KoЯn retorna ao Brasil após nove anos com Spiritbox em São Paulo

Nove anos após a sua última apresentação na América do Sul (em 2017), a banda norte-americana KoЯn retorna à América Latina para a sua maior turnê na região. O Brasil recebe um único show, que ocorre em São Paulo, no Allianz Parque, no dia 16 de maio de 2026, com ingressos disponíveis a partir de quinta-feira (16), às 13h, no site da Eventim. A banda canadense Spiritbox e o Seven Hours After Violet,  grupo de metal dos Estados Unidos, farão os shows de abertura. Em uma realização da 30e, a tour também passa por Bogotá, na Colômbia, no dia 2 de maio; Lima, no Peru, no dia 5 de maio; Santiago, no Chile, no dia 8 de maio; Buenos Aires, na Argentina, no dia 10 de maio; Assunção, no Paraguai, no dia 13 de maio; e no México, na Cidade do México, no dia 19 de maio.     O KoЯn chega ao país embalado por um dos melhores momentos da carreira. Ao ocupar o posto de headliner de importantes festivais globais e esgotando os ingressos em estádios, o grupo demonstrou a atemporalidade de sua obra e ainda angariou novos fãs. A apresentação no Download Festival, em Donington (Inglaterra), por exemplo, foi transformada em uma experiência definitiva de celebração do legado da banda.  O KoЯn é formado atualmente por Jonathan Davis (vocais), James “Munky” Shaffer (guitarra), Brian “Head” Welch (guitarra), e Ray Luzier (bateria). O grupo contabiliza mais de 30 anos de carreira, vendeu mais de 42 milhões de discos em todo o mundo e recebeu dois prêmios Grammy Awards. * SERVIÇORealização: 30eKoЯn @São PauloData: 16 de maio de 2026 (sábado)Local: Allianz Parque – Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca – São Paulo/SP Horário de Abertura da casa: 16h Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Setores e preços*Cadeira superior – R$ 182,50 (meia-entrada) | R$ 365,00 (inteira) *Pista – R$ 247,50 (meia-entrada) | R$ 495,00 (inteira) *Cadeira inferior -R$ 322,50 (meia-entrada) | R$ 645,00 (inteira) * Pista Premium – R$ 497,50 (meia-entrada) | R$ 995,00 (inteira) *Hotseat – R$ 822,50 (meia-entrada) | R$ 1.145,00 (inteira) *Pacote VIP – R$ 1.287,50 (meia-entrada) | R$ 1.785,00 (inteira) Início das vendasVenda geral: 16 de outubro, às 13hVendas online em: eventim.com.br/Korn Bilheteria oficialBilheteria A – Allianz Parque – Endereço: Rua Palestra Itália, 200.Funcionamento: Terça a sábado das 10h às 17h* Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

