An Evening With Emerson, Lake & Palmer: uma noite de reverência e emoção

Quando soube que An Evening With Emerson, Lake & Palmer chegaria ao Brasil, sob a batuta do lendário Carl Palmer, confesso que a expectativa e a curiosidade foram grandes, pelas características do espetáculo, diferente de tudo que já vi ao vivo. Ao fim da noite de sábado (30), no Teatro Bradesco, em São Paulo, tudo isso foi superado com louvor. O que vi não foi apenas um show de rock progressivo tradicional, nem apenas uma sessão de nostalgia para antigos fãs. Foi uma experiência que exaltou a presença musical do ELP com uma sensibilidade rara, respeitando o passado, tudo na medida certa. Antes mesmo do show começar, o telão já mostrava imagens raras e referências ao supergrupo britânico em séries e filmes, incluindo cenas hilárias protagonizadas por Homer Simpson na série Os Simpsons, cantando trechos da clássica Lucky Man. Já durante o espetáculo, imagens restauradas de Keith Emerson e Greg Lake (ambos falecidos em 2016) em apresentação no histórico Royal Albert Hall, em 1992, eram projetadas em perfeita sincronia com a performance dos músicos ao vivo, criando uma sensação de diálogo entre passado e presente. Ao lado de Carl Palmer, sua ELP Legacy Band, formada pelo talentoso guitarrista Paul Bielatowicz e pelo virtuoso Simon Fitzpatrick no baixo e chapman stick. Ambos tiveram seus momentos de protagonismo, com solos impressionantes. É notável como Bielatowicz consegue reproduzir na guitarra a linha de teclados de Emerson. Quanto ao repertório, só pedradas. Começando com Karn Evil 9: 1st Impression, Part 2, que de cara já causou grande impacto e uma conexão imediata com o público. Na sequência, Hoedown, Knife-Edge, Pictures at an Exhibition e Benny the Bouncer, essa última com Carl Palmer cantando. Em seguida, o telão exibiu um vídeo de Keith Emerson executando Creole Dance, outro momento marcante do show. Um detalhe: antes de quase todas as músicas, Palmer se levantava da bateria e conversava com o público, contando “causos” e bastidores da faixa que seria executada, com muito bom humor, criando uma atmosfera de cumplicidade entre ele e a plateia. O público também não deixou por menos e por várias vezes se levantou das poltronas para aplaudir de pé o grupo. Voltando ao repertório, vieram a seguir as épicas Tarkus e Trilogy, a linda From the Beginning e Still… You Turn Me On. Depois, a instrumental “O Fortuna”, de Carl Orff, um dos momentos mais aguardados da noite, pois é no meio da execução desse clássico que ocorre o solo de bateria. E que solo! No auge de seus 76 anos, Palmer mostrou que segue em plena forma, com uma técnica e um virtuosismo impressionantes, além de momentos de irreverência, como um “solo de baquetas”. Uma verdadeira aula. A parte final do show teve Tiger in a Spotlight, Paper Blood, Lucky Man (pausa para secar as lágrimas), Fanfare for the Common Man, encerrando a noite com Peter Gunn. Destaque para Fanfare…, momento em que o telão exibe a performance insana de Keith Emerson, que praticamente destrói seu órgão Hammond C3, chegando a ficar em pé sobre ele. Espetacular! Ao fim do show, concluí que o que diferencia “An Evening With Emerson, Lake & Palmer” de alguns outros tributos e revisitações é a presença de propósito. Não havia exagero de produção, nem a tentativa de repetir literalmente aquilo que já foi. O que houve foi uma reconstrução afetiva e respeitosa, guiada por músicos que entendem o valor de cada acorde e cada silêncio. Eram nítidos o carinho, a emoção e o respeito de todos pelo legado do ELP, e de Palmer pelos seus saudosos amigos. Percebi que não havia presenciado apenas um espetáculo musical, havia participado de um encontro inesquecível entre história, lembranças e presente. De certa forma, me senti reconfortado por não ter tido a oportunidade de assistir ao vivo o ELP com sua formação clássica. Deixei o Teatro Bradesco com os olhos marejados e com a sensação de que a obra de Emerson, Lake & Palmer permanece viva e pulsante, exatamente como deve ser.

