Expoente da MPB santista, Gon lança versão lo-fi de “Sinhô”

Foi na reclusão da quarentena que o músico santista Gon viu que era possível e preciso se reinventar. Apesar de ter lançado o seu primeiro EP, Origami, dias antes de oficialmente ter sido declarado que estávamos vivendo uma pandemia de covid-19, o artista, nos meses que passou em casa, decidiu dar uma nova cara para a sua mais bem-sucedida composição: a canção Sinhô. Com mais de 20 mil plays nas plataformas digitais, Sinhô acaba de ganhar uma nova roupagem no estilo lo-fi. Em resumo, é um tipo de gravação marcada por ser feita com poucos recursos técnicos e muitas vezes em estúdios caseiros. Aliás, tudo a ver para quem passou o último ano em casa sem poder se apresentar. “Estar nessa fase de pandemia não foi nada simples, mas depois de um tempo em casa, aprendi a usar essas músicas como ferramenta de relacionamento. Eu aprendi que poderia usar essa arte para me conectar com as pessoas de forma verdadeira”, diz o cantor e compositor. A composição une as atmosferas do conforto da música lo-fi e a sinceridade emocional do artista. Aliás, é um convite para ouvir todas as músicas desse músico promissor da Baixada Santista. Ouça o som abaixo

Elevarte Music: Ben Charles divulga single Sementes

ben charles sementes

Sementes. Esse é o novo single do cantor e compositor Ben Charles. A faixa é inspirada na música regional de Roraima e traz aspectos da MPB dos anos 70. A letra, por sua vez, aborda a relação do homem com a terra, trazendo um paralelo entre a esperança, o conhecimento ancestral e o respeito ao meio ambiente. O lançamento chega nas plataformas através do selo Elevarte Music. A faixa foi gravada no estúdio La Toca Music, em Brasília (DF). Na ocasião, o artista cantou e gravou todos os instrumentos. Tais como guitarra, violão, baixo, percussão e samplers. Ben Charles explica o título de Sementes. “Todo artista é um semeador de amor. Isso acontece tanto na celebração, quanto na luta, apontando novos rumos e vislumbrando um mundo utópico de paz, cura e igualdade para a humanidade. Por isso, escolhi esse nome para a canção. Ainda de acordo com o artista, Sementes nasceu de uma grande mistura de referências. ”Me inspiro em tudo que eu ouvi na rádio quando era criança. Desde Novos Baianos, Tom Zé e os lançamentos que envolviam a Tropicália, à música caribenha e regional de Roraima. Essas raízes foram importantes durante as sessões de gravação da minha música”.

Nossa História: Ronan Romma ressalta coletividade em novo single

Coletividade. Essa é a chave do novo single de Ronan Romma, que é intitulado Nossa História e foi composto com a ajuda dos fãs. Na ocasião, as mensagens viraram versos para a melodia do artista, que mistura nuances de pop, rock e MPB – remetendo-se principalmente à sonoridade de Vitor Kley e Lagum. A música ainda é lançada em prol da caridade, tendo em vista que os lucros obtidos nas plataformas de streaming serão revertidos em doações de produtos de higiene e cestas básicas para as comunidades carentes da Zona Leste de São Paulo.  A faixa foi gravada no Estúdio Betta, em São Paulo. Nossa História tem produção, mixagem e masterização de Bruno Zanardi. Para o cantor, a surpresa dá-se na forma como a letra tornou-se coesa, apesar de ter partido de uma caixa de perguntas no Instagram.  “É uma composição extremamente atípica. Fiquei feliz com a colaboração das pessoas, que trouxeram muita positividade em suas mensagens. Por isso, tentei trazer bastante emoção na linha de voz. Já a melodia tem um certo ar de mistério, mas ainda assim é radiofônica”, frisou. Ronan Romma está em atividade desde meados de 2019. No ano passado, divulgou os singles Reencontro, Recuperação, Pequena e Quarto Quinze. Atualmente, o cantor prepara a produção de novos conteúdos autorais – com o objetivo de lançar ao menos uma música inédita por mês.