Codeine envolve público de São Paulo entre a calmaria e a explosão

Matheus Degásperi Ojea Quem só escutasse o som do show dos nova iorquinos do Codeine no último sábado (11) no City Lights Hall, em São Paulo, poderia chutar que tinha mais do que três pessoas no palco. O cultuado trio nova iorquino fez a sua estreia no Brasil com alguns anos de atraso, mas fez valer a espera de muita gente que talvez nem acreditasse que um dia a banda viria, com um show bonito e ensurdecedor Daquelas bandas ao mesmo tempo influentes e desconhecidas do público em geral, o Codeine é um expoente do slowcore, gênero de ‘rock triste’ que aposta no andamento mais lento para construir as suas paisagens sonoras sempre com altas doses de distorções. Tecnicamente, a banda durou de 1989 até 1994, tendo se reunido uma vez em 2012 e uma segunda em 2023, retorno que dura até hoje. Durante este ano, eles só tocaram ao vivo três vezes, incluindo o show de São Paulo. Pelo histórico, fica fácil de entender porque a frase que mais se repetia entre os presentes que encheram a casa de shows era algo do tipo ‘não acredito que esses caras estão aqui’, sentimento ecoado inclusive pelo vocalista Stephen Immerwahr no palco e em conversas com quem o abordava após o show. Imersão Foi nesse clima de deslumbramento que o público recebeu a porrada sonora que a banda deu por pouco mais de uma hora. Alternando momentos de calmaria e intensidade, o som do Codeine se traduziu muito bem ao vivo e deixou claro o ponto forte tanto do grupo como do estilo que eles ajudaram a criar: o de gerar atmosferas imersivas capazes de transportar a audiência e envolver o ambiente em que eles tocam. A qualidade impecável do som durante a noite também foi essencial para que tudo funcionasse da maneira certa. Além de Immerwahr, que também é baixista, o trio é formado por John Engle na guitarra e pelo baterista Chris Brokaw, que toca baixo em músicas que não contam com percussão, como Pea, Summer Dresses e Broken-Hearted Wine. A banda tocou colocando pressão no som aparentemente sem fazer muito esforço, com a tranquilidade de quem sabe o que está fazendo mesmo com os intervalos na carreira e os shows mais escassos. A apresentação começou logo com uma das favoritas dos fãs, a música D, que também abre o clássico Frigid Stars LP, disco que emprestou 6 das 16 músicas do setlist. A plateia acompanhou tudo quase como se estivesse prestando reverência ao grupo. Não houveram grandes coros ou danças na pista, que, com exceção de algumas pessoas berrando nomes de música entre uma canção e outra, acompanhou tudo com atenção, na mesma sintonia da viagem que a banda propunha no palco. Guandu Vale mencionar que a produção do show foi do selo independente Balaclava Records, que vem trazendo alguns nomes destes que pareciam meio impossíveis de vir tocar aqui, como foi o Karate no ano passado, banda com um histórico semelhante com o do Codeine. Para a abertura do show de sábado, as redes sociais do selo publicaram pedidos de indicação de artistas e os escolhidos foram os paulistanos do Guandu. O show do trio formado por Caique Lima, Cleozinhu e João Corte foi uma grata surpresa para mim, que não conhecia a banda antes. Claramente influenciado pelo pessoal do Codeine, que viu o show da pista, o grupo apostou em um repertório com várias músicas ainda não lançadas, além de um cover de Morrer, do Ratos de Porão, em versão slowcore, surpreendentemente bom. Para algumas músicas, o show teve participação da cantora Marina Mole, que casou muito bem com o som e parecia fazer parte da banda. No geral, foi uma escolha certeira para começar os trabalhos da noite. SETLIST – CODEINE D Cigarette Machine Barely Real Loss Leader Median Washed Up Tom Jr Sea Pickup Song Atmosphere (cover do Joy Division) Pea BIS: Cave-In Promise of Love (cover do MX-80 Sound) Summer Dresses Broken-Hearted Wine

Entrevista | Street Bulldogs – “Eu que acredito que essa volta vai mexer com o Léo”

