Simple Minds encanta com nostalgia em show mergulhado nos anos 1980

Redescoberta pelas novas gerações com os superhits oitentistas Don’t You (Forget About Me) e Alive and Kicking, a banda escocesa Simple Minds voltou ao Brasil após 12 anos para um show único no Espaço Unimed, em São Paulo, no último domingo (4). Com a casa cheia, mas não lotada, Jim Kerr, Charlie Burchill e companhia brindaram o público com um set de 1h40 de duração, 17 músicas e com um foco maior no auge do grupo (1982 – 1995). Apenas duas faixas foram da fase seguinte, mas sem nenhuma inclusão do álbum mais recente, Direction of the Heart (2022). Estranhamente a primeira parte do show teve uma recepção morna do público, contrastando com a imagem que os artistas têm dos fãs brasileiros. Nas primeiras seis músicas, nada de muita euforia. Aos 65 anos, Jim Kerr não reduziu sua intensidade no palco. Dança, anda de um lado para o outro, mexe com o público o tempo todo. É o grande líder, apesar do guitarrista original, Charlie Burchill, também arrancar muitos aplausos. Mas a virada de chave do público começou com She’s a River, com a backing vocal Sarah Brown soltando o vozeirão, enquanto a baterista Cherisse Osei emendou um solo de bateria que arrancou aplausos e gritos dos fãs. Com o palco pavimentado, as coisas ficaram mais fáceis para Jim Kerr brilhar ainda mais. See the Lights e Once Upon a Time vieram em sequência, garantindo um retorno mais efusivo dos fãs. Mergulhando de cabeça no maior sucesso da carreira, o álbum Once Upon a Time (o único a alcançar um top 10 fora do Reino Unido), de 1985, o Simple Minds não tirou mais o pé do acelerador. Acabava uma música e engatava outra: I Wish You Were Here, All the Things She Said, Don’t You (Forget About Me) e Ghost Dancing. Dessa sequência arrebatadora, a única que não pertence ao discão dos escoceses é o super hit Don’t You (Forget About Me), que tem uma história curiosa na trajetória da banda. Composta pelo produtor musical Keith Forsey e o guitarrista Steve Schiff para o filme Clube dos Cinco (1985), a música foi oferecida para diversos artistas, mas todos recusaram. Os artistas a consideraram bobinha demais ou não tinham tempo para investir nela, caso de Bryan Ferry, do Roxy Music. O próprio Jim Kerr chegou a declarar que não estava interessado em uma composição sobre adolescentes norte-americanos. Felizmente, sua esposa na época, Chrissie Hynde, vocalista do The Pretenders, o convenceu de gravar a canção. O sucesso foi imediato! Don’t You (Forget About Me) entrou no início e fim do filme de John Hughes. O Simple Minds deixou de ser uma banda queridinha apenas no Reino Unido e se tornou um fenômeno mundial, incluindo anos depois o Brasil em sua rota pela primeira vez, quando se apresentou no Hollywood Rock 1988. A banda conseguiu aproveitar o hype até meados dos anos 1990, quando passou a perder força em meio ao surgimento de uma nova era do britpop, com nomes como Oasis, Blur, Pulp, entre outros. Mas a curiosidade é que a banda nunca encerrou as atividades. Fez algumas pausas curtas sem turnês, mas se manteve ativa. O sumiço não foi algo notado apenas por brasileiros. Em entrevista ao The Independent, em 2023, Jim Kerr falou sobre esse “isolamento não forçado”. “As pessoas me perguntavam: ‘a banda ainda está na ativa? Você ainda está na banda?’”. No entanto, as coisas mudaram após a pandemia. No ano passado, eles deram início à maior turnê desde os anos 1980, com shows esgotados na Inglaterra, Escócia, Estados Unidos, Canadá, além da participação em festivais até chegar à América do Sul. Voltando para o show em São Paulo, mais nostalgia na reta final. O Simple Minds incluiu mais três canções de Once Upon a Time: Ghost Dancing, que foi a deixa para o público pedir bis, o outro superhit Alive and Kicking, além de Sanctify Yourself, fechando o show. Confira setlist Waterfront The Signal and the Noise Speed Your Love to Me Big Sleep Hypnotised This Fear of Gods She’s a River (Drum solo) See the Lights Once Upon a Time I Wish You Were Here All the Things She Said Don’t You (Forget About Me) Ghost Dancing BIS Dolphins Someone Somewhere in Summertime Alive and Kicking Sanctify Yourself
