Contradição Arkana: Maturidade e esperança inspiram novo single “Amanhã”

Com o passar dos anos, a maturidade chega para todos. E junto com ela, vem a perspectiva de que a vida é muito mais imprevisível do que imaginamos. Esse é o tema do novo single da banda Contradição Arkana, intitulado Amanhã. A música reflete sobre a vida adulta enquanto elucida a esperança por dias melhores. Amanhã é ambientada em um rock alternativo que flerta com o emo que chegou ao Brasil em meados dos anos 2000. Essa é a primeira canção inédita que a Contradição Arkana divulga desde o lançamento do seu álbum homônimo em 2018, ainda com uma sonoridade próxima do rock’n roll de fato. A banda, que é natural de Santos, São Paulo, inclusive iniciou as suas atividades justamente no ano de 2018 – já sob a condução do vocalista, pianista e guitarrista Denil Menezes. Hoje, os músicos Lucas Franzotti (guitarra), Nando Santos (baixo) e Henrique Avilla (bateria) completam a formação do grupo. Para chegar na nova sonoridade, a Contradição Arkana contou com o suporte do produtor Fabio Gomes. Na ocasião, todas as sessões de gravação ocorreram de forma remota. Denil frisa o teor pessoal de Amanhã. Segundo o compositor, a faixa retrata a importância das escolhas que estão ao nosso alcance. “Em um momento pontual e particular da minha vida, refleti sobre cada decisão que já tomei. Pensei em como cada uma das minhas pequenas e grandes escolhas me afetaram. Também refleti sobre a forma que cada uma dessas escolhas, consequentemente, afetou aos outros. Digo, na vida, temos essa ilusão de que estamos sob o controle. Mas no fim das contas, somos nós quem lidamos com ela.”
Com “Mantra”, Personas cicatriza o desgaste e renasce com musicalidade sutil

Todo ciclo tem início, meio e fim. Em um relacionamento, isso acontece quando o desgaste e as incertezas ficam à frente de tudo. Nesse momento, é preciso respirar fundo para seguir em frente. Com “Mantra”, a banda Personas emite essa perspectiva enquanto ultrapassa as margens do shoegaze e do rock alternativo. Isso ocorre à medida que a banda referencia uma musicalidade mais sutil, com teclados inspirados em bandas como Two Door Cinema Club e Bombay Bicycle Club. No entanto, Mantra mantém a essência melancólica e distorcida construída pela Personas ao decorrer do álbum Nunca Foi Para Dar Certo (2019) e do EP Das Luzes Que Se Fundem com a Manhã (2021). A faixa ainda representa uma nova fase para o grupo. Com a adição do tecladista Danilo Fernandes, a Personas agora é um quinteto, sendo ainda integrado por João Capecce (guitarra e voz), Pablo Hanzo (guitarra), Rodrigo Cerqueira (voz e baixo) e Fernando Cerqueira (bateria). Apesar da formação, Rodrigo e João trocam de instrumento na gravação de estúdio de Mantra. Assim, Rodrigo canta e toca guitarra enquanto João assina as linhas de baixo. Segundo Rodrigo, que também assina a composição de Mantra, a letra retrata a insatisfação que culmina no término de um relacionamento. “O fim de algo nos leva a um ambiente desconhecido – o que pode ser assustador. Por um tempo, me recordei do quão vazio me sentia para conseguir seguir em frente. Esse ‘Mantra’ me ajudou muito”, explicou. O guitarrista e vocalista João Capecce frisa que a canção é a ponta do iceberg em relação aos rumos que a Personas deve tomar ao decorrer de 2022. “Mantra é uma canção fora da curva, levando em consideração o restante da nossa discografia. Por isso, quem estiver nos conhecendo a partir dela, deve esperar mais lançamentos voltados para o dream pop com nuances de um rock alternativo mais dançante”. Vale pontuar que a faixa foi gravada no Estúdio Wasabi, em São José dos Campos. A produção ficou a cargo de Diego Xavier, principalmente conhecido como guitarrista do projeto Bike, voltado para a música psicodélica. Já a masterização foi realizada por Cássio Zambotto. O single Mantra conta uma obra de Carolina Pereira em sua arte de capa. A faixa chega nas plataformas de streaming através do selo Bangue Records.
Into The Storm: All Is Allowed ressalta resiliência em EP de estreia

