Halestorm entra na programação do Monsters of Rock

O Monsters of Rock 2026 ganhou mais uma atração de peso: Halestorm, uma das bandas mais aclamadas do rock moderno, se junta ao poderoso lineup que já conta com Guns N’ Roses, como headliner, e Lynyrd Skynyrd. A nona edição do festival acontece no dia 4 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, e promete reunir diferentes gerações de fãs em uma verdadeira celebração com o melhor do rock. Os ingressos estarão disponíveis a partir de amanhã (14), às 10h, pelo site Eventim. O que começou como um sonho de infância dos irmãos Lzzy e Arejay Hale se transformou em uma das histórias de sucesso mais inspiradoras do rock das últimas duas décadas. Com sete músicas no topo das paradas e mais de um bilhão de streams no mundo todo, o Halestorm conquistou uma base de fãs global e o reconhecimento da crítica, coroado com duas indicações ao Grammy — e a vitória na categoria Melhor Performance de Hard Rock/Metal, por Love Bites (So Do I), em 2012. Liderado pela carismática e potente Lzzy Hale — defensora ativa dos direitos das mulheres e primeira embaixadora feminina da Gibson Guitar —, ao lado do baterista Arejay Hale, do guitarrista Joe Hottingere do baixista Josh Smith, o Halestorm é conhecido por suas performances incendiárias e energia inigualável nos palcos. Com uma trajetória marcada por turnês com ingressos esgotados e apresentações ao lado de lendas como Heaven & Hell, Alice Cooper e Joan Jett, a banda promete um show explosivo. Além do Halestorm, o Monsters of Rock já conta com Guns n’ Roses e Lynyrd Skynyrd no lineup. A venda de ingressos começa amanhã (14). Confira abaixo os preços. Preços Inteira Meia Pista Premium R$ 1.350,00 R$ 675,00 Pista R$ 750,00 R$ 375,00 Cadeira Inferior R$ 950,00 R$ 475,00 Cadeira Superior R$ 600,00 R$ 300,00 Backstage Mirante R$ 3.090,00 R$ 2.415,00 Fan Zone Pista Premium R$ 2.850,00 R$ 2.175,00 Fan Zone Cadeira Inferior R$ 2.450,00 R$ 1.975,00
Primal Scream entrega um dos melhores shows da temporada na Audio

Com mais de quatro décadas de carreira, o Primal Scream desembarcou para sua quinta visita ao Brasil (anteriormente, esteve aqui em 2004, 2009, 2011, 2018) nesta última terça-feira (11/11), embalado pelo lançamento do seu 12º álbum de estúdio, o elogiado Come Ahead. O show, realizado na Audio, apresentou uma banda afiada e com formação completa, que incluiu baixo, bateria, guitarra, saxofone, teclado e duas backing vocals. O clima de festa começou com Don’t Fight It, Feel It, do clássico Screamadelica, que abriu a noite colocando o público para dançar. A canção foi emendada com a soul Love Insurrection, do álbum mais recente, e a stoneana Jailbird, do Give Out but Don’t Give Up. Essa foi a tônica da apresentação, que mesclou clássicos da banda com músicas mais recentes — um indício de que o grupo segue olhando para frente de forma ativa e produtiva. Um dos pontos altos sobre o show do Primal Scream é, justamente, a capacidade que a banda tem de fundir faixas de diferentes fases e dar a elas uma roupagem orgânica e uniforme ao vivo. Tudo soa muito coerente, vibrante e extremamente dançante. Um dos momentos mais bonitos da noite foi com I’m Losing More Than I’ll Ever Have, balada do segundo disco da banda, que teve como destaque o canto quase gospel das backing vocals. Com quase duas horas de show, a banda não decepcionou em momento algum e entregou hits como Swastika Eyes, Loaded e Movin’ on Up, encerrando a primeira parte com Country Girl. No retorno para o bis, trouxeram Damaged e Come Together, ambas de Screamadelica, e finalizaram com a eletrizante Rocks. A banda se despediu, as luzes da casa se acenderam e, quando boa parte do público já se dirigia à saída, enquanto outros caçavam palhetas pelo chão, eles voltaram e mandaram, de surpresa, a proto punk No Fun dos Stooges. O cover foi acompanhado por uma invasão de palco, passando a sensação de que aquela noite tinha sido muito especial tanto para o público quanto para a banda. Uma noite memorável onde o Primal Scream nos relembrou como um show de rock deve ser: dançante e vibrante.
Monsters of Rock anuncia Lynyrd Skynyrd e abre venda de ingressos na sexta-feira

