Nasi, do Ira!, lança álbum experimental guiado por IA

Quem espera o tradicional blues-rock de Nasi em seu novo trabalho solo terá uma surpresa, e das grandes. O cantor lançou na última sexta-feira (24), via Ditto Music, o álbum nAsI – Artificial Intelligence. O projeto é uma incursão audaciosa por gêneros como samba da velha guarda, trap, corrido mexicano e cumbia, utilizando a IA como uma ferramenta de co-criação para reinventar composições de sua própria carreira. “Esse não é um disco de rock ou blues. É um disco experimental que, ajudado pela IA, me levou a cantar gêneros que são muito distantes da minha seara”, explica o artista. Segundo Nasi, a ideia começou como uma “brincadeira que ficou séria”, resultando em seis faixas que desafiam o preconceito dos puristas. Reinvensão do repertório Com a colaboração do músico Augusto Júnior, Nasi selecionou “pepitas” de seu catálogo e as transformou radicalmente. Confira o que esperar de cada faixa: Humano vs. artificial Apesar do uso da tecnologia, o disco mantém o toque humano com participações de peso, como o guitarrista Johnny Boy e instrumentistas de sopro e cordas. Nasi é enfático: “Isso não é o futuro da minha música, nem o futuro da música. Mas o futuro pertence à interação entre humano e artificial, disso não tenho dúvida”.
Nasi usa IA para transformar o rockabilly “Feitiço na Rua 23” em trap

O vocalista do Ira!, Nasi, disponibilizou a segunda amostra do seu próximo projeto solo de estúdio. O cantor lançou nas plataformas digitais o single Feitiço na Rua 23, via distribuidora Ditto Music. A faixa integra o repertório do vindouro álbum nAsI – Artificial Intelligence, um trabalho onde o músico utiliza recursos e ferramentas de Inteligência Artificial para desconstruir e revisitar canções do seu próprio catálogo. De 2011, Feitiço na Rua 23 foi para as batidas de trap Lançada originalmente há quinze anos no álbum Perigoso (2011), a composição sofreu uma mudança drástica de gênero. O arranjo estruturado no rockabilly da versão de estúdio original deu lugar a uma batida de trap. Apesar da alteração rítmica, o artista manteve a proposta narrativa da letra, que narra de forma sombria a história de uma mulher “tirada de mim por um feitiço”, como define o próprio cantor. Estética de terror clássico Aproveitando o clima do lançamento nesta sexta-feira 13 e a temática da letra, a nova versão ganhou um videoclipe estruturado em cima da estética do cinema de horror. O material visual utiliza colagens e cenas de obras em domínio público e produções que definiram o gênero do terror, incluindo trechos de:
Nasi usa IA e transforma “Corpo Fechado” em samba no estilo Noriel Vilela

Nasi, a voz icônica do Ira!, decidiu mergulhar de cabeça na tecnologia para reinventar seu próprio passado. O cantor lançou hoje, via Ditto Music, o single e clipe de Corpo Fechado. A faixa é a primeira amostra de seu novo álbum solo, o provocativo nAsI Artificial Intelligence. Como o nome sugere, o projeto utiliza ferramentas de Inteligência Artificial para desconstruir e reconstruir músicas de seu repertório. Do soul da Stax para o Partido Alto A faixa escolhida para inaugurar essa fase foi lançada originalmente em 2006, no álbum Onde os Anjos Não Ousam Pisar. Se naquela época a sonoridade bebia na fonte do soul e da gravadora Stax, agora a IA levou Nasi para um terreiro digital. A nova versão de Corpo Fechado surge como um samba malemolente, inspirado na Velha Guarda e nos grandes bambas do Partido Alto. A referência estética é clara e declarada: o estilo inconfundível de Noriel Vilela (famoso pelo clássico 16 Toneladas).
Nasi solta versão de clássico que fez sucesso com Jerry Lee Lewis e MC5

Vocalista do Ira!, Nasi disponibilizou nas plataformas de streaming, via Ditto Music, o single Rosa Selvagem. A faixa é a versão do clássico Ramblin’ Rose, que fez sucesso com Jerry Lee Lewis e depois com o MC5. Cheia de adrenalina e guitarras furiosas. Rosa Selvagem é o primeiro single do novo álbum do cantor do Ira!, um registro ao vivo chamado Solo Ma Non Troppo e gravado ao vivo em São Paulo em 4 de abril de 2024. O álbum deve ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano.
Nasi lança álbum “RockSoulBlues” no Teatro Sabesp Frei Caneca

O vocalista do Ira!, Nasi, lança o álbum Rocksoulblues em show no Teatro Sabesp Frei Caneca. A apresentação acontece em 5 de novembro, às 21h, em São Paulo. O repertório contará com versões surpreendentes de músicas de artistas que sempre influenciaram a carreira de Nasi, como Zé Rodrix, Tim Maia, Erasmo Carlos, Jerry Lee Lewis e Martinho da Vila. O novo trabalho, composto por oito faixas, explora a diversidade musical que sempre permeou a trajetória de Nasi. Em Rocksoulblues, ele revisita clássicos de diferentes gêneros, trazendo novas interpretações e arranjos que vão do rock ao blues, passando pelo soul e pela música brasileira. Entre as canções estão Rosa Selvagem, um clássico do MC5, e Não Te Quero Santa, de Erasmo Carlos. Nasi também apresenta O Caveira, de Martinho da Vila, com participação especial de Nanda Moura, e Não Vá Me Machucar (Rolling and Tumblin), com outra participação especial. O disco inclui ainda Você Quer Apostar?, de Tim Maia, Devolve Meus LP’s, de Zé Rodrix, com participação de Denilson Martins, Blues do Gato Preto, de Johnny Boy & Nasi, com a participação de Igor Prado, e uma nova versão de Dias de Luta, de Edgard Scandurra, também com Igor Prado. Além das faixas do novo álbum, o público poderá relembrar clássicos da carreira solo de Nasi, como Feitiço, Perigoso, Rockixe e O Rei da Cocada Preta, Ira! não pode faltar, com Dias de Luta, apresentada em uma poderosa versão blues, assim como a clássica Hoochie Coochie Man (Muddy Waters). O show conta com uma banda de músicos experientes: Evaristo de Pádua (bateria), Johnny Boy (baixo), Digão Lancelotti (guitarra) e André Youssef (teclados), prometendo uma noite inesquecível para os fãs de rock, blues e boa música.
Entrevista | Nasi – “A música como nós conhecemos acabou”
Nasi regrava clássico de Martinho da Vila; ouça!

O terceiro single do álbum Rocksoulblues de Nasi, icônico vocalista da banda IRA!, chegou às plataformas de streaming, via Ditto Music. Aliás, traz mais uma surpresa: uma versão country & western do clássico samba de Martinho da Vila, O Caveira (LP/Pelo Telefone, 1973). Mantendo uma atmosfera sombria, a faixa conta com as participações de Jeff Berg nas guitarras e da cantora de blues Nanda Moura.
Na melhor casa de shows de Santos, Ira! entrega show de alto nível

