Entrevista | Scalene – “Talvez Labirinto seja o último álbum mesmo”

A banda Scalene lançou Labirinto, o seu quinto álbum de estúdio, nesta sexta-feira (11). Nas redes sociais, a banda deu a entender que esse seria um provável fim. Portanto, conversamos com o vocalista, Gustavo Bertoni, que explicou a situação. “Eu realmente não sei, não tem nem o que esconder, eu só não tenho o que falar. Os últimos anos foram muito intensos para a banda, e a gente já existe há 12 anos. É natural que a vida te leve para outros caminhos. Talvez a gente só precise de umas férias, talvez a gente só precise de um hiato”. “A morte simbólica está muito presente nesse disco, não a morte literal, mas a gente deixar morrer aspectos nossos para que o novo nasça. Então, acho que talvez seja o último álbum mesmo, porque sempre é o último álbum, a gente nunca é o mesmo depois de lançar um álbum. Talvez, definitivamente, é o último álbum da banda que a gente foi até hoje”, finalizou. Confira abaixo a entrevista na íntegra: Como foi o processo criativo do novo álbum Labirinto? E como foi juntar diferentes propostas em um só álbum? As ideias para esse disco começaram lá em 2019, pré-pandemia. Assim que a gente lançou Respiro, a gente já começou a entender o que seria um provável caminho para esse álbum. Por ter começado tão cedo, a gente conseguiu desde o início alinhar muito bem a nossa expectativa e influências para esse álbum, nossas intenções, buscas. Então, a pesquisa para esse álbum foi a mais bem organizada e alinhada que a gente já fez, isso envolvendo todas as artes, tipo cinema, literatura, muita coisa que a gente foi trazendo por caldeirão. O apelido do álbum era Noir, que é um movimento do cinema, mas também já traz muita coisa consigo nesse nome, coisa da noite, escuridão, sombras e tal. Então, a gente ficou chamando esse disco de No ir durante um bom tempo, até chegarmos em Labirinto. Foi um processo de mergulho interno muito profundo, a gente brincou muito com a frase “iluminar os becos da alma”, a gente queria muito entender a nossa sombra, escuridão, na busca de se tornar quem se é mesmo. Acho que esse disco, de uma forma mais intensa que antes, tem um certo se jogar no abismo, pular do precipício e se jogar na escuridão de nós mesmos. Então, foi muito intenso, nem sempre foi bonito e fácil, mas trouxe muita novidade para a nossa vida. Por ele ter esse teor muito denso e introspectivo, a gente queria que a gente compensasse isso no som. É um disco vigoroso, extrovertido, as letras e os temas são mais introspectivos mas é um disco, para os padrões Scalene, intenso. É um disco que dá a cara a tapa, a gente focou muito nisso, na produção também, não é um disco tímido, acho que essa é a palavra, eu não queria que fosse um disco tímido, eu queria que a gente abraçasse quem a gente é, em nossa totalidade, em belezas e imperfeições, luz e sombras. Então, acho que é um disco muito completo e talvez seja o disco mais Scalene que a gente já tenha feito, estou com muito orgulho dele. Esse álbum sai um pouco do que a Scalene está acostumada a fazer. Como você descreve essa nova fase da banda e o que fez vocês decidirem sair da zona de conforto? A gente sempre sai da zona de conforto. Acho que esse é o nosso quinto ou sexto álbum, tirando os EPs e DVDs do meio do caminho. Então, a gente sempre sai da nossa zona de conforto, o desafio nesse álbum de algumas formas, por mais que ele tenha várias novidades, foi retomar o rock. Quando você está sempre saindo da zona de conforto, sair da zona de conforto é estar na zona de conforto. Se desafiar nesse álbum, significava também insistir em certas coisas, não só mudar, acho que a insistência em coisas que você já é, já faz é um grande desafio também, especialmente, para uma