Com experiência completa, Incubus agrada ainda mais em São Paulo

Perto de completar apenas sete meses desde sua última apresentação no Brasil, o Incubus voltou ao país para novos shows, dessa vez para entregar toda a experiência de sua turnê Morning View + The Hits. Da última vez, no Rock in Rio 2024, com tempo reduzido e uma plateia que dividia atenção com outras atrações, o grupo entregou apenas uma demonstração do que tem performado nas apresentações para comemorar os 25 anos do álbum Morning View. Depois de passar por Curitiba, foi a vez de São Paulo receber a banda, no Espaço Unimed, na última quinta-feira (10). Na nova oportunidade em território brasileiro, agora tocando um show solo, sem nem mesmo uma banda de abertura aquecer a audiência, o Incubus soube aproveitar o espaço e o tempo. Com cerca de 9 mil pessoas em um ambiente bem mais contido do que a imensidão do Rock in Rio, a banda encontrou um público mais engajado e conectado com suas músicas. Desde a primeira parte do set, tocando Morning View do início ao fim, na mesma ordem do álbum, o grupo não economizou na qualidade de seu som. Já no petardo que iniciou a apresentação, Nice To Know You, o vocalista Brandon Boyd mostrou que os anos não afetaram sua voz, entoando a música com a qualidade das gravações de estúdio. Os efeitos criados nas pick-ups por Chris Kilmore, um dos diferenciais do som do Incubus, enriquecia os agudos e médios da guitarra de Mike Einziger, mantendo firme toda identidade que o grupo construiu e que os torna uma banda de sonoridade inconfundível — difícil de rotular, mas imediatamente reconhecível aos ouvidos de quem os acompanha. Com o público mais próximo e aglomerado, foi fácil até para quem chegou mais contido ser contagiado pelos coros que acompanhavam a cantoria de Boyd. O local também foi propício para que os efeitos visuais provocados pelas luzes do palco preenchessem o ambiente e tornassem ainda mais emocionantes faixas como Circles e Wish You Were Here, tocadas na sequência. Se o fator “espaço” estava a favor do Incubus, o “tempo” acompanhou. Aproveitando a nostalgia que seu som provoca na maioria do público, a banda seguiu confiante ao tocar as demais canções do consagrado disco homenageado. Blood on the Ground surgiu em um mini set acústico, enquanto 11am contou com um pouco mais da bela presença da mais recente integrante da banda: Nicole Row. Além de manter firme a base da música do Incubus com seu baixo, Nicole trouxe a novidade dos backing vocals femininos, acrescentando uma nova camada a muitas das músicas apresentadas durante a noite. Sobrou tempo até para homenagear canções de outros artistas, como quando Brandon e Mike se uniram para uma versão intimista de Umbrella, de Rihanna. Ou quando a banda muito bem entrosada aproveitou a base de Are You In? para executar uma tag de In the Air Tonight, dando espaço para o baterista José Pasillas executar a clássica virada de bateria de Phil Collins. Na parte final dedicada aos hits, o Incubus revisitou brevemente outros álbuns de sua discografia, tocando clássicos como Anna Molly e a (sempre) esperada Drive. Com um show de aproximadamente 1h40, embalado por coros e aplausos do público ao longo das músicas, o Incubus soube explorar a qualidade sonora e, com o espaço e o tempo a seu favor, potencializou ainda mais a conexão com seus fãs.
