Nando Reis celebra álbum com músicos do Screaming Trees e R.E.M.

Nando Reis preparou uma surpresa para a série comemorativa dos 22 anos do álbum Para Quando o Arco-íris Encontrar o Pote de Ouro, dia 25 de agosto, no Blue Note São Paulo. Em resumo, ele vai reunir a formação da banda original que gravou o disco em 2000, em Seattle, nos Estados Unidos. Além de Nando nos vocais e violão, somam-se a ele Barret Martin, lendário baterista do Screaming Trees e do Mad Season, Fernando Nunes no baixo, Walter Villaça na guitarra e Alex Veley nos teclados. Os shows também contam com a participação especial de Peter Buck, co-fundador da banda R.E.M. “Estou muito feliz e lisonjeado de poder rememorar a formação clássica do disco, que foi gravado em Seattle. O álbum é elementar e substancial para mim, pois nele estão canções que ficaram eternizadas em minha obra”, conta Nando. O repertório dos shows ainda terá outras surpresas de canções adicionais que serão apresentadas pelo artista. Para Quando o Arco-íris Encontrar o Pote de Ouro Um dos álbuns mais queridos da primeira década dos anos 2000, Para Quando o Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro está de volta em reedição remixada, remasterizada e expandida. Pra Quando O Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro, segundo álbum solo de Nando Reis, lançado em 2000 pela Warner Music Brasil, foi gravado em Seattle e produzido pelo saudoso Tom Capone, por Jack Endino e pelo próprio Nando Reis. O disco nos apresentou clássicos eternizados na voz do ruivo, mas que também foram lindamente performados em outros álbuns e shows pela eterna Cássia Eller. Canções como All Star e Relicário, de alma própria e força eruptiva, como a inconfundível peculiaridade de No Recreio descortinam a força criativa de Nando Reis e mostram o porquê dele estar entre os maiores nomes de nossa rica música. A reedição traz releituras de todas as faixas do álbum e conta ainda com um novo arranjo de cordas para Quem Vai Dizer Tchau, além das versões demo de voz e violão de canções como Relicário, Dessa Vez, Nosso Amor, Frases Mais Azuis e a própria faixa-título. Serviço Local: Blue Note São Paulo Endereço: Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 (2° andar) Data: 25 de agosto (sábado) Horário: 1º set- 20h / 2º set – 22h30 Abertura da casa: 19h Informações Ingressos online Valor: Setor único – R$ 380,00 Confira a programação completa desta semana no Blue Note São Paulo 23/08 – Letrux – Línguas E Poesias 24/08 – Nova Brasil FM – Encontros Com Tiê 24/08 – Nova Brasil FM – Encontros Com Antonia Morais 25/08 – Nando Reis – Para Quando O Arco-Íris Encontrar O Pote De Ouro 26/08 – Tributo A Dave Brubeck – Time Out – Musicman Jazz 26/08 – Feminina – Jazzmin’s Big Band 27/08 – Hermeto Pascoal & Grupo

