Evanescence celebra o poder feminino em “Fight Like a Girl” com K.Flay

Um dos maiores nomes do rock das últimas décadas, o Evanescence se uniu com K.Flay, fenômeno alternativo, na explosiva Fight Like a Girl. A faixa está nos créditos finais de Bailarina, filme ambientado no universo da franquia John Wick. Impulsionada pela energia feroz e visceral de vingança, resiliência e da força da mulher, a música incorpora os temas do filme com profundidade emocional. Coescrita pela vocalista do Evanescence, Amy Lee, ao lado de K.Flay, Dylan Eiland e pelo compositor do filme, Tyler Bates, Fight Like A Girl segue o lançamento de Hand That Feeds, fruto da colaboração entre Halsey e Amy Lee, também para a trilha do filme. Bailarina se passa durante os eventos de John Wick: Capítulo 3 – Parabellum, acompanhando Eve Macarro (Ana de Armas), que inicia seu treinamento nas tradições de assassinos da Ruska Roma. O elenco também conta com Anjelica Huston, Gabriel Byrne, Lance Reddick, Catalina Sandino Moreno, Norman Reedus, e participações marcantes de Ian McShane e Keanu Reeves. Prestes a embarcar em turnês ao lado de Metallica e My Chemical Romance, o Evanescence continua a marcar seu nome na história do rock e da cultura pop deste século. Em meio ao domínio masculino do rock no começo dos anos 2000, a banda surgiu combinando metal com melodias sinfônicas e piano e conquistou o mundo com seu álbum de estreia, Fallen, que traz hits como Bring Me to Life e My Immortal. O trabalho foi premiado com múltiplos Grammys e se tornou um dos discos mais vendidos da história. A elogiada discografia do Evanescence inclui cinco álbuns de estúdio, como The Open Door e The Bitter Truth, além de turnês internacionais de grande sucesso. A formação atual — Amy Lee, Tim McCord, Will Hunt, Troy McLawhorn e Emma Anzai — segue lotando arenas ao redor do mundo, incluindo o maior show da carreira acontecendo em São Paulo, e emplacando novos sucessos como Afterlife, da série Devil May Cry.
Barão Vermelho anuncia nova turnê “Do Tamanho da Vida”; veja datas

O Barão Vermelho vai apresentar seu novo show Do Tamanho da Vida, título da música inédita de Cazuza e Barão Vermelho. A nova turnê, que foi lançada juntamente com a canção durante o Rock in Rio 2024, inclui sucessos como Bete Balanço, Exagerado, Maior Abandonado, O Tempo Não Para, Pro Dia Nascer Feliz e a música Do tamanho da vida, que ganhou o prêmio Multishow de melhor rock em 2024. A turnê vai passar pelas principais capitais do Brasil e várias outras cidades. Para estes shows a formação do Barão Vermelho será Guto Goffi (bateria), Maurício Barros (teclados e vocais), Fernando Magalhães (guitarra, violão e vocais) e Rodrigo Suricato (voz) e ainda contará com as participações de Marcio Alencar no baixo e Cesinha, irmão do Peninha, na percussão. “O show do Barão e a sua turnê Do Tamanho da Vida, me pegam, por mil motivos. Parece que tudo que já fizemos tem relevância. O repertório é “matador”, a banda está voando alto, performances incríveis e muita vontade de agradar aos fãs. São 43 anos de estrada, tudo DO TAMANHO DA VIDA, como o prometido, como merecido. Viva caralho, morrer jamais!”, exclama um empolgado Guto Goffi, baterista do Barão. Há oito anos, o quarteto carioca, é composto por dois de seus fundadores: Guto Goffi e Maurício Barros (teclados e vocais), Fernando Magalhães (guitarra, violão e vocais), desde 1985 no grupo e por Rodrigo Suricato (voz, guitarra e violões). “Adoramos tocar ao vivo, o Barão é uma banda de estrada, e estamos muito felizes com o lançamento do nosso novo single. Amamos prestigiar o nosso passado, mas estamos sempre olhando para frente, e do que se trata a nossa vida e esta nova tour”, diz Fernando Magalhães. A história do Barão Vermelho se confunde com a própria história do rock nacional. Banda que desfila sucessos, com repertório que passeia por quatro décadas. Para Maurício Barros, “é uma alegria estar voltando para