Sem medo de censura, Kneecap lança vídeo de The Recap

Após sua apresentação lotada e polêmica no Glastonbury, o trio de rap irlandês Kneecap lançou o clipe de The Recap pela Heavenly Recordings. Lançada inicialmente em seu grupo de WhatsApp no fim de maio e disponibilizada nas plataformas digitais pouco antes de subirem ao palco em Glastonbury, a faixa vem causando alvoroço, com o lançamento oficial acumulando 1 milhão de streams em sua primeira semana. Um hit do verão instantâneo e surpreendente à espreita, o trio de West Belfast colaborou com o produtor de drum & bass Mozey na faixa provocativa sobre Kemi Badenoch, que teve sua estreia ao vivo em sua memorável apresentação como headliners no festival Wide Awake deste ano, no Brockwell Park, em Londres. Com uma linha de baixo marcante e uma batida que transita com facilidade do pós-punk ao drum and bass, The Recap é uma poderosa declaração de intenções da banda mais comentada do mundo e uma convocação garantida nos festivais durante todo o verão europeu. Falando sobre The Recap, Kneecap disse: “Pegar um pouco do dinheiro escondido do rei é melhor do que usar drogas.” Mozey acrescentou: “Como se Kneecap já não fosse barulhenta o suficiente, decidi colocá-los numa faixa de drum and bass… é uma sobrecarga de energia!” Neste verão, eles também se unem ao Fontaines D.C. para um grande show ao ar livre na Irlanda, após terem se apresentado recentemente no Finsbury Park, em Londres. Em seguida, voltam ao estúdio para gravar a sequência do álbum Fine Art e se apresentam em vários grandes festivais pela Europa, incluindo um aguardado retorno ao Glastonbury e ao Green Man ainda neste verão. Além disso, farão dois shows em dezembro na 3Arena, em Dublin, a maior arena coberta da Irlanda.
Alma Djem e Roberta Campos unem reggae e MPB em nova versão de “Rouxinóis”

A banda Alma Djem lançou uma nova versão de Rouxinóis, faixa-destaque do EP Paraíso, quarta parte do projeto Acústico em São Paulo. Com uma sonoridade que mistura o reggae suave da banda à melodia delicada da MPB, a faixa ganha ainda mais brilho com a participação especial da cantora Roberta Campos, uma das vozes mais marcantes da música brasileira contemporânea. Rouxinóis é uma balada romântica, composta por Marcelo Mira, vocalista da banda, em parceria com os compositores Rodrigo Leite e Cauique, autores de sucessos como Pé na Areia (Diogo Nogueira) e Falta Você (Thiaguinho). A música é uma declaração de amor em forma de reggae melódico, com versos que falam da beleza e da alegria que o outro traz à vida, envoltos por uma atmosfera leve e apaixonante. “Essa música tem um clima muito especial. É um reggae romântico com alma de MPB. A letra e a melodia nasceram de maneira muito natural, e sabíamos que precisava de uma voz feminina sensível para trazer ainda mais emoção. A Roberta Campos foi a escolha perfeita”, conta Marcelo Mira. A colaboração com Roberta Campos era um sonho antigo da banda, que ganhou forma com o amadurecimento do projeto Acústico em São Paulo. A relação de afinidade começou anos atrás, quando o baixista Pit de Souza chegou a tocar na banda de Roberta. Desde então, a vontade de gravar juntos só aumentava. “Nós sempre fomos muito fãs da Roberta. Quando começamos a pensar nas participações do Acústico, o nome dela foi unanimidade. Ela recebeu o convite com muito carinho e aceitou prontamente. Rouxinóis ficou linda na voz dela e com certeza tanto os fãs do Alma Djem quanto os dela vão se emocionar com essa conexão”, completa Mira. Roberta Campos falou sobre a admiração pela banda e a escolha da música. “Eu sempre fui muito fã da banda Alma Djem e receber o convite para participar de um momento tão importante da carreira deles, me deixou lisonjeada. Ainda mais cantando Rouxinóis, essa canção linda que tanto me identifico. Não vejo a hora que todos possam ouvi-la.” O EP Paraíso reforça essa mistura entre reggae e MPB que tem marcado a nova fase da banda. Além de Rouxinóis, o trabalho conta com participações especiais de outros nomes como Filipe Toca, ampliando os diálogos musicais do grupo. Rouxinóis chega acompanhado de um videoclipe com atmosfera intimista entre os cantores, traduzindo em imagem toda a delicadeza dessa canção que promete tocar corações.
