Na pegada do One Man Band, Rodrigo Suricato divulga EP

Em agosto, Rodrigo Suricato fez live na qual reuniu as principais canções dos três discos anteriores, compostos e idealizados pelo artista. O resultado desta performance foram dois EPs. O primeiro deles, One Man Band, já está disponível nas plataformas e contém também três faixas inéditas e releituras inusitadas como Olhos castanhos (Luísa Sonza), Nosso estranho amor (Caetano Veloso) e Purple Rain (Prince). O EP reforça Suricato como o maior ‘one man band’ brasileiro, modernizando o estilo criado por músicos de rua no início do século 19. Os vídeos de Aqui estamos e Olhos castanhos já podem ser conferidos no canal oficial do cantor. “Trata-se do maior desafio da minha carreira. Uma performance extremamente complexa e única, que finalmente as pessoas terão a oportunidade de conferir. Ter me tornado um homem banda tem a ver com minha busca interna e espiritual. Meu corpo inteiro produzindo música me traz uma sensação divina de conexão. Há cinco anos pesquiso sobre esse formato”, disse o cantor. Com a criatividade a todo vapor, Suricato acaba de receber uma nova indicação ao Grammy Latino, na categoria “Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa”, pelo projeto Na Mão As Flores. Somente em 2020, Suricato chega ao impressionante número de três discos lançados e dois singles, entre eles Astronauta, ao lado da banda Melim.
Deadman Dance encanta com EP na bateria, baixo e violino distorcido

Procurando por uma banda nova, autoral e com um trabalho original? Deadman Dance é um power trio paulista que mescla bateria, baixo e, fazendo as vezes de guitarra, um violino altamente distorcido. Do flerte com o grunge, stoner rock, punk e música brasileira, surge uma sonoridade única que pode ser conferida no EP de estreia do projeto, Ticking Clocks pode ser ouvido abaixo. Foi apenas questão de tempo para que o violinista Eduardo Geraissate visse seu trabalho solo, inicialmente instrumental, contar também com letras – inclusive a que originou o nome Deadman Dance -, a bateria de Rafaela Antonelli e, por fim, o baixo de Henrique Codonho. Mas a jornada de Deadman Dance começou bem antes. Eduardo teve seu início na música erudita aos 17 anos, tocando violino em orquestras, óperas e diversas formações dentro do estilo. Após integrar um trio de música instrumental brasileira, optou por seguir o caminho da música popular e a intensificar sua ligação com o rock. Deadman Dance erudito “Desde meu começo no violino e depois na faculdade de música, eu fiquei imerso na música clássica que é inerente do instrumento. E ao longo desse tempo todo, ouvi diversas coisas como ‘você começou a tocar muito velho’, ‘você não toca tão bem assim’, ‘já pensou em mudar de instrumento?’. Quando eu decidi por começar o projeto, era algo solo, para dar vazão à ideias que eu carregava dentro de mim, mas que não tinha pra onde jogar. Iniciei fazendo loops sozinho, melodias, harmonias, até que resolvi enfiar uma letra, retomando um hábito de escrever que eu tinha deixado pra trás, quando comecei a estudar música. Só que eu sempre gostei da energia do rock, da crueza, quase um tapa na cara”, conta Eduardo. De projeto solo a coletivo, Deadman Dance se consolidou na sua atual formação em 2018. A proposta do grupo é desconstruir o formato clássico de um trio de rock. Em resumo, isso acontece quando usa o contraste de sonoridades cruas com o caráter inovador do violino. “As nossas influências vem desde Nirvana, Queens of the Stone Age, Radiohead, Far From Alaska, Joy Division, quanto da música popular brasileira. O nosso som vai no contrário da música de orquestra, sendo direto, rápido e agressivo em boa parte das vezes. Aqui o violino abandona o conceito de instrumento melódico, cuidando na maioria das vezes da parte harmônica, com o baixo fazendo as melodias entremeadas. A bateria aparece e costura tudo com precisão, preenchendo as frestas que ficam em aberto e dando o ritmo das músicas”, entrega Geraissate.
Cigana retoma nostálgico com EP Tudo Que Há de Novo

