Djavan celebra 50 anos com show grandioso no Allianz Parque

Em 1976, o Brasil era apresentado a A Voz, o Violão, a Música de Djavan. Cinquenta anos depois, o cantor alagoano ocupa o Allianz Parque, em São Paulo, não apenas como um ícone, mas como uma entidade da nossa música. A turnê comemorativa, que se iniciou oficialmente na última sexta (8), trouxe para este sábado (9) uma atmosfera de consagração. “Considero ter uma carreira vitoriosa”, cravou Djavan logo no começo da apresentação, lembrando do início da trajetória em São Paulo, quando ficou em 2º lugar no Festival Abertura de 1975, realizado no Teatro Municipal, com a música Fato Consumado. A sinergia entre o artista e o público rendeu destaques emocionantes, como os coros em Meu Bem Querer e Oceano, que vieram em sequência no momento de voz e violão. Sob a direção artística de Gringo Cardia, o palco reflete a sofisticação das harmonias djavanianas. O trabalho de iluminação de Césio Lima e Mari Pitta cria o cenário perfeito para a banda de elite que o acompanha: Felipe Alves (bateria), Marcelo Mariano (baixo), Torcuato Mariano (guitarra/violão), Paulo Calasans e Renato Fonseca (teclados), além do trio de sopros Jessé Sadoc, Marcelo Martins e Rafael Rocha. Assisti a alguns shows de Djavan nos últimos 30 anos, muitos deles em Santos, do ginásio e teatro do Sesc à Praia do Boqueirão. Mas a grandiosidade que o espetáculo ganhou com a turnê Djavanear é impressionante. O telão é de padrão internacional, daqueles que os fãs costumam reclamar que artistas estrangeiros nem sempre trazem em suas turnês por aqui. A qualidade sonora é impecável. Aos 77 anos, Djavan não dá sinais de cansaço. Mantém a voz presente, com ótimo suporte das backing vocals (que garantem a sustentação necessária enquanto ele dança e interage com os fãs). Com um setlist focado exclusivamente em sucessos, não há espaço para momentos mornos. A estrutura do show traz uma curiosidade marcante: Sina é a escolhida tanto para abrir quanto para encerrar a noite, criando um ciclo perfeito de celebração. Sina, inclusive, carrega o famoso neologismo criado por Djavan: “Caetanear”. O termo, feito para homenagear Caetano Veloso, significa compor ou cantar com a maestria, poesia e leveza características do baiano. Quando a música volta ao palco no bis, serve como uma deixa para o público trocar “Caetanear” por “Djavanear” na letra. O mestre alagoano merece a exaltação que ele mesmo criou para o amigo. Djavan também emociona em canções mais recentes, como Um Brinde. Na época do lançamento dessa faixa, o artista liberou um trecho de um minuto cantado apenas com silabados, convidando os fãs a criarem versões sobre a melodia. Já em O Vento, ele relembrou a saudosa Gal Costa, que gravou a faixa (composta em parceria com Ronaldo Bastos) em 1987. Recentemente, a canção ganhou uma nova roupagem no álbum Improviso. Momentos de destaque: Meu Bem Querer, Oceano, Eu Te Devoro, Linha do Equador, Nem Um Dia, Samurai, Lilás, Flor de Lis e Açaí. A turnê, realizada pela Live Nation e Luanda Promoções, cumpre a promessa de entregar exatamente o que o fã deseja: uma antologia viva com estrutura digna de sua história. Assistir ao show Djavanear é obrigatório para quem deseja ver a história da música brasileira sendo celebrada em tempo real. A turnê agora segue para Salvador, passa por Fortaleza, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis, Belém, Recife, Maceió, antes de retornar para o show derradeiro no Pacaembu, em São Paulo, no dia 12 de dezembro.
