Booze & Glory volta a São Paulo com a companhia de Faca Preta e 88 Não!

Um dos principais nomes do street punk mundial, o Booze & Glory retorna a São Paulo no dia 28 de fevereiro de 2026 para um show no Hangar 110. A apresentação integra a turnê de divulgação do novo álbum, Whiskey, Tango & Foxtrot, e promete transformar o tradicional palco do Bom Retiro em uma extensão das arquibancadas inglesas que tanto inspiram a banda liderada por Mark RSK. Formado em Londres, o grupo se consolidou como referência do street punk/Oi! contemporâneo com letras diretas, refrões prontos para serem entoados em coro e uma estética ligada à cultura urbana e operária britânica. Desde o debut Always On The Wrong Side (2010), o Booze & Glory construiu uma discografia sólida com álbuns como As Bold As Brass, Mad World, Hurricane e Chapter IV, além de passagens por festivais como Rebellion, Punk Rock Holiday e Mighty Sounds, e turnês pela Europa, América do Norte, América Latina e Japão. Gravado na Itália, Polônia e México, Whiskey, Tango & Foxtrot reforça o compromisso do grupo com o som cru das ruas, marcado por guitarras incisivas e batidas aceleradas. Singles como Boys Will Be Boys, Brace Up e Mad World já despontam como novos hinos para serem cantados a plenos pulmões nos shows. A noite ainda terá dois nomes fortes do street punk nacional na abertura. O Faca Preta, do selo Repetente Records, chega embalado pelo EP Fogo no Sistema. Considerada uma das formações mais ativas do cenário atual, a banda destaca a importância do convite. “É uma enorme satisfação tocar com uma banda do porte do Booze and Glory nesse momento. Uma banda que, assim como o Faca Preta, surgiu dessa nova safra dentro do street punk e se destacou muito no cenário mundial, influenciando nosso som também. Nesse show vamos apresentar músicas do nosso último EP, Fogo no Sistema, e músicas dos discos anteriores”, afirma o grupo. Outra atração confirmada é a 88 Não!, do subúrbio de Mauá, que completa 25 anos de atividade ininterrupta. Com influências de Cock Sparrer, Dropkick Murphys e Sham 69, a banda divulga o álbum Cinza (2025), com letras sobre mazelas sociais, opressão e a dureza do cotidiano urbano. Para o evento, o grupo prepara um repertório que passeia por diferentes fases da carreira. “Vamos focar principalmente no último disco, que vem tendo um feedback legal. Além disso, temos preparado um momento especial em que teremos como convidados um naipe de metais, pra fazermos um bloco de ska”, revela. A realização é da ND Productions. ServiçoBooze & Glory em São PauloData: 28 de fevereiro de 2026, sábadoLocal: Hangar 110Horário: 18h, abertura da casaEndereço: Rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro, São Paulo/SPIngressos: fastix.com.br/events/booze-glory-uk-em-sao-paulo
Jayler e Dirty Honey comandam sideshow do Monsters of Rock em São Paulo

O Monsters of Rock anunciou uma noite especial em São Paulo antes da realização do festival. No dia 2 de abril, a Audio será palco de um esquenta que reúne duas apostas da nova geração do rock: Dirty Honey e Jayler. A proposta vai além de um simples warmup e coloca frente a frente duas das bandas mais eletrizantes da atualidade. A apresentação funciona como uma prévia do clima que deve tomar conta do Monsters of Rock, oferecendo ao público a oportunidade de ver os grupos em ação em um show dedicado, com estrutura completa. A expectativa é de casa cheia para acompanhar o peso e a energia que têm colocado as bandas em destaque no cenário internacional. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 19 de fevereiro, pela Eventim, com valores entre R$ 225,00 e R$ 550,00, além da opção de parcelamento em até quatro vezes sem juros.
Spin Doctors e Smash Mouth anunciam shows no Rio de Janeiro e Belo Horizonte