Se a praia foi a opção na tarde da véspera de feriado, cerca de 1,2 mil pessoas optaram pelo rock para fugir do calor na noite desta terça (14), em Santos. Melhor casa de shows da cidade atualmente, a Arena Club recebeu o Ira! para uma plateia que praticamente lotou o espaço: maior, por exemplo, do que a apresentação dos Titãs em novembro de 2022. Edgar Scandurra (guitarrista) e Nasi (vocalista), os remanescentes da formação clássica, mais Evaristo Pádua (baterista) e Johnny Boy (baixista), subiram ao palco pouco após a meia-noite de quarta e, durante cerca de 1h30, nos presentearam com um set list repleto de hits, canções históricas do grupo e algumas versões. O som perfeito valorizou os riffs de Scandurra, dos guitarristas mais prolíficos do país – aliás, é abissal a diferença de estrutura para shows do Arena Club em relação ao centro de convenções da Ponta da Praia, onde o espectador precisa lidar com dezenas de pilastras e péssimo som. Ao menos foi assim nas vezes que estive lá, no Santos Rock Festival 2022 e no último show de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Nessas ocasiões, pessoas deixaram as apresentações no meio, frustradas, guitarra, baixo e bateria pareciam zumbidos de liquidificador e mal ouvíamos o que saía da boca dos vocalistas. Por outro lado, com o Ira! no Arena, houve a celebração da boa música ao vivo. Experiência essa reforçada por um público que pouco levantava os celulares. Talvez pela média etária acima dos 40 anos, de uma geração acostumada a ver shows para apreciar as canções ao invés de ficar de aparelho móvel em punho o tempo inteiro – algo detestável e que transforma a experiência musical em tortura nos tempos recentes. Nasi e Edgar se revezaram nas falas entre as canções. Entre elas, o primeiro homenageou Chorão antes de Vida Passageira, cujos versos dizem: “E quando seus amigos te surpreendem. Deixando a vida de repenteE não se quer acreditar. Mas essa vida é passageira. Chorar eu sei que é besteira. Mas, meu amigo, não dá pra segurar”. O cantor, mais de uma vez, afirmou que Santos faz parte da história do Ira! E recordou quando tocaram na casa noturna Heavy Metal e no Clube Caiçara. Esses shows eram produzidos por Toninho Campos, o proprietário do Cine Roxy. Marcaram época e ajudaram as bandas do Rio e de São Paulo que davam seus primeiros passos musicais nos anos 1980. Não à toa, por gratidão, quando o Cine Roxy passou tempos difíceis durante a pandemia do coronavírus e quase fechou as portas, Nasi atendeu o meu pedido e gravou, prontamente, um vídeo sobre a importância do cinema para a cultura santista. Os pontos altos da noite ficaram, obviamente, por conta dos hits Envelheço na Cidade, Núcleo Base (as duas últimas antes do bis), Tarde Vazia, Flores em Você, Gritos na Multidão, Dias de Luta, Eu Quero Sempre Mais (aquela com participação da Pitty no Acústico MTV). Em Girassol, Edgar cantou a primeira parte. Faz sentido. A música, feita pelo compositor em homenagem a uma antiga namorada, já havia sido lançada pelo grupo sem fazer sucesso. Quando gravariam o Acústico MTV, o produtor Rick Bonadio sugeriu a canção para ser a música de trabalho. Acontece que a garota havia trocado Edgar por Nasi. O clima na banda não era dos melhores. E o “midas” do rock brasileiro preferia que Nasi a cantasse. Precisaram superar o climão. Nasi a gravou. Virou hit. O resto é história…
Macaco Estrela e Nasi, do Ira!, cantam sobre São Paulo em Paulista 30 Graus

A banda Macaco Estrela e o vocalista do Ira!, Nasi, uniram forças para lançar o single Paulista 30 Graus, que aborda a correria da vida em São Paulo, e a maneira como as redes sociais alteraram a perspectiva das urgências e dos amores. Essa colaboração é carregada de significado, pois representa uma amizade de longa data entre os artistas. Guto, vocalista do Macaco Estrela, relembra quando ainda era adolescente e teve a oportunidade de cantar com o Ira! em um programa de rádio. “Foi muito emocionante. Eu tinha 17 anos na época. Dois dias depois, o Ira! estava fazendo um show, o Nasi me viu na plateia e me chamou novamente para cantar. Foi um acontecimento que mudou minha vida. E hoje, tê-lo participando de uma música da minha banda, que tem tanto a ver com o Ira!, é muito incrível”. Produzida por Fabio Cardelli, Paulista 30 Graus foi composta por Guto em parceria com Marcelo Tetê, ex-baterista do Macaco Estrela, que faleceu em um trágico acidente de moto no ano passado. “Ficamos todos arrasados, então esse single é também uma homenagem póstuma”, conta o vocalista. Macaco Estrela, formada em 2019 no bairro paulistano da Mooca, se define como uma banda de rock latino, que mistura cumbia com ritmos brasileiros. Com Guto nos vocais, Alexandre Gnipper no baixo, André Nicolosi na bateria, Arnaldo Amaral e Daniel Martins nas guitarras e Bob Jairo nas “maracas mágicas”, o grupo tem como objetivo romper as barreiras linguísticas entre o Brasil e seus vizinhos, tocando tanto em português quanto em espanhol.