Entrevista | Eu Galhardo – “A ideia era colocar essas composições para fora”

Rafael Galhardo, o Eu Galhardo, estreia em carreira solo com o álbum Eu. O trabalho marca um ponto de virada na trajetória do cantor, músico e produtor, que já colaborou com nomes como Elza Soares, Cidade Negra e Ponto de Equilíbrio. O disco reúne composições acumuladas ao longo dos anos e mergulha em temas como identidade, propósito e sensibilidade artística, em um processo de autoconhecimento. Com uma sonoridade que mescla rock pop, reggae e nova MPB, Eu Galhardo apresenta 11 faixas autorais, que nasceram no violão e ganharam arranjos em estúdio com a colaboração de músicos convidados. O repertório passeia por reflexões existenciais, afetos, espiritualidade e críticas. Ao longo do álbum, o artista convida o ouvinte a percorrer o mesmo caminho que trilhou para chegar até o produto final. Em entrevista ao Blog n’ Roll, Rafael Galhardo falou sobre o processo de criação do álbum, o desejo de promover conexões por meio da música e sua visão crítica sobre o cenário atual dos shows ao vivo. Por que agora foi o momento certo para lançar seu primeiro álbum solo? Estou no universo da música há muitos anos, já tive banda e trabalhei com produção. Compus essas músicas ao longo da minha vida e, com a pandemia, pensei: “cara, vou gravar minhas músicas, vou fazer um disco.” Talvez um pouco antes disso. A ideia era colocar essas composições para fora, tornar público algo que sempre foi muito íntimo. Tanto que o seu álbum se chama “Eu”, né? O que esse título representa para você? Exatamente! As músicas são sobre mim, são leituras de como vejo a vida, de como sinto as relações entre as pessoas e tudo o que nos cerca. É a maneira como enxergo o amor, como percebo o outro na minha vida, tudo a partir da minha perspectiva. São músicas que venho compondo há muitos anos. Algumas têm mais de 20 anos. Eu as tocava em casa, no violão e tudo mais. Como foi revisitar composições antigas e transformá-las em um álbum com cara de presente? Na verdade, elas existiam apenas em voz e violão. Então, a construção do álbum começou com a gravação dessas versões simples, como elas sempre foram. A partir disso, comecei a adicionar elementos: uma guitarra aqui, chamei um amigo para gravar a bateria, na verdade, dois amigos participaram, aí vieram os beats… Mas toda a estrutura se manteve exatamente como há 20 anos, do jeito que foram criadas. A estrutura, a métrica, a maneira como elas acontecem. Todas as músicas seguiram esse mesmo caminho. Tem alguma delas que você considera especial? Que tenha um carinho maior ou considere mais íntima e reveladora? Eu considero a última faixa do disco uma música mais introspectiva, que fala de um momento difícil, de solidão, de reflexão. É a faixa que mais retrata isso, é um pouco mais densa, talvez. Cada música tem uma história especial pra mim. Eram composições que sempre ficaram ali, só pra mim, nesse universo “eu”, e acabaram virando o foco, o tema deste álbum, que é o primeiro.Quero fazer mais, quero criar outras coisas. Gostei da ideia. E você tem uma longa trajetória como produtor. Depois desse projeto tão pessoal, pensa em continuar solo ou quer voltar a produzir para outros artistas? Trabalho com várias vertentes da música. Também sou engenheiro de áudio, mixo alguns artistas ao vivo e toco com outros. Então, a música acaba estando presente em vários setores da minha vida. A ideia é conciliar, fazer o que tiver vontade naquele momento. Agora, estou curtindo a ideia de tocar essas músicas, tentar fazer alguns shows, criar novas canções. Esse momento está sendo super especial, e novas músicas também estão surgindo. Então, nesse instante, estou priorizando essas composições em especial. O disco mistura pop, rock, reggae e MPB. Foi uma escolha consciente ou natural? Eu acho que essas influências que você mencionou estão todas presentes. Tem até um xote no meio de um reggae. Elas surgiram de forma espontânea, são coisas que vão te atravessando, que conquistam um lugar no seu imaginário. As músicas acabaram nascendo assim. Não existiu uma busca por seguir uma tendência. Foi do jeito que elas foram surgindo, como eu imaginava que cada uma deveria soar. O balanço de cada faixa teve muito dessas influências, mas tudo aconteceu de forma natural. Não teve essa coisa de: “vou fazer um reggae”, “vou fazer isso ou aquilo”. Falando em influências, você trabalhou com artistas grandes. Mas você, Rafael como artista: que artistas e músicas