Jeza da Pedra e Mexitapi celebram o universo dos Bate-Bolas em novo EP

Quem já passou pelo subúrbio do Rio de Janeiro durante o Carnaval conhece a energia magnética (e o susto provocado pelo barulho das bexigas no chão) dos bate-bolas. Essa estética vibrante e cheia de mistério agora ganha uma narrativa sonora contemporânea no EP Parangolé Bate-Bola, uma colaboração entre o artista Jeza da Pedra e a banda Mexitapi. O trabalho, lançado via LAB 344, reúne cinco faixas que funcionam como um corpo único. O som é um choque entre tradição e reinvenção, misturando as rimas do rap com o balanço do dub, o peso do funk e beats eletrônicos que emulam a energia coletiva dos cortejos suburbanos. Do palco para o fone O projeto nasceu originalmente como um espetáculo que estreou em 2025. Agora no formato fonográfico, Jeza da Pedra e Mexitapi aprofundam a pesquisa sobre os códigos de rua e as memórias afetivas do território. Para isso, contaram com a colaboração da Turma Superação, de Ricardo de Albuquerque, um dos baluartes da tradição bate-bolista. A produção musical, assinada por Bruno Muniz, Diogo Furieri, Marcelo Tapajós e Pedro Tie, equilibra bases eletrônicas com instrumentos orgânicos como guitarra e trombone, criando a atmosfera sensorial perfeita para as letras poéticas e intensas de Jeza. Identidade e periferia no projeto do Jeza da Pedra e Mexitapi Parangolé Bate-Bola reafirma que a cultura periférica não é estática. Ao transformar o excesso visual das fantasias em experimentação sonora, o duo ocupa novos espaços e convida o ouvinte a uma imersão sensorial no imaginário carioca.

Cayarí lança Floresta, primeiro single do EP “Território Vivo”