Após mais de uma década longe dos palcos, o Street Bulldogs volta à ativa para uma série especial de quatro shows em março de 2026. O retorno de uma das bandas mais influentes do punk/hardcore nacional passará por três capitais brasileiras: Curitiba (13/03, Stage Garden), São Paulo (14/03, Carioca Club e 19/03, Hangar 110) e Belo Horizonte (15/03, Galpão 54). As apresentações serão pontuais e marcam o reencontro do grupo com uma base de fãs que se manteve fiel mesmo após o fim das atividades em 2010. Formado em Pindamonhangaba (SP), em 1994, o Street Bulldogs construiu uma trajetória sólida na cena independente, com discos que se tornaram referência do gênero, como Street Bulldogs (1998), Question Your Truth (2001), Unlucky Days (2003) e Tornado Reaction (2004). A sonoridade crua e direta, marcada por letras que equilibravam crítica e autenticidade, consolidou o grupo entre os principais nomes do hardcore brasileiro no final dos anos 1990 e início dos 2000. Agora, com o vocalista original Leo vindo da Irlanda especialmente para a ocasião, o Street Bulldogs promete celebrar sua história em quatro noites intensas. A formação que retorna é a mesma que gravou o DVD no Hangar 110, em 2010: Fabio Sonrisal e Rodrigo Koala nas guitarras, Sanmy Saraiva no baixo, Guilherme Camargo na bateria e Leo Bulldog nos vocais. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Koala fala sobre o retorno aos palcos, as memórias da banda e o impacto duradouro do Street Bulldogs. O que motivou a volta do Street Bulldogs aos palcos depois de tanto tempo? Fui pego de surpresa, pra ser sincero. Acho que o Guilherme, nosso baterista, e o Léo estavam conversando e eu nem sabia. Fui saber quando já estava decidido. Fiquei muito feliz, porque eu sempre quis voltar, mas o Léo era o cara que dizia que não queria mais. A gente até teve proposta no ano passado, mas ele não topou. Quando ele avisou que viria pro Brasil e que queria tocar, foi um choque bom. Acho que foi quando a gente parou de pedir que ele resolveu fazer. Foi tranquilo reunir todo mundo e definir a formação? Sim. A gente tem um grupo no celular e se fala direto, o que facilita muito. O que mora mais longe é o Sonrisal, em Pindamonhangaba, e o Léo, que vem da Irlanda. Então vamos deixar a banda redonda antes dele chegar. Quando ele estiver aqui, faz uns ensaios com voz e pronto. Eu e o Sonrisal estamos tocando direto, então estamos com ritmo. O Guilherme, que é batera, talvez sinta mais, ele está ativo com outros projetos, porém são músicas mais lentas. Já dá pra adiantar algo sobre o setlist? Ainda estamos escolhendo. Tem gente dando ideia de tocar músicas que nunca fizemos ao vivo ou que ficaram muito tempo fora. Vai ter surpresa, com certeza. E também deve ter participações. O plano é fazer algo inesquecível, principalmente no Hangar. Com dois soldouts rápido em São Paulo, existe chance de novas reuniões ou até músicas inéditas? Tudo pode acontecer. Hoje o Léo é muito resistente à ideia de voltar pra valer ou gravar algo novo. Fazer um show já é quase um milagre. Mas a música tem esse poder, né? Às vezes o cara pisa no palco e muda tudo. Se ele se animar, vou ser o primeiro a apoiar. Com a tecnologia, dá pra gravar à distância tranquilamente. Eu acredito que essa volta vai mexer com ele. O punk brasileiro começou em português, com Cólera, Inocentes, Invasores de Cérebro… Mas o hardcore dos anos 90 foi majoritariamente em inglês com o Garage Fuzz, Hateen, Rivets e até mesmo Dead Fish chegou a cantar em inglês. Por quê? A gente não tinha muita referência de como fazer hardcore em português. Parecia que o idioma não encaixava. A influência vinha toda de fora, e cantar em inglês era natural no underground. Bandas como o Sepultura também mostraram que dava pra ser brasileiro e cantar em inglês, e isso inspirou muita gente. A virada pro português veio mais pro final dos anos 90, e o CPM 22 foi essencial pra provar que dava pra soar bem cantando em português. O Street também tem também algumas músicas em português… Sim. Tem Padrão, Tarde Demais, Adolf… e talvez mais alguma. A gente deve tocar algumas delas nessa volta. Qual show marcou mais, tanto positivamente quanto negativamente, na sua carreira? Teve um com o Pulley no Volkana em São Bernardo que foi meio chato por causa do produtor. A banda era legal, mas o cara era mala. A banda era muito legal, os caras super gente fina, mas o produtor tinha um dentinho, a gente aprendeu ele de Tooth. Já experiências ruins com bandas, quase nenhuma. A gente sempre se surpreendeu positivamente. O hardcore tem isso, as pessoas costumam ser acessíveis e gente boa. O que mais dava problema eram contratantes tentando dar calote. A gente tinha fama de bravo, mas era só cara de pedreiro mesmo, nunca batemos em ninguém. Eu sei histórias, por exemplo, eu não estava na banda, mas quando o Agnostic Front veio para o Brasil, eles fizeram uma turnê com o Street, eu não estava no Street ainda. Eles foram fazer a Argentina junto. E o baterista do Street na época era o Gordinho, lá de Pinda. E o Gordinho dormiu no carro. Aí ele deitou a cabeça no ombro do vocalista. Bem do Miret, do Roger Miret. Deitou a cabeça no ombro do Miret, né, cara? E o Léo dirigindo falou que olhou assim, cara, falou, puta, fodeu, né, meu? Cara gigante, boladaço. Esse gordo filha da puta deitou a cabeça no ombro do cara, que ela vai matar a nós. Aí falou o cara, pôs a sua mão nele assim, ele é um bom garoto, deixa ele dormir aqui e tal. Então acho que essas coisas, tipo… Ele me conta isso com muito carinho, assim, né? Você tem falado sobre sua rotina mais saudável. Como enxerga esse novo rock mais “careta”? Pra mim