te influenciaram na sua carreira? Muita coisa. Tenho um fascínio por aquele som do início dos anos 1980. Quando penso em bandas brasileiras, lembro de Paralamas do Sucesso, do Lulu Santos daquela fase inicial… Beatles, que é um clássico para todo mundo. Novos Baianos também é algo que me chama muita atenção, me intriga bastante pela diversidade que acontece ali. Sempre ouvi de tudo. Nunca fui de me prender a um estilo só. Ouvir as músicas, entender… claro, tem coisas que você gosta mais, outras menos, mas nunca me impede de escutar algo por ser diferente. Então, tem muita coisa que me atravessou nesse meio do caminho também. Teve algum artista que você admirava muito e já conseguiu trabalhar com ele? A Blitz foi uma artista bacana com quem tive a oportunidade de fazer a mixagem de um show. Eu era guri e via a Blitz rolando, então trabalhar com eles foi incrível. Depois de um tempo, comecei a entender o artista de uma outra forma. Isso é até uma discussão que precisa existir hoje: sobre a vida do artista e tudo mais. Quando a gente é mais novo, acha que é uma vida como qualquer outra, e, com o tempo, essa visão foi mudando pra mim. Aquela vontade de “ser aquilo ali” já não é mais tão presente. É porque é uma imagem irreal, que hoje acaba sendo reforçada por essa cultura dos influencers, como se vendessem uma vida perfeita. Tem umas frases do Pedro Cardoso que falam muito bem disso. No
Kacey Musgraves confirma show na Audio, em São Paulo
A cantora norte-americana Kacey Musgraves confirmou show solo no Brasil. A apresentação acontecerá no dia 28 de setembro, na Audio, em São Paulo, e será a única data da artista em show solo durante a turnê mundial Deeper Well World Tour. O show celebra o lançamento de seu mais recente trabalho, Deeper Well, quinto álbum de estúdio de sua carreira, lançado em março de 2024. O disco estreou no topo das paradas Top Album Sales e Top Country Albums, e rendeu à ela mais um Grammy com a faixa The Architect, na categoria Melhor Canção Country. Os ingressos para a apresentação estarão à venda no site da Ticketmaster e custam a partir de R$ 196,00. A pré-venda da artista será na quarta-feira (2), a partir das 10h, e a pré-venda especial do Spotify acontecerá na quinta (3), às 10h. As vendas gerais iniciam na sexta (4), também às 10h. Reconhecida por transformar o country tradicional em uma estética contemporânea, sensível e autoral, Kacey ganhou projeção internacional com os álbuns Golden Hour (2018), vencedor do Grammy de Álbum do Ano, e star-crossed (2021). Em 2023, a artista norte-americana conquistou seu primeiro #1 na Billboard Hot 100 com o dueto I Remember Everything, ao lado de Zach Bryan. A música também entrou para a história como o primeiro dueto country a liderar a parada em 40 anos, desde Islands in the Stream, de Dolly Parton e Kenny Rogers. * Kacey Musgraves – São Paulo/SP Quando: domingo, 28 de setembro de 2025 Onde: Audio – Av. Francisco Matarazzo, 694 – São Paulo/SP Horário: 20h | Abertura dos portões: 18h Classificação: 16 anos Informações e ingressos: Pista R$ 406,00 (inteira) e R$ 206 (meia) | Mezanino R$ 386,00 (inteira) e R$ 196 (meia)
Com turnê de 25 datas, incluindo Santos, Lupe Lupe lança “Amor”

A banda Lupe de Lupe voltou com mais um lançamento ambicioso. O sétimo disco da banda, Amor, já está nas plataformas digitais pela Balaclava Records e traz quatro canções, cada uma com mais de nove minutos de duração, que contam histórias sobre o início, a falta, a perda, a profundidade e a explosão do sentimento simples e complexo que chamamos de amor. O exato oposto de Um Tijolo Com Seu Nome, o disco antecedente feito com músicas violentas e curtas para serem ouvidas no modo aleatório (em protesto à decisão do Spotify de só deixar as pessoas ouvirem um álbum na ordem normal se elas pagassem). Os quatro mineiros, após mais de uma década de perseverança e experiência, chegam com mais um disco desafiador para fãs e críticos, um disco que só poderia ter sido feito por eles mesmos, malucos que são, depois de tanta luta e dor nas veredas mais profundas do Brasil. Exemplo disso é a turnê de 25 datas que os rapazes farão em agosto, passando por todas as regiões do país, tocando shows de mais de duas horas de duração. Lupe de Lupe, ainda contrariando tudo e todos, continua viva e adiciona com Amor mais um feito único em sua carreira pra lá de excepcional. Em Santos, o show acontecerá no Mucha Breja, bar do nosso parceiro Renato Melo. Clique aqui para mais informações.