banda que está acostumada a estar sempre mudando, então, a gente quis focar nisso também. Tem muitos elementos eletrônicos nesse álbum, que foi uma novidade para a gente. Tem mais uso de sintetizadores, então, como sempre foi realmente um passo em novos territórios mas também foi uma retomada de muita coisa. O nosso último álbum foi super MPB, super acústico, e o outro álbum de 2017 era roqueiro mas também era bem brasuca. A gente acho que voltou para algumas coisas de um rock que a gente fazia no início da carreira, só que com a maturidade de hoje em dia. Acho que tem temas nesse álbum que a gente já falava sobre, só que eu sinto que agora a gente viveu na pele essas coisas. As questões filosóficas e existenciais da discografia do Scalene acho que eram muito poéticas e eram muito sobre a curiosidade de viver essas coisas, agora acho que a Scalene viveu isso, faz parte nós. Então, as questões filosóficas e existências estão mais internalizadas, acho que ele fica mais potente, sincero. As faixas que integram o álbum vão mostrar assuntos tratados ao longo da história da Scalene. Tem alguma canção que vocês estão mais receosos de expor para o público? Não tem nenhuma canção que traga algum receio, acho que estou bem confortável com todas as letras. Tem uma música que é mais maluca sonoramente, então, rola uma curiosidade do quão louco as pessoas vão achar que isso é. Por que sempre que a gente lança uma coisa as pessoas acham muito diferente, para gente já não é, porque a gente já está acostumado com aquilo, a gente está convivendo com aquelas ideias durante anos, às vezes chega de uma forma muito nova mas para gente já é familiar. Então, às vezes rola um pouco dessa curiosidade, não chega a ser um receio de tipo, “será que a gente fez muita loucura aqui ou as pessoas vão entender?”. Liricamente, pelo
De volta aos primórdios, Avril Lavigne entrega ótimo álbum; ouça Love Sux

A cantora Avril Lavigne lançou na última sexta-feira (25) seu aguardado sétimo álbum de estúdio Love Sux. O projeto, que já está em todas as plataformas, marca a estreia da artista no selo DTA Records de Travis Barker. Aliás, o disco conta com distribuição nacional da Warner Music Brasil. O álbum composto por 12 músicas traz de volta o pop-punk característico da cantora de forma icônica, com colaborações e hits já lançados, entre eles Bite Me e Love It When You Hate Me, feat com blackbear. E para celebrar esse marco, Avril fará uma performance exclusiva no The Roxy, em Los Angeles, já cantando as músicas do novo álbum. Mas, claro, os hits favoritos dos fãs que embalaram gerações não ficarão de fora. A cantora também estará em turnê a partir de maio, Bite Me 2022, passando pelo Canadá, em alguns festivais nos Estados Unidos entre eles o When We Were Young Festival, Firefly Festival e o Boston Calling Music Festival, e desembarca no Brasil em setembro para se apresentar no Rock In Rio, no palco Sunset, no dia 9 de setembro. Por fim, para saber mais sobre a agenda da artista, clique aqui. Ouça abaixo o álbum Love Sux, de Avril Lavigne
Rock Believer, novo álbum do Scorpions, chega ao streaming

O momento crucial na origem do álbum Rock Believer, dos Scorpions, que chegou nesta sexta-feira (25) ao streaming, está em uma canção de Klaus Meine: Gas In The Tank. Como diz o próprio Meine, vocalista da banda, “antes de começarmos a trabalhar no novo álbum, nós nos perguntamos: Será que ainda temos gasolina o suficiente?”