Rogério Skylab celebra os 20 anos de Skylab IV em show marcado por um mar de cigarros, em Santos

Cigarros arremessados no palco, uma voz em coro gritando “lindo, tesão, bonito e gostosão” por diversas vezes, e um público que ansiava sempre pela próxima música. Essas foram só algumas das características do show de Rogério Skylab em Santos, nessa sexta-feira (29). O carioca de 69 anos está viajando pelo Brasil com a turnê que comemora os 20 anos de Skylab IV, um de seus álbuns mais emblemáticos. Dessa vez, ele subiu ao palco do Arena Club para celebrar essa obra importante. Aliás, essa foi a oportunidade perfeita para os fãs da Baixada Santista que nunca viram o artista ao vivo. É o caso do mecânico Bruno Ayala, 31, que acompanha o trabalho de Skylab há mais de uma década. “Eu o conheci por meio de uma roda de amigos. Além das músicas, também acompanhava o seu podcast Contemporâneos e, claro, as entrevistas em que ele participa. Estou esperando ver toda aquela loucura do Skylab no palco!”, comentou, minutos antes do show começar. Se a promessa era uma homenagem ao Skylab IV… Foi cumprida com êxito! Afinal, Skylab executou todas as 15 faixas do álbum. O repertório começou com IML e terminou com Por dentro, por fora. Enquanto isso, o público cantava junto e já arremessava alguns cigarrinhos. Um ou outro… por enquanto. Assim, Skylab apresentou uma obra constituída essencialmente por rock, mas que também bebe da fonte da MPB. Aliás, o público tem a sua preferida e a cantou bem alto, em contraste com aquele sonzinho de bossa nova. Você já sabe qual é, né? Logo depois do Skylab IV, o carioca apresentou músicas de suas obras mais recentes. Tivemos, por exemplo, as faixas Fui por Aí, da Trilogia da Putrefação – Volume 1 e Alguém Como Nós, de seu último álbum lançado, Mesa de Dissecação. “Essa turnê conta com todo o repertório do disco Skylab IV, e também conta com músicas dos meus trabalhos mais novos. Pra vocês verem como foram feitas em momentos diferentes”, explicou Rogério Skylab no palco. Afinal, como ele comentou em entrevista recente ao Blog n’Roll, suas obras não são monotemáticas. Em seguida, aconteceu aquele momento que talvez seja o mais esperado pelos fãs. Skylab começou a cantar Tem Cigarro Aí e imediatamente provocou uma chuva de cigarros. Tinha muito cigarro. Muito mesmo. Bastante. O palco ficou completamente inundado por eles, se assim podemos dizer. Um mar de nicotina. Durante mais de oito minutos, o público lançou cigarros em direção ao palco e cantou todos os trechos junto com Skylab. Era nítido que boa parte das pessoas presentes aguardava ansiosamente por esse momento. Outros clássicos de sua carreira, que já conta com mais de três décadas, foram incluídos no setlist. Fátima Bernardes Experiência, por exemplo, é uma delas. Depois, a performance de Matador de Passarinhos também era claramente aguardada pelos fãs. Esse, inclusive, teve direito a um mosh pit e tirou todo o Arena Club do chão. Aliás, essa música deu nome ao seu antigo programa de entrevistas no Canal Brasil, que foi transmitido entre 2010 e 2013. Por fim, acompanhado de uma banda talentosa e entrosada, Rogério Skylab cantou a clássica Você Vai Continuar Fazendo Música?. Com uma letra que expõe as diversas tentativas de desestimular a sua arte, ele mostra que não ouviu aqueles “incentivos”. Ele continuou, sim, fazendo música. Continua com a sua turnê. E vai continuar fazendo música nova: ele já está trabalhando no seu novo álbum, em suas madrugadas produtivas e silenciosas.

Dead Fish, Rancore, Garage Fuzz e Bayside Kings se encontram no Arena Club em Santos

Neste sábado (30), o Arena Club, na Vila Mathias, em Santos, será o epicentro do hardcore: Dead Fish e Rancore dividem o palco em uma noite que ainda conta com as lendas locais do Garage Fuzz, a força do Bayside Kings e o peso do Sujera. Retorno do Rancore e o impacto de “Brio” Para os órfãos das guitarras barulhentas, a apresentação do Rancore carrega uma ansiedade extra. O quinteto paulistano acaba de lançar Brio via Balaclava Records, quebrando um hiato de 15 anos sem um disco cheio de inéditas. O show no Arena Club será uma das primeiras oportunidades do público do litoral de ouvir ao vivo as faixas que mergulham em temas como física quântica, paternidade e a dualidade da existência, costuradas pela interpretação visceral do vocalista Teco Martins. Ao lado deles, os capixabas do Dead Fish (que há anos adotaram Santos como sua segunda casa) trazem a urgência política e os hinos do hardcore rápido que os consolidaram como a banda mais importante do gênero no país. * Serviço: Hardcore no Arena Club