Belle and Sebastian vem ao Brasil em dezembro; confira local e preços

Uma das bandas mais cultuadas da Escócia vem ao Brasil em dezembro. O Belle and Sebastian confirmou show único na Audio, em São Paulo, no dia 9 de dezembro. A banda traz na bagagem o seu lançamento mais recente A Bit of Previous. Os ingressos já estão à venda, via Eventim, e custam entre R$ 150,00 e R$ 380,00. Gravado em Glasgow, A Bit of Previous é o primeiro disco do Belle and Sebastian em sete anos, e já é considerado uma das obras mais diversas e cheias de poesia da banda. Isso pode ser surpreendente para um grupo que está sempre em busca de projetos diversos, como The Boaty Weekender – um festival de música de quatro dias repleto de estrelas com capacidade para 3 mil pessoas em um navio de cruzeiro navegando pelo Mediterrâneo; uma trilogia de EP’s; uma trilha sonora para a estreia na direção de Simon Bird, de The Inbetweeners; um álbum ao vivo mostrando a interação atual da banda como artistas experientes no palco principal; e em 2020 um projeto colaborativo com fãs chamado Protecting The Hive. O Belle and Sebastian tem como marca registrada a entrega de apresentações ao vivo espetaculares para os fãs e após o longo período de lockdown forçado pela pandemia, o grupo declara estar ansioso para voltar ao palco e, particularmente, ao Brasil. Segundo o tecladista Chris Geddes, a “banda está muito animada para tocar ao vivo as novas músicas para nossos fãs no Brasil e esperamos que gostem de ouvi-las tanto quanto nós gostamos de fazê-las.” Serviço Data: 9 de dezembro Local: Audio (Av. Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca – São Paulo – SP) Horário: 21h Abertura dos portões: 20h Setores e preços Pista: R$ 300,00 (inteira) | R$ 150,00 (meia-entrada legal)Mezanino: R$ 380,00 (inteira) | R$ 190,00 (meia-entrada legal)

Godsmack vem ao Brasil pela primeira vez; confira preços e local

A banda Godsmack confirmou sua estreia no Brasil. Será dia 12 de novembro em São Paulo, no Vibra SP, com produção da Mercury Concerts. A venda dos ingressos vai começar na segunda-feira (11), a partir das 10h. Nesses 25 anos de rock, eles venderam mais de 20 milhões de discos em todo o mundo, foram indicados ao Grammy por quatro vezes, quebraram vários recordes e superaram todas as expectativas dos fãs em shows incríveis em turnês mundiais. O quarteto é formado por Sully Erna (vocalista e guitarrista), Tony Rombola (guitarrista), Robbie Merrill (baixo) e Shannon Larkin (bateria). Durante mais de duas décadas, Sully Erna foi baterista e atuou em várias bandas. Após vários fracassos, ele resolveu parar e mudar radicalmente. Aprendeu a tocar gaita, piano, guitarra, canto e também começou finalmente a compor. Isso foi em 1995, quando ele decidiu montar sua banda. Dois anos depois gravaram a primeira demo e tiveram uma repercussão surpreendente. O álbum de estreia veio ano seguinte, recebeu o nome Godsmack. A sonzeira conquistou os fãs. De cara foram cinco discos de platina, graças aos sucessos: Whatever, Keep Away, Bad Religion e Voodoo. Com o segundo álbum, Awake, em 2000, foram indicados ao primeiro Grammy com a faixa Vampires; e a faixa-título foi usada na campanha da Marinha dos EUA. Em 2002, contribuíram para a trilha do filme O Escorpião Rei, com a música I Stand Alone, com o qual receberam duas indicações ao Grammy. Em 2006, conseguiram o disco de ouro com IV, produzido pelo lendário produtor Andy Johns (Led Zeppelin), que foi Top 1 rapidamente. Godsmack abriu 2010 com The Oracle, que completou um trio de álbuns número 1 e também obteve disco de ouro. Quatro anos depois, 1000HP chegou ao terceiro lugar no Billboard Top 200. Após assinar com a BMG, em 2018, e lançar o sétimo álbum When Legends Rise, as faixas When Legends Rise, Under Your Scars, Unforgettable, e Bulletproof estouraram nas rádios, sendo as mais tocadas naquele ano nos EUA. SERVIÇO Data: 12 de novembro (sábado) Local: Vibra SP (Avenida das Nações Unidas, 17.955 – São Paulo) Portas: 20h Show: 22h Classificação etária: 14 (quatorze) anos desacompanhados. Menores de 14 (quatorze) anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial Valores Setor / Inteira / Meia Pista Premium / R$ 500,00 / R$ 250,00 Pista / R$ 300,00 / R$ 150,00 Camarote 1 / R$ 600,00 / R$ 300,00 Camarotes 2 / R$ 550,00 / R$ 275,00 Plateia Superior 1 / R$ 250,00 / R$ 125,00 Plateia Superior 2 / R$ 225,00 / R$ 112,50 Plateia Superior 3 / R$ 200,00 / R$ 100,00