a estrada, nessa tour na qual celebramos a passagem do tempo. Estivemos lá, nos anos 80, e agora estamos em 2024 com a mesma pegada”. E o tempo não para mesmo, como bem diz Rodrigo Suricato: “esse tema maior do tempo e suas contradições e celebrações é o que levamos de mais importante com essa turnê. Nós damos uma cutucada no tempo trazendo assuntos como o etarismo, já que alguns membros da banda passaram dos 60 anos. Queremos que isso sirva como inspiração para as pessoas.” A nova programação visual e direção do show são de Batman Zavareze. “O show do Barão é uma explosão de sucessos. Tenho as melhores memórias como fã e hoje, colaborar na direção visual dessa nova turnê, me engrandece como profissional. Showzaço imperdível!”, afirma Zavareze. A turnê anterior do Barão foi a vitoriosa tour BARÃO40, celebrando os 40 anos do grupo. Os shows convidaram os fãs a cantarem juntos, suas músicas mais conhecidas, do início ao fim dos concertos. Datas confirmadas 16/05 – Curitiba, Teatro Guaíra 25/05 – Brasília, Funn Fest 07/06 – Rio de Janeiro, Morro da Urca 08/06 – São Paulo, Best of Blues and Rock 14/06 – Ribeirão Preto, João Rock 12/07 – Belo Horizonte, Fest Prime
David Byrne anuncia álbum “Who is the Sky?”; ouça primeiro single

David Byrne anunciou Who Is the Sky?, seu primeiro novo álbum desde o aclamado American Utopia, de 2018, que será lançado em 5 de setembro pela Matador Records. O álbum foi produzido por Kid Harpoon, vencedor do Grammy (Harry Styles), e suas 12 músicas foram arranjadas pelos membros do conjunto de câmara Ghost Train Orchestra, com sede em Nova York. Amigos da música, antigos e novos, incluindo St. Vincent, Hayley Williams do Paramore, o baterista do The Smile, Tom Skinner, e o percussionista do American Utopia, Mauro Refosco, também fazem aparições em Who Is the Sky?, que é liderado pelo single contagiante Everybody Laughs. Junto com a música, Byrne lançou seu vídeo, dirigido pelo artista multimídia Gabriel Barcia-Colombo. “Alguém que conheço disse: ‘David, você usa muito a palavra ‘todo mundo’. Acho que faço isso para dar uma visão antropológica da vida em Nova York como a conhecemos”, diz Byrne. “Todos vivem, morrem, riem, choram, dormem e olham para o teto. Todo mundo está usando os sapatos dos outros, o que nem todo mundo faz, mas eu fiz. Tentei cantar sobre essas coisas que poderiam ser vistas como negativas de uma forma equilibrada com um sentimento positivo do ritmo e da melodia, especialmente no final, quando St. Vincent e eu estamos gritando e cantando juntos. A música pode fazer isso: manter os opostos simultaneamente. Percebi isso quando cantei com Robyn no início deste ano. Suas canções costumam ser tristes, mas a música é alegre.” “Levei um segundo para perceber que, sim, essas músicas são pessoais, mas com a perspectiva única de David sobre a vida em geral”, acrescenta Kid Harpoon (também conhecido como Tom Hull). “Andar por Nova York ouvindo a demo de ‘Everybody Laughs’ foi muito alegre, porque me fez sentir que somos todos iguais – todos rimos, choramos e cantamos. O que David tem de especial e que repercute em muitas pessoas é o fato de ele participar da piada. Ele entende o absurdo de tudo isso, e todas essas observações pessoais são sua perspectiva sobre o assunto.” Byrne também voltará à estrada com um novo show ao vivo do Who Is the Sky?. A banda da turnê será composta por 13 músicos, cantores e dançarinos, incluindo membros da banda American Utopia, e todos eles estarão em constante movimento durante o show. A turnê norte-americana começa em 14 de setembro em Providence, Rhode Island, e as datas na Europa começam em março de 2026. Em 2023, quando sua triunfante fase American Utopia chegava ao fim — depois de se transformar de um álbum e turnê em um aclamado show da Broadway e, em seguida, em um filme da HBO dirigido por Spike Lee — Byrne começou a anotar, de vez em quando, um ritmo, acorde ou melodia. Já fazia um tempo.