Show do Public Image Ltd em São Paulo muda de lugar

O show único do Public Image Ltd em São Paulo, lendária banda de John Lydon, ícone punk e ex-líder do Sex Pistols, agora será no Cine Joia. A data continua a mesma: 8 de abril de 2026. Ingressos já adquiridos de pista e camarote/mezanino valem para o show no novo local e não há necessidade de trocar. O show inicialmente aconteceria no Terra SP. Os ingressos seguem à venda no site da Fastix.

Yellowcard alcança o auge com Better Days, disco que une nostalgia com a nova era do pop-punk

O Yellowcard retorna em grande forma com Better Days, álbum que consolida a nova fase da banda e marca um dos momentos mais importantes da carreira. Produzido por Travis Barker, do Blink-182 e que também tocou bateria no disco, o novo trabalho combina o pop-punk nostálgico dos anos 2000 com a sonoridade moderna que domina o gênero hoje. O resultado é uma fusão de estilos que colocou o grupo pela primeira vez no topo das paradas: o single “Better Days” conquistou o primeiro lugar da Billboard Alternative, feito inédito para a banda. Com uma passagem de destaque no Brasil no mês de agosto, o Blog N’ Roll esteve presente no I Wanna Be Tour e no sideshow, ambos em São Paulo, e pode conferir ao vivo os primeiros singles deste novo trabalho. Participações de Avril Lavigne e Matt Skiba dão brilho extra ao álbum Entre os destaques de Better Days está “You Broke Me Too”, parceria com Avril Lavigne. A faixa é uma das mais intimistas do disco, resgatando a emoção da balada Only One e é forte candidata a liderar novamente no ranking da Billboard. Avril adiciona força e contraste à voz de Ryan Key, criando um dueto poderoso que encapsula bem o espírito do novo trabalho. Outro momento marcante é “Love Letters Lost”, que traz Matt Skiba (Blink-182, Alkaline Trio) nos vocais. A faixa reforça a ponte entre o Yellowcard e a nova geração do pop-punk, com guitarras afiadas e um refrão carregado de melancolia. A presença de Skiba não é apenas simbólica: ela ajuda a construir o tom mais maduro e emocional que permeia o álbum. Produção moderna e bateria visceral de Travis Barker A produção de Travis Barker é um dos pontos altos de Better Days. Além de assinar o som do disco, o baterista do Blink-182 participa diretamente das gravações, imprimindo ritmo e dinâmica com sua marca registrada. As levadas de bateria são intensas e precisas, equilibrando o peso das guitarras com os arranjos de violino de Sean Mackin, que seguem como símbolo da identidade do Yellowcard. O trabalho de Barker na mixagem e estrutura das músicas dá um ar contemporâneo ao álbum, aproximando-o da estética do Blink atual, mas sem apagar a essência melódica e emocional que sempre definiu o grupo. Ping-pong faixa a faixa do Better Days, do Yellowcard Com dez músicas, Better Days alterna momentos de energia explosiva e introspecção. “Better Days”: A faixa-título abre o disco com força, em ritmo acelerado e refrão marcante, reafirmando o retorno do Yellowcard ao topo;“Take What You Want” mantém o clima urgente e traz letras sobre frustração e amadurecimento;“Honestly i” surge como uma confissão pessoal de Ryan Key, abordando temas de paternidade e transformação;“City of Angels” é o respiro do álbum, mais atmosférica e contemplativa, enquanto “Bedroom Posters” e “Skin Scraped” reforçam o lado emocional da banda com guitarras densas e refrões melódicos.O encerramento com “Big Blue Eyes” é delicado, acústico e bem intimista, uma despedida suave para um disco que trabalha bem o equilíbrio entre dor e renascimento. Mais do que um retorno, Better Days é uma afirmação de identidade. O Yellowcard amadureceu sem perder o vigor juvenil, e isso explica por que o disco conquistou novos ouvintes e garantiu à banda o primeiro número 1 da carreira.