Fall Out Boy faz show de headliner, Weezer deixa a desejar e Green Day emociona em Londres

Quando foi anunciada há dois anos, a Hella Mega Tour deixou o público enlouquecido. Três superbandas juntas em um giro mundial: Green Day, Weezer e Fall Out Boy. A pandemia, no entanto, atrasou esse sonho de milhares de fãs. Mas se a demora frustrou muita gente, eles compensaram com a inclusão da Amyl and The Sniffers, uma das bandas mais quentes da atualidade. A primeira parte desse giro pelo Reino Unido foi na última sexta-feira (24), no London Stadium, casa do West Ham. Amyl and The Sniffers O despertar da banda australiana Amyl and The Sniffers veio com uma apresentação no Coachella, um pouco antes da pandemia estourar. Agora, dois anos depois, o grupo tem aproveitado todas as oportunidades que aparecem. A tour pela Europa teve vários shows solos sold out, tal como no Reino Unido, na América do Norte e Oceania, os dois últimos vêm na sequência. Paralelamente a tudo isso, Amyl and The Sniffers também abriu para o Liam Gallagher no Knebworth. E, logo depois, engatou como artista convidado na Hella Mega Tour, com Green Day, Weezer e Fall Out Boy. Toda essa credencial garantiu um retorno positivo para a banda no London Stadium, primeiro show da Hella Mega Tour no Reino Unido. Durante os 30 minutos de show, o público vibrou bastante, cantou algumas canções e pulou quando pedido pela vocalista. Vestida com um shorts preto curto e uma blusinha cor de pele, bem curta e sem sutiã, a vocalista Amy Taylor deixou os fãs sem entender se estava nua ou não. O repertório foi todo em cima do segundo álbum de estúdio, Comfort to Me, com destaque para músicas como Guided by Angels, Security e Hertz. Weezer Burocrático. Assim pode ser resumido o show do Weezer. Com um repertório sem surpresa alguma, a banda parecia disposta apenas a entregar o feijão com arroz no palco. O show no London Stadium foi o terceiro que assisti do Weezer (um em cada continente), mas ficou muito aquém do que eles já ofereceram. Com uma hora de apresentação, River Cuomos e companhia tocaram dois covers: Enter Sandman (Metallica) e Africa (Toto). Quando foram ao Brasil, em 2019, achei até compreensível por conta do Teal Album, disco só com covers que tinha acabado de ser lançado. No entanto, de lá para cá, o grupo lançou três discos autorais e dois EPs. Isso sem falar do vasto repertório de uma banda inquieta com quase 30 anos de estrada. Van Weezer, por exemplo, que traz canções poderosas, foi totalmente esquecido. Vale destacar que a entrada da banda foi ao som de Jump, do Van Halen. Trolaram mesmo quem estava esperando por algo desse disco. Ok Human foi lembrado com a bela All My Favorite Songs. Uma coisa que não mudou na estrutura do repertório apresentado no Brasil é a base do primeiro álbum (Blue). My Name Is Jonas, Undone – The Sweater Song, Say It Ain’t So e