Djavan anuncia show de encerramento da turnê de 50 anos no Pacaembu

Devido ao sucesso absoluto nas duas primeiras datas em São Paulo (8 e 9 de maio), a turnê Djavanear 50 anos. Só Sucessos, que celebra os 50 anos de carreira de Djavan, ganhou uma data extra e final em São Paulo, marcada para o dia 12 de dezembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu. Este show não é apenas mais uma data, ele marca o encerramento da jornada comemorativa que vai percorrer estádios e arenas de todo o país. Como o nome entrega, o repertório é um “paredão” de hits: são pelo menos 25 canções que moram no inconsciente coletivo brasileiro, como Sina, Oceano, Eu Te Devoro, Samurai e Flor de Lis. Galeria de arte em movimento O espetáculo vai muito além da música. Com direção artística de Gringo Cardia, o show é uma experiência imersiva que traduz visualmente o universo sensorial de Djavan. Através de gigantescos painéis de LED, a cenografia dialoga com obras de grandes artistas brasileiros, como Cândido Portinari, Vik Muniz, Athos Bulcão e Espedito Seleiro. É o encontro do “pintor de música”, como Gringo define Djavan, com a herança visual do nosso país. No palco, o cantor é acompanhado por uma banda de elite que inclui naipes de metais, teclados, cordas e backing vocals, garantindo a fidelidade técnica que as composições de Djavan exigem. Ingressos para o Djavan no Pacaembu A venda será realizada pela Ticketmaster e conta com vantagens agressivas para clientes do Banco do Brasil: Serviço: Encerramento “Djavanear 50 Anos” em SP Turnê pelo Brasil
Djavan anuncia turnê de 50 anos de sucessos; estreia será no Allianz Parque

A partir de 9 de maio de 2026, o cantor alagoano Djavan celebra a carreira de cinco décadas com a turnê Djavanear 50 anos. Só Sucessos, que se iniciará em São Paulo, no Allianz Parque, antes de passar por estádios e arenas de todo o país em um espetáculo formado exclusivamente por seus maiores hits. Além da capital paulista, outras dez cidades estão confirmadas até o momento: Salvador, Fortaleza, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis, Belém, Recife e Maceió. O repertório será composto por pelo menos 25 canções que atravessam toda a sua discografia, incluindo clássicos como Sina, Oceano, Um Amor Puro, Se…, Eu Te Devoro, Samurai, Flor de Lis e Açaí. Ingressos: Clientes com cartões BB contam com benefícios exclusivos, começando com pré-venda exclusiva entre hoje (1) e amanhã (2), começando às 10h online e 11h nas bilheterias oficiais, e possuem 20% de desconto nos ingressos “inteira” (apenas durante a pré-venda). Para o público geral, a venda começa na quarta-feira (3) a partir das 11h online e ao meio-dia nas bilheterias oficiais. Os ingressos estarão disponíveis online somente na Ticketmaster e nas bilheterias oficiais (sem taxa de serviço). Clientes com cartões BB poderão parcelar em até 6x sem juros, enquanto os demais poderão parcelar em até 3x. Com direção artística de Gringo Cardia, a turnê conta ainda com os olhares de Césio Lima (lighting designer e diretor de fotografia), Mari Pitta (diretora de iluminação) e Sérgio Almeida (programação e operação de luz). No palco, Djavan (voz, violão e guitarra) se apresenta com Felipe Alves (bateria), Marcelo Mariano (baixo), Torcuato Mariano (guitarra e violão), Paulo Calasans (piano e teclado), Renato Fonseca (teclado), Jessé