A artista indígena Cayarí iniciou um novo momento em sua trajetória com o lançamento do EP Território Vivo. A primeira faixa, Floresta, foi lançada nesta quinta-feira (16), dando início a uma série de quatro lançamentos mensais. O projeto independente marca uma transformação estética e sonora em sua carreira. Conhecida por integrar elementos da cultura Pataxó à música contemporânea, a cantora amplia sua identidade artística ao incorporar influências do rock, especialmente do subgênero new metal, sem abrir mão de suas raízes ancestrais. Para Cayarí, o EP Território Vivo se configura como um manifesto artístico e político, indo além de um simples lançamento musical. Nesta nova fase, a artista aposta em uma sonoridade mais intensa e visceral. “Quero construir uma experiência onde o som, a identidade e a narrativa se entrelacem, propondo reflexões sobre pertencimento, reconexão com a terra e consciência coletiva. No single Floresta, canto sobre a proteção dos nossos biomas e da responsabilidade que temos para evitar um colapso climático ainda maior. Porque acredito que quando a floresta cai, caímos juntos”, declarou. A fusão entre reggae, rock e elementos do new metal cria uma atmosfera potente, marcada por guitarras intensas, batidas densas e vocais expressivos que dialogam com espiritualidade, resistência cultural e consciência ambiental. A estética visual do EP acompanha essa transformação, trazendo uma imagem mais dark, introspectiva e ousada, transitando entre o urbano, o ancestral e o contemporâneo. Com Território Vivo, Cayarí se firma como uma das vozes emergentes da cena independente, estabelecendo uma ponte entre tradição e inovação e convidando o público à reflexão sobre a relação entre humanidade e natureza. Conexões internacionais e estética O novo trabalho de Cayarí também é atravessado por conexões relevantes dentro da cena internacional. Durante o processo, a artista trocou experiências com o baterista Iggor Cavalera, referência global no metal, e encontrou Sonny Sandoval, vocalista da banda P.O.D., uma de suas principais influências. Além disso, o encontro com Julian Marley amplia ainda mais o diálogo entre reggae e rock em sua trajetória. Essas conexões evidenciam a construção de uma artista que transita com fluidez entre diferentes vertentes sonoras, incorporando o peso do new metal, a essência do reggae e suas raízes ancestrais, sempre alinhadas a uma mensagem socioambiental consistente. Somando-se à sonoridade, Cayarí também constrói uma identidade visual marcante. Seu estilo é influenciado pela estética rock dos anos 2000, com o uso de correntes, botas e bucket hats, além de referências diretas de artistas como Avril Lavigne, Poppy e Amy Lee. Essa construção estética se integra à sua essência ancestral, criando uma imagem que une atitude, espiritualidade e contemporaneidade. Trajetória de Cayarí Nascida em Vitória da Conquista, Bahia, Cayarí é cantora, compositora, atriz e apresentadora indígena da etnia Pataxó. Sua trajetória musical teve início aos nove anos de idade e, desde então, vem sendo marcada por uma expressiva diversidade artística. Suas composições transitam entre o português, inglês e Patxohã — língua ancestral do povo Pataxó — revelando um profundo compromisso com suas raízes e com a valorização da cultura originária. Em 2018, mudou-se para São Paulo, onde rapidamente se destacou na cena musical alternativa, participando de pocket shows e batalhas de rima. No ano seguinte, iniciou colaborações com nomes relevantes da música paulistana, ampliando sua atuação e consolidando seu espaço na capital cultural do país. Durante a pandemia de 2020, Cayarí encontrou novos caminhos de expressão: realizou lives musicais e criou um programa semanal de entrevistas em seu Instagram, dando visibilidade a representantes da etnia Pataxó e promovendo reflexões sobre identidade e resistência indígena. Entre 2022 e 2023, sua carreira ganhou novos contornos. Suas músicas passaram a integrar trilhas sonoras de filmes e peças de teatro, e ela expandiu sua atuação como atriz. No final de 2023, lançou o EP Afluir, consolidando sua identidade artística plural. Em julho de 2023, Cayarí foi nomeada embaixadora da octaEra, organização que atua na proteção das florestas e no fortalecimento das culturas originárias. Em 2024, aproximou-se do universo reggae, gravando músicas do gênero e participando de shows ao lado de artistas consagrados. Fez história ao se tornar a primeira apresentadora indígena e nordestina de um Festival de Reggae no Brasil. Sua trajetória também a levou a experiências marcantes, como o convite da equipe de Julian Marley (filho de Bob Marley) para acompanhar seu show na Virada Cultural de São Paulo, consolidando a sonoridade que viria a marcar seus próximos trabalhos, em uma fusão autêntica de reggae, rock e rap. Além disso, apresentou-se musicalmente no Pré-Carnaval de Salvador, foi narradora do audiolivro bilíngue “Vamos Passear na Floresta”, na língua indígena Maraguá e em português, realizou um show autoral no Festival Indígena de Osasco e apresentou o espetáculo musical autoral “Afluir” no Teatro Alfredo Mesquita. O ano de 2025 marca um novo ciclo na carreira de Cayarí, quando passa a nomear sua linguagem musical como Reggae’n’Roll nativo, conceito que sintetiza a fusão entre reggae, rock/new metal e ancestralidade indígena. Entre suas participações recentes, destacam-se o show autoral com banda no Festival São Paulo Rocknation, a narração de audiodescrição no projeto Men Am Nim, na Ocupação Ailton Krenak do Itaú Cultural, e o show autoral no FSB – Festival Suíça Bahiana. Em 2026, a artista lança o EP Território Vivo, consolidando sua nova fase estética e sonora. O projeto reúne quatro faixas que aprofundam sua proposta de fusão entre reggae, rock e influências do new metal, enquanto reafirma seu compromisso com a ancestralidade, a preservação ambiental e a valorização das culturas originárias.