Buddy Holly seguem sendo pontos focais do show. Uma mudança sentida foi na bateria. Impossibilitado de excursionar com o Weezer, Patrick Wilson foi substituído por Dave Elitch. Para quem não acompanha a banda, porém, nada mudou. A abertura com Hash Pipe e Beverly Hills animou bastante o público, composto em sua maioria por fãs do Green Day. My Name Is Jonas e Porks and Beans colocaram ainda mais pilha na plateia. A Little Bit of Love (Sprint) e Records (Summer), dos EPs temáticos das quatro estações, pouco empolgaram e reduziram bastante a animação dos fãs. Records foi lançada durante a semana, enquanto A Little Bit Love não caiu nas graças do público. Em Island in The Sun, River Cuomos teve problemas com a guitarra. Não conseguia iniciar a canção e pediu auxílio aos roadies. Depois de constatar que nenhuma das duas guitarras estavam aptas, avisou que faria a parte dele com a boca e no air guitar. Coincidentemente a guitarra voltou na hora do solo e ele pode concluir do jeito que esperava. Africa, do Toto, certamente foi uma das que mais empolgou o público. Por fim, Say It Ain’t So e Buddy Holly, ambas do primeiro álbum, deram números finais ao show. Em resumo, não fosse o apoio do público, o Weezer teria feito um show muito chato. E muito aquém da apresentação que vi em Chula Vista, nos Estados Unidos, há quatro anos, quando deixou o Pixies parecendo uma bandinha recém formada no lineup. Fall Out Boy O que faltou de entusiasmo e cuidado no setlist do Weezer, sobrou no repertório do Fall Out Boy. Pode parecer bobeira ou mero detalhe, mas esquentar o estádio inteiro com labaredas de fogo logo na primeira música, ajuda demais. Com Phoenix, o Fall Out Boy abriu a apresentação com o público na mão. A alegria por estar de volta a Londres estava estampada no rosto de todos. O baixista Pete Wentz, aliás, celebrou com os fãs. “Muito bom ver a música de volta, os shows de volta. Estamos muito felizes por estarmos aqui fazendo o que mais gostamos”, disse antes de tocar Save Rock and Roll. Essa faixa, inclusive, foi muito bem recebida pelos fãs. Enquanto o vocalista simplesmente tocava em um piano pegando fogo, em uma versão bem comportada de Jerry Lee Lewis, o público cantou junto do início ao fim. The Last of the Real Ones e Dance, Dance mantiveram a temperatura bem elevada no London Stadium, fosse pela animação do público ou com as labaredas de fogo no palco. Um dos pontos altos da apresentação veio com This Ain’t a Scene, It’s an Arms Race. Aqui, o estádio parecia inteiro ao lado do Fall Out Boy, como se fosse o headliner da noite. Diferente do Weezer, o Fall Out Boy apostou nos hits do início ao fim. I Don’t Care e Thnks fr th Mmrs foram mais duas amostras do que essa banda é capaz de fazer com um estádio lotado. Um problema técnico no telão fez com que a banda gastasse uns dois a três minutos com uma paralisação inesperada.