Depois de confirmar o Guns N’ Roses como headliner, o Monsters of Rock 2026 anunciou Lynyrd Skynyrd como mais uma das grandes atrações da nona edição do festival, que acontece no dia 4 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo. Os ingressos para o Monsters of Rock estarão à venda a partir desta sexta-feira (14), às 10h, exclusivamente pelo site Eventim. Pela primeira vez, o ícone do rock americano Lynyrd Skynyrd vai se apresentar no Monsters of Rock. Formada por Johnny Van Zant (vocal e irmão da lenda Ronnie Van Zant), Rickey Medlocke (guitarrista), Mark “Sparky” Matejka (guitarrista), Michael Cartellone (baterista), Keith Christopher (baixista), Peter Keys (tecladista), Carol Chase (coro) e Stacy Michelle (coro), a banda traz ao festival toda a força e a energia que conquistam gerações. O grupo promete arrebatar o público com hits como Sweet Home Alabama, Free Bird e Simple Man. Também será a estreia do Guns N’ Roses no Monsters of Rock, fechando a noite com um show que promete entrar para a história dos mais de 30 anos do festival. Após quebrar o recorde de público do Allianz Parque – reunindo cerca de 50 mil pessoas em sua apresentação de 25 de outubro -, a banda retornará ao Brasil com um repertório repleto de clássicos — Sweet Child O’ Mine, Welcome to the Jungle, Paradise City e November Rain — prometendo mais uma performance explosiva de Axl Rose, Slash e Duff McKagan. Ingressos para o Monsters of Rock Preços Inteira Meia Pista Premium R$ 1.350,00 R$ 675,00 Pista R$ 750,00 R$ 375,00 Cadeira Inferior R$ 950,00 R$ 475,00 Cadeira Superior R$ 600,00 R$ 300,00 Backstage Mirante R$ 3.090,00 R$ 2.415,00 Fan Zone Pista Premium R$ 2.850,00 R$ 2.175,00 Fan Zone Cadeira Inferior R$ 2.450,00 R$ 1.975,00
Festival Polifonia ouve fãs e vende ingressos sem taxa de conveniência para edição de Verão

O Festival Polifonia promete ser o primeiro festival de Rock de 2026, agendado para dia 11 de janeiro, no Vivo Rio. A proposta é simples: celebrar a chegada da estação mais quente do ano com um lineup que mescla rock alternativo, revelações da cena e, claro, o regional “riocore”. De tanto ouvir os fãs nas redes sociais, o evento inovou e promove 48 horas de ingressos sem cobrança de taxa alguma, seja de conveniência ou administração. O prazo encerra amanhã à noite (13/11). Mostrando uma curadoria eclética, o evento terá o Supercombo como headliner ao lado do cantor Kamaitachi. Do Riocore, os escolhidos foram Dibob e Catch Side para trazer o ar de nostalgia e teletransportar o público para os anos 2000, e a revelação Melton Sello, banda de pop punk. E, para fechar, a tetracampeã mundial de skate Karen Jonz acrescenta seu indie pop/rock com camadas que vão do emo ao grunge. O evento abre a temporada de 2026 do Polifonia, que completa 11 edições e prepara novidades para os próximos meses. O “Polifonia Verão” é apenas o primeiro capítulo dessa nova fase, que deve contar com o “Emo Vive 2” e o Polifonia “Tradicional”. Os ingressos já estão disponíveis pela Sympla. Supercombo Principal banda do evento, o Supercombo lançou recentemente o aclamado Caranguejo Parte 1. O trabalho demorou cerca de um ano para ficar pronto, porém caiu nas graças dos fãs. Em agosto, conversamos de maneira exclusiva sobre o lançamento, incluindo um faixa-a-faixa feito pelo vocalista Léo Ramos. O nome nasceu de uma piada interna na pré-produção. Um amigo disse que algumas músicas da banda pareciam o próprio bicho, ou seja, algo estranho, indo para um lado e depois para o outro. A banda abraçou a ideia, transformou o crustáceo em símbolo e deu nome ao disco que marca um retorno às raízes, mas sem medo de se aventurar em novos horizontes. Em festivais, a banda tem tocado este trabalho praticamente na íntegra, acrescentando seus hits, como “Piloto Automático”. ServiçoPolifonia VerãoData: 11 de janeiro de 2026 (domingo)Local: Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85, Praia do Flamengo, Rio de JaneiroHorário: Abertura da casa às 15hClassificação: 18 anosIngressos: sympla.com.brValores: de R$ 70 a R$ 260 (1º lote, pista e camarote)
Backengrillen: membros do Refused anunciam banda de “death jazz”