Pedro Vitor une forças com Rick Bonadio e Bola (Zimbra) no EP “Sabe”

Aos 19 anos, o músico Pedro Vitor acaba de colocar o seu primeiro pé oficial na estrada com o EP Sabe. Natural de Ribeirão Preto, o artista não economizou nos aliados para a sua estreia: o trabalho foi gravado no lendário estúdio Midas Music, sob o olhar atento de Rick Bonadio, que não só produziu, como também assumiu as baquetas durante as sessões. O EP conta com três faixas que buscam resgatar a energia do pop rock nacional dos anos 2000. A faixa-título, Sabe, carrega uma assinatura familiar para os fãs de indie rock: foi composta por Bola, vocalista da banda santista Zimbra. Influências diversas de Pedro Vitor Embora o som final transite entre referências de Capital Inicial, Titãs e CPM 22, a base musical de Pedro Vitor é mais pesada. O multi-instrumentista cita Metallica, Iron Maiden e Linkin Park como influências diretas, algo que se reflete no vigor das guitarras e na estrutura das composições mixadas por Sergio Fouad (conhecido por seus trabalhos icônicos com os Titãs). O projeto é a evolução natural do seu primeiro single, Pra Onde Vou, e coloca o jovem artista como uma das novas apostas do selo Midas para renovar o gênero em 2026.

U2 lança o reflexivo EP “Easter Lily” com selo Brian Eno

Enquanto o mundo aguarda pelo “álbum barulhento e irracionalmente colorido” que o U2 prometeu para breve, a banda irlandesa continua a partilhar coleções de canções mais íntimas. Chegou hoje às plataformas digitais o EP Easter Lily, o segundo volume de uma série iniciada com Days of Ash. Se o lançamento anterior reagia ao caos externo, este novo conjunto de seis faixas olha para dentro, focando-se em temas como o luto, a fé e a força da amizade. O projeto é um presente para os fãs que apreciam o lado mais experimental e espiritual do grupo, contando com a mão invisível (e por vezes bem visível) de Brian Eno, que assina a paisagem sonora da faixa de encerramento. The Edge assume o microfone e o tributo a Hal Willner Um dos pontos altos do EP é Song for Hal, onde The Edge assume os vocais principais. A canção é um lamento sobre o período de isolamento da covid-19 e uma homenagem a Hal Willner, produtor e amigo próximo da banda que faleceu há seis anos. Bono descreve o EP como um tributo indireto a Patti Smith e ao seu álbum Easter (1978), que foi uma fonte de esperança para o vocalista na sua juventude. “Com Easter Lily, fizemos perguntas muito pessoais sobre se as nossas relações estão à altura destes tempos desafiadores e se a nossa fé consegue sobreviver aos algoritmos”, reflete Bono. Regresso da revista ‘Propaganda’ Para celebrar os 40 anos do primeiro número da fanzine oficial da banda, o lançamento é acompanhado por uma edição digital especial da revista Propaganda. O material inclui fotografias inéditas tiradas por Larry Mullen Jr. em estúdio, artigos de Adam Clayton sobre o seu processo de recuperação através da arte e diálogos filosóficos de Bono.

Pulp quebra exclusividade do vinil e libera EP com inéditas e cover de Johnny Cash no streaming

Os fãs de Britpop que não conseguiram colocar as mãos na edição limitada em vinil da Rough Trade já podem respirar aliviados. O Pulp, liderado pelo icônico e elegante Jarvis Cocker, disponibilizou nesta quinta-feira (26) em todas as plataformas digitais o EP The Man Comes Around. O lançamento reúne material que ficou de fora da tracklist final de More, o aclamado álbum de 2026 que marcou o primeiro registro de inéditas da banda em 24 anos. Agora, as faixas deixam de ser um “tesouro de colecionador” para alcançar o grande público. Humor ácido e “impotência telefônica” no EP do Pulp O EP traz duas canções inéditas que reafirmam a escrita afiada de Cocker. Marrying For Love mergulha em uma sonoridade lounge e sofisticada, enquanto Cold Call On The Hotline traz o narrador autodepreciativo clássico do Pulp. Na letra, Jarvis brinca com a própria desgraça ao descrever a espera por uma resposta em um disque-sexo: “Já ouvi falar de sexo por telefone, mas impotência por telefone é novidade para mim”. Além das inéditas, o grande destaque é a versão soturna para The Man Comes Around, clássico de Johnny Cash. A releitura ganhou tração recentemente ao ser incluída na trilha sonora da série dramática The Hack, que explora os escândalos de invasão de privacidade e escutas telefônicas que abalaram o jornalismo britânico em 2011.