Desconstruir para se reconstruir. Essa foi a jornada da banda Cigana em seu novo EP, Tudo Que Há de Novo, que chegou nesta sexta-feira (9) às plataformas de streaming. As reflexões que aparecem nas composições – imersas em temas como o passar do tempo, a nostalgia e a existência humana -, se desdobram em nova sonoridade. Em resumo, a criação livre totalmente à distância deu lugar a canções guiadas por sensações. Sai o peso das guitarras, entra a sutileza dos beats. O som intenso construído no primeiro disco da Cigana, Todos os Nós, veio de jams, ensaios, criações coletivas sobre improvisos em grupo que resultaram em um som entre a música brasileira e a psicodelia. Agora, no entanto, com a banda totalmente dispersa e trabalhando individualmente de suas casas, foi uma oportunidade de buscar novos elementos sonoros com a ajuda do produtor FLOWERZ. “Nós produzimos esse trabalho de uma maneira totalmente diferente do que em nosso álbum Todos os Nós – enxergamos as músicas como beats, não nos limitamos ao formato clássico de banda para compor os arranjos das músicas e isso acrescentou muito. Prestamos mais atenção para grooves e construção de camadas”, reflete Matheus Pinheiro. Além dele, Cigana é formada por Caique Redondano, Pedro Baptistella, Victoria Groppo e Felipe Santos. O EP Tudo Que Há de Novo vem para somar à discografia da Cigana. Anteriormente, o grupo lançou o álbum Todos os Nós e os EPs Sinestesia (2014) e A Torre (2015). Ademais, divulgaram o single Natureza, pela Laboratório Fantasma dentro do projeto Original’s Studio.
Fever 333 fará turnê virtual para promover seu novo EP

A banda Fever 333 divulgou nesta quinta-feira (8), que vai realizar em breve uma turnê virtual para promover o EP Wrong Generation, que será lançado no dia 23 de outubro. Ademais, esta nova produção foi criada após o músico Jason Aalon Butler passar 13 dias participando de protestos que aconteceram em Los Angeles. Em resumo, o EP contará com 8 faixas, incluindo Supremacy, divulgada recentemente. “Eu estou falando sobre o que está acontecendo e o que precisa acontecer. Espero que vocês entendam que o progresso vai doer. Após desmontar e desconstruir todas essas coisas, nós encontraremos um lugar lindo para estarmos juntos. Para mim, esse EP são aqueles 13 dias após 34 anos. Vocês mexeram com a geração errada”, disse Butler.
Entrevista | Surra – “Tem muito mais shopping e balada do que espaço para bandas de rock”