Spin Doctors e Smash Mouth voltam a dividir o mesmo palco em uma mini turnê pelo Brasil que promete transformar abril em um mergulho direto nos anos 90. As bandas confirmaram dois shows no país, reunindo apresentações completas e repertórios recheados de hits que marcaram época. Belo Horizonte recebe o encontro no dia 30 de abril, enquanto o Rio de Janeiro entra na rota no dia 22 de abril, quarta-feira, véspera de feriado, na Fundição Progresso. As duas bandas fazem parte do line-up do festival Somos Rock, que terá edições em São Paulo e Curitiba. As apresentações em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro funcionam como sideshows do evento, oferecendo ao público a chance de assistir a sets completos fora do formato de festival, com foco total nos repertórios clássicos de cada grupo. Na capital mineira, a proposta é clara: dois shows inteiros, sem atalhos. O Smash Mouth chega com a “Go For The Moon Tour 2026”, enquanto o Spin Doctors apresenta sua atual turnê pela América do Sul, mantendo a clássica mistura de rock, funk e groove que consolidou a banda nos anos 90. No Rio, a expectativa segue a mesma linha, com uma noite dedicada à nostalgia, refrões coletivos e uma sequência de músicas que dominaram rádios, MTV, trilhas sonoras e festas ao redor do mundo. Os setlists prometem um verdadeiro desfile de hinos geracionais. “Two Princes”, “Little Miss Can’t Be Wrong”, “All Star” e “Walkin’ on the Sun” estão entre as músicas mais aguardadas e devem transformar os dois shows em celebrações coletivas, com o público cantando junto do início ao fim. Tanto em Belo Horizonte quanto no Rio de Janeiro, a proposta é revisitar uma fase em que o rock alternativo dialogava diretamente com o mainstream. Formado em Nova York no final dos anos 80, o Spin Doctors estourou mundialmente com o álbum Pocket Full of Kryptonite, lançado em 1991. A banda conquistou espaço com seu som marcado por grooves funk, riffs acessíveis e letras diretas, tornando-se um dos nomes mais populares do rock alternativo da década. “Two Princes” e “Little Miss Can’t Be Wrong” seguem como símbolos de uma era e continuam presença garantida nos shows. Já o Smash Mouth surgiu na Califórnia e se tornou um fenômeno global a partir do fim dos anos 90, especialmente após o sucesso de “All Star”, música que extrapolou o universo musical e virou ícone da cultura pop. Misturando rock, ska e pop com forte apelo radiofônico, a banda também emplacou “Walkin’ on the Sun” e construiu uma carreira marcada pela conexão com o grande público, agora revisitada nessa nova turnê. Com datas em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, em formato de sideshows do festival Somos Rock, o encontro entre Spin Doctors e Smash Mouth reforça a força duradoura dos anos 90 e oferece ao público brasileiro duas noites de hits, memória afetiva e rock direto ao ponto. ServiçoSpin Doctors e Smash Mouth no Brasil Rio de JaneiroData: 22 de abrilLocal: Fundição ProgressoEndereço: Rua dos Arcos, 24, LapaIngressos: Ticketmaster Belo HorizonteData: 30 de abrilLocal: BeFlyEndereço: Av. Nossa Senhora do Carmo, 230Ingressos: Sympla
Supercombo marca lançamento de Caranguejo Parte 2 com show em São Paulo