Invencível: Stereotrilhos reflete sobre toxicidade masculina em novo single

Desconstruir para evoluir. Essa é a chave do novo single da Stereotrilhos: Invencível. A música aborda a toxicidade masculina e ressalta a importância de superar estigmas para expor a sentimentalidade.  A melodia, por sua vez, tem ingredientes de rock, folk e música pop. Assim, a banda se inspirou em nomes como El Toro Fuerte, Vanguart, Pink Floyd e Cazuza durante as sessões de gravação. O lançamento integra o catálogo do selo Elevarte Music e antecipa o álbum de estreia da Stereotrilhos, intitulado Uma forma de sonhar e previsto para o segundo semestre de 2021. A produção é assinada pelo próprio baixista da Stereotrilhos, Rodrigo Murasawa.  O vocalista e tecladista, Juliano Arruda, frisa que Invencível retrata a fragilidade masculina. “A vive numa sociedade muito machista. Por isso, adotamos padrões de comportamento ultrapassados e preconceituosos. Essa letra é um convite à desconstrução e a libertação desses moldes de gerações ultrapassadas”. Rodrigo, por sua vez, aponta para a sentimentalidade da faixa. “É uma música bem introspectiva, onde o eu-lírico fala sobre as suas inseguranças e expõe o medo de se abrir para outras pessoas. Quem é paulistano, sabe muito bem do que estamos falando. É aquela coisa de  termos poucos amigos e muitos colegas. E isso reflete num buraco enorme na gente”. Além de Rodrigo e Juliano, a Stereotrilhos ainda é formada pelo baterista Gabriel Freitas e pelos guitarristas Lucas Almeida e Raul Faria. Anteriormente neste ano, o quinteto lançou os singles Janelas e A Última Música. 

Rio e o Sol: Tiago Rocha ressalta brasilidade em novo videoclipe

O cantor e compositor Tiago Rocha acaba de lançar o single Rio e o Sol. A obra aborda a passagem de tempo e ressalta a beleza da região norte do Brasil. As filmagens foram realizadas na Ilha do Mosqueiro, que fica nas proximidades da cidade de Belém, no Pará.  O videoclipe tem direção de Lucas Moraga, que contou com o suporte de Samantha Kunst, Marllon Maia, Styvesonn Neves e Lenny Neves na equipe de produção.  Na ocasião, o espaço Raízes Café também foi palco para as filmagens. Tiago frisa que a narrativa aponta o eu-lírico numa praia, conectando-se com o meio ambiente. “Com isso, aponto um elo entre o passado e o presente, ambos vivenciados neste local. Me inspirei muito em nomes como Tiago Iorc, Zeeba e Vitor Kley durante a gravação dessa música”. O artista está em atividade desde meados de 2017 e anteriormente disponibilizou o EP Mágico de Nós e o single Regressa às Tuas Cidades em 2018.  Atualmente, o cantor já prepara novos trabalhos autorais, visando principalmente a leveza e a brasilidade. 

Souljul revive pagode dos anos 90 em single “Minha Companhia”

Amar-se em primeiro lugar. Essa é a principal mensagem do novo single da banda Souljul: Minha Companhia. A música aborda a importância da autoestima e mistura samba e R&B, trazendo ainda uma nuance do pagode dos anos 90. O lançamento é disponibilizado pelo selo Elevarte Music.  A faixa foi gravada no SF Estúdio, em São Paulo (SP). Na ocasião, a produção, a mixagem e a masterização ficaram a cargo de Gustavo de Siqueira Ferreira. Durante as sessões de gravação, a banda contou com a colaboração dos músicos Marinho Mattos (cavaquinho), Marcio Forte (percussão), Vinicius Miranda (baixo) e Beatriz Godoy (backing vocals). A vocalista, Jul Failde, frisa que é importante se sentir bem consigo para aproveitar melhor outras companhias.  “Esse é o aprendizado que destacamos nessa música. É sobre aproveitar a si, já que nós sempre teremos a nossa própria companhia durante a vida. Mais do que isso, trazemos uma reflexão para que as pessoas queiram aproveitar a solitude da melhor maneira possível”. A cantora aponta que a Souljul também se inspirou em artistas contemporâneos. “Tivemos várias referências durante a produção de Minha Companhia. Uma delas foi a Ludmilla, que é do funk mas fez um belo trabalho com o álbum Numanice. Também admiramos a forma como a Iza e o Ferrugem misturam R&B e samba”. Além de Jul, a Souljul ainda é formada pelo guitarrista Rodrigo Nico e pela baterista Érica Nascimento.  Anteriormente em 2020, a banda divulgou os singles Present e Não Vou Me Entregar.