Humberto Gessinger lança álbum com duas inéditas; ouça “Revendo o que Nunca Foi Visto”

O cantor e compositor Humberto Gessinger lança seu quinto álbum solo, Revendo o que Nunca Foi Visto, no ano em que completa 40 anos de carreira. O álbum traz duas inéditas gravadas em estúdio, Paraibah e Sem Piada Nem Textão e dez canções ao vivo gravadas em janeiro deste ano durante a passagem da turnê Acústicos Engenheiros do Hawaii por São Paulo. Paraibah é uma parceria com Chico César, que foi parte gravada no lendário Estúdio Atlantis, em Estocolmo, com a participação do músico brasileiro, radicado na Suécia, Rubem Farias e teve a participação de Chico gravada em São Paulo. “Paraibah fala sobre a importância da arte e da imaginação para furar bolhas e aproximar pessoas”, conta Humberto. Sem Piada Nem Textão fala da busca de serenidade e simplicidade nos tempos nervosos em que vivemos. A música, que foi gravada em Porto Alegre, teve a participação dos músicos de uma das formações dos Engenheiros do Hawaii, Adal Fonseca (bateria), Luciano Granja (violão) e Lúcio Dorfman (teclados). O nome Revendo o que Nunca Foi Visto faz uma alusão à letra de O Papa é Pop, que está no bloco das canções gravadas ao vivo. Estão ainda nos repertório os sucessos Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones, Piano Bar e Toda Forma de Poder. Com produção de Humberto Gessinger e coprodução de Protásio Jr. Revendo o que Nunca Foi Visto já está nos aplicativos de música e será lançado em CD, LP e cassete pela gravadora Deck no dia 30 de julho.
Lizzo surpreende com mixtape My Face Hurts From Smiling; ouça!

Após o sucesso viral do freestyle Yitty on Yo Tittys, a cantora Lizzo lançou de surpresa sua nova mixtape de rap, My Face Hurts From Smiling. Com 13 faixas, o projeto marca um novo e ousado capítulo em sua carreira, destacando sua evolução como compositora e artista. Misturando letras afiadas, bom humor e uma independência conquistada com esforço, Lizzo entrega um som inovador. A mixtape começa com a faixa Crashout, no tom característico de Lizzo, com uma entrega poderosa e uma confiança inegável. Guiada pelo verso “Eles só estão com raiva porque eu tô em movimento feito montanha-russa”, a música reflete sua habilidade de ignorar as críticas, combinando segurança e sagacidade com naturalidade. Divertida e sem pedir desculpas, a faixa traz um refrão que gruda na cabeça — “We outside, hoe” — já viralizando nas redes sociais e se destacando no projeto. Outro destaque é Still Can’t Fuh, colaboração com Doja Cat, que Lizzo deu uma prévia recentemente no TikTok. A faixa traz versos afiados e cheios de atitude sobre uma batida pulsante, destacando as duas artistas e sua recusa em se limitar às expectativas. Já “IRL”, com participação de SZA, entrega um momento dançante e envolvente, que Lizzo antecipou no Instagram na semana passada. A química entre elas é natural: a performance marcante de Lizzo se une aos vocais melódicos e versos com pegada de rap de SZA. A mixtape também inclui o single viral Yitty on Yo Tittys (Freestyle), apresentado pela primeira vez no fim de semana do Memorial Day. Nomeado em homenagem à marca de shapewear inclusiva criada por Lizzo, o freestyle é singular, rítmico e reforça suas raízes no improviso e na performance. Com o projeto My Face Hurts From Smiling, Lizzo mergulha em sua versatilidade como compositora, rapper e performer. Embora seja mais conhecida por seus hits pop que dominam as paradas e hinos cheios de positividade, o rap sempre esteve presente em seu som — e este projeto resgata essas origens. Combinando hip-hop, R&B e uma pegada alternativa, Lizzo mantém sua identidade e estilo sempre em destaque.