Circuito Nova Música, Novos Caminhos 04: shows gratuitos e inéditos em São Paulo e interior

O Circuito Nova Música, Novos Caminhos chega à sua quarta edição entre 9 e 12 de outubro, conectando artistas, público e espaços independentes em uma rota que parte de São Paulo rumo ao interior do estado. A travessia sonora passará por Sorocaba, Americana e Campinas, reunindo atrações nacionais e locais em uma série de shows, encontros e experiências de música ao vivo. Entre os nomes confirmados estão Pelados, Nina Maia feat. Francisca Barreto e Chococorn and the Sugarcanes, além de bandas convidadas de cada cidade. A estreia da edição #4 acontece no dia 9/10 no Cineclube Cortina, em São Paulo, com o duo de hip-hop Kim & Dramma. Em Sorocaba, no dia 10/10, o Asteroid Bar recebe o rock alternativo do Pobre Orfeu, banda local que abre a noite. Já em Americana, no Espaço GNU, a Lighthouse dá início à programação no dia 11/10. O encerramento acontece em Campinas, no Tetriz Pub, no dia 12/10, com a banda local Paralelo ao Fim, conhecida pelo rock/emo e prestes a lançar seu disco de estreia pelo selo Downstage. “O Circuito Nova Música, Novos Caminhos foi concebido com o desafio de ser referência em curadoria de novos artistas e estamos muito felizes de fortalecer a cada edição essa imagem diante do público. Seguimos com o desafio contínuo de expandir para novos públicos e destinos, além de dar visibilidade a todos os artistas que passam pelos nossos palcos”, destaca José Guilherme Padovani, co-idealizador do projeto. Uma novidade desta edição é o lote grátis, sujeito à lotação, recomendando-se retirada antecipada. A lista de entrada gratuita inclui pessoas trans e não binárias, enquanto os demais ingressos têm preço acessível, reforçando o caráter inclusivo do evento. O circuito, que já se consolidou como selo reconhecido no mercado da música independente, segundo o curador Lúcio Ribeiro, busca sempre apresentar artistas com sonoridade própria e distante da mesmice. “Com esta edição, vamos aumentar ainda mais nossa barra de exigência. O Circuito tende a crescer cada vez mais, dando chances de realizarmos tudo o que planejamos com ele”, afirma Ribeiro. A identidade visual do Circuito #4 também é destaque, criada por André Faria, managing director da Evil Twin Music. Publicitário premiado com 42 Leões de Cannes, André acumula experiência de duas décadas no mercado e também atua como músico, tendo se apresentado em festivais como Primavera Sound e abrindo shows para Radiohead e Flying Lotus em São Paulo. O Circuito Nova Música, Novos Caminhos segue como uma plataforma itinerante que fortalece a música independente no estado de São Paulo, conectando artistas emergentes, público e espaços culturais de forma inédita a cada edição. ServiçoCircuito Nova Música, Novos Caminhos #4 Ingressos: primeiro lote gratuito (sujeito à lotação), lista gratuita para pessoas trans e não binárias. Demais lotes com preço acessível. Patrocínio Heineken.

Scream Invasion: Tudo o que você precisa saber sobre o novo festival Emo do Brasil