Morrissey anuncia show em São Paulo em novembro

Fundador e vocalista do The Smiths, Morrissey desembarca em São Paulo em novembro para um show no Espaço Unimed no dia 12. As vendas começam na próxima sexta-feira (13), às 10h, pela Livepass, com ingressos custando a partir de R$ 490 (inteira) na pista. Pela sexta vez no Brasil, Morrissey quebrará um hiato de sete anos sem apresentações por aqui. No passado, o músico de 66 anos cancelou apresentações em São Paulo e Brasília, por um quadro de dengue. À frente do The Smiths, banda com apenas quatro álbuns de estúdio, Morrissey deixou uma marca definitiva na história da música. Já como artista solo, consolidou uma sonoridade única que segue ecoando há mais de quatro décadas, tornando-se uma das vozes mais aclamadas desse período. Desde o lançamento do primeiro single do The Smiths, Hand In Glove, o cenário musical nunca mais foi o mesmo — abrindo caminho para hinos como This Charming Man, How Soon Is Now? e There Is A Light That Never Goes Out. Na carreira solo, Morrissey manteve sua sequência de composições marcantes com canções como Suedehead, Everyday Is Like Sunday, Irish Blood, English Heart, First of the Gang to Die, entre muitas outras. MORRISSEY EM SÃO PAULOEspaço Unimed – r. Tagipuru, 795, Barra Funda, região oeste, Instagram @espacounimed12 de novembro, às 21h. Ingressos: R$ 490 (inteira) a partir de 13/06 em Livepass
Guns N’ Roses confirma cinco shows no Brasil; veja datas

O Guns N’ Roses anunciou cinco shows no Brasil em outubro e novembro. A turnê Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things passa por Florianópolis, São Paulo, Curitiba, Cuiabá e Brasília. Serão quatro shows em outubro – dia 21 na Arena Opus, em São José, perto de Florianópolis; dia 25 no Allianz Parque, em São Paulo; dia 28 na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba; e dia 31 na Arena Pantanal, em Cuiabá. A última apresentação será 2 de novembro, em Brasília, na Arena BRB. Em Florianópolis, a venda geral começa às 10h da quinta (12), no site Uhu. Em Curitiba, às 10h da terça (10), na Bilheteria Digital, e quinta na bilheteria física. Em Cuiabá, os ingressos estarão disponíveis na Bilheteria Digital às 9h de terça e, na bilheteria física, a partir das 10h de 17 de junho. Em São Paulo, começa na quinta às 10h, no Eventim e, presencialmente, a partir das 11h do mesmo dia. Já em Brasília, ocorre a partir da terça às 10h, também no Eventim. A pré-venda exclusiva para membros do fã clube começa nesta segunda-feira (9) -na plataforma Eventim, nas cidades de São Paulo e Brasília; na Uhu, para Florianópolis; e na Bilheteria Digital em Curitiba e Cuiabá. Para clientes Allianz Seguros em São Paulo, também haverá uma pré-venda, de terça a quinta. Além de shows no Brasil, a turnê de Guns N’ Roses também se apresenta em outros países da América Latina, como Costa Rica, El Salvador, Colômbia, Chile, Argentina, Peru e México.