My Chemical Romance confirma segundo show em São Paulo; veja detalhes

O My Chemical Romance anunciou um show extra em São Paulo. Após esgotar em poucas horas os ingressos para a primeira apresentação, a banda confirmou a segunda data na Capital. Clientes com cartões do banco têm um período exclusivo de pré-venda com início na terça-feira (1), às 10h, até quinta (3), às 10h, para as categorias Clientes Santander Private e Select; de quarta (2), às 10h, até quinta (3), às 10h, para todos os cartões de crédito Santander, exceto cartões de viagens. Os ingressos estarão disponíveis no site da Eventim; a venda geral terá início na quinta (3), ao meio-dia. O impacto do My Chemical Romance continua a ressoar através de gerações e esta influência não mostra sinais de diminuição. Exemplo disto é a série de sold-outs da turnê de 2025, Long Live: The Black Parade, que começa em julho. No início de junho, o grupo lançou uma edição expandida de seu segundo álbum, Three Cheers For Sweet Revenge (2004), certificado com três discos de platina. Rich Costey, produtor vencedor do GRAMMY, criou novas mixagens para a edição deluxe, que inclui quatro faixas bônus gravadas para a BBC: I’m Not Okay (I Promise), Helena e The Ghost Of You, além de uma versão ao vivo de You Know What They Do to Guys Like Us in Prison. O quinteto sueco The Hives fará o show de abertura da turnê na América do Sul. Com milhões de álbuns vendidos ao longo de seus trinta anos de carreira, a banda se consolidou como uma força a ser reconhecida por meio de seu som de garage rock, performances excêntricas ao vivo e smokings característicos. A formação atual conta com Howlin’ Pelle (voz), Nicholaus Arson (guitarra), Vigilante Carlstroem (guitarra), Chris Dangerous (bateria) e The Johan and Only (baixo). SERVIÇO My Chemical Romance @São Paulo Realização: 30e Data extra: 6 de fevereiro de 2026 (sexta-feira) Local: Allianz Parque – Avenida Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca, São Paulo/SP Classificação Etária: Classificação etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Setores e preços: Cadeira superior – R$ 197,50 (meia-entrada) | R$ 395,00 (inteira) Pista – R$ 247,50 (meia-entrada) | R$ 495,00 (inteira) Cadeira inferior -R$ 322,50 (meia-entrada) | R$ 645,00 (inteira) Pista Premium – R$ 447,50 (meia-entrada) | R$ 895,00 (inteira)
Entrevista | The Main Squeeze – “Queríamos fazer um álbum que soasse como atual”

Em sua primeira apresentação no Brasil, no último dia 13, no Bourbon Street, em São Paulo, a banda norte-americana The Main Squeeze mostrou não só sua energia no palco, mas também seus bastidores criativos. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o guitarrista Maximillian Newman, o Max, compartilhou detalhes do álbum Panorama, descrito como o mais ambicioso da carreira. “Queríamos um disco atual, que soasse moderno e transmitisse uma vibe”, contou, ao explicar como buscaram equilibrar inovação com a essência da The Main Squeeze. Um dos marcos dessa nova fase foi a performance audiovisual gravada no deserto de Mojave, inspirada em registros como Pink Floyd: Live at Pompeii. Para Max, unir música e paisagem em um vídeo com clima cinematográfico foi uma forma de se conectar com os fãs do YouTube e alcançar novos públicos. “Foi tão especial que queremos repetir esse formato no futuro”, revelou. Musicalmente, o grupo ousou ao incorporar elementos de psicodelia ao seu tradicional soul, funk e rock. Max citou Beatles, Hendrix e Tame Impala entre suas influências pessoais e destacou um novo processo criativo adotado neste álbum, no qual os integrantes compuseram partes separadamente antes de se reunirem no estúdio. “Trabalhar sozinhos juntos foi libertador”, disse. Confira a entrevista completa abaixo. O Panorama é descrito como o álbum mais ambicioso da carreira do The Main Squeeze. O que mudou na abordagem criativa e musical neste novo trabalho? Acho que é o nosso quarto ou quinto álbum, dependendo se você contar certos EPs e coisas do tipo. Então, quando você está constantemente tentando se redefinir, mantendo-se fiel ao que seus fãs amam em você, certo? No nosso caso, a musicalidade, a verdadeira paixão pela energia ao vivo. Mas queríamos fazer um álbum que soasse