“Aprender, sobreviver e seguir em frente”. Nada definiria melhor o EP de estreia da banda All Is Allowed: “Into the Storm”. O lançamento conta com três faixas e versa sobre a resiliência enquanto traz nuances de southern rock, new metal, grunge e rock alternativo. Simultaneamente, o quarteto divulga o videoclipe da faixa de trabalho As Cold As Hell. O vídeo tem direção de Juliano Val Tristão, da Mahatta Filmes, e exibe All Is Allowed performando a canção num ambiente avermelhado. As canções Before You Give Up e Those Ones We Need To Kill Every Day completam o repertório do mini-álbum. Para gravá-lo, a All Is Allowed, que está em atividade desde meados de 2019, trouxe um caldeirão de referências. Black Sabbath, Alice In Chains, Stone Temple Pilots, Soundgarden, Kyuss, Quens Of Stone Age, Ego Kill Talent. Estas e outras bandas foram fonte de inspiração para o grupo durante as sessões de gravação no Estúdio Casa 39, em Campinas (SP), ainda no mês de agosto. Segundo o vocalista Frank Santos, o EP Into the Storm aponta que a vida é um eterno aprendizado. “Precisamos viver as tempestades que a vida nos traz. Seja sofrendo, sorrindo ou persistindo para encontrar a felicidade. Afinal, tudo é permitido. Você só precisa estar disposto a pagar o preço pelas suas escolhas”, frisou. A All Is Allowed está em atividade desde meados de 2019. A banda ainda conta com os músicos Juhanni Perondi (baixo), Rudah Lataro (guitarra/backing vocal) e Guto Aielo (bateria) em sua formação.
Rock alternativo e swing carioca inspiram terceiro disco da SereS: “baratas e vinis”

Pixies e Jorge Ben pouco tem a ver em termos de sonoridade. Mas e se houvesse uma mistura perfeita entre o rock alternativo recheado de noise ao swing carioca, que é pop mas conta com toda a sutilidade da MPB? É justamente com essa mistura que a banda SereS divulga o álbum baratas e vinis. O disco, que é o terceiro do catálogo da SereS, foi originalmente lançado em 2014. No entanto, agora é reeditado pelo selo Novevoltz Records e enfim chega às plataformas de streaming. As sessões de gravação ocorreram no Estúdio A Casa, no Rio Comprido, no Rio de Janeiro. Na ocasião, a banda produziu o álbum contando com o suporte de Fernando Fischgold. Ao todo, 10 canções integram o setlist, que traz a faixa-título baratas e vinis e os singles Salamaleque, 22 e Amigo Reaça, que chegaram a ganhar até videoclipe há alguns anos. Stevie Wonder, Booty, Desaparecida, Fale a coisa certa, Stranger e Manicômio completam o repertório. O vocalista Zé McGill explica o título do disco. “É um nome inspirado em uma fala do nosso amigo e radialista Maurício Valladares, que sempre dizia que quando o mundo acabar, somente as baratas e os discos de vinil irão sobreviver. E vejo que esse sentimento realmente permeia as canções de alguma forma”. A SereS está em atividade desde meados de 2001. Além de Zé, a banda é formada por Murillo Pouca Nota (guitarra e violão), Bruno Montana (guitarra) e Chokito (baixo). Durante a gravação do disco baratas e vinis, contou com o suporte dos músicos convidados e de apoio Fernando Oliveira (trompete), Gabriel Fomm (sax), Léo Antunes, (trombone), Mauro Berman (teclado), Daniel Levin (piano) e do engenheiro Matheus Dias.
Litorâneo: Superclima82 navega sobre a imprevisibilidade da vida em novo single

“A vida é tão imprevisível quanto o que existe nas profundezas do mar”. Esse é o tema do novo single do Superclima82: Litorâneo. A faixa é dissonante e psicodélica, mas recheada de nuances de música brasileira e rock alternativo. Com isso, até pode-se dizer que a canção lembra a sonoridade de nomes como Radiohead e Mutantes. A música conta com uma letra enxuta, que funciona como uma espécie de mantra. Esse formato é comum, inclusive, nas composições de Carlos Rafael Clima, líder, instrumentista e (literalmente) membro único do Superclima82. Isso porque o próprio músico criou o projeto com o intuito de produzir suas canções autorais de forma experimental via home studio. Segundo o artista, Litorâneo propõe uma reflexão sobre a forma como lidamos com os fatos inesperados. “O eu-lírico aponta justamente para a dúvida que sentimos ao nos deparar com tudo aquilo que é repentino e imprevisível. Nada é mais humano do que isso”, frisou. Vale pontuar que o videoclipe de Litorâneo conta com a participação do bailarino e poeta, Eduardo Macedo, que realiza uma performance sobre as águas. O material foi filmado por Lucas Costa e tem edição do próprio Carlos Rafael Clima.
The Zasters e The Mönic misturam indie, blues e rock alternativo em “Bittersweet”