. O Scorpions é um grupo cuja carreira musical se estende por 50 anos, desde o lançamento de seu primeiro álbum de sucesso, Lonesome Crow, em fevereiro de 1972, até a chegada de Rock Believer. As perguntas antes deste novo disco estavam no ar. Será que a banda ainda teria a paixão, a resistência e a força bruta necessária para criar e gravar uma ou duas dúzias de faixas totalmente novas? Será que seus 18 álbuns de estúdio e todos os discos de platina e platina dupla que ganharam em todo o mundo já não eram o bastante para aqueles músicos incansáveis? Ainda há gasolina o suficiente no tanque para continuar? Agora, uma das músicas do quinteto fornece a resposta para essas perguntas: “Let’s play it louder play it hard/ Laid back and a little dark/ Give me a dirty riff my friend/ There’s gotta be more gas in the tank” (“Vamos tocar mais alto, tocar com mais força/ Descontraídos e um pouco sombrios/ Me dê um riff sujo, meu amigo/ Tem que ter mais gasolina no tanque”). Peso de Rock Believer São ao todo 16 faixas, cada uma delas como um conto, pequenos poemas em prosa apresentados com luxuosa roupagem sônica, estampando a marca registrada dos Scorpions do início dos anos 1980, mas produzidos sob uma perspectiva dos anos 2020. A riqueza de inspiração da longa carreira da banda é um tesouro transbordante que forja uma ponte entre o ontem e o amanhã. O comentário de Klaus Meine sobre Roots In My Boots se aplica a todo o álbum. “O novo material somos nós de volta às nossas raízes. Queríamos simplesmente reativar o DNA original dos Scorpions – grandes riffs, melodias fortes. Tentamos transportar essa sensação do ao vivo para o estúdio com todos nós cinco finalmente tocando juntos em uma sala novamente. Ter Mikkey Dee na banda é como uma dose de energia fresca. E diversão de verdade”. A base deste álbum foi a ideia do bem sendo identificado a partir do mal, desenvolvida a partir de conceitos do grande filósofo e professor de Stanford Paul Watzlawick. Outro fator importante foi a pandemia de covid, que impôs freios na vida pública, nas viagens e no trabalho. “Já tínhamos começado a falar de um novo álbum em 2018”, lembra Rudolf Schenker. Sufoco com a pandemia Um ano depois disso, Klaus Meine tinha completado a primeira letra. E então a covid chegou. Em turnê por Austrália, Nova Zelândia e pelo sudeste asiático, a banda quase não conseguiu voltar à Europa como tinha programado. De repente, nada mais foi o mesmo. Os concertos foram cancelados, as arenas fecharam. A banda já tinha contratado um estúdio em Los Angeles, mas seus planos foram frustrados pelo destino. Os músicos se viram presos em casa, três deles a apenas a um passo do lendário Peppermint Park Studios, em Hannover, na Alemanha. Assim que as restrições de viagem foram relaxadas, Pawel Maciwoda e Mikkey Dee puderam se juntar a eles, vindos da Polônia e da Suécia, respectivamente. “E de repente parecia que tínhamos voltado à década de 80, quando nós cinco nos esbaldávamos, passando a noite no pub da esquina, conversando sobre nossa música”, lembra Matthias Jabs. Os elementos básicos do rock sempre acompanharam a sociedade em constante evolução. Como canta Klaus Mein na faixa título, Rock Believer: “Scream for me screamer/ I‘m a rock believer like you just like you/ Come on scream for me screamer/ I‘m a rock believer like you just like you” (“Grite pra mim, gritador/ Sou um verdadeiro fiel do rock como você/ Venha gritar para mim, sou um verdadeiro fiel do rock como você”). Klaus Meine comenta a letra: “Há muitos anos ouvimos gente repetindo que o rock está morto. Mas ainda há milhões de rock believers em todo o mundo para provar que estão errados. Nossos fãs são os melhores do mundo …. Nós vamos nos encontrar um dia, em algum lugar por aí, porque somos rock believers como você”. Turnê A próxima turnê tem o mesmo nome que o disco. Em março e abril de 2022, a banda vai se apresentar no Planet Hollywood Resorts & Casino em Las Vegas, seguindo para um uma turnê europeia programada para começar pela Alemanha em junho de 2022, além de outros shows ao redor do mundo.