Entrevista | Ana Carol: “quando me tornei mãe percebi que a música estava fazendo falta”

Feito e inspirado na própria família. Essa provavelmente é a frase que melhor define o álbum de estreia Alma Nua, da cantora gaúcha Ana Carol. Totalmente delicado e conduzido pelas vivências de maternidade da artista, o novo projeto ainda conta com a participação do marido e cineasta André Moraes, responsável pela criação das melodias do álbum. Em dez faixas, o disco mescla composições autorais da cantora e homenagens a obras populares brasileiras, com um toque especial e uma linguagem afetiva. Aliás, mesmo sendo o primeiro disco lançado pela também atriz, escritora e bailarina, não é de hoje que a artista expressa tamanha vontade por cantar e compartilhar suas criações musicais. Todavia, Alma Nua é a realização de um sonho nascido há alguns anos, em Porto Alegre. “É um projeto tão antigo na minha vida. Eu comecei a querer criar um disco logo que eu saí da minha cidade, com 22 anos. Meu desejo sempre foi ser cantora, a vida que acabou me levando para outros caminhos. Foi um momento de pura realização a gravação desse disco, não tive nenhum nervosismo, apenas muita vontade para que ele se concretizasse”, revela a cantora. Amamentação Na faixa-título do álbum, Ana utilizou a própria experiência com a amamentação do primeiro filho, Francisco, para criar a letra e também o videoclipe, que foi totalmente adaptado e filmado em casa, devido à pandemia. Estando há alguns anos no universo maternal e tendo inclusive escrito e compartilhado suas vivências em um blog e no YouTube, a cantora sempre levantou bandeiras de humanização do nascimento e de uma maternidade ativa. Portanto, com o novo trabalho, ela não poderia deixar de lado a vontade de também trazer a família para o projeto musical. Antes disso, ela já trabalhava em conjunto com o esposo e cineasta André Marques em uma produtora, escrevendo roteiros audiovisuais. Segundo ela, a parceria é uma caraterística muito própria da família e nada mais natural do que refletir isso nas composições e no resultado da obra. “O disco é uma consequência de muitos questionamentos que surgiram com a maternidade. Comecei a rever minha carreira, a minha maneira de estar no mundo. O que eu gostaria de transmitir para as pessoas? Qual recado de fato queria dar? Além de uma vontade muito grande de não ficar só reproduzindo os discursos de outras pessoas ou simplesmente fazendo algo para o outro, mas sim fazer meus próprios projetos e então dar minha assinatura para as coisas. Isso veio muito forte com a maternidade e fazia parte disso o desejo de estar mais com a minha família, incluir eles no meu processo de trabalho”, conta. Retomada musical de Ana Carol Na época em que a artista partiu do sul do Brasil para iniciar carreira em solo carioca, sabia que amava música. Com três anos de idade já cantava e com 11 começou a ter ainda mais vivência vocal. Depois de adulta e deixando as apresentações nas casas noturnas de Porto Alegre, acabou dando de cara com os musicais do Rio de Janeiro, graças às experiências com atuação e dança. Neste longo processo colocou o canto de lado, voltando sua energia principalmente para a televisão e os conteúdos audiovisuais. “Quando me tornei mãe percebi que a música estava me fazendo muita falta. Que não podia ficar longe como estava, foi quando entrei nesse processo de retomada da minha carreira, seguindo meu desejo de estar perto. Isso culminou no lançamento do disco, algo que sempre esteve comigo e que tinha deixado de lado nos anos que me dediquei como atriz”. E essa multiplicidade de tarefas é de tirar o fôlego. Impossível desviar de tantas funções e interesses da artista, que está sempre buscando, analisando e se colocando nas situações propostas, conectando tudo ao trabalho, sem parar nunca. Mas com um currículo tão extenso, como escritora, compositora, cantora, bailarina, atriz e ainda formada em psicologia, o questionamento que paira pelo ar é: como ela consegue dar conta de tantas atividades ao mesmo tempo? Simplesmente dando um passo de cada vez. “Não existe uma conciliação de tudo isso, na verdade, isso tudo me habita. Eu sou essa colcha de retalhos, esse mix de influências. É impossível que isso coexista simultaneamente, no mesmo momento. Então, eu estou sempre priorizando coisas, não tem como dar conta de tudo ao mesmo tempo. As mulheres inclusive sofrem muito por acreditarem nessa ilusão de que a gente tem que dar conta de tudo, mas não temos e não conseguimos”. A música é prioridade de Ana Carol E nessa trajetória de quase dez anos como atriz, portas foram abertas para que o novo álbum chegasse ao público. Agora, no entanto, a prioridade é o lado musical. “Estou no momento, menos dedicada a minha carreira de atriz, para me dedicar mais a minha vida como cantora e compositora, já que são coisas que estão fazendo mais sentido para mim, como pessoa, mãe e como tudo aquilo que me constitui até agora”, diz. Ana Carol ainda conta sobre a proposta do novo projeto, já que propositalmente e de maneira intencional quis quebrar padrões pré-estabelecidos com este álbum. De acordo com ela, atualmente as produções estão próximas demais do convencional e deixando de lado o verdadeiro caráter artístico necessário. “Dentro da gente há um universo inteiro. E eu acho que o mundo hoje está muito na superfície das coisas, encaixotado. As pessoas fazem o que dá certo para a audiência e eu não gosto. Quero quebrar isso. Acho que temos que nos mostrar inteiros dentro das coisas que fazemos. Mostrar nossas camadas, singularidades e nosso colorido, porque é isso que faz com que sejamos únicos”, finaliza.

