Crítica | Space Force (1ª Temporada)

Engenharia do Cinema Lembro que na primeira temporada de “Space Force” havia dito que não havia graça nenhuma nas situações propostas. Algumas semanas depois, conversando com o humorista Leandro Hassum, o mesmo salientou o principal problema do programa não ter funcionado com o grande público, mesmo sendo criado pelos criadores da sucedida série “The Office“: ele satiriza um universo que 99% das pessoas não vivenciam em seu dia a dia. Em sua segunda temporada, parece que os criadores Steve Carell (que também estrela a série) e Greg Daniels, se concentraram em corrigir alguns destes erros jogando as situações rotineiras, dentro do cenário da mesma. Porém, realmente continua não dando certo. A série mostra a trupe da Space Force encarando as consequências na falha de sua grandiosa operação espacial, vista no desfecho da última temporada. Comandadas pelo General Mark R. Naird (Steve Carell), eles terão de ter ogo de cintura para conseguir se manterem em seus cargos pelo governo dos EUA. Imagem: Netflix (Divulgação) Agora dividida em sete episódios com cerca de 30 minutos cada, o programa ainda nos apresenta diversas situações totalmente forçadas e nitidamente não da chance para a comédia acontecer. Para fazer este tipo de produção, deve-se haver pelo menos alguns breves momentos de improviso dos atores e nesta temporada isso só deve ter ocorrido nitidamente na pequena ponta do comediante Patton Oswalt (que rouba a cena e é uma das poucas coisas realmente engraçadas neste ano). Tudo parece ter seguido o roteiro perfeitamente, sem espaço para nenhum improviso do tipo. Algumas das piadas que são mostradas já foram apresentadas desde os primórdios de programas do gênero como Mentos na Coca-Cola, uma estatua em formato de pênis e até mesmo a paixão de uma personagem em tocar bateria durante a madrugada. Isso poderia ter funcionado se tivesse rolado mais malicia humorística e situações diferentes que tivessem essas piadas como solução. A segunda temporada de “Space Force” se mostra como uma tentativa falha de tentar tirarem humor sem acidez e muito menos situações que possam promover algo assim.

Crítica | O Massacre da Serra Elétrica o Retorno de Leatherface

Engenharia do Cinema Sendo realizado com a ideia de resgatar a franquia “O Massacre da Serra Elétrica” e ser uma continuação direta do primeiro, lançado em 1974 e com direção de Tobe Hooper, este “O Massacre da Serra Elétrica o Retorno de Leatherface” passou por diversos problemas durante sua concepção. Seja a constante troca de diretores durante as gravações, pandemia, e até mesmo um roteiro que não se mostrava plausível. O fato é que ele foi feito pegando carona no sucesso do “Halloween” lançado em 2019, mas em momento algum se mostrou como um filme no grau deste. E ciente da bomba que tinham nas mãos, venderam para a Netflix (que sequer se deu o trabalho de fazer um marketing plausível em cima do lançamento).  A história mostra um grupo de adolescentes ativistas que resolvem abrir um novo negócio em uma pequena e pacata cidade. Só que eles não imaginavam que iriam mexer justamente no imóvel que residia o fatal serial killer Leatherface, que ressurge depois de 50 anos e trás consigo uma onda de sangue e morte. Imagem: Netflix (Divulgação) O roteiro concebido por Chris Thomas Devlin é totalmente problemático, a começar que não conseguimos ter afeição por nenhum dos personagens que nos apresenta e ele ainda força uma situação bastante sem nexo com a protagonista Lila (Elsie Fisher), que começa a assemelhar os assassinatos de Leatherface com um massacre que aconteceu em sua escola (e isso é jogado ao espectador de forma porca, com propósito de criarmos afeição pela mesma). Embora as cenas de mortes sejam repletas de sangue e brutalidade, o destaque vai apenas para a sequência dentro do ônibus (que faz uma ótima piada com a turma do cancelamento). Mesmo com um cenário imenso e várias oportunidades, nada chega a ser aproveitado da forma devida. Tanto que eles resolvem trazer a única sobrevivente do filme de 74, Sally (agora vivida por Olwen Fouéré, já que a atriz Marilyn Burns faleceu em 2014). Não há um propósito plausível como foi com Jamie Lee Curtis em “Halloween”, pois ela só aparece apenas para falar “voltei por voltar” e “alegrar os fãs” (ou deixar eles com raiva).    “O Massacre da Serra Elétrica o Retorno de Leatherface” acaba sendo mais um filme caça-niqueis da franquia, e demonstra que a mesma ainda não conseguiu alcançar seu retorno triunfal aos cinemas.