Entrevista | Alfie Templeman – “Minha música é muito real time”

A sensação da música britânica Alfie Templeman, de 19 anos, lançará seu álbum de estreia, Mellow Moon, em 27 de maio, pela Chess Club Records/AWAL. O single mais recente da fase de divulgação desse trabalho é Broken, que veio acompanhado de um videoclipe dirigido por Jack Turner. “É um hino para pessoas da minha idade, todas as oscilações de ser adolescente e descobrir a si mesmo. É sobre perceber que analisar a si mesmo é uma parte importante do crescimento”, comentou o músico. Alfie Templeman embarcará em uma turnê no Reino Unido nos próximos meses – com o apoio da colega de gravadora Pixey – que inclui shows esgotados em Manchester, Bristol, Brighton. Em conversa com o Blog n’ Roll, Alfie Templeman conversou sobre a expectativa para o lançamento do álbum, processo de gravação e Brasil. Confira abaixo. Como está a expectativa para o lançamento de Mellow Moon? Eu estou muito animado em ver o quanto as pessoas ficarão surpresas com o álbum porque é tão diferente do que já fiz. Acho que a expectativa das pessoas até agora é que eu faça um álbum pop. Mas acho que eles ficarão totalmente surpresos com os diferentes lados que não tinha explorado antes, diferentes sons. Estou muito animado! Como foi o processo de gravação? Começou em 2020, após a pandemia. Estava fazendo demos instrumentais e músicas das quais eu estava bem animado com o som delas. Aí a pandemia veio e fiquei sem inspiração, não conseguia fazer nada. No final do ano, acabei eventualmente fazendo mais algumas músicas e comecei a escrever as letras… Quando comecei a sair e ver as coisas de novo, no início de 2021, foi quando as letras começaram a casar com as músicas e tudo começou a se juntar. E eu tinha esses diferentes sons que faziam muito sentido para mim de maneiras diferentes. Foi como a tracklist do álbum surgiu. Eu o gravei praticamente todo em casa. Fui em alguns estúdios para gravar algumas coisas com o Will Bloomfield e Justin Young (The Vaccines)… Acho que no total seis pessoas ajudaram, o que não é muita gente para um álbum. A maior parte fiz sozinho, escrevi todas as letras e as produzi, apenas com uma ajuda em algumas partes. Na maior parte do tempo estava fazendo as coisas em casa. O que procurou levar de influência e inspiração para o seu trabalho novo? O melhor é falar por décadas. Dos anos 1960, trouxe influências de Beatles, Zombies e Rolling Stones. Dos anos 1970, as batidas do Led Zepellin e Free, além de músicas do Fleetwood Mac. Dos anos 1980, Michael Jackson, Quincy Jones, Nile Rodgers também. Ele teve uma influência muito forte nisto. Phil Collins e tudo isso, claro. E também muita influência indie como Steve Lacy, até de pessoas como Ambush? Norah Jones, Jamiroquai… Então é uma mistura maciça de diferentes estilos que se juntaram para isso. Você acredita que levar oscilações de Alfie Templeman como jovem para as canções pode ajudar pessoas da mesma idade que sofrem com ansiedade e depressão, por exemplo? Sim, definitivamente acredito. Minha música é muito “real time”… Então se me sinto de um jeito, vou falar como é quando acontecer. Acho que as pessoas realmente gostam disso, dessa honestidade. E pode ajudar as pessoas a lidar com os sentimentos, as oscilações e altos e baixos delas. Acho que o distanciamento ajudou a limpar minha mente. Acho que todo mundo teve tempo de entender os próprios problemas. Isso foi o que me ajudou a escrever as músicas. Você fez uma tour pela América do Norte e agora divulgará seu novo trabalho com uma série de shows na Europa e Reino Unido. Como está sua expectativa? O que os fãs podem esperar desses shows? Shows ao vivo não são mais comuns desde a internet porque muita gente escolhe não fazer.. porque não precisa fazer. Por isso muita gente acha que a música ao vivo é automaticamente a mesma da gravação feita em um estúdio. Mas tem muito trabalho envolvido para fazer justiça a isso. Também é sobre se divertir, as pessoas sabem que… por sorte nós temos aquele tipo de público que sabe que vamos fazer graça. Nós ainda fazemos covers no palco e jams bestas, além de coisas estúpidas. As pessoas sabem que somos este tipo de banda. Também é muito difícil porque tem um certo nível musical que você precisa alcançar toda noite. Realmente curto, mas é um desafio. Tem muita coisa rolando no meu álbum para apenas quatro pessoas no palco, é uma grande tarefa. Mas nós resolvemos como fazer isso, é muito trabalho envolvido, mas vale a pena. Por falar em shows, você pensa em trazer sua turnê ao Brasil também? Você já esteve no Brasil? Sim, com certeza! Ainda estamos planejando isso, mas queremos fazer uma tour adequada pela América Latina. Nunca fui ao Brasil, mas eu quero. O que vem a cabeça quando pensa no País? Com certeza penso em futebol. Futebol todo dia, o que é muito incrível. Eu nem curto tanto futebol assim, mas sei que é outro nível. Também tem praias lindas, a vida selvagem. ***Entrevista e tradução: Isabela Amorim
