Renan Inquérito transforma luta contra câncer em álbum mais íntimo da carreira

O rapper Renan Inquérito transformou um dos momentos mais delicados de sua vida em matéria-prima para seu novo álbum, “Tireoide”, já disponível nas plataformas digitais. Em 2024, enquanto se preparava para a gravação de um clipe e um show que celebraria uma década de carreira, o artista descobriu um corpo estranho na glândula tireoide, responsável pela produção dos hormônios T3 e T4 e fundamental para o funcionamento do organismo. O diagnóstico trouxe o risco de comprometer sua principal ferramenta de trabalho, a voz, e deu início a uma jornada marcada por exames, tratamentos e cirurgias. Mais do que um novo lançamento, “Tireoide” se apresenta como um registro direto do enfrentamento ao câncer. Em tom cru e confessional, o disco percorre contrastes entre o impacto do diagnóstico e o alívio da cura, entre perdas e recomeços. Ao longo de 11 faixas, o rapper expõe momentos de vulnerabilidade, como em “Elis Não Sabe Nada”, dedicada à filha, ao mesmo tempo em que constrói uma narrativa de superação que ganha força em músicas mais luminosas, onde o câncer deixa de ser protagonista e abre espaço para a esperança e a celebração da vida. Com produção de Pop Black, o álbum aposta em uma estética clássica do boombap, mesclando samples e batidas tradicionais com instrumentação orgânica. O projeto ainda reúne participações de Vih Mendes, Wesley Camilo, Dow Raíz e Lino Krizz. Após a retirada total da glândula, Renan Inquérito encerra o ciclo com um trabalho que reafirma sua trajetória e transforma dor em discurso, consolidando um dos capítulos mais intensos de sua carreira.

Robbie Williams confirma show único no Allianz Parque em outubro

O astro pop britânico Robbie Williams está de malas prontas para retornar ao Brasil. Após atrair mais de 1,2 milhão de pessoas em 24 países desde o início de sua atual excursão na Escócia, o cantor confirmou uma apresentação única em São Paulo, no Allianz Parque, no dia 13 de outubro de 2026. O anúncio consolida um ano histórico para o artista. Em janeiro, ele lançou o seu 13º álbum de estúdio, batizado apropriadamente de Britpop. O disco não apenas alcançou o topo das paradas, mas transformou Williams no artista solo com o maior número de álbuns número #1 na história do Reino Unido (superando inclusive o recorde anterior de Elvis Presley). Álbum de colaborações inusitadas Diferente de seus trabalhos anteriores mais focados no pop tradicional, o novo disco Britpop é um caldeirão de parcerias. No setlist e na produção, Robbie recrutou: Voz da Copa do Mundo Além da turnê, Robbie Williams ocupa atualmente o cargo de Embaixador Oficial da Música da FIFA. Ao lado de Laura Pausini, ele gravou Desire, o hino oficial que acompanhará todos os torneios da entidade, incluindo a Copa do Mundo de 2026. O cantor deve realizar uma performance de grande escala na abertura do Mundial, na Cidade do México, em junho, meses antes de desembarcar em solo paulista. * Ingressos A venda geral começa no dia 9 de abril, ao meio-dia, exclusivamente pela plataforma Ingresse. Setor Inteira Meia-Entrada Pista Premium R$ 690,00 R$ 345,00 Cadeira Inferior R$ 590,00 R$ 295,00 Pista R$ 450,00 R$ 225,00 Cadeira Superior R$ 390,00 R$ 195,00

“Reality Awaits”: The Strokes confirmam título e estética do novo álbum em teaser retrô