Inimigos do Rei retornam aos palcos hoje no Blue Note SP

Se você cresceu ouvindo rádio no final dos anos 1980 e início dos 1990, certamente já tentou cantar o trava-língua de Adelaide ou se divertiu com a narrativa surreal de Uma barata chamada Kafka. Pois prepare o fôlego: os Inimigos do Rei estão oficialmente de volta. O grupo carioca faz uma apresentação única hoje (28) no Blue Note São Paulo, no Conjunto Nacional. O retorno é marcado pela formação que se consolidou em 1991, trazendo Luiz Guilherme (voz), Luiz Nicolau (voz), Celão Marques (bateria), Mario Vitor (guitarra), Marcelo Crelier (baixo) e Lourival Franco (teclado). Após um hiato de mais de duas décadas, a banda prova que sua mistura de pop-rock com arranjos vocais elaborados e humor ácido continua extremamente atual. Do caos à MPB literária Surgida a partir de integrantes do lendário grupo vocal Garganta Profunda, a banda sempre teve a teatralidade e a performance física em seu DNA. Recentemente, o grupo dividiu o palco no Rio de Janeiro com Fausto Fawcett, que os definiu com o ótimo apelido de Inimigos do Rancor Endêmico Improdutivo. A noite de hoje promete ser uma grande celebração. Além dos clássicos absolutos como Jesse James e Mamãe Viajandona, os Inimigos do Rei apresentam suas composições recentes, como o single Medo (que já conta com videoclipe oficial), Sexta-feira da Paixão e Aladim, uma parceria com Ivo Meirelles e o Funk’n Lata.

Atração do Rock in Rio, Jamiroquai confirma show em São Paulo

Liderado pelo carismático e enigmático vocalista Jay Kay, o Jamiroquai fará um show único no estádio do Allianz Parque, em São Paulo, no dia 13 de setembro de 2026 (domingo), além de se apresentar como headliner do Palco Sunset no Rock in Rio, no dia 11 de setembro. A turnê sul-americana, produzida pela 30e e apresentada pela plataforma Itaú Live, acontece em um momento extremamente simbólico para o grupo: em 2026, a banda celebra os 30 anos do lançamento do mega-hit Virtual Insanity, hino que os catapultou ao estrelato mundial em 1996, e finaliza os últimos detalhes de seu nono álbum de estúdio, o primeiro com material inédito em nove anos. Legado de “Space Cowboys” O Jamiroquai aterrissou na cena musical em 1992 com o single When You Gonna Learn, apresentando uma fusão inovadora e até então inédita de jazz-funk, soul e disco, com letras que já alertavam sobre as mudanças climáticas e o consumo desenfreado. O sucesso comercial foi avassalador: o álbum Travelling Without Moving (1996) entrou para o Livro dos Recordes como o álbum de funk mais vendido da história da música, impulsionado pelo clipe revolucionário de Virtual Insanity, que limpou as prateleiras do VMA da MTV e rendeu um Grammy à banda. Ao longo de sua jornada, o Jamiroquai se consolidou como uma das maiores forças de exportação musical do Reino Unido, sobrevivendo às modas do mercado e acumulando quase 2 bilhões de streams globais e mais de 5,5 milhões de ouvintes mensais no Spotify. No show do Allianz Parque, os fãs paulistas podem esperar um setlist recheado de clássicos absolutos como Cosmic Girl, Space Cowboy, Deeper Underground e Canned Heat, entregues com o vigor, o balanço e a precisão instrumental que tornam o Jamiroquai uma das melhores bandas de palco do planeta. Descontos especiais para clientes Itaú Os clientes dos cartões de crédito Itaú contarão com um benefício pesado: 30% de desconto no valor de ingressos inteira (limitado a 4 ingressos por CPF e sujeito à disponibilidade de lote), além da facilidade de parcelamento em até 3x sem juros. Preços e setores (Allianz Parque) Setor Inteira Meia-Entrada Desconto Itaú (30%) Hot Seat R$ 945,00 R$ 472,50 R$ 661,50 Pista Premium R$ 895,00 R$ 447,50 R$ 626,50 Cadeira Inferior R$ 645,00 R$ 322,50 R$ 451,50 Pista R$ 445,00 R$ 222,50 R$ 311,50 Cadeira Superior R$ 345,00 R$ 172,50 R$ 241,50 Cronograma de vendas para o show do Jamiroquai Fique atento aos prazos para garantir o seu lugar logo nos setores iniciais: Pré-venda clientes Itaú Unibanco: Venda geral:

Demi Lovato confirma show solo em São Paulo com nova era dance-pop

Depois de arrastar uma multidão histórica no palco Skyline do festival The Town, em 2023, Demi Lovato está de malas prontas para reencontrar o público paulista. A cantora confirmou uma apresentação solo em São Paulo para o dia 15 de setembro de 2026 (terça-feira), ocupando o palco da Suhai Music Hall. O show faz parte da turnê It’s Not That Deep, que divulga o seu mais recente projeto musical. Diferente de sua última vinda, que foi amparada pela fúria de guitarras do rock alternativo, a nova fase marca o retorno de Demi à sua essência dance-pop eletrônica, idealizada sob medida para noites longas e espaços fechados. As vendas de ingressos começam nesta quinta-feira (28), a partir das 10h pela internet e às 11h na bilheteria oficial física. “It’s Not That Deep” Se nos discos anteriores Demi usou as canções para exorcizar traumas e dores profundas, a era It’s Not That Deep (cuja tradução literal é “não é tão profundo assim”) chega como um suspiro de alívio e celebração da maturidade. O álbum, que ganhou recentemente uma recheada edição de luxo intitulada It’s Not That Deep (Unless You Want It to Be), passeia com elegância por batidas sintéticas inspiradas no pop do início dos anos 2000. O repertório do show é ancorado por faixas elegantes e sensuais que já caíram no gosto do público, como o single eletro-pop Fast, o hino de libertação Here All Night e a irresistível Kiss, canção muito pedida pelos fãs que inspirou o título do projeto através do espirituoso verso “não é tão profundo assim, a menos que você queira que seja”. No palco, essas batidas ganham o suporte indispensável da voz poderosa e limpa de Demi, que preparou novos arranjos de voz ao vivo para as apresentações desta turnê, como já demonstrado na versão minimalista de Let You Go. Cronograma de vendas Serviço: Demi Lovato – “It’s Not That Deep Tour”

Jungle confirma show único no Espaço Unimed em 2027 e lança single

Se você esteve no Lollapalooza 2024 e presenciou o show do Jungle ao pôr do sol, sabe que o coletivo britânico de neo-soul e música eletrônica é especialista em transformar grandes multidões em uma única pista de dança. Para a alegria dos órfãos daquela noite, o trio confirmou seu retorno ao Brasil para uma apresentação única e exclusiva no dia 30 de março de 2027 (terça-feira), no palco do Espaço Unimed, em São Paulo. A vinda ao país é realizada pela agência Latina! em parceria com o jornalista e produtor Lúcio Ribeiro. O cronograma de vendas começa nesta semana, com uma série de pré-vendas exclusivas antes da abertura para o público geral. “Sunshine” A confirmação do show coincide com o anúncio de uma nova era criativa para o grupo, agora composto por Josh Lloyd-Watson, Tom McFarland e a vocalista Lydia Kitto (oficializada na formação após brilhar no disco anterior). A banda acabou de disponibilizar o single The Wave, que serve de abre-alas para o quinto álbum de estúdio, batizado de Sunshine, com lançamento mundial agendado para o dia 14 de agosto de 2026. O novo projeto chega com a missão de suceder o elogiado Volcano (2023). Foi nesse trabalho que o grupo estourou mundialmente com o hit Back on 74, que viralizou de forma orgânica no TikTok graças à sua coreografia contagiante e acabou se tornando trilha sonora de uma grande campanha global da marca de moda americana GAP. Para a nova turnê, a promessa é manter a fórmula que os consagrou: um espetáculo visualmente minimalista e elegante, sustentado por um álbum visual de coreografias que deu suporte para que a banda se apresentasse para mais de 190 mil pessoas em sua última excursão global. Conexão do Jungle com o Brasil A história do Jungle com o público brasileiro é antiga e estreita. O primeiro contato aconteceu em clubes menores de São Paulo e do Rio de Janeiro, em 2015. Desde então, o grupo expandiu consistentemente sua base de fãs na América do Sul por meio de shows próprios e passagens marcantes pelo Lollapalooza Brasil nas edições de 2016 e 2024. O setlist para a noite no Espaço Unimed promete equilibrar as inéditas de Sunshine com os hinos obrigatórios de sua discografia, como Busy Earning, The Heat, Casio, Candle Flame e Keep Moving. Os ingressos estarão disponíveis na plataforma Eventim. Confira os valores de cada setor: Setor Inteira Meia-Entrada Camarote A R$1.100,00 R$ 550,00 Camarote B R$ 990,00 R$ 495,00 Pista Premium R$ 980,00 R$ 490,00 Pista R$ 600,00 R$ 300,00 Cronograma de vendas e pré-vendas Fique atento aos prazos para garantir o seu lugar no lote inicial: Serviço: JUNGLE – World Tour 2027