Twenty One Pilots faz até luau improvisado no caldeirão do O2 Academy Brixton

Um dia antes, o Twenty One Pilots havia vencido o prêmio de melhor performance ao vivo do Kerrang Awards, prêmio da tradicional revista britânica. No O2 Academy Brixton, casa emblemática de Londres, o duo estava pronto para o terceiro de quatro shows seguidos na capital inglesa. Cada um com uma proposta diferente. O giro do Twenty One Pilots começou com uma apresentação intimista no Camden Assembly, pub com capacidade para 250 pessoas, no coração de Camden Town, na última terça (21). No dia seguinte, o duo seguiu para o O2 Shepherds Bush, mais um show sold out, dessa vez para 2 mil pessoas. No O2 Academy Brixton, na quinta (23), foi para quase 5 mil pessoas, enquanto o encerramento no sábado (25), na Arena Wembley, para 12,5 mil pessoas. “Nós estamos muito felizes com esse reconhecimento da Kerrang. Nós nos dedicamos muito para entregar um show bom para vocês. Esse prêmio só foi possível por causa de vocês. Vocês deveriam receber esse prêmio também”, declarou o emocionado vocalista Tyler Joseph, no O2 Academy Brixton. E ele não está errado. A sinergia entre público e banda impressiona. Da primeira música, Good Day, até a última, Trees, não existe nenhum momento de distração. Os olhos dos fãs ficam pregados no palco. Inclusive boa parte deles vai como cosplay dos integrantes. Recentemente, o nosso correspondente em Londres, Roberto Gasparro, comentou que alguns artistas não sabiam aproveitar a imensidão do palco do O2 Academy Brixton. Mas esse não é o caso do Twenty One Pilots. Tudo foi montado de forma impecável para a dupla brilhar em cena. Tyler Joseph e Josh Dun dão show de acrobacias, interagem o tempo todo com o público e exploram recursos visuais o tempo todo com um telão incrível no fundo do palco. O repertório, mesmo que recente (dupla tem pouco mais de dez anos de estrada), é de gente grande. Prova disso é que já soltam um dos maiores hits, Stressed Out, logo no começo. É a segurança de quem se garante com um caminho de sucessos na sequência. Migraine e Heathens vieram na sequência, comprovando a força do setlist. Em The Outside, os dois recebem o apoio de uma banda completa, com guitarra, baixo e saxofone. O baixista, aliás, é um show a parte no palco. Muito carismático, ele de cabeça no clima proporcionado por Tyler e Josh. Chlorine e Mulberry Street vêm em sequência para preparar o palco para uma continuação ainda mais especial. No piano, Tyler puxa Bennie and The Jets, de Elton John. Muito aplaudida pelos fãs, a música soou com uma bonita homenagem ao lendário artista britânico, que se apresentou no dia seguinte no Hyde Park, abrindo o British Summer Time, festival de verão de Londres. Na sequência, o Twenty One Pilots improvisou uma fogueira no palco e iniciou uma sessão acústica, tal como fizeram recentemente na gravação do Unplugged MTV. O set acústico teve um tempo considerável. Contou com I Can See Clearly Now (Johnny Nash e famosa na voz de Jimmy Cliff), My Girl (The Temptations), Home, House of Gold e We Don’t Believe What’s on TV. Sem aliviar na sequência pesada, o Twenty One Pilots tocou uma versão da música tema de Halo antes de emendar mais alguns hits, como Jumpsuit e Heavydirtysoul. Em Saturday, Josh tem sua bateria colocada em cima de um tablado e erguida pelos fãs. Isso mesmo, toca a bateria numa espécie de ilha no meio da plateia. Quem acompanha o Twenty One Pilots há mais tempo sabe que isso é uma prática comum nas apresentações. Level of Concern, Ride e Car Radio em sequência também ajudaram a deixar os fãs mais empolgados. Mas o forno que estava dentro da casa, após um dia extremamente quente em Londres, fez com que alguns fãs deixassem a pista antes do fim. Shy Away, um dos destaques do último álbum, Scaled and Icy, veio em uma versão misturada com I’m Not Okay (I Promise), do My Chemical Romance. Trees deu números finais a um show que não tem margem de erro. É impecável do início ao fim.