O Scream Invasion está prestes a invadir São Paulo com uma explosão de energia e nostalgia. Marcado para o dia 2 de novembro de 2025, no Vibra São Paulo, o festival reúne os nomes que transitam entre o emo, screamo, post-hardcore e metalcore em uma noite inesquecível: Senses Fail, I Set My Friends on Fire, Underoath e Black Veil Brides. Do Brasil, o Gloria será o representante. O evento promete ser mais do que um simples festival. Será uma celebração da cena emo e alternativa que marcou gerações. Com um line-up que atravessa décadas de história é uma oportunidade única para reviver clássicos e descobrir novas músicas que continuarão a ecoar nos corações dos fãs. O Blog N’ Roll preparou um guia com apresentando o atual momento de cada banda e também os prováveis setlists que eles irão tocar, com base em seus últimos shows. Black Veil Brides O Black Veil Brides é o headliner e grande estrela do Scream Invasion. A banda, liderada por Andy Biersack, está prestes a lançar seu novo álbum, que já está totalmente mixado e em processo de masterização. Andy compartilhou que este trabalho representa uma expressão mais autêntica e pessoal, comparável ao seu primeiro álbum solo. Recentemente, eles lançaram o single “Hallelujah”, que tem sido bem recebido pelos fãs e críticos. Além disso, o grupo se apresentou no Vans Warped Tour e está atualmente em turnê pela América do Norte. Possível Setlist:Knives and PensBleedersTorchFaithlessCoffinHallelujahDevilThe LegacyPerfect WeaponI Am BulletproofIn The End Underoath Em março deste ano, o Underoath lançou seu décimo álbum de estúdio, The Place After This One (leia o review), que apresenta uma sonoridade mais industrial e experimental, mantendo sua essência metalcore. O álbum foi bem recebido pela crítica, sendo descrito como ambicioso e inovador. A banda também está em uma turnê de destaque pela América do Norte como banda de abertura para o Papa Roach e Rise Against. Possível Setlist: LossIn Regards to MyselfBreathing In A New MentalityShameIt’s Dangerous Business Walking Out Your Front DoorAll The Love Is GoneReinventing Your ExitHallelujahDown, Set, GoVulturesA Boy Brushed Red Living In Black And WhiteGeneration No SurrenderWriting On The Walls Senses Fail O Senses Fail lançou recentemente o álbum Hell is in Your Head, que apresenta uma mistura de post-hardcore e elementos eletrônicos. A banda também anunciou a turnê “Scream Team Tour” com o Story of the Year, que passará por diversas cidades dos Estados Unidos. Os fãs podem esperar uma performance energética e emocional, sem deixar de lado os clássicos e clima de nostalgia. Possível Setlist Rum Is for Drinking, Not for BurningCalling All CarsLady in a Blue DressBuried a LieWolves at the DoorYou’re Cute When You ScreamSick or Sane (Fifty for a Twenty)Shark AttackDeath by WaterBloody RomanceCan’t Be SavedBite to Break Skin I Set My Friends on Fire A banda anunciou recentemente o lançamento de uma nova música chamada “Demise”, disponível gratuitamente para os fãs no Discord oficial da banda. Além disso, eles se apresentaram no tradicional Sonic Temple Festival em maio. Para quem não conhece ainda, eles foram um dos queridinhos do cast da Epitaph misturando influências de metalcore e música eletrônica, trazendo uma identidade única. Ultimamente eles têm tocado músicas do seu álbum de estreia You Can’t Spell Slaughter Without Laughter. Possível Setlist Ravenous, Ravenous RhinosReese’s Pieces, I Don’t Know Who John Cleese Is?Beauty Is In The Eyes Of The BeerholderASLSex Ed RocksWTFWJDBut The NUNS Are WatchingHxC 2-StepCrank ThatThings That Rhyme With Orange Gloria O Gloria chega ao festival em alta, não só dentro da cena, mas como um dos nomes mais persistentes do rock pesado nacional. E se a banda já esteve no Palco Mundo do Rock in Rio em 2011, em 2025 o Gloria manteve a agenda ativa: integrou a programação da I Wanna Be Tour, com passagem por Curitiba e por São Paulo (foto) em agosto, e também fez parte do Arena Hardcore em Santos, Guarulhos e Piracicaba. Possível Setlist Bicho do matoA Arte de Fazer InimigosUm segundo, um nunca maisVai pagar caro por me conhecerHorizontesTudo outra vezConvencerA cada diaAnemiaAsas fracasMinha paz Serviço 🎤 Festival: Scream Invasion📅 Data: Domingo, 2 de novembro de 2025🕓 Horário: Abertura dos portões às 16h📍 Local: Vibra São PauloAv. das Nações Unidas, 17955 – Vila Almeida, São Paulo, SP 🎟️ Ingressos: Venda presencial na Loja Estrondo, localizada na Galeria do Rock Venda online pelo Pixelticket

Entrevistas | Supercombo, Jovem Dionísio e Terno Rei nos bastidores do Aurora Sounds

