GuardaMar, rock alternativo de Sergipe, fala de distância e saudades em ‘Sina’

A GuardaMar, banda de rock alternativo criada em Aracaju (Sergipe) em 2022, retomou os lançamentos com o single Sina, o quarto da carreira, que fala de um sentimento universal e plural: a saudade. Sina é uma canção da GuardaMar escrita por Mairon Goes, que fez parte da primeira formação da banda como vocalista. A canção reflete sobre algo que muita gente sente, a saudade de alguém que passou pela sua vida e não está mais, um apelo emocional a alguém que se foi e a cada dia se afasta ainda mais. O eu-lírico enxerga a sua situação literalmente como uma “sina” da qual não consegue se livrar e busca desesperadamente chamar a atenção do “seu amor” para que assim possam voltar a viver os momentos felizes que compartilharam, pois se sente insuficiente sozinho. A parte instrumental da música foi inspirada em como uma onda, que começa calma no oceano, vem se construindo e termina quebrando na praia. O início da canção teve referências de músicas como It was a good day, do Ice-T, City Pop Japonês e bandas como A-Ha e Tears for Fears. Já do meio pro final, a GuardaMar assume suas influências mais pesadas. GuardaMar hoje é Franklin Sobrinho (Vocal), Deyvisson de Oliveira (Guitarra), Rooney Aciole (Guitarra) e Daniel Bitencourt (Baixo). A primeira formação contava ainda com Mairon como co-vocalista e compositor e Jonh Lucas na bateria. A banda nasceu da necessidade que seus integrantes tinham de se expressar musicalmente. A princípio tinha como referências da música dos anos 80 aos anos 2000. Contudo, com o passar do tempo e com as referências introduzidas de forma natural por cada integrante, a banda passou a possuir uma característica muito própria, passando por uma mudança drástica em sua forma de tocar, compor e produzir. “Como músicos buscamos nos conectar com as pessoas e trazer esse espírito de comunidade e liberdade e aceitação que é tão importante no Rock e que de certa forma foi dissipado com o tempo. Sentimos a música como o ponto de união de pessoas para fazer amigos, se divertir, dançar e essencialmente serem quem são”, eles destacam sobre a gênese da GuardaMar. Atualmente o objetivo da banda é produzir o primeiro álbum e trazer ao público de forma concreta o som e a estética que representam a mensagem que a banda quer passar, e que foram desenvolvidos ao longo desses dois anos juntos. As principais influências do quarteto sergipano é Stone Temple Pilots, Alice in Chains, Teenage Wrist, Mac DeMarco, Future Islands, Turnstile, Aha, Tool, Pitty, Scalene e Engenheiros do Hawaii. Os assuntos de suas canções são os mais variados: o amor, algumas sátiras, críticas sociais e temas como evolução pessoal, tudo cantado em português.
Amagatos: quarteto indie reflete sobre o ciclo da vida em Metropolia

O selo de música alternativa Before Sunrise Records, criado e gerenciado por Carlo Bruno Montalvão (manager da Brain Productions Booking), lançou Metropolia, single da Amagatos, jovem quarteto indie de Sergipe. A banda, que nasceu durante a pandemia, canta em português e esta canção é a primeira de um EP que sairá ainda em 2022. A Amagatos é indicada para fãs de Slowdive, Tears From Fears, Terno Rei e Beach Fossils. ‘Metropolia, explica a Amagatos, expressa melodias e palavras sobre o sentimento de estar no olho do furacão da engrenagem da vida, o famigerado ciclo – imutável? – de viver e trabalhar e repetir o ciclo. “Fizemos uma melodia contrapartida da letra que, tenta mostrar seu viés mais triste ao mesmo tempo que soa satírico e como uma ode à vida da forma que ela é e ponto final”, contextualiza a banda, formada por Victor Caldas “Vicá” (vocal/guitarras), Guilherme Bagio (guitarras/teclas), João Pedro “Jompas” (baixo) e Guilherme Mateus “Guima” (bateria). Apesar da aura alternativa e liricamente melancólica, Metropolia é dançante e “streaming-friendly”, cabendo em qualquer estilo de playlist por ser leve e cativante. “O Montalvão é um cara sensacional! Estudamos bastante sobre como seguir cada passo depois do nosso primeiro lançamento e ele abraçou nosso projeto de forma integral. Estamos muito felizes e muito motivados, porque a música na atualidade é uma terra de escassas gigantescas oportunidades, e queremos nos juntar a um pessoal comprometido com o futuro da mesma forma que a gente. Também é de muita gratidão trabalhar no selo ao lado de nomes como TEKE::TEKE e Cidade Dormitório, bandas que já admiramos a um tempo antes de ingressarmos no selo. Esperamos que em conjunto possamos lançar muita coisa e destrinchar nosso lugarzinho cada vez mais”.
A Banda dos Corações Partidos lamenta e canta sobre desencontros no amor em Incolor

O desamor é pálido e, se fosse possível mensurá-lo, certamente seria um vazio. Neste contexto, um desencontro amoroso ou um amor não correspondido, para o quinteto sergipano A Banda dos Corações Partidos, é ainda incolor, o adjetivo que dá nome ao single já disponível nas plataformas digitais. Incolor, produzida por Alex Sant’Ana, Leo Airplane e Diane Veloso, é um lançamento do selo Badalando Play. Esta é a primeira composição do experiente Luno Torres (ex-Plástico Lunar e agora também em carreira solo) na Corações. É música de fossa, com uma eloquente carga dramática que cresce e dilacera ao decorrer dos quase três minutos da canção. Incolor escancara a MPB fossa como a proposta mestre da Banda dos Corações Partidos, sem medo algum de ‘enfiar o pé na lama’ quando o assunto é se entregar profundamente ao amor, mesmo que seja para sofrer. Entre acordes vagarosos e ritmos cambaleantes, o instrumental sustenta o canto performático de Diane Veloso sobre o momento em que a pessoa precisa encarar o fim de um relacionamento – ou a ausência dele, isso fica por conta de como o ouvinte direciona seu lamento. Incolor é a segunda amostra do segundo álbum da banda, já intitulado Canções de Ódio, Abandono e Ressentimento – o primeiro single foi O Peso do Mundo é o Amor. São 12 faixas e está programado para chegar ao streaming no dia 4 de fevereiro. O single, assim como o disco, foi viabilizado pela Lei Aldir Blanc de apoio à cultura.
Basmoura usa psicodelia para falar de relacionamentos abusivos