Crítica | Mães Paralelas

Engenharia do Cinema Desde “Dor e Glória” o cineasta Pedro Almodóvar tinha mostrado que voltou com tudo para as produções que estavam chamando atenção das grandes premiações mundiais, principalmente o Oscar. Em “Mães Paralelas“, ele volta a trabalhar com a atriz Penélope Cruz (que já havia feito inúmeros filmes com ele) em uma trama que aborda diversos assuntos, mas que acaba escorregando em outros (afinal, ninguém pode abraçar o mundo). A história gira em torno de Janis (Cruz) e Ana (Milena Smit), que se conhecem na maternidade ao terem seus filhos. Mesmo com vidas totalmente diferentes, ambas se tornam amigas e conseguem manter o contato durante um tempo. Só que ambas acabam descobrindo que a ligação pode ser mais do que inesperada. Imagem: Sony Pictures Classics/Netflix (Divulgação) Assim como nos seus últimos projetos, Almodóvar avança e volta no tempo de sua narrativa de uma forma que o espectador terá de sacar em qual linha o filme está mostrando. Em um primeiro momento você começa a estranhar e achar que iremos falar sobre um longa de gravidez e nada mais além disso. Porém ele explora vários assuntos em toda sua narrativa, que abrangem este assunto e até mesmo a relação familiar neste tópico. Ele só peca bastante quando encaixa um tópico LGBTQIA+, pelos quais não possui um peso dramático e se fosse removido não faria diferença alguma no resultado final. Os fãs mais assíduos do cineasta, notarão que ele usa novamente o esquema das cores para suprir o sentimento dos personagens, como o vermelho (sexo) e verde (vitalidade). Isso funciona de forma perfeita, pois há um grande contraste com o que está sendo mostrado em cena. Com uma química enorme e grandes atuações, Cruz e Smit parecem ser realmente duas amigas de longa data e convencem no papel da dupla. Ambas não são apenas parecidas nos trajetos, como representam uma mesma pessoa, só que em tempos diferentes (algo que o título tecnicamente vende, e que ambas esbanjam nas caracterizações). “Mães Paralelas” mostra que Almodóvar ainda está com tudo no cinema, e que ainda consegue desenvolver ótimas histórias envolvendo questões familiares.

Crítica | Time do Coração

Engenharia do Cinema Com produção de Adam Sandler, esta comédia claramente entra no padrão de seus filmes feitos para a Netflix. Onde ele chama os amigos e até mesmo parentes como a esposa, filhas e sobrinhos para fazem personagens coadjuvantes. Só que desta vez ele coloca seu amigo, Kevin James para ser o protagonista nesta trama que remete demais aos filmes de esporte realizados nos anos 90. Baseado em fatos reais, a história gira em torno treinador de futebol americano Sean Peyton (James) que foi suspenso de seu cargo pela NFL. Com a vida totalmente em conflito, ele resolve assumir o time de futebol do seu filho, que não vai muito bem no campeonato juvenil. Imagem: Netflix (Divulgação) O roteiro de Chris Titone e Keith Blum claramente coloca mais tonalidades cômicas nesta trama, para se encaixar no padrão de comédia do universo de Adam Sandler. Então se preparem para piadas envolvendo quaisquer tipos de situações pastelões como comida, vômitos, peidos e etc. Dependendo do seu tipo de humor, isso pode funcionar. Mas para este tipo de filme, seria mais interessante terem optado pelo arco mais dramático. Porém como estamos falando de uma produção que há nomes como Rob Schneider, Gary Valentine e até mesmo Taylor Lautner como coadjuvantes, o humor não poderia faltar. Isso sem citar que estamos falando de um filme totalmente previsível, pelos quais chegamos até a recordar produções famosas como “Nós Somos os Campeões” e até mesmo “Golpe Baixo” (cujo remake de 2005, foi também realizado por Sandler). “Time do Coração” acaba sendo mais uma produção feita apenas com o intuito de entreter, quem procura algo para passar o tempo na Netflix.

Entrevista | Resa Saffa Park – “Musicalmente é o melhor momento que vivo”

Conhecida pelo seu trabalho como atriz no hit da Netflix Ragnarok e na cultuada série SKAM, Resa Saffa Park apresentou a faixa de trabalho de seu novo EP. Fazendo um indie pop reflexivo e sedutor, a canção Tendencies chegou acompanhada de um lyric video, disponível no canal da artista. “Tendencies é uma música sobre a solidão na época que deveria ser a mais vibrante de nossas vidas: os vinte anos. Essa canção descreve um estado de espírito que eu tinha em um momento em que me sentia muito pra baixo, mas ao mesmo tempo extremamente faminta por algo que ainda não sabia o que era”, conta Resa Saffa Park. Norueguesa criada em Dubai e que estudou artes na Inglaterra, Theresa Frostad Eggesbø — como se apresenta em seu trabalho como atriz — começou sua carreira em 2018 com o single Sassy e, no ano passado, ela lançou seu primeiro EP, Dumb and Numb. Agora, como Resa Saffa Park, se prepara para lançar o EP Spaces este mês. Resa Saffa Park conversou com o Blog n’ Roll sobre os lançamentos, ligação com o Brasil, a série Ragnarok, entre outros assuntos. Confira abaixo. Inspirações para Spaces Algumas das músicas do álbum foram escritas bem antes da pandemia, e a mais recente foi há alguns meses, que foi Candles. Esse EP é, na verdade, a forma como quero me apresentar como artista. Com sentimento e emoção, sabe? Quero tentar explorar o lado mais sombrio das coisas. Eu sou uma pessoa acostumada a ouvir músicas mais lentas e um pouco pra baixo também. Não costumo ouvir nada muito pop, ou jazz alegre, por exemplo. Gosto do jazz melancólico. É a forma que a música se expressa em mim e que as coisas fluem. Covid-19 Todos os artistas aproveitaram o início da pandemia para escrever músicas, mas eu não fui por esse caminho. Me recusei a fazer alguma canção relacionada à pandemia. E até hoje não fiz. Mas aos poucos os sentimentos de solidão e ansiedade começaram a crescer em mim, então acabou influenciando algumas das músicas. Esses sentimentos já existiam em mim, mas a pandemia os aflorou. Mas, de fato, nenhuma das músicas é sobre a pandemia em si. É mais sobre o que aconteceu comigo durante a pandemia. Então, respondendo sua pergunta: sim, a pandemia afetou de certa forma o EP. Álbum completo de Resa Saffa Park no futuro Sinto que o certo seria lançar um álbum agora, mas depende muito do momento da pandemia. Acho que nunca me senti tão perdida quanto estou atualmente. Musicalmente é o melhor momento que vivo, e isso me faz achar que estou menos perdida, porque música é a única coisa que faz sentido para mim hoje, e sinto que devo perseguir isso. Expectativa pelo EP Lancei meu primeiro EP em maio de 2020, dois meses depois do mundo todo entrar em lockdown. Mas não achei que demoraria tanto (risos). Até hoje não consegui me apresentar ao vivo com as músicas do primeiro EP. Mas acho que esse novo EP tem mais a minha cara e é mais próximo do que eu gosto de fazer e ouvir. A princípio me apresentaria como headliner de um festival em Oslo, mas estão cancelando shows, então não sei como vai ser ainda. Não tenho ideia, mas estou animada pelo trabalho que fiz, e espero que as pessoas gostem. Não vejo a hora de tocar essas músicas novas ao vivo. Ragnarok na Netflix Eu estudei música na faculdade, mas eu sempre atuei em pequenas peças e filmes também. Então, eu estava sempre no radar dos produtores para novos papéis. No meu terceiro ano, gravei uns vídeos para eles, e algumas semanas depois fiz algumas audições, onde me disseram para fazer as malas para Copenhague, onde gravamos a série. Acabei perdendo a conclusão da faculdade, mas na indústria da arte o que importa é o currículo, na verdade. Então topei, e depois vi o sucesso que a série se tornou. Foi uma experiência muito legal. Carreira de atriz Quero muito voltar a atuar, até porque acho que a música e a atuação caminham bem em conjunto. Então penso em atuar de alguma forma no meu projeto musical. Infelizmente os papéis que fiz até hoje foram sempre muito iguais, o que me irrita muito. Amo a Saxa (personagem em Ragnarok), ela é incrível, mas geralmente me colocam como a garota bonitinha e sem tanta profundidade, e acho que isso me limita. Vamos ver, se eu conseguir um papel legal, mergulho de cabeça, mas enquanto não surgir algo assim, o foco é a carreira musical. Pensa em fazer roteiro de série Eu penso nisso, sim. Tenho algumas ideias (risos). Quem sabe um dia… Separar a carreira pelo nome de Resa Saffa Park Não necessariamente separar as carreiras, mas ter um nome artístico é legal, porque não gostaria de usar um nome falso para atuar, e ao mesmo tempo queria um nome mais fácil e divertido para lançar músicas. Foi algo que me pareceu certo. E, no final, ter um alterego te dá uma certa liberdade também. Vida em vários países Absolutamente. Isso é uma das maiores influências na minha arte. Nasci em Dubai e morei lá por sete anos, onde eu estudei em uma escola internacional, com gente do mundo inteiro. Todo mundo era muito diferente, e eu adorava isso. Mas, aos oito, eu vim com a minha família para a Noruega, onde todo mundo era igual, almoçava a mesma coisa… e eu achei aquilo tudo tão chato. Foi aí que comecei a me sentir um pouco excluída apesar da minha família ser norueguesa. Isso foi algo que me fez ter o sentimento de que nunca soube onde eu pertencia, e isso te dá características que acabam se refletindo na sua vida. E, respondendo sua pergunta, com certeza, tudo que eu vivi influencia na minha arte. Eu acho que é impossível estar feliz o tempo todo e sem problema nenhum, então acho que isso é algo que eu sinto e que eu coloco

Crítica | The Witcher (2ª Temporada)

Engenharia do Cinema Após o estrondoso sucesso da primeira temporada e uma conturbada produção de seu segundo ano, com interrupções por conta da quarentena e acidentes com o ator Henry Cavill, finalmente foi lançada a mesma. Agora com uma pegada bastante diferente do primeiro ano, agora não há mais uma preocupação em apresentar os personagens e sim contar uma história totalmente linear e que consiga atingir seu rumo de forma curta e direta. A temporada tem inicio exatamente quando a antecessora acabou, com Geralt (Cavill) se encontrando com Ciri (Freya Allen), e a levando para começar a estudar a arte da magia e feitiçaria. Apesar dele acreditar que o primeiro não pode ter morrido em batalha, Yennefer (Anya Chalotra) inicia uma jornada paralela, para encontrar o mesmo. Imagem: Netflix (Divulgação) Começo destacando que esta temporada é menos confusa que a antecessora, que além de contar três histórias distintas (com as “origens” de Geralt, Ciri e Yennefer) se passava em diferentes épocas. Agora tudo é literalmente no mesmo ano, porém são duas histórias que se juntarão futuramente. Com os diversos problemas enfrentados na produção, realmente fica difícil reparar que isso acabou sendo transposto em tela, pois além de termos ótimas atuações (principalmente da parte de Allen, que tem um arco maior agora) o design de produção e maquiagem estão impecáveis. Alguns descuidos são notados apenas nos efeitos visuais, que parecem não ter tido uma finalização mais digna (mas isso é bastante praxe nas produções da Netflix). Felizmente isso não acaba atrapalhando a imersão nas cenas de batalhas, principalmente no arco final da temporada. Mas já aviso de antemão que esta temporada ainda consegue ser tão brutal e violenta como sua antecessora, mas não é algo gratuito ou até mesmo forçado. Era necessário para o contexto. A segunda temporada de “The Witcher” consegue se sobressair em cima da primeira, e ainda continua possuindo uma qualidade digna de seu enredo. Que venha o terceiro ano!

Crítica | Ferida

Engenharia do Cinema Apesar de ter ficado quase um ano na geladeira, por conta de não ter conseguido uma distribuidora, o longa de estreia da atriz Halle Berry como diretora foi adquirido pela Netflix. Mesmo com a plataforma tentando criar um ar de “filme de Oscar”, Ferida é o típico filme clichê de esporte, pois enquanto um estúdio nos lança uma produção como King Richard, o outro nos chega com esta produção que possui todos os arcos já conhecidos e uma trama totalmente desinteressante e amadora. O enredo mostra a aposentada lutadora Jackie Justice, onde após uma enorme onda de sucesso, vive de maneira precária e desempregada. Mas tudo em sua vida muda quando sua mãe aparece com o garoto Many (Danny Boyd Jr.), e alega que ele é seu filho. Mesmo sem acreditar na situação, ela acaba aos poucos voltando a se aproximar do garoto e tenta realocar sua vida nos ringues. Imagem: Netflix (Divulgação) Lembre dos clássicos Rocky, Touro Indomável, Ali e até mesmo A Procura da Felicidade. Agora jogue em um liquidificador, bata tudo e coloque em um copo. Então temos o roteiro de Michelle Rosenfarb, que não é nada original ou até mesmo convincente em sua abordagem, pois em momento algum criamos afeição ou interesse pelos personagens. Para piorar Berry não se mostra como uma boa diretora, pois ela visivelmente não sabia como realizar cenas de luta (pelas quais as coreografias são bastante pobres, e quando não haviam as mesmas, era feito um enquadramento no rosto de algum personagem que estava batendo), assim como as dramáticas (já que em cada situação ela opta por um enquadramento diferente). Para não falar que tudo estava realmente perdido, Rosenfarb ainda aposta em um romance na metade pro final do longa, que soa de maneira totalmente forçada e até chega brevemente a mudar o rumo da produção (que era sobre mãe e filho). Em contexto geral vemos que certamente esse filme deve ter acontecido por causa do desejo antigo de Berry em ser diretora, e alguns amigos apostaram neste sonho dela (que ainda precisa de muita prática para dar certo). Ferida acaba sendo exatamente como o próprio nome diz, ou seja, é uma verdadeira “Ferida no catálogo da Netflix”.

Confira todas as estreias da Netflix em janeiro

A Netflix anunciou nesta quarta-feira (15) suas novidades para janeiro. Entre as séries, destaques para a nacional Temporada de Verão, a nova geração de Rebelde, além da quarta temporada de Ozark. Quando o assunto é filme, a Netflix não deixa por menos. Mãe x Androides, A Origem do Mundo, Virando a Mesa e Memória de Um Crime são alguns dos principais destaques. SÉRIES Temporada de Verão (21/1/2022)Tentando mudar de vida, um grupo de jovens passa um verão inesquecível trabalhando em um resort na praia, com muito sol, surfe e segredos. Estrelada por Giovanna Lancellotti, Gabz, Jorge Lopez e André Luiz Frambach. Rebelde (5/1/2022)Está chegando mais uma geração de alunos e, com eles, novos amores e amizades. Mas uma misteriosa sociedade ameaça destruir as aspirações musicais dessa turma. Com a brasileira Giovanna Grigio no elenco. A Vizinha da Mulher na Janela (28/1/2022)A vida de uma artista desiludida vira de cabeça para baixo quando ela vê (ou acha que viu) um crime acontecendo. Protagonizada por Kristen Bell. Ozark: Temporada 4 (21/1/2022)A liberdade parece estar mais próxima, mas o rompimento de laços familiares pode ser a ruína dos Byrdes. Estrelada por Jason Bateman e Laura Linney. Feria: Segredos Obscuros (28/1/2022)Na Andaluzia dos anos 1990, duas irmãs rejeitadas pela sociedade buscam a verdade por trás do desaparecimento dos pais, acusados de matar 23 pessoas em um ritual. Jonathan Van Ness Quer Saber… (28/1/2022)Inspirada em podcasts, stand-ups e cabelos incríveis: vem aí uma nova série de Jonathan Van Ness. The Sinner: Temporada 4: Percy (26/1/2022)A série de suspense indicada ao Globo de Ouro está de volta para uma nova temporada. Estrelada por Bill Pullman. The Club: Parte 2 (6/1/2022)A origem da culpa de Matilda vem à tona com a volta de uma figura do passado. Raşel e İsmet chegam a um impasse, e a violência toma conta de Istambul, na Turquia Mansão Hype (7/1/2022)Um olhar revelador sobre as vidas das maiores estrelas das redes sociais. Operação Ecstasy: Temporada 3 (10/1/2022)Esperando mudar de vida, Bob aceita uma perigosa missão secreta para expor um informante na polícia, mas outra vez cruza com Ferry Bouman. After Life – Vocês vão ter de me engolir: Temporada 3 (14/1/2022)Tony (Ricky Gervais) pode até estar um pouco menos rabugento, mas continua sem conseguir preencher o vazio deixado pela morte da esposa. The House (14/1/2022)Esta antologia de comédia ácida e excêntrica foi dirigida por grandes talentos da animação independente em stop-motion. Arquivo 81 (14/1/2022)Ele foi contratado para restaurar uma coleção de fitas de vídeo, mas acaba reconstruindo o trabalho de uma documentarista que investigou uma seita perigosa. Brincando com Fogo: Temporada 3 (19/1/2022)Jovens solteiros e cheios de energia numa praia paradisíaca. Parece perfeito, só que, para ganhar o prêmio de 100 mil dólares, eles precisam renunciar ao sexo. Juanpis González – A Série (19/1/2022)Um homem muito rico e imaturo tenta encontrar o equilíbrio entre levar uma vida de privilégios e fazer a coisa certa. Soy Georgina (Em breve)Acompanhe o dia a dia de Georgina Rodríguez: modelo, mãe, influenciadora, empresária, bailarina e namorada de Cristiano Ronaldo. Três vezes Paixão (28/1/2022)O amor pode ser um assunto complicado especialmente para uma família que comanda um salão de festas de casamento. À Tona (28/1/2022)A vida de uma mulher vira do avesso quando ela precisa escolher entre arriscar a vida da própria família ou voltar a ser uma agente russa. Riverdale – Temporada 5 (20/1/2022)O último ano do ensino médio está chegando ao fim. Archie (KJ Apa), Betty (Lili Reinhart), Veronica (Camila Mendes) e Jughead (Cole Sprouse) lidam com o amor, o desejo e a lealdade, além de novos mistérios. The Walking Dead – Temporada 10 (30/1/2022)Os Sussurradores tentam dividir e conquistar os sobreviventes, acabando com os breves momentos de calma e a esperança de reconstruir a civilização. FILMES Mãe x Androides (7/1/2022)Em um mundo pós-apocalíptico assolado pela revolta dos androides, uma jovem grávida e seu namorado buscam desesperadamente um lugar seguro. A Origem do Mundo (11/1/2022)Depois que o coração de Jean-Louis para de bater, ele precisa encarar suas questões edipianas e fazer uma pergunta impensável à mãe ou morrer em três dias. Tratamento de Realeza (20/1/2022)A cabeleireira Izzy jamais perderia a chance de trabalhar no casamento de um príncipe — mas um clima entre os dois vai abalar o equilíbrio entre amor e dever real. Indecente (13/1/2022)Grace Miller é uma escritora de livros de mistério, famosa pelo instinto para resolver crimes. Agora, ela vai precisar de todo esse talento para investigar o assassinato da irmã. Papai Poderoso 2: Tudo ou Nada (1/1/2022)A família Beecroft está louca para gastar a herança do patriarca, mas tem uma certa alguém que não vai deixar isso acontecer. Essa Não É uma Comédia (14/1/2022)Enfrentando uma encruzilhada na vida, um comediante recebe uma proposta curiosa da melhor amiga. Munique: No Limite da Guerra (21/1/2022)No outono de 1938, um oficial britânico e um diplomata alemão se conhecem em Munique e tentam evitar a guerra na Europa. Baseado no livro de Robert Harris. O Páramo (6/1/2022)A rotina pacata de uma família que vive isolada da sociedade é desestabilizada com a chegada de uma criatura assustadora. Virando a mesa (10/1/2022)Um policial chefia a operação para fechar uma jogatina ilegal e, para conseguir informações, decide entrar no jogo — mas a situação sai de seu controle. Um filme de Caio Cobra com Rainer Cadete, Stepan Nercessian, Natallia Rodrigues e Cláudio Manoel. MAIS FILMES Inimiga Perfeita (24/1/2022)O arquiteto Jeremiasz Angust conhece uma jovem falante no aeroporto e acaba perdendo seu voo. Ele tenta se livrar dela, mas a conversa vai ficando suspeita. Memória de um Crime (2/1/2022)Um paciente com amnésia sai do hospital psiquiátrico e recebe uma droga experimental para tentar recuperar o dinheiro de um grande roubo. Um filme de Brian A. Miller com Sylvester Stallone, Matthew Modine, Ryan Guzman, Christopher McDonald. A Epidemia (30/1/2022)Após um acidente aéreo em uma pequena cidade, uma poderosa arma biológica secreta é liberada, fazendo com que os residentes sejam transformados em maníacos homicidas. Estrelado por Joe Anderson, Timothy Olyphant e Radha Mitchell. O Banquete (24/1/2022)No fim dos anos 1980,

