RPM revela última gravação em estúdio de Schiavon; ouça O Dia

O Dia é o décimo primeiro single lançado com a nova formação do RPM. A canção fala sobre a realidade imposta pela pandemia. A solidão e o vazio dos lugares como cidades e praias anteriormente cheios. Mas a música oferece saída e deixa mensagem positiva pro futuro. Fernando Deluqui e Luiz Schiavon assinam a composição que é a última gravação em estúdio de Schiavon. A banda conta ainda com o baixo de Dioy Pallone e bateria de Kiko Zara.
Fundador e tecladista do RPM, Luiz Schiavon morre aos 64 anos

Luiz Schiavon, tecladista e fundador da banda RPM, morreu na madrugada desta quinta-feira (15), aos 64 anos, informou a família do músico nas redes sociais. Ele tratava uma doença autoimune há quatro anos. Schiavon teve complicações durante uma cirurgia no Hospital São Luiz, em Osasco, e não resistiu. Antes de voltar ao hospital, ele já havia passado um período de 18 meses internado. “Luiz era, na sua figura pública, maestro, compositor, fundador e tecladista do RPM, mas acima de tudo isso, um bom filho, sobrinho, marido, pai e amigo”, diz a mensagem da família. A cerimônia de despedida será exclusiva para seu círculo íntimo. “Esperamos que lembrem-se dele com a maestria e a energia da sua música, um legado que ele nos deixou de presente e que continuará vivo em nossos corações. Despeçam-se, ouvindo seus acordes, fazendo homenagens nas redes sociais, revistas e jornais, ou simplesmente lembrando dele com carinho, o mesmo carinho que ele sempre teve com todos aqueles que conviveram com ele”. O perfil da banda no Instagram também publicou uma homenagem ao tecladista. “Luiz era, na sua figura pública, maestro, compositor, fundador e tecladista do RPM, mas acima de tudo isso, um bom filho, sobrinho, marido, pai e amigo”, diz o texto. “Esperamos que lembrem-se dele com a maestria e a energia da sua música, um legado que ele nos deixou de presente e que continuará vivo em nossos corações.” Última música do RPM No último dia 9, o RPM lançou o single Promessas. A formação mais recente da banda contava com Fernando Deluqui, guitarra e vocais, Dioy Pallone, baixo e backing vocais, Luiz Schiavon, teclados e Kiko Zara, bateria e backing vocais. A canção, assinada por Deluqui e Schiavon é protesto dirigido a grande parte da classe política, meramente oportunista. Para aqueles que não param de aumentar o próprio salário, só pensam na próxima eleição em vez de trabalhar e não valorizam as pessoas que os colocaram em seus lugares, o povo.
RPM lança single “Sem Parar”; ouça!

A banda RPM disponibilizou, nesta sexta-feira (10), em todas as plataformas de streaming, via Ditto Music, o single Sem Parar. A faixa, que surgiu nas lives realizadas durante a pandemia, é assinada por Fernando Deluqui e Luiz Schiavon e traz uma sonoridade que remete muito ao RPM dos anos 1980. Com letra que aborda valores esquecidos por muitos como honra, humildade e resiliência, a canção gerou uma grande empatia com o público desde a primeira audição, tanto que logo entrou no repertório dos shows que Fernando Deluqui (guitarra, violão e vocais), Luiz Schiavon (teclados), Dioy Pallone (baixo e backing vocais) e Kiko Zara (bateria e backing vocais) vem fazendo por todo o Brasil. A produção de Sem Parar ficou a cargo do renomado Tadeu Patolla.
Um olhar (43) sobre Paulo Ricardo em Santos
Entrevista | Paulo Ricardo – “A nossa relação está ótima, somos uma grande união de família”