Abissal funde o peso do rock dos anos 90 com a leveza do dream pop no EP “Sutra”

A banda Abissal, natural de Jundiaí (SP), disponibilizou nas plataformas de áudio o seu mais novo EP, Sutra. O lançamento chega ao mercado chancelado pelo selo independente Casalago Records. Composto por cinco faixas, o trabalho consolida a nova identidade do projeto, que iniciou sua trajetória no distante ano de 2007, passou por hiatos, trocas de nome e agora se firma sob a alcunha de Abissal. Melancolia luminosa e Clube da Esquina Fugindo da crueza de seus primeiros registros, o quarteto formado por Murilo Ferragut (voz e guitarra), Bruno Cavalcanti (baixo), Dan (guitarra) e Uncas (bateria) batizou a própria sonoridade de “melancolia luminosa”. Na prática, a banda utiliza a base pesada do grunge e do rock alternativo da década de 1990 e a envelopa com camadas de post-rock e dream pop. A lista de influências diretas para a construção de Sutra ajuda a explicar a mistura: o grupo cita desde a agressividade do Nirvana e Silverchair, passando pela complexidade do Radiohead e The Smile, até chegar à precisão melódica brasileira do Clube da Esquina, Lô Borges e Os Mutantes. “A Casalago Records teve papel central nesse movimento. A criação do selo foi decisiva para dar estrutura ao projeto e ampliar o nível técnico da produção, baseada em experimentação e lapidação de arranjos”, explica a banda sobre o disco, que teve mixagem e masterização de Gui Godoy. Repertório do Abissal Liricamente, o EP trata de autoconhecimento e da elaboração de traumas. O disco abre com a climática faixa-título Sutra, ganha tração com Ouroboros, e mergulha em conflitos familiares na trinca Meu Templo e O Caminho. A catarse final acontece na faixa de encerramento, Miracéu, uma composição totalmente instrumental. Sublinhando o caráter orgânico do registro no estúdio, a música (e o EP) termina com o vazamento do som das baquetas sendo deixadas de lado pela bateria e uma voz ao fundo perguntando: “Foi?”. 💿 Serviço: lançamento do EP “Sutra” O disco já se encontra disponível para audição integral nos aplicativos de música e encerra um ciclo de reformulação estética do quarteto de Jundiaí. Tracklist

Tom Ribeira encanta com o lançamento do seu primeiro EP, “Pedaço”

Uma das vozes mais promissoras e cativantes da nova cena musical brasileira, Tom Ribeira lançou nesta sexta (6) o seu primeiro EP de estúdio, batizado de Pedaço. Com mais de 400 mil seguidores nas redes sociais e uma comunidade digital extremamente fiel, o cantor e compositor de 24 anos entrega um recorte íntimo e plural que traduz a sua geografia do afeto. O trabalho tem a MPB como fio condutor, mas passeia com maestria por paisagens sonoras contemporâneas desenhadas com samba, bossa nova, pop e forró. De Botucatu para os palcos de Paris A jornada de Tom é digna de filme. Nascido em Botucatu, no interior de São Paulo, ele evoca em seu lirismo a simplicidade e o apreço por suas raízes. A faixa Botucatu, por exemplo, é uma celebração poética da terra natal, citando o Rio Lava-Pés e a Cuesta, mas expandindo o sentimento para a universalidade da experiência latino-americana. Essa quebra de fronteiras não é apenas poética. Em 2022, o artista deixou o interior paulista para fazer um mochilão na Europa e, poucos meses depois, já estava se apresentando em palcos históricos de Paris, como o La Cigale e o L’Elysée Montmartre. Sua sonoridade remete à tradição de mestres como Dorival Caymmi e Cartola, flertando com a suavidade de Gal Costa e o experimentalismo de Itamar Assumpção. Faixa a faixa de “Pedaço”, do Tom Ribeira Gravado após um ano de intensa imersão criativa e produzido por Breno Viricimo, o disco traz composições que transitam entre o particular e o universal:

Johnny Monster lança o EP “Red Star Sessions” ao lado de Clemente

O músico Johnny Monster lançou o EP Red Star Sessions. Inspirado na estética e na energia crua das icônicas Peel Sessions (do lendário radialista inglês John Peel na BBC), o trabalho foi gravado quase inteiramente ao vivo no Red Star Studios, com pouquíssimos overdubs, capturando a verdadeira essência da banda tocando junta na mesma sala. Encontro de pesos pesados em Red Star Sessions Para essa empreitada pós-punk, Johnny convocou ninguém menos que seu amigo e ídolo Clemente Nascimento (Inocentes, Plebe Rude). A cozinha sólida e experiente ficou a cargo de Edgar Avian (bateria) e Will Vazquez (baixo), músicos renomados com bagagem em turnês internacionais de artistas do punk rock mundial. As guitarras de Johnny e Clemente se entrelaçam de forma brilhante nas três faixas inéditas do EP. O resultado reafirma a química potente que os dois já haviam demonstrado na Fantástica Banda Sem Nome, entregando músicas intensas e diretas que deixam aquele gosto de quero mais. 🎸 A Fantástica Festa Pro Clemente O lançamento do EP serve como o aquecimento perfeito para um evento imperdível. Nesta quinta-feira (26 de fevereiro), a partir das 20h, o mesmo Red Star Studios (em São Paulo) sedia A Fantástica Festa Pro Clemente. A noite será uma grande celebração de amizade e música, com diversas atrações reunidas por uma causa nobre: toda a renda da bilheteria será destinada integralmente ao Clemente, ajudando em sua recuperação após um período difícil de afastamento do trabalho. E o mais importante: mesmo quem não puder comparecer fisicamente pode colaborar. Os ingressos antecipados na plataforma Sympla são ilimitados e funcionam como uma rede de apoio virtual para fãs de todo o Brasil. 🎫 Serviço: A Fantástica Festa Pro Clemente

Inspirado em poema de Marcelo Yuka, Lavolta lança o single rock “O Acaso Não Costuma Falhar”

A banda Lavolta apresentou mais uma peça do seu EP No Jardim dos Acasos. O grupo lançou nas plataformas de streaming o seu segundo single, O Acaso Não Costuma Falhar. A faixa marca uma nova fase lírica para a banda, trazendo uma perspectiva de esperança e introspecção. O grande diferencial? A letra é inspirada em um poema do inesquecível Marcelo Yuka (O Rappa). Encontros e esperança Atrelada ao conceito do acaso como algo misterioso, porém natural, a música fala sobre encontros. A composição reflete a atual transição da banda para uma visão de mundo menos niilista, encarando as questões existenciais com mais esperança e resiliência. Retorno da Lavolta ao rock Se você esperava um som puramente acústico, prepare-se para aumentar o volume. A Lavolta fez questão de resgatar sua veia mais pesada neste lançamento. A faixa apresenta um arranjo que remete diretamente à energia do primeiro álbum do grupo, Sublimar. “Quisemos fazer esse contraste para mostrar para o público que ainda vamos manter as influências de rock nos trabalhos futuros, ainda que com um discurso diferente nas letras”, aponta a banda. Preparação do terreno com “Solidão” O Acaso Não Costuma Falhar chega na esteira do primeiro single desta nova fase, Solidão. A faixa anterior já havia mostrado o alto nível de produção do novo EP, contando com a assinatura de Gustavo Bertoni (guitarrista e vocalista da Scalene) e a mixagem e masterização do consagrado engenheiro de áudio Nobru Bueno. Tematicamente, Solidão abriu os trabalhos mostrando que o isolamento não é um fardo, mas um espaço necessário de introspecção e uma forma de enfrentar os problemas olhando para dentro.