Sadoc (trompete e fluguelhorn), Marcelo Martins (sax tenor e flauta) e Rafael Rocha (trombone). TURNÊ DJAVAN – “DJAVANEAR 50 ANOS. SÓ SUCESSOS” 09 de maio – Allianz Parque (São Paulo) 23 de maio – Casa de Apostas Arena Fonte Nova (Salvador) 30 de maio – Centro de Formação Olímpica – CFO (Fortaleza) 13 de junho – Pedreira Paulo Leminski (Curitiba) 27 de junho – Arena BRB Mané Garrincha (Brasília) 18 de julho – Arena MRV (Belo Horizonte) 01 e 02 de agosto – Farmasi Arena (Rio de Janeiro) 29 de agosto – Arena Opus (Florianópolis) 24 de outubro – Hangar (Belém) 31 de outubro – Classic Hall (Recife) 05 de dezembro – Maceió (local a ser divulgado em breve)
Djavan vasculha os imprevisíveis caminhos do amor no álbum “Improviso”

“Ir atrás do amor é um jazz.” O verso de Um Brinde dá a pista: Djavan construiu seu novo álbum, Improviso (Luanda Records / Sony Music), em torno dos movimentos não programados, do balé imprevisto e das jogadas sem ensaio que permeiam as relações de amor. Em 12 grandes canções autorais, 11 delas inéditas e, em sua maioria, escritas recentemente, o artista segue em seu ofício de abrir novas veredas para a grande floresta amorosa, nota por nota, como quem defende na partitura a vida como um estado de ação constante, pois afetos estagnados ressecam. Escrever sobre o amor nunca é repetição. E Djavan se diverte buscando outras maneiras de navegar pelo mesmo oceano de águas sempre novas. Única regravação do álbum, O Vento foi feita em parceria com Ronaldo Bastos em 1987 e imediatamente entregue a Gal Costa, a mais representativa intérprete de Djavan, que lançou a composição no álbum Lua de Mel Como o Diabo Gosta. O triste fato de termos perdido Gal recentemente, em 2022, moveu o autor a trazer esta canção de volta, agora em gravação inédita na voz do cantor alagoano. Ainda não há informações sobre uma possível turnê de divulgação do álbum. Ouça Improviso, álbum novo de Djavan, abaixo
Djavan lança “Um Brinde”, primeiro single de seu 26º álbum de estúdio

Djavan apresentou Um Brinde, primeiro single de Improviso, seu 26º álbum de estúdio. O projeto, com lançamento confirmado para 13 de novembro, reúne 12 faixas e marca um novo capítulo na trajetória do artista. A canção mistura pop e jazz, com o suingue característico do cantor alagoano, unindo poesia e sofisticação musical em versos como “Ir atrás do amor é um jazz / Mas se você quiser me seguir / Tudo é mais simples que beijar sem morder”. Gravada com um time de músicos de longa parceria, Um Brinde reúne Felipe Alves (bateria), Marcelo Mariano (baixo), João Castilho (guitarra), Paulo Calasans (piano), Renato Fonseca (teclado), Jessé Sadoc (trompete), Marcelo Martins (sax tenor) e Rafael Rocha (trombone), além do próprio Djavan em voz e violão. Como parte do lançamento, o cantor apresentou no TikTok a ação “Improvise com Djavan”, no início deste mês. O artista liberou um trecho de um minuto de “Um Brinde”, cantado sem letra e convidou os fãs a criarem novas versões a partir da melodia inédita. A iniciativa, que antecipou o lançamento oficial da faixa, teve ótimo engajamento e aproximou ainda mais novas gerações de ouvintes à sua música. Com Improviso, Djavan segue explorando novas sonoridades e reafirmando seu lugar único na música brasileira, em plena atividade criativa, às vésperas de celebrar 50 anos de carreira em 2026.