O festival Aurora Sounds trouxe boa parte dos nomes do cenário indie e alternativo para a cidade de Santos no último sábado, 4 de outubro, no Arena Club. Antes, o evento passou por São José dos Campos, no Palácio Sunset, dia 03 de agosto. O line-up esteve centrado em cinco bandas que já vinham gerando movimento nas redes e nas rádios independentes: Hibalta, banda da casa, O Grilo, Jovem Dionísio, Supercombo e Terno Rei. Cada uma entregou seu repertório com personalidade, e, apesar de ser um festival, o público saiu com a sensação que os shows foram com apresentações bem completas e estruturadas. Em entrevista ao Blog N’ Roll, os headliners do Aurora Sounds Supercombo, Jovem Dionísio e Terno Rei falaram sobre a carreira e os planos para o futuro. Jovem Dionísio Vi que vocês vão lançar um novo álbum e já tem um single rolando. Qual é a expectativa para os fãs com esse trabalho? Bernardo Pasquali – Então, esse último single que a gente lançou ainda não faz parte do disco, na verdade. Ele dá uma ideia do que a gente está fazendo, mas o disco mesmo a gente começou a trabalhar de verdade no mês passado. Então, ele tem um som mais próprio, diferente desse single. Eu acho que são as melhores músicas que a gente já fez até agora. Mesmo nessa fase inicial do processo, já dá pra ver que vai ser muito bom, sabe? Não sei dizer exatamente o que ele remete Bernardo Hey – Acho que gente está curtindo o momento. O que a gente está gostando agora é o que está guiando o som. O tempo vai passando, a gente vai mudando o que ouve, o que quer experimentar. Então, do primeiro pro segundo e agora pro terceiro disco, parece que teve uma mudança maior mesmo. E vocês acabaram estourando nas redes sociais, especialmente com o TikTok. Qual foi o grande desafio de sair desse estigma de “a banda que viralizou com um refrão” para se firmar como um nome de peso em festivais e grandes eventos? Bernardo Pasquali – Cara, acho que a gente simplesmente seguiu fazendo o que sabe fazer, que é música. Todos esses acontecimentos no TikTok e no Instagram foram coisas que aconteceram de forma orgânica. A música que usaram era nossa, mas nenhum movimento foi criado por nós. Então, a gente se manteve focado no nosso trabalho, no ofício de criar música. A banda começou com esse princípio, e quando tudo isso aconteceu, a gente colocou a cabeça no lugar e pensou: “vamos seguir fazendo mais música pra frente”. Supercombo O primeiro show da turnê “Caranguejo” aconteceu aqui. Acabei de ver o show, mas que spoilers vocês podem dar para o público que vai acompanhar o restante da turnê pelo Brasil? Leo Ramos – Olha, primeiro que vai ter mais música do disco novo ao vivo em relação a esse show. Segundo que a gente está montando umas coisas a mais para ter nos outros shows, porque esse foi um show meio que de festival. Então é o show da turnê nova, porém um pouquinho menor. O nosso show mesmo, que são só nossos shows, que não é dentro de festival, é um pouquinho maior. Eu estou falando muita doideira porque estou depois do show. Famoso louco de show. Famoso louco de show, é isso. Mas é isso, não sei se deu pra entender. Vocês tocaram hoje músicas muito pessoais para você, como “Alento” (feito para a filha) e “Testa” (homenagem póstuma à mãe). Como foi a recepção do público e o sentimento de ver a galera cantando essas faixas ao vivo? Leo Ramos – Cara, foi emocionante demais, eu não sei nem como é que eu consegui terminar a música ali. Principalmente Testa, foi bem emocionante sim. Mas cara, foi muito massa e gratificante ver a galera cantando essa música especialmente para mim. Terno Rei São 15 anos de banda, mas os últimos anos de vocês foram intensos: Lollapalooza, abertura para o Smashing Pumpkins, participações com Lô Borges e Samuel Rosa. Qual foi o momento mais marcante desse período pra vocês? Ale Sater – Ah, eu acho que o lance de tocar no Lolla duas vezes foi muito legal, porque os dois shows deram muito certo. Mas eu também diria que, quando a gente fez a session com o Samuel Rosa, naquele momento da pandemia, foi algo muito especial. A gente estava muito restrito, sem fazer nada por um bom tempo, então foi um momento que deu um gás, de conhecer ele, fazer uma entrevista e gravar junto. Foi irado, cara, um dos momentos mais legais da história da banda acho que foi essa session com o Samuel Rosa. Vocês têm uma forte referência anos 80, e o Brasil sempre teve uma cena marcante com bandas como Legião Urbana e Capital Inicial, que exploraram o pós-punk. Como é pra vocês encabeçarem hoje esse cenário de rock alternativo brasileiro? Bruno Paschoal – Pô, eu nunca tinha parado pra pensar nisso, mas agora que você falou, eu senti uma pressão. Mas eu fico feliz de ver o reconhecimento da galera, esse respeito e o reconhecimento do trabalho duro que a gente faz. A gente dá a vida por isso há mais de 15 anos, então é muito satisfatório chegar nesse lugar, saber que as pessoas estão ouvindo, prestando atenção e querendo falar com a gente. Tudo isso é super gratificante. Esperamos continuar por muitos anos ainda, se Deus quiser, nessa toada. E aproveitando a deixa, depois do novo álbum, já tem uma próxima parada? Greg Maya – Próxima parada é minha cama (risos).