Sem shows por conta da pandemia, o Surra decidiu passar grande parte do ano no estúdio. Dessa experiência surgiram várias ideias. A primeira delas é o EP 100% Surra – Expropriando Sua Fábrica, com homenagens às bandas da Baixada Santista, local de origem do Surra. São quatro faixas com significados marcantes para os integrantes: Little Boy (Sociedade Armada), Laje (Summersaco), Simpatia Pela Vingança (Larusso) e Total Destruição (Vulcano). O que os integrantes do Surra disseram sobre as escolhas? Little Boy – Sociedade Armada “A primeira escolhida foi a música Little Boy, do Sociedade Armada, banda icônica do hardcore praiano, com letras muito contundentes que, inclusive, servem de grande inspiração para nós. Nesse caso aqui, a música trata do maior atentado terrorista da história, as bombas atômicas lançadas contra o Japão no final da Segunda Guerra Mundial”. Laje – Summersaco “Em seguida temos Laje, do conjunto de Praia Grande Summersaco. Poucos sabem, mas essa cidade vizinha de Santos já teve algumas das melhores bandas do cenário extremo. Além do Summersaco tivemos também o Entendeu? E graças a esse pessoal, nós tocamos nossos primeiros shows fora de Santos e abrimos nossa cabeça para sons e ideias diferentes. Mais ainda, fica aqui nossa homenagem para o nosso amigo Itzac, guitarra e vocal da Summersaco, falecido em 2019″. Simpatia Pela Vingança – Larusso “Não poderíamos deixar de destacar também o Larusso, banda que foi muito influente para nós no começo de nossa trajetória no underground. Na época em que éramos adolescentes e começamos a tocar thrash, o Larusso era uma referência no crossover santista, com várias pessoas que depois iriam se tornar grandes amigas e parceiras na formação da banda. Em um período de pouco público, eventos com cotas de ingressos e o auge do “pop punk”, esse pessoal nos mostrou qual era o caminho”. Total Destruição – Vulcano “Para arrematar, temos um tributo ao grande Vulcano, uma das principais bandas que já saíram da Baixada para o mundo. Total Destruição é um hino do metal brasileiro e, para nos ajudar a afiar esse AÇO, nós tivemos o auxílio de Mauricio Nogueira (ex-Krisiun, Torture Squad e Matanza) nos solos de guitarra e do vocal da destruidora Cacau Pinheiro”. Qual é a principal característica do hardcore/punk na Baixada Santista? E por que seguimos com bandas expressivas ininterruptamente desde o fim dos anos 1980? Victor: Acredito que, por mais que sejam estilos e concepções diferentes, a Baixada Santista sempre teve bandas que deram a cara a tapa e saíram tocando por aí. Acho que a formação de músicos na cidade sempre foi um fator muito importante, e essa “passada de bastão” de geração para geração, mesmo que informalmente. Uma banda sempre serviu de exemplo para outra. Eu me preocupo com a situação atual. Não temos mais espaços para som ao vivo na cidade e acredito que essa renovação está correndo sério perigo de parar por aqui… Leeo: A Baixada Santista, principalmente Santos, mudou muito nos anos 2000 e 2010. Tem muito mais shopping e balada do que espaço para bandas de rock. Faz uns anos que a gente vem improvisando com shows em botecos que cedem um espacinho para os eventos ou nos próprios estúdios de ensaio. Nos últimos anos, apesar das bandas seguirem representando bem a região, o cenário ficou mais esvaziado. O que mudou? O que pode ser feito para melhorar? Victor: Como disse, acho que o fato de não ter um “rolê”, um espaço de convivência para as bandas tocarem e conviverem juntas atrapalha bastante. Outro fator, acredito que seja uma característica da própria cidade. É muito difícil os jovens que se formam nas escolas ficarem em Santos, por pura falta de perspectiva. As pessoas vão embora e nunca mais voltam… Falando da curadoria dos homenageados no EP, podemos dizer que essas são as bandas que mais influenciaram o Surra, dentre os nomes da região? Victor: Acho que as influências das bandas daqui são muitas, essas são algumas delas. Na nossa geração nós tivemos lugares importantes como o Praia Sport Bar, o Studio G, e a própria existência da Enseada FM nos anos 1990, que impulsionou muito a cena das bandas daqui. Inclusive ainda temos a ideia de fazer outras edições dessa ideia, com mais covers. Guilherme: Infelizmente muitas bandas que curtimos e gostaríamos de homenagear ficaram de fora. Quem sabe não cabe até uma segunda edição desse EP com outras influências. O Surra já tem outros planos em mente. O que você pode adiantar sobre isso? Guilherme: O que podemos adiantar é que ainda esse ano liberaremos um EP com cinco faixas inéditas. Leeo: Sim! E esse EP vai ser lançado num formato físico especial! Lives, drive-in ou só shows presenciais com a vacina? Qual é a relação da Surra nesse sentido? Victor: Nós estamos esperando chegar a vacina para poder voltar para a estrada. Por enquanto, estamos enfurnados no estúdio gravando o máximo de material possível. Guilherme: Acho que pelo estilo do Surra e pela interação com o público ser, hoje, algo que faz parte do show, não faz muito sentido para nós esses formatos adaptados de show.
Dirty Projectors chega ao quarto EP em 2020: Earth Crisis