Macy Gray diverte, empolga e canta Metallica no Ronnie’s Scott

O Ronnie’s Scott, no Soho, em Londres, por si só já vale uma visita. É como visitar um estádio de futebol lendário sem jogo. Essa casa é uma das mais emblemáticas de jazz do mundo. Fundado em 1959, o Ronnie’s viu nomes como Chet Baker, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Nina Simone, Stan Getz e Charlie Watts gravarem álbuns marcantes aqui. Aliás, foi nesse clube de jazz que o baterista do Rolling Stones ganhou um tributo intimista dos companheiros de banda, logo após o seu falecimento. O dia escolhido para conhecer o Ronnie’s tinha uma atração de peso, a norte-americana Macy Gray. Famosa pelo mega hit I Try, que rendeu Grammy e topo das paradas em vários países, no fim dos anos 1990, a cantora segue com uma carreira bem ativa, inclusive com participação agendada no próximo Rock in Rio. No Ronnie’s, ela chegou acompanhada da sua superbanda California Jet Club, que tocou a música tema da franquia Rocky para a anunciar sua entrada. Macy abriu o show com Do Something, faixa do seu álbum de estreia, On How Life Is (1999). A partir daí, aproveitando o clima bem intimista da casa, conversou bastante com o público entre as músicas. “Vocês não são boas pessoas. Poderiam estar em casa, curtindo a família, vendo TV, mas vieram para um show numa quarta-feira à noite. E ainda tem uma greve de trem para dificultar a chegada de vocês aqui”, brincou. Logo depois, a cantora surpreendeu o público uma versão totalmente reconstruída de Nothing Else Matters, do Metallica. O cover faz parte do álbum Covered (2012), que conta com versões de Radiohead, Kanye West, My Chemical Romance, entre outros. A apresentação também trouxe single novo. Thinking of You estará em seu próximo álbum de estúdio, The Reset, previsto para 8 de julho. “Vocês são sortidos. Essa é uma música nova, ninguém ouviu ainda. Só quem veio no show de hoje mais cedo (foram dois shows no mesmo dia, no Ronnie’s), na semana passada, mais alguns amigos, mais outras pessoas que foram em outros shows”, disse, arrancando risos do público. Em outro momento de conversa com os fãs, Macy Gray anunciou Sexual Revolution de forma bem descontraída. “Você se prepara para vir curtir o show, limpa bem suas partes íntimas, se prepara toda e aproveita. Aproveita porque a noite é sua, baby”. À essa altura parte do público já estava em pé, quase dentro do palco, para cantar com Macy, que não aguentava mais ver as pessoas sentadas. I Try veio no final. E com uma dose de ironia da cantora. “Vou cantar uma música que todos vocês estão esperando. A mais esperada de todas”, comentou. A ironia é porque recentemente ela deu uma entrevista para Forbes questionando o motivo da imprensa a tratar como One Hit Wonder (artista lembrado só por uma música). “As pessoas me chamam de One Hit Wonder, e eu fico tipo, vendi 33 milhões de álbuns. Não sei como você diz [eu só tenho] uma música. Acho que é um problema para todos os outros. Acho que houve um momento em que fiquei muito confusa e não entendi, porque quando escrevi aquele disco, estava apenas sendo eu mesma. E foi isso que continuei a fazer. Mas há algumas das outras músicas que fiz que não ressoaram dessa maneira, e não entendi isso por um longo tempo”. Com a plateia totalmente na mão, Macy Gray encerrou o show com sua versão para Brass in Pocket, do The Pretenders. Era o que faltava para acabar com as regras básicas da casa: não falar durante as músicas e nem se levantar. Tarde demais!

Aula de crossfit com duo, Jake Bugg consistente e Noel Gallagher vencendo na reta final