A espera de seis anos por material inédito dos The Strokes está prestes a acabar. Através de um teaser curto e carregado de nostalgia, a banda liderada por Julian Casablancas confirmou que seu sétimo álbum de estúdio se chamará Reality Awaits e tem lançamento previsto para o verão do hemisfério norte (entre junho e agosto de 2026). O vídeo de anúncio aposta em uma estética oitentista, apresentando um clássico Nissan 300ZX e a frase provocativa: “In the Flesh, it’s Even Sexier” (Pessoalmente, é ainda mais sexy). O clima visual sugere que a banda pode estar mergulhando ainda mais nos sintetizadores e na sonoridade new wave que marcou o disco anterior. Sucessor de um vencedor do Grammy Reality Awaits é o primeiro trabalho completo do grupo desde The New Abnormal (2020), álbum que rendeu aos Strokes o seu primeiro Grammy de Melhor Álbum de Rock. Durante o hiato da banda principal, Julian Casablancas manteve-se ativo com o The Voidz, lançando o disco Like All Before You em 2024. O anúncio do novo álbum chega em um momento estratégico: os Strokes são um dos headliners do Coachella neste final de semana e já têm datas confirmadas em outros gigantes como o Bonnaroo e o Outside Lands. O que esperar? Embora a tracklist ainda não tenha sido revelada, a expectativa é de que a produção continue refinando a mistura entre as guitarras garageiras do início dos anos 2000 e a sofisticação pop-eletrônica que Casablancas vem explorando. * Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por The Strokes (@thestrokes) Serviço: The Strokes – “Reality Awaits”

Fenômeno britânico EsDeeKid estreia no Brasil em maio

Uma balaclava, um sotaque carregado de Liverpool e mais de 1 bilhão de streams. Esse é o cartão de visitas de EsDeeKid, a mais nova sensação do rap underground do Reino Unido, que acaba de confirmar sua primeira apresentação no Brasil. O show acontece no dia 12 de maio, na Audio, em São Paulo, como parte da aclamada The Rebel Tour. Com pouco mais de um ano de carreira, o artista, cuja identidade permanece um segredo bem guardado, redefiniu a estética do rap britânico ao fundir a crueza do drill com melodias de trap e uma energia de palco que flerta abertamente com o punk rock. Ascensão do “scouse” rap EsDeeKid furou a bolha de Londres e colocou o sotaque “scouse” (típico de Liverpool) no topo das paradas globais. Seu primeiro álbum, Rebel (2025), alcançou o Top 10 no Reino Unido impulsionado por hits virais como LV Sandals e Phantom. A crítica internacional, incluindo a Pitchfork, já apontava o rapper como um dos nomes mais interessantes da cena urbana atual desde o single “Bally”. Agora, após passar pelos EUA e Europa, ele chega ao Brasil em um momento de pico criativo, prometendo uma apresentação marcada por atmosfera intensa e muitos mosh pits. Ingressos e pré-venda A realização do show é da 30e e conta com o suporte do Itaú Live. Clientes do banco terão acesso a uma pré-venda exclusiva com início nesta terça-feira (7). Confira o cronograma: Serviço: EsDeeKid em São Paulo

Jack White lança dois singles e prepara nova turnê mundial

O ano de 2026 mal começou e Jack White já está ditando o ritmo do rock. O músico acaba de lançar as faixas G.O.D. and the Broken Ribs e Derecho Demonico, disponíveis em todas as plataformas digitais e em edições limitadas de vinil de 7 polegadas pela sua própria gravadora, a Third Man Records. As faixas foram produzidas pelo próprio White e contam com o apoio de sua afiada banda de apoio: Patrick Keeler (bateria), Dominic Davis (baixo) e Bobby Emmet (teclados). Este é o primeiro material inédito desde o aclamado No Name (2024), álbum que rendeu a White sua 46ª indicação ao Grammy. Do Palco do SNL para as livrarias Além do lançamento musical, White esteve sob os holofotes no último final de semana com sua sexta aparição no Saturday Night Live, dividindo o palco com o ator Jack Black. O momento celebra uma fase de ouro para o artista, que foi induzido ao Rock & Roll Hall of Fame em 2024. Para os fãs que gostam de mergulhar na escrita de White, foi lançada a antologia Jack White Collected Lyrics and Selected Writing Volume 1. O livro compila letras de sua carreira solo e de projetos como The White Stripes, The Raconteurs e The Dead Weather, além de poemas e fotos inéditas. Turnê e próximos passos Após rodar o mundo com a No Name Tour, Jack White já confirmou que retornará à estrada para apresentações em grandes festivais na Europa, Ásia e Estados Unidos ainda este ano. As datas para a América do Sul seguem em negociação, mas o ritmo frenético de lançamentos indica que um novo álbum completo pode estar no horizonte.