No boom do rock nacional, nos anos 1980, a banda RPM se destacou pelas produções dos shows e canções que marcaram uma geração. O vocalista Paulo Ricardo, hoje com 48 anos, era o sex symbol e fez muitos ouvintes gritarem por ele. Olhar 43, Rádio Pirata e Loiras Geladas embalaram as fás dos cariocas. Hoje (15), o público santista poderá matar saudades desses hits na Associação Atlética dos Portuários, mesmo local que recebeu a primeira apresentação do RPM na Região, em 1985. Paulo Ricardo fala sobre o disco novo Elektra, que deve ser lançado em agosto, o repertório do show em Santos, política e Fluminense – uma de suas maiores paixões. O que esperar de Elektra? Alguma novidade no som? Éramos e somos uma das únicas bandas brasileiras que usa teclado. No mundo inteiro houve uma revitalização da sonoridade dos anos 1980. Você vê isso em bandas como The Killers e Coldplay, além da Lady Gaga, um som que lembra essa década. Tradição é a marca então do Elektra? Tivemos a preocupação de retomar o estilo RPM. Hoje isso ficou bem claro para nós. Buscamos atualizar essa pegada. Qual foi o motivo para lançar quatro músicas de novo álbum no site? Uma música vaza e entendemos que seria mais honesto com os fãs se eles tivessem acesso às versões oficiais do que procurar arquivos inacabados. Com isso, focamos no show e deixamos a questão do lançamento do CD físico de lado. A internet é uma boa ferramenta? A internet é uma ferramenta que permite que o povo possa se relacionar com a música, de canção em canção. A galera mais nova está curtindo a música e sentimos que isso tem funcionado. O CD físico, com 12 músicas, sai em agosto. Ainda este mês, vamos disponibilizar mais quatro músicas. O que os fãs podem esperar no show no Portuários? Sucessos ou canções novas? As duas coisas. Nós sabemos que existem vários sucessos que as pessoas vão querer ouvir e entre mostrar coisas menos conhecidas, optamos por mostrar nossas músicas. Todos os sucessos dos anos 1980 estão lá, assim como Vida Real, do Big Brother Brasil, Meu Amor, da novela Esperança, e Rainha, que tocou no último sábado no Altas Horas, também. Temos uma versão de Exagerado, do Cazuza, que gravamos em 1980. O show pretende manter a chama da atração de quem esteve no Portuários em 1985, nosso primeiro show em Santos. Você lembra desse show em Santos? Me lembro de tudo. Da vibração da galera, gente bonita. Foi no dia da eleição para prefeito de São Paulo. Estávamos torcendo para o Fernando Henrique Cardoso, mas o Jânio Quadros ganhou. Você vê como Fernando Henrique é uma pessoa inteligente. Em 1985, ele já defendia a legalização da maconha e hoje segue com o mesmo discurso. Não é contraditório. Mas, resumindo, Santos é e sempre foi uma cidade rock’n’roll. Como está o relacionamento entre os integrantes? (Em 2003, o RPM se separou com briga na justiça, por conta dos direitos autorais) A nossa relação está ótima, somos uma grande união de família. Ninguém chegou a se agredir nos momentos de tensão. Com a maturidade, tudo o que é menos importante fica para trás. Existem projetos paralelos à vista? O projeto prioritário de todos nós é o RPM. Estamos com show novo, CD novo, tem muitas coisas para rolar. Não temos nenhum projeto solo ou paralelo neste momento. Eu lanço esta semana o CD Paulo Ricardo e Toquinho cantam Vinícius de Moraes, mas é algo que foi gravado nos últimos três anos. E o PR5? Tem a possibilidade de retornar? O PR5 não vai voltar. Qual foi a sensação de ver a torcida do Fluminense cantando, no estádio, uma versão de Rádio Pirata? Eu adorei. Eu estava lá quando o Flu foi campeão no Engenhão, mas confesso que fiquei muito preocupado. Já tinha gravado uma versão do hino na Libertadores, em 2008, e perdemos. Graças a Deus foi diferente no Brasileirão do ano passado. Foi uma emoção incrível, impossível esquecer.