Os suecos do Refused estão encerrando as atividades em 2025, mas três integrantes da banda de hardcore já estão trabalhando em outro projeto. Backengrillen é um novo grupo formado pelo vocalista Dennis Lyxzén, o baixista Magnus Flagge e o baterista David Sandström ao lado do saxofonista Mats Gustafsson. O álbum de estreia autointitulado já foi anunciado e está previsto para ser lançado em 23 de janeiro pela Svart Records. O material composto por somente cinco faixas promete se inspirar na improvisação do free jazz para criar um “punk experimental” ou um “doom jazz”. Em uma nota sobre o trabalho, o Backengrillen descreve o próprio som como “um hino ao caos e à destruição”. Além disso, eles já se posicionam como uma banda “antifascista, antirracista de free form death-jazz em memória de Lars Lystedt (trombonista de jazz sueco)”. Influência de Little Richard e doom metal no som do Backengrillen O Backengrillen gravou todo o álbum de estreia em apenas três dias, gerando o que eles definem como “música crua, estúpida e instintiva”. Segundo a banda, o material traz influências que vão de The Cramps, Little Richard, Misfits e Can a músicos de jazz como Albert Ayler e John Zorn. O curioso grupo também divulgou o primeiro single: “A Hate Inferior”. A faixa com 10 minutos de duração reflete bem a proposta do projeto de “pegar um riff de death/doom metal ou noiserock e tocá-lo até que perca o sentido, depois desmantelar por completo”. Uma pequena curiosidade: o nome do álbum “The Shape of Punk to Come” do Refused foi inspirado em “The Shape of Jazz to Come” do músico de free jazz Ornette Coleman. Aparentemente, os músicos da banda sueca estão “voltando às origens” no novo projeto. Separe um tempo para ouvir “A Hate Inferior” do Backengrillen: Backengrillen de Backengrillen
C6 Fest 2026 anuncia lineup com Robert Plant, The xx e vocalistas do Geese e The National; confira

De nomes que marcaram gerações a artistas que apontam novos rumos para a música, o C6 Fest divulgou o lineup de sua quarta edição, que acontece de 21 a 24 de maio de 2026, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Robert Plant, The xx, Matt Berninger (vocalista do The National), Beirut, Branford Marsalis, Lykke Li e Paralamas do Sucesso com participação de Nação Zumbi, além de fenômenos recentes, como Dijon, Oklou, Cameron Winter (vocalista do Geese) e Wolf Alice puxam a programação do C6 Fest. O elenco ainda percorre um amplo espectro de gêneros e traz o que há de mais instigante no universo da música: Aline Rocha; Amaarae; Anouar Brahem Quartet; BaianaSystem part. Makaveli & Kadilida; Baxter Dury; Benjamin Clementine; Brandee Younger; Hermeto Pascoal Big Band; Horsegirl; Jude Paulla; Julius Rodriguez; Knower; Mabe Fratti; Magdalena Bay; Marten Lou; NYACK/Pathy Dejesus/Eduardo Brechó; Samuel de Saboia. Clientes do C6 Bank terão pré-venda exclusiva nos dias 12 e 13 de novembro e 20% de desconto sobre o valor dos ingressos, incluindo meia-entrada, mediante compra com cartão de crédito do banco. A venda para o público em geral terá início no dia 14 de novembro via Eventim. Confira abaixo os tipos de ingressos, preços e a grade completa de atrações. PROGRAMAÇÃO DO C6 FEST 2026 COM ROBERT PLANT E GRANDE ELENCO AUDITÓRIO IBIRAPUERA (Plateia Interna) C6 JAZZ Quinta, 21 de maioAnouar Brahem QuartetJulius RodriguezBranford Marsalis Quartet Sexta, 22 de maioBrandee YoungerHermeto Pascoal Big BandKnower C6 LAB Sábado, 23 de maioMabe Fratti Domingo, 24 de maioCameron Winter ARENA HEINEKEN, TENDA METLIFE E PACUBRA Sábado, 23 de maioThe xxMatt BerningerDijonWolf AliceBaianaSystem part. Makaveli e KadilidaAmaaraeBaxter DuryHorsegirlAline RochaMarten Lou Domingo, 24 de maioRobert Plant’s Saving Grace feat Suzi DianBeirutLykke LiOklouOs Paralamas do Sucesso part. Nação ZumbiBenjamin ClementineMagdalena BaySamuel de SaboiaJude PaullaNyack / Pathy Dejesus / Eduardo Brechó PREÇOS (por dia): Arena Heineken, Tenda MetLife e Pacubra (23 e 24 de maio, sábado e domingo) Ingresso Público Geral — R$ 750,00 (inteira) / 375,00 (meia) Ingresso Cliente C6 Bank — R$ 600,00 (inteira) / 300,00 (meia) Auditório Ibirapuera – C6 JAZZ (21 e 22 de maio, quinta e sexta) Ingresso Público Geral — R$ 590,00 (inteira) / R$ 295,00 (meia) Ingresso Cliente C6 Bank — R$ 472,00 (inteira) / R$ 236,00 (meia) Auditório Ibirapuera – C6 LAB (23 e 24 de maio, sábado e domingo) Ingresso Público Geral — R$ 120,00 (inteira) / R$60,00 (meia) Ingresso Cliente C6 Bank — R$ 96,00 (inteira) / R$ 48,00 (meia) PASSAPORTES C6 Jazz (dá acesso à programação dos dias 21 e 22 de maio na plateia interna do Auditório Ibirapuera) Público Geral — R$ 1.060,00 (inteira) / R$ 530,00 (meia) Cliente C6 Bank — R$ 848,00 (inteira) / R$ 424,00 (meia) Arena Heineken / Tenda MetLife / Pacubra (dá acesso aos dois dias de shows nestes palcos) Convencional — R$ 1.350,00 (inteira) / R$ 675,00 (meia) Passaporte C6 Bank — R$ 1.080,00 (inteira) / R$ 540,00 (meia)
Caetano Veloso leva turnê “Caetano nos Festivais” para o Espaço Unimed; ainda há ingressos