Fresno lança VTQMV RMXS 01, compilado de remixes do Vou Ter que Me Virar

Músicas remixadas não são novidade na trajetória da Fresno. Lucas Silveira (vocal e guitarra), Gustavo Mantovani (guitarra) e Thiago Guerra (bateria) encontraram nesse formato uma maneira de explorar possibilidades e de ter a liberdade sonora como algo presente em seu trabalho, o que ganhou ainda mais força desde o lançamento da playlist INVentário. O EP VTQMV RMXS 01 é o novo capítulo dessa trajetória. “O remix mostra realmente os limites de onde dá pra chegar com uma música nossa, neles somos mais arriscados”, reflete o vocalista. Depois das muitas versões que o disco Vou Ter Que Me Virar – lançado em novembro de 2021 – teve nas mãos dos próprios integrantes, agora, o álbum recebe novos desdobramentos com o primeiro compilado de remixes. O EP VTQMV RMXS 01, que conta com a faixa-título e Já Faz Tanto Tempo na tracklist, chegou nesta segunda (21), nas plataformas de streaming. Nesse volume, Já Faz Tanto Tempo, canção em parceria com Lulu Santos, mergulha no universo do hyperpop com adieu, produtor que já colaborou com a banda em INV001: 12 WORDS 30000 STONES. “Desde o começo eu queria fazer uma parada que soasse bem divertida, e colocar o Lulu num instrumental no pique do duo estadunidense 100 Gecs e ainda com direito a um sample da vinheta do Ratinho foi uma chance única”, conta adieu. Já Vou Ter Que Me Virar, com produção de Mu540, incorpora batidas de funk misturadas ao psy trance. “Acredito que, hoje em dia, os estilos conversam muito mais e a música eletrônica não é só para pista de dança. Ela também pertence a outros lugares. É tudo música e todo mundo escuta de tudo”, reflete Silveira. Escolhas para VTQMV RMXS 01 Como acompanha as movimentações da cena, a escolha dos nomes para compor o VTQMV RMXS 01 foi algo orgânico para Lucas, mas, um ponto importante para ele, é que os remixes sejam feitos por pessoas que gostam do trio. “Eu só apoio a fazer quem curte a Fresno, porque é um negócio que a galera faz com amor, com um sentimento de ser massa remixar a banda, não vou dar espaço para alguém que não se identifica com a gente”, declara o cantor. “Assim, a gente faz o nosso som chegar em novos lugares e também conseguimos mostrar talentos que curtimos”, finaliza. Turnê A Fresno anunciou, recentemente, o retorno aos palcos com a turnê do disco Vou Ter Que Me Virar. Até o momento, já tem como datas confirmadas: 27 de março, no Lollapalooza Brasil, em São Paulo; 23 de abril, em Porto Alegre; 13 de maio, em Belo Horizonte; 28 de maio, no Rio de Janeiro; 4 de junho, de volta à capital paulista, com ingressos esgotados; e 9 de julho, em Curitiba.
The Dream, novo álbum do alt-J, chega ao streaming; ouça!

O novo álbum do alt-J, The Dream, acaba de chegar nas plataformas digitais. A faixa foco é The Actor, que conta a história de um ator de Hollywood que ganha a vida da melhor maneira que pode. É uma faixa que destaca a proeza lírica crescente de Newman e as ambições sonoras expansivas da banda em seu quarto álbum. O lançamento do álbum será seguido por uma turnê americana com apoio de Portugal. The Man e uma turnê britânica com 10 datas, incluindo três noites na O2 Academy Brixton. Sobre The Dream, Gus Unger-Hamilton, guitarrista da alt-J, conversou com o Blog n’ Roll. “Bem, demorou mais do que planejamos. Então começamos a compor juntos no começo de 2020, e acho que pensamos que teríamos o álbum finalizado até o final do ano. Mas por causa do lockdown aqui no Reino Unido, nós tivemos que parar por alguns meses, voltar e parar novamente. Na verdade, acho que tivemos um tempo extra, nós escrevemos mais músicas durante os intervalos entre os períodos de estúdio. Então, no final, produzimos um álbum mais longo, um álbum melhor, pelo fato de termos passado mais tempo produzindo. Entretanto, claro, foi um período muito difícil para todo o mundo, mas também significou que tivemos mais tempo para trabalhar no álbum, o que provavelmente foi algo bom”.