Entrevista | Rubel – “Não tem como passar por algo tão intenso e sair igual do outro lado”

Novo álbum de Rubel, intitulado de Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?, marca um retorno introspectivo do artista carioca às suas raízes musicais, após a experimentação plural de seu trabalho anterior, As Palavras Vol. 1 & 2. Este quarto disco é composto por nove faixas que exploram temas como tempo, amor, amizade, espiritualidade e a dualidade entre vida e morte. Rubel descreve o título como uma frase em movimento, aberta a múltiplas interpretações, refletindo a complexidade e as incertezas da existência. Entre os destaques do álbum estão Pousada Paraíso, Ouro, com influências de Jorge Ben e Marvin Gaye, e Azul, Bebê, uma canção de amor que combina elementos de hip hop e MPB. O álbum também inclui uma versão em português de A la ventana, Carolina, do mexicano El David Aguilar, intitulada A Janela, Carolina, além de uma reinterpretação de Reckoner, do Radiohead, encerrando o disco com uma homenagem às influências internacionais de Rubel. Complementando o lançamento, um filme de seis minutos dirigido por Larissa Zaidan foi disponibilizado simultaneamente. Em entrevista ao Blog n’ Roll, Rubel contou sobre inspirações, evolução na carreira e uma possível vinda para Santos com sua próxima turnê. Aliás, a turnê do novo álbum de Rubel tem início nos dias 21 e 22 de junho, com dois shows no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Até dezembro, o artista ainda passa por todas as capitais do Brasil, Europa e Japão. Como você chegou nesse título para o álbum e como ele te guiou ao longo da trajetória de gravação e de composição? Queria um título que fosse provocativo, estranho, que despertasse algum sentimento de… ‘O que é isso, afinal?’ Algo que deixasse as pessoas curiosas e instigadas a querer entender e escutar. Agora, sinceramente, eu não lembro se o título veio antes ou depois das composições. Acho que o disco já estava mais ou menos pronto quando o título apareceu. Ele acabou sendo um resultado do próprio trabalho finalizado. Amarrava conceitualmente o que o disco representava, porque é um trabalho meio estranho, que faz muitas perguntas, bastante aberto à interpretação. Tem também esse caráter literário — estamos falando de um álbum que brinca bastante com as palavras — e eu acho que esse título ajuda a dar o tom de estranheza, mas também de algo um pouco pop, que o disco carrega. Você fala muito que é um tom de estranheza, mas pra você, o que é esse tom de estranheza? Não é muito comum um título de disco vir com uma pergunta, ou trazer duas frases — sendo que o ponto final ali marca a transição de uma pra outra. E também não é comum um título tão grande assim. Então, só por isso ele já me soa meio esquisito. Mas “esquisito”, pra mim, é um adjetivo mais elogioso do que pejorativo. Eu realmente acho esse título esquisito — e gosto disso. Você veio agora com uma pegada mais intimista, à base de voz e violão, que é o contrário do seu último álbum, As Palavras Vol. 1 & 2. O que motivou esse retorno ao estilo? Acho que não teve nenhum acontecimento pessoal específico que tenha me guiado nessa trajetória. Foi muito pela própria jornada profissional e musical mesmo. Comecei num lugar muito íntimo, no primeiro disco, depois fui explorando uma sonoridade mais de banda, com beats, dialogando com o hip hop… e no terceiro disco fui ainda mais longe, experimentando muitas sonoridades — pagode, funk. Então, me pareceu natural que em algum momento voltasse para o início. Mas não é um retorno igual. Esse disco remete ao meu trabalho inicial, sim, mas ele já está muito afetado por tudo o que vivi nos outros projetos. Carrega influências do estudo da música brasileira que aprofundei em As Palavras, da produção que explorei em