O Kenwood House, no norte de Londres, promove anualmente uma série de shows em seu gramado, entre junho e agosto. A trinca curiosa Confidence Man, Jake Bugg e Noel Gallagher formaram o lineup do último dia 19. Confidence Man O Confidence Man é um duo australiano de indie electro pop. O som destoa bastante das outras duas atrações da noite, Jake Bugg e Noel Gallagher. Os primeiros 15 minutos foram divertidos. Janet Planet e Sugar Bones mostram uma disposição fora do comum no palco. Pulam, dançam, fazem números circenses. Em Toy Boy, faixa que abriu o show, por exemplo, pareciam dois fantoches com movimentos corporais incomuns. Com dois álbuns na bagagem, Confident Music for Confident People (2018) e Tilt (2022), o duo perde a força da metade para o fim do show. As coreografias começam a ficar bem simples, beirando a infantilidade e o teatro de mau gosto. As músicas também começam a soar parecidas transformando o show em um super aulão de crossfit. Se você gosta dessa modalidade, o som pode ser interessante para estimular os treinos, aliás. Bubblegum, faixa que encerrou o show, já estava como um chiclete sem gosto. Você percebe que um show está chato quando ele dura 30 minutos, mas parece ter sido feito em três horas. Jake Bugg Aos 28 anos, o inglês Jake Bugg já não tem mais o hype que tinha há dez anos quando deixou estourou mundialmente com Two Fingers e Lightning Bolt. No entanto, segue com um show deles extremamente competente e com poucas palavras. Jake Bugg abriu o show com duas canções de seu último álbum, Saturday Night, Sunday Morning (2021): Lost e Kiss Like the Sun, que não animaram muito o público que ainda chegava ao Kenwood House. Com Slumville Sunrise, do Shangri La (2013), seu segundo disco de estúdio, o músico arrancou aplausos mais efusivos e contou com um apoio maior na hora do refrão. About Last Night, do último disco, veio na sequência, mas tal como as duas primeiras também não empolgou. Ciente do que estava rolando, Jake Bugg passou a intercalar canções do Shangri La e do disco de estreia homônimo (2012). Deu certo. Seen It All, Me and You e Simple as This funcionaram muito bem para o público que parecia conhecer apenas os dois primeiros álbuns do guitarrista. Prova disso é que o terceiro e quarto álbum, On My One (2016) e Hearts That Strain (2017), foram totalmente ignorados no repertório. Antes de Two Fingers, Jake Bugg brincou que há dez anos escreveu essa música e o pensamento é o mesmo até hoje. Broken e Lonely Hours deixaram a apresentação com uma cara mais intimista. São duas baladas bem fortes do repertório de Jake Bugg. Mas o descanso para o público durou pouco. Lightning Bolt, Simple Pleasures e What Doesn’t Kill You elevaram a temperatura e coincidiram com a trégua da chuva também. All I Need, single do álbum mais recente de Jake Bugg, deu números finais ao show. A essa altura o Kenwood House já estava bem cheio para ver Noel Gallagher. Noel Gallagher Com sua banda High Flying Birds, que inclui guitarras, baixo, bateria, backing vocals, metais e até uma tesoureira (sim, uma mulher que toca tesoura), Noel Gallagher faz de tudo para garantir que é possível ter uma vida sem o Oasis. Em resumo, ele é muito bem sucedido na empreitada. Fort Knox, Holy Mountain e It’s a Beautiful World funcionam muito bem para o público logo no início da apresentação. Tal como seu irmão, Noel tem uma carreira solo consolidada e um público completamente apaixonado pela sua obra pós Oasis. Black Star Dancing e Dead in The Water também foram cantadas como se fossem hinos do Oasis, tamanha emoção do público. Mas, inevitavelmente, Oasis ainda é o que mais mexe com o coração do público. E Noel não aliviou na reta final. Emendou Little by Little, The Importance of Being Idle, Whatever, Wonderwall, Half the World Away e Stop Crying Your Heart Out. Uma rápida pausa e Noel retorna com mais dois sons poderosos de sua carreira solo: If I Had a Gun… e AKA… What a Life!, essa dedicada para todos os torcedores do Manchester City, o que gerou alguns gritos de apoio e vaias. O final apoteótico veio com Don’t Look Back in Anger, cantada por todos presentes no Kenwood House, certamente um dos highlights da temporada de shows de verão do parque.