No mês alusivo ao combate à violência doméstica, Basmoura & A Banda Dos Sonhos, novo nome da altiva cena musical de Sergipe, lança a séria e psicodélica Psicopaticamente Compatíveis, uma música que trata sobre relacionamentos abusivos com reflexões pertinentes e, ao mesmo tempo, poéticas. Psicopaticamente Compatíveis é o segundo single da banda e, assim como o single de estreia Seja Muito Bem-Vinda (Aqui É o Seu Lugar) foi produzida por Julico, o Julio Andrade da The Baggios, que também toca todos os instrumentos nesta canção. Breno Moura, vocalista e mentor da banda, se inspirou em uma situação real que presenciou, vivida por amigos próximos, e funciona com um alerta para que o tema seja cada vez mais debatido e denunciado. “Um casal de amigos tinha uma relação agressiva, trocavam diversas ofensas, mas nunca se separaram. Como se, no final das contas, parecia que eram conectados pelos maus troca de maus tratos, como uma psicopatia compatível”, conta Breno. A capa retrata essa situação abusiva. O casal aparece separados, ambos tristes, mas um pensando no outro. Cada bolinha, ou atmosfera, representa uma situação adversa, mas que orbita tanto o homem como a mulher. “Quando a sintonia se perde, é importante pensar na sua saúde mental e felicidade individual, mais do que insistir em um relacionamento desgastado, cuja continuidade é perigosa para ambos os envolvidos”, completa Breno. Musicalmente, Psicopaticamente Compatíveis é uma canção carregada de psicodelia e música brasileira, com referências a The Doors, Secos & Molhados, Plástico Lunar e Numismata. Estreia da Basmoura Breno tinha muitas músicas paradas, composições de anos que estavam engavetadas, e foi em meio à pandemia que o sergipano foi a estúdio junto ao músico e amigo Julio Andrade. O single de estreia, Seja Muito Bem-Vinda (Aqui É o Seu Lugar), saiu no dia 14 de julho, uma música que Breno compôs para a sua filha recém-nascida. “Na letra trago toda a emoção que senti quando soube que minha esposa estava grávida. Meu lado espiritual foi o mais afetado, desde o primeiro momento agradeci a Deus por essa benção que foi ser presenteado com Maria”, ele conta. Nesta música, a Banda dos Sonhos tem o próprio Breno nos vocais, violão e ukelele junto a outros músicos de Aracaju (Sergipe): Filipe Nascimento no baixo, o experiente Lucas Campelo no acordeom, Rafael Snooze (da clássica banda Snooze) na bateria, além da produção de Julico.
Ananda Barreto, sergipana radicada em Ubatuba, lança projeto de lives

A cantora e compositora sergipana Ananda Barreto estreia seu novo projeto autoral inédito Olho de Dentro apresentando em seis lives através de seu canal no YouTube, nos dias 12, 19 e 26 de março, e nos dias 2, 9 e 16 de abril, às sextas-feiras, 19 horas. Neste projeto, Ananda apresenta ao público suas composições que farão parte de seu futuro álbum, que levará o mesmo nome do projeto. Sonoridades A artista imprime uma identidade particular em suas canções, que bebem de referências de estilos brasileiros diversos, como a MPB, forró, samba de pareia da mussuca, arrocha, além de ritmos internacionais como a sonoridade dançante do Cabo Verde, jazz, reggae, rock, swing da cumbia colombiana, numa fusão contemporânea onde todos esses sons se encontram de forma harmônica. Também presente em sua música está a dramaticidade flamenca, cultura com a qual conviveu por quatro anos, em Granada, na Espanha. Para Ananda, “todos esses movimentos rítmicos e sonoros se comunicam, uma vez que a influência da música africana tem um lugar forte e importante em grande parte da música latina e especialmente brasileira”. E completa: “as canções se apresentam numa mescla de camadas e quebras rítmicas, incorporando um estilo de cantar, experimentando como essas palavras nascem no corpo antes de se tornarem voz.” Transmitidas diretamente de Ubatuba, onde a artista vive há três anos, cada live possui uma identidade estética retratando o processo criativo que compõem o seu universo. As apresentações contam com as participações especiais de artistas locais, além de produtores e técnicos também da cidade, gerando renda e visibilidade para esses setores. A banda que acompanha Ananda (voz) é formada por Marilua Azevedo (percussão), Fuca (baixo), Tomás Bastos (guitarra/violão), Leandro Lisi (bateria) e Rafael Gandolfo (rabeca). As participações especiais são de Beth Menezes, Janaú, Ayelen Zarate e Vanessa Cancian. A direção geral do projeto é da própria Ananda Barreto, a direção musical é de Tomás Bastos (Trupe Chá de Boldo) e a produção executiva é de Rodrigo Caldeira. SERVIÇODatas: 12, 19 e 26 de março, e nos dias 2, 9 e 16 de abrilHorário: sempre às 19 horasOnde: Canal da Ananda Barreto no YouTube
aCorde Sessions mostra a força sergipana em lives