Casas… então, acho que é um caminho natural dentro da minha própria evolução musical. Depois de um disco tão grandioso e cheio de camadas, me deu saudade de fazer algo mais amarrado, com uma única cara. Quis um álbum que soasse como se fosse uma música só, desmembrada em nove faixas. Eu sentia falta dessa produção menor, mais artesanal. É como voltar pra casa — mas voltar um pouco diferente. A casa pode até ser a mesma, mas eu mudei um pouquinho. Quais artistas te influenciaram na produção desse disco e no seu conteúdo como artista mesmo? Esse disco tem uma inspiração muito forte na MPB dos anos 1960 e 1970. João Gilberto é, sem dúvida, a referência central — por essa estrutura minimalista de voz e violão que ele domina como ninguém. Ele é o mestre absoluto desse formato. Além dele, tem o Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, a teatralidade do Gilberto Gil, Chico Buarque… São figuras fundamentais. É quase impossível não se apoiar neles quando se busca beleza e profundidade na canção. Eles moldaram o que há de mais sofisticado e expressivo na música brasileira. Foram esses nomes que mais influenciaram a estética do disco — tanto na escolha das harmonias quanto na forma de construir as letras. Existe um diálogo direto com esse universo sonoro mais clássico da MPB, que sempre me encantou. Mas não foi só a sonoridade que me tocou. A postura artística também me inspirou muito, especialmente a do João Gilberto. Ele tinha uma relação muito íntegra com a própria arte — não se deixava guiar por modismos ou expectativas de mercado. E eu quis adotar esse mesmo espírito aqui. Não fiz esse álbum pensando se ele ia estourar ou não, se estaria de acordo com o que está em alta ou com o que vende mais. Segui minha intuição, meu ouvido, meu coração. Acho que essa liberdade criativa é algo que une todos esses artistas que mencionei. E João, mais do que ninguém, sustentava isso com coragem. Ele fazia o que acreditava, com identidade e profundidade, mesmo que isso não o tornasse comercial. É claro que eu torço para que o disco alcance muita gente — todo artista quer
Dropkick Murphys anuncia novo álbum e libera single “Who’ll Stand With Us?”

O futuro álbum do Dropkick Murphys, For The People, demonstra coragem e confiança ao se posicionar contra as injustiças que acontecem nos Estados Unidos, fazendo isso com a força e intensidade que remetem às raízes mais punk rock da banda. For The People é mais do que um título. É uma postura sincera, uma declaração de quem essa banda é – e sempre foi. For The People será lançado digitalmente no dia 4 de julho pelo selo Dummy Luck Music / Play It Again Sam da própria banda. As versões em LP e CD, que incluem cinco faixas bônus, chegam no dia 10 de outubro. A capa impactante do álbum foi criada pelo renomado estúdio de design Studio Number One, do artista político/social Shepard Fairey. A produção e mixagem ficaram por conta de Ted Hutt, colaborador de longa data da banda. For The People se levanta em seu momento: uma expressão de humanidade em tempos de desumanização constante, uma promessa de esperança em uma era alimentada pelo medo, uma declaração de solidariedade em uma era de desunião, uma resposta desafiadora aos charlatões e demagogos que buscam nos dividir para obter poder e lucro. Who’ll Stand With Us?, o primeiro single do álbum, é um chamado à união, um apelo ao retorno da sanidade e um olhar direto para o que – e quem – realmente está nos dividindo. A música vai direto ao ponto: quando os bilionários e “broligarchs” terminarem de neutralizar a sociedade, o que restará para o resto de nós? A faixa busca enquadrar a guerra de classes pelo que ela realmente é. E, como todas as músicas do Dropkick Murphys, ela empodera os ouvintes a agirem. O poderoso videoclipe de Who’ll Stand With Us? foi dirigido por Jon Vulpine e retrata a realidade perturbadora de pessoas desaparecendo nos Estados Unidos. A MeidasTouch Network, um podcast norte-americano pró-democracia (e o podcast número 1 nos EUA e Canadá), tomou nota, irá divulgar o vídeo e já demonstrou apoio contínuo aos esforços da banda para combater a injustiça. Alinhado ao tema do álbum e à filosofia da banda, Casey participou recentemente de uma caravana de ajuda humanitária na Ucrânia, destacando o compromisso dos Dropkick Murphys em apoiar o país devastado pela guerra. Nos últimos anos, a banda arrecadou fundos para iniciativas de apoio à Ucrânia com a venda de camisetas de edição limitada, e Casey sentiu que era importante ver a situação de perto e demonstrar apoio moral ao povo ucraniano. Seja na política, na família, entre amigos ou simplesmente na vida, o Dropkick Murphys continua escrevendo músicas com as quais pessoas comuns se identificam. Em For The People – o 13º álbum de estúdio da banda – as histórias são profundas, as memórias intensas e a alegria continua contagiante. Ao longo das 12 faixas, o Dropkick Murphys – Ken Casey (vocais), Tim Brennan (guitarras, tin whistle, acordeão, piano, vocais), Jeff DaRosa (guitarras, banjo, mandolim, vocais), Matt Kelly (bateria, percussão, vocais), James Lynch (guitarras, vocais), Kevin Rheault (baixo) e Campbell Webster (gaita de fole e Uilleann pipes) – transmite o mesmo tipo de alegria que se celebra entre amigos e família. E mesmo nos momentos mais tristes e reflexivos, é difícil não se sentir pessoalmente envolvido no espectro emocional da banda. “Nosso recado sempre foi o mesmo e nunca tivemos medo de falar sobre o que é importante para nós. Mas, para mim agora, penso no futuro dos meus filhos, na próxima geração”, diz Casey. “Isso pode ser qualquer coisa – desde denunciar injustiças até simplesmente garantir que você diga às pessoas próximas o quanto elas são importantes para você.”
Cradle of Filth volta ao Brasil em agosto com turnê de The Screaming of the Valkyries

A banda inglesa Cradle of Filth retorna ao Brasil após sete anos para uma turnê, em agosto, em divulgação do 14º álbum de estúdio, The Screaming of the Valkyries. Serão três apresentações com realização local da ND Produções com a Agência Sobcontrole: 21/08 em Limeira (Mirage), 22/08 em Curitiba (Tork ‘n Roll) e dia 23/08 em São Paulo (Carioca Club). Em todos os shows desta turnê, o Cradle of Filth terá como banda convidada a norte-americana Uada, com seu black metal repleto de elementos melódicos e densos. O Cradle of Filth, formado em 1991, originalmente uma banda de black metal, é ainda hoje uma das formações mais reverenciadas e influentes da música pesada. Com o passar dos anos, elementos sinfônicos e melódicos cresceram nas composições e a sonoridade única chegou até ao mainstream. A banda, sempre com o carismático vocalista Dani Filth e seus gritos dilacerantes e guturais potentes, é também, há décadas, responsável por abrir caminho para muitos dos principais artistas do metal da atualidade com sua mistura característica de peso enegrecido, teatralidade macabra e estilo gótico cintilante. O reinado do Cradle of Filth começou de fato com Dusk… and Her Embrace, de 1996, considerado o álbum que consolidou a identidade da banda, misturando black metal, gótico e elementos sinfônicos com uma produção mais refinada. Os vocais extremos de Dani Filth, as letras poéticas e obscuras e a ambientação vampiresca criaram um marco no black metal sinfônico. Cruelty and the Beast, de 1998, colocou a banda inglesa em definitivo no primeiro escalão da música pesada mundial. É um álbum conceitual, baseado na história de Elizabeth Báthory, a condessa húngara acusada de assassinar centenas de jovens. Musicalmente, é sombrio, barroco e teatral. Os arranjos