BK’ lança álbum com participações de Djavan, Fat Family e mais
Como uma vitrine da música brasileira, BK’ apresenta seu mais novo álbum: Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer. Em um leque de 16 faixas inéditas, o premiado artista imprime o rap no samba, em uma colaboração com Pretinho da Serrinha; em solos de guitarra, num feat com FYE; até em um R&B com Fat Family; e no trap de MC Maneirinho, por exemplo. Assim, BK’ embala composições que atiçam o surgimento de um novo movimento. DLRE, as siglas do novo projeto, reúne ainda samples da joia nacional Milton Nascimento, participações de Luedji Luna, Evinha, além de Melly, Borges, Maui e Jenni Rocha – contando também com a benção de sua maior referência, Djavan, por meio do sample de Esquinas. Os novos sons chegaram às plataformas de streaming, pelo selo Gigantes, e têm toda sua carga criativa condensada no curta-metragem homônimo ao álbum, filmado na Etiópia e desenvolvido em parceria com o estúdio criativo AKQA Coala.Lab. “Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer é um retrato da riqueza da música brasileira. Este disco celebra as conexões que construímos ao longo do caminho, dando espaço para toda a nossa pluralidade. Cada colaboração é uma extensão da minha visão, um diálogo musical e cultural sobre o que somos enquanto movimento. Eu quis homenagear todos esses grandes artistas de diversas gerações”, afirma BK’. Memorável, enérgico e cheio de homenagens são algumas características que explicam o tão plural novo álbum de BK’, que tem como principal pilar o fator colaborativo – com uma mensagem que clama o desapego para alcançar o progresso. O rapper contou com as produções do duo de DJs Deekapz, Kolo, Paulo DK, Kizzy e Ruxn, Sango e Aidan Carroll, Theo Zagrae, JXNV$ e Nansy Silvvz. FYE, principal aposta do selo de BK’, Gigantes, também assinou uma das produções. Todo este time, guiado pelo olhar criativo de um dos principais nomes do rap nacional, apresentou então uma sequência de hits que impressionam os fãs em lugares diferentes. Você Pode Ir Além abre a tracklist com participação de FYE – colaboração dupla, presente também na faixa Te Devo Nada – com riffs de guitarra e muita bateria que costuram um rap ritmado, na trilha sonora para o filme que acompanha o disco. Só Eu Sei traz o sample da canção Esquinas (1984) de Djavan, um dos maiores ídolos de BK´, que celebra: “Ter minha obra revisitada por artistas de gerações mais jovens reafirma a diversidade da minha música e me deixa muito feliz. BK’ é um cronista da realidade brasileira e conecta Esquinas a sua escrita sempre precisa e autêntica. Gostei do resultado”. Tesouro nacional atemporal, o artista atribui a BK’ esta tarefa de historiador, narrando os fatos da época em que se vive. Na sequência, Não Adianta Chorar traz o samba de Pretinho da Serrinha. O leque de homenagens às lendas da música brasileira é completado em Só Quero Ver com a voz de Evinha, e então Ninguém Vai Tirar Minha Paz com Melly. O R&B melódico de Fat Family embala o rap de BK’ em Da Madrugada, e elas afirmam: “Nossa música sempre teve conexões com a cultura hip-hop, unindo o soul e R&B brasileiro às mensagens e influências do gênero. A homenagem do BK’ reafirma o impacto intergeracional do nosso som, celebrando nossas raízes e a força da música negra brasileira”. Enquanto Jenni Rocha colabora em Medo De Mim, Maui em Real, MC Maneirinho participa em Mandamentos; Luedji Luna e Borges completam a lista de feats em Abaixo Das Nuvens. O interlúdio Mostro marca a metade da imersão que o disco pede, enquanto as canções Quem Não Volta, Eu Consegui, Amém, Amém e Cacos De Vidro completam a tracklist. Presente em dois samples em DLRE, o cantor e compositor Milton Nascimento, o Bituca, destaca que “é uma alegria enorme saber que parte da minha obra está presente em duas faixas de um artista tão incrível, quanto o BK´. Acompanho e admiro o trabalho dele há um tempo, e me sinto honrado por estar, de alguma forma, junto nesse novo álbum”. Complementando toda a narrativa apresentada nas canções, o registro audiovisual de Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer chega como um chamado, convidando o público ao desapego. No fim do último ano, Abebe Bikila – nome inspirado no primeiro africano a conquistar uma medalha de ouro olímpica – desembarcou pela primeira vez na Etiópia, um dos poucos países africanos não colonizados, para a produção do curta. Idealizado pela AKQA Coala.Lab e produzido pela Anonymous Content, o filme constrói uma metáfora sobre o instinto de sobrevivência humano, remetendo à era das sociedades nômades na pré-História. Nessa metáfora, BK’ lidera um bando e protagoniza uma história que simboliza a necessidade de abandonar tudo o que impede nosso progresso, como antigas crenças, comodismo ou vínculos frágeis, por exemplo. Para que se alcance seus objetivos, o filme lembra a necessidade do desprendimento, da determinação e foco. Por meio de muito simbolismo, como o que é devorado pela hiena (um dos predadores mais ferozes da África e figura presente em Harar, cidade onde o filme foi produzido), DLRE: O Filme ressalta que tudo o que o atrasa deve ser deixado para trás – e já está disponível no canal de YouTube de BK’. “Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer não é apenas um título, é um lembrete de que acreditar no impossível é o que nos move. E estar na Etiópia foi também um marco pessoal e criativo, como voltar para casa de um jeito que nunca tinha imaginado. Esse projeto é sobre resistência, ancestralidade e a força que vem de quem somos”, finaliza o artista.