The Smile, de Thom Yorke, Jonny Greenwood e Tom Skinner, lança The Smoke

The Smile, o novo grupo formado por Thom Yorke e Jonny Greenwood do Radiohead, e Tom Skinner do Sons Of Kemet, revelou uma nova faixa, The Smoke. A canção chega acompanhada de um lyric video, criado pelo escritor e diretor vencedor do Bafta, Mark Jenkin. The Smoke é a continuação do single de estreia da banda, You Will Never Work In Television Again. The Smile fará três shows consecutivos em um período de 16 horas e três fuso-horários na Magazine London neste fim de semana. Apresentando-se para um público esgotado sentado por rodada, as três apresentações também serão transmitidas em tempo real via livestream. Devido à grande demanda por ingressos presenciais para os shows, a banda lançou recentemente uma cédula mundial de ingressos, oferecendo um par de ingressos para cada país do mundo nos três shows. Esses ingressos limitados já estão esgotados, mas para mais informações sobre ingressos de streaming para os shows ao vivo exclusivos da banda, visite o site da The Smile. Apresentando material inédito de The Smile, a transmissão ao vivo é dirigida pelo premiado Paul Dugdale e produzida pela Driift. Além de poder participar de um show em casa, os shows também serão transmitidos em locais e cinemas independentes participantes no Reino Unido, Europa e EUA, via Rippla. Os horários dos shows estão a seguir:Primeira transmissão: Brasília – 17h do sábado / Londres – 20h sáb. / Nova York – 15h sáb. / Los Angeles – 12h sáb. / Sydney – 7h dom. / Tóquio – 5h dom. Segunda transmissão: Brasília – 22h do sábado / Londres – 1h dom. / Nova York – 20h sáb. / Los Angeles – 17h sáb. / Sydney – 12h dom. / Tóquio – 10h dom. Terceira transmissão: Brasília – 8h do domingo / Londres – 11h dom. / Nova York – 6h dom. / Los Angeles – 3h dom. / Sydney – 22h dom. / Tóquio – 20h dom. Todas as três transmissões também estarão disponíveis para os compradores dos ingressos com replays ilimitados por 48 horas a partir das 11h (horário de Brasília) de domingo (30).
Quadrinista Camilo Solano revela EP Canções Cansadas

Quadrinista de destaque no cenário nacional, Camilo Solano mostrou o seu lado musical nas duas faixas que integram o EP Canções Cansadas. Em resumo, o projeto reúne músicos de renome – como integrantes da banda Caramelows – e combina um instrumental refinado guiado pelos produtores Eder Araujo e Eduardo Chuffa com letras que vão da melancolia ao êxtase, da indiferença à esperança. Camilo Solano transforma em música as inseguranças e incertezas dos tempos atuais. A crise sanitária trouxe à tona sentimentos conflitantes para muitos, e o artista escolheu dar vazão a esses anseios ao revelar ao público seu lado menos conhecido até então: o de músico. “Em horas assim / Me sinto desolado / Quase no fundo do poço / O corpo sua um suor gelado de nervoso”, canta em Tanto Faz. No lado B do EP, surge o otimismo: “Antes de chover / O vento me faz perceber / Que o tempo vai mudar / E tudo vai passar”, ele entoa em Vento Venta. “Compus essas músicas durante a pandemia de covid-19 e elas são o reflexo desse cansaço, dessa exaustão que foi e está sendo viver esse momento. Principalmente se você for brasileiro. O Brasil era o país mais ansioso do mundo antes da pandemia. Tenho certeza que agora, nem vale mais a pena contar. Temos que lutar a todo instante e fazer um esforço enorme para tentar se movimentar, por menor que seja esse deslocamento, temos que tentar nos mover pra frente. Pra frente do que queremos, pra cima de quem te desrespeita ou desrespeita o próximo. Escrever e tocar essas músicas são uma espécie de celebração. São músicas sobre essa ansiedade. Às