como atual, não soasse antigo. E queríamos fazer um álbum que as pessoas pudessem simplesmente colocar para tocar, e que ele tocasse em segundo plano. Pode exigir sua atenção, mas também cria uma vibe, porque acho que, nos dias de hoje, a vibe é muito importante na música. As pessoas realmente só querem uma vibe. Então, tentamos fazer um álbum que transmitisse a vibe, talvez seja a melhor maneira de dizer. Mas sim, quando você faz isso há tanto tempo quanto nós, tipo uns dez anos, você tem que continuar se desafiando para evoluir, enquanto se mantém fiel ao mesmo tempo. Então, é um desafio, mas realmente acredito que este álbum foi o melhor exemplo disso que já alcançamos. Estamos muito animados por ele ter sido lançado mundialmente. A performance gravada no deserto de Mojave gerou grande repercussão antes mesmo do lançamento do álbum. Como surgiu a ideia de unir música e paisagem nesse projeto audiovisual do The Main Squeeze? Essencialmente, houve alguns exemplos que diria que foram muito influentes para nós. Provavelmente o mais influente foi o Pink Floyd Live at Pompeii, um filme de show inacreditável, e ambientado em um cenário incrível, simplesmente insano. Então tivemos até alguns outros que vimos no YouTube, como esse cara, Yannick, algo assim, não me lembro. Mas vi vários vídeos de músicos tocando em lugares lindos. E acho que, para nós, o YouTube sempre foi algo muito importante, algo muito importante para os nossos fãs. Foi uma grande conquista para nós, novos fãs, ao longo dos anos. E queríamos compartilhar as músicas novas, as originais também, com a base de fãs do YouTube. Mas queríamos fazer algo realmente especial que chamasse a atenção deles. Sabe o que quero dizer? Então, primeiro, fazer ao ar livre, em um cenário incrível na Califórnia, onde moramos, e depois fazer um vídeo longo, quase como um filme. Esses são os elementos que queríamos ver acontecer. Então, estamos muito animados com isso. Honestamente, correu tão bem que acho que tentaremos fazer isso cada vez mais no futuro. A mistura de psicodelia com soul, funk e rock trouxe novas camadas ao som da banda. Como foi explorar essas texturas modernas e ainda manter a identidade do The Main Squeeze? Foi ótimo, muito libertador e muito divertido explorar um novo lado de nós mesmos. A música psicodélica sempre foi um gênero importante para mim. Sou um grande fã dos Beatles e Jimi Hendrix e de muita coisa daquela época, mas também de música psicodélica ainda mais moderna, como Tame Impala, que é uma grande influência. Então, houve diferentes influências com as quais conseguimos nos conectar em músicas que realmente amamos. Foi simplesmente incrível poder explorar isso. E acho que outra coisa que fizemos de diferente foi que, em cada álbum, nos sentávamos juntos em uma sala, os cinco, e começávamos a criar isso. E isso aconteceu com algumas das músicas, mas apenas algumas. Desta vez, tentamos algo novo, onde eu criava algo sozinho no meu próprio quarto, no meu próprio ambiente de gravação, não uma música inteira, mas apenas um esboço. E então enviava isso para o Rob, nosso baixista, e ele adicionava mais. Depois, ele enviava para o Smiley, nosso tecladista, e ele adicionava mais. E, por fim, o Ruben tocava a bateria, e então nos reuníamos e compúnhamos uma música para acompanhar a faixa. Só depois íamos para o estúdio e gravávamos tudo juntos novamente. Mas esse processo de trabalhar sozinhos juntos foi realmente libertador e divertido. E acho que é sempre importante, como disse, continuar tentando coisas novas para que não fique estagnado. E todos vocês moram na Califórnia? Sim, então na época todos nós morávamos na Califórnia, exceto o Rob, que está em Nevada, é bem perto, umas três horas de carro. Eventualmente, o Corey também se mudou para Nevada. Então é como se todos morássemos muito perto, mas ainda fazia sentido ficar trocando ideias. Isso acabou sendo uma força e um presente, porque era o que precisávamos para encontrar algo novo. A química entre vocês é frequentemente citada como uma das forças do grupo. Como essa conexão se desenvolveu desde os tempos de universidade até os grandes palcos de hoje? O nosso segredo é que somos boas pessoas. Nós nos importamos uns com os outros como