Em turnê com o show “Caetano nos Festivais”, que tem marcado presença nos maiores festivais de música do país, o cantor Caetano Veloso subirá ao palco do Espaço Unimed, no dia 29 de novembro. Restam poucos ingressos para o setor pista premium, que variam entre R$ 190 e R$ 380. A venda é feita pelo site Ticket360. Com 60 anos de uma carreira de sucesso, sempre marcada pelo vanguardismo, Caetano é cultuado por diferentes gerações e seus álbuns têm encontrado eco entre os mais jovens. O público que anseia por vê-lo nos festivais, e agora também no Espaço Unimed, pode esperar um repertório diversificado e vibrante, com uma série de canções inesquecíveis de diferentes fases da carreira, como Branquinha, Vaca Profana e Não Enche, além de Anjos Tronchos, do seu último álbum de inéditas, Meu Coco (2021). Depois da gloriosa turnê com Maria Bethânia, que lotou estádios e arenas pelo Brasil, atraindo mais de meio milhão de pessoas, Caetano Veloso está trabalhando no seu próximo álbum de inéditas, que deve ser lançado em 2026. Nos últimos shows com a irmã, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, o baiano de 82 anos deu um gostinho do que vem por aí com a inédita Um baiana, “uma oração para esse clima de 3ª Guerra Mundial que o mundo está vivendo”, em suas próprias palavras. “Que a paz possa se sobrepor a esse horror”. “Comecei a compor Um Baiana antes de nosso show estrear. Queria que a voz de Bethânia e a minha expressassem força de paz e de elegância, contra as feiuras que o mundo tem exibido. Mas não pude concluir a canção. A ideia veio da animação não-violenta que o Baiana System alimenta em Salvador, com as clareiras que se abrem na multidão para solos, duos, trios, todos mostrando excitação carnavalesca sem truculência ou disputa. É a paz”, diz Caetano. Com o próximo álbum de inéditas em vista, naturalmente a frequência das apresentações seja menor, então, enquanto isso, ele tem excursionado pelo país em diversos festivais de música. O cantor e compositor já passou por festivais como Coolritiba (PR), Sensacional (BH) e Festival de Inverno Rio (RJ), Movimento Cidade (ES) e Coala Festival (SP), e tem apresentações confirmadas em Petrópolis (Rock The Mountain), em novembro, e em Salvador (Festival de Verão de Salvador), em janeiro de 2026. “Quero continuar a fazer coisas, quero compor canções pra gravar esse ano, mas não sei o que vai aparecer na minha cabeça. Mas o interessante é que eu vou fazer festivais. Esses festivais bacanas, com público variado, com muita gente, em lugares bonitos, isso eu quero fazer”, conclui o artista.
Com foco no novo álbum, Stereolab encerra Balaclava Fest com show forte