Lendário Fishbone vem para São Paulo em outubro

O Fishbone confirmou uma apresentação única em São Paulo para o dia 31 de outubro de 2026 (sábado), ocupando o palco do Fabrique Club, na Barra Funda. O show, realizado pela produtora Maraty, será uma verdadeira celebração da cultura de rua, do ativismo e da miscigenação musical. Para deixar a noite ainda mais especial, a abertura ficará por conta do excelente septeto paulistano de ska feminino Maga Rude. Quatro décadas de resistência sem filtros Com mais de 40 anos de estrada, o Fishbone construiu uma trajetória impecável ao recusar qualquer tipo de rótulo ou suavização em seu discurso político e social. Fundada no final dos anos 1970 em Los Angeles, a banda foi a pioneira em fundir as guitarras sujas do punk rock com o balanço do funk metal, a energia acelerada do ska e a alma do soul. Essa mistura única de metais estridentes, baixo estalado e vocais viscerais serviu de fundação para o que se tornaria o rock alternativo dos anos 90, influenciando diretamente bandas do calibre de Red Hot Chili Peppers, Jane’s Addiction, No Doubt e Primus. Retorno ao estúdio com “Stockholm Syndrome” O show em São Paulo acontece em um momento crucial de retomada para o grupo. Em 27 de junho de 2025, o Fishbone quebrou um jejum de mais de 20 anos sem um disco cheio de inéditas com o lançamento de Stockholm Syndrome, o nono álbum de estúdio de sua carreira. O trabalho resgata a urgência rítmica e o comentário político afiado que sempre acompanharam a banda, abordando temas como a sobrevivência urbana, as tensões raciais contemporâneas e a redenção. O grande abre-alas do álbum é a feroz Racist Piece of Shit (também conhecida como “RxPxOxS”), lançada como single em novembro de 2024 como uma crítica contundente ao racismo global. “A música é um alerta para que a humanidade reconheça o ponto de ruptura que está dilacerando a alma deste país e do mundo”, define o tecladista e trombonista original Christopher Dowd. Outro grande momento do disco é Last Call in America, faixa composta pelos membros originais Christopher Dowd e Walter “Dirty Walt” Kibby que conta com a participação lendária de George Clinton, o pai do funk psicodélico e líder do Parliament-Funkadelic. A colaboração de Clinton sela a conexão histórica do Fishbone com a tradição do groove norte-americano. Força da reinvenção do Fishbone Embora a banda tenha enfrentado mudanças drásticas em sua formação em 2024, com as saídas amigáveis dos membros fundadores Norwood Fisher e Walter Kibby, a chama do grupo continua sendo mantida com maestria. A formação atual, que se apresentou com grande destaque em festivais como o Warped Tour 2025 e em turnês ao lado do Primus e Less Than Jake, traz o carismático membro fundador Angelo Moore (voz e saxofone), acompanhado por Christopher Dowd (teclado, trombone e voz), James Jones (baixo), Hassan Hurd (bateria), John “JS” Williams II (trompete) e o retorno virtuoso do guitarrista Tracey “Spacey T” Singleton. Serviço: Fishbone em São Paulo Horários do evento