“Não vamos nos chamar de Iron Maiden”, debocha Geddy Lee sobre o retorno do Rush

Após anos de incerteza desde a partida do mestre Neil Peart em 2020, o Rush está oficialmente de volta. Geddy Lee e Alex Lifeson anunciaram a ambiciosa turnê mundial Fifty Something, prevista para 2026 e 2027, inclusive com datas no Brasil. A grande novidade, além do retorno, é a confirmação de Anika Nilles assumindo as baquetas, com a bênção oficial da família de Peart. A decisão de continuar usando o nome “Rush” foi alvo de debates internos, mas Geddy Lee foi direto ao ponto em entrevista recente à revista Classic Rock. Para ele, tentar esconder o nome da banda atrás de um projeto paralelo seria um “contorcionismo” desnecessário. “Quando a banda acabou, dissemos que o Rush só existia com Neil, o que é verdade. Mas neste show vamos tocar 40 músicas do Rush. O que diabos deveríamos chamar? Iron Maiden?”, disparou o vocalista e baixista. Honrando o professor Lee e Lifeson admitem que tocar sem Peart é “estranho” e que a ausência do amigo atinge a dupla em momentos específicos do setlist. No entanto, eles garantem que a turnê não será apenas um exercício de nostalgia, mas uma celebração da história que começou antes mesmo de Neil entrar no grupo em 1974. O show promete momentos de tributo direto ao “Professor”, mas o foco principal é a química entre Lee e Lifeson, que tocam juntos desde os tempos de escola no Canadá. A estreia da nova formação aconteceu na semana passada, durante o Juno Awards, e a performance de Anika Nilles já deixou claro que o nível técnico exigido pela discografia do Rush será mantido. O que esperar da turnê com Geddy Lee e Alex Lifeson? A turnê “Fifty Something” deve revisitar clássicos de todas as eras, incluindo as faixas do primeiro álbum (com John Rutsey) e a fase áurea do rock progressivo. A banda planeja tocar cerca de 40 canções em blocos rotativos, garantindo que cada cidade tenha uma experiência única. Os shows no Brasil acontecem em janeiro de 2027.

Mac DeMarco reafirma o trono do indie em noite de catarse e irreverência na Audio

Após um hiato de oito anos, Mac DeMarco retornou a São Paulo no último sábado (4) para o segundo show de sua extensa turnê de nove datas pelo Brasil. Divulgando seu mais recente álbum, Guitar (2025), o canadense provou que a aposta da produtora Balaclava em uma série tão longa de apresentações foi certeira: com ingressos esgotados, a fila que dominava a calçada da Audio já denunciava a ansiedade de um público que chegou cedo para garantir um lugar rente ao palco. “Jizzy Jazzy” em solo brasileiro Qualquer sinal de impaciência pelo leve atraso de 15 minutos evaporou assim que Mac pisou no palco, visivelmente confortável e feliz. Sua marca registrada, o som frequentemente rotulado como “jizzy jazzy”, uma mistura de indie lo-fi com grooves relaxados e guitarras limpas, traduziu-se naturalmente em sua performance corporal. O repertório foi um equilíbrio preciso entre o novo e o clássico. Abrindo com Shining, do disco novo, Mac desfilou hinos de seus 14 anos de carreira, como For The First Time, Salad Days e Ode to Victory, intercalando-as com as recentes Sweeter, Phantom e Rock And Roll. O que se viu na plateia foi uma renovação notável: uma forte presença de um público jovem que canta cada verso, provando que a base de fãs de DeMarco segue em expansão. Conexão com Pedro Martins Um dos grandes trunfos da noite foi a escolha de Pedro Martins para a abertura. Se o brasiliense ainda busca o reconhecimento do grande público nacional, seu currículo já fala por si no exterior, com colaborações com gigantes como Eric Clapton, Thundercat e Tyler, The Creator. A sonoridade de Pedro, uma fusão sofisticada de jazz com a MPB oitentista de Guilherme Arantes e Beto Guedes, preparou o terreno com perfeição. Sua habilidade na guitarra foi um dos pontos altos da noite, não apenas em seu set solo, mas também quando retornou para integrar a banda de apoio de DeMarco, adicionando profundidade e solos pontuais que elevaram as composições do canadense. Dinâmica de palco e virtuosismo Ao vivo, as canções de Mac DeMarco ganham camadas que os discos, por vezes propositalmente secos e “desgastados”, não revelam. A banda que o acompanha nesta turnê é de um calibre absurdo: o baixista Daryl Johns esbanjou groove e carisma, enquanto o baterista Phil Melanson trouxe explosões rítmicas que deram um tom mais rock ‘n’ roll ao show. Mac, sempre bem-humorado, manteve o público na mão. Brincou, fez piadas, plantou bananeira e aceitou presentes dos fãs com a leveza de quem domina o que faz, mas se recusa a levar o “estrelato” a sério. Essa irreverência, somada à competência musical, é o que torna a experiência tão envolvente. Ao longo de 1h40 de apresentação, o vínculo entre Mac DeMarco e o público paulista foi não apenas reafirmado, mas fortalecido. Entre momentos de improviso, jams e um mar de luzes de celulares, ficou claro que a música indie encontrou em DeMarco um de seus guardiões mais autênticos. Ao se despedir com a promessa de voltar em breve, ele deixou a certeza de que o indie segue pulsando forte e encontrando novos ecos a cada passagem por aqui. Edit this setlist | More Mac DeMarco setlists

Guns N’ Roses prova no Monsters of Rock que o gigantismo e a história superam qualquer crítica

Se durante as 12 horas de festival diversas bandas tentaram roubar a cena, o encerramento no sábado (4), no Allianz Parque, deixou claro: quando o logo da pistola e das rosas brilha no telão, o posto de “maior do mundo” é indiscutível. Em uma apresentação de cerca de 2h30, ligeiramente mais enxuta que as maratonas de três horas de outrora, mas ideal para um público já exausto, o Guns N’ Roses entregou uma aula de rock de arena. Química inabalável e sustos no palco A abertura com Welcome to the Jungle foi o gatilho necessário para incendiar o estádio e fazer o cansaço ser esquecido. A química entre Axl Rose, Slash e Duff McKagan continua sendo o pilar de sustentação do grupo. Mesmo após anos de reunião, vê-los juntos ainda é o ponto alto da noite. Um momento curioso (e tenso) ocorreu logo no início, durante Slither (sucesso do Velvet Revolver). Em um movimento brusco de Slash, Axl acabou levando uma “braçada” acidental da guitarra no rosto. O susto não abalou o vocalista, que seguiu o show firme, rindo da situação. De “Banda Mais Perigosa” a “Banda Mais Familiar” Nos bastidores e nas laterais do palco, o clima era de reunião de família. A antiga “banda mais perigosa do mundo” deu lugar a um ambiente acolhedor: famílias dos integrantes assistiam ao show, incluindo a família santista de Axl Rose. O vocalista chegou a brincar com um bebê no colo da mãe, enquanto Duff trocou um carinhoso selinho com a esposa após seu momento solo. Voz de Axl e a genialidade de Slash Sobre a voz de Axl Rose, o consenso (ou o que deveria ser) é claro: ele não tem mais o alcance de 1991, e está tudo bem. Adaptado, magro e visivelmente mais feliz, Axl corre, grita e mantém a chama acesa com uma leveza contagiante. Ele até brincou que o setlist estava sendo decidido na hora e que poderiam tocar Macarena. Do outro lado, Slash reafirmou por que é um ícone imortal. Mesmo após um dia repleto de guitarristas virtuosos no palco do Monsters, o homem da cartola mostrou que seu feeling e seus riffs são a alma do Guns. Duff McKagan também brilhou ao assumir os vocais em New Rose (The Damned), resgatando a aula de punk rock do álbum The Spaghetti Incident?. Raridades e homenagens emocionantes no show do Guns n’ Roses Para os fãs casuais, a ausência de baladas como Don’t Cry e Patience foi sentida, mas os “die-hard fans” foram presenteados com raridades como Dead Horse e a surpreendente Bad Apples, que não aparecia em um setlist desde 1991. Aliás, só havia sido tocada duas vezes na história, a primeira no Rock in Rio de 1991. O momento de maior emoção foi a estreia de Junior’s Eyes (cover de Black Sabbath), dedicada a Ozzy Osbourne, falecido no ano passado. O clima de tributo seguiu com a obrigatória Knockin’ on Heaven’s Door. Reta final apoteótica do Guns n’ Roses A celebração atingiu o ápice em Estranged, com o público arremessando golfinhos infláveis em uma referência nostálgica ao videoclipe, e o mar de luzes em Sweet Child O’ Mine. A tríade final com Axl ao piano em November Rain, a explosiva Nightrain e o hino Paradise City encerrou o festival em estado de catarse. O Guns N’ Roses fez jus ao topo do cartaz. Ninguém rouba o posto deles. Agora, a banda segue em turnê pelo Brasil até o fim do mês, provando que o “momento mágico” de um show do Guns ainda é a experiência definitiva do rock. Edit this setlist | More Guns N’ Roses setlists

Lynyrd Skynyrd traz peso e emoção com tributo a Gary Rossington no Monsters of Rock

Há quem torça o nariz para bandas com formações muito alteradas, mas o Lynyrd Skynyrd transcende o rótulo de “tributo”. O vocalista Johnny Van Zant lidera o grupo há quase 40 anos, acompanhado por um trio de guitarristas excepcionais, um baixista preciso, um tecladista de técnica apurada e um baterista seguro, sem esquecer das duas backing vocals que conferem o toque de “magia” sulista ao espetáculo. Mantendo o legado vivo do Lynyrd Skynyrd Como co-headliner do Monsters of Rock, realizado no último sábado (4), no Allianz Parque, o Lynyrd Skynyrd demonstrou plena consciência de sua missão: preservar um legado histórico. Como o próprio Johnny reforçou em entrevista ao Blog n’ Roll: “Vamos garantir que as pessoas saibam que estivemos aqui e vamos carregar o legado”. Além de Van Zant, a linha de frente conta com o icônico Rickey Medlocke, que curiosamente foi baterista da banda em sua primeira fase (1971-1972) antes de assumir as guitarras na formação atual. Noite de homenagens Os 90 minutos de show foram pontuados por celebrações à memória de ex-membros. Com mais de dez integrantes falecidos ao longo das décadas, o telão tornou-se um memorial durante a execução de Free Bird. O momento atingiu o ápice com um dueto virtual entre os instrumentistas e o saudoso irmão de Johnny, Ronnie Van Zant, resgatado de gravações históricas. Outro ponto alto de sensibilidade foi Tuesday’s Gone, dedicada a Gary Rossington, o último membro fundador a deixar o grupo, falecido em 2023. A canção serviu como pano de fundo para uma belíssima homenagem ao guitarrista que atravessou todas as eras da banda. Catarse coletiva O show equilibrou com maestria a melancolia dessas perdas com a euforia de clássicos dançantes como What’s Your Name, Gimme Three Steps e That Smell, além do hino absoluto Sweet Home Alabama. Foi nesse misto de emoções que o grupo conquistou um público tão diverso, sendo ovacionado por fãs de todas as vertentes do rock presentes no estádio. No meio desse turbilhão, ainda houve espaço para a densa Simple Man, capaz de emocionar até o mais durão dos espectadores. O encerramento, com o duelo final de guitarras em Free Bird, gerou uma catarse coletiva que certamente ecoará na memória dos fãs por muitos anos.