei não seja tão popular em Santos (risos), mas o futebol é incrível. Na Suécia, praticamente todo mundo já jogou em algum time quando era jovem. Falando em Suécia, no último show do Millencolin lá no ano passado, vocês tocaram músicas menos comuns no setlist, como Black Gold e That’s Up on Me. Estão preparando alguma surpresa para o Brasil? Claro que sim. Temos muitas músicas para escolher ao tocar ao vivo. Normalmente sabemos quais são as que o público quer ouvir, então tentamos tocar os clássicos e misturar com algumas que não tocamos com tanta frequência. É difícil agradar todo mundo, porque cada pessoa tem suas favoritas, mas tenho certeza de que será um ótimo show e que o público ficará feliz. Teremos algumas surpresas. Existe alguma música subestimada do Millencolin que você gostaria que tivesse mais reconhecimento? Sempre há algumas. No Life on a Plate, há uma chamada Dr. Jackal & Mr. Hyde. Acho uma música muito boa, especialmente considerando que a escrevemos há tanto tempo. Às vezes nem entendo como conseguimos fazer aquilo naquela época. Ela tem uma vibração mais emocional. Talvez essa seja uma boa escolha. Está completando dez anos do clipe de True Brew. Como surgiu a ideia de gravar no Brasil, especialmente no Nordeste? Nós fizemos a música primeiro em inglês e gravamos um vídeo. Depois queríamos fazer uma versão em sueco também. Um amigo nosso que estava em turnê conosco sugeriu gravar no Brasil. Era inverno na Suécia e tudo estava muito depressivo, então queríamos sol no vídeo. No Brasil há sol, boa vibração, clima incrível e uma atmosfera fantástica nas cidades. Foi a combinação perfeita para nós. Recentemente entrevistei o The Hives e eles citaram vocês como a maior banda da cena sueca nos anos 90 que mostrou ser possível alcançar o mercado internacional. Como você vê essa relação com eles hoje? É ótimo. Eu gravei a primeira demo do The Hives, lá na década de 90. Conhecemos esses caras há mais de 30 anos. Temos uma ótima relação com eles. São pessoas muito legais. Nós dois fizemos parte da Burning Heart Records quando o selo ainda existia. Tocamos muito juntos na Suécia no passado. É uma relação de amizade de longa data. Life on a Plate está completando 30 anos. Há planos para algum relançamento em vinil ou cd? Preparamos, na verdade, tocar o álbum inteiro em um festival no Canadá, no fim de maio. Pode ser que façamos mais apresentações assim, mas por enquanto é isso. Precisamos reaprender algumas músicas, porque algumas não tocamos há muito tempo. Vai ser divertido. Muitas músicas nasceram com riffs seus. Como funciona seu processo criativo? No passado, cada um escrevia suas ideias em casa e levava para o ensaio. Hoje não moramos todos