Acompanhado do Chic, Nile Rodgers faz show com cara de VH1 Storyteller

O guitarrista e produtor Nile Rodgers tem uma história incrível na música. Uma série sobre a importância desse senhor de 69 anos na história da música precisaria certamente de algumas temporadas. Quando está junto do lendário grupo Chic, a coisa fica ainda mais pesada. Headliner de um evento em Kenwood House, no norte de Londres, no último sábado (18), Rodgers aproveitou o tempo no palco para fazer uma espécie de VH1 Storyteller, intercalando histórias curiosas sobre alguns de seus maiores sucessos e hits em sequência. A primeira parte do show foi toda dedicada aos hits do Chic. Em sequência vieram Chic – Chic, Dance, Dance, Dance e I Want Your Love, todas acompanhadas em coro pelos fãs, que dançaram muito para esquentar diante de uma chuva forte e gelada. Na primeira pausa para falar com o público, Rodgers avisou que tocaria algumas músicas bem conhecidas. “As pessoas me perguntam porque não faço tanta música com o Chic. Mas a resposta é que estou sempre atendendo outros grandes artistas, como Diana Ross, Madonna, David Bowie, Duran Duran, entre muitos outros”. Foi a deixa para iniciar I’m Coming Out e Upside Down, ambas bem conhecidas na voz de Diana Ross. As homenageadas da sequência foram as irmãs do Sister Sledge, com mais dois hits gigantes: He’s the Greatest Dancer e We Are Family. Rodgers, que tem em seu currículo contribuições e serviços prestados a nomes como Aretha Franklin, Mick Jagger e Stevie Ray Vaughan, contou sobre sua experiência com Madonna. “Ela (Madonna) já havia lançado um álbum e me convidou para trabalhar com Like A Virgin. Mostrei algumas coisas que ela poderia fazer, mas ela disse ‘beija minha bunda’. Hoje vamos tocar do jeito que imaginamos”, disse Rodgers antes de emendar Like A Virgin e Material Girl. Antes de encaminhar a apresentação para o fim, Rodgers fez questão de exaltar o trabalho de David Bowie. “Ele era incrível! Vamos mostrar um pouco do que fizemos juntos”. Modern Love e Let’s Dance foram as escolhidas. A primeira cantada pelo tecladista do Chic. A parceria com o duo francês Daft Punk e o norte-americano Pharell Williams, Get Lucky, foi outro ponto alto da apresentação. “Estamos vendo tantas coisas ruins no mundo. Eu venci dois cânceres e acredito que isso tem muito a ver com Lucky (sorte). Quero muito que as pessoas pensem positivo e alcancem o que precisem”. A reta final foi dedicada ao Chic, com as backing vocals dando um show. Le Freak e Good Times deixaram os fãs ainda mais entusiasmados. Rapper’s Delight, de Sugar Hill Gang, deu números finais ao show. Billy Ocean A abertura do evento em Kenwood House ficou a cargo de Billy Ocean, cantor que emplacou uma série de hits entre os anos 1970 e 1980. Aliás, tocou praticamente todos nessa apresentação com cara de greatest hits. Entre os seus principais sucessos podemos destacar as canções When the Going Gets Tough, the Tough Get Going, parte da trilha sonora do filme A Joia do Nilo (1985), Suddenly, Get Outta My Dreams, Get into My Car e Caribbean Queen, todas tocadas no show. Love Really Hurts Without You, logo no início do show, também se mostrou como grande hit, com boa parte do parque cantando junto. Para quem não conhece, nos últimos anos, Billy Ocean voltou a ficar conhecido por seu nome ser bastante citado na série Todo Mundo Odeia o Chris, onde a personagem Tonya, vivida pela atriz Imani Hakim, é sua grande fã.

Bring Me The Horizon anuncia show com Motionless in White em São Paulo

O Bring Me The Horizon se apresenta em São Paulo, com a participação da norte-americana Motionless in White, no Vibra no dia 16 de dezembro. As bandas fazem parte do lineup do Knotfest, festival que acontece no mesmo mês, e celebra o metal. Donos de hits como Can You Feel My Heart e Parasite Eve, o BMTH é presença constante em festivais pelo mundo por seu público cativo e cada vez mais numeroso. Em São Paulo sua base de fãs cresceu exponencialmente nos últimos anos, que serão presenteados com duas apresentações únicas em diferentes formatos, o primeiro um side show e a segunda data, dentro do Knotfest. O amor pelos fãs brasileiros também é recíproco: o vocalista e frontman Oli Sykes – que é casado com a modelo e musicista brasileira Alissa Salls – declarou, em seu Instagram, que havia comprado uma casa no Brasil, tirado CPF e que era agora “oficialmente brasileiro”. Já a banda Motionless in White é bastante conhecida pelos temas mais densos em suas letras e maquiagens góticas e mostrará músicas de seu mais recente álbum, lançado no início de junho, Scoring The End Of The World, além dos sucessos que os fãs querem ouvir, como Masterpiece e Another Life. Os ingressos para a dobradinha Bring Me The Horizon e Motionless in White já estão disponíveis para venda com pagamento exclusivo com o super app Ame no site da Eventim. A venda estará disponível para público geral com outros meios de pagamento a partir do dia 29 de junho às 15h. Os ingressos custam entre R$ 175,00 e R$ 650,00.