Após homenagear João Gilberto com Super João, o Dirty Projectors lançou Earth Crisis, a penúltima parcela no ciclo de cinco EPs que a banda vem lançando ao longo de 2020. A música de Earth Crisis tem uma história por trás. Em 2007, o Dirty Projectors lançou Rise Above, uma releitura do álbum Damaged (1981), do Black Flag. Posteriormente, Dave Longstreth continuou trabalhando no material, produzindo arranjos das canções para quinteto de sopros e quarteto de cordas. Em fevereiro de 2008, Chris Taylor (Grizzly Bear) gravou esses arranjos na igreja de Greenpoint, Brooklyn, onde gravaram partes de Yellow House e Veckatimest. Contou ainda com Sam Hillmer (Zs, Diamond Terrifier) da vanguarda de Nova York na condução. Pouco depois da sessão, o Projectors embarcou em uma turnê de três meses; quando eles começaram a respirar, Dave se distraiu escrevendo Bitte Orca e nunca terminou a orquestral Rise Above. Quando Dave encontrou as gravações perdidas em um HD antigo no ano passado, começou a reformulá-las – com looping, pitch-shifting, desconstruindo – e recriando as colagens orquestrais resultantes com novas melodias vocais. “Para mim parecia um processo ecológico: reciclar, fazer uma nova vida a partir do velho”, diz ele. A vez de Kristin Slipp Essas colagens formam um terreno harmônico para a vocalista e tecladista de Dirty Projectors, Kristin Slipp, ocupar o centro do palco com seu forte soprano. A criação do Earth Crisis emergiu da metáfora do processo musical – reciclagem, reutilização de materiais – e seu título chegou acidentalmente, um aceno divertido para as lendas do hardcore e para o material de origem, Rise Above. A partir daqui, temas de colapso ambiental e eco distopia se apresentam organicamente nas letras que Slipp e Longstreth escreveram em colaboração. Documentário do Dirty Projectors O EP Earth Crisis chegou com um curta-metragem impressionante de mesmo nome escrito e dirigido pelo amigo e colaborador Isaiah Saxon, do Encyclopedia Pictura. O Encyclopedia Pictura é um estúdio de cinema e animação com sede em Los Angeles cujas paixões incluem jardinagem, vilas, amizade e observação científica. O curta-metragem Earth Crisis apresenta uma mistura especial de medley das canções do EP e conta a história comovente de uma mulher idosa sozinha no deserto ártico. Com a música inspirada por J Dilla tanto quanto Igor Stravinsky, o modo de Earth Crisis é uma forma artística composta. Enquanto escreviam as letras, Kristin Slipp e Dave Longstreth consideraram uma reescrita do século 21 da sinfonia épica de Gustav Mahler, Das Lied von der Erde (A Canção da Terra). Em 20 de novembro, a sequência diversa e dinâmica de EPs do Dirty Projectors lançada em 2020 culminará em uma antologia de vinte músicas intitulada 5EPs. Com cada parte liderada pela voz de um membro diferente da banda, 5EPs marca o crescimento, a transição e o poder comunitário do grupo. Até o momento, a guitarrista Maia Friedman comandou o folk do Windows Open, a tecladista e percussionista Felicia Douglass comandou o soul super-future Flight Tower. Ademais, Dave Longstreth fez uma homenagem a João Gilberto no Super João, e agora Kristin Slipp traz seu entusiasmo e surreal soprano para Earth Crisis.
Blowdrivers se inspira nos quatro elementos em novo EP

A banda Blowdrivers divulgou o seu mais novo EP. Representante da mais nova safra do rock goiano, a banda trouxe Cooking Something New, que já está disponível em todas as plataformas digitais. O novo trabalho traz quatro faixas com temas e pegadas diferentes das apresentadas em You Gonna Enjoy the Feeling (2016). Ademais, cada música da obra representa um elemento da natureza. Desde a loucura na faixa título, que representa o fogo a suavidade do refrão Just Fine, que caracteriza o ar.
Versalle apresenta última parte do EP acústico Sessão de Inverno

A banda Versalle trouxe novidades na última semana. O grupo disponibilizou em todas as plataformas de streaming o single Já Estou Bem Melhor, que fecha os lançamentos relacionados ao EP acústico Sessão de Inverno. Ademais, a faixa foi composta em 2009, quando o conjunto ainda estava no início da carreira. “A faixa finaliza todo o conceito do projeto e integra o EP de forma simbólica por se tratar da primeira música composta pela banda lá no ano de 2009. Ela sobre o fim de um relacionamento e a vontade de seguir em frente”, disse o vocalista Criston Lucas. Vale lembrar que o trabalho foi produzido por Paulo Casca, baixista da Versalle. Sessão de Inverno conta com três faixas em um formato acústico e minimalista. Em síntese, a banda é uma das principais referências do indie pop nacional. O disco de estreia do grupo, Distante em Algum Lugar, chegou a ser indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor álbum de rock.
Entrevista | Dirty Projectors – “Tenho escutado bastante o som do Tim Bernardes”

