Balara lança releitura acústica de “Tempo Perdido”

Existem canções que são patrimônio cultural do Brasil, e Tempo Perdido é, sem dúvida, uma delas. Nesta sexta-feira (3), o cantor e compositor Balara (projeto solo de Luccas Trevisani) disponibiliza em todas as plataformas a sua versão para o clássico da Legião Urbana. A faixa faz parte da série Balara – Acusticamente, projeto que já ultrapassou a marca de 5 milhões de streams no seu primeiro volume. A proposta de Balara é despir o rock oitentista de Renato Russo e trazer a composição para o terreno da MPB contemporânea. Com um BPM mais lento e arranjos sutis de violão, a releitura preserva o riff icônico da introdução, mas foca na interpretação vocal e na reflexão da letra. Maratona audiovisual da Balara tem sequência com Tempo Perdido O lançamento chega acompanhado de um videoclipe dirigido por Isadora Baptista. O registro aposta no minimalismo, mas os bastidores revelam um esforço técnico considerável: o vídeo foi gravado durante uma maratona em que o artista registrou mais de 50 clipes em apenas cinco dias, utilizando oito cenários diferentes. “A ideia não era rivalizar com a original, que é insubstituível. O que eu quis foi trazer uma nova atmosfera, permitindo que pessoas que talvez não se conectem com o rock descubram a beleza dessa canção pelo caminho do acústico”, explica Balara. O que vem por aí Este single prepara o terreno para os Volumes 2 e 3 do projeto acústico. Além disso, o artista já confirmou para maio de 2026 uma colaboração inédita com um dos grandes nomes da MPB nacional, seguida por uma turnê que levará esse formato intimista para os palcos de todo o país.

Com brasilidade e música pop, Uiara Leiggo divulga novo EP “Teu Sentido”

O ser humano é profundo e pode evoluir a partir de suas próprias dores e frustrações. Esse é o conceito do novo EP da cantora Uiara Leiggo: Teu Sentido. A obra é recheada de brasilidade e conta com aspectos do pop/rock dos anos 80 e do indie contemporâneo.  O repertório é composto por seis faixas, incluindo uma releitura do hit Índios, da Legião Urbana. A faixa-título Teu Sentido e as canções Flores no Inverno, O Tanto Que Doeu, Perdendo A Revolução e Sal do Mar também integram o mini-álbum que é lançado pelo selo Musikorama Music Records. A cantora concebeu o EP com o suporte do produtor, guitarrista e baixista, Arnaldo Huff. Na ocasião, Uiara ainda obteve a colaboração de uma série de músicos durante as sessões de gravação. Tais como Geison Vargas (bateria), Xandy Guitar (teclados), Amanda Martins (flauta), Anderson Fofão  (percussão), Danniel Goulart (guitarra), Advar Medeiros (clarinete), entre outros. Para a artista, o EP Teu Sentido visa inspirar o público positivamente. “É sobre olhar para as mágoas e mover-se em prol da sua própria evolução enquanto refletimos sobre a nossa existência. Vejo que as músicas trazem o despertar de uma nova consciência”.  Uiara Leiggo está em atividade há mais de 10 anos. Anteriormente, lançou os álbuns Pedra Bruta (2010) e Meu Canto É Segredo (2016). Carioca e radicada na capital paulista, Uiara inspira-se principalmente em nomes como Angela Ro Ro, Cássia Eller, Zélia Duncan. 

Eduardo e Mônica fica para 2021: “Fizemos o filme pensando nos cinemas” diz diretor

A expectativa é grande, mas a espera será ainda maior. Antes programado para 2020, o filme Eduardo e Mônica ficou para 2021. O anúncio foi feito durante o painel do longa na CCXP Worlds, que contou com as presenças dos atores Alice Braga, Gabriel Leone e o diretor René Sampaio. Na abertura do painel, antes da entrevista conduzida pelo moderador Marcelo Forlani, na Thunder Arena, o público foi presenteado com um trailer do longa. “Vários motivos (para adiar a estreia). Fizemos o filme pensando nos cinemas. Tem a questão do nosso desejo, mas é um filme evento, para você levar a família, ter a catarse e ver na tela grande. É uma experiência muito enriquecedora. A missão do filme é começar nos cinemas. É como ir num show do Legião Urbana. Vou cortar a onda e lançar no streaming? Recebi muitas propostas, mas vamos esperar pelo cinema”, comentou Sampaio. Os atores fizeram coro ao diretor. “Fomos para o Festival de Miami, um pouco antes da pandemia, e tive a oportunidade de ver numa baita sala e foi uma experiência incrível, a reação do público, tanto brasileiro quanto gringo. Como é um filme atemporal e universal, ele comunica diretamente com os dias de hoje. Ele tem que ser assistido na tela”. Alice foi mais na linha da ligação emocional do público com a banda. “Quero ver com os meus pais no cinema, eles gostam da Legião. São tantas gerações que nós temos que celebrar o nosso cinema. É muito importante a conexão entre público e cinema”. Trilogia à vista Segunda adaptação cinematográfica de um sucesso da Legião Urbana – o primeiro foi Faroeste Caboclo (também dirigido por Sampaio), o longa teve sua estreia mundial no 37° Festival internacional de Miami, e retrata o relacionamento do famoso casal, na Brasília dos anos 1980. “Nosso planejamento sempre foi uma trilogia. Eu já sei qual é, mas quero ver o que povo pensa”, comentou Sampaio sobre um provável terceiro filme, mas sem revelar qual será a música adaptada. Em outro momento divertido, Leone falou do desespero do diretor com o físico e aparência totalmente diferente de Eduardo. “Vinha de uma série que eu tinha corpo, tava malhado, careca. Lembro que quando fui fazer figurino, o René ficava tenso de me ver todo rasgado, com aquele físico. Tive que fazer dieta para emagrecer. Megahair na raiz. Foi um trabalho árduo e em conjunto”. Leone conta que gosta muito de se transformar para cada personagem. “Eu tinha 25 anos, em 2018, mas o personagem tem 18 anos. Tinha um trabalho muito grande de composição e corporal. E tinha essa parte toda da caracterização e que ia me ajudar bastante”. Estreia na comédia romântica Já Alice, destacou o fato de fazer pela primeira vez uma comédia romântica. “Foi uma experiência muito linda. Ele (diretor) queria me tirar do drama, da coisa pesada, para algo mais solar. Meu encontro com René, dele me tirar dessa zona de conforto, como ela transformava a minha vida, a vida do Eduardo. Tentamos muito fazer essa relação ser verdadeira, um complementa o outro, a diferença entre eles é o que potencializa os dois”. E o cuidado do diretor com Eduardo e Mônica vai muito além da música, como destacou Leone durante o painel. “Dentro das nossas pesquisas, fomos além da música, fomos atrás dos lugares onde o Renato frequentava em Brasília. E um dos pontos que chegamos, o Renato colocou muito dele na música. Dizem que ele tinha muito do Eduardo e muito da Mônica”.