vezes melancólica, às vezes frenética. Agora tanto faz, vento venta novos ventos. E vamos à luta!”, convida. Estreia musical de Camilo Solano Este é o primeiro lançamento musical de Camilo Solano após uma série de canções compostas para sua HQ Semilunar, lançada em 2017. Mas a música está presente em sua vida desde o início. Filho de pai músico e radialista e mãe que cantava Caetano Veloso para a barriga em sua gestação, Camilo cresceu cercado de arte, cultura e histórias. A trilha sonora da casa ia de sambas antigos a Beatles, Jovem Guarda e música negra americana, sem deixar de lado os maiores nomes da MPB. Posteriormente, na adolescência, veio a paixão pelo punk dos Ramones, misturando com Frankie Valli & the Four Seasons até chegar nas interseções do blues com o samba. Formado em Design, seu trabalho de conclusão de curso foi a primeira HQ: Inspiração – Deixa entrar Sol nesse porão lhe rendeu duas indicações ao Troféu HQ MIX como Novo Talento Desenhista e Novo Talento Roteirista. Lançou independentemente o gibi Desengano, que teve o prefácio escrito por Robert Crumb, o maior autor dos quadrinhos underground dos EUA, que também é músico e fez a capa do disco Cheap Thrills, de Janis Joplin. Seu primeiro trabalho com editora foi Semilunar, que saiu pela Balão Editorial e com esta obra foi finalista do Prêmio Jabuti. Publicou o Fio do Vento pela editora Veneta e depois foi convidado a criar sua própria versão do personagem Cascão, da Maurício de Sousa Produções. Aliás, disso nasceu Temporal, HQ escrita e desenhada pelo autor, oferecendo seu olhar sobre o menino que não gosta de banho da Turma da Mônica. Com esse título, ganhou o Troféu HQ MIX. Elogiado por Emicida Lançou a pequena e poderosa HQ Solzinho – que, pelas palavras de Emicida, “é uma das coisas mais lindas que já li na minha vida”. No final de 2021 lançou Cidade Pequenina pela editora Pipoca & Nanquim. Aliás, nela, ao lado do seu irmão Aldo Solano, reuniram várias histórias sobre cidades do interior, causos e contos que ouviram ou vivenciaram. Este, mais uma vez, teve o prefácio escrito por Robert Crumb, que é seu padrinho na nona arte. Também em 2020 e 2021, lançou algumas músicas em suas redes sociais e canal do YouTube, sempre com um tom intimista e sincero. Dessa incursão sonora surgiu Canções Cansadas, composições sobre uma ansiedade e esgotamento emocional que se ancoram na arte para seguir em frente. Com o trabalho, Camilo busca unir forças e se reerguer, se reconhecer e enfrentar. Procura sempre ser otimista e intenso. Essa candura e sinceridade são o fio condutor do trabalho de Camilo Solano até aqui – seja na música, seja nos quadrinhos. Em forma de gibi ou de canção, suas criações são frutos de um processo de encontro do artista consigo mesmo. E desse mergulho e exposição, surge uma relação forte com as inseguranças e ansiedades de quem está do outro lado da tela ou da página. Da conexão, faz-se a arte. Por fim, o EP Canções Cansadas foi viabilizado pelo edital da Lei Aldir Blanc de São Manuel – 2021, e já está disponível nas principais plataformas de música.
Miles Kane lança álbum Change The Show; ouça!

O roqueiro Miles Kane lançou, na última sexta-feira (21), o álbum Change The Show, que inclui o single Nothing’s Ever Gonna Be Good Enough em parceria com Corinne Bailey Rae. A faixa-título Change The Show, inspirada em Diamond Dogs (de David Bowie), foi escrita por Miles enquanto ele assistia ao noticiário numa certa manhã. “Eu não sou uma pessoa política, mas há tanta injustiça por aí agora”, ele diz. “Tantas notícias ruins e negatividade. Eu estava com raiva. Eu capturei aquele momento. Pela primeira vez, não é sobre mim”.