Djavan celebra a vida com álbum de show em Maceió; ouça!

Voz e violão, sua música no sumo portanto, Djavan canta frente à multidão de mais de 20 mil pessoas: “Eu fui batizado na capela do farol, Matriz de Santa Rita, Maceió”. Finca o pé na origem, aponta de onde veio — o que diz muito do passado, mas mais ainda das escolhas presentes e dos caminhos futuros. Casa, enfim. É esse o sentido que atravessa D Ao Vivo Maceió, álbum que documenta a turnê do disco D — a inicial do nome do artista, em mais um simbolismo que marca o valor essencial do início. O disco chegou às plataformas digitais de música, enquanto o registro audiovisual será lançado ainda no primeiro semestre de 2024. “Eu tenho um amor profundo e uma gratidão imensa pela minha cidade, por Maceió”, derrama-se o compositor, em conversa em seu estúdio, no Rio. “Porque foi ali que eu me formei, foi ali que eu conheci tudo que eu precisava pra ter uma formação diversa como a minha intuição e o meu espírito gostariam. Ali eu conheci o jazz, o R&B, a música flamenca, a música nordestina, a música do Brasil… Me formatei ali” O sentido de “casa” que atravessa o show, porém, não é um só. Porque, para além de sua cidade natal, são muitas as casas, as origens, os lares que Djavan evoca no palco. A primeira, ainda antes de entrar em cena, fala de nossa essência como povo, pela voz de uma de suas representantes mais ilustres, Sonia Guajajara. Na abertura de D: ao vivo Maceió, ouve-se a líder e ministra dos Povos Indígenas lendo um texto de sua autoria, feito especialmente para a turnê: “Gritamos e ressoamos o ´reflorestarmentes´, para que de uma vez por todas o nosso direito à vida seja conquistado, com base na natureza e na ancestralidade”, diz um trecho. É ainda sobre o eco dessas palavras que Djavan abre o show com Curumim. Lançada em 1989, é uma canção de amor feita da perspectiva de um menino indígena, um curumim que entrega tudo à menina amada (“O que era flor/ Eu já catei pra dar/ Até meus lápis de cor/ Eu já dei/ G.I. Joe, já dei/ O que se pensar/ Eu já dei/ Minhas conchas do mar”) e se angustia com o fato de não ser correspondido. “Escrevi Curumim depois de ter ficado muito impressionado quando vi na televisão uns meninos indígenas brincando com esses bonequinhos G.I. Joe (lançados no Brasil como Comandos em Ação)”, conta Djavan, que dedica o show aos indígenas e a todas as minorias do Brasil. “Você vê a infiltração de outras culturas ali, como isso pode matar a cultura indígena. E eu trago na letra, pra sedimentar essa questão, o nome de várias etnias. Nomes belíssimos, sonoros, musicais. Assim como a expressão G.I. Joe também me pareceu, ali, extremamente musical”. A fala nos lembra que, para Djavan, a casa é também a música — esteja ela guardada nos sons de Txucarramãe ou de G.I. Joe. O compositor nota que o lápis de cor, o G.I.Joe, as conchas são na verdade apenas representações da sedução — “algo que é inerente a qualquer povo, a qualquer civilização”. “Estou tentando dizer, portanto, que os indígenas somos nós. Quando falo dos indígenas, das minorias, estou falando também de mim”, diz o compositor, que já em segundo disco, de 1978, trazia uma canção sobre o tema, Cara de índio. Como pode ser visto nos palcos e em breve estará no registro audiovisual, ao longo de todo o show, o telão projeta imagens de artistas indígenas e periféricos, na cenografia assinada por Gringo Cardia. Desenvolvido por Marina Franco, em parceria com o estilista convidado Lucas Leão, o figurino de Djavan — uma elegância ao mesmo tempo crua e futurista, ancestral e moderna, marcada por tons terra — dialoga com o cenário, assim como com a luz de Césio Lima, Mari Pitta e Serginho Almeida. Produção esmerada que compensa a espera: gravado em 31 de