Mariah Carey confirma show de Natal inédito no Brasil em novembro

Quando o calendário vira de outubro para novembro, a cultura pop mundial entra instantaneamente em modo natalino. É o momento exato em que a diva norte-americana Mariah Carey “descongela” em suas redes sociais com o seu tradicional e estridente grito de “IT’S TIIIIIIIME!”. Mas em 2026, os brasileiros vão poder montar a árvore de Natal e acender as luzes muito mais cedo. A “Rainha do Natal” acaba de confirmar que trará ao país, pela primeira vez na história, o aclamado espetáculo Mariah Carey’s Christmas Time. As apresentações estão confirmadas para o dia 17 de novembro (terça-feira), no Allianz Parque, em São Paulo, e no dia 21 de novembro (sábado), na Área Externa da Farmasi Arena, no Rio de Janeiro. A realização dos espetáculos é assinada pela produtora 30e e apresentada pela plataforma Itaú Live, trazendo benefícios para os clientes do banco. Fenômeno de “All I Want for Christmas Is You” A relação de Mariah Carey com as festas de fim de ano tornou-se um pilar da cultura pop em 1994, com o lançamento do álbum Merry Christmas. Foi ali que ela imortalizou All I Want for Christmas Is You, canção que já foi regravada mais de 400 vezes por diferentes artistas e se transformou na trilha sonora oficial de dezembro ao redor do globo. Curiosamente, a faixa só alcançou o topo da Billboard Hot 100 pela primeira vez em 2019, mas desde então retorna anualmente ao primeiro lugar, quebrando recordes de streaming e desafiando analistas da indústria a explicarem o tamanho desse fenômeno. O show temático de Natal virou tradição na agenda da “Mimi” (apelido carinhoso da cantora) em 2014, celebrando as duas décadas daquele álbum. De lá para cá, o concerto ganhou traços de superprodução. O espetáculo atual é dividido em três atos teatrais, trazendo um corpo de bailarinos, coro completo, efeitos visuais mágicos e figurinos exclusivos de alta costura para embalar clássicos como Silent Night, Joy To The World e, claro, o hino natalino principal. Conexão emocional com o Brasil Não é de hoje que a cantora se derrete pelo público brasileiro. Em sua última passagem por São Paulo, em 2025, ela realizou o maior show solo de sua carreira, cantando para mais de 50 mil pessoas. A sintonia foi tão intensa que a diva quebrou o protocolo e retornou ao palco descalça para um bis improvisado, interpretando I Want to Know What Love Is em coro com a arena. “A conexão da cantora com o público brasileiro é tão forte que ela voltou ao palco descalça para um bis que não estava previsto. A expectativa é que a emoção se repita, ainda mais em se tratando de um espetáculo de Natal inédito no país”, revela Carol Pascoal, VP de Marketing e Comunicação da 30e. Ingressos O fã que comprar com cartões de crédito Itaú terá direito a uma pré-venda exclusiva com 30% de desconto (válido apenas para ingressos inteira, limitado a 4 ingressos por CPF). O parcelamento pode ser feito em até 3x sem juros para qualquer cartão Itaú. SÃO PAULO (Allianz Parque – 17/11) Setor Inteira Meia-Entrada Desconto Itaú (30%) Cadeira Superior R$ 395,00 R$ 197,50 R$ 276,50 Cadeira Silver R$ 595,00 R$ 297,50 R$ 416,50 Cadeira Inferior Sul R$ 595,00 R$ 297,50 R$ 416,50 Cadeira Gold R$ 795,00 R$ 397,50 R$ 556,50 Cadeira Inferior Oeste R$ 895,00 R$ 447,50 R$ 626,50 Cadeira Inferior Leste R$ 895,00 R$ 447,50 R$ 626,50 Cadeira Diamond R$ 1.295,00 R$ 647,50 R$ 906,50 Hot Seat Oeste R$ 1.295,00 R$ 847,50 R$ 906,50 Hot Seat Leste R$ 1.295,00 R$ 847,50 R$ 906,50 Cadeira Orange R$ 1.995,00 R$ 997,50 R$ 1.396,50 Cadeira Platinum Personnalité R$ 3.995,00 R$ 1.997,50 R$ 2.796,50 Platinum – 5ª Fileira R$ 4.495,00 R$ 2.497,50 R$ 3.146,50 Platinum – 4ª Fileira R$ 4.995,00 R$ 2.997,50 R$ 3.496,50 Platinum – 3ª Fileira R$ 5.995,00 R$ $3.997,50 R$ 4.196,50 Platinum – 2ª Fileira R$ 7.995,00 R$ $5.997,50 R$ 5.596,50 Platinum – 1ª Fileira R$ 9.995,00 R$ $7.997,50 R$ 6.996,50 RIO DE JANEIRO (Área Externa da Farmasi Arena – 21/11) Setor Inteira Meia-Entrada Desconto Itaú (30%) Pista R$ 495,00 R$ 247,50 R$ 346,50 Pista Premium Personnalité R$ 895,00 R$ 447,50 R$ 626,50 Pacote VIP Itaú Super Fã R$ 1.895,00 R$ 1.447,50 — Cronograma de vendas Pré-venda clientes Itaú Unibanco: Venda geral: