Spiritbox tem o show mais quente do momento e precisa voltar logo ao Brasil; veja como foi em NY

Nova York é uma cidade que exala eventos musicais e esportivos por todos os cantos, isso sem falar nos inúmeros cenários de filmes e séries, além dos famosos musicais da Broadway, atualmente com George Clooney, Denzel Washington, entre outros grandes atores em cartaz. E mesmo com essa infinidade de atividades, ninguém conseguiu despertar tanta atenção como a banda canadense Spiritbox na última semana. Queridinha do público brasileiro após o show de abertura do Bring Me The Horizon, no fim do ano passado, no Allianz Parque, a banda de Courtney LaPlante vem em uma crescente absurda no hemisfério norte. Participa de tudo que é programa de TV, viraliza no Grammy, é citada por grandes nomes do rock. Vive um momento de ouro. No último dia 18, a banda simplesmente lotou o Hammerstein Ballroom, ao lado do Madison Square Garden, o qual parece ser uma questão de tempo para ser o próximo palco do Spiritbox em Nova York. A receita de sucesso do Spiritbox é infalível: cozinha instrumental de alto nível, frontwoman com alcance vocal absurdo e carisma de sobra, além de influências que passam por Machine Head, Linkin Park e Evanescence. Atualmente em turnê para divulgar o álbum Tsunami Sea, lançado em março passado, o Spiritbox vive um momento especial. Quem se impressionou com a apresentação no Allianz Parque certamente ficará ainda mais boquiaberto com a tour atual. O novo show do Spiritbox contempla os fãs com telões incríveis de alta definição, com lindas imagens de natureza, mesclando com alguns momentos da apresentação. Tsunami Sea tem oito de suas 11 músicas no setlist, que ainda é completado por três faixas do debut, Eternal Blue (2021), além de canções dos EPs Rotoscope (três) e The Fear of Fear (duas). Courtney LaPlante foi a grande estrela no Hammerstein Ballroom. E sabe que está sendo observada por todos. Após a aparição no show de Megan Thee Stallion no Coachella no primeiro fim de semana, a moral estava ainda mais elevada. Composta por Courtney LaPlante, seu marido, o guitarrista Mike Stringer, o baterista Zev Rose e o baixista Josh Gilbert, a banda canadense está em atividade há quase uma década, mas vive o melhor momento agora. A reta final do show do Spiritbox rendeu algumas boas surpresas, com três feats inesperados: Soft Spine (com Emma Boster, do Dying Wish, que abriu a noite no Hammerstein, junto com o Loathe), No Loss, No Love (com Andrew Dijorio, da banda punk Stray from the Path) e Crystal Roses (com o saxofonista Saxl Rose). No meio dessa sequência de feats, o show ainda teve espaço para duas das canções mais poderosas do Spirtibox: Holy Roller, do Eternal Blue, e Ride the Wave, single mais pessoal e forte de Tsunami Sea. A atual turnê do Spiritbox merece um lugar especial no Brasil. E como headliner, sem participação em festival. Confira o show completo abaixo

Awolnation faz show de gente grande em NY e prova estar pronto para festivais no Brasil

O Awolnation, projeto de dance-rock liderado por Aaron Bruno, lotou o Irving Plaza, em Nova York, no último dia 14, e mostrou estar pronto para enfrentar grandes festivais pelo Brasil. De cara, para quem assiste ao show, é nítido que cairia super bem no meio da tarde no Lollapalooza. Atualmente, o Awolnation divulga o álbum The Phantom Five, lançado em 2024, que chegou a ser tratado como o último álbum de Aaron Bruno frente ao seu projeto. “Havia um senso de urgência na mentalidade de tentar tratá-lo como um álbum de despedida, agora resta saber se continuo. Provavelmente irei, mas me sentiria confortável em ir embora porque acho que isso é o melhor que tenho a oferecer”, comentou em entrevista ao Blog n’ Roll. No Brasil, assim como em boa parte do mundo, o Awolnation ganhou muito alcance com o hit Sail, de 2010, que entrou na trilha de séries, filmes e até comerciais. Na apresentação, Sail é a faixa que encerra o show. E isso é muito válido porque prende a atenção para o restante do trabalho de Aaron Bruno em quase 1h30 de tempo corrido. Jump Sit Stand March, um dos destaques do novo álbum do Awolnation, ficou ainda mais pesada ao vivo, garantindo alguns pulinhos do público na frente do palco. >> CONFIRA ENTREVISTA COM AWOLNATION Apesar de todo orgulho pelo álbum Phantom Five, a atenção maior na atual turnê está no debut, Megalithic Symphony, de 2011. Foram seis faixas adicionadas no repertório contra três do disco mais recente. Sempre muito performático, Aaron Bruno não para por um segundo. Anda de um lado pelo outro, sobe no palco da bateria, corre em direção ao público e despeja um som potente atrás do outro. Soul Wars e Kill Your Heroes, ambas do Megalithic, mexeram demais com o público. Era nítida a emoção de quem estava mais próximo ao palco e cantou tudo do início ao fim. Outra pedrada do debut, Burn It Down é praticamente um punk rock, só não rendeu um circle pit porque o público estava mais na faixa 40+ e optou por contemplar a energia infinita de Aaron Bruno. O rápido intervalo no fim não tirou ninguém da frente do palco. O público estava esperando o hit de quase um bilhão de streams apenas no Spotify. Sail, que foi precedida por Panoramic View, principal single de Phantom Five, rendeu a maior quantidade de vídeos gravados daquela noite em Nova York, perdendo talvez apenas para as filmagens de turistas com golpistas vestidos de Homem-Aranha, Mickey e monges budistas da Times Square. Bandas de abertura Tão eclética como Aaron Bruno, a programação da noite no Irving Plaza rendeu boas surpresas com Makua e Bryce Fox.  O primeiro é formado pelo surfista havaiano Makua Rothman, que já foi campeão mundial de ondas grandes em 2015. Apesar do visual Netinho, aquele do Milla, Makua tem boas inspirações. Flutua entre Sublime, No Doubt e alguns repentes de skazinho. Fez um show honesto e curto, cerca de 30 minutos, que agradou em cheio ao público que acompanhou nas palminhas e gritos de apoio. Bryce Fox, que veio na sequência, também com set de 30 minutos, parecia já mais familiarizado em tocar com grandes artistas. Com quase 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify, aproveitou a ocasião para apresentar seu álbum mais recente, The Butterfly and The Bomb, lançado no fim de março. Mas também teve espaço para seus singles mais conhecidos, Stomp Me Out e Horns, ambas de Heaven on Hold, de 2017. Golden Boy, do Strenght (2022) e responsável por abrir o show, foi outro grande acerto. O single é bem poderoso. Setlist de Awolnation    Jump Sit Stand March Soul Wars Kill Your Heroes Run The Best Barbarian Burn It Down Holy Roller Hollow Moon (Bad Wolf) Like People, Like Plastic Not Your Fault Knights of Shame Bis Panoramic View Sail

Monsters of Rock chega aos 30 anos com shows inesquecíveis em São Paulo

30 anos de Monsters Of Rock, um dos festivais mais consagrados do país. Trinta anos não são 30 dias. Basicamente, a história dos shows de rock e metal que aconteceram por aqui, passa diretamente por esse festival. A edição de 2025 rolou em São Paulo, no último sábado (19), reunindo bandas gigantes e consagradas da história do rock’n roll. Scorpions e Judas Priest foram os headliners, mas o evento também contou com os suecos do Europe e do Opeth, os finlandeses do Stratovarius, o Savatage, além do Queensryche, direto de Seattle, nos Estados Unidos. Porém, antes de prosseguir, eu preciso registrar o quanto o Monsters é importante e tem uma relevância bem forte no meu coração. Foi no Monsters Of Rock que vi pela primeira vez a banda da minha vida. O Aerosmith, na edição de 2013. Chorei feito uma criança por realizar o sonho de ver de perto a maior banda desse mundo! Foi no Monsters Of Rock que assisti o maior espetáculo (porque não dá pra chamar aquilo “só” de show) que já presenciei em toda minha vida. O Kiss, na edição de 2023, me fez sair extasiado do Allianz Parque tentando digerir tudo que havia presenciado naquele verdadeiro espetáculo de som e pirotecnia. Foi no Monsters Of Rock que eu vi o show mais surpreendente da minha vida. Aquele show que eu já esperava que seria bom, mas que superou todas as expectativas e me deixou boquiaberto. O Scorpions, também na edição de 2023, me fez chorar, pular, dançar e me fez ainda mais fã dessa banda tão histórica. Dito isso, obviamente eu não poderia ficar de fora dessa edição tão comemorativa e emblemática! O dia começou com os caras do Stratovarius, diretamente da Finlândia. Uma banda bastante relevante no universo do “power metal” desde a sua fundação em 1984, mas principalmente depois do disco Visions, lançado em 1997, que trouxe notoriedade, respeito e sucesso a nível mundial para a banda. O show dos caras pode ser definido com o termo intensidade. Basicamente o Stratovarius é uma potência sonora com músicos extremamente virtuosos. A performance foi impecável com bastante interação com o público brasileiro que chegou cedo para ver o show. Inclusive, em certo momento, o vocalista Timo Kotipelto fez algumas brincadeiras para desafiar os fãs brasileiros a gritarem mais alto em relação aos outros shows da banda na América Latina. >> CONFIRA ENTREVISTA COM STRATOVARIUS Logo em seguida, o Monsters Of Rock recebeu no palco os caras do Opeth, uma banda sueca que está em atividade desde 1990 misturando death metal com rock progressivo. E olha que essa mistura pode definir claramente o principal comentário que ouvi sobre o show dos caras. >> CONFIRA ENTREVISTA COM OPETH É impressionante como eles navegam com maestria entre o peso do death metal com a técnica absurda do rock progressivo. Carregando uma naturalidade que parece ser a coisa mais fácil do mundo. O vocalista e guitarrista, Mikael Åkerfeldt, entrega uma performance incrivelmente potente, além de uma serenidade invejável. O Queensrÿche foi a terceira banda a subir no palco do festival para entregar um show repleto de clássicos que contam a história da banda. Uma banda histórica, muito relevante pro cenário do metal e que declaradamente serviu de inspiração para outras bandas consagradas, como o Dream Theater e o Symphony X. O Queens trouxe um show que navegou entre todos os períodos da carreira da banda, com muito metal pesado, mas também com a excelente balada Silent Lucidity, principal sucesso da banda aqui no Brasil durante muito tempo. >> CONFIRA ENTREVISTA COM QUEENSRYCHE Logo em seguida foi a vez do Savatage. Os caras têm simplesmente 46 anos de heavy metal e uma legião apaixonada de fãs aqui no Brasil. Muita gente com a camiseta da banda e enlouquecida com o show dos caras. Mais uma performance repleta de virtuosismo, entrega, hits e muito peso! Não é à toa que o Savatage é uma das maiores bandas de heavy metal da história, os caras entregam todas as características necessárias de uma banda gigante. >> CONFIRA ENTREVISTA COM SAVATAGE Depois do Savatage, nós chegamos naquele que foi o meu show favorito do dia. Os também suecos do Europe subiram no palco do Monsters Of Rock para entregar um show que pode ser resumido na palavra energia! Do primeiro ao último acorde, o show do Europe foi marcado pelo bom e velho hard rock clássico. Cheio de riffs marcantes e love songs que fizeram o Allianz cantar a plenos pulmões. Com destaque para Carrie, que fez o estádio todo se iluminar, e obviamente The Final Countdown, o maior hit da banda e um dos maiores hits da história do rock. >> CONFIRA ENTREVISTA COM EUROPE Tudo foi impecável no show do Europe, mas vale destacar a excelente performance do vocalista Joey Tempest que soube controlar a multidão com maestria e elegância. E por fim chegamos nos dois headliners do festival. Judas Priest e Scorpions dispensam apresentações. Duas potências, basicamente lendas vivas do rock… O show do Judas Priest foi insano. Uma chuva de hits, uma tempestade performática e uma trovoada de carisma de Mr. Rob Halford e companhia. Os caras são deuses e o Rob faz jus ao apelido de “metal god”. No auge dos seus 73 anos, esbanjando saúde, performance, alcance vocal e maestria em controlar a plateia. Inclusive, o público foi um show à parte durante o Judas. >> CONFIRA ENTREVISTA COM JUDAS PRIEST A galera estava ensandecida, cantando tudo, interagindo muito e se entregando de corpo e alma aos clássicos da banda. Era uma espécie de culto acontecendo sob nossos olhos e ouvidos. O show do Judas Priest foi realmente impressionante. E pra fechar a noite da edição histórica de comemoração dos 30 anos do Monsters Of Rock, o Scorpions entregou mais um espetáculo! Estético, visual, sonoro e performático. Tem que ter um jeito de eternizar esses caras, tem que existir uma forma de trazê-los para sempre. O show do Scorpions é um presente pra todos que gostam de rock

The Used celebra 25 anos de carreira e toca álbum de estreia na íntegra

Para comemorar os 25 anos de carreira, a banda norte-americana The Used escolheu 17 cidades da América do Norte, Europa e Oceania para fazer algo inédito na carreira: três noites consecutivas para cada uma delas, tocando um álbum na íntegra por data. E é isso, não tem música extra, alteração na ordem, nada disso. Os álbuns escolhidos para a tour são The Used (2002), In Love and Death (2004) e Lies for the Liars (2007). O Blog n’ Roll acompanhou o primeiro dos três shows em Boston, terceira cidade da tour, após Chicago e Detroit.  O House of Blues, uma das principais casas de shows da cidade, estava lotado, garantindo uma temperatura muito mais agradável que o frio congelante que estava na rua, mesmo sendo primavera. A abertura da noite ficou por conta do The Funeral Portrait, de Atlanta. Com apenas 30 minutos disponíveis, Lee Jennings e companhia focaram nos principais singles do segundo álbum de estúdio, Greetings From Suffocate City (2024), o primeiro com uma pegada mais emo e fortemente influenciado por My Chemical Romance. O set teve alguns destaques do álbum mais recente, como as músicas You’re So Ugly When You Cry, Dark Thoughts e Holy Water. >> CONFIRA ENTREVISTA COM THE FUNERAL PORTRAIT O som estava um pouco abafado, mas os integrantes conseguiram superar isso com muita disposição e uma apresentação bastante performática. O guitarrista Caleb Freihaut e o baixista Robert Weston se beijaram na reta final do show, o que rendeu muitos aplausos e gritos dos fãs. “Há três anos fomos expulsos de uma turnê por causa disso. Então fazemos questão de repetir esse gesto sempre”, comentou Lee Jennings antes de iniciar Suffocate City, maior hit da carreira e responsável por fechar a apresentação. Após o show, Lee Jennings conversou com o Blog n’ Roll e garantiu que foi procurado por uma produtora e iniciou as negociações para se apresentar no Brasil em 2026. Vamos aguardar! The Used Com apenas cinco minutos de atraso, The Used deu início ao show com a exibição de um vídeo com várias imagens do início da carreira. Após a queda da cortina, o disco homônimo passou a ser tocado na íntegra. Maybe Memories já garantiu um início quente, enquanto The Taste of Ink arrancou o primeiro sing along dos fãs. No início da apresentação, Bert McCracken pouco fala, emendando uma canção na outra. Antes de Buried Myself Alive, agradeceu o apoio do público nos últimos 25 anos e prometeu entregar o melhor presente possível nas três noites, antes de perguntar sobre quem iria nas outras duas datas. Logo depois, cantou mais um dos hits do álbum, A Box Full of Sharp Objects, que foi apresentada como “a melhor música já escrita”. Teve espaço para um trecho extenso de Smells Like Teen Spirit, do Nirvana, algo que o The Used faz com frequência nos shows. >> CONFIRA ENTREVISTA COM THE USED Sobre o repertório, aliás, vale destacar a quantidade de canções que estavam esquecidas nos shows: Poetic Tragedy, Greener With the Scenery e Noise and Kisses não eram tocadas desde 2016. Entraram na atual turnê. Para o público brasileiro que quer curtir show no House of Blues de Boston, vale destacar que não existe lugar ruim. Todos os pontos são ótimos. Desde o balcony, lá no alto, que não é distante do palco e tem poltronas acolchoadas, até a pista, muito semelhante com o espaço da Audio, em São Paulo, que tem suas laterais com espaços para quem não gosta de ficar no empurra-empurra da pista. Na reta final, Bert saiu distribuindo happy birthday para várias pessoas da plateia, antes de falar que estava muito feliz pela história da banda, que agora toca também em arenas (vale lembrar que eles tocaram na primeira edição do I Wanna Be Tour, no Allianz Parque, em São Paulo). “Éramos apenas quatro caras de Utah tocando em um porão antes deste disco ser lançado”, disse Bert McCracken, que estava visivelmente emocionado com o apoio do público. A fidelidade com o set é tão grande que o The Used seguiu o desfecho do álbum de forma perfeita, encerrando com On My Own e Pieces Mended, antes de fazer um breve intervalo, que foi sucedido pela gravação de Polly e a faixa escondida Choke Me. Em quase 1h10 de apresentação, o The Used mostrou que é possível entregar o que promete e sair grandioso do palco, ainda mais com duas noites por vir com novos sets. Confira abaixo os três shows completos de Boston

Lollapalooza 2025: De Rodrigo a Olívia, evento investe na nova geração

Se o Lollapalooza quer se perpetuar como um dos principais festivais do Brasil, a missão da sexta (28), primeiro dia de festival, foi cumprida. A geração Z foi responsável por boa parte dos quase 80 mil ingressos vendidos. No palco, Jão (30 anos) e Olívia Rodrigo (22 anos) foram os donos do evento. Estando em palcos diferentes, ficou nítida a movimentação da maioria do evento para as duas apresentações. Dead Fish: “Não sou Olívia, mas também me chamo Rodrigo” Van Campos (AgNews) Cheguei no evento com o festival ainda vazio com a missão de assistir seis shows diferentes. Infelizmente, a chuva forte suspendeu temporariamente os shows e, com a nova grade de horários, finalizei o dia com cinco apresentações registradas. A primeira delas foi o Dead Fish às 12h45 no palco Budweiser (principal). Eu tinha 15 anos no meu primeiro show do Dead Fish, no bar do 3 aqui em Santos, mesma idade de boa parte de quem enfrentava o Sol para garantir um bom lugar para a Olívia Rodrigo. E o outro Rodrigo, o Lima, mesmo aos 52 anos, soube falar a língua da garotada e fazer um trabalho diferente do que está acostumado: apresentar a banda. Houve, claro, protestos políticos, conselhos de pai, dancinhas e até um empréstimo de um leque de uma das meninas próximas a passarela do palco. Foram 18 músicas em quase uma hora de show, seguindo a setlist da turnê do álbum Dentes Amarelos. No fim, ainda coube uma malandragem ao anunciar que faltavam 2 músicas, mas emendou “Sonho Médio” após “Afasia” e “Bem Vindo ao Clube”. Girl in Red: “Deus é gay, São Paulo é gay” Iwi Onodera (Brazil News) Voltando logo após a tempestade, Marie Ulven Ringheim (26 anos), ou melhor, Girl in Red foi recebida com um lindo arco íris enquanto ainda chovia. Abertamente lésbica, ela celebrou a obra da natureza ou, divina, como ela mesmo disse, para emendar: “Deus é Gay, São Paulo é gay”. O público vibrou e a apoiou. Local mais propício não há. Um festival como o Lollapalooza sempre se mostrou aberto à diversidade. Inclusive, fez um poster personalizado para ela com duas garotas e o refrão “My Girl” em alusão a “I wanna be your girlfriend”. Com 11 músicas, mesmo set do sideshow na Audio, ela mostrou energia de seu Indie/Alt Rock, podendo ser a nova Alanis do futuro. Jão “Eu sou um Popstar” Sidney Lopes (Billboard Brasil) Mesmo sem estar no palco principal ou headliner, Jão fez um show como se fosse. O cantor pop levou um “Allianz” para o palco Samsung Galaxy. Girl in Red nem havia finalizado sua última música e um verdadeiro mar de gente se deslocava para ver o show. Mesmo com muita lama, o cantor encheu até o famoso morro e mostrou porque é o principal artista brasileiro da atualidade. Seus feitos, seja com a turnê, seja esgotando salas de cinema e camisetas, só mostram que todo o hype tem sentido. Ele tocou seus principais sucessos, porém mostrou personalidade ao fazer um cover de “Linger” dos Cranberries. “Eu estava ouvindo essa música no carro com a cabeça encostada e pensei: Se eu fosse um popstar, como eu cantaria essa música? Mas, perai, eu sou um Popstar. Então vou fazer essa canção para vocês”. Logo depois, emendou “Nota de Voz 8”, canção que não tocava ao vivo há 5 ou 6 anos, segundo ele. Após o show ele confirmou que era sua última apresentação antes de um indeterminado período de férias. Nessa Barret: A Nova Lana Del Ray? Reprodução da transmissão do Canal BIS Enquanto a multidão se equilibrava na lama para voltar ao palco principal e já garantir um lugar para a apresentação de Olívia Rodrigo, Nessa Barret (22 anos), cantora sensação do TikTok fez sua estreia no Brasil. Mesmo sem conversar tanto com a plateia, ela contou com uma estrutura segura para a sua apresentação: um baterista, um guitarrista e um DJ responsável pelas partes eletrônicas das músicas, fazendo também o baixo e soltando “backtracks” de voz, o que levou a muita gente confundir de que ela estaria dublando. Muita gente faz uso de “backtracks” e você pode encontrar vários artistas fazendo o mesmo, inclusive Emily Armstrong com o apoio do DJ Han. Usar backing vocals e até mesmo baixo gravados completou a apresentação, deixando o som mais cheio. Se a cantora lembra Lana Del Rey, suas músicas são mais agitadas com lampejos de rock and roll. Uma boa estreia de uma futura popstar que deve retornar logo em shows solo ou com mais destaque em algum festival. Olivia Rodrigo: “Eu nunca vi nada parecido com vocês, São Paulo” Ag News Se alguém tinha dúvidas de que Olivia Rodrigo estava pronta para ser headliner de um grande festival, essa dúvida acabou ao pisar em Interlagos. Mesmo com a turnê de seu segundo álbum, ela teve um crescimento meteórico. E, essa rapidez, talvez faça com que muita gente duvidasse do real tamanho da cantora. Uma ideia rápida dessa ascensão pode ser vista no seu primeiro show em Estádio, no Couto Pereira de Curitiba, dias antes. “Quando eu estava na escola eu fazia redação em cima das letras de St. Vicent”. E, hoje, é St Vicent quem abre os shows dela. Foram mais de 20 músicas em uma hora e quarenta minutos de show tocando praticamente todas as suas canções. Com uma banda talentosa, também composta por mulheres, ela cantou, tocou e se emocionou com a recepção que teve em São Paulo. A mais rock and roll das cantoras teen, ela mescla pop com a geração 2000 do pop punk, claramente mostrando forte influência de Blink 182, Green Day, Avril Lavigne e, claro, Paramore. Se os fãs do outro Rodrigo, do Dead Fish, não conhecem ou a acham apenas uma cantora pop adolescente, saibam que ela serve como uma porta de entrada para o rock como uma nova Avril Lavigne, porém com mais potencial. Afinal, se a cantora canadense, mesmo com anos de carreira, não integrou o palco principal do

Nostalgia, técnica e hits marcam show do Garbage ao lado do L7 e The Mönic

Em sua quarta passagem pelo Brasil (veio em 2012, 2016 e 2023), o Garbage retornou acompanhado das veteranas do L7 e ainda adicionou a brasileira The Mönic (leia sobre esses dois mais abaixo) para compor a programação, no último sábado (22), no Terra SP, em São Paulo. Com a casa lotada, o evento foi uma grande celebração do rock and roll dos anos 1990. Shirley Manson, com um figurino extravagante, como já é de costume, entregou uma apresentação memorável. Deu grande atenção para os dois primeiros álbuns da carreira, Garbage (1995) e Version 2.0 (1998), ambos com seis músicas cada no set. Ao longo dos 90 minutos de show, Shirley Manson não escondeu a alegria de reencontrar um dos públicos mais fiéis da banda. Totalmente recuperada da cirurgia que fez no quadril em 2023, ela falou sobre a “honra de ter o L7 na mesma turnê”, além de fazer discursos fervorosos de apoio à comunidade trans e minorias, mesmo em tempos tão sombrios no mundo. A sinergia entre Shirley e seus parceiros de longa data, Duke Erikson (guitarra), Steve Marker (guitarra) e Butch Vig (bateria) facilita muito o entendimento no palco. As canções soam como se estivessem sendo reproduzidas do álbum. O único empecilho nesse meio foi a mesa de som. No início da apresentação, principalmente, Shirley cobrou com gestos discretos uma melhora no som. A baixista Nicole Fiorentino, com passagens por Veruca Salt e Smashing Pumpkins, é a novidade. Caiu muito bem nessa formação e mostrando muita técnica nas linhas de baixo. No dia 30 de maio, o Garbage lançará o álbum Let All That We Imagine Be The Light, sucessor de No Gods No Masters (2021). Mesmo faltando pouco mais de dois meses para a chegada do disco, Shirley e companhia optaram por não testar nenhuma novidade em São Paulo. Para quem foi pela nostalgia, o show foi um prato cheio, com hits do início ao fim. Queer abriu a apresentação, que ainda contou com Vow, Special, Stupid Girl, Only Happy When It Rains (que há anos tem uma introdução mais acústica), I Think I’m Paranoid, Cherry Lips (Go Baby Go!), Push It e a conclusão com When I Grow Up. Aliás, When I Grow Up, foi responsável pela única frustração dos fãs, que esperavam que Shirley fosse para o meio da galera, tal como fez no Rio de Janeiro, na noite anterior, mas não rolou. No entanto, nada que tire o brilho da apresentação. O Garbage sabe como agradar o público brasileiro e faz isso como poucos. Certamente entregou um dos melhores shows da temporada. E ainda estamos em março. L7 esquenta público para o Garbage Em entrevista ao Blog n’ Roll, a vocalista e guitarrista do L7, Donita Sparks, já havia adiantado: o álbum Bricks Are Heavy teria grande destaque no repertório do show em São Paulo. Das 16 faixas, seis vieram do maior sucesso comercial do grupo, lançado em 1992. Instituição do punk rock californiano, o L7 está na estrada celebrando os 40 anos de carreira. E mesmo que lançar álbuns não seja mais uma prioridade, muito em função da falta de tempo e dinheiro, a banda segue com a mesma intensidade dos anos 1990, quando estreou no Brasil, no Hollywood Rock 1993. Donita Sparks, Suzi Gardner, Jennifer Finch e Demetra Plakas dividem o protagonismo ao longo do show. Com exceção da última, todas cantam pelo menos uma canção de destaque da discografia do L7. >> LEIA ENTREVISTA COM DONITA SPARKS, DO L7 Mas queria destacar a presença de Jennifer Finch ao longo da apresentação, que teve pouco mais de uma hora de duração. A baixista entrou no palco de salto alto, chutou longe antes de iniciar o show e passou os 60 minutos descalça, indo de um lado para o outro, interagindo com as integrantes da The Mönic, que estavam no pit, além de ter mostrado muita intensidade nas linhas de baixo e nos vocais. Logo após Fast and Frightening, música que encerrou o show, Jennifer calçou o salto novamente e foi embora. Em Pretend We’re Dead, maior hit da banda, Lovefoxx, vocalista do Cansei de Ser Sexy, subiu ao palco quase que no susto. Não parecia estar acreditando na situação e não soube nem o que fazer enquanto esteve ao lado de Donita, que a incentivou a cantar junto. Para os fãs foi um pouco decepcionante a entrada de Lovefoxx em cena. Na pista alguns se disseram frustrados com a não participação do Garbage no show do L7, como ocorreu na noite anterior, no Rio de Janeiro. Mas a mini tour do L7 com o Garbage no Brasil, que incluiu também shows no Rio de Janeiro e Curitiba, teve um gosto especial para as integrantes. Tal como havia comentado na entrevista para o Blog n’ Roll, Donita queria que Butch Vig, produtor de Bricks Are Heavy e baterista do Garbage, escutasse as canções 33 anos depois de sua gravação. Certamente ficou orgulhoso. O L7 soa atual e intenso tal como no início dos anos 1990. Edit this setlist | More Garbage setlists The Mönic A banda paulistana The Mönic foi a responsável por abrir os trabalhos no Terra SP. Com um show de 30 minutos, o grupo conseguiu mostrar um pouco de sua trajetória para um público que abraçou a banda do início ao fim. O show marcou o retorno de Daniely Simões, que havia sido substituída por Thiago Coiote em 2021. De volta à bateria, Daniely demonstrou muita alegria no banquinho, nem parecia estar longe do The Mönic há quatro anos. O repertório foi todo em cima do segundo álbum de estúdio, Cuidado Você, lançado em 2023. Foram sete das 11 músicas do disco no setlist. A oitava canção tocada no Terra SP foi Marte, single divulgado no ano passado. Aposta da Deck, a The Mönic tem em sua linha de frente Ale Labelle (guitarra e voz), Dani Buarque (guitarra e voz) e Joan Bedin (baixo e voz). E foi Dani quem mais colocou pilha no público, indo para o meio

Acadêmicos do Offspring encerram Carnaval de SP com desfile campeão no Allianz Parque

Se a banda californiana The Offspring fosse uma escola de samba, certamente teria grande êxito com a apresentação no Punk is Coming, no último sábado (8), no Allianz Parque, em São Paulo. Um ano após a última passagem pelo Brasil, a banda mostrou ainda mais consistência. Donos da festa, Dexter Holland e Noodles usaram diversos artifícios para garantir uma grande festa punk rock no principal palco de shows de São Paulo. O enredo escolhido pelos californianos foi o punk rock dos anos 1990. Das 19 músicas tocadas, dez vieram dos álbuns lançados nesse período efervescente do punk rock californiano. Americana (4), Ixnay on the Hombre (3) e Smash (3) foram muito bem representados. Os telões, inclusive, trouxeram lembranças de videoclipes, entre outros adereços da época. Dentro desse enredo, o Offspring surpreendeu pela inclusão de Mota no repertório, música do Ixnay on the Hombre que estava fora dos shows desde 2019. Inclusive, Jason “Blackball” McLean, parça dos caras, estava no palco para gritar “Mota” durante a canção. A bateria do Offspring seguiu nota dez. Brandon Pertzborn, que nasceu no ano em que o álbum Smash (1994) foi lançado, deu um gás extra para a banda. Isso, aliás, parece ter impulsionado ainda mais os veteranos. Apesar de ter apenas 30 anos, Brandon já coleciona experiências com Black Flag, Doyle, Marilyn Manson e Suicidal Tendencies. Tá bom, né? Samba-enredo do Offspring agradou fãs O samba-enredo da temporada, sem dúvida alguma, foi Come To Brazil, faixa dedicada aos fãs brasileiros e presente no último disco da banda, Supercharged (2024). Após o anúncio que imagens para um videoclipe estavam sendo registradas, o público vibrou além do normal. No carro alegórico, ou seria telão, várias animações com referências ao país. Na reta final da canção, Dexter puxou o “ole, ole, ole” dos fãs. Mestre-sala e porta-bandeira do Offspring, Dexter Holland e Noodles deram mais um show de carisma no palco. Dentre os vários momentos de interação entre eles, o destaque ficou para o medley que Noodles apresentou de Smoke on the Water / Man on the Silver Mountain / Iron Man / Back in Black / In the Hall of the Mountain King. Em outra parte do show, os dois veteranos do punk californiano elogiaram os fãs e brincaram que “era o maior público de rock da história”. A comissão de frente ficou a cargo do público, que é parte importante do show. Sem a interação com os músicos, o show talvez não tivesse o mesmo peso. Boa parte deles com camisetas pretas com alusão ao grupo e uma energia inesgotável. Harmonia, alegoria e fantasia A harmonia também não deixou a desejar. Público cantou todas as músicas do início ao fim em alto e bom som. Do álbum mais novo do Offspring, Make It All Right e Come to Brazil, samba-enredo da temporada, pareciam até hits dos anos 1990.  No quesito alegoria, o Offspring se destacou com dois “carros alegóricos”: um representado por duas grandes caveiras, uma em cada lado do palco, outro com dois bonecões do posto do White Guy, personagem central do single Pretty Fly. A fantasia dos integrantes, apesar de clichê, ainda cai muito bem nesses senhores da casa dos 60 anos. Punk rock puro, com roupas escuras, munhequeira e calças. Evolução Por fim, a evolução foi o quesito que garantiu o título de melhor show do festival para o Offspring. Sem deixar lacunas e sem correr para cumprir o tempo de show, soube condensar bem em 1h20 o grande apanhado de hits. Começou com a energia no talo tocando All I Want, Come Out and Play e Want You Bad. O recheio do desfile, acompanhado de diversas queimas de fogos e explosões de papel picado, contou com cover do Ramones (Blitzkrieg Bop), o clássico Bad Habbit e Gone Away, que estava ausente dos sets desde 2020. Aliás, logo que foi encerrada, veio acompanhada de um solo de bateria de Brandon. A reta final do desfile punk rock do Offspring foi recheado por hits absolutos, como Why Don’t You Get a Job?, Pretty Fly (for a White Guy) e The Kids Aren’t Alright, todos do Americana (1999). Ainda teve espaço para Lullaby, You’re Gonna Go Far, Kid e Self Esteem. Acadêmicos do Offspring entregou o melhor encerramento de Carnaval possível para São Paulo.

Lampejos de vocal e nostalgia marcam show praiano do Sublime em SP

Com tempo de headliner, 1h20 de palco, o Sublime entregou um show de nostalgia pura no Punk is Coming, no sábado (8), no Allianz Parque, em São Paulo. O baixista Eric Wilson e o baterista Bud Gaugh, agora acompanhados de Jakob Nowell, filho do finado vocalista Bradley Nowell, transportaram o público para 1996, ano auge da banda e do lançamento do principal álbum, homônimo. Com várias imagens de Bradley e Jakob no telão, o show encantou mais pela nostalgia do que pela qualidade. Jakob teve lampejos de vocalista ao longo do show. Prejudicado pelo som no início da apresentação, ele muitas vezes deixou de cantar pontos importantes da música para dar pulos, fazer dancinhas e qualquer outra coisa. Aos 29 anos, Jakob tem muito potencial para crescer e se tornar uma referência na banda, mas isso exige mais dedicação e foco. Bonitão, jovem, filho de Bradley e com um histórico na música (foi vocalista da banda de ska punk LAW), além de uma ótima relação com dois terços do Sublime original, tudo pode melhorar bastante se houver interesse. Voltando ao show, nove das 17 faixas do álbum homônimo foram tocadas em São Paulo. A grande baixa certamente foi Seed, mas tenho dúvidas que Jakob conseguiria cantar direitinho. O set contemplou também mais sete músicas dos dois primeiros álbuns do Sublime, 40oz. to Freedom (1992) e Robbin’ the Hood (1994). Vale destacar também os covers de Toots & The Maytals (“54-46” – That’s My Number) e Bob Marley (Jailhouse). Coincidência ou não, Jakob parece ter melhorado o vocal na apresentação após a participação especial de Noodles, do Offspring, em What I Got. Em Boss DJ e Pool Shark, ambas de Robbin’ the Hood, Jakob esteve sozinho no palco e pode mostrar que consegue cantar bem as faixas e até emocionar. Eric Wilson e Bud Gaugh, que parecem ter subido ao palco após um longo dia no Quebra-Mar de Santos, deram toda segurança para Jakob honrar o legado do pai na reta final do show. No fim do show, Feel Like That (cover do Stick Figure), Same in the End e Santeria garantiram um cartão de visita melhor de Jakob. A última, por sinal, foi o grande momento de interação entre público e banda. Edit this setlist | More Sublime setlists

Rise Against faz show de gente grande e sai ainda mais gigante do Punk is Coming

De festival em festival, o Rise Against vai aumentando o seu público no Brasil. Depois do Lollapalooza 2023, a banda marcou presença na primeira edição do Punk Is Coming, que rolou no último sábado (8), no Allianz Parque, em São Paulo. Abraçada pelo público do início ao fim, a banda de Chicago teve um 1h05 de show para desfilar seus principais hits e ainda apresentar algumas novidades. O vocalista e guitarrista Tim McIlrath conversou em alguns momentos com os fãs, perguntando quem já conhecia a banda ou quem havia ido nos shows de 2023 (fez Lolla Side também). Parecia muito feliz em retornar ao país. Em outro momento, Tim destacou as bandas The Warning e Amyl And The Sniffers, garantindo que o “futuro do rock estava bem representado” com elas. Com 12 faixas no repertório, a banda focou nos hits, gastando logo de cara: Re-Education (Through-Labor), The Violence e Give It All. Foi a apresentação que mais agitou o público, com exceção do Offspring, dono da festa.Mais adiante, Tim perguntou se o público se incomodaria com a inclusão de uma faixa nova no set. Com a resposta positiva, tocou Nod, lançada no fim de janeiro, logo após outro clássico, Satellite. Rise Against em alta temperatura Na sequência, aumentou a temperatura ao máximo com Ready to Fall e Prayer Of The Refugee. Com o mosh pit bastante violento, uma pessoa ficou ferida e precisou de atendimento médico. Ao perceber a presença dos bombeiros na plateia, Tim pediu para o público cooperar e interrompeu o show até garantir que o fã estivesse bem. Foi bastante aplaudido pela ação. Para reduzir um pouco a insanidade dos fãs, mandou a balada Swing Life Away, cantada apenas com violão e voz. Foi o suficiente para acalmar os ânimos e garantir o primeiro momento de luzes de celulares acesas. Aliás, antes de Savior, Tim falou sobre como é difícil ser um sobrevivente em 2025 diante de tantas atrocidades causadas por políticos gananciosos e intolerantes. Por fim, podemos dizer que o Rise Against saiu ainda mais gigante do que entrou no Allianz Parque. Show de banda consagrada e veterana. Edit this setlist | More Rise Against setlists