A Supercombo sobe ao palco da Casa Natura Musical, em São Paulo, no dia 26 de abril, para o show de lançamento da parte 2 de Caranguejo. A casa abre às 19h e a apresentação marca a estreia ao vivo das novas músicas que completam o disco do quarteto, encerrando um projeto pensado desde o início como um álbum dividido em dois tempos. Ao longo de 2025, a banda apresentou a primeira parte do trabalho (leia aqui a entrevista exclusiva sobre o álbum) em uma sequência de shows que passou por seis estados e diferentes formatos de palco. Agora, o grupo fecha o ciclo de Caranguejo com a liberação do segundo bloco de faixas, que amplia e conclui o arco criativo do álbum. O lançamento da parte 2 acontece em abril pelo selo Deck e traz oito músicas inéditas, compostas ainda no período do lançamento inicial e mantidas guardadas até agora. A escolha por fracionar o disco veio do desejo de dar mais tempo de circulação às canções, fugindo da lógica acelerada de singles e lançamentos concentrados. Segundo a banda, a nova parte funciona como uma continuação direta da anterior, conectada conceitualmente, mas com mudanças de clima, andamento e abordagem. A proposta é um deslocamento de escuta, não uma repetição do que já foi apresentado. ServiçoSupercombo lança Caranguejo Parte 2Data: 26 de abrilLocal: Casa Natura Musical, São PauloAbertura da casa: 19hIngressos: bilheteria da Casa Natura Musical, sem taxa de conveniência, e Sympla, com taxa.
Com mais um grande show, entenda a história do teatro do My Chemical Romance

Após 18 anos de espera, o My Chemical Romance encerrou a passagem por São Paulo com um segundo show no Allianz Parque nesta sexta, dia 6, entregando uma apresentação que foi além do formato tradicional. A banda apostou em uma experiência grandiosa para tocar The Black Parade na íntegra, dividida entre impacto musical e narrativa cênica, transformando o palco em um espaço teatral carregado de simbolismos. A abertura ficou novamente por conta do The Hives, que aqueceu o público antes de o MCR assumir o controle da noite com uma produção visual marcada por fogo, projeções e personagens que conduzem a história do espetáculo. O setlist passou por ajustes em relação ao dia anterior (confira aqui), com menos músicas de seu debut álbum. Mesmo com a entrega intensa e a resposta imediata do público, algumas ausências chamaram atenção. A banda não tocou The Ghost Of You, apesar dos pedidos vindos das arquibancadas, e também não apresentou nenhuma música inédita ou estreia ao longo da turnê. De surpresa mesmo, apenas o fato de Helena não ser o encerramento da noite. Musicalmente, o grupo mostrou coesão e força, com Gerard Way conduzindo o espetáculo em clima dramático, alternando momentos de entrega emocional com ironia e interação pontual com o público. A segunda parte do show reuniu faixas de diferentes fases da carreira, garantindo um encerramento catártico e reafirmando a conexão do My Chemical Romance com sua base de fãs brasileira. Com menos falas e interações com o público, Gerard Way falou “obrigado” em português e disse que era a única palavra que ele sabia. Já Frank Iero, de maneira tímida, mudou “Trust Me” para “Confie em Mim” nos backing vocals de I’m Not Okay. Entenda o Teatro para a execução de The Black Parade Antes mesmo da primeira música, o espetáculo estabelece uma narrativa própria. A história apresentada se passa na chamada Era do Concreto, um período fictício de prosperidade governado por um ditador imortal. Dentro desse universo, o Black Parade, dado como morto em 2007, retorna após anos encarcerado em uma instituição chamada M.O.A.T., uma mistura de prisão, hospital psiquiátrico e centro de recondicionamento. Essa ambientação é reforçada por regras exibidas no telão em um idioma inventado e pela presença constante de vigilância no palco. A encenação ganha corpo com personagens recorrentes, como o homem que varre o palco, a enfermeira que divide os vocais de Mama com Gerard Way e o clerk, figura central que interage com a banda e conduz parte da narrativa. Os músicos entram escoltados, usam uniformes antigos e deteriorados do Black Parade e são tratados como pacientes ou prisioneiros, enquanto personagens como a The Secretary observam tudo em silêncio, reforçando a sensação de controle e hierarquia. Ao longo do show, o conceito se aprofunda em temas como obediência, perda de identidade e recondicionamento psicológico. Elementos visuais como um grande olho que desce sobre o palco, cenas de procedimentos médicos e projeções perturbadoras acompanham músicas como Sleep e Mama, transformando o concerto em uma espécie de ópera distópica. O resultado é um espetáculo que mistura música, teatro e crítica simbólica, deixando mais perguntas do que respostas e reforçando a ideia de que o My Chemical Romance não voltou apenas para tocar um disco clássico, mas para expandir sua própria mitologia diante do público. Setlist da noite The Black Parade – Parte 1The End.Dead!This Is How I DisappearThe Sharpest Lives Welcome to the Black ParadeI Don’t Love YouHouse of WolvesCancerMamaSleepTeenagersDisenchantedFamous Last Words (com trechos de The Welcome Parade)The End/Blood Hits – Parte 2 Our Lady of SorrowsBury Me in BlackNa Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)SINGHelenaPlanetary (GO!)To the EndDESTROYAI’m Not Okay (I Promise)The Foundations of Decay (primeira vez na história como fechamento de show)
The Hives faz novamente um show gostoso como abertura para o My Chemical Romance em São Paulo