Os sentimentos são complexos e controversos. E essa ambiguidade é o tema do novo single da The Zasters, intitulado Bittersweet. A faixa tem participação especial da banda The Mönic e mistura rock alternativo, blues e indie. Bittersweet foi gravada no próprio estúdio da The Zasters, batizado de TUCA Records e localizado em São Paulo (SP). Na ocasião, Dani Buarque e Ale Labelle, do The Mönic, dividiram os versos com a vocalista e multi instrumentista da The Zasters, Jules Altoé. O videoclipe, por sua vez, foi captado de forma remota com a direção de André Barreto, da FØCA Audiovisual. A obra aposta na simplicidade e tem tons sombrios. Jules frisa que a canção sintetiza as principais influências da The Zasters. “Encontramos a nossa sonoridade misturando elementos de rock e pop, mas com nuances do blues e do indie contemporâneo. Bittersweet é um exemplo disso”. A baterista e letrista Na Sukrieh, aponta a dualidade da música. “Os versos surgiram de forma muito natural. Falo sobre a complexidade dos sentimentos, trazendo a relação entre o amor e ódio, por exemplo. Por isso, acredito que a interpretação pode ser bem aberta”. A The Zasters ainda conta com Rafael Luna (guitarra) e André Celkevicius (baixo) em sua formação. Vale pontuar que a faixa Bittersweet antecipa o terceiro EP do quarteto: What Comes Next?. Nestes lançamentos, o grupo conta com a parceria do selo FOGO Music
Com sentimentalismo e shoegaze, Personas divulga novo EP “Das Luzes Que Se Fundem Com a Manhã”

A sentimentalidade tende a se aflorar durante o isolamento social. Essa é a premissa que guia o novo EP da banda Personas: Das Luzes Que Se Fundem com a Manhã. A obra dialoga com o rock alternativo contemporâneo enquanto revive a música emo, com pitadas de shoegaze e dream pop. O repertório inclui os singles Frio da Madrugada, Brado e E Eu Me Desespero Facilmente, além das faixas Talvez, Entrelaços e Mar de Problemas. O lançamento chega às plataformas de streaming através do selo Bangue Records. As sessões de gravação ocorreram no Estúdio Wasabi, em São José dos Campos/SP. A produção e a mixagem ficaram a cargo de Diego Xavier (BIKE). Já a masterização foi realizada por Cássio Zambotto. Na ocasião, o grupo inspirou-se em nomes como Basement, Title Flight, Citizen, Raça e Gorduratrans. Para o baixista e vocalista Rodrigo Cerqueira, isso fez com que o EP Das Luzes Que Se Fundem com a Manhã soasse sujo e energético. “Trouxemos essa sonoridade com o intuito de materializar a essência da Personas – mostrando como a aflição e a tensão podem preencher o nosso dia a dia. Esse ruído é contextualizado à medida que compartilhamos as angústias intrínsecas da vida neste trabalho”. Anteriormente em 2019, no entanto, a Personas dialogou com uma veia mais pop no debute Nunca Foi Para Dar Certo. O vocalista e guitarrista João Capecce aponta que as faixas do novo EP foram compostas durante o mesmo período. Porém, mostram um lado diferente da banda. “São as canções mais honestas que já fizemos. Não tivemos medo de fazer o tipo de música que ouvimos com frequência no nosso cotidiano. Esquecemos, por um instante, o anseio de alcançar a massa com uma sonoridade mais vendável. Por isso, partimos em direção àquilo que torna as canções tão sinceras e emotivas”, destacou. Além de João e Rodrigo, a Personas ainda é formada pelo guitarrista Pablo Hanzo e pelo baterista Fernando Cerqueira. O quarteto está em atividade desde meados de 2016 e já prepara a produção de novos conteúdos autorais.
Fauves, a melhor banda de rock alternativo da Escócia, lança Spaced Out Face

Atração do primeiro Juntos Pela Vila Gilda, que rolou em julho, a banda escocesa Fauves segue fazendo bonito no Reino Unido. Nos últimos dez dias, o grupo divulgou o single Spaced Out Face, além de ter conquistado o prêmio de Melhor Banda de Rock Alternativo da Escócia no Scottish Alternative Music Awards (SAMA). Vale destacar que essa badalação em cima do Fauves acontece antes mesmo do lançamento do primeiro álbum cheio deles. Anteriormente, a banda lançou o EP Les Fauves (2018) e uma sequência de singles. O mais recente deles, antes de Spaced Out Face, foi F. Spaced Out Face é um mergulho nas pistas de dança dos anos 1970. É impossível ficar parado com uma canção tão dançante e intensa como essa. Aliás, a faixa também é um deleite para quem quer fechar os olhos e simplesmente sonhar por dias melhores em tempos tão complicados. Abba, Metronomy e The Isley Brothers são algumas das influências bem visíveis nesse single, que mostra o Fauves consolidando um caminho para ser a nossa banda favorita nas pistas de dança. Que venham mais singles assim.
Entrevista | Vaice – “A firma não para!”