Foreigner confirma show em São Paulo; Jeff Scott Soto e Eric Martin abrem a noite

O Foreigner, membro do Rock and Roll Hall of Fame e que atingiu a extraordinária marca de 1 bilhão de streams com a balada I Want to Know What Love Is no Spotify, se apresentará no Espaço Unimed, em São Paulo, no dia 10 de maio. A venda de ingressos começa na segunda-feira (10), às 10h, pela Eventim. Com produção da Mercury Concerts, o público terá a oportunidade de ver reunidos, em um show único no Brasil, Bruce Watson, Damon Fox e Luis Maldonado nas guitarras, Jeff Pilson no baixo, Michael Bluestein nos teclados, Chris Frazier na bateria e Lou Gramm no vocal, interpretando os seus maiores e mais emocionantes sucessos. Esta noite vai começar com uma apresentação exclusiva, reunindo dois lendários vocalistas: Jeff Scott Soto (JSS) (Yngwie J. Malmsteen, Journey) e Eric Martin (Mr.Big,). Essa apresentação inédita, intitulada de “Double Trouble Tour”, terá como banda de apoio a Spektra. Tanto Eric Martin quanto Jeff Scott Soto vão apresentar seus maiores sucessos e no final se unirão para cantar juntos! A Spektra é Leo Mancini (guitarrista), Edu Cominato (baterista), BJ (teclado e vocais) e Henrique Baboon (baixista). SERVIÇO Cidade: São Paulo Data: 10 de maio (sábado) Local: Espaço Unimed – Rua Tagipuru, 795 Portas: 18h30 Jeff Scott Soto & Eric Martin: 20h30 Foreigner: 22h Classificação Etária: 18 (dezoito) anos desacompanhados. Menores de 18 (dezoito) anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial. Preços | Inteira | Meia Pista Premium | R$ 680,00 | R$ 340,00 Mesas A,B,C | R$ 800,00 | R$ 400,00 Mesas D,E,F | R$ 750,00 | R$ 375,00 Mesas G,H | R$ 700,00 | R$ 350,00 Mezanino | R$ 720,00 | R$ 360,00 Camarote A | R$ 880,00 | R$ 440,00 Camarote B | R$ 830,00 | R$ 415,00 Ingressos a venda a partir do dia 10/02 (segunda-feira) às 10h Na internet
King Crimson + Steve Vai + Tool: dream team Beat vem ao Brasil

Os membros do King Crimson, Adrian Belew e Tony Levin, se uniram ao virtuoso guitarrista Steve Vai e a Danny Carey, explosivo baterista do Tool, para criar o supergrupo Beat que leva aos palcos uma reinterpretação criativa de três dos mais icônicos e influentes álbuns do King Crimson lançados nos anos 80: Discipline (1981), Beat (1982) e Three Of Perfect Pair (1984). A boa notícia é que esse dream team vem ao Brasil. Com produção da Mercury Concerts, o show acontecerá no dia 9 de maio, no Espaço Unimed, em São Paulo, e promete ser uma experiência única e inesquecível com performances arrebatadoras de alguns dos maiores músicos do rock mundial. As vendas de ingressos começarão nesta terça-feira (21), às 10h, pela Eventim. “De 1981 a 1984, o King Crimson criou uma música própria. Atemporal. Linda. Complexa. Feroz. Para os fãs que viveram isso naquela época, e para aqueles que nunca puderam testemunhar, nosso objetivo é trazê-lo à vida novamente. Uma tarefa monumental, mas vamos em frente! Não há pontos de exclamação suficientes para expressar meu entusiasmo!”, comenta Adrian Belew. “Fazer parte desse grupo é um privilégio e uma oportunidade extraordinários de interpretar algumas das músicas mais amadas, atemporais e monumentais dos anos 80 (e além) com músicos verdadeiramente inspirados. Essa música ressoa profundamente em mim. Adrian, Tony e Danny são músicos únicos com uma visão sobrenatural para apresentar ricas complexidades musicais de uma forma muito acessível e estou ansioso para pesquisar as mentes musicais uns dos outros em tempo real no palco”, diz Steve Vai. E completa: “Robert Fripp é um dos nossos gênios históricos. Sua técnica de guitarra altamente específica e excepcionalmente brilhante é estudada e reverenciada. Sua contribuição para a qualidade da minha vida musical e de tantos outros é suprema. Posso garantir aos fãs do KC que darei o meu melhor para respeitar esta grande música com o cuidado e a intensidade que ela merece”. SERVIÇO – BEAT Cidade: São Paulo Data: 09 de maio (sexta-feira) Local: Espaço Unimed – Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda Portas: 20h B.E.A.T: 22h Classificação Etária: 18 (dezoito) anos desacompanhados. Menores de 18 (dezoito) anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial. Preços | Inteira | Meia Pista Premium R$ 550,00 (inteira) e R$ 275,00 (meia) Mesas A,B,C R$ 700,00 (inteira) e R$ 350,00 (meia) Mesas D,E,F R$ 650,00 (inteira) e R$ 325,00 (meia) Mesas G,H R$ 600,00 (inteira) e R$ 300,00 (meia) Mezanino R$ 600,00 (inteira) e R$ 300,00 (meia) Camarote A R$ 700,00 (inteira) e R$ 350,00 (meia) Camarote B R$ 650,00 (inteira) e R$ 325,00 (meia)
Show do One OK Rock em São Paulo é transferido para Espaço Unimed

Após a abertura das vendas nesta sexta-feira (6) e enorme procura por ingressos, o show dos superstars japoneses One OK Rock, previsto para acontecer na Audio, será transferido para o Espaço Unimed. Os ingressos comprados para a Audio continuam valendo para o Espaço Unimed: os ingressos de pista comprados para a Audio valerão como pista premium no Espaço Unimed e os ingressos de camarote continuam válidos como camarote. Dois novos setores serão abertos no Espaço Unimed: pista e mezanino. Os novos ingressos estarão à venda no Live Pass a partir de segunda-feira (9), às 10h.