Assim como na noite de quinta, o The Hives subiu ao palco novamente nesta sexta-feira, dia 6, para fazer a abertura do aguardado show do My Chemical Romance no Allianz Parque. Vestidos com seus tradicionais ternos que brilhavam no escuro, os suecos mostraram desde os primeiros minutos por que são considerados uma das bandas mais explosivas do garage rock. Carismático e incansável, o vocalista Pelle Almqvist comandou o público durante cerca de 50 minutos, sem parar um segundo, transformando a função de banda de abertura em um verdadeiro evento à parte. Clássicos como Hate to Say I Told You So e até os quatro hits do novo álbum fizeram o estádio pular, algo raro para uma atração que antecede o headliner. O The Hives não sabe se portar como banda coadjuvante, eles suam sangue, atuando sempre como prato principal e deixando a sobremesa para quem vem depois. O repertório foi diferente da noite anterior, porém também destacou o álbum mais recente, The Hives Forever Forever The Hives, com suas principais faixas abrindo e fechando o show, antes da chegada do My Chemical Romance. >> LEIA ENTREVISTA SOBRE AS INFLUÊNCIAS DO THE HIVES Sempre em sintonia com a plateia, Pelle Almqvist arriscou o português durante a apresentação e arrancou risos e aplausos ao responder um “eu gostoso?” após ser chamado assim pelo público. Entre idas à plateia e palminhas comandadas com precisão, o The Hives não apenas aqueceu o público, como elevou a energia do estádio a um nível alto logo no início da noite. É impressionante a facilidade com que a banda conquista novos fãs e se adapta a qualquer ambiente, se mostrando como uma verdadeira banda de rock e que se comunica com qualquer público. Setlist do showEnough Is EnoughWalk Idiot WalkRigor Mortis RadioPaint a PictureBogus OperandiHate to Say I Told You SoCountdown to ShutdownLegalize LivingCome On!Tick Tick BoomThe Hives Forever Forever The Hives
Morre Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, aos 47 anos

Brad Arnold, a voz inconfundível por trás de hinos que definiram o post-grunge dos anos 2000 como Kryptonite e Here Without You, faleceu hoje, 7 de fevereiro, aos 47 anos. O vocalista e fundador do 3 Doors Down lutava contra um câncer agressivo diagnosticado no ano passado. Segundo comunicado oficial da banda, Brad partiu pacificamente durante o sono, cercado pela família e por sua esposa, Jennifer. Uma batalha corajosa do vocalista do 3 Doors Down Em maio de 2025, Arnold compartilhou com os fãs um vídeo emocionante revelando o diagnóstico de câncer renal estágio 4, que havia se espalhado para um dos pulmões. Na época, a gravidade da doença forçou o cancelamento da turnê que a banda faria ao lado do Creed. Menino da aula de matemática A história de Brad Arnold é a prova do poder da música. Ele fundou o 3 Doors Down em 1996, em Escatawpa, Mississippi, inicialmente acumulando as funções de baterista e vocalista. Seu maior legado, o hit global Kryptonite, foi escrito quando ele tinha apenas 15 anos, batucando na carteira durante uma aula de matemática. A música não só lançou o álbum de estreia The Better Life (2000) ao estrelato, como se tornou um marco cultural de uma geração. Mas Brad foi além de um único sucesso. Faixas como Loser (que liderou as paradas de rock por 21 semanas) e When I’m Gone solidificaram o 3 Doors Down como uma das bandas mais consistentes da década, rendendo múltiplas indicações ao Grammy. Legado de generosidade Para além dos palcos, Brad deixa um legado de filantropia. Em 2004, a banda fundou a The Better Life Foundation, que arrecadou milhões para caridade e foi fundamental no auxílio às vítimas do Furacão Katrina no sul dos Estados Unidos, fornecendo desde caminhões de bombeiros a suprimentos básicos. Nossos sentimentos à família, amigos e fãs. Descanse em paz, Brad.
Fantazmaz lança versão visceral de “Violator”, clássico do Motosierra