AL9 lança single “I Promise You That” em parceria com vocalista do Magic!

A banda AL9 deu mais um passo na sua trajetória internacional com o lançamento de I Promise You That, single em parceria com o cantor e compositor Nasri, vocalista da banda canadense Magic!. A faixa chegou a todos os aplicativos de música e veio acompanhada de um videoclipe oficial. A canção, escrita por Matheus Khouri, Thiago Khouri e Nasri, fala sobre amor e entrega incondicional, trazendo uma mensagem de apoio e companheirismo. “É uma música de amor, que fala sobre momentos difíceis da pessoa e que você sempre estará lá por ela”, explica a banda. O processo de criação aconteceu de forma intensa e muito rápida: “Nos juntamos com o Nasri em um estúdio e começamos a compor e gravar. A melodia foi saindo com os três cantando e tocando juntos, cada um trouxe ideias de letra e, em menos de duas horas, a música já estava pronta”, recordam os irmãos. O convite para trabalhar com Nasri surgiu quando o artista viu um vídeo da AL9 no Instagram e entrou em contato. Ao descobrir que os irmãos eram do Brasil, decidiu encontrá-los durante a passagem da turnê do MAGIC! por São Paulo. O encontro resultou na criação de I Promise You That, uma faixa que combina influências distintas e representa um momento especial na trajetória criativa da AL9. A sonoridade mistura elementos do pop moderno, pela influência de Nasri, e do rock n’ roll característico da AL9. O resultado é uma canção de amor, com nuances que remetem a uma atmosfera old school dos anos 60 e 70: “Primeiro veio uma melodia bem romântica, e a letra fluiu de forma muito natural. Queríamos trazer esse clima old school, mas com uma pegada atual”, acrescentam. O videoclipe oficial foi registrado em dois momentos distintos. O primeiro mostra a banda e Nasri em estúdio, compondo e gravando a faixa. O segundo apresenta a performance ao vivo durante o show do Magic! no Tokio Marine Hall, em São Paulo, no dia 2 de agosto de 2025. Na ocasião, AL9 foi convidada a subir ao palco para cantar duas músicas, entre elas I Promise You That, em um momento que emocionou o público e marcou a estreia mundial da parceria. “Foi muito emocionante viver essa experiência ao lado de um dos grandes nomes do pop mundial. Nossa expectativa para o lançamento é altíssima, principalmente porque nosso público internacional vem crescendo muito”, afirma a banda. Formada pelos irmãos Matheus Khouri (vocal e guitarra) e Thiago Khouri (vocal e baixo), a AL9 começou em 2017 postando vídeos acústicos nas redes sociais e, no ano seguinte, passou a investir em músicas autorais, lançando canções como Quando Te Conheci, Amo Te Amar e Suas Loucuras. Em 2019, lançou o EP Isso É AL9, que trouxe sete faixas, incluindo o sucesso Ela Me Ligou. Com o passar dos anos, a banda conquistou ainda mais espaço, viralizando no TikTok, alcançando milhões de visualizações e lançando trabalhos como o álbum Amor É A Lei, que rendeu participações em programas de televisão de destaque no Brasil, e o álbum O Nono Rei, cujo single Califórnia alcançou grande repercussão nas redes sociais. *