Crítica | Lulli

Engenharia do Cinema Já não é de hoje que as produções encabeçadas pela atriz Larissa Manoela se encaixam perfeitamente no rótulo de “ame ou odeie”. Lulli casa bem com esta frase, pois realmente estamos falando do exemplar mais fraco desta, de todas as suas recentes produções. Inspirado no livro de Thalita Rebouças (a mesma responsável por Pai em Dobro, com Maísa), a premissa já foi explorada em exaustão por Hollywood por conta da sucedida comédia com Mel Gibson, Do Que As Mulheres Gostam, e francamente parece que ela já cansou de vez. Na trama, Larissa interpreta a estudante de medicina Lulli, que após sofrer um acidente durante um plantão, passa a ler a mente de todas as pessoas ao seu redor. Porém ela percebe que enquanto ela adquiriu a nova “habilidade”, seu ex-namorado Diego (Vinícius Redd) sofreu uma crise de amnésia e se esqueceu completamente que havia terminado com ela um pouco antes do ocorrido. Então ela vê nesta uma ótima oportunidade de reconquistar o mesmo e conseguir se estabelecer como uma ótima médica.     Imagem: Netflix (Divulgação) Apesar de Larissa já ter comprovado que possui um ótimo timing cômico e talento para encabeçar produções voltadas para adolescentes, em “Lulli” parece que ela apenas teve de aceitar o projeto por conta de um contrato estabelecido com a Netflix. Além de nitidamente ela estar forçada em cena, o roteiro de Renato Fagundes e da própria Rebouças não convence em ponto nenhum para gostarmos dos personagens. Todas as situações já foram apresentadas em outros filmes adolescentes do gênero, pelos quais conseguimos encontrarem outras lacunas na própria plataforma citada. Seja através de uma trilha sonora que toca melodias quando ocorre “algo errado” ou alguma situação “inusitada”. Inclusive o roteiro ainda tenta criar momentos com os personagens coadjuvantes, vividos por Sergio Malheiros, Amanda de Godoi e Yara Charry, aos quais eles jogam as ideias no ar e sequer são bem exploradas. Realmente eles aparecem apenas para causar aquele peso de “nossa, esse ator da Globo ta aqui!”. Lulli realmente é uma das maiores bombas nacionais da Netflix, onde nitidamente vemos que Larissa Manoela teve o primeiro grande erro em sua carreira.