Se tem uma banda que personifica as vísceras do punk rock latino-americano, essa banda é o Motosierra. E hoje, o grupo uruguaio ganha uma homenagem à altura vinda diretamente de Londres (mas com alma brasileira e conexões globais). A banda Fantazmaz lançou sua versão para Violator. “Roubo” consentido A vocalista Thamila Zenthöfer (radicada no Reino Unido) conta que a faixa entrou no radar da banda quase por acaso, após descobrirem que o pai do baterista da banda Deaf Devils era ninguém menos que Luis Machado, membro histórico do Motosierra. “Em um ensaio… resolvemos testar uma versão de Violator, a música que eu mais gosto do Motosierra. E nunca mais paramos de tocar essa música, roubamos ela para nós”, brinca Thamila. Supergrupo Fantazmaz no estúdio Vale lembrar que o Fantazmaz tem um line-up de respeito no cenário punk/rock mundial: além de Thamila e Raf Oliver (guitarra), a banda conta com Rex Roulette (baixo, ex-Eagles of Death Metal) e Jamie Oliver (bateria, ex-UK Subs e SNFU). A versão de Violator foi gravada em solo brasileiro, no estúdio Artsy, durante uma mini-turnê da banda por São Paulo. A produção tem o dedo de Chuck Hipolitho, figura carimbada do rock nacional, com mixagem de Christian Martucci. Homenagem visual A capa do single traz uma referência aos quadrinhos dos anos 90: uma homenagem ao vilão Violator, de Spawn, redesenhado pelo baixista Rex Diabolic com os traços característicos da vocalista Thamila.
Detonautas lança “Vampira” com produção pop e narração de Milton Cunha

O Detonautas continua firme em sua fase de experimentações e lançou o single Vampira. A faixa chega com uma proposta estética ousada: une o peso da banda à produção pop/eletrônica de Pablo Bispo e Ruxell (dupla por trás de hits de Anitta e Pabllo Vittar). E para coroar o clima pré-Carnaval, a música conta com uma participação especialíssima: a voz icônica e performática do carnavalesco Milton Cunha, que abre a faixa com uma narração. Rock, ironia e folia do Detonautas em Vampira A música antecipa o novo álbum do grupo, previsto para março, e funciona como uma alegoria contemporânea. A Vampira da letra é uma metáfora para a mulher livre que assusta o conservadorismo masculino. “É uma música irônica, sedutora e provocativa… É uma metáfora sobre esse imaginário masculino que teme as mulheres que não se deixam dominar”, explica Tico Santa Cruz. Sobre o timing do lançamento, Tico relembra que o rock brasileiro sempre flertou com a folia: “Existe uma ironia bonita em lançar essa música em fevereiro… A gente trouxe essa energia lúdica, psicodélica e carnavalesca para dentro do nosso universo, como a própria Rita Lee fazia”. Nova fase sonora Sucedendo o single Potinho de Veneno, Vampira reforça que o próximo disco do Detonautas não terá medo de polarizar opiniões. A banda busca traduzir um “Brasil profundo” com uma linguagem cinematográfica e moderna, sem abrir mão de sua essência, mas pisando firme em novos territórios sonoros.