Samwise lança versão de Here We Go, do Carbona; ouça!

A Samwise, quarteto pop punk do cast da Repetente Records, lançou sua versão para Here We Go, música originalmente gravada pelo Carbona em 1998 no álbum Go Carbona Go. O lançamento chega simultaneamente às plataformas de streaming e em lyric video, funcionando como um primeiro vislumbre do tributo à banda carioca que será apresentado em 2026. O convite para participar do projeto surgiu após o primeiro show do grupo no ano, realizado na Mutante (estúdio e rádio), em Americana. A proposta partiu de Kako, idealizador do tributo, que reúne versões do repertório do Carbona do período em que a banda cantava em inglês. A Samwise recebeu liberdade total para reinterpretar a faixa, condição que orientou o arranjo e a abordagem escolhidos. Mantendo a velocidade e o espírito punk da gravação original, a versão da Samwise incorpora elementos do pop punk, com quebras rítmicas, breakdowns e levadas mais fragmentadas, sem descaracterizar a canção. A letra, que trata da vida na estrada, dialoga diretamente com o momento vivido pela banda, que realizou 16 shows ao longo de 2025. Here We Go marca ainda a segunda música lançada com a nova formação da Samwise, que conta com a entrada de Vinícius Rhein no baixo e Matheus Silvério na guitarra. Completam o quarteto Thiago Silva (vocal) e Thiago Quina (guitarra). Gravada ao longo de 2025, a faixa foi captada, mixada e masterizada por Gabriel do Vale. Além de antecipar o tributo ao Carbona, o lançamento de Here We Go também funciona como um registro simbólico da estrada percorrida pela Samwise em 2025 e um lançamento de fim de ano pensado como presente para fãs, amigos e produtores que acompanharam a banda ao longo do ano. “O convite para participar desse tributo saiu lá da Mutante e fez todo sentido pra gente desde o primeiro minuto. Carbona sempre esteve por perto e agora fazemos parte dessa homenagem”, comenta a Samwise.
Unto Others anuncia primeira apresentação no Brasil

Formada na cidade de Portland em 2017 (inicialmente sob o nome Idle Hands) por ex-integrantes da banda de heavy metal Spellcaster, o Unto Others é uma das revelações mais bem-quistas do rock com sua mistura de peso e molodia. A banda, cuja sonoridade remete a nomes como Sisters of Mercy, Type O Negative e Paradise Lost, vem pela primeira vez ao Brasil em 2026 com show único em São Paulo, em 28 de março no Burning House. Rapidamente o Unto Others se tornou conhecido por suas apresentações impactantes e cheias de carisma. Ao longo de quase uma década de atividade, a banda já dividiu palco com grandes nomes do metal, como King Diamond, Arch Enemy, Carcass e Behemoth, além de ter excursionado pelos Estados Unidos e pela Europa. Strength, de 2021, o disco de estreia sob o nome Unto Others, traz uma fusão poderosa de heavy metal tradicional e goth rock, com produção marcante e elementos que crescem a cada audição. Já Never, Neverland, de 2024, lançado pela gigante Century Media Records, é ainda mais coeso e acessível, com melodias cativantes, performances vocais marcantes e diversidade de estilos. Unto Others em São Paulo Data: 28 de março de 2026 (sábado) Local: Burning House – Av. Santa Marina, 247 – Água Branca, São Paulo (ao lado da estação Água Branca da CPTM – Linha 7 Rubi) Abertura da casa: 23h Ingressos
Entrevista | Bullet For My Valentine – “Ele ainda é muito relevante, muito próximo aos nossos corações”

Vinte anos após o lançamento de The Poison, o Bullet For My Valentine encerrou um ciclo histórico em solo brasileiro. No último dia 20, pouco antes de subirem ao palco do Allianz Parque, em São Paulo, para abrir o show do Limp Bizkit, Michael Paget, Jason Bowld e Jamie Mathias conversaram sobre o peso do legado que carregam e a conexão renovada com uma nova geração de fãs. O Bullet For My Valentine, que ajudou a moldar o metalcore mundial, refletiu sobre a experiência de tocar seu álbum de estreia na íntegra pela última vez. Em um clima de celebração e respeito mútuo entre gerações do metal, os músicos destacaram a importância de manter a essência focada nas guitarras e a honra de dividir o palco com ídolos que foram cruciais para suas próprias formações musicais. >> Confira como foi o show em São Paulo Nesta entrevista, o trio abriu o jogo sobre o futuro sonoro do grupo, a “bênção” que foi o sucesso repentino nos anos 2000 e revela os discos fundamentais que definiram suas trajetórias. Confira abaixo o bate-papo completo. Qual é a sensação de ver um álbum como The Poison, que foi lançado há duas décadas, ainda ser a porta de entrada para tantos fãs? Michael Paget: É incrível, sabe? Aquele álbum se conectou com tanta gente 20 anos atrás e poder tocá-lo 20 anos depois, vendo todos esses novos fãs mais jovens aparecendo e aceitando o disco, tem sido maravilhoso. Ele ainda é muito relevante, é muito próximo aos nossos corações e temos muito orgulho dele porque fez muito pelas pessoas, a forma como ele se comunica e se conecta com elas. É muito importante para nós. Além disso, tocá-lo o ano todo em alguns dos locais onde tocamos pelo mundo e ir a lugares onde nunca estivemos antes também foi animal. Hoje é o último show, a última vez que o tocaremos na íntegra, então vai ser um estouro. Jason Bowld: É, a última vez tocando o The Poison. Vou sentir falta… até daqui a dez anos. O álbum mais recente é o homônimo (Bullet For My Valentine, de 2021)… esse som mais agressivo definitivamente combina mais com a banda? Jason Bowld: Ih, eu estaria revelando segredos, isso seria… Top secret? Jason Bowld: É, segredo absoluto. Eu não gosto de falar muito sobre como será o próximo álbum porque… Estou me referindo ao mais recente, de 2021. Michael Paget: Ah, o mais recente? Achei que era o próximo. O último foi o autointitulado (Self-titled), então o próximo vai ser ainda mais agressivo. Vai ser sempre pesado e sempre terá… vai ser simplesmente Bullet, é tudo o que gostaria de dizer, na verdade. Vai ser a cara do Bullet. O nu metal está tendo um retorno enorme. Como uma banda de metalcore, como vocês se sentem dividindo o palco com o Limp Bizkit hoje à noite? Michael Paget: Ah, é bom pra caralho, cara. Somos fãs de longa data do Limp Bizkit. Eles mudaram nossas vidas anos atrás, da mesma forma que o The Poison mudou a vida de tanta gente para nós. Ser convidado para vir e abrir para eles na América do Sul tem sido um sonho realizado. É loucura! Jason Bowld: É, muita loucura. Lugares enormes também, tem sido incrível! A energia da multidão é… não me lembro de ter visto uma banda gerar tanta energia com o público, sabe? E eles são classe pura. Pessoas de classe, músicos incríveis e, sim, eles ainda são relevantes. Mas, sabe, essa coisa do retorno do nu metal… não sei, talvez seja um retorno com algumas reviravoltas, mas na minha visão você não consegue replicar estilos que já passaram sem que pareça algo forçado. Vocês ficaram encantados com o apoio incrível e radical dos fãs brasileiros. Qual é o segredo para manter o respeito dessas lendas e, ao mesmo tempo, continuar relevante para a geração mais jovem? Michael Paget: Essa talvez seja uma pergunta para você responder, mas… acho que para nós, lá no começo, a gente explodiu muito rápido. De novo, acho que foi por causa do The Poison e de como tocamos em algo que conectou com muita gente. Não sei o que foi, mas foi uma “bênção disfarçada” para nós. Simplesmente aconteceu do dia para a noite. E acho que talvez seja porque somos focados nas guitarras; Metallica e Iron Maiden são influências muito grandes na banda também. Então acho que o encaixe foi certo e nós éramos aquela banda nova que as pessoas queriam levar em turnê. Já realizamos muita coisa, a nossa lista de desejos está bem cheia no momento, mas estamos no caminho. Só uma última pergunta: cada um de vocês poderia dizer um álbum que mais influenciou na carreira? Jason Bowld: Steal This Album!, do System Of A Down. Jamie Mathias: Master of Puppets, do Metallica. Michael Paget: Cowboys From Hell, do Pantera.
Na saideira dos grandes shows internacionais de 2025, Limp Bizkit instala o caos no Allianz Parque

O último sábado (20) marcou um encontro geracional no Allianz Parque, em São Paulo. O Limp Bizkit, um dos maiores expoentes do nu metal, provou que sua relevância em 2025 vai muito além do saudosismo. O que se viu foi uma celebração explosiva de uma sonoridade que, embora frequentemente criticada no passado, hoje é abraçada com uma energia renovada por fãs de todas as idades. Fred Durst, ostentando seu visual de “vovô do rock” que se tornou sua marca registrada recentemente, comandou a massa com a precisão de um maestro. O show não foi apenas uma sucessão de músicas, mas um espetáculo de entretenimento. Durst sabe como manipular a dinâmica da plateia, alternando entre momentos de pura agressividade sonora e interações descontraídas, mantendo o público na palma da mão durante toda a apresentação. Enquanto Fred é a voz, Wes Borland continua sendo o motor criativo visual e sonoro da banda. Com seu figurino extravagante e riffs que definiram uma era, Borland entregou uma performance impecável, lembrando a todos por que é considerado um dos guitarristas mais inventivos do gênero. A química entre os membros originais remanescentes transpareceu em cada nota de clássicos como My Generation e Rollin’ (Air Raid Vehicle). Um dos pontos altos e mais sensíveis da noite foi a homenagem ao baixista Sam Rivers, falecido recentemente. O tributo, antes do início do show, trouxe uma camada de profundidade emocional para a apresentação, equilibrando o “caos controlado” característico da banda com um respeito genuíno ao legado de um de seus fundadores. Foi um momento de união entre banda e público, transformando o estádio em um ambiente de celebração e despedida. O Limp Bizkit em 2025 é uma banda que entende perfeitamente seu papel. Eles não tentam reinventar a roda, mas sim polir a energia bruta que os tornou gigantes. O Allianz Parque testemunhou rodas de pogo insanas durante Break Stuff, provando que a geração Z e os millennials compartilham o mesmo entusiasmo pela catarse sonora proporcionada pelo grupo. Foi, sem dúvida, um dos shows mais energéticos e memoráveis do ano em solo brasileiro, incluindo até lançamento de fogos de artifício do meio da plateia. Edit this setlist | More Limp Bizkit setlists
Bullet For My Valentine substitui Yungblud com show focado em “The Poison”

Substituir um headliner de última hora é uma tarefa ingrata, mas o Bullet For My Valentine provou ser a escolha definitiva para ocupar a lacuna deixada por Yungblud na etapa latino-americana da Loserville Tour. Convocados para suprir a ausência do músico britânico, que se retirou do lineup por questões de saúde, os galeses não apenas cumpriram a tabela: eles dominaram o palco do Allianz Parque com uma autoridade que só veteranos do metalcore possuem. A conexão com o público paulistano foi instantânea e avassaladora. Antes mesmo dos primeiros acordes ecoarem pelo estádio, a pista já fervilhava com mosh pits espontâneos, sinalizando que a audiência estava pronta para uma descarga de energia pesada. O respaldo dos fãs foi o combustível necessário para que o quarteto entregasse uma performance técnica e emocionalmente carregada. Estrategicamente, a banda optou por não montar um setlist genérico de festival. Em vez de uma coletânea de hits esparsos, eles mantiveram a espinha dorsal de sua turnê de 2025: a celebração monumental dos 20 anos de The Poison. O álbum, que definiu uma era para o metal moderno, foi o protagonista da noite, sendo executado quase na íntegra. Das 13 faixas originais, dez foram resgatadas, transportando o público diretamente para 2005 com hinos como Tears Don’t Fall e 4 Words (to Choke Upon). O show ainda guardou fôlego para pérolas essenciais da discografia, como Hand of Blood e o encerramento catártico com Waking the Demon. Embora o formato reduzido do set tenha deixado um gosto de “quero mais” nos presentes, a recepção calorosa e o apoio incondicional da plateia consolidaram a passagem do BFMV por São Paulo como um dos grandes momentos do evento. Eles entraram como substitutos, mas saíram como protagonistas. Setlist Her Voice Resides 4 Words (to Choke Upon) Tears Don’t Fall Suffocating Under Words of Sorrow (What Can I Do) Hit the Floor All These Things I Hate (Revolve Around Me) Hand of Blood Room 409 The Poison 10 Years Today Cries in Vain The End Waking the Demon
Pai da turma toda, 311 entrega show repleto de hits no Allianz Parque

A presença do 311 na Loserville Tour foi muito mais do que um simples show de abertura; foi um acerto de contas histórico com o público brasileiro. Sendo apenas a segunda visita da banda ao país, a primeira ocorreu há longos 14 anos, no festival SWU em 2011, a expectativa era palpável tanto para os fãs veteranos quanto para os admiradores do Limp Bizkit, que puderam testemunhar a fonte onde Fred Durst bebeu para moldar sua própria visão musical. Em um setlist conciso de 50 minutos, o quinteto não desperdiçou um segundo sequer. Abrindo com a dobradinha de peso Beautiful Disaster e Come Original, a banda reafirmou a força de seu repertório híbrido, que funde rock, reggae e hip-hop com uma fluidez invejável. A dinâmica vocal entre Nick Hexum e Doug “SA” Martinez continua sendo um dos grandes trunfos do grupo: a dupla esbanjou vigor físico e entrosamento, dominando o palco com uma energia que desmentia o hiato de décadas longe do Brasil. Para o público da pista, as comparações foram inevitáveis. A sonoridade solar do 311 ecoou referências que vão desde o Sublime até os brasileiros do Forfun (declaradamente influenciados pelos americanos). Um dos momentos de maior coro coletivo veio com a interpretação de Lovesong, clássico do The Cure que ganhou contornos icônicos na voz de Hexum pela trilha sonora do filme Como se Fosse a Primeira Vez. O ápice técnico da apresentação ficou por conta do baterista Chad Sexton. Seu solo vigoroso transformou-se em uma celebração coletiva no palco com a “invasão” dos integrantes do Slay Squad, que já haviam dado as caras no set da Ecca Vandal, reforçando o clima de camaradagem que permeia toda a turnê Loserville. O desfecho não poderia ser diferente: uma sequência de hinos como Amber e a explosiva Down, encerrando uma performance que provou que, mesmo após 30 anos de estrada, o 311 permanece relevante, técnico e absurdamente contagiante. Setlist Beautiful Disaster Come Original Freak Out Lovesong (The Cure) Applied Science Drum Solo (Slay Squad (+ crew) on stage before full band drum act) Amber Creatures (for a While) Feels So Good Down
Ecca Vandal estreia no Brasil misturando The Distillers com hip hop, mas deixa a desejar

Embora muitos brasileiros tenham tido o primeiro contato com Ecca Vandal apenas no anúncio da Loserville Tour, a artista sul-africana radicada na Austrália carrega uma trajetória de uma década marcada por um ecletismo radical. Com apenas um álbum de estúdio lançado, o elogiado disco homônimo de 2017, e um longo período de hiato que interrompeu sua ascensão, sua vinda ao Brasil cercava-se de curiosidade sobre como seu “caos organizado”, que funde punk rock, hip hop e música eletrônica, se comportaria em um estádio. A proposta de Ecca é fascinante: em seus melhores momentos, sua agressividade vocal remete à crueza de Brody Dalle (The Distillers), mas envelopada em batidas eletrônicas e uma estética urbana moderna. No entanto, no palco do Allianz Parque, no último sábado (20), abrindo para o Limp Bizkit, a execução esbarrou em questões técnicas que comprometeram a experiência. A escolha por um formato reduzido de banda, focada essencialmente em bateria e baixo, com alternâncias pontuais para guitarras e sintetizadores, acabou soando esvaziada. O excessivo volume da bateria engoliu as camadas mais ricas do som, tirando o peso industrial e a profundidade que tornam seu trabalho de estúdio tão impactante. Apesar dos problemas de mixagem, a presença de palco de Ecca foi inegável. O ponto alto da apresentação foi o single Cruising to Self Soothe, lançado no início de 2025. A faixa injetou uma dose necessária de energia pesada no set, permitindo que a cantora explorasse seus vocais rasgados e demonstrasse a atitude visceral que a tornou uma queridinha da crítica internacional anos atrás. Econômica nas interações para otimizar os 40 minutos de palco, Ecca Vandal não deixou de prestar sua homenagem à cultura anfitriã. Em um gesto de reverência à música pesada brasileira, apresentou-se vestindo uma camiseta do Sepultura, reforçando sua conexão com as raízes do metal e do punk. Foi um show de contrastes: uma artista talentosa e visualmente impactante, mas que ainda parece buscar o equilíbrio ideal para transpor sua complexidade sonora para arenas de grande porte.
Booze & Glory confirma retorno ao Brasil em 2026 com show no Hangar 110

Ícone do street punk contemporâneo, o Booze & Glory retorna ao Brasil em fevereiro de 2026 para uma apresentação única em São Paulo. A banda britânica sobe ao palco do Hangar 110 no dia 28 de fevereiro, em show que integra a turnê de divulgação do álbum Whiskey, Tango & Foxtrot. A realização é da ND Productions em parceria com a Fastix. Formado em Londres, o Booze & Glory se consolidou como um dos principais nomes do punk Oi! das últimas décadas, com uma trajetória marcada por letras diretas, refrões fortes e uma estética fortemente conectada à cultura urbana e operária britânica. Liderado pelo vocalista Mark RSK, o grupo construiu uma identidade própria desde o álbum de estreia Always On The Wrong Side, lançado em 2010. Ao longo da carreira, a banda lançou trabalhos como As Bold As Brass, Mad World, Hurricane e Chapter IV, além de manter uma intensa agenda de turnês internacionais. O Booze & Glory já passou por grandes festivais europeus, como Rebellion Festival, Punk Rock Holiday e Mighty Sounds, e realizou apresentações pela Europa, América do Norte, América Latina e Japão. Um dos elementos centrais da identidade do grupo é a relação direta com a cultura do futebol, presente tanto nas letras quanto no imaginário visual da banda. A associação com as arquibancadas inglesas, os cânticos de torcida e o espírito coletivo aproxima o punk Oi! do universo futebolístico, reforçando a conexão com o cotidiano das ruas. Gravado na Itália, Polônia e México, Whiskey, Tango & Foxtrot reafirma o compromisso do Booze & Glory com um som cru e direto, sustentado por guitarras incisivas e batidas aceleradas. Os primeiros singles, como “Boys Will Be Boys”, “Brace Up” e “Mad World”, apontam para um disco pensado para o coro do público, mantendo viva a tradição do punk britânico de transformar shows em experiências coletivas. Booze & Glory em São Paulo Data: 28 de fevereiro de 2026 (sábado) Local: Hangar 110 Horário: 18h (abertura da casa) Endereço: rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro, São Paulo/SP Ingressos: fastix.com.br/events/booze-glory-uk-em-sao-paulo
Luís Capucho transforma cotidiano e mistério em narrativa no novo single “Tava na Noite”

O cantor, compositor, escritor e pintor Luís Capucho lança o single “Tava na Noite”, mais um capítulo do álbum Homens Machucados, previsto para os próximos meses. Dono de uma obra gravada por nomes centrais da música brasileira, como Cássia Eller, o artista apresenta uma canção que destaca sua voz singular e a força de uma escrita voltada para o cotidiano, conduzida pela intuição e pelo mistério que marcam sua trajetória autoral. O lançamento chega aos serviços de streaming pelo selo + Um Hits. Assim como o single anterior, “A Masculinidade”, a nova faixa surge sem um projeto prévio definido. Capucho explica que a composição nasceu de forma espontânea, a partir de uma situação simples, uma viagem de ônibus, que se desdobra em pensamentos, nostalgia, possibilidades e realidades. Com violão marcante e voz aveludada, “Tava na Noite” aposta na escuta atenta e no tempo dilatado, características recorrentes em sua obra mais recente. Compositor intuitivo e sem formação acadêmica em música, Capucho se afirma como um criador múltiplo, transitando entre música, literatura e artes visuais. Após enfrentar sequelas motoras que o afastaram temporariamente do violão, encontrou na escrita e na pintura novas formas de expressão, como a série de retratos As Vizinhas de Trás. Hoje, aposentado da docência em língua portuguesa, assume plenamente a música como principal modo de vida e expressão artística. Pela primeira vez em sua carreira, o artista mantém uma banda estável, formada por Felipe Abou, na bateria, e Guilherme Vieira, no baixo. O trio, que atravessa diferentes gerações, compartilha a música como eixo central da vida. Musicalmente, Capucho carrega referências que vão da música caipira, brega e jovem guarda, ouvidas na infância no interior do Espírito Santo, à MPB urbana e literária, além de uma rusticidade adquirida após o reaprendizado do violão, aproximando seu som do rock e do underground. Em Homens Machucados, essas camadas se encontram e ajudam a consolidar uma identidade artística cada vez mais definida.