Pouco mais de um ano após a morte de João Gilberto, um dos maiores gênios da música brasileira, uma linda homenagem chega de Los Angeles. A banda de indie rock Dirty Projectors acaba de lançar o EP Super João, que reverencia no título, mas também mostra uma sonoridade muito inspirada na obra do baiano de Juazeiro. “Eu amo a música dele e a forma como ele tocava seu violão. É importante para mim. Eu trabalhei nessas músicas no ano passado, quando soube que ele faleceu. Por isso decidi nomear o EP de Super João”, comenta o vocalista e guitarrista, Dave Longstreth. Super João é o terceiro de um ciclo de cinco EPS, que marca o crescimento e a transição da banda ao longo de 2020. Cada EP até hoje iluminou um membro específico da banda, e Super João foca em Dave. A coleção sutil, acústica e direta em fita combina melodias de formato longo com progressões de acordes surpreendentes para criar um clima que lembra Arthur Russell, Chet Baker e – é claro – João Gilberto. Paixão pela música brasileira A paixão por João Gilberto vem da infância. Dave conta que seus pais tocavam os álbuns do baiano em casa. “Ele acabou marcando parte da minha vida”, resume. O vocalista do Dirty Projectors vai além quando fala sobre música brasileira. “Era adolescente quando descobri o Caetano Veloso, Gal Costa… esse pessoal. Eu comecei a descobrir essas músicas quando estava crescendo, e isso me fez abrir muito a mente. Quando tive a minha primeira oportunidade de tocar no Brasil, o Caetano foi no meu primeiro show, no Rio, e conhecê-lo foi algo surreal”, comenta, aos risos. Dos mais atuais, Dave destaca o vocalista do grupo O Terno. “Tenho escutado bastante o som do Tim Bernardes, e de seu irmão, Chico Bernardes. Acho que são só esses dois, mas adoraria conhecer bem mais”. Não bastasse a influência dentro de casa, o norte-americano também gravou com outro músico brasileiro, o percussionista Mauro Refosco, figura conhecida na trajetória do Red Hot Chilli Peppers e David Byrne. “Certamente contribuiu mais ainda para o meu conhecimento de música brasileira. Eu já escutava músicas do Mauro bem antes de conhecê-lo. Acompanhei o trabalho dele pela primeira vez no álbum Grown Backwards, do David Byrne. Ele é um cara muito legal e um músico incrível. Trabalhar com ele no Dirty Projectors foi praticamente um sonho se tornando realidade. Eu amo ele”. EPs em série do Dirty Projectors A série de EPs do Dirty Projectors reserva ainda mais dois títulos em 2020. Segundo Dave, a ideia do projeto surgiu quando a banda começou a trabalhar no show ao vivo do último álbum. “Tem sido muito natural encaixar as músicas em cada EP, é algo muito intuitivo. Sobre Super João, a ideia foi escolher músicas com um grande senso de liberdade, com progressões livres e selvagens”. A sequência de EPs temáticos para cada integrante é uma forma de destacar o que é produzido por cada um deles. “Sempre foi minha ideia para a banda: mudar assim como a música muda. Só queria poder explorar o maior tipo de músicas e sons. Trabalhar com muitos músicos diferentes ao longo dos anos é uma honra, um privilégio e uma alegria enorme”. Enquanto a pandemia segue forte, Dave conta que espera o quanto antes conhecer o Brasil. De forma segura para todos, claro. “Esse ano acabou com a maioria dos planos de muita gente, assim como os nossos. Eu não sei quando vou poder tocar de novo no Brasil, mas adoraria voltar quanto antes. Amo o país e amo tocar para os fãs brasileiros. Espero que não demore muito”. ***Texto e entrevista por Lucas Krempel e Caíque Stiva