março de 2023, D: ao vivo Maceió ganha as ruas dez anos depois do registro audiovisual anterior de Djavan, o Rua dos amores ao vivo. Depois de Curumim, o roteiro prossegue com Boa noite, lançada em 1992 — o show reúne músicas que vão desde seu primeiro disco até D, de 2022, num panorama amplo de sua carreira. Já nos primeiros versos, Djavan brinca com a ideia do engano de quem se acha dominador. No caso, na dinâmica de um casal no jogo da sedução, mas que pode ser estendido à arrogância do colonizador que toma a terra que não é dele: “Meu ar de dominador/ Dizia que eu ia ser seu dono/ E nessa eu dancei”. Outras essências de Djavan são tocadas ali (Ainda bem que eu sou Flamengo, que ele trata na canção como um modo de lidar com o sofrimento e seu propósito). E já se amplia no groove tão irresistível quanto surpreendente de Boa noite uma percepção que Curumim já anunciava: de como o artista tem uma linguagem musical sedimentada e, mais do que isso, como ela é amparada por sua banda. Estão no palco com o cantor instrumentistas que já estiveram com ele em diferentes momentos, que aprenderam a entendê-lo e ajudaram a dar forma ao que hoje se entende como a “assinatura Djavan”. “Desde sempre tenho uma percepção musical diferente. Minha, né? Pessoal. E ninguém é obrigado a tê-la”, explica o artista. “Mas uma coisa que Deus me deu, que é muito importante pra mim, é saber pedir, fazer com que o sujeito embarque na minha e se sinta confortável com isso. Os músicos que estão comigo hoje já passaram por esse processo várias vezes. Curumim, por exemplo, Nossa Senhora! Ela tem uma divisão inusual, estranha pra quem não tá naquilo. Esses mesmos músicos de hoje relembram, toda vez que a gente vai tocar o Curumim, a dificuldade que era. Mas hoje eles sabem”. Os “músicos de hoje” a que Djavan se refere são Paulo Calasans (piano e teclado), Marcelo Martins (saxofone e flauta), Marcelo Mariano
Djavan traz turnê D para São Paulo; veja local e datas

Após estrear sua turnê mundial em Maceió, em março – antes de percorrer algumas cidades do nordeste e outras sete nos EUA – Djavan agora apresenta pela primeira vez o seu novo espetáculo em São Paulo, no Espaço Unimed, nos dias 19 e 20 de maio. Homônima ao seu 25º álbum de estúdio, lançado em agosto de 2022, a turnê D permanece na estrada depois da passagem pela capital paulista, visitando diversas cidades do Brasil e da Europa ainda este ano. Além de faixas do último trabalho, a exemplo de Num Mundo de Paz e Iluminado, o repertório de aproximadamente 20 canções contempla sucessos de todas as fases de sua discografia. Embora sempre renove a lista de clássicos de uma turnê para a outra, Djavan ressalta que “músicas como Sina e Flor de Lis têm lugar cativo em todos os shows, porque são canções que o povo ama”. Para ele, o maior desafio na concepção de um novo espetáculo é “desenhar um roteiro equilibrado e diverso”. “O mais difícil é construir um show que conecte o público do começo ao fim com a mesma energia e fluidez”, conta. “Buscamos um formato que combine o clima solar e festivo de D com os velhos sucessos. Isso, por si, já traz uma diversidade sonora muito grande.” O artista reúne mais uma vez o time de músicos que o acompanhou em diferentes fases da trajetória, todos eles presentes também nos créditos de D, no qual experimentou com diferentes formações em cada faixa. No palco, a voz e violão de Djavan ganham o reforço de Marcelo Mariano (baixo e vocal), Felipe Alves (bateria), João Castilho (guitarra, violão e vocal), Paulo Calasans (piano, teclado e vocal), Renato Fonseca (teclado e vocal), Jessé Sadoc (trompete, flugelhorn e vocal) e Marcelo Martins (saxofone, flauta e vocal). Apesar de trazer uma banda semelhante à da turnê Vidas pra Contar (2016), Djavan quer sempre “alcançar uma estética musical diferente dos shows anteriores”. “A sonoridade depende mesmo é do repertório escolhido e da cara que vamos querer dar para cada música. Mesmo sendo uma formação parecida com a da penúltima turnê, sempre trabalhamos para fazer com que o espetáculo soe bem original e distinto dos outros”, explica. Para o conceito visual, o cantor aposta novamente na cenografia de Gringo Cardia, na iluminação de Césio Lima e Mari Pitta e no desenho de luz de Serginho Almeida, repetindo parcerias bem-sucedidas realizadas em shows anteriores, enquanto Marina Franco se junta ao time na direção de figurino, juntamente com o estilista convidado Lucas Leão. O projeto concebido por Gringo celebra a diversidade do povo brasileiro, em dois diferentes formatos: um cenário físico, que acompanhará o cantor na maioria das apresentações, e outro com projeções no telão de led. O primeiro traz painéis criados pelos artistas Daiara Tukano, Heloisa Hariadne e Yermollay Caripoune, e o segundo exibe obras de um notável time de nove artistas – composto majoritariamente por negros e indígenas, muitos oriundos da periferia: Aislan Pankararu, Daiara Tukano, Heloisa Hariadne, João Farkas, Marcela Cantuária, Mulambo, Pedro Neves, Nação Kuikuros | Takumã e Yermollay Caripoune SERVIÇO DO SHOW D EM SÃO PAULO Datas: 19/05 e 20/05 Abertura da casa: 20h30 Horário do show: 22h30 Endereço: Espaço Unimed (Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo – SP) Classificação: 14 anos Ingressos: Ticket 360
Rock in Rio confirma Guns n’ Roses, Måneskin e Djavan; confira datas

O Rock in Rio confirmou o retorno do Guns N’ Roses como headliner do Palco Mundo no dia 8 de setembro de 2022. Ainda no mesmo dia, o Måneskin estreia em solo brasileiro no mesmo palco. Já no dia 10, Djavan abre a noite do Palco Mundo, que já tem confirmado Coldplay como atração principal, além de Camila Cabello e Bastille. Marcado para os dias nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022, o festival acontece no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. Parceiros de longa data do Rock in Rio, onde realizaram shows inesquecíveis, o Guns N’ Roses está de volta ao festival com seus hits épicos como Sweet Child O’ Mine e Welcome To The Jungle, e as recém-lançadas ABSUЯD e Hard Skool. A banda fecha a noite no Palco Mundo sob o comando do vocalista ícone da banda, Axl Rose, que será acompanhado por Slash na guitarra, Duff McKagan no baixo, Richard Fortus na guitarra, Frank Ferrer na bateria, e os tecladistas Dizzy Reed e Melissa Reese. Os italianos do Måneskin, uma das atrações mais pedidas pelos fãs da Cidade do Rock, que recentemente ganhou o prêmio de Melhor Grupo de Rock no MTV EMA, farão uma apresentação inédita no Brasil, também no Palco Mundo, logo antes do Guns N’ Roses. No setlist, o público pode esperar pela canção de sucesso Beggin, que já possui mais de 770 milhões de reproduções no Spotify e chegou ao topo das paradas de rádio nos Estados Unidos, além de seus últimos lançamentos como I Wanna Be Your Slave e Mammamia. Responsável por abrir a noite no Palco Mundo no dia 10 de setembro, o cantor Djavan, ícone da cena musical brasileira e que passa por diversos estilos musicais em seu repertório, entre eles o jazz, o blues, o pop, o samba e a música flamenca, vai encantar o público com os seus hits Sina, Flor de Lis, Se…, Eu Te Devoro, Oceano, Samurai e Meu Bem Querer, entre vários outros. Curiosamente, não será a estreia do cantor no festival. Embora a edição de 2022 marque a sua primeira apresentação exclusiva no evento, Djavan esteve no Rock in Rio em 1991, quando fez uma participação especial no show de Santana com Oceano e Soweto, ambas canções do artista brasileiro.