Em ótima forma, Keane celebra 20 anos de estreia com show de gente grande em SP
Mais enxuto, mas potente e solto, Smashing Pumpkins emociona em SP

Em sua quinta passagem pelo Brasil, a primeira em nove anos, o Smashing Pumpkins mostrou estar em alto nível. No domingo (3), no Espaço Unimed, Billy Corgan e companhia demonstraram estar confortáveis em cena para desfilar uma sequência infinita de hits. The Everlasting Gaze, a melhor e mais pesada do álbum Machina/The Machines of God (2000), abriu o show e foi a faísca que faltava para esquentar de vez o Espaço Unimed. O início do show ainda trouxe uma versão inusitada de Zoo Station, do U2, com solo de bateria, que em alguns momentos pareceu até uma simulação de samba. A interação entre banda e público passou a ficar mais intensa quando as canções dos álbuns Siamese Dream, Mellon Collie and the Infinite Sadness e Adore passaram a marcar presença no set. Today emocionou muita gente na plateia, enquanto Tonight, Tonight fez Billy Corgan para a canção para contemplar a resposta do público. Aliás, chamou a atenção dos outros integrantes como se dissesse: “entenderam porque aqui é diferente?”. E faz muito sentido. Antes do show de São Paulo, a última vez que assisti ao Smashing Pumpkins foi em 2018, na T-Mobile Arena, em Las Vegas. Na ocasião, já acompanhado novamente de James Iha e Jimmy Chamberlin, a banda entregou um show de 3h15 de duração, o dobro da atual turnê, mas sem uma resposta tão enérgica do público. Vale destacar que na apresentação de Las Vegas, James Iha ainda não parecia muito confortável com o retorno ao grupo. Cenário totalmente diferente no Espaço Unimed, no qual ele apresentou a banda, imitou os trejeitos de Brian Johnson (AC/DC) e ainda cantou, de surpresa, Ziggy Stardust, de David Bowie, no fim do show. Surpresas, que por sinal, marcaram a apresentação do Smashing Pumpkins em São Paulo. Após Disarm, Billy Corgan ficou sozinho no palco para uma dobradinha acústica, com Landslide (Fleetwood Mac) e Shine On, Harvest Moon (Ruth Etting). Ver Billy Corgan feliz e leve no palco deixou uma ótima impressão para os fãs. Da última vez, no Lollapalooza 2015, o vocalista estava abatido com a morte de um dos seus gatos, além de estar acompanhado de músicos que pareciam apenas cumprir uma função determinada, sem muita emoção. A guitarrista Kiki Wong e o baixista Jack Bates deram um novo fôlego para a banda. A turnê The World Is a Vampire, que praticamente ignora o álbum mais novo do Smashing Pumpkins, Aghori Mhori Mei (tocou apenas Sighommi), segue pela América do Sul, com shows na Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia. Terno Rei Uma das bandas mais cultuadas do momento no Brasil, a paulistana Terno Rei foi a responsável pela abertura do show do Smashing Pumpkins em São Paulo. Apesar do pouco tempo, 30 minutos, o grupo conseguiu empolgar o público com uma divisão igualitária dos seus dois últimos álbuns, Violeta (2019) e Gêmeos (2022). Solidão de volta e 93, tocadas logo no início, tiveram ótimo retorno dos fãs. Muitos cantaram de ponta a ponta na pista premium. No fim, antes de Esperando Você, o vocalista Ale Sater revelou que, apesar de ter feito a abertura de vários shows internacionais, o Smashing Pumpkins era o mais importante. “Vamos tocar uma música que achamos que tem muito a ver com o som deles”, disse.
Com integrantes beirando os 80, Deep Purple entrega show poderoso em SP
Sepultura começa longa despedida de São Paulo com show irretocável