sinfônicos e a narrativa histórica deram uma atmosfera de ópera gótica sangrenta. Destaque também para Midian (2000), um dos álbuns mais acessíveis e bem produzidos da banda, e Nymphetamine (2004), que indicou uma leve mudança para o metal gótico e extremo mais acessível. Em 2005, o Cradle of Filth foi indicado ao Grammy Awards na categoria “Best Metal Performance”, com a música Nymphetamine (Fix). Já na atual década, o lançamento de Existence Is Futile, de 2021 colocou o Cradle of Filth no 20º lugar na Billboard 200 com Hard Rock Genre (além de muitas outras estreias nas paradas). Com o álbum cuja turnê traz a banda de volta ao Brasil, The Screaming of the Valkyries, lançado em março de 2025 pela Napalm Records, O Cradle of Filth une fantasmas do passado e um ousado passo em direção ao futuro. A sonoridade é moderna, sem abandonar passagens extremas, mas também flertando abertamente com momentos de heavy metal tradicional e thrash metal. Não à toa os shows da atual turnê recebem elogios interessantes da mídia mundial. Em Brisbane, Austrália, a banda entregou uma performance descrita pelo site Hear 2 Zen Magazine como uma “sinfonia do caos”, com vocais de Dani Filth considerados “perfeição demoníaca” e uma presença de palco que combinava energia desenfreada com teatralidade sombria. Em São Paulo, a banda nacional convidada para o evento no Carioca Club é a Tellus Terror, de Niterói, que toca death/black metal sinfônico, nos moldes de Cradle Of Filth e Dimmu Borgir. O álbum mais recente, Deathinitive Love Atmosfear, traz uma aura sombria e vampírica, ao mesmo tempo que aborda um tema não usual ao metal extremo, de forma carregada negativa e positiva, que é o amor, e como ele influencia as vidas das mais diversas formas de vida. SERVIÇO Cradle of Filth em São PauloData: 23 agosto de 2025 (Sábado) Horário: 17h (abertura da casa) Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo) Ingresso *** Cradle of Filth em CuritibaData: 22 agosto de 2025 (Sexta-feira) Horário: 18h (abertura da casa) Local: Tork ‘n Roll (Av. Mal. Floriano Peixoto, 1695 – Rebouças, Curitiba) Ingresso *** Cradle of Filth em LimeiraData: 21 agosto de 2025 (Quinta-feira) Horário: 19h (abertura da casa) Local: Mirage (Av. Prof. Joaquim de Michieli 755, Limeira) Ingresso
História do hardcore brasileiro dos anos 90 estreia no 17º In-Edit Brasil

O documentário Hardcore 90 faz sua première nacional na 17ª edição do In-Edit Brasil, Festival Internacional do Documentário Musical, que acontece de 11 a 22 de junho, em São Paulo. Dirigido por Marcelo Fonseca e George Ferreira, o documentário mostra, pela primeira vez, a história de uma cena que surgiu após a primeira geração do punk brasileiro, que vivia um ciclo de violência e autodestruição no final dos anos 80. Em mão contrária, o início da década de 90 vê surgir uma geração potente e antenada, que amplia os ecos do punk, trazendo novas vertentes e temas para o gênero, muito mais politizada, unida e socialmente consciente. A década de 90 chega e apresenta novos talentos para o cenário musical brasileiro, com nomes importantes como No Violence, Ação Direta, Garage Fuzz, ROT, Safari Hamburguers, Abuso Sonoro, Personal Choice, Dominatrix, entre outros. O In-Edit – Festival Internacional do Documentário Musical nasceu em Barcelona, na Espanha, em 2003, e acontece no Brasil desde 2009. Outros países, como Chile, Grécia, México e Países Baixos, também realizam edições do festival. Sessões Sábado, 14 junho de 2025 | 14:00Spcine Olido – Av. São João, 473 – Centro, São PauloSessão com diretores. Quarta-feira, 18 Junho 2025 | 19:00Cinemateca Brasileira – Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino, São PauloSessão seguida de show Sexta-feira, 20 Junho 2025 | 19:00Matilha Cultural – R. Rego Freitas, 542 – São Paulo