Animal Alado: Zuza Zapata aborda liberdade e solidão em EP recheado de brasilidade e música alternativa

Todos têm qualidades e defeitos. Portanto, é preciso se libertar para ir de encontro à sua melhor versão. Essa é a aura do novo EP de Zuza Zapata, que é intitulado Animal Alado e alude à iniciativa de transformar solidão em solitude.  No âmbito melódico, o mini-álbum mescla a brasilidade ao rock alternativo dos anos 1980. Assim, Zuza inspirou-se em The Smiths, The Cure, Cazuza, Belchior e Terno Rei durante as sessões de gravação. O projeto foi viabilizado pela Lei Aldir Blanc, contando com recursos do Governo Federal e do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. O repertório inclui a faixa-título Animal Alado, o poema/introdução Pássaro, e as músicas Eu Não Posso Parar, Minha Rota, Eu Ando Assustado, Touro Furioso e Eu Ando Sonhando. O álbum foi gravado de forma remota.   Assim, Zuza gravou as linhas de voz em casa enquanto o instrumental foi captado no Estúdio Baeta, em São Bernardo do Campo, com o suporte do produtor Caio Andreatta. O disco ainda contou com a direção de Zeca Vieira e mixagem e masterização de Odael Rodrigues. O baterista Cláudio Baeta também colaborou no projeto.  O cantor destaca o teor sentimental da obra. “Vejo que o disco surgiu num momento de muita angústia, tanto em relação à vida pessoal quanto à carreira artística. Por isso, Animal Alado reflete sobre a importância de estar feliz consigo mesmo, compreendendo as nossas qualidades e defeitos. Espero que este trabalho possa tocar o coração das pessoas, trazendo-as para toda a minha odisseia poética”.  Zuza Zapata é natural de Macaé, Rio de Janeiro, e está em atividade há cerca de 10 anos. Anteriormente, o artista divulgou o disco Crônica de Ontem e Outras Saudades, em 2014, além de outro homônimo em 2010. Vale pontuar que o EP Animal Alado trata-se de um lançamento multifacetado. Isso porque cada uma das faixas obtém ilustração e vídeo arte, respectivamente, desenvolvidas por Caró Lago e Zeca Vieira. Todo o material estará disponível no site de Zuza Zapata, onde o artista fornece ainda uma ferramenta de acessibilidade web.