Com uma curadoria sempre atenta ao que desperta o interesse dos ouvintes mais dedicados à música independente, a 15ª edição do Balaclava Fest reafirmou o talento do selo em montar lineups de qualidade. Realizado mais uma vez no Tokio Marine Hall, em São Paulo, no último domingo (9), o festival teve como principais atrações Stereolab e Yo La Tengo — dois nomes cultuados que simbolizam bem o equilíbrio entre relevância e apelo entre fãs de música que buscam além do mainstream explorado por outros festivais — e ainda abriu espaço para vozes e sons em ascensão da cena nacional e internacional, como Gab Ferreira. A principal atração do festival, o Stereolab, que não visitava o Brasil desde 2000, é um dos nomes que melhor representam essa aptidão do Balaclava para escolher seus convidados. Tendo cultivado novos fãs (e a ansiedade dos antigos) desde sua última passagem pelo país, a banda liderada por Lætitia Sadier passou os últimos 25 anos produzindo obras fiéis à proposta de seu som e tinha muito o que apresentar aqui. Apostaram principalmente no seu último disco, o elogiado Instant Holograms on Metal Film, lançado em maio. Das 15 canções tocadas pelo grupo, mais da metade foram da nova obra, que é outra oportunidade do Stereolab de mostrar seu avant-pop dançante, cheio de camadas. O canto de Lætitia evoca o pop francês dos anos 60, com uma certa inocência em sua melodia, mas que, acompanhada do som mais vanguardista dos instrumentos, torna a experiência de um show do Stereolab uma viagem entre melodias suaves e texturas sonoras ousadas. Uma boa amostra disso é a terceira faixa tocada na noite, Vermona F Transistor, dançante e agradável nos vocais, mas cheia de texturas encorpadas pelo teclado e até mesmo por um trombone, tocado pela própria Sadier. A vocalista francesa se comunicou principalmente em inglês com o público e comentou que a música brasileira influencia o som do Stereolab. A conexão ficou evidente em Miss Modular, faixa em que o swing da bateria e o timbre levemente samba-rock da guitarra revelam algum interesse pelos sons brasileiros. Após o tradicional pedido de bis, a banda encerrou a noite com Cybele’s Reverie, deixando o público leve e satisfeito. Edit this setlist | More Stereolab setlists
Yo La Tengo transporta energia intimista para o Balaclava Fest

Antes do Stereolab, o mesmo palco Balaclava recebeu o trio norte americano Yo La Tengo — outro grupo que, mesmo com uma longa carreira e uma extensa discografia, ainda chama atenção com seus recentes lançamentos. Em 2023, depois de quase 40 anos de história, o Yo La Tengo lançou This Stupid World, álbum cultuado por muitos entusiastas da música independente, recebido como um disco à altura do auge de qualquer grande banda. Livres de qualquer necessidade de provar algo ou conquistar novos fãs, o trio se mostrou confortável em apresentar seu som intimista e expansivo, que transita entre a delicadeza das melodias e o caos do noise, mantendo viva a essência de quem faz música por pura convicção do seu som. Georgia Hubley, Ira Kaplan e James McNew não escondem a tranquilidade ao abrir um show de festival com Big Day Coming — longa e introspectiva, conduzida pelo canto suave da vocalista e pelos sons ásperos dos instrumentos, quase como se o Velvet Underground encontrasse os acentos do shoegaze dos anos 80. A plateia — já formada, naquele ponto do festival, por fãs mais maduros de música — ouvia o som com atenção, absorvendo cada timbre que atravessava a cantoria de Hubley sem jamais apagar sua delicadeza. É como se o Yo La Tengo tivesse encontrado a brecha perfeita para fazer coexistirem a dicotomia entre os ruídos distorcidos — por vezes encorpados pelo feedback vindo das caixas de som — e a suavidade de seus cantos serenos. >> LEIA ENTREVISTA COM O YO LA TENGO A primeira metade do show foi calcada em sons mais intimistas, com o instrumental que valorizou ritmos repetitivos e hipnóticos, agradando mesmo aqueles que gostam de prestar atenção nas texturas sonoras de músicas como Green Arrow e Autumn Sweater, em que a banda mostra seu lado mais atmosférico e meditativo antes de partir para momentos mais densos. Já na segunda metade, sem extrapolar muito no agito, mas aumentando a velocidade e microfonia, Fallout e Double Dare deram as caras. Mas a essa altura, os fãs da banda já estavam felizes de presenciar uma emblemática (e atual) banda da cena